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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Terra pode ter tido duas luas, indica estudo


Dois satélites naturais podem ter orbitado o planeta Terra há bilhões de anos- e a destruição de um deles explicaria a estranha topografia observada hoje na Lua.

Segundo um novo estudo realizado pela Universidade da Califórnia, Santa Cruz, nos Estados Unidos, as regiões montanhosas existentes no chamado “lado escuro” da Lua poderiam ter surgido a partir de uma colisão com um corpo menor.

O trabalho, publicado na edição de hoje da Nature, tenta explicar as grandes diferenças observadas entre os dois lados da lua – o próximo, voltado para a Terra, e o distante, ou “escuro”, sempre voltado para o outro lado. Enquanto a topografia do primeiro é baixa e plana, a do segundo é alta e montanhosa, com uma crosta dezenas de quilômetros mais grossa.

A partir de modelos de computador, Erik Asphaug e Martin Jutzi expandem a ideia do impacto gigante, teoria bastante aceita para explicar o surgimento da Lua. Segundo ela, há cerca de 4,5 bilhões de anos, nos primórdios do sistema solar, um objeto do tamanho de Marte se chocou com a Terra, ejetando material para formar nosso satélite. O novo estudo, no entanto, supõe que duas luas teriam se formado dessa colisão.

Os dois corpos dividiam a mesma órbita em alguns pontos, porém um deles era menor - possuía apenas 1/30 da massa da Lua. Devido ao afastamento da Lua da Terra, a corpo menor acabou colidindo com o maior no lado “distante”, deixando sua crosta mais espessa e formando as montanhas observadas.

Modelo de colisão da Lua

As simulações feitas sugerem que este cenário é bastante possível, mas exige algumas condições específicas – como baixa velocidade no momento da colisão. Nos modelos, a baixa velocidade faz com que o impacto não forme uma cratera e nem cause derretimento grande de material.

No lugar, a maior parte do material que forma uma camada de crosta solida, criando regiões montanhosas – exatamente como as que existem no lado escuro hoje. O modelo ainda explicaria mais sobre a atual aparência do nosso satélite: os restos expelidos dessa colisão poderiam ter caído novamente, formando a superfície esburacada que vemos hoje na Lua.

Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que se trata de um modelo – e que é preciso investigar mais para obter certezas. Afinal, outras simulações também explicam a formação das montanhas – como a ação da gravidade.

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