Google+ Followers

segunda-feira, 12 de março de 2012

Não nos permitamos

Cão e Belinha

Refletindo sobre nossos companheiros de jornada, é provável que, em alguns momentos da vida, nos deparemos com uma angustiante questão.

Olhamos para nossos pais, cônjuge, filhos ou amigos e nos perguntamos: Quando foi a última vez que recebi ou que lhes ofertei um abraço?

O toque, seja através do afago, do beijo ou do abraço expressa nossos sentimentos, enche a vida de ternura e aquece a alma de quem o oferece e de quem o recebe.

As manifestações sinceras de afeto fazem as pessoas se sentirem amadas e queridas pois demonstram o amor que as envolve.

Ter a liberdade de falar sobre os sentimentos e expressá-los, com equilíbrio e sensatez, também mantém apertados os laços que nos unem às pessoas com as quais nos relacionamos.

Ao constatarmos a distância estabelecida sutilmente entre os afetos, uma grande tristeza nos invade. É o momento em que nos questionamos: Quando e como começou a ser estabelecida essa distância?

Como pudemos permitir que chegasse a esse ponto? Quem foram os responsáveis? E agora? Como fazer para construir novamente essa ponte de ligação com as pessoas amadas?

Olhamos para trás buscando as respostas, na tentativa de começar a construir um caminho diferente, uma nova aproximação.

Muitas vezes, essas respostas não serão facilmente encontradas pois, por mais que busquemos nos arquivos de nossa memória, será difícil identificar o registro de quando foi que tudo começou.

Essa análise do passado é importante, pois descobrindo onde erramos, podemos, a partir dessa constatação, agir de outra forma.

Verificamos então, que talvez tenhamos nos permitido adotar algumas atitudes que podem ter nos distanciado lenta e gradativamente dos seres amados.

Foi o Bom dia deixado de lado pela pressa de começar logo as atividades de mais uma jornada de trabalho; o Boa noite esquecido, vencido pelo cansaço.

Os sentimentos ocultados pela quietude diária, onde cada um se envolve apenas com suas próprias questões pessoais.

A falta de compreensão e de companheirismo, o egoísmo, as mentiras sutis, as mágoas acumuladas e os pequenos desentendimentos.

Essas atitudes são como gotas pequeninas que, com o tempo, se transformam em imensos oceanos.

E quando nos damos conta, não mais sabemos atravessar esse espaço e tocar alguém que tanto estimamos.

* * *

Não deixemos que isso aconteça pois transpor essa distância que construímos é uma difícil tarefa.

Não nos permitamos deixar de dar o sorriso de boas vindas, o abraço de despedida, o afago de boa noite e de bom dia. Esse esquecimento pode significar o início dessa barreira invisível que se forma entre as pessoas.

Falar sobre os sentimentos, perguntar com interesse como vai o outro, escutar, importar-se, perceber o que incomoda, vibrar com o que felicita, dividir as angústias e as alegrias, faz muita diferença.

Lembremos que todas as manifestações sinceras de carinho e amor são vibrações que envolvem o próximo, aquecem as almas, alegram e embelezam a vida.

Redação do Momento Espírita.
Em 24.02.2012.

2 comentários:

  1. "...Lembremos que todas as manifestações sinceras de carinho e amor são vibrações que envolvem o próximo, aquecem as almas, alegram e embelezam a vida."

    Lindo!!!
    "Meus Filhotes", rsrs
    Estão a coisinha mais fofinha do mundo, não podia ter ilustrado melhor esse texto, parabéns.
    Beijos de baunilha (Será que gosta?!?!rs).
    Lua.

    ResponderExcluir
  2. Lua, Amiga,

    temo que conversar rs
    Mas, esta semana será a corrida... rs
    Esse texto e o que andou acontecendo por aqui... rs
    Gostou da fotos do seus "pimpolhos"?!
    Nessa época era só a dupla Cão e Bel rs

    Hehehehe
    Gosto de baunilha sim!!! rs

    Beijocas.

    ResponderExcluir