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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Os protetores do Buda

Portão do templo Horyuji abriga as estátuas Kongo Rikishi mais antigas do Japão

Em templos budistas, é comum haver um portão no qual há duas grandes estátuas, uma em cada lado. São representações dos guardiões do Buda, chamados Kongo Rikishi ou Niou. Atualmente, eles podem ser vistos nos templos maiores e mais bem conservados, uma vez que muitos templos foram destruídos por incêndios, guerras e terremotos ao longo da história.

Ungyo tem a boca fechada e pose mais defensiva

Agyo é a estátua com boca aberta, enquanto Ungyo é a de boca fechada. Algumas representações mostram Agyo segurando um raio ou com o braço levantado como se estivesse em posição de ataque, enquanto Ungyo é mostrado com uma espada ou com o braço abaixado, em sinal de força latente.

A boca aberta significa “a”, o primeiro fonema do alfabeto japonês, e a fechada, “un”, o último. Na tradição budista, isso significa vida e morte, começo e fim. Outras interpretações dizem que a boca aberta espanta os maus espíritos, enquanto a fechada abriga os bons. Como as estátuas ficam no portão de entrada dos templos, diz-se também que os maus espíritos, ao tentar entrar, ficam presos nesse ciclo.

Agyo tem a boca aberta e pose mais ofensiva

Uma das mais famosas estátuas Kongo Rikishi do Japão pode ser vista no portão do templo Todaiji, na província de Nara. Feitas de madeira em 1203, elas têm quase 8 metros de altura. As mais antigas, porém, estão no templo Horyuji, também em Nara. As estátuas, feitas de barro e com quase 4 metros de altura, foram esculpidas em 710 – há mais de 1.300 anos, portanto.

Em santuários xintoístas, ao invés dos Kongo Rikishi, há estátuas de cães-leões (chamados shishi ou komainu) ou raposas, geralmente com o mesmo significado de boca aberta e boca fechada.

Em santuários xintoístas, as estátuas são de komainu ou de raposas

Fonte: http://madeinjapan.uol.com.br/

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