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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ante o erro



O discurso mundano fornece desculpas para quase tudo.

Basta olhar em volta para identificar alguém que se permite bastante coisa.

A depender do modelo que se adota, é fácil esquecer os parâmetros morais.

Há quem justifique o abandono de sagrados deveres com a busca da felicidade.

Acredita que os prazeres constituem oportunidade rara e necessitam ser imediatamente fruídos.

Nessa linha, para viver uma alardeada grande paixão, não hesita em menoscabar o tesouro que representa sua construção familiar.

Outro, no empenho de enriquecer, cede à tentação da desonestidade.

E assim a criatura humana se complica.

De sonho em sonho, de desatino em desatino, ela desce a ladeira moral.

O problema é o que vem depois da fantasia realizada.

Quando as emoções tumultuosas arrefecem, quando a paixão se apaga.

Em geral, o que parece cintilante na imaginação possui outro aspecto na vivência diária

É então que muitas vezes o arrependimento surge com seu gosto amargo.

O que se sacrificou retoma seu natural valor e sua ausência angustia: a família desfeita, as amizades rompidas, a sociedade esgarçada, o bom nome perdido.

Mais grave ainda é a culpa pelo agir equivocado.

Antes de se lançar em atitudes radicais e egoístas, convém pensar nos anos que se lhes seguirão.

Dentro de algum tempo, como se verá esse comportamento?

Outra reflexão interessante é como seria classificada conduta semelhante em um desafeto.

Malgrado todos os sonhos que agitam a alma humana, algumas realidades não podem ser ignoradas.

Uma delas é que não há felicidade sem paz de consciência.

É impossível construir a própria ventura enquanto se semeia a tragédia nos caminhos alheios.

Ninguém fere sem se ferir, em igual medida.

Talvez se logre calar a consciência um tempo.

No tumulto da paixão, quiçá tudo o mais pareça de pouca importância.

Contudo, é inevitável um encontro com a própria realidade íntima.

Cedo ou tarde, ele se produz, para júbilo ou desgraça da criatura.

Para quem se agita muito, costuma demorar um pouco mais.

Mas a vida trata de produzi-lo.

Ela dispõe de altos meios para desencadear salutares reflexões.

Talvez propicie a vivência de uma traição semelhante à praticada.

Ou surja na figura de uma enfermidade que tire todo o sabor das conquistas indignas.

De todo modo, no ocaso da vida, quando as ilusões perdem a força, a consciência se agiganta no imo do ser.

Para evitar amargos arrependimentos, convém pensar hoje nas consequências do que se faz.





Redação do Momento Espírita.
Em 03.02.2012.

3 comentários:

  1. Gosto muito dessa última frase, pois ela é certa como o água.

    Mais as vezes me embaralho...Não somos perfeitos e consequentemente temos erros.

    Uns chamam de "a vida se encaminha"...
    Eu chamo "o tempo toma conta e sempre, sempre da conta das boas ações e de alguns tropeços.

    Estou por aqui, pelos e-mals e pelos blogs, se precisar sabe onde e como me achar.
    Beijos e lambejocas bem quentinhas de canela.
    Lua

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  2. Obrigado amiga por todo seu apoio.
    Sempre serei grato à Deusa Mãe por lhe enviar a nossa vida!!!!

    Amiga, detesto canela...

    kakakakakaka

    Beijos

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  3. Retificando...
    Beijos de beterraba enlatada, rsrsrs
    Com muito suquinho de caqui, rsrsrs

    Lua.

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