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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Começando novo ano



Aproximava-se o Ano Novo.
Aquele homem, desiludido e desacorçoado frente às dificuldades da vida, busca orientações junto a um sábio:
Senhor, eu me encontro sem vontade de viver neste mundo de tantos horrores e desilusões. Espero dia após dia e nenhuma melhora acontece em minha vida.
Parece que o mundo está todo contra mim. Resolvi que se, nesse novo ano, nada mudar comigo, desistirei de viver...
O sábio o deixou desabafar para melhor conhecer seu interior. Depois se manifestou:
Meu filho, de fato, um novo ano representa nova chance, novo recomeço...
Deus é tão bom que nos permite oportunidades novas, em menores ou maiores escalas.
Todos sonhamos com mais facilidades para ascender na vida, mas ao mesmo tempo, nós mesmos criamos várias dificuldades.
Não esqueçamos que, quando o ano recomeça, recomeçam também as cobranças de antigas promessas, que não cumprimos. Por exemplo:
Se alguma ofensa nos dói na alma, isso nos indica que é hora de perdoar.
Se temos inimigos a nos espreitar com olhares de ódio, vamos aproveitar o novo ano, e nos reconciliar.
Se o desalento nos invade a mente, vamos realizar bem as nossas obrigações, e asserenar a consciência.
Se o trabalho não tem feito parte de nossas horas, vamos abraçar as obrigações, e semear a próxima colheita.
Se as indecisões nos prendem, é tempo de nos decidirmos pelo melhor.
Não esqueçamos que cada um de nós constrói o próprio destino.
As vicissitudes que nos assaltam, esperam nossas iniciativas para sua solução.
Deus nos permite tantas formas de vencermos nossos desafios. Basta que aproveitemos a nova chance para fazê-lo.
Embora os anos se renovem indefinidamente, nosso tempo na Terra é contado, não sabemos quando termina.
Nossa vontade portanto, deve ser direcionada na solução do problema que nos desafia.
Não há tempo para vacilos nem desânimos, a rotação do tempo se faz mais dinâmica, exigindo ações firmes e rápidas.
Quanto mais complicadas nossas questões, mais precisamos simplificar as nossas vidas.
Jamais desistir de viver. Sempre é tempo de novo recomeço.
Se queremos dar início a uma nova etapa, não esperemos por uma nova encarnação, basta o novo ano que começa.


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Frente às dificuldades que a modernidade nos apresenta, sejamos mais práticos e objetivos.
Frente a árduo reinício, saibamos simplificar nossas vidas.
Dessa forma, teremos mais tempo para o que realmente importa.
Simplicidade em nossa maneira de ser, em nossas moradas, em tudo o que nos rodeia.
A vida traz em si tudo o de que realmente necessitamos. Somos nós que a complicamos.
Simplicidade é valor intrínseco da humildade, uma das maiores virtudes.
Oremos e vigiemos. Trabalhemos, no limite de nossas forças. Busquemos coroar nossos esforços, perseverando sempre.
Comecemos um novo ano, com disposição de nos enriquecermos espiritualmente e venceremos os desafios da vida.

Redação do Momento Espírita.
Em 30.12.2015.

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Aos meus queridos amigos e amigas, desejo um novo recomeço cheio de Alegria, Paz, Saúde, Prosperidade, Amizade, União e mais mil energias e coisas boas do nosso Universo!!!
Ninguém é perfeito, mas tentar melhorar a cada diz, nos faz grandes pessoas!!!
Mil abraços, mil beijos e até 2016!!!!

 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Um presente inesquecível


Linda tinha sete anos, quando ouviu sua mãe comentar com uma de suas amigas que, no dia seguinte, faria trinta anos.
Jamais Linda soubera que sua mãe fazia aniversário. Também nunca a vira ganhar um presente.
Por isso, foi até seu cofrinho, juntou todas as moedinhas e se dirigiu à loja da esquina.
Procurou um presente que pudesse se encaixar naquele preço. Havia bibelôs, mas ela pensou que sua mãe teria que espaná-los todos os dias.
Havia caixinhas de doces, mas sua mãe era diabética.
Finalmente, conseguiu comprar um pacote de grampos de cabelo.
Os cabelos de sua mãe eram longos e escuros. Ela os enrolava duas vezes na semana e quando os soltava, ficava parecendo uma artista de cinema.
Em casa, linda embrulhou os grampos em uma página de histórias em quadrinhos do jornal, porque não sobrara dinheiro para papel de presente.
Na manhã seguinte, à mesa do café, entregou o pacote à sua mãe e disse: Feliz aniversário, mamãe!
Em silêncio, entre lágrimas, a mãe abriu o pacote. Já soluçando de emoção, mostrou ao marido, aos outros filhos: Sabem que é o primeiro presente de aniversário que recebo na vida?
Beijou a filha, agradecendo e foi para o banheiro lavar e enrolar os cabelos, com os grampos novos.
Quando a mãe saiu da sala, o pai aproximou-se de Linda e confidenciou: Linda, quando eu era menino, lá no sertão, não nos preocupávamos em dar presentes de aniversário para adultos. Só para as crianças.
E, na família de sua mãe, eles eram tão pobres que nem isso faziam. Mas você me fez ver, hoje, que isso precisa mudar. Você inaugurou uma nova fase em nossa vida.
Depois desse dia, a mãe de Linda ganhou presentes em todos os seus aniversários.
Os filhos cresceram. As condições da família melhoraram.
Então, quando a mãe de Linda completou cinquenta anos, os filhos todos se reuniram e lhe compraram um anel com uma pérola rodeada de brilhantes.
Programaram uma festa e o filho mais velho foi quem, em nome dos irmãos, entregou o anel.
Ela admirou o presente e mostrou a todos os convidados.
Não tenho filhos maravilhosos? - Ficava repetindo de um em um.
Depois que todos os convidados se retiraram, Linda foi ajudar na arrumação.
Estava lavando a louça na cozinha, quando ouviu seus pais conversando na sala.
Bem, dizia o pai. Que lindo anel seus filhos lhe deram. Acho que foi o melhor presente de aniversário de sua vida.
Depois de um breve silêncio, Linda ouviu a voz de sua mãe responder docemente:
Sabe, Ted. É claro que este anel é maravilhoso. Mas o melhor presente que ganhei, em toda minha vida, foi aquela caixa de grampos. Aquele presente foi inesquecível.

* * *

Os atos que colocam colorido especial nas vidas são pequenos, silenciosos, e podem se manifestar a qualquer tempo.
É suficiente querer, usar a imaginação e deixar extravasar o coração.
Se você nunca brindou alguém com flores, com um cartão escrito de próprio punho; se você nunca surpreendeu alguém com uma festa surpresa, um presente inesperado, tente hoje.
Hoje é sempre o melhor tempo para começar o que é bom, novo e portador de felicidade.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Os grampos de cabelo, de autoria de Linda Goodman, do livro Histórias para aquecer o coração das mães, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Shimoff, ed. Sextante.

Em 3.12.2015.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Dormir junto com seu dog: sim ou não?


Saiba os benefícios para quem vive essa prática e os cuidados que devem ser tomados sempre

Os cães estão ganhando cada vez mais espaço no coração e na casa das pessoas. Quem antes acreditava que animais deveriam viver presos no quintal, hoje estão revendo seus conceitos e abrindo as portas de casa para desfrutar ainda mais da companhia desses peludos.

Porém, um questionamento ainda é feito por parte dos tutores: Posso ou não deixar meu cão dormir comigo? Há quem diga que essa prática não é boa nem para a saúde nem para a relação dos cães com seus donos. Entretanto, há aquelas pessoas que vão de encontro a essa prerrogativa e permitem os animais em cima das camas, e ainda afirmam que essa situação é saudável para ambos os lados.

Na realidade, existem prós e contras para as duas circunstâncias. Todavia, essa é uma opção muito pessoal de cada dono, pois reflete na maneira como ele se relaciona os animais e o convívio deles com os pets.
Presença dos cães nas camas dos tutores pode resultar em benefícios para ambos

O lado bom de dormir com o cão


A falsa ideia de que animal só precisa de comida, água e teto tem sido quebrada nas últimas décadas. O amor, atenção e cuidados mais especiais com os pets está se tornando cada vez mais presente nas famílias que resolvem criar um cachorro, e dormir com o cão está dentro dessas regalias.

De acordo com pesquisadores, a presença dos cães nas camas dos tutores trazem benefícios não só ao animalzinho que vai dormir na presença do dono e no aconchego dos cobertores. Para os humanos também existem vantagens dividir a cama com melhor amigo de quatro patas. São elas:

Aconchego: Não existe cobertor melhor do que o calor que seu amiguinho de quatro patas transmite. E se os dias quentes forem um problema, a fofura do seu animalzinho vai contornar isso muito bem;
Diminuição da ansiedade: Existem cães que são treinados para acompanhar pessoas que possuem síndrome do pânico ou que sofrem com problemas ligados à ansiedade.

Proteção: A ideia de que o cão nos protege de algum mal se intensifica na horas de dormir. Ter o animal ao nosso lado, nos traz uma sensação de segurança;
Os cães adoram: Quem que não gosta de dormir com quem gosta e ainda mais no quentinho? O afago que os donos dão ao animalzinho faz ele adorar dividir a cama com você;

Aumenta a relação: Algumas vezes os cães ficam o dia todo sozinhos em casa e, ao colocá-lo para dormir com você, a relação entre ambos pode aumentar. Sendo assim, é possível diminuir a saudade que o pet sentiu da sua companhia e vice-versa.

O lado não tão bom de dormir com o cão


Os animais possuem muitos hábitos diferentes dos nossos, é claro. Tanto de dia quanto à noite isso não muda. Por essa razão é importante os tutores saberem os desafios que podem ser encontrados ao dividir a cama com os cães.

Turnos: Assim como de dia, os cães têm turnos à noite. Alguns não conseguem dormir todo o período noturno, outros acordam para fazer xixi ou outras necessidades que vão depender de cada cachorro. Essas circunstâncias podem interferir no seu sono, causando incômodo e consequências no dia seguinte;

Dominância: Os animais que dormem com seus donos podem achar que são proprietários da cama. Isso não é saudável, pois cães tendem a defender os territórios que lhes pertencem. Caso alguma visita chegue e se aproxime da cama, eles podem atacar as pessoas. É preciso deixar claro que quem manda naquele espaço é você. É importante que os tutores saibam comandar os seus pets. Pensando nisso, é interessante criar comandos para os cães, a fim de que eles entendam a relação de dominância daquele espaço. O “desça” é um dos que devem mais ser trabalhados com os cães, para que eles saibam a hora que podem ou não subir na cama;

Higiene: Os cães não usam sapatos para passear na rua ou brincar com os seus donos no lado de fora da casa. Eles também não pensam duas vezes ao rolar no chão quando se faz necessário. Adoram esfregar o corpo em paredes, árvores e em outros lugares que não podemos limpar. Todos os micro-organismos adquiridos nessas atividades corriqueiras na vida do cãozinho serão depositados em sua cama na hora de dormir. Por isso é imprescindível que o dono mantenha uma higiene adequada nos cães. Só cuidado com a quantidade de banhos, eles podem ser prejudiciais à saúde do pet;

Alergias: Se o dono tem alguma alergia relacionada ao cão o ideal é não forçar essa dormida. Cães soltam muitos pelos e isso pode ser muito prejudicial para sua saúde;

Espaço: A cama pode se tornar um espaço muito pequeno para você ou para seu amiguinho. Caso você seja muito espaçoso na hora de dormir, pode machucar o pet sem querer. Do mesmo jeito ocorre se o cão é inquieto e toma o espaço quase todo da cama, quem sofre é você quando levanta.

Vivendo bem com o cão

O importante mesmo é viver bem com seu amiguinho, seja dividindo a cama ou não com ele na hora de dormir. Se você é daqueles que acha que não vale a pena apostar nessa prática, mas quer proporcionar conforto ao seu pet compre uma caminha ideal para ele. Já se você é dos que acha normal dormir com o cão, só deve está sempre atento aos cuidados de todos os aspectos já citados.

Uma última e valiosa dica é pensar muito bem antes de tomar a decisão de permitir que o seu animal durma ou não na mesma cama que você. Não confunda seu amiguinho. Se ele não pode, deixe isso bem claro e não abra exceções, mas se ele pode… aproveitem!





sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Os cachorros enxergam no escuro?


Este tema causa bastante curiosidade e desperta a atenção dos tutores de plantão

A visão dos cães é um tema que desperta bastante curiosidade e provoca perguntas como: é verdade que estes animais enxergam no escuro? Quem tem um animalzinho em casa já pode ter tido a impressão de que ele está enxergando tudo mesmo sem nenhuma luz.

A estrutura da visão canina é diferente da nossa, eles não enxergam o mundo da mesma maneira que nós, mas será que eles realmente conseguem enxergar no escuro? Não, embora os cachorros enxerguem melhor que nós no escuro, eles não conseguem enxergar na escuridão total.

A estrutura da visão canina

A visão dos cães possui alguns mecanismos que fazem com que tenhamos a impressão de que eles podem enxergar completamente no escuro. Os cachorros possuem pupilas maiores, têm mais bastonetes em retinas mais largas e um tecido chamado tapetum lucidum.

Os olhos dos cães, assim como na maioria dos animais considerados predadores, estão localizados à frente do crânio, com o eixo visual mais perto do paralelo e campo visual binocular maior. Assim, a imagem é formada a partir dos estímulos recebidos pelos dois olhos, o que significa que os cachorros enxergam bastante bem o objeto que está na frente da sua cabeça e possuem visão periférica ao nível dos olhos.

Foto: Reprodução

A visão noturna dos cães

Assim como os humanos, os cães também não possuem a capacidade de enxergar na completa escuridão, mas eles fazem um melhor uso de qualquer luz disponível, por menor que seja.

Os pets possuem adaptações para a melhoria da visão noturna, por isso, eles são capazes de enxergar em ambientes com pouca luminosidade. Isso é possível pela presença de pigmentos no fundo dos olhos que refletem e amplificam a luz até 130 vezes mais que os humanos.

Devido à forma com a qual os olhos dos cães estão estruturados, estes animais utilizam qualquer fonte de luz disponível de maneira duplicada, isto é, processam a luz assim que ela entra nos olhos e depois refletem novamente qualquer excesso. Por isso, a visão dos cães em determinada situação com pouca iluminação pode ser borrada, mas eles ainda são capazes de perceber qualquer movimento.

Os cães enxergam em preto e branco?

Além de se os cães conseguem enxergar no escuro, outra dúvida comum é se eles enxergam apenas em preto e branco. Isto também não é verdade, pois segundo estudos, os cachorros possuem e usam a visão em cores, mas de maneira diferente dos humanos. A quantidade de receptores específicos da visão colorida, nos cães, é muito pequena comparada a dos humanos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Por que meu cachorro fica me encarando?


Normalmente, quando fazem isso, não é tanto pela devoção ao dono, mas sim porque querem ganhar alguma coisa

Os cães gostam de nos encarar, alguns com maior, outros com menor frequência. Você já reparou que, de repente, seu cão parou e começou a olhar para você, simplesmente assim, como se esperasse alguma coisa? Pois é, isso é bastante comum, portanto, não se assuste.

Primeiro pense que você é o líder dele. Dessa forma fica fácil pensar nos motivos que um cãozinho teria para olhar o seu líder e ser leal e devotado, certo? Alguns cães, no entanto, acabam exagerando, seguindo os donos para todos os lados e encarando-os de forma intensa e firme. Normalmente, quando fazem isso, não é tanto pela devoção, mas sim porque acham que vão ganhar alguma coisa.

Só por comida os cães nos encaram?

Não, não… Como falamos no primeiro parágrafo, os cães também são fiéis e devotos, mas ainda assim também pode ser outras coisas além dos deliciosos petiscos ou da devoção.

Pode ser, por exemplo, que seu cão esteja querendo qualquer tipo de recompensa, como brincadeiras, carinho, palavras carinhosas e até mesmo um passeio. Pode ser ainda que ele queira atenção, independentemente da forma que vai receber, ou ainda que, quando recebe treinamento constante, esteja esperando por instruções.

Outra ideia é a de que, por eles estarem sempre atentos a como seus tutores estão, estejam, ao te encarar, tentando saber o que quer, observando a sua expressão facial e seus gestos.

Reforce os laços

Independentemente do caso, quando o cão encara o dono, se trata de algo bom. A troca de olhares pode ser usada ainda para reforçar os laços entre você e o cão, trazendo um momento bastante prazeroso para ambos envolvidos. Mas atenção: antes de olhar diretamente nos olhos dele, você precisa saber que isso pode ser a chamada para uma briga, portanto, só faça isso caso tenha um relacionamento saudável com seu cachorro. Quando o cão tem traços de agressividade isso não deve ser colocado em prática.

Tá incomodando? Saiba como fazer o cão parar

Se te incomoda que o cão siga você e fique te encarando – o que normalmente, na verdade, é motivo de orgulho para os tutores, mas sempre tem alguém que não gosta, não é mesmo? –, existem algumas dicas que podem ajudar a diminuir isso.

Se o cão seguir você à qualquer cômodo da casa querendo atenção, ignore completamente, sem trocar olhares, carinho ou dar colo. Outra dica é, quando ele começar a te encarar pedindo alguma coisa, ignore, não dê nada para o cão e sequer converse com ele. A tendência é que, com o tempo, essa prática faça o cão desistir.

Pouca gente se incomoda efetivamente com isso, uma vez que, normalmente, é uma demonstração de afeto e de que o cão confia e quer estar perto de você e, desestimular esse comportamento pode ser desestímulo para a devoção que ele tem por seu tutor.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

7 coisas que você (talvez) não sabia sobre gatos


Os gatos são uma espécie cheia de mistérios! Descubra agora coisas que você nem imaginava sobre os felinos!

1 - Entre todos os animais, apenas os felinos ronronam e, até hoje, a ciência não consegue explicar o porquê.


Pesquisadores não entendem por que os gatos ronronam. Enquanto alguns acreditam que o ato de ronronar esteja ligado a garganta dos gatos, outros levantam a hipótese sobre sua influência no sistema cardiovascular. Isso teoricamente ocorreria porque os gatos têm capacidade de ronronar desde a primeira semana de vida e não alteram suas funções respiratórias (inspiração e expiração) para fazê-lo. De qualquer forma, até hoje, ninguém sabe a função de ronronar.

2 - As patas da frente do gato tem 5 dedos enquanto as de trás têm somente 4



Os gatos são um dos poucos animais que têm uma quantidade diferente de dedos nas patas da frente e de trás.

3 - Gatos não mastigam a comida


Os gatos conseguem engolir e digerir a comida mesmo sem mastigá-la. Diferentemente dos humanos, que movimentam a mandíbula para cima, para baixo e para os lados, os gatos só conseguem movimentá-la para cima/baixo. Sendo assim, eles usam os dentes para rasgar a presa, mas depois engolem os pedaços inteiros sem mastigar.

4 - Gatos usam o bigode para determinar se cabem em um espaço


Gatos não precisam saber o seu peso ou tipo corporal para determinar se cabem em um lugar ou não. Usando somente o seu bigode, ele determina se vai caber tranquilamente ou se vai ficar apertado em um canto.

5 - Gatos sonham igual aos humanos


Assim como os humanos, quando os felinos entram em um estado de sono profundo, eles produzem os mesmos padrões de ondas cerebrais que os seus donos fazem quando dormem.
Gatos gostam de camas confortáveis em lugares aconchegantes e elevados.

6 - Felinos possuem uma frequência cardíaca rápida


O pulso de um gato gira em torno de 160-240 batimentos por minuto, dependendo da sua idade. Quanto mais jovem o felino for, mais rápido tende a ser sua frequência cardíaca.

7 - Gatos vegetarianos podem ficar cegos


Gatos são carnívoros obrigatórios e precisam de carne para sobreviver. Desde o sistema digestivo até o seu jeito de mastigar é especialmente desenvolvido para rasgar e engolir a carne. Dentre os nutrientes presentes em suas presas está a taurina, um aminoácido extremamente importante para esses animais. Sem ela, os gatos podem ficar cegos.

Fonte: PetMag

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Como definir saudade?


Como se pode definir a saudade? Dor da ausência de quem atravessou o umbral da porta e não mais voltou?
De quem se foi, tomado de mágoa, e disse que jamais retornaria?
Dor pela ausência de quem foi abraçado pela morte, depois de uma despedida que nunca aconteceu, porque tudo foi repentino, brusco, inesperado?
O que é isso que dói tanto e quanto mais passa o tempo mais parece machucar?
Segundo o dicionário é a lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las.
É verdade. Sentimos saudades de pessoas e de coisas já vividas, de coisas que já possuímos.
Sentimos saudade da espetacular viagem realizada, em que conhecemos lugares tão pitorescos, em que respiramos ares tão diversos, em que nos deixamos envolver pela sua magia e encantamento.
E desejamos, ardentemente, reprisar. Por isso, sonhamos. Sonhamos enquanto dormimos ou de olhos abertos, durante o dia mesmo.
Desejamos retornar àquelas localidades para tornar a sentir as mesmas emoções, que ficaram gravadas em nossa intimidade.
Temos saudades da casa da nossa infância, onde fomos felizes. A casa com o terreno tão grande, cheio de árvores, que nos conheceram muito bem.
Afinal, subíamos nelas todos os dias, fossem dias escolares ou de férias.
Quantas frutas saboreamos no pé de ameixa, de caqui, sem mesmo nos darmos ao luxo de lavá-las.
Eram nossas, do nosso quintal, portanto, no nosso entender de crianças peraltas, estavam limpas. E eram tão saborosas!
A saudade nos traz a vontade de tornar a encontrar aqueles sabores, tão peculiares, diferentes das frutas que adquirimos no mercado.
Saudade é algo estranho. Ela nos lembra de pessoas, de momentos, de fatos que desejamos se reprisem.
Nostalgia. A alma sente vontade de sentir de novo aquela mesma alegria, aquela emoção, aquele cheiro, aquele sabor.
Quando se trata de pessoas, dizem que saudade é a ausência do fluido, da energia delas, que ficou impregnado em nós, enquanto estávamos juntos.
É o residual dos tantos abraços e afetos trocados. E que, com o tempo, vai se diluindo, desaparecendo.
Aí a saudade estende laços e aperta.

* * *

Definir é difícil. O poeta a descreve de uma forma, o literato de outra, o psicólogo estabelece análise peculiar.
Enfim, não importa. O que importa mesmo é que ela nos envolve e nos machuca, desejando ser saciada.
Por isso, é muito importante que cada momento ao lado de quem amamos, seja vivido de forma intensa.
Que gravemos na memória as particularidades, que fotografemos com o coração o que desejamos rememorar, em dias de saudade.
Hoje é o dia em que devemos viver com toda intensidade, amar, abraçar com toda a intensidade, usufruir dos cheiros, dos sabores, das belezas com toda a intensidade.
Hoje, enquanto o dia é oportunidade.
Amanhã ou mais tarde, se precisarmos, acionaremos essas lembranças intensas, essas memórias profundas para alimentar a nossa infinita saudade...
Não nos permitamos perder o momento presente, rico, insuperável.

Redação do Momento Espírita.
Em 19.10.2015.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Lutando pelos próprios direitos

Ghandi durante a Marcha do Sal

No dia 12 de março de 1930, Mahatma Gandhi e vários discípulos iniciaram uma marcha, em protesto à proibição, pelos britânicos, da extração de sal na Índia Colonial e à imposição de comprar os produtos industrializados do Reino Unido.
A marcha, que ficou conhecida como Marcha do sal ou Satyagraha do sal iniciou no mosteiro Sabarmati Ahsram e terminou na pequena aldeia de Dandi.
A comitiva parava de cidade em cidade para descansar, conseguindo assim mais simpatizantes, ao longo da caminhada de quase quatrocentos quilômetros.
Vinte e cinco dias depois, após o banho, ritual sagrado para os hindus, Gandhi apanhou um punhado de sal à beira-mar. Simbolicamente, seu gesto foi imitado pelos milhares de indianos ali presentes.
Em resposta, os britânicos prenderam mais de cinquenta mil indianos, entre eles, o próprio Gandhi.
Se o intuito era acabar com o protesto, de nada adiantou. A marcha continuou, mesmo sem o líder, em direção às salinas ao norte de Bombaim.
Estavam de tal forma impregnados pela atitude de Gandhi que prosseguiram, desejosos de verem exitosa a campanha a que estavam afervorados.
Aproximaram-se em silêncio dos depósitos de sal, guardados por quatrocentos policiais, que investiram contra eles com cassetetes.
Os que protestavam foram tombando, sem esboçar nenhum gesto de defesa. Cada coluna que avançava, era igualmente abatida.
Extraordinário exemplo de líder foi Gandhi. Um fenômeno humano de incrível força cósmica. Sua grandeza e sua coragem pessoal ainda não foram devidamente medidas e compreendidas.
A seu respeito, afirmou outro gênio do século XX: Talvez as gerações futuras dificilmente acreditarão que alguém como ele, em carne e osso, tenha caminhado, um dia, sobre a Terra.
O grande líder demonstrou como é possível equilibrar oração e ação. Vida material e vida espiritual. Ele conseguiu ser dinamicamente passivo e passivamente dinâmico.
A mensagem de sua vida indicou-nos o caminho para nossa própria plenitude.
É um modelo. Ele compreendeu e experimentou, com maior clareza que qualquer outro líder de nosso tempo, que a libertação é um processo que começa na interiorização do homem.
E que alcança sua plenitude e forma explícita no comportamento social e político.
A não violência, como estratégia de libertação, definiu a opção de Gandhi como uma alternativa política que corre inseparavelmente ao encontro de uma ética fundamental da vida.
É um processo de conscientização que propõe ao homem captar a realidade de sua força interior e usá-la para abrir os canais de solidariedade ativa.
Como temos necessidade de líderes e seguidores dessa ordem!
Invistamos em nós mesmos para que a não-violência ativa se converta na praxis de movimento popular, para benefício de todos.
Recordemos o exemplo de Gandhi. Seu testemunho vivenciado é um sinal de esperança e compromisso na renovação e na construção de um mundo mais justo, mais feliz e mais humano.
Em síntese, o mundo do Terceiro Milênio. O mundo pelo qual todos ansiamos.
Trabalhemos para isso.

Redação do Momento Espírita, com base no livro Gandhi, o apóstolo da não-violência, coordenação editorial e Publicação da Editora Martin Claret.

Em 26.8.2015.

sábado, 15 de agosto de 2015

Na memória silenciosa de Deus



Certo dia, passeando pelo parque, notei dois idosos sentados em frente ao lago. Mãos dadas, sorrisos largos e uma cumplicidade admirável entre eles.
Tal cena me chamou profundamente a atenção. Por conta de minha natureza curiosa, me aproximei, no exato instante em que o senhor, distendendo seu braço, aproximou-se de sua amada e a envolveu.
Os lábios brevemente se encostaram, seguido por um eu te amo comovente e apaixonado.
Depois de passar a enrugada mão pelo rosto da esposa, o senhor, sorrindo, virou-se em minha direção – eu, que por conta de minha curiosidade estava perto demais – e asseverou: Sessenta e três anos, meu filho.
Perdão, meu senhor. Não compreendi bem, disse eu, um tanto quanto envergonhado por conta do flagrante.
Sessenta e três anos, repetiu ele, rindo, provavelmente ao constatar meu rubor ligeiro. Nesta semana, minha esposa e eu completamos sessenta e três anos de um casamento feliz e apaixonado.
Puxa! Exclamei. E qual o segredo para um casamento tão duradouro?
O rapaz tem tempo para ouvir a resposta? Hoje em dia, os jovens não têm tempo para nada.
Tenho sim, senhor, respondi, me sentando em outro banco, próximo ao apaixonado casal.
Bem, disse ele, certa vez li, em um livro, o que considero ser a receita para um casamento feliz.
E, tomando as mãos de sua esposa entre as suas, o sábio idoso começou a declamar:

“Nascestes juntos e juntos ficareis para sempre.
Ficareis juntos quando as asas brancas da morte dispersarem os vossos dias.
Sim, ficareis juntos até na memória silenciosa de Deus.
Mas que haja espaço na vossa comunhão. E que os ventos do céu dancem no meio de vós.
Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um empecilho: seja antes um mar vivo entre as praias das vossas almas.
Enchei cada um o copo do outro, mas não bebais no mesmo copo.
Partilhai o pão, mas não comais do mesmo bocado.
Cantai e dançai juntos, sede alegres. Mas permaneça cada um sozinho, como estão sozinhas as cordas do alaúde, embora nelas vibre a mesma harmonia.
Dai os vossos corações, mas não os confieis aos cuidados um do outro.
Porque somente a mão da vida pode conter os vossos corações.
Mantende-vos juntos, mas nunca demasiado próximos. Porque os pilares do templo elevam-se, distanciados, e o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro".

* * *

Muitos são aqueles que respondem, superficialmente, que o objetivo do casamento é a perpetuação da Humanidade.
Todavia, a união entre dois seres é marco de progresso no seio da Humanidade.
O objetivo maior é a evolução moral do ser.
É assim que o casamento se constitui em excelente oportunidade de progresso para aqueles que bem sabem aproveitar. Nele, o meu torna-se nosso.
Ainda, eis grande ensejo de desenvolvermos e praticarmos a fraternidade, a tolerância, o desprendimento, o companheirismo, a benevolência.
O casamento é, acima de tudo, afortunada ocasião para compreendermos que o amor só é amor quando se doa, quando não há interesse, quando as necessidades do próximo são tão ou mais importantes do que as nossas.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no cap. O matrimônio, do livro O profeta, de Khalil Gibran, ed. L&PM Pocket.
Em 14.8.2015.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Desintegrar


Uma nave russa descontrolada está para cair sobre a Terra, informam os tabloides.
Pesando cerca de oito toneladas, um objeto enorme sobrevoa nossas cabeças e ninguém sabe ao certo onde irá desabar.
Tal notícia poderia gerar pânico, certamente, a não ser por um único detalhe: o artefato se desintegrará, totalmente, em sua reentrada na atmosfera terrestre, fazendo restar apenas alguns pequenos e inofensivos destroços quando chegar ao chão.
Isso se dá por estarmos muito bem protegidos pela densa atmosfera terrestre que, graças ao atrito que gera na reentrada em velocidade desses objetos, desintegra-os, em altíssimas temperaturas.
O ar vai se tornando mais denso à medida que a altura diminui, isto é, quanto mais perto da crosta, mais denso é o ar, e mais atrito gera.
É esse mesmo fenômeno que nos protege de meteoros e de todo lixo espacial.
A atmosfera densa da Terra desintegra os corpos em sua entrada.

* * *

Espiritualmente falando, o planeta Terra também é responsável pela desmaterialização das almas.
Quando na encarnação, estamos submetidos a muitas experiências, a muitas provas, a dores que vão, lentamente, nos desintegrando, isto é, retirando as camadas mais duras, mais rígidas e materiais.
Muitos de nós, para sobreviver e para seguir em frente, precisamos nos desconstruir e começar de novo. E a atmosfera espiritual da Terra propicia o campo de experiências para isso.
Renovar as ideias. Deixar de pensar como pensávamos. Deixar de agir como agíamos. Deixar de lado vícios antigos. São muitas as formas de nos desintegrarmos em vida para nos reintegrarmos, novamente, nos braços do Criador.
A reentrada na Terra nos expõe a altas temperaturas, que muitas vezes não sabemos se vamos suportar ou não. Se olharmos de perto veremos apenas uma grande bola de fogo, um incêndio.
Porém, observando à distância, numa noite escura, cada uma daquelas estrelas cadentes é, na verdade, um astro que está se tornando melhor.
A reencarnação nos proporciona essa reentrada no cenário terrestre.
Uma oportunidade sem igual para nos burilarmos, para nos reconstruirmos, para que retiremos de nós todas as carapaças, todas as estruturas espessas que fomos acumulando, ao longo dos tempos, e que nos mostremos como verdadeiramente somos. A essência, Espírito.

* * *

Diariamente reentram na atmosfera da Terra milhares de Espíritos, como estrelas cadentes riscando de fogo a cúpula noturna.
Renascemos muitas vezes e cada vez somos menos matéria e mais Espírito. Menos dor e mais alegria. Menos egoísmo e mais caridade.
Renascemos, também, muitas vezes, dentro da própria encarnação, cada vez que percebemos que retiramos um peso dos ombros ou deixamos de odiar, ou passamos a amar mais.
Desintegrar-se é ser mais doação e menos apego; é ser mais indulgência e menos julgamento; é ser mais perdão e menos mágoa.
Desintegrar-se...
Comecemos...

Redação do Momento Espírita.

Em 28.7.2015.

 * * *

Acho que nada acontece por acaso...
Este texto vem bem a calhar com o que aconteceu comigo estes dias...

terça-feira, 28 de julho de 2015

Nina...


Sábado pela manhã recebi a seguinte foto de um amigo pelo messenger do Facebook:





E a seguinte frase: "Quer para você?"
Quem conheceu o Cão, pode imaginar o meu susto...
Ela é muito parecida com ele...
Reparem no olhar dela...
Eu fiquei em choque, sou sincero e disse a ele que poderia cuidar dela até arranjar um lar, mas que não iria ficar.
Ele me explicou que está se mudando e que o novo apartamento é proibido animais...
Enfim, conversa vai, conversa vem, ele trouxe ela à noite aqui em casa.
Nina, ou Nana, como a filha mais nova dele a chama, logicamente sentiu falta na hora da família que a criou desde pequena, até agora, com seus 4 aninhos.
Nas primeiras horas foi um "perrengue" daqueles...
Ela só apontava para a porta e latia... e latia... e latia... rs
Para quem tem cachorros que não latem, como eu, estava ficando doido rs
Mas, Nana, como eu preferi chamá-la, logo se acalmou e não saia do meu lado!
Foi nessa hora, de mais calma, que ela começou a me assustar...
Assustar porque o jeito que deitava ao meu lado, os beijos que me dava, até o suspiro me lembravam o Cão...
Não tudo, mas muitas de suas atitudes...


Podem dizer que é porque ela é um cachorro ou que é por causa da raça, mas porque os outros dois que tenho aqui em casa são tão diferentes?
Quem tem sabe que os animais são como nós, seres humanos, cada qual com sua personalidade!
No domingo ela já estava bem mais calma, tanto que não chorou, nem latiu mais.
Ficava ao meu lado o tempo todo e quando eu fui dormir, meu pai, igual ao Cão!!!
Tinha que estar encostada em mim, quando eu saia ela vinha e deitava do meu lado...


Eu não tive como não me entregar a esse carinho e deixar fluir todo aqueles sentimentos que estavam guardados dentro de mim em relação ao Cão...
Porque tenho que dizer que foi e ainda é muito duro ter perdido meu filho...
E foi pior, porque por questão de duas semanas, minha mãe partiu também...
Eu digo que perdi a vontade de tudo. 
Não queria conversar, não queria sorrir, não sentia vontade de nada.
Parei de mexer aqui no Blog, cancelei nossa conta no facebook, não saia, não ligava e nem atendia o telefone.
A única coisa que não deixei de fazer, foi trabalhar.
Sinto muito se feri ou magoei alguém por ter sumido, mas eu não queria falar com ninguém, explicar nada.
Algumas pessoas chegaram a insistir em falar comigo, o que me deixou profundamente nervoso, mas eu quis me dar um tempo e dei.
Agora que estou começando a voltar ao convívio social rs
A dor ainda é muito grande, mas a vida continua...
E a Nina surgiu do nada e me trouxe momentos de pura felicidade...
Sim, eu me deixei levar.
Por ela ter tanta coisa parecida com o Cão, aquilo alimentou minha alma de uma forma que vocês não fazem ideia...
Faziam meses que eu não dormia tão bem, meses que não sentia tanta felicidade...
Eu sei, tenho meus outros filhos, os amo de paixão, mas é diferente...
E como agradeci a Deus e a Jesus Cristo por aqueles momentos, como aquilo estava me fazendo bem!!!
Mas, meu amigo mandou uma mensagem dizendo que a filha dele pequena estava sentindo muita falta da Nana.
Resumindo, ele veio buscá-la...
Disse que vai alugar uma casa em vez do apartamento para que a Nana possa ficar com eles...
E a Nana se foi...


Para você que está lendo isso, pode estar se perguntando o porque deu estar escrevendo tudo isso... E vou lhe contar...
No meu ver, não existe culpado ou inocente nessa história.
Como dizia para mim uma amiga que perdi contato a anos: "Não existe 100% inocente e nem 100% culpado, é sempre 50% de cada um!".
Eu creio nisso sim e tento colocar em prática sempre que necessário.
Eu estou escrevendo isso, porque eu gostaria que as pessoas pensassem mais antes de agirem...
Principalmente quando envolve outras pessoas.
Foram praticamente apenas 48 horas de convívio com a Nana, mas foram 48 horas de muita emoção, que trouxe sentimentos à tona, entrega, dor, alegria...
Eu estou muito feliz que meu amigo tenha mudado de atitude, que tenha decidido alugar uma casa, aonde ele possa ficar com a Nana, pois ela foi criada por eles desde pequenina, a filha dele a ama...
Mas, e eu?
Eu sou adulto e sei que vou superar tudo isso, por mais que esteja doendo muito, mas será que tudo isso não poderia ser evitado?
O que para nós muitas vezes parece banal, pode não ser para outra pessoa...
Por isso, sempre que possível, aprendi mais uma vez, que temos que pensar bem antes de agir...
Apesar de tudo eu estou muito feliz por saber que a Nana está com a família dela e que ela tanto ama.
E eu? Eu vou guardar no coração essas horinhas que tive com ela por toda a eternidade, porque a felicidade é isso, momentos maravilhosos e inesquecíveis!!!

Abraxos!!!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Servir sempre


Saber-se útil é essencial para um viver equilibrado.
Por isso, convém desenvolver o hábito de servir.
Não apenas em dias de arrependimento ou reparação.
Em todas as circunstâncias, o serviço é o antídoto do mal.
Talvez você tenha caído na trama de terríveis enganos e sonhe em se reabilitar.
Sendo assim, não desperdice a riqueza das horas, em inúteis lamentações.
Levante-se e sirva nos próprios lugares onde espalhou a sombra do erro.
Com essa atitude humilde, granjeará apoio infalível ao reajuste.
Quem sabe você enfrente duros problemas em sua vida particular.
Nessa hipótese, livre-se do fardo inútil da aflição sem proveito.
Reanime-se e sirva, no quadro de provações e dificuldades em que se situa.
A diligência e o labor funcionarão como preciosas tutoras, abrindo a senda ao concurso fraterno.
Quiçá você padeça obscura posição no edifício social.
Nessa situação, convém se prevenir do micróbio da inveja.
Movimente-se e sirva no anonimato.
A conduta digna e o devotamento funcionarão como luminosa escada rumo ao Alto.
É provável que você sofra o assalto de ferozes calúnias.
Esqueça a vingança, que seria aviltamento e baixeza.
Silencie e sirva, olvidando ofensas.
Ao eleger o perdão e a atividade no bem como estandartes, você forjará um invencível escudo contra os dardos da injúria.
Quem o vir trabalhador e nobre não conseguirá acreditar na maledicência.
Pode ser que você suporte o assédio de Espíritos inferiores.
Antigos desafetos de outras vidas podem estar a persegui-lo, no desejo de vê-lo recair em velhos vícios.
Abstenha-se da queixa sem utilidade.
Resista e sirva, dedicando-se ao socorro dos que choram em dificuldades maiores.
A dedicação à beneficência terminará por conquistar a simpatia de seus próprios adversários.
Ao vê-lo incansável no serviço ao próximo, eles se envergonharão de desejar seu mal.
A preguiça é ópio das trevas.
Os que não trabalham transformam-se facilmente em focos de tédio e ociosidade, revolta e desespero.
Tornam-se desequilibrados, pessimistas e ressentidos.
Como prestam muita atenção nos próprios problemas, acham-se os mais desafortunados do mundo.
Também estão sempre dispostos a fiscalizar o comportamento alheio e a apontar falhas.
Ao contrário, quem se dispõe a amparar raramente encontra tempo para criticar.
Assim, servir é um imperativo de saúde física e espiritual.
Para ser feliz e equilibrado, impõe-se adquirir esse saudável hábito.
Quem busca sinceramente servir nunca encontra motivos para se arrepender.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. LXXI, do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

Em 23.7.2015.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Apatia


Olhando só para o chão, percebeu apenas o movimento das sombras sem cor.
Sem coragem de olhar para o céu, deixou de ver o voo azul das borboletas.

* * *

Apatia é doença da alma.
Congela a vontade, paralisa os movimentos, faz-nos estátuas vivas.
Vivos-mortos que perdem o sentido de viver, que cedem ao automatismo dos dias, que adquirem visão monocromática de tudo e de todos.
Indiferença. Os apáticos sofrem do vício da indiferença.
Acostumaram-se com as notícias ruins, as desgraças, os flagelos destruidores, e tais fatos nem mais lhes tocam o coração. Não são capazes nem de enviar bons pensamentos às vítimas.
Uma prece? Não. Prece é coisa de religioso fanático. – Dizem ou pensam.
Acostumaram-se com o jeitinho, esquecendo que tal maneira de negociar ou resolver as questões é apenas corrupção disfarçada.
Acostumaram-se com as lágrimas dos outros e elas não mais os emocionam. Foram obrigados a represar suas emoções. Expressar emoções é para os fracos. – Cochicham.
Acostumaram-se com o mal... inacreditavelmente.

* * *

Acostumamo-nos a olhar mais para o chão do que para o céu, esta é a verdade, e depois de um tempo nem achamos o chão tão ruim assim...
Isso é gravíssimo, pois se perde a referência de algo melhor, de algo maior, e todos precisamos mirar alto para poder crescer.
A apatia nos aprisionou em estruturas de pensamentos absurdas, nos aprisionou à falta de emoções e em comportamentos robóticos insensíveis.
Ela nos fez pensar que não somos capazes de mudar nada, que tudo sempre foi assim, que a Humanidade não tem jeito e que nosso futuro é desesperador.
O apático é alguém que perde a batalha antes mesmo de enfrentá-la.

* * *

Elimina do teu vocabulário as frases pessimistas habituais, substituindo-as por equivalentes ideais.
Não digas: "Não posso"; "Não suporto mais"; "Desisto".
Faze uma mudança de paisagem mental e corrige-a por outras: "Tudo posso, quando quero"; "Suporto tudo quanto é para o meu bem" e "Prosseguirei ao preço do sacrifício, para a vitória que persigo".
A apatia é doença da alma, que a todos cumpre combater com as melhores disposições.
Na luta competitiva da vida terrestre, não há lugar para o apático. Receando o labor bendito ou dele fugindo, mediante mecanismos de evasão inconsciente, a criatura se deixa envenenar pela psicosfera mórbida da autopiedade, procurando inspirar compaixão antes que despertar e motivar amor.
Reage com vigor à urdidura da apatia, do desinteresse.
Ora e vence o adversário sutil, que em ti procura alojamento, utilizando-se de justificativas falsas.
A lei do trabalho é impositivo das leis naturais que promovem o progresso e fomentam a vida.
Não é por outra razão que a tradição evangélica nos informa: “Ajuda-te e o céu te ajudará”, conclamando-nos à luta contra a apatia e os seus sequazes, que se fazem conhecidos como desencanto, depressão, cansaço e equivalentes.

Redação do Momento Espírita, com base no poema Apatia, de Adélia Maria Woellner, e no cap. 35, do livro Alerta, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

Em 21.7.2015.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

As três virtudes


Os dias se mostravam difíceis para Jaqueline, desde algum tempo.
As tormentas no lar se faziam longas e, agora, traziam agravantes.
O marido sempre ausente, alheio aos problemas que surgiam na intimidade familiar.
A educação do filho se mostrava desafiadora, exigindo cuidados e atenção.
Não bastasse isso, iniciavam-se dificuldades financeiras que se alastravam.
Estava aturdida e sem saber como agir. Parecia que perdia todas as esperanças e a coragem que a caracterizava.
Andava cabisbaixa, com a sensação de estar prestes a cair no choro, desesperar-se.
Foi nesse estado de ânimo que quase tropeçou na rua com um velho conhecido.
Amigo da família, ele acompanhava a trajetória de Jaqueline, e ela tinha por ele grande carinho, considerando-o um pai.
Rapidamente ele percebeu em seus olhos o drama que buscava esconder.
Tentando oferecer-lhe ajuda, de alguma forma, a convidou para um café ali próximo e, quem sabe, uma conversa.
A intimidade permitiu que, em pouco tempo, ela relatasse toda a história que lhe causava tantos tormentos.
O amigo, experienciado pela vida, e tomado de compaixão pela situação de pessoa tão querida, amorosamente lhe propôs:
Jaqueline, vejo que há três ferramentas que lhe são fundamentais: a paciência, a humildade e a fé.
Como assim? - Indagou-lhe sem compreender.
A paciência será sua primeira auxiliar. Haverá dias em que parecerá que tudo conspira contra você. Alguns embates apresentar-se-ão quase insuportáveis. Mas tudo isso passa. Nada dura para sempre.
Nessas horas, quando não há o que fazer, arme-se de paciência. Ela será sua sustentação para suportar pessoas difíceis, situações constrangedoras, momentos críticos.
Em outros momentos, será necessário ter humildade. Será ela quem lhe permitirá retirar aprendizado das situações mais difíceis.
A humildade a ajudará a compreender que ninguém está isento de sofrer injustiças. No entanto, o que chamamos de injustiça hoje, é nada mais do que o ressarcimento de um passado não muito feliz, de outras vidas.
A humildade lhe dirá que tudo o que nos acontece está enquadrado nas nossas necessidades de resgate e aprendizado.
E, por terceira companheira inseparável, tenha sempre com você a fé. Ela lhe servirá para aqueles momentos em que não conseguir entender o porquê de certas dificuldades e problemas que lhe baterão à porta.
Quando estiver se questionando se merece ou qual a razão de passar por determinadas situações, a fé lhe dirá para colocar a sua vida nas mãos de Deus, entendendo que Ele sempre ampara e sustenta Seus filhos.
Assim, minha filha, com paciência, humildade e fé, você conseguirá superar esses dias difíceis.
Amparada pelo carinho e as sábias palavras do amigo, Jaqueline retornou ao lar, mais forte e confiante.
A partir dali, buscou agasalhar em sua alma as três virtudes enumeradas. E foi descobrindo, a pouco e pouco, que os maiores problemas da vida são possíveis de serem superados, com paciência, humildade e fé.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 8.7.2015.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Por que tanto sofrimento?






As notícias nos chegam de roldão, pela TV, jornal, rádio, internet. No Nepal, terremoto de grandes dimensões deixou mais de sete mil mortos.

A capital, Katmandu, virou quase um cenário de guerra quando milhares de pessoas, com medo da falta de alimentos e sem suas casas, aguardavam ônibus para se retirarem do local.
Revolta, medo, desespero se uniram e levaram o povo a um confronto com a polícia, enviada ao local para tentar controlar a situação.
No Chile, depois de uma dormência de quase meio século, o vulcão Calbuco erupcionou, ocasionando degelos, que geraram o isolamento imediato de cidades vizinhas a bacias hidrográficas.
Uma nuvem de cinzas se espalhou pela região central do país e parte da Argentina, provocando o cancelamento de muitos voos. A coluna de material piroclástico alcançou dezessete quilômetros de altitude.
No oeste catarinense, um tornado deixou um saldo de dois mortos, cento e vinte feridos, mais de mil pessoas desabrigadas. Somam quase três mil as casas danificadas. Danos de tal monta que se estima em torno de um ano para a reconstrução da cidade.
Na capital de outro estado, após temporal, muita chuva, começaram os deslizamentos, que causaram a morte de treze pessoas. As perdas de vidas se somam às perdas materiais.
Tudo isso nos é informado com detalhes. As imagens televisivas mostram a destruição: a lava descendo pela encosta da montanha, a nuvem de fumaça, a chuva torrencial, os ventos que chegaram a trezentos e trinta quilômetros por hora.
Patrimônio construído em décadas reduzido a pó, em questão de poucos segundos.
E nos perguntamos por quê? Por que tantas calamidades? E, talvez porque as notícias nos chegam em tempo real, as catástrofes parecem estar ocorrendo em conjunto, explodindo dores por todo o mundo.
Jesus, em seu Sermão profético, alertou a respeito dessas dores que nos chegariam, anunciando o fim dos tempos.
Fim dos tempos de uma Terra ainda dominada pelo mal, surgindo outra, que caminha para a paz, o bem e o amor.
Por isso, exatamente como uma casa em reformas, onde o caos parece se instalar, tudo isso ocorre.
É o derrubar de um mundo velho, para a renovação.
Renovação dos seres que habitam a Terra, porque uns vão e outros retornam, pela reencarnação, substituindo aqueles.
Renovação das paisagens físicas, alterando a geografia, modificando o mundo material, como já ocorrido em outras épocas, no planeta.
Ante tudo isso, é de meditarmos: que estamos fazendo enquanto isso sucede ao nosso redor? Por vezes, até nos alcançando?
É tempo de pensar que somos perecíveis enquanto seres humanos. Que todo nosso patrimônio não é durável, senão enquanto se mantenham estáveis determinadas condições de terreno, clima.
Hoje despertamos e estamos vivendo na Terra. Amanhã, o panorama poderá ser outro. Poderemos estar no plano espiritual, arrebatados pela morte física.
Poderemos estar em outro local, nossos bens terem se dissipado como tempestade de areia, que vem, agride e passa.
Pensemos nisso. E invistamos mais em nós mesmos. Cultivemos a inteligência, o bem, a moral e a ética.
Somos frágeis demais, neste planeta, para nos arvorarmos em nos mantermos em soberba, orgulho e egoísmo.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 1.7.2015.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Mãe, simplesmente


Deus, em Sua Criação, fez no infinito, um belo jardim. Pelo Universo lançou sementes de amor. Sol a sol, luz a luz, um por um, um por vez.
Em todo o jardim encontramos o Criador. Em tudo, a divina assinatura. Feche os olhos, sinta e creia, procure.
No Universo, tudo é movimento, dinâmica, equilíbrio, perfeição. Não há pergunta sem resposta, não há efeito sem causa, conquista sem trabalho, mérito sem doação.
As sementes foram lançadas, espalhadas por onde a vista não alcança. Não há morte, não há fim. Em cada morte, um recomeço. Em cada fim, uma esperança.

* * *

Olhos atentos encontrarão a mais bela flor do jardim do Onipotente. Para ela, adjetivos diversos: ternura, vida, carinho, amor, devoção. Ou mãe, simplesmente.

* * *

Senhor, rogo a Ti por todas as mães.
Em todo gesto de amor Tu te revelas e, ainda mais te encontro, ó Pai, no amor de mãe, pois sei que a maternidade é uma de Tuas faces.
Mães, Senhor. Mães que são exemplo de doação, de sacrifício, de abnegação, de generosidade, de fé.
Rogo-te, Pai, pelas mães que, durante nove meses, carregaram em seus ventres os rebentos de amor e que, para toda a vida, continuam a lhes guiar os passos, a perdoar-lhes as fraquezas e a lhes ofertar o abraço reparador.
Peço, também, pelas mães adotivas, que amam com desprendimento e desinteresse o filho de outras mães. E por aquelas que tiveram seus filhos desaparecidos, jamais recuperados e, assim, perderam parte de seu próprio coração.
Eu te rogo, Deus do perdão, pelas mães presidiárias, que não podem estar junto dos seus e sofrem a aguda dor da saudade.
E, por aquelas que têm os filhos na prisão e que, esperançosas, depositam neles a confiança, aguardando retornem ao bom caminho que elas lhes apontaram.
Pelas mães doentes, acamadas, hospitalizadas. Que os bons Espíritos, cumpridores de Tua vontade, lhes fortaleçam os ânimos e derramem sobre elas o bálsamo de Teu consolo, misericórdia e paz.
Rogo também pelas mães abandonadas. Aquelas que, na velhice, foram deixadas em asilos, derramando as lágrimas amargas da solidão.
E pelas avós, tias, madrastas que, por amor, transformam netos, sobrinhos, enteados, em filhos do coração.
Ainda, Senhor da eternidade, te rogo pelas mães desencarnadas, esses verdadeiros anjos da guarda, que continuam a zelar pelos seus, pois compreendem que a maternidade não é mero fenômeno biológico e, sim, um laço eterno de almas.

 * * *

Doce mãe de Jesus, na singela manjedoura, Tu o acolheste em Teus braços. Teu coração, no silêncio, bateu no ritmo do dEle e Tu soubeste: era o Teu filho, também o filho de Deus.
Acolhe, mãe por excelência, todas as mães do mundo em Teu amor. Faz do coração delas manjedoura para o Cristo Jesus, a fim de que Ele nasça no Espírito de cada filho deste nosso chão.

Redação do Momento Espírita.
Em 22.6.2015.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Julgamentos precipitados


Quantas vezes já aconteceu?
Um servidor dedicado, após anos de trabalho irrepreensível, comete um deslize. Logo, todos os tantos anos de dedicação são esquecidos.
Sobre ele recaem acusações, desconfianças.
Um amigo de infância, adolescência, juventude, alguém com o qual rimos, choramos, confiamos, comete uma pequena falha.
Diz-nos um não. É o suficiente.
Anos de convivência são sepultados de um só golpe.
Um voluntário que serve dedicada e perseverantemente meses, anos, sempre sorridente, feliz, um dia, por algo que lhe ocorre e o perturba, se exaspera, fala mais alto.
Logo, tudo que fez até então é esquecido e somente aquele gesto de um momento de irreflexão é apontado, falado, julgado.
São retratos da vida. Ocorrem em muitos lugares.
E nos fazem recordar de uma história muito interessante.
A de um pai que desejava ensinar aos seus quatro filhos a respeito de julgamentos.
Assim, a cada um enviou em uma estação diferente do ano a uma terra distante para observar uma determinada árvore.
O primeiro filho chegou no inverno, o segundo na primavera, o terceiro no verão e o quarto no outono.
O primeiro informou que a árvore era feia, além de seca e toda distorcida.
O segundo disse que, ao contrário, a árvore estava carregada de botões, cheia de promessas.
O outro filho contestou aos dois irmãos e afirmou que viu a árvore coberta de flores. Que elas tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele jamais havia visto.
Finalmente, o quarto filho falou que a árvore estava tão cheia de frutas, tão carregada de vida, que chegava estar arqueada.
O pai, ponderado, explicou que todos estavam certos, no entanto, cada um deles julgara a árvore exatamente pela época do ano em que a havia visto.
Na vida, continuou, também é assim. Quase sempre somos precipitados nos julgamentos.
Para julgar com acerto, compete-nos observar com atenção, colher informações detalhadas.

* * *

Dessa forma, não julguemos situações e pessoas por um momento apenas.
Consideremos que todos passamos pelos dias desolados do inverno. Dias de tristeza, de solidão, de problemas superlativos.
Nessa estação da vida, parecemos árvores de galhos retorcidos.
Contudo, quando a esperança faz morada na intimidade, carregamo-nos de promessas, de botões prontos a explodirem em flores.
Então, acenamos com cores vibrantes, flores perfumadas, graciosas que, logo mais, se transformarão em produção abundante de frutos.
Pensemos nisso e não façamos julgamentos precipitados de situações, de pessoas, de companheiros, de amigos.
Verifiquemos, antes, em que estação do ano estagia a alma de quem vamos julgar.
E, se descobrirmos que o inverno envolve aquela criatura, estendamos a contribuição do sol da nossa amizade, o adubo do nosso auxílio, a proteção do nosso carinho.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no texto A pereira, de autoria desconhecida.
Em 17.6.2015.

sábado, 11 de abril de 2015

Minha ausência

Deixei o Blog, deixei o Facebook...
Pessoas me perguntaram o por quê disso e daquilo, quando na verdade nada eu queria responder...
Sabe quando queremos ficar no nosso canto, quieto?
Pois é...
Dois meses se passaram desde que meu "Gordo" partiu para o plano espiritual...
Não, eu não estou bem com isso.
Não, eu não estou deprimido por causa da partida dele, mas sim pela falta que ele me faz todos os dias...
Parece contraditório, mas eu explicando, você irá entender...
A morte faz parte da vida.
Tudo aquilo que nasce, morre...
Nada é para sempre...
A morte faz parte da vida e isso não há como mudar...
A missão dele terminou e ele continuou sua caminhada, como eu e os pequenos que aqui ficaram, continuamos a nossa...
Mas, a ausência dele, ter que aprender a viver sem aquele pequeno ser que me alegrava todos os santos dias, está muito difícil de lidar...
Só eu sei a vida que tive, ninguém melhor do que eu mesmo para saber o que passei...
Em minha infância, tive apenas duas pessoas que eu tinha certeza que me amavam e eu me dava muito bem com elas.
Perdi as duas, uma através de sua passagem para o plano espiritual e outra por motivos familiares.
Quando vim para o Japão, não deixei apenas o país, mas amigos, amigas, minha mãe, minha avó...
Só eu sei o que passei até o Cão chegar em minha vida e como ele consegui transformá-la...
Seu jeito único, seus sons, sua personalidade...
Aprender a viver sem ele está sendo mais difícil do que eu imaginava...
Na verdade, nunca imaginei viver sem ele...
Dramático?
Para quem nunca amou ninguém nesse mundo e perdeu essa pessoa de alguma forma, pode achar isso, porém acredito que quem já passou por isso, entende do que estou falando.
O Cão não era um cachorro para mim.
Era meu filho, meu amigo, meu companheiro.
E aprender a viver sem ele está sendo muito difícil...
Sinto falta dos beijos que ele me dava, de seu jeito quando me recebia, dos sons que produzia quando brincávamos...
Foram 11 anos juntos, no dia a dia...
Não serão em apenas alguns dias que vou conseguir superar essa ausência...
Por isso, peço que compreendam que não estou com raiva ou mágoa de ninguém, apenas preciso de um tempo para poder aprender a viver uma vida diferente da que vivia...

Abraxos.