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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Filme com Luana Piovani, curta de Manaus e Camila Pitanga agitam Cine PE


Com Luana Piovani, Caco Ciocler, Lima Duarte e Vera Holtz na linha de frente, Família vende tudo dá a largada na competição de longas do 15º Cine PE - Festival do Audiovisual. Será a primeira exibição do novo filme de Alain Frensnot, diretor de Desmundo (2003) e Ed Mort (1996). Entre os dois, Família pende mais para o segundo - é uma comédia. A estreia está prevista para 24 de junho, com distribuição pela PlayArte.

De fato, Fresnot está longe do rigor de Desmundo, filme de época, falado em português arcaico, línguas indígenas e africanas. E é fato que o cinema brasileiro vive fase favorável para a comédia. “Família é mais aberto, de simples compreensão, sem perder a profundidade”, diz o realizador. “Gosto de comédia, me sinto confortável nela, sou uma pessoa bem-humorada. Em determinadas condições, ela define situações melhor do que o drama”.

Descrito por Fresnot como uma comédia trágica “ou uma tragédia cômica”, o filme foca em família de muambeiros que vive numa favela de São Paulo. A oportunidade de melhorar de vida vem através da filha, Lindinha (Marissol Ribeiro, que estreia no cinema), que se envolve sexualmente com o cantor popular Ivan Cláudio (Ciocler). “É o famoso golpe da barriga”, resume o diretor, que divide o roteiro com o escritor Marcus Pimenta. As locações: Foz do Iguaçu, Paulínia e São Paulo. O orçamento é de R$ 4,5 milhões.

No filme, Ciocler é o rei do Xique, ritmo fictício e descartável do momento. Vive rodeado de mulheres, o que deixa a esposa Jennifer (Luana Piovani) com ciúme, mesmo que submissa na função de dona de casa mãe de dois filhos. Ela sabe que o marido é mulherengo, mas como isso tem a ver com seu trabalho, aceita.

Apesar das atitudes incorretas, não há julgamentos. “O filme tem um olhar muito carinhoso sobre os personagens. Ninguém é do bem nem do mal, só estão tentando sobreviver”, conta Fresnot, que já havia trabalhado com Lima Duarte em Lua cheia (1988) e Ciocler em Desmundo, mas nunca com Luana e Vera Holtz, que teve que pintar os cabelos de branco para aparentar mais idade.

O próprio diretor preparou o elenco e teve como uma das tarefas fazer Ciocler cantar, no palco, para oito mil pessoas. “Foi surpreendente como avançou rápido. E o Latino deu uma força para ele ganhar postura de palco”.

Mas o que pensa Fresnot sobre esse universo de gosto duvidoso? “Tem de tudo, algumas coisas eu gosto, mas tem um lado descartável, que eu acho um pouco caça-níquel. Mas no filme nenhum personagem diz que acha aquilo uma porcaria. O longa inteiro está mergulhado em certa precariedade, então cabe ao público decidir”. Portanto, nada mais conveniente que Família vende tudo inicie carreira em superpopulosa pré-estreia no Cine PE.

Por André Dib, do Diario de Pernambuco

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