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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Estilo de vida sedentário leva pets à obesidade


O estilo de vida sedentário de muitos donos e a maneira confinada em que cães e gatos vivem nos grandes centros urbanos são as principais causas da obesidade animal. Segundo o veterinário Marcelo Quinzani, diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care, a alimentação sempre abundante e calórica para os pets, bem como a falta de atividade física e a castração também contribuem para este cenário. “Como os animais não têm noção do perigo e das restrições à saúde provocadas pela obesidade, cabe aos donos fazer esse controle alimentar e incentivar a atividade física”.

Segundo o especialista é essencial fazer o controle do peso do animal para evitar problemas decorrentes do sobrepeso e obesidade, como diabetes, pancreatite, distúrbios respiratórios, dores articulares, problemas de coluna, dificuldade de reprodução, etc. O veterinário sugere que tal controle seja feito a partir do primeiro ou segundo ano de idade. “É fundamental verificar o peso a cada dois ou três meses”, afirma. “Animais castrados devem receber maior atenção, pois tendem a ganhar peso mais fácil”.

O médico ressalta ainda que controlar o peso do pet não é tarefa árdua, de forma que o peso ideal deve ser estipulado apenas quando o animal chega em torno de 12 a 16 meses de idade. Segundo o veterinário, esse peso deve ser mantido como referência por toda a vida, sabendo que naturalmente pode aumentar com o envelhecimento e inatividade física.

Por que ele está gordinho?

Existem uma série de fatores que favorecem a obesidade, como predisposições genéticas raciais, como é o caso dos buldogues e beagles, por exemplo, doenças como hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo, além de alterações hormonais, hábitos alimentares inadequados, ansiedade e a solidão.

Outro fator que deve ser levado em consideração é a idade do pet, pois com o passar dos anos e a diminuição do metabolismo e das atividades físicas, o animal passa a ganhar peso. “Isso geralmente acontece do 5º ao 14º ano de vida”, explica Quinzani. Mesmo para estes animais, é importante que o peso esteja no máximo de 15 a 20% acima do ideal.

É comum também acontecer uma perda de peso entre o 10º e 15º ano, devido à atrofia muscular que ocorre na fase final da vida. Este emagrecimento também pode estar relacionado a outras enfermidades como diabetes, câncer, hipertireoidismo, deficiência alimentar ou alimentação inadequada, insuficiência pancreática exócrina e gastrite crônica, além de inflamações intestinais. O especialista alerta, no entanto, que esta perda de peso passa a ser preocupante quando ela for acima de 10% do peso ideal.

Fonte: PetMag

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