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domingo, 27 de junho de 2010

A cada hora um cachorro é morto na Grã-Bretanha


Scruffy tem apenas três dias para ser adotado
Crédito: Reprodução/Daily Mail

Se você soubesse que tem apenas três dias de vida, qual seria sua reação? Essa é mais ou menos a situação de Scruffy, um adorável Jack Russel Terrier, encontrado pelas ruas de Leeds, Inglaterra, na sexta-feira, 30 de abril. E apesar de um olhar simpático e amigável, o cãozinho de aproximadamente três anos tem até a próxima quinta-feira, 6 de maio, para encontrar um lar, caso contrário, será sacrificado pela prefeitura local.

De acordo com o site do jornal Daily Mail, essa situação está se tornando cada vez mais comum nas cidades da Grã-Bretanha e em todo o mundo. Estima-se que um cão abandonado seja executado a cada hora nos países que integram a região. O motivo das mortes? Os bichos não encontram um novo lar. Segundo pesquisa realizada pela ONG Dogs Trust, infelizmente o número de cachorros abandonados só tem aumentado: 11% desde 2008.

Ainda segundo a publicação, dentre as diversas desculpas dadas pelos canis públicos para o extermínio dos animais de rua, a idade avançada, além de deficiência visual, agressividade ou pior: a “feiúra” são os fatores que impedem que os bichinhos sejam adotados. O prazo máximo de permanência dos cachorros nos canis públicos na Grã-Bretanha é de sete dias. O mesmo vale para os canis contratados pelo governo para abrigarem os animais.

E o problema dos bichos de rua se intensifica ainda mais com os pets abandonados por famílias irresponsáveis e por pessoas que não podem mais sustentar seus animais por fatores financeiros. Isso porque com a recessão sofrida na Europa, as pessoas que perderam seus empregos ou negócios acabam se desfazendo de seus cachorros. Um abrigo de Nottingham admitiu, inclusive, estar abrigando atualmente 30 Border Collies e até coelhos, todos abandonados por ex-fazendeiros. Com a dificuldade econômica, as doações aos centros de recolhimento de animais também minguaram, forçando esses locais a trabalharem com menos recursos.

E para os que imaginam que apenas cães “vira-latas” são encontrados nos abrigos de animais, Caroline Brown, responsável pela casa provisória de animais Mayhew, em Londres, afirma ter disponível para doação 33 cães da raça Staffordshire Terrier, 15 Rottweilers e 10 Colies. Alguns Labradores e até Huskies Siberianos também estão disponíveis.

Situação brasileira

No País, estima-se que haja 32 milhões de cães e 7 milhões de gatos, dos quais milhares têm como lar as ruas. Felizmente, existem diversas ONGs que recolhem esses animais e os direcionam para um novo lar. Em São Paulo, por exemplo, o Centro de Zoonoses oferece diariamente seus cachorros para a doação. Já a SUIPA, com sede no Rio de Janeiro, disponibiliza, inclusive, em seu site, imagens dos bichinhos à procura de uma nova família.

E para os que não têm condições de manter um novo pet mas gostaria de colaborar, a campanha Adotar é Tudo de Bom, da Pedigree, permite que na compra de qualquer produto da marca, uma parte do valor seja destinado para alguma instituição protetora dos animais. No site da campanha é possível saber mais informações do projeto, além de ler histórias de pessoas que adotaram um cachorro de rua e também de conhecer melhor os abrigos que recebem o apoio da iniciativa. Até o momento, a empresa já ajudou na adoção direta de mais de dez mil bichinhos.
Serviço

CCZ – SP
Local:CCZ de São Paulo - Rua Santa Eulália, 86, Santana
Tel: (11) 2221-0449
SUIPA – RJ
Local: Av. Dom Hélder Câmara, 1801 Benfica - Rio de Janeiro – RJ
Tel: (21) 3297-8777

Fonte: http://petmag.uol.com.br

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