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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cães "desaprenderam" a pensar sozinhos


De acordo com um novo estudo, que será publicado na revista Animal Behaviour, os cães estão tão dependentes dos seres humanos, que perderam a capacidade de pensar por si mesmos. Os pesquisadores acreditam que os anos de domesticação levaram os cachorros a perderem a habilidade para resolver problemas que tiveram na vida selvagem.

A conclusão veio após cães domésticos falharem nos testes de inteligência básica aplicados por pesquisadores australianos. Os lobos e cães selvagens, por sua vez, passaram com facilidade, de acordo com a pesquisa. Os resultados sugerem que alguns cães são tão dependentes das pessoas que se tornaram simplesmente versões menos desenvolvidas de seus antepassados.

Segundo o site Mail Online, o líder do estudo, o psicólogo Bradley Smith, disse que “Lobos superaram os cães em qualquer tarefa de resolução de problemas não-sociais. Seria preciso uma série de gerações de cães para iniciar qualquer avanço de habilidades cognitivas para a sobrevivência na selva”, completou o psicólogo.

Aplicação dos testes

Smith, da Faculdade de Psicologia da Universidade do Sul da Austrália, em Adelaide, e sua colega Carla Litchfield, colocaram cães domésticos e selvagens em um teste de resolução de problemas.

Os pesquisadores colocaram um prato de comida por trás de uma cerca. Para chegar à comida, os animais tinham que passar ao longo da cerca, longe do alimento, para atravessar uma porta e, em seguida, voltar.

Todos os cachorros selvagens encontraram a recompensa do alimento em cerca de 20 segundos, aproveitando-se das portas. Cães domésticos, por outro lado, pareciam perplexos e confusos. Eles cavaram e até latiram de frustração para pedir ajuda. A pesquisa também mostrou que os lobos, assim como cachorros selvagens, concluíram a tarefa facilmente.

Segundo o Mail Online, Smith acrescentou: "Os cães são grandes em funções sociais, tais como a comunicação com os seres humanos. No entanto, lobos são muito melhores na resolução de problemas gerais”.

Os testes foram realizados no Dingo Discovery Centre, em Victoria, Austrália.

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