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sábado, 5 de novembro de 2011

“Excesso de amor”: obesidade já assola milhões de cães e gatos na Inglaterra

Eles são mimados, superalimentados e, definitivamente, obesos.

A Inglaterra pode ser o país dos amantes de cães, mas este “excesso de amor” tem resultado em pets cada vez mais gordos, o que os especialistas chegam a chamar de epidemia de obesidade.

Um estudo sobre a saúde dos pets na Inglaterra revela que 12 milhões de animais são alimentados com comida em exagero e petiscos de todo tipo diariamente, entre eles queijos, salgadinhos e bolos.

Os gorduchos Lucky e Tiger
Crédito: DailyMail

Um destes exemplos é Bailey, um Border Collie que come regularmente biscoitos e etava com o peso 60% acima do recomendado pelos veterinários. Deco, um Labrador, era considerado um aspirador de bobagens, e pesava nada menos que 53 kg.

Lucky, um Labrador, já perdeu 12,5 kg depois de iniciar uma “jornada pela perda de peso” ao lado de sua dona Alyson King. Para os gatos, a vida também não anda fácil. O felino obeso Tiger está quase 2 kg mais leve.

Lucky, após sua jornada pela perda de peso
Crédito: DailyMail

O levantamento mostrou também que os donos são desinformados quanto aos danos que o sobrepeso pode causar em animais. Cerca da metade dos proprietários de pets acham que oferecer guloseimas deixa os companheiros felizes, enquanto somente 2% sentem-se culpados por liberarem calorias extras.

Os cães são os mais atingidos nesta epidemia de obesidade. Ao todo, são mais de seis milhões de animais alimentados com “junk food”. O estudo diz ainda que 90% dos donos admitem dar queijos, torradas, biscoitos, guloseimas, bolos e outras bobagens calóricas que fazem parte da dieta de humanos.

Os gatos aparecem em segundo lugar no ranking, com 43% – 5 milhões de felinos – em situação semelhante. O relatório consultou 11 mil donos de animais no ano passado.

Exagero: Tiger comida seis pacotes de comida por dia
Crédito: DailyMail

Pauline Connor, de 48 anos, é dona do gorducho Bailey e diz: “sempre fizemos questão de levá-lo para praticar exercícios, mas os petiscos aos poucos foram aumentando de quantidade e, gradualmente, ele ganhou peso”.

“Era normal dar a ele um pedaço de biscoito enquanto assistíamos TV juntos. Nas refeições, ele sempre nos olhava com cara de ‘pidão’”, admite Pauline. Agora, o cão entrou para a dieta e busca uma condição mais saudável.

Badger: mais leve e mais feliz
Crédito: DailyMail

Janice Green, de 52 anos, mora em Bradford (Inglaterra) e resolveu proporcionar a Deco um estilo de vida diferente, depois que a família notou seu excesso de peso. “Ele comeria qualquer coisa que pudesse, até comida de gato! Deco sempre ganhou muitos petiscos, principalmente quando as crianças estavam em casa”, conta Janice.

Antes de ser adotada, a Rottweiler Maddison estava tão desnutrida que Bobbie Rhys-Chadwick achou que ela não sobreviveria. Hoje, o quadro é outro: a cadela pesa módicos 60 kg e entrou para o regime.

Maddisson antes e depois da dieta
Crédito: DailyMail

“Antes de começar a dieta, Maddison não consegui sequer andar. Agora que perdeu mais de 18 kg, tem mais energia, está bem disposta para caminhar e é sempre a última a ir para a cama”, explica Bobbie.

Experts alertam sobre o perigo da obesidade e pedem que outros donos sigam os mesmos exemplos. Mais de um em cada três cães na Inglaterra é obeso, com aumento de 14% em quatro anos de estudo.

“Com tantos cães sendo alimentados inapropriadamente, os efeitos sobre a saúde são devastadores. Muitos donos acham que os petiscos são a melhor forma de agradar os pets. Isto não é verdade. Os animais precisam de uma dieta correta para seu porte, raça e idade”, diz Sean Wensley, veterinário da entidade PDSA.

Fonte: PetMag

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