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terça-feira, 22 de maio de 2012

Plantas que Curam: DAMIANA - Turnera ulmifolia


Descrição : Planta da família das Turneraceae. Também conhecida como chanana (ceará), turnera-de-folha-olmo, albina, erva-damiana. Arbusto pubescente e muito ramoso, até 2 m de altura (em geral menos da metade); ramos delicados e difusos; folhas pecioladas, mais ou menos oval-rômbeas, espatuladas ou oblon-goceoladas, obtusas ou agudas, quase sempre cuneadas na base, de 1-2 cm de comprimento, crenado-serradas ou duplo-dentea-das, revolutas nas margens, profundamente imerso-nervadas e pubescentes ou glabras na página superior e tomentoso-pubes-centes ou apenas piíosas, na página inferior; pedúnculos muito curtos; pétalas espatuladas, estames curtíssimos; o fruto é uma cápsula subglobosa de 4-5mm (ou muito menos?). Aromática e de sabor agradável, encerra óleo essencial amargo e adstringente, como o sabor da cânfora, ao qual se atribuem numerosas virtudes medicinais: tónicas, estimulantes, afrodisíacas, anti--diarréicas, diuréticas, espectorantes, laxativas, úteis contra todas as afecções dos rins, da bexiga e da medula espinal, doenças sifilíticas, úlceras do estômago e dos intestinos, dispepsia, paralisia, leucorréia, diabetes, malária, etc., a planta toda serve no México para aromatizar licores e para substituir o chá-da--índia; nos Estados Unidos acha-se incluída na farmacopeia oficial e vende-se em extraio fluido de "Turnerae afrodisiacae"; já teve grande época na Europa, sobretudo como tónico nervoso na amaurose, tónico do sistema gênito-urinário e tónico geral na neurastenia e na impotência; muito conveniente nas convalescenças demoradas deu também excelente resultado no combate à albuminúria nefrítica, albuminúria cardíaca e albuminúria consecutiva às escarlatinas. É encontrada desde o Amazonas até São Paulo. Uma outra espécie, a Turnera opijera, M. é arbusto pequeno, até l m de altura, folhas pecioladas, oblongas, até 6cm de comprimento e 25mm de largura, crenadas, pubescentes, flores fasciculadas, amarelas, dispostas em pení-culas terminais, ovário de 40-50 óvulos; o fruto é uma cápsula. Atribuem-se-lhe as mesmas propriedades medicinais reconhecidas à espécie anterior, principalmente a ação tónica especial e imediata sobre os órgãos gênito-urinários; antigamente o seu maior emprego consistia em combate as dispepsias e os embaraços do ventre. É encontrada em grande escala em Minas Gerais e em São Paulo.

Parte utilizada: folha; raiz.

Princípios Ativos: ácido tânico, cafeína, damianina, óleo essencial, pepsina, princípios amargos, resina, tanino.

Propriedades medicinais: adstringente, albuminúrica, antidispepsia, balsâmica, emenagoga, emoliente, estimulante dos órgãos sexuais, estomáquico, expectorante, purgativa, tônica, tônico geral, tônico nervoso.

Indicações: albuminúria, bronquite, diabete, digestão, disenteria, dismenorréia (dor menstrual), dispepsia, dor de dente, dor em geral, dor nas costas, febre, gripe, hemorragia, incontinência urinária, leucorréia, lumbago (dor na região lombar), má digestão, metrorragia (sangramento do útero), puerpério (período pós-parto), reumatismo, tônico, tórax, vertigem, vesícula.

Contra-indicações/cuidados: Gravidêz, lactação e hipoglicemia.

Efeitos colaterais: Em doses elevadas e purgativa drástica. Há um relato de um individuo que apresentou convulsões tetanicas e paroxismos após ingerir alcool e cerca de 22g de extrato seco de Damiana (Spencer & Seigler, 1981).

Modo de usar:
- infusão das folhas: emoliente, adstringente, diabete, albuminúria, tônico geral, má digestão, dispepsia, leucorréia.
- decocção das raízes: expectorante, incontinência urinária.

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