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domingo, 5 de fevereiro de 2012

O autoperdão


Não existe sentido em ficar curtindo vingança ou teimosia. Guardar mágoa, nem se fale.

Em verdade, tudo isso é fruto do nosso orgulho e da nossa vaidade. Ocorre muito que a pessoa, no seu leito de morte, chame os desafetos para pedir perdão.

Um velho professor contou, certa vez, que ele tinha um grande amigo. Chamava-se Norman. Juntos, passeavam, nadavam.

Um dia, Norman resolveu fazer um busto do amigo. Levou-o para sua casa e fez um rosto em bronze daquele homem de seus quarenta e quatro anos.

O trabalho levou semanas porque Norman desceu a detalhes. Até colocou uma mecha de cabelo caída na testa.

Depois de determinado tempo, Normam e a esposa se mudaram para outra cidade. E a esposa do amigo, logo depois, precisou fazer uma cirurgia delicada.

Norman e a esposa nunca entraram em contato com eles. Souberam da cirurgia de Charlotte, mas não telefonaram, nem telegrafaram. Nada.

O amigo e a esposa ficaram muito sentidos. Acharam aquela indiferença bastante dolorida e cortaram relações.

Com o passar dos anos, o amigo encontrou Norman algumas vezes. Toda vez Norman tentava a reconciliação mas o outro não aceitava.

Norman explicava, mas a explicação não satisfazia. A mágoa era muito grande e o orgulho falava alto.

O tempo passou e, um dia, abrindo o jornal, o amigo leu a notícia da morte de Norman. Ele morrera de câncer.

O amigo levou um choque. Nunca fora vê-lo. Nunca o perdoara.

E uma onda de remorso começou a tomar conta daquele homem. Chorou muitas lágrimas. Que poderia fazer agora?

Por que não o perdoara? Por que não ouvira com o coração as explicações de Norman?

Já estaria ele doente naquela época, em que tudo aconteceu?

Todas as perguntas ficaram sem resposta à exceção de uma. O que ele poderia fazer? E isso ele aprendeu com o tempo.

Que não é só aos outros que precisamos aprender a perdoar. É preciso aprender a se perdoar também. Perdoar-se por tudo que não se fez. Por tudo o que se deveria ter feito.

Importante é não permanecer preso ao remorso do que aconteceu ou que devia ter acontecido.

Isto nada adianta para a pessoa. É preciso fazer as pazes consigo mesmo e com os que nos cercam.

* * *

Todos com certeza já cometemos muitos erros com nossos amigos, amores e colegas. O importante é não deixar o tempo se escoar sem nada fazer.

Buscar aquele que magoamos ou que nos magoou e ter uma boa conversa. Franca, amiga, sincera e reatar amizades e afeições.

Afinal, é tão pouco tempo que passamos sobre a Terra que não vale a pena cultivar inimizades, dissabores.

As questões mais importantes na vida são as que dizem respeito ao amor, à responsabilidade, espiritualidade e sensibilidade.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. Falamos de perdão, do livro A última grande lição: o sentido da vida, de Mitch Albom, ed. Sextante.

Em 28.01.2012.

2 comentários:

  1. Nossa mais uma lição maravilhosa.
    Sabe amigo gostaria muito de ser abnegada ao ponto de esquecer a todos e a tudo, mais não sou assim.

    Respeito bem os limites, os espaços das pessoas, mais ainda não aprendi a passar por cima de determinadas "coisas".

    Faço as pazes sempre comigo, pois me cobro muito, mais com algumas pessoas simplesmente não consigo e esqueço elas completamente.

    Beijos de jasmim.
    Lua.

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  2. Acho então minha amiga que somos muito parecidos...
    Eu também tenho meus limites...
    Procuro tratar todos bem, mas existem horas e certas coisas...
    Bom, deixa isso pra um outro dia rs
    Beijos

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