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terça-feira, 31 de maio de 2011

O gel azul que os japoneses usam para eliminar a radiação


A “baba” ou gel azul que podem ver na imagem está ajudando a limpar a contaminação por radiação que afeta à zona ao redor da planta nuclear de Fukushima no Japão. Trata-se de um líquido especial que, após cair sobre uma superfície, se endurece e é possível retirá-lo tirando com ele todas as partículas microscópicas – incluindo as que são radiativas – e outros contaminantes.

Chama-se DeconGel, e as autoridades japonesas estão limpando tudo com isto: desde estradas a edifícios.

O DeconGel foi descoberto por acidente por uma empresa hawaiana chamada Skai Ventures. Um de seus pesquisadores estava trabalhando em uma solução, e por acidente, caiu um pouco ao chão. Quando a foi limpar, a solução se tinha solidificado, e ao retirar o filme que se formou, sacou também toda a sujeira que estava colada.


O gel converteu-se em um produto comercial, mas não em um hit de superventas. Depois do desastre nuclear, a companhia doou 100 barris de 18 litros cada um para contribuir à limpeza no Japão – e após o teste, os japoneses ordenaram mais quantidades.

Quando o DeconGel cai sobre uma superfície, o que faz é encapsular todo o que não é nativo ao material mesmo, chegando até níveis microscópicos, o que permite retirar partículas radiativas. Tradicionalmente, a radiación remove-se simplesmente lavando as superfícies com água e com sabão, mas o DeconGel parece uma alternativa bem mais efetiva.


Ao lavar com água e sabão o que se faz ao final é deslocar as partículas perigosas na água, o que aumenta o perigo de que se filtre para outras áreas. O DeconGel, como se endurece, pode ser guardado com o lixo radiativo.

Fonte: FayerWayer

Esquenta guerra entre Samsung e Apple


No começo de abril, a Apple processou a coreana Samsung alegando cópia do design e interface de seus produtos mais populares, como o iPhone e o tablet iPad.

A ação, registrada na Califórnia, Estados Unidos, aponta que a companhia lançou dispositivos semelhantes no mercado, ignorando as leis internacionais de patentes.

Agora, em um movimento que pode ser considerado como retaliação, a Samsung quer obrigar a rival a entregar as versões finais de seus próximos modelos de dispositivos móveis, alegando que isso ajudaria a evitar problemas semelhantes no futuro.

Na última sexta-feira, a Samsung decidiu preencher um pedido junto à corte do distrito de San Jose, na Califórnia, exigindo que a rival forneça os aparelhos antes do lançamento. Como os produtos ainda não têm seus nomes definidos, os advogados da empresa foram obrigados a inserir nomes fictícios – mas bem prováveis – no documento, como: “iPhone 4S”, “iPhone 5”, “iPad 3” e “terceira geração de iPad”.

A Apple já havia feito um pedido semelhante em seu processo, quando exigiu a entrega de protótipos dos smartphones Galaxy S II, Droid Charge, e Infuse 4G, que devem chegar ao mercado americano nos próximos meses.

De acordo com a Samsung, apenas os advogados teriam acesso aos produtos – que também podem ser utilizados como provas em novos processos.

Fonte: http://info.abril.com.br

31 de maio: Roma antiga: Festival de Prosérpina, a rainha do submundo.



Proserpina ou Prosérpina (correspondente na Grécia a Perséfone) era filha de Júpiter com Ceres, uma das mais belas deusas de Roma. Enquanto colhia flores, foi raptada por Plutão, que fê-la sua esposa.


Sua mãe, desesperada com o desaparecimento da filha, caiu numa fúria terrível, destruindo as colheitas e as terras. Somente a pedido de Júpiter, acedeu a devolver a vida às plantas, exigindo, no entanto, que Plutão lhe devolvesse a filha. Como, por um ardil deste último, Proserpina havia comido um bago de romã, não poderia abandonar o submundo de forma definitiva.

O Rapto de Proserpina, de Bernini

Acabou por se encontrar uma solução do agrado de todos: Proserpina passaria metade do ano debaixo da terra, no submundo, na companhia do marido - corresponde essa época, ao Inverno, quando Ceres, desolada, descuida a Natureza, deixando morrer as plantas - e a outra metade do ano à superfície, na companhia da mãe - corresponde ao Verão, quando a Natureza renasce, fruto da alegria de Ceres.

Àquela deusa os romanos dedicavam um festival realizado no dia 31 de maio.

Cora é também um instrumento Kora.

O rapto de Proserpina, de Luca Giordano

Existem algumas inscrições que relacionam essa deusa romana com a deusa lusitana Atégina.

Ao lado do mito de Rômulo e Remo, supostamente fundadores da cidade de Roma, o rapto de Proserpina é uma das lendas mais conhecidas e famosas da mitologia romana.

Rick Genest


Rick Genest, também conhecido como Zombie Boy, é um canadense de 24 anos que passou de figura bizarra a queridinho do mundo da moda em dois tempos. Rick se transformou gradativamente em um esqueleto, seu corpo inteiro é tatuado. Enquanto o mundo todo torcia o nariz, o estilista Thierry Mugler se apoderou da sua imagem forte para ser o novo garoto propaganda da sua marca.


O Zombie Boy foi descoberto pelo stylist de Gaga, Nicola Formichetti, que resolveu pegar onda no casting de modelos com aparência não usual como a modelo transexual Lea T, o albino Steven Thompson ou o andrógino Andrej Pejic.


Genest, diz que se tornou uma pessoa mais feliz e agradável após ter feito suas tatuagens. Começou a receber convites para vários tipos de eventos e diz que sua vida mudou para melhor.

O modelo canadense tem presença freqüente em revistas de Body Modification por ter tatuado um esqueleto ao longo de todo o corpo - o que lhe custou 4.000 dólares e muitas horas para finalizá-la. Quando atingiu certa idade Rick, se tornou fã de zumbis dos filmes do George Romero e queria se tornar um. Enfim, a coisa mais próxima que ele poderia conseguir era se tatuar como um.


E Gaga, que não é boba, chamou o rapaz para fazer parte do casting do seu clipe Born This Way.


E para quem ficou curioso para ver a cara de Rick antes das tattoos…

segunda-feira, 30 de maio de 2011

30 de maio; Dia de Santa Joana D'Arc





Gordura não é sinal de saúde!





Quando pensamos em alimentação para pets, logo nos lembramos das modernas dietas disponíveis, completas e balanceadas, e podemos pensar que finalmente não veremos mais os comuns problemas nutricionais do passado. De fato, não os mesmos, mas infelizmente eles ainda existem.


Antigamente, devido ao padrão de alimentação que os cães recebiam –geralmente caseira ou restrita a uma ração comercial de baixa qualidade –, os cuidados em certas fases da vida dos nossos amigos (como crescimento, gestação e lactação) eram frequentemente acompanhados de suplementação. Havia uma preocupação focada principalmente na suplementação vitamínico-mineral, tudo para que eventuais carências, comuns na época, não se desenvolvessem.

No entanto, ao contrário da antiga realidade, hoje o que vemos são os excessos. Os fatores que juntos podem levar a eles são basicamente três:

as dietas estão cada vez mais completas e balanceadas, dispensando suplementações;
ainda existe muita informação errada e mitos em relação à suplementação alimentar, principalmente para os cães de grande porte;
os proprietários, cada vez mais, transferem maus hábitos alimentares aos seus pets, oferecendo muitos extras (como petiscos), não respeitando a quantidade recomendada pelo fabricante.

Por sua alta incidência e influência negativa direta sobre as doenças ortopédicas, cabe iniciarmos a conversa falando sobre o excesso de calorias, cuja consequência imediata é a obesidade. Estudos demonstram que aproximadamente 40% da população canina, independente do porte, estão acima do peso. Além de ser uma dificuldade por si só, a obesidade agrava, e muito, todos os problemas ortopédicos em todas as fases da vida do animal. O excesso de peso prejudica o sistema musculoesquelético, aumentando a incidência ou piorando os casos de artrose, discopatia (problema na junção das vértebras da coluna), entre outras, principalmente a displasia coxofemoral.

Especialmente no caso de filhotes, os excessos podem comprometer seu correto desenvolvimento refletindo-se por toda vida. Comumente isto decorre do fato de os proprietários desejarem que seus animais estejam satisfeitos e alcancem o desenvolvimento máximo em menor tempo possível. Porém, quando há acesso livre ao alimento associado a uma dieta saborosa, rica em proteína bruta e calorias, os animais acabam ingerindo mais energia que o necessário para seu desenvolvimento, resultando em distúrbios do crescimento.

Além disso, cães alimentados à vontade ou suplementados também excedem o consumo de outros nutrientes como o cálcio, ingerindo quantidades muito superiores às necessidades diárias, o que pode levar a sérias alterações no desenvolvimento ósseo. O excesso de cálcio exerce influência direta no crescimento, principalmente dos ossos dos membros. A tendência é que haja um acúmulo excessivo de cálcio no osso, que com o tempo interfere no crescimento e modelamento da estrutura óssea. Pesquisas demonstram uma forte associação entre níveis altos de cálcio na dieta e problemas ósseos, mesmo quando os níveis de energia e outros nutrientes se mantêm nas faixas ideais.


Nesse contexto, é primordial chamar a atenção para o fato de que os filhotes de raças grandes e gigantes (como dogue alemão, boxer, labrador, pastor alemão, entre outros) estão mais propensos a desenvolver essas alterações, que envolvem doenças como displasia coxofemoral e displasia de cotovelo, osteocondrite dissecante, osteodistrofia hipertrófica.

Essa predisposição está associada a fatores genéticos, mas fatores ambientais como a nutrição e o peso corporal podem deflagrar ou acentuar o problema. Diante de tudo isso, como proceder para garantir que estamos fazendo o mais correto para o melhor amigo? O meio mais indicado de garantir uma nutrição excelente é ter atenção a cuidados simples, mas decisivos para a saúde dos pets:

somente adquirir alimentos comerciais de alta qualidade (premium e super premium), respeitando a idade e porte do cão;
respeitar a quantidade indicada pelo fabricante, adequando-a ao nível de atividade física, idade e peso do cão;
não oferecer nenhum tipo de suplementação, principalmente de cálcio (as rações de boa qualidade são completas, dispensando absolutamente qualquer suplementação vitamínico-mineral);
redobrar todos estes cuidados se seu cão for um filhote ou adulto de porte grande ou gigante (acima de 25 kg de peso na idade adulta).

Atualmente o mercado dispõe de excelentes opções para cães de raças grandes e conta com alimentos para raças específicas como labrador, golden retriever, bulldog etc, todos especialmente formulados para atender de forma ideal a todas as necessidades, sem excessos prejudiciais ao seu cão.

Atenção: as opiniões do artigo são de inteira responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a opinião do site PetMag.

Fonte: PetMag

Evento tem recorde de adoção de animais em São Paulo


A festa de adoção promovida neste sábado, 28, pelo Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ-SP), bateu recorde de adoção de animais. Foram 45 gatos e 39 cães adotados durante as seis horas do evento. Na edição do ano passado, 26 animais foram adotados.

Para Ana Claudia Furlan Mori, gerente do CCZ, os números podem refletir uma mudança no comportamento dos donos dos animais. 'É uma amostra de que a população pode estar mais consciente da importância da guarda responsável e dos benefícios da presença de um animal de estimação na sua vida', diz.

A festa de adoção registrou a presença de cerca de 1.300 pessoas, que também puderam assistir aos desfiles dos cães e à apresentação de adestramento organizada pela 'Cão Cidadão' e por funcionários do CCZ. Havia ainda a exposição de fotos 'Cuida bem de mim', da fotógrafa Tizia Ditullio.

Fonte: http://estadao.br.msn.com

domingo, 29 de maio de 2011

Nascia em 29 de maio de 1265 - Dante Alighieri, poeta italiano

Dante Alighieri (Florença, 1º de junho de 1265 — Ravenna, 13 ou 14 de setembro de 1321) foi um escritor, poeta e político italiano. É considerado o primeiro e maior poeta da língua italiana, definido como il sommo poeta ("o sumo poeta").

Seu nome, segundo o testemunho do filho Jacopo Alighieri, era um hipocorístico de "Durante". Nos documentos, era seguido do patronímico "Alagherii" ou do gentílico "de Alagheriis", enquanto a variante "Alighieri" afirmou-se com o advento de Boccaccio.

Foi muito mais do que apenas um literato: numa época onde apenas os escritos em latim eram valorizados, redigiu um poema, de viés épico e teológico, La Divina Commedia (A Divina Comédia), que se tornou a base da língua italiana moderna e culmina a afirmação do modo medieval de entender o mundo. Nasceu em Florença, onde viveu a primeira parte da sua vida até ser injustamente exilado. O exílio foi ainda maior do que uma simples separação física de sua terra natal: foi abandonado por seus parentes. Apesar dessa condição, seu amor incondicional e capacidade visionária o transformaram no mais importante pensador de sua época.

Vida

Primeiros anos de vida e família

Casa de Dante em Florença

Não há registro oficial da data de nascimento de Dante. Ele informa ter nascido sob o signo de Gêmeos, entre fim de maio e meados de junho. A referência mais confiável é a data de 25 de maio de 1265. Dante, na verdade, é uma abreviação de seu real nome, Durante.

Nasceu numa importante família florentina (cujo apelido era, na realidade, Alaghieri) comprometida politicamente com o partido dos Guelfos, uma aliança política envolvida em lutas com outra facção de florentinos: os Gibelinos. Os Guelfos estavam ainda divididos em "Guelfos Brancos" e "Guelfos Negros". Dante, no Inferno (XV, 76), pretende dizer que a sua família tem raízes na Roma Antiga, ainda que o familiar mais antigo que se lhe conhece (citado pelo próprio Dante, no livro Paraíso, (XV, 135), seja Cacciaguida do Eliseu, que terá vivido, quando muito, à volta do ano 1100 (o que, relativamente ao próprio Dante, não é muito antigo).

O seu pai, Alighiero di Bellincione, foi um "Guelfo Branco'. Não sofreu, porém, qualquer represália após a vitória do partido Gibelino na Batalha da Montaperti. Essa consideração por parte dos próprios inimigos denota, com alguma segurança, o prestígio da família.

A mãe de Dante chamava-se Bella degli Abati, nome algo comentado por significar "a bela dos abades", ainda que Bella seja uma contracção de Gabriella. Morreu quando Dante contava apenas com cinco ou seis anos de idade. Alighiero rapidamente se casou com Lapa di Chiarissimo Cialuffi. (Há alguma controvérsia quanto a esse casamento, propondo alguns autores que os dois se tenham unido sem contrair matrimónio, graças a dificuldades levantadas, na época, ao casamento de viúvos). Dela nasceram o irmão de Dante, Francesco, e Tana (Gaetana), sua irmã.

Com a idade de doze anos, em 1277, sua família impôs o casamento com Gemma, filha de Messe Manetto Donati, prática comum — tanto no arranjo quanto na idade — na época. Era dada uma importância excepcional à cerimónia que decorria num ambiente muito formal, com a presença de um notário. Dante teve vários filhos de Gemma. Como acontece, geralmente, com pessoas famosas, apareceram muitos supostos filhos do poeta. É provável, no entanto, que Jacopo, Pietro e Antonia fossem, realmente, seus filhos. Antonia tomou o hábito de freira, com o nome de Irmã Beatriz. Um outro homem, chamado Giovanni, reclamou também a filiação mas, apesar de ter estado com Dante no exílio, restam algumas dúvidas quanto à pretensão.

Educação e poesia

Dante, em afresco de Luca Signorelli.

Pouco se sabe sobre a educação de Dante, presumindo-se que tivesse estudado em casa, de forma autodidata. Sabe-se que estudou a poesia toscana, talvez com a ajuda de Brunetto Latini (numa idade posterior, como se dirá de seguida). A poesia toscana centrava-se na "Scuola poetica siciliana", um grupo cultural da Sicília que se dava a conhecer, na altura, na Toscânia. Esse interesse depressa se alargou a outros autores, dos quais se destacam os menestréis e poetas provençais, além dos autores da Antiguidade Clássica latina (de entre os quais elegia, preferencialmente, Virgílio, ainda que também tivesse conhecimento da obra de Horácio, Ovídio, Cícero e, de forma mais superficial, Tito Lívio, Séneca, Plínio e outros de que encontramos bastantes referências na Divina Comédia.

É importante referir que durante estes séculos escuros (em italiano "Secoli Bui", expressão usada por alguns para referir-se à Idade Média, designando-a como "Idade das trevas" - noção que hoje em dia é rebatida por muitos historiadores que demonstram que essa época foi muito mais rica culturalmente do que aquilo que a tradição pretende demonstrar), a península Itálica era politicamente dividida em um complexo mosaico de pequenos Estados, de modo que a Sicília estava tão longe, cultural e politicamente, de Florença quanto a Provença. As regiões do que hoje é a Itália ainda não compartilhavam a mesma língua nem a mesma cultura, também em virtude das vias de comunicação deficitárias. Não obstante, é notório o espírito curioso de Dante que, sem dúvida, pretendia estar a par das novidades culturais a um nível internacional.

Afresco transferido da madeira, por Andrea del Castagno.

Aos dezoito anos, com Guido Cavalcanti, Lapo Gianni, Cino da Pistoia e, pouco depois, Brunetto Latini, Dante lança o Dolce Stil Nuovo. Na Divina Comédia (Inferno, XV, 82), faz-se uma referência especial a Brunetto Latini, onde se diz que terá instruído Dante. Tanto na Divina Comédia como na Vita Nuova depreende-se que Dante se terá interessado por outros meios de expressão como a pintura e a música.

Ainda jovem (18 anos), conheceu Beatrice Portinari, a filha de Folco dei Portinari, ainda que, crendo no próprio Dante, a tenha fixado na memória quando a viu pela primeira vez, com nove anos (teria Beatriz, nessa altura, oito anos). Há quem diga, no entanto, que Dante a viu uma única vez, nunca tendo falado com ela. Não há elementos biográficos que comprovem o que é que seja.

É difícil interpretar no que consistiu essa paixão, mas, é certo, foi de importância fulcral para a cultura italiana. É sob o signo desse amor que Dante deixou a sua marca profunda no Dolce Stil Nuovo e em toda a poesia lírica italiana, abrindo caminho aos poetas e escritores que se lhe seguiram para desenvolverem o tema do Amor (Amore) que, até então, não tinha sido tão enfatizado. O Amor por Beatriz (tal como o amor que Petrarca demonstra por Laura, ainda que numa perspectiva diferente) aparece como a justificativa da poesia e da própria vida, quase se confundindo com as paixões políticas, igualmente importantes para Dante.

Quando Beatriz morreu, em 1290, Dante procurou refúgio espiritual na filosofia da Literatura latina. Pelo Convívio, sabemos que leu a "De consolatione philosophiae", de Boécio, e a "De amicitia", de Cícero. Dedicou-se, pois, ao estudo da filosofia em escolas religiosas, como a Dominicana de Santa Maria Novella, tanto mais que ele próprio era membro da Ordem Terceira de São Domingos. Participou nas disputas entre místicos e dialécticos, que se travavam, então, em Florença nos meios académicos, e que se centravam em torno das duas ordens religiosas mais relevantes. Por um lado, os Franciscanos, que defendiam a doutrina dos místicos (São Boaventura), e, por outro, os Dominicanos, que se socorriam das teorias de Tomás de Aquino. A sua paixão "excessiva" pela filosofia é criticada por Beatriz (representando a Teologia), no Purgatório.

Carreira política em Florença

Estátua de Dante na Galleria degli Uffizi, Florença.

Dante participou, também, na vida militar da época. Em 1289, combateu ao lado dos cavaleiros florentinos, contra os de Arezzo, na batalha de Campaldino, em 11 de junho. Em 1294, estava com os soldados que escoltavam Carlos Martel (filho de Carlos de Anjou e herói de Poitiers) quando este estava em Florença.

Foi, também, médico e farmacêutico; não pretendia exercer essas profissões mas, segundo uma lei de 1295, todo nobre que pretendesse tomar um cargo público devia pertencer a uma das Guildas (Corporazioni di Arti e Mestieri - ou seja, "Corporação de Artes e Ofícios"). Ao entrar na guilda dos boticários, Dante podia, assim, aceder à vida política. Esta profissão não era, de todo, inadequada para Dante, já que, na época, os livros eram vendidos nos boticários. De 1295 a 1300, fez parte do "Conselho dos Cem" (o Conselho da Comuna de Florença), onde fez parte dos seis priores que governavam a cidade.

O envolvimento político de Dante acarretou-lhe vários problemas. O papa Bonifácio VIII tinha a intenção de ocupar militarmente Florença. Em 1300, Dante estava em San Gimignano, onde preparava a resistência dos guelfos toscanos contra as intrigas papais. Em 1301, o papa enviou Carlos de Valois, (irmão de Felipe o Belo, rei de França), como pacificador da Toscânia. O governo de Florença, no entanto, já recebera mal os embaixadores papais, semanas antes, de forma a repelir qualquer influência da Santa Sé. O Conselho da cidade enviou, então, uma delegação a Roma, com o fim de indagar ao certo as intenções do Sumo Pontífice. Dante chefiava essa delegação.

Exílio e morte

Bonifácio rapidamente enviou os outros representantes de Florença de volta, retendo apenas Dante em Roma. Entretanto, a 1 de novembro de 1301, Carlos de Valois entrava em Florença com os Guelfos Negros que, por seis dias, devastaram a cidade e massacraram grande número de partidários da facção branca. Instalou-se, então, um governo apoiante dos Guelfos Negros, e Cante dei Gabrielli di Gubbio foi nomeado "Podestà" (funcionário público designado pelas famílias mais influentes da cidade). Dante foi condenado, em Florença, ao exílio por dois anos, além de ser condenado a pagar uma elevada multa em dinheiro. Ainda em Roma, o papa "sugeriu-lhe" que aí se mantivesse, sendo considerado, a partir de então, um proscrito. Não tendo pago a multa, foi, por consequência, condenado ao exílio perpétuo. Se fosse, entretanto, capturado por soldados de Florença, seria sumariamente executado, queimado vivo.

O poeta participou em várias tentativas para repor os Guelfos Brancos no poder; em Florença, no entanto, devido a diversas traições, todas falharam. Dante, amargurado com o tratamento de que foi alvo por parte dos seus inimigos, afligia-se também com a inacção dos seus antigos aliados. Declarou solenemente, na altura, que pertencia a um partido com um único membro. Foi nesta altura que começou a fazer o esboço do que viria a ser a "Divina Comédia", poema constituído por 100 cantos, divididos em 3 livros ("Inferno", "Purgatório" e "Paraíso") com 33 cantos cada (exceptuando o primeiro livro que, dos seus 34 cantos, o primeiro é considerado apenas como Canto introdutório).

Foi para Verona, onde foi hóspede de Bartolomeo Della Scala; mudou-se para Sarzana (Ligúria), e, depois, supõe-se que terá vivido algum tempo em Lucca com Madame Gentucca, que o acolheu de forma calorosa (o que, mais tarde, será referido de forma agradecida no Purgatório XXIV,37). Algumas fontes afirmam que teria estado em Paris, entre 1308 e 1310. Outras fontes, menos credíveis, porém, dizem que teria ido até Oxford.

Em 1310, Arrigo VII do Luxemburgo invadia Itália. Dante viu nele a hipótese de se vingar. Escreveu-lhe, bem como a vários príncipes italianos, cartas abertas onde incitava violentamente à destruição do poderio dos Guelfos Negros. Misturando religião e assuntos privados, invocou a ira divina sobre a sua cidade, sugerindo como alvo principal do desagrado de Deus os seus mais tenazes inimigos pessoais.

Em Florença, Baldo d'Aguglione perdoou a maior parte dos Guelfos Brancos que estavam no exílio, permitindo-lhes o seu regresso. Dante, no entanto, tinha ultrapassado largamente os limites toleráveis para o partido negro nas suas cartas a Arrigo VII, pelo que o seu regresso não foi permitido.

Dante no exílio, autor desconhecido.

Em 1312, Arrigo assaltou Florença, derrotando os "Guelfos Negros". Não há, no entanto, qualquer evidência de uma possível participação de Dante no evento. Há quem diga que Dante se recusou a participar num ataque à sua cidade ao lado de um estrangeiro. Outros, porém, sugerem que o seu nome se tinha tornado incómodo para os próprios "Guelfos Brancos", pelo que qualquer traço da sua passagem foi prontamente apagado para a posteridade. Em 1313, com a morte de Arrigo, morreu também a esperança de Dante de rever a sua cidade. Voltou para Verona onde Cangrande Della Scala lhe permite viver seguro, confortável e, presume-se, com alguma prosperidade. Cangrande é uma das personagens admitidas por Dante no seu Paraíso (XVII, 76).

Em 1315, Florença foi obrigada, por Uguccione della Faggiuola (oficial militar que controlava a cidade) a outorgar amnistia a todos os exilados. Dante constava na lista daqueles que deveriam receber o perdão. No entanto, era exigido que estes pagassem uma determinada multa e, acima de tudo, que aceitassem participar numa cerimónia de cariz religioso onde se retractariam como ofensores da ordem pública. Dante recusou-se a semelhante humilhação, preferindo o exílio.

Quando Uguccione derrota, finalmente, Florença, a sentença de morte que recaía sobre Dante foi comutada numa pena de prisão, sob a única condição de que teria de ir a Florença jurar solenemente que jamais entraria na cidade. Dante não foi. Como resultado, a pena de morte estendeu-se aos seus filhos.

Dante ainda esperou, mais tarde que fosse possível ser convidado por Florença a um regresso honrado. O exílio era como que uma segunda morte, privando-o de muito do que formava a sua identidade. No Canto XVII, 55-60, do Paraíso, Dante refere o quanto era dolorosa para si a vida de exilado, quando o seu trisavô, Cacciaguida, lhe "profetiza" aquilo que o espera:

Paraíso
(Canto XVII)
Italiano

". . . Tu lascerai ogne cosa diletta
più caramente; e questo è quello strale
che l'arco de lo essilio pria saetta.

Tu proverai sì come sa di sale
lo pane altrui, e come è duro calle
lo scendere e 'l salir per l'altrui scale . . ."

Paraíso 
(Canto XVII)
Português 

". . . Deixarás tudo aquilo que te agrada
mais profundamente; é esta seta a tal
logo no arco do exílio disparada.

E provarás como é falto de sal
o pão d' outros, e como é dura estrada
subir e sair pelas escadas de outros."

Quanto à esperança de um dia voltar a Florença, Dante descreve o seu sentimento melancólico, como se já estivesse resignado a essa impossibilidade, no Canto XXV, 1-9 do Paraíso:

Paraíso 
(Canto XXV)
Italiano 

Se mai continga che 'l poema sacro
al quale ha posto mano e cielo e terra,
sì che m'ha fatto per molti anni macro,

vinca la crudeltà che fuor mi serra
del bello ovile ov'io dormi' agnello,
nimico ai lupi che li danno guerra;

con altra voce omai, con altro vello
ritornerò poeta, e in sul fonte
del mio battesmo prenderò 'l cappello . . .

Paraíso
(Canto XXV)
Português

Se acontecer que o poema sagrado,
em que céu e terra puseram mão,
(magro me fez, de tanto ano passado)

Vencer a crueldade que em prisão
me exila do redil onde, cordeiro,
dormi, oposto aos lobos que o atacam;
Voz e pêlo distinto do primeiro
terei, chegando poeta, e me façam
a testa ornar com folha de loureiro …

É claro que isto nunca aconteceu. Os seus restos mortais mantêm-se em Ravenna, não em Florença.

Guido Novello da Polenta, príncipe de Ravenna, convidou-o para aí morar, em 1318. Dante aceitou a oferta. Foi em Ravenna que terminou o "Paraíso" e, pouco depois, falecia, talvez de malária, em 1321, com 56 anos, sendo sepultado na Igreja de San Pier Maggiore (mais tarde chamada Igreja de San Francesco). Bernardo Bembo, pretor de Veneza, decidiu honrar os restos mortais do poeta, erigindo-lhe um monumento funerário de acordo com a dignidade de Dante Alighieri.

Na sepultura, constam alguns versos de Bernardo Canaccio, amigo de Dante, onde se refere a Florença com os seguintes termos:

parvi Florentia mater amoris
"Florença, mãe de pequeno amor"

Posteriormente, Florença chegou a lamentar o exílio de Dante e fez repetidos pedidos para o retorno de seus restos mortais. Os responsáveis pela guarda de seu corpo em Ravenna se recusaram a cumprir, chegando ao ponto de esconder os ossos em uma parede falsa do mosteiro. No entanto, em 1829, um túmulo foi construído para ele em Florença, na basílica de Santa Cruz. Esse cenotáfio está vazio desde então, com o corpo de Dante remanescendo em Ravenna, longe da terra que ele amava tão ternamente. Em frente do seu túmulo em Florença lê-se Onorate l'altissimo poeta - que pode ser traduzido como "Honra ao poeta mais exaltado". A frase é uma citação do quarto canto do Inferno, representando as boas-vindas de Virgílio quando ele volta entre os grandes poetas antigos passando a eternidade no limbo. A continuação da linha, L'ombra sua torna, ch'era dipartita ("seu espírito, que tinha nos deixado, volta"), é uma lamúria ao túmulo vazio.

Em 2007, a reconstrução do rosto de Dante foi concluída em um projeto colaborativo. Artistas da Universidade de Pisa e engenheiros da Universidade de Bolonha em Forli completaram o modelo revelador, que indicou que as características de Dante eram um pouco diferentes do que se pensava.

Obras

Dante e Virgílio no inferno, óleo de Delacroix

A Divina Comédia descreve uma viagem de Dante através do Inferno, Purgatório, e Paraíso, primeiramente guiado pelo poeta romano Virgílio (símbolo da razão humana), autor do poema épico Eneida, através do Inferno e do Purgatório e, depois, no Paraíso, pela mão da sua amada Beatriz - símbolo da graça divina - (com quem, presumem muitos autores, nunca tenha falado e, apenas visto, talvez, de uma a três vezes).

Em termos gerais, os leitores modernos preferem a descrição vívida e psicologicamente interessante para a sensibilidade contemporânea do "Inferno", onde as paixões se agitam de forma angustiada num ambiente quase cinematográfico. Os outros dois livros, o Purgatório e o Paraíso, já exigem outra abordagem por parte do leitor: contêm subtilezas ao nível filosófico e teológico, metáforas dificilmente compreensíveis para a nossa época, requerendo alguma pesquisa e paciência. O Purgatório é considerado, dos três livros, o mais lírico e humano. É interessante verificar que é, também, aquele onde aparecem mais poetas. O Paraíso, o mais pesadamente teológico de todos, está repleto de visões místicas, raiando o êxtase, onde Dante tenta descrever aquilo que, confessa, é incapaz de exprimir (como acontece, aliás, com muitos textos místicos que fazem a história da literatura religiosa). O poema apresenta-se, como se pode ver num dos excertos acima, como "poema sagrado" o que demonstra que Dante leva muito a sério o lado teológico e, quiçá, profético, da sua obra. As crenças populares cristãs adaptaram muito do conceito de Dante sobre o inferno, o purgatório e o paraíso, como por exemplo o fato de cada pecado merecer uma punição distinta no inferno. A Comédia é o maior símbolo literário e síntese do pensamento medieval, vivenciado pelo autor.

O poema chama-se "Comédia" não por ser engraçado mas porque termina bem (no Paraíso). Era esse o sentido original da palavra Comédia, em contraste com a Tragédia, que terminava, em princípio, mal para os personagens.

Dante escreveu a "Comédia" no seu dialeto local. Ao criar um poema de estrutura épica e com propósitos filosóficos, Dante demonstrava que a língua toscana (muito aproximada do que hoje é conhecido como língua italiana, ou língua vulgar, em oposição ao latim, que se considerava como a língua apropriada para discursos mais sérios) era adequada para o mais elevado tipo de expressão, ao mesmo tempo que estabelecia o Toscano como dialecto padrão para o italiano.
Estátua de Dante na Piazza Dante, Nápoles.

Outras obras importantes do autor são:

  • De Vulgari Eloquentia ("Sobre a Língua vulgar", escrita, curiosamente, em latim);
  • Vita Nova ("Vida Nova"), onde insere sonetos, comentados, onde narra a história do seu amor por Beatriz. A língua utilizada é a toscana, tanto para os poemas (o que não é grande novidade, já que muitas obras líricas tinham sido escritas em língua vulgar) como para os comentários que, pelo seu carácter mais teórico, já inovam ao prescindir do latim.
  • Le Rime - "As rimas", também chamadas de "Canzoniere", onde aparecem vários textos de cariz lírico (sonetos, canções, baladas, sextinas…), onde, novamente, canta o amor idealizado (amor platónico), Beatriz, bem como a Ciência, a Filosofia, a Moral (num sentido alargado do termo);
  • Il Convivio - "O Convívio", de carácter filosófico, é apresentado pelo poeta como um banquete com 14 pratos (simbolizando as canções), acompanhados do pão (os comentários). Faz parte das obras que pretendem dignificar a língua vulgar, tanto mais que Dante chega aqui a citar autores tão importantes como Aristóteles ou São Tomás de Aquino;
  • De Monarchia - "Monarquia", onde expõe as suas ideias políticas. O livro, escrito em latim possivelmente entre 1310 e 1314, defende a supremacia do poder temporal sobre o poder papal, lembrando que até Jesus Cristo ressaltou que não desejava o poder temporal. Ao final, recomenda que ambos respeitem-se um ao outro, obedecendo àquele "que é o único governador de todas as coisas, espirituais e temporais";[4]
  • Outras obras, consideradas menores, como "As Epístolas", "Éclogas" e "Quaestio de aqua et terra".

Nota: Quando nos referimos a excertos da Divina Comédia, indicamos primeiro o livro (por exemplo, "Inferno"), depois o Canto, em numeração romana; e, finalmente, em algarismos indo-arábicos, os versos (que aparecem numerados na maior parte das edições da obra).

Curiosidades


Em 2007, cientistas italianos da Universidade de Bologna recriaram a face de Dante. Crê-se que o modelo seja o mais próximo possível de sua verdadeira aparência. Seu retrato, feito por Botticelli, foi usado como base junto ao crânio.

Dante, como expoente da literatura universal foi utilizado como referência cultural e didáctica indispensável pela autora portuguesa Sophia de Mello Breyner Andressen, que o utilizou como personagem no livro infanto-juvenil "O Cavaleiro da Dinamarca", onde é apresentado às jovens gerações como alguém que terá tido contacto com realidades transcendentes ou que, não as tendo tido, deixou, ainda assim, uma obra por si mesma transcendente.

Fonte: http://pt.wikipedia.org

28 de maio de 1930 - O Chrysler Building é inaugurado na Cidade de Nova Iorque, tornando-se o prédio mais alto do mundo.

O Chrysler Building (em português: Edifício Chrysler) é um arranha-céu da cidade de Nova Iorque, sendo um dos maiores do mundo com 319 metros (1 046 pés). Edificado entre 1930 e 1931, foi o edifício mais alto do mundo quando foi inaugurado, porém, perdeu este título apenas um ano depois, para o Empire State Building. O sistema estrutural utilizado é a estrutura metálica. É também a estrutura de tijolos mais alta do mundo. 

História

O Edifício Chrysler em 1932.

Projeto

O Edifício Chrysler foi concebido por William Van Alen para sediar a empresa automobilística norte-americana Chrysler. Quando foi anunciada o planejamento para a construção do prédio em 19 de setembro de 1928, ocorreu uma forte competição entre arquitetos da cidade para construir "o arranha-céu mais alto do mundo", como chamavam os idealizadores do projeto... Apesar da disputada vaga de arquiteto chefe e do desejo de construir um prédio recordista, o ritmo da construção foi natural e não houve acidentes com mortes.

Antena do prédio.

O projeto original de Van Alen foi chamado de "jóia decorativa com coroa de vidro". Van Alen também incluiu janelas no topo do prédio, o que fez paracer que o prédio fosse uma lanterna flutuante no centro de Nova Iorque. No projeto original, o prédio deveria ter aproximadamente 246 metros de altura, porém as idéias de Van Alen se revelaram muito a frente da época, então Van Alen passou a trabalhar junto com Walter P. Chrysler, que determinou uma outra altura para a construção, que agora seria de 282 metros de altura.

Walter Chrysler, presidente da Chrysler Automobile Corporation, acrescentou uma dezena de detalhes arrojados no projeto do prédio, alguns associados ao carros da época.

Construção

Chrysler Building a noite.

A construção teve início em 19 de setembro de 1928. No total cerca de 3.826.000 de tijolos foram usados na construção. Mesmo antes de sua conclusão, o Chrysler já competia com outro prédio a ser construído em Manhattan, o The Trump Building projetado por H. Craig Severance. Craig Severance determinou uma altura maior para o seu projeto e mais tarde alegou que este seria o prédio mais alto do planeta (sem contar as estruturas não habitáveis). Como vingança, Van Alen incluiu 56 metros na antena de de seu projeto, que foi construída de dentro para fora do prédio. A antena foi concluída após 4 etapas de construção. Em 23 de outubro de 1929, a antena foi concluída no exterior do domo do edifício.

Conclusão



O prédio foi concluído em 28 de maio de 1930, ultrapassando o seu rival, o The Trump Building, e a Torre Eiffel. Aberto ao público em 17 de maio de 1931, o Edifício Chrysler foi a primeira estrutura habitável a ultrapassar a altura de 1.000 pés (305 metros), porém apenas um ano depois da sua conclusão, o Chrysler foi superado pelo arrojado Empire State Building. Embora tenha sido superado no seu recorde mundial, o Chrysler Building ainda é considerado a mais alta estrutura de tijolos do planeta.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

My Way - Frank Sinatra


My Way

And now the end is near
And so I face the final curtain
My friend, I'll say it clear
I'll state my case of which I'm certain

I've lived a life that's full
I traveled each and every highway
And more, much more than this
I did it my way

Regrets, I've had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do
And saw it through without exemption

I've planned each charted course
Each careful step along the byway
And more, much more than this
I did it my way

Yes there were times, I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all when there was doubt
I ate it up and spit it out

I faced it all and I stood tall
And did it my way

I've loved, I've laughed and cried
I've had my fill, my share of losing
And now as tears subside
I find it all so amusing

To think I did all that
And may I say, not in a shy way
Oh no, oh no, not me
I did it my way

For what is a man, what has he got?
If not himself, than he has naugth
To say the things he truly feels
And not the words of one who kneels

The record shows, I took the blows
And did it my way

Meu Jeito

E agora o fim está próximo
Então eu encaro o desafio final
Meu amigo, Eu vou falar claro
Eu irei expor meu caso do qual tenho certeza

Eu vivi uma vida que foi cheia
Eu viajei por cada e todas as rodovias
E mais, muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito

Arrependimetos, eu tive alguns
Mas então, de novo, tão poucos para mencionar
Eu fiz, o que eu tinha que fazer
E eu vi tudo, sem exceção

Eu planejei cada caminho do mapa
Cada passo, cuidadosamente, no correr do atalho
Oh, mais, muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito

Sim, teve horas, que eu tinha certeza
Quando eu mordi mais que eu podia mastigar
Mas, entretanto, quando havia dúvidas
Eu engolia e cuspia fora

Eu encarei tudo e continuei de pé
E fiz do meu jeito

Eu amei, eu ri e chorei
Tive minhas falhas, minha parte de derrotas
E agora como as lágrimas descem
Eu acho tudo tão divertido

Em pensar que eu fiz tudo
E talvez eu diga, não de uma maneira tímida
Oh não, não, não eu
Eu fiz do meu jeito

E pra que serve um homem, o que ele tem ?
Se não ele mesmo, então ele não tem nada
Para dizer as coisas que ele sente de verdade
E não as palavras de alguém que se ajoelha

Os registros mostram, eu recebi as pancadas
E fiz do meu jeito

...

Eu simplesmente amo esta música...

26 de maio de 1897 - Bram Stoker publica Dracula, sua maior obra literária.


Capa da primeira edição


Drácula (em inglês: Dracula) é um romance de 1897 escrito pelo autor irlandês Bram Stoker, tendo como protagonista o vampiro Conde Drácula. Sem dúvida trata-se do mais famoso conto de vampiros da literatura.


Drácula tem sido designado como vários gêneros literários, incluindo literatura de vampiros, ficção de horror e romance gótico. Estruturalmente, é um romance epistolar, ou seja, contada como uma série de cartas, entradas de diário, registros de bordo etc. Embora Stoker não tenha inventado o vampiro, a influência do romance na popularidade dos vampiros foi singularmente responsável por muitas peças de teatro, cinema, televisão e muitas interpretações ao longo dos séculos 20 e 21.

Este romance em forma epistolar, dando voz às várias personagens, abre com a chegada de um solicitador, de nome Jonathan Harker, a um castelo em uma remota zona da Transilvânia. Aí o jovem Harker trava conhecimento com o excêntrico proprietário do castelo, o conde Drácula, dado este ter em vista a aquisição de várias propriedades na Inglaterra.

Paulatinamente Harker começa a perceber que há mais do que excentricidade naquela figura, há algo de estranho no anfitrião, algo de realmente assustador e tenebroso. Aliás, passada a inicial hospitalidade, Harker começa a entender que, mais do que um hóspede, é também um prisioneiro do conde Drácula.

Seguidamente, Drácula decide viajar até à Inglaterra, deixando um rasto de morte e destruição por onde passa – sob a forma de um enorme morcego -, enquanto Harker é deixado à guarda de três figuras femininas, três terríveis seres que se alimentavam de sangue humano. Harker consegue fugir, apesar de bastante debilitado, e encontra-se com a sua noiva, Mina, em Budapeste.

Já na Inglaterra, Lucy, uma jovem inglesa, amiga de Mina, começa a apresentar estranhos sintomas: uma enorme palidez e dois enigmáticos orifícios no pescoço.Seus amigos, John Seward, Quincey Morris e Arthur Holmwood, incapazes de perceber a origem daquela doença, recorrem ao auxílio do Dr. Abraham Van Helsing, médico e cientista, famoso por seus métodos pouco ortodoxos, tendo compreendido que Lucy tivera sido vítima dos ataques de um ser diabólico: Drácula, uma espécie de morto-vivo que se alimentava de sangue humano.(vampiro) Contudo, receando a reação destes, Van Helsing decide não revelar imediatamente suas conclusões.


Numa noite, Lucy e sua mãe são atacadas por um morcego – a versão animal do conde Drácula – e ambas morrem, embora de causas diferentes: Lucy tendo sido fruto do ataque sanguinário do morcego/Drácula; a mãe de Lucy vítima de ataque cardíaco provocado pelo medo.

Lucy é enterrada, mas a sua existência não termina por aí: esta renasce como vampira e começa a perseguir crianças. Van Helsing, não tendo outra opção, confidencia as suas conclusões aos amigos desta. Estes, decididos a colocar um fim naquela forma de existência, pregando-lhe uma estaca no coração e cortam-lhe a cabeça, pois só assim ela poderia descansar em paz.

Pouco tempo depois, para surpresa dos mesmos, percebem que Drácula tinha agora uma nova vítima, Mina, já regressada de Budapeste junto com Harker, agora juntos na condição de marido e mulher. Porém, além de se alimentar de Mina, Drácula também lhe dá o seu sangue a beber, ritual que os faz ficarem ligados espiritualmente, como numa espécie de matrimónio das trevas.

Van Helsing compreende que, através da hipnose, é possível seguir os movimentos do vampiro, assim, decididos a destrui-lo e a salvar Mina, os homens o perseguem. Drácula foge para o seu castelo na Transilvânia, todavia, este é destruído pelos perseguidores antes de o conde concretizar tal objetivo, libertando a Mina do tal “encantamento”.


Adaptações

O romance foi adaptado muitas vezes, especialmente para o cinema e teatro e o vampiro foi usado em muitas histórias e paródias independentes do romance original, sendo usado até hoje por diversos autores em diversas mídias, sendo tema recorrente na cinematografia mundial. O romance mais recente a tratar do assunto é O Historiador, de Elizabeth Kostova, que se propõe a ser uma espécie de O Código da Vinci da lenda de Drácula. É um romance que coloca o leitor na trilha do Drácula histórico, em meio a mosteiros medievais.

Recepção

Quando foi publicado pela primeira vez, em 1897, Drácula não foi um bestseller imediato, embora as criticas fossem incansáveis em seu louvor. O contemporâneo Daily Mail classificou Stoker superior a Mary Shelley e Edgar Allan Poe. O romance tornou-se mais significativa para os leitores modernos do que foi para os leitores contemporâneos vitorianos, que só atingiu o seu grande status lendário clássico no século 20, quando as versões cinematograficas apareceram. No entanto, alguns fãs da época vitoriana o descreveram como "a sensação da temporada" e "o romance de gelar o sangue do século". Sir Arthur Conan Doyle criador de Sherlock Holmes escreveu a Stoker em uma carta:" Eu escrevo para lhe dizer o quanto eu gostei de ler Drácula.Eu acho que é a melhor história de horror, que eu li em muitos anos "

Shell quer construir o maior barco do mundo

 
A companhia petrolera holandesa Shell anunciou um plano para construir a maior coisa feita pelo homem que alguma vez tenha flutuado sobre o mar. É o Prelude FLNG Project, um barco gigante que obterá gás natural desde o fundo do mar. Se espera que extraia o equivalente de 110.000 barris de gás por dia.

O barco deixará em vergonha aos maiores dos barcos de guerra que existem hoje, com 488 metros de longo, 74 metros de largo e 250 metros de altura, deslocando 600.000 toneladas de água. Segundo Shell, será capaz de resistir tifones de categoria 5 e será construído em uma fábrica na Coréia.

Em vários aspectos, este barco é quase uma ilha flotante, que será instalada ao nordeste da Austrália por 25 anos enquanto retira de ali o hidrocarburo. O barco esfriará o gás natural a -162ºC para reduzir seu volume umas 600 vezes, permitindo enviar aos clientes através da Ásia.

Shell não tem dado a conhecer o que lhe custará construir este projeto. A companhia espera começar a construção em 2017, esperando ganhar muito dinheiro com isto.

Fonte: FayerWayer

Sorvete de Leite Condensado





Ingredientes:


1 xícara de creme de leite fresco bem gelado
1 lata de leite condensado gelada
1/2 fava de baunilha (ou 2 colheres de chá de essência de baunilha)

Preparo:

Bata o creme de leite gelado na batedeira até começar a engrossar. Adicione a baunilha e bata até obter picos moles. Vá adicionando o leite condensado gelado aos poucos, batendo em velocidade baixa até ficar cremoso.

Passe a mistura para um recipiente com tampa e leve ao freezer por 6 horas ou durante a noite.

Fettuccine Alfredo Cremoso com Frango





Ingredientes:


450g de Fettuccine
2 a 3 peitos de frango desossados, cortados em cubos ou tiras
6 colheres (sopa) de manteiga sem sal
1/2 cebola picada finamente
1 dente de alho picado
2/3 xícara de champignon picado
250g de cream cheese, em pedaços
1 xícara de creme de leite (fresco de preferência)
1/2 xícara de parmesão ralado
2 a 4 colheres (sopa) de leite
1/2 colher (chá) de sal
1/4 colher (chá) de pimenta do reino
Salsinha para decorar, opicional

Preparo:

Cozinhe a massa “al dente” de acordo com a embalagem (em água com sal e óleo). Escorra a massa, reserve e guarde 1/4 da água de cozimento.

Em uma panela coloque algumas colheradas de azeite e aqueça sobre fogo médio-alto. Adicione o frango e diminua o fogo para médio. Tempere com alho, pimenta e sal e grelhe até que a carne não esteja mais rosada.

Volte o fettuccine para a panela que foi cozido junto com o 1/4 da água, coloque sobre fogo baixo para aquecer e junte o frango sobre o fettuccine.

Na mesma panela em que foi feito o frango, em fogo médio derreta a manteiga e aqueça o alho e a cebola até que ela fique macia. Junte e derreta o cream cheese. Quando estiver derretido, adicione o creme de leite, o champignon e o leite (controle a cremosidade com a quantidade de leite), ferva por 5 minutos. Adicione o queijo ralado, continue a misturar e adicione o sal e a pimenta.

Derrame o creme sobre o fettuccine e o frango, decore com salsinha e sirva imediatamente com mais queijo ralado.

Fonte: http://www.pamelabrandao.com

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Receita prática e deliciosa...
Também o blog da Pamela só tem coisas ótimas...
Pena que a maioria é doce e eu sou diabético... rs

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ichiro Nishitani: O homem que ajudou a trazer a Toyota ao Brasil.

Ele foi responsável pelas primeiras importações vindas do Japão, além de ajudar a trazer a Toyota para o Brasil

por Rafael Jubelini

Galpão de Ichiro; ele foi o primeiro e único importador dos caminhões, ônibus e Jipes do Japão

A imigração japonesa no Brasil reúne histórias exemplares de superação de dificuldades. Contos reais de pessoas que vieram ao Brasil batalhar pelo desenvolvimento da família e da nova nação onde chegaram.

Uma dessas histórias começou em 1930, quando Ichiro Nishitani, então com 16 anos, chegou a Santos a bordo do navio Kanagama Maru.

Nascido em Hiroshima, Nishitani veio jovem ao Brasil em busca de oportunidades para crescer profissionalmente. Com o passar dos anos, as chances apareceram, e ele as aproveitou da melhor forma possível. Quando não surgiram, ele mesmo as criou.

Ichiro Nishitani com sua esposa Mitsu Kodama

Tornou-se um dos maiores empreendedores do Brasil, sendo pioneiro na importação de produtos japoneses e um dos responsáveis pela vinda da Toyota ao País.

O primeiro emprego de Nishitani foi em um jornal da colônia japonesa. O trabalho fez com que o jovem viajasse por várias cidades do interior paulista. Passou a conhecer pessoas e conviver com os comerciantes do local. Com isso, observou as necessidades do setor.

EMPREENDEDORISMO

O abastecimento das mercadorias era precário, o que possibilitava uma grande oportunidade de crescimento. Para preencher essa lacuna, Nishitani criou sua primeira empresa, em 1937, com o nome inicial de “Ishiro Nishitani”.

Passou a visitar os comerciantes próximos às linhas de trem, já que haviam poucas rodovias na época, para apresentar mostruários e catálogos de vendas. Com o crescimento do negócio, o novo empresário contratou os chamados “caixeiros-viajantes”, para o serviço. Eles anotavam o pedido e levavam para a sede em São Paulo. Tornou-se um dos maiores compradores atacadistas da época.

A precariedade da comunicação e da estrutura da época dificultou o trabalho. O correio era a única forma de se comunicar a longas distâncias, mas o tempo para a correspondência chegar a seu destino era grande.

Mesmo com as dificuldades, Nishitani continou a ser um ousado empreendedor. Fundou indústrias de meias personalizadas, pescados, gráfica e até fábrica de brinquedos. Abriu uma loja próxima ao Mercado Municipal de São Paulo, após perceber o número elevado de pessoas que passavam pelo local.

Porto de Santos: importação de mais um veículo da Toyota

GRANDE SALTO

No início dos anos 50, com o alto investimento em infra-estrutura promovido pelo governo, Nishitani passou a produzir tratores e implementos agrícolas. A ousadia do empreendedor o levou ao Japão, na mesma época, para negociar a vinda de veículos da Toyota e da Hino para o Brasil. Ele foi o primeiro e único importador de caminhões, ônibus e jipes do Japão.

Para aumentar a produção e atender a crescente demanda, Nishitani constituiu a empresa Carrocerias Lay-Auto Partes, que projetou jipes e modelos encomendados. Em 1962 a Toyota se instalou no Brasil, com grande participação e ajuda do empreendedor, que exerceu o cargo de Diretor Vice-Presidente da Toyota.

Ele passou a ser revendedor autorizado da Volkswagen, General Motors, Mercedes Benz e Lambreta, com diversas concessionárias espalhadas por São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.


LUTAR ATÉ O FIM

Apesar de todo o crescimento e sucesso, Nishitani foi obrigado a fechar suas empresas e encerrar a escalada empresarial. Em 1967, foi declarado insolvente civil. Trabalhou, até o fim da vida, em 2002, para se reabilitar.

Era viúvo da senhora Mitsu Kodama, falecida em 1993, que o ajudou em todo o seu caminho. A história de Ichiro Nishitani é mais uma que enriquece a comemoração dos 100 anos da imigração japonesa no Brasil.

Fonte: Made in Japan

Toyota compensará produção dando mais dias de trabalho


0 jornal de negócios Nikkei publicou na quinta-feira 19 que a Toyota planeja aumentar o número de dias de trabalho de suas fábricas para compensar a queda na produção causada pelo terremoto e tsunami de março.

Segundo o diário, a empresa planeja adicionar dois dias de produção ao seu esquema mensal de operação. Com isso, o ano de produção da montadora terá 10 a 15 dias adicionais, o que poderá elevar o total de veículos fabricados em 150 mil unidades.

Fonte: Alternativa Online

Akihabara é a Woodstock dos nerds


Ser um nerd não é exatamente um elogio. São incontáveis os círculos sociais em que somos submetidos a constrangimentos e olhares de desprezo por preferirmos os computadores às pessoas, o isolamento ao convívio social.

O gosto por seriados de TV, roupas com ícones de games e a aversão aos exercícios físicos que compõem o imaginário do que é um nerd não formam, nem de longe, o tipo de cara que é popular entre as garotas e admirado por seus pares. Para evitar as piadas, há quem guarde com discrição seus bonecos do Star Wars ou evite espalhar por aí o nome do RPG que está jogando com os amigos.

Há um pequeno recorte no mundo, no entanto, onde ser nerd e professar sua condição de forma orgulhosa é um ato livre de julgamentos e preconceitos, a cidade eletrônica de Akihabara, no centro de Tóquio.

Todas as manhãs, pontualmente às 8 horas, as lojas de Akiba, como o bairro é apelidado por seus freqüentadores, erguem as portas para receber as mais de 150 mil pessoas que cruzam diariamente as lojas, corredores, avenidas e quiosques do bairro mais plugado do mundo, alimentado por duas linhas de metrô e um infinito de ciclovias que convergem para lá.

Em dias de lançamento da indústria de games, algumas lojas abrem mais cedo, pressionadas por pequenas multidões de geeks que, muitas vezes, viram a noite nas ruas de Akiba para serem os primeiros a comprar a novíssima versão de jogos da Konami ou Nintendo.

Para um explorador gaijin circulando pelas milenares ruas da cidade elétrica, a primeira sensação é de deslumbramento. Akihabara é tudo que nós, estrangeiros, imaginamos do Japão: luminosos que nunca apagam, tecnologia transbordando pelas janelas, multidões a passos apressados e dezenas, centenas, milhares de japoneses com os olhos vidrados nas telinhas brilhantes de seus smartphones ou games portáteis.

A segunda sensação, mais marcante, é de estranheza. Como podem as lojas expor seus notebooks, celulares e câmeras fotográficas em bancas sob as calçadas? Não há por aqui nenhum espertalhão que arrisque sacá-las das bancadas e sumir na multidão?

De acordo com a polícia metropolitana de Tóquio, só duas tentativas de furto são anotadas a cada semana em Akiba, índice insuficiente para dissuadir as lojas de deixar seus gadgets tão expostos. A explicação para o baixo índice de roubos vai além da fama de honestidade dos japoneses. O valor dos eletrônicos não é alto e as penas para trombadinhas são duríssimas.

Um celular usado (que dirá roubado) não é revendido por mais de US$ 5. Um netbook novinho, vale US$ 200, sem origem, então, o preço desaba. Simplesmente o risco de roubar é alto demais para a pouca lucratividade que o crime traria.

- Woodstock - A terceira e mais marcante sensação a assaltar um forasteiro em Akiba é o clima de festa nerd que toma conta das ruas. Garotos gorduchos caminham livremente com suas camisas do Super Mário e capa de Batman pendurada às costas.

Fãs de cosplay circulam em suas fantasias ao lado de trabalhadores engravatados sem causar espanto. Vez por outra, adolescentes fãs de Godzila ou Darth Vader vão a caráter comprar um drive externo de alguns teras ou uma nova placa-mãe para montar um PC no final de semana. Banda larga? Contrata-se na casa das centenas. Vai um plano de 100 Mbps ou de 200 Mbps?

Algumas LAN houses vendem conexões exclusivas para serem usadas por um único cliente. É como se você comprasse uma mesa com PC e internet para usar quando quiser e, se quiser, ficar lá o tempo todo, jogando, digamos, 70 horas sem parar.

Prédios em Akihabara: território livre para cosplays, gamers e esquisitos

Como o preço dos aluguéis é exorbitante em Tóquio, alguns jovens sem muito dinheiro alugam uma mesa dessas e simplesmente passam a viver numa LAN house. Fazem isso meses a fio, se alimentam de salgadinhos e coca cola, tomam banho em pias improvisadas e dormem em barracas do tipo camping – ou sobre os próprios teclados.

A onda de moradores-de-LANs, no entanto, pode estar perto do fim. O equivalente ao Ministério da Saúde no Japão decidiu agir contra as LANs, quer tratar os viciados em internet e ameaça fechar as casas 24 horas que permitem aos gamers ficar online indefinidamente.

Nesse sentido, o bairro símbolo no consumo de eletrônicos no mundo marca também uma espécie de ´libertação´ da cultura nerd. Como em Woodstock em 69, Akiba rompeu com as regras de comportamento estabelecidas e seus freqüentadores decidiram que têm o direito de transgredir o senso comum. É lícito fantasiar-se com as roupas de ídolos eletrônicos e comprar tantos games e mangás que não lhe restará um segundo livre para ir a uma festa de aniversário ou partida de beisebol.

- História -Numa tradução livre, Akihabara quer dizer “Folha caída do outono”, referência à era medieval do bairro, que já abrigou um templo xintoísta e teve mais árvores que computadores. No pós-guerra, a região foi tomada por pequenos vendedores de artefatos eletrônicos, como cabos de energia, tubos de TV e rádios de fita cassete. O boom de companhias como Sony, Sharp e Fujitsu nos anos 80 transformou radicalmente a paisagem em Akiba, que cedeu espaço a arranha-céus ocupados por lojas de departamento e consumo de eletrônicos.

Na mesma década, a prefeitura de Tóquio percebeu o potencial econômico de Denki Gai (a cidade elétrica, outro apelido do bairro) e incentivou as empresas de games, animes e editores de mangá a abrirem escritórios por lá. A intenção primeira da prefeitura era sobrepujar Nipponbashi, o bairro rival de Osaka, que já aproximara anos antes as grandes fabricantes de eletrônicos da indústria de anime e games.

A reunião de computadores e entretenimento nerd transformou Akiba em referência mundial e permitiu o florescimento da cultura Otaku, nome pejorativo que os japoneses dão aos nerds esquisitões de Akihabara. Algumas mulheres sozinhas, por exemplo, evitam andar pelas ruas do bairro elétrico, com medo de serem assediadas por um otaku.


Um famoso seriado local – Densa Otako, disponível em DVDs piratas no bairro japonês da Liberdade, em São Paulo – narra a história de um otaku típico, que ao se apaixonar por uma modelo tenta fazer a transição do mundo nerd para, digamos, algo mais sociável. A série trata com sensibilidade as dificuldades que todo garoto – uns mais, outros menos – têm com as mulheres e joga luz sobre estes personagens que são livres em Akiba, mas certamente encontram obstáculos em outras partes da cidade – e do mundo.

Um duro golpe na imagem dos otakus, por exemplo, foi desferido em 8 de julho de 2008, quando um jovem gamer tomou um trator da prefeitura e partiu para cima dos pedestres matando 7 pessoas. Se fosse em outro lugar da cidade, seria só um louco. Mas como aconteceu em Akiba, a culpa recaiu sobre a cultura nerd e a emblemática imagem de solidão e incomunicabilidade que os persegue.

- Consumir em Akihabara - Loucos enfurecidos, ao lado de terremotos e godzilas parecem ser as únicas ameaças à segurança no Japão. A qualquer hora do dia ou da noite a sensação de tranquilidade é absoluta e caminhar com sacolas cheias de eletrônicos não é um risco.

Além dos preços sem igual no mundo, comprar em Akiba é uma experiência antropológica para os gaijins. A tradição de mimar o consumidor faz os visitantes do bairro sentirem-se no limite do constrangimento com tanta gentileza. Quem entra nas lojas, é saudado com um sonoro irashaimassê (algo como seja bem-vindo) e pode fuçar à vontade nos produtos, fazer perguntas, comparar preços e sair de lá sem comprar nada. A imagem do vendedor furioso com o cliente que lhe tomou tempo simplesmente não existe.

O idioma é, naturalmente, um grave obstáculo às compras. São poucos os lugares onde vendedores falam inglês e, mesmo quando falam, o fazem com um sotaque duro de compreender. O excesso de atenção e preocupação com o cliente, no entanto, superam com larga vantagem as barreiras idiomáticas.

Algumas regras de etiqueta, porém, são recomendáveis. Em Akiba como em todo o Japão não se pechincha e não se oferece gorjetas. Ambas práticas são claramente ofensivas. O preço anotado na etiqueta é o que vale, não há margem para negociação. Esta característica é especialmente vantajosa para estrangeiros, que podem ter a certeza que pagarão o mesmo valor que qualquer outro consumidor, sem as comuns engabelações de que os gringos são vítimas ao fazer compras no exterior.

Também não é educado contar o troco que um vendedor lhe devolve após um pagamento. Em bom japonês eles dizem. “Você me deu cinquenta, o produto custou trinta, então lhe devolvo vinte” e contam “dez, quinze, vinte”, colocando nota sobre nota à sua frente para depois entregar-lhe o troco usando as duas mãos.

O ápice da gentileza ao cliente acontece logo após o pagamento. Todos os funcionários da loja – de qualquer loja – que virem você comprando farão uma pausa de um segundo em suas tarefas para dizer “Domo Arigato Gozai Mashita”, algo como “muito, muito obrigado”. Acredite, comprar um produto de R$ 5 e ver 20 pessoas se enfileirarem para agradecer você pode ser muito constrangedor.

o caminhar pelas alamedas do bairro, o consumidor notará a ausência de uma única grande marca, a Apple. A fabricante do iPhone e iPod decidiu que não abriria sua loja ao lado da Sony, Nintendo ou Fujistsu. Ela tem um prédio próprio – com cinco andares – em Ginza, o bairro mais sofisticado de Tóquio.

- Pague para conversar – Uma atração particular de Akiba são os cafés onde se paga para ter companhia feminina. Explorando a timidez de consumidores introvertidos demais para conversar com uma mulher, algumas lojas oferecem este atrativo. Garotas jovens em trajes colegiais que tentam juntar grana para uma viagem de fim de ano ou para entrar na faculdade, se dispõem a cobrar para tomar um café a dois, cantar uma música no karaoquê ou disputar uma partida de videogame a dois. Nem de longe a prática é associada a prostituição, não se negocia sexo, mas sim atenção.

A prática pode parecer estranha. Mas ai está a essência de Akiba, um lugar onde podemos fazer coisas estranhas com absoluta naturalidade.


Fonte: http://info.abril.com.br