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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Primeiros detalhes do asteróide Vesta


Os detalhes da superfície do asteróide Vesta começam a aparecer nas primeiras fotografias feitas pela sonda robótica Dawn, que iniciou há duas semanas uma observação de um ano de Vesta, segundo maior objeto no cinturão de asteroides que fica entre Marte e Júpiter. As imagens revelaram que o asteroide Vesta, um protoplaneta que remonta aos primórdios do Sistema Solar, possui um terreno surpreendentemente diversificado e várias características geológicas inexplicáveis, disseram cientistas da Nasa.

“Essas fotos já foram uma grande revelação para a equipe sobre como é a superfície (de Vesta). Não imaginávamos os detalhes que estamos vendo”, disse Chris Russell, cientista-chefe da Dawn, a jornalistas.

Com uma área equivalente ao dobro da Califórnia, o asteroide é notavelmente diversificado, com canais na sua zona equatorial, pontos luminosos, poços escuros e crateras repletas de inexplicáveis listras brancas e pretas.

“Agora estamos em órbita de um dos últimos mundos inexplorados do sistema solar, podemos ver que por dentro é um lugar único e fascinante”, disse o engenheiro-chefe Marc Rayman da missão.

Restos de gases e poeira depois da formação do Sol, pode ser a explicação do surgimento de Vesta, segundo os cientistas, há cerca de 4,65 bilhões de anos, mas o asteróide só aparecendo depois de 5 milhões de anos da explosão do Sol, o que teria dotado o asteroide de materiais radiativos.O calor adicional teria feito o Vesta derreter, formando afinal um núcleo de ferro e uma crosta externa de lava. Isso pode explicar as muitas características diferentes reveladas nas primeiras fotos. Segundo Russell:

“Nunca vi nada assim. É realmente um mundinho bonito e excitante lá no meio do cinturão de asteroides. Não é um corpo uniforme. Coisas diferentes estavam acontecendo em regiões diferentes da superfície. Isso indica para mim que o interior estava muito ativo. Vamos aprender muito com esse corpo.”


Mas ainda podemos ter muitas surpresas, pois a sonda Dawn vai passar cerca de um ano em torno do Vesta, entrando e saindo de órbita graças a um inovador sistema de propulsão de íons. Marc Rayman, engenheiro-chefe do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia, disse que ouviu falar dessa tecnologia pela primeira vez num episódio de “Jornada nas Estrelas.”

Os motores da Dawn trabalham com a ejeção de íons eletricamente carregados do gás xenônio num campo elétrico, em vez de usarem foguetes impulsionados por reações químicas, o que acelera as partículas a até 142,4 mil quilômetros por hora e a força do gás expelido faz a sonda se mover na direção contrária.

Esse movimento, com pressão semelhante ao peso de uma folha de papel sobre a palma da mão, seria inútil na Terra. Mas, no espaço, sem atrito nem gravidade, o impulso vai se acumulando.

E essa tecnologia vista em “Jornada das Estrelas”, o tal sistema de propulsão de íons é que permitirá que a Dawn deixe a órbita do Vesta após um ano de estudo, mas a aventura não terminará aí, pois depois que partirem rumarão para o seu segundo destino, o planeta-anão Ceres, maior objeto no cinturão de asteroides, chegando em 2015.

Fonte: FayerWayer

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