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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Japão admite que estagiário morreu por excesso de trabalho


Pela primeira vez no Japão, uma Delegacia de Inspeção de Normas Trabalhistas reconheceu um caso de morte de estrangeiro por excesso de trabalho, segundo informou o jornal Mainichi na quarta-feira 12. Trata-se de um estagiário técnico chinês que sofreu uma parada cardíaca em junho de 2008, quando tinha 31 anos.

Segundo a Delegacia de Inspeção de Normas Trabalhistas de Kashima (Ibaraki), o chinês teria feito mais de 100 horas extras por mês na fábrica de metais Fuji Denka, em Itako, na mesma província.

O advogado da família do chinês, Shoichi Ibusuki, disse que os estagiários estrangeiros costumam ser submetidos a condições de trabalho cruéis e que o caso do chinês é apenas a ponta de um iceberg. "O primeiro reconhecimento de uma autoridade veio muito tarde", afirmou.

O número excessivo de horas extras foi levantado pela delegacia com base nos telefonemas da vítima e no horário de compra das refeições à noite. A esposa do chinês receberá pensão e outros benefícios do governo japonês.

Por infringir a Lei de Normas Trabalhistas (excesso de horas extras e falta de pagamento de adicionais), o Tribunal Sumário de Aso (Ibaraki) ordenou que a fábrica e o seu presidente paguem uma multa de 500 mil ienes cada.

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