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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Plantas que curam: ACEROLA - Malpighia glabra


Descrição : Planta da família das Malpighiaceae. Acerola é um verdejante arbusto ou árvore pequena com ramos estendidos em um curto tronco. Tem geralmente de 2 à 3 metros de altura, mas às vezes chega a 6 metros de altura. Suas folhas são simples, oval-lanceoladas, de 2 à 8 centímetros de comprimento, e estão ligadas a um curto pecíolo . Elas são opostas , ovadas a elíptico-lanceoladas , e todo ondulado ou margens. As partes superiores são de cor verde escura e brilhante. Suas flores são bissexuais de 1 à 2 centímetros de diâmetro. Eles têm cinco pétalasde cor rosa-escuro ou vermelho, dez estames , e de seis a dez glândulas no cálice. Há de 3 à 5 flores por inflorescência , que são sésseis. O fruto é de um vermelho brilhante de 1 à 3 centímetros de diâmetro com uma massa de 3 à 5 gramas. As frutas estão em pares ou em grupos de três, e cada um triangular contém três sementes . As frutas são suculentas e muito ricas em vitamina C e outros nutrientes . Eles são divididos em três lobos obscuros e geralmente são ácidas, dando-lhes um sabor amargo , mas pode ser doce , se bem cultivada

História: Em 1946, Asenjo. C comprovou seu altíssimo teor de vitamina C. Hoje é intensamente cultivada em Cuba, Porto Rico, na Flórida e Hawai sendo fonte de renda valiosa para as populações locais.

Origem : Pode ser encontrado na parte sul do Estados Unidos contíguos (sul da Flórida e do Baixo Vale do Rio Grande do Texas ), México , América Central , do Caribe e América do Sul, no extremo sul do Peru e Bahia no Brasil . É cultivada na trópicos e subtrópicos de todo o mundo, incluindo as Ilhas Canárias , Gana , Etiópia , Madagáscar , Zanzibar , Sri Lanka , Taiwan , Índia , Java , Hawaii e Austrália.

Princípios Ativos: ácido ascórbico (2-4%); ácido l-málico; ácido pantotênico; betacaroteno; carboidratos; caroteno; dextrose; frutose; hesperidina e outros bioflavonóides); limoneno; mucilagem; niacina; proteínas 4 g%, pró-vitamina A; riboflavina; rutina, sais minerais (ferro, cálcio 12 mg %, flúor 11 mg%, fósforo, magnésio, potássio, sódio); sucrose; tiamina; vitamina B6; Vitamina C (1-5 g/100 ml).

Propriedades medicinais: adstringente, antianêmica, antidiarréica, antiescorbútico, antifungal, antiinflamatória, aperiente, cicatrizante, mineralizante, nutritiva, vitaminizante.

Indicações: afecções da vesícula biliar, afecções do fígado; afecções pulmonares, anemia; auxiliar em tratamentos do fígado ou disenterias; carência de vitamina C, cicatrização de feridas; diabetes, dieta de lactentes, crianças e adolescentes, de gestantes e nutrizes e de pacientes desnutridos, convalescentes e em processo de desgaste físico; diminuir a ocorrência de doenças infecciosas e de dores musculares e articulares; disenteria; estomatite, fadiga, gravidez, gripes, hemorragias nasais e gengivais; hepatite virótica, infecção bucal, irritabilidade, melhorar o sistema imunológico; perda de apetite; poliomielite, previnir debilidade, resfriado, reumatismo, stress, tuberculose pulmonar, varicela. Como fitocosmético: hidratante capilar e condicionador capilar, protetor contra infecções. Pesquisas indicam o ácido escorbútikco contra o envelhecimento celular graças à sua ação antioxidante e sequestrante de radicais livres. Os sais minerais da acerola lhe oferecem a propriedade remineralizante em peles cansadas e estressadas. As mucilagens e proteínas são responsáveis pelas ações de hidratação e condicionamento capilar.

Parte utilizada: fruto.

Modo de usar:
Ao natural, como alimento, ou sob a forma de suco, 1 copo três vezes ou 4 vezes ao dia;
Como ingrediente para a fabricação de geléias, marmeladas, compotas, licores e sorvetes;
No enriquecimento vitamínico do suco de outras frutas;
Na fabricação de cremes e loções para a pele e xampus para os cabelos;
Fitocosmético: pós, cápsulas gelatinosas moles e duras, comprimidos e pastilhas;
2 a 5% em xampus. 5 a 10% em cremes e loções.

Contra-indicações/cuidados: Usar moderadamente em pacientes com irritação gástrica, suspender o uso imediatamente em caso de agravamento dos sintomas.

Efeitos colaterais: Sem toxidade nas doses recomendadas. A DLM é acima de 300 ml para humanos acima de 60Kg. Os extratos etanolícos e em doses (muito) maiores que a terapêutica apresentam sinais de toxidade não especificados, não havendo nenhum relato de morte por intoxicação.

Posologia: Adultos e crianças: fruta fresca ad libidum, em todas as indicações. Para as necessidades nutricionais mínimas, 2 frutas para 1 adulto e 1 para crianças abaixo dos 3 anos.
Suco da fruta, preferencialmente centrifugado e consumido imediatamente, 1 copo 3 a 4 vezes ao dia. Em caso da fruta fresca, 1 xícara fornece 3780mg, o que equivale a 3 vezes a recomendação diária que varia entre 60 e 100 mg; nas situações carênciais, na velhice ou situações de desgaste intenso essa dose deve ser aumentada.
Presta-se ainda ao fabrico de xaropes, caldas e geléias, tendo a particularidade de apresentar ainda vitamina C após o cozimento, cerca de % do conteúdo original ao contrário das outras fontes naturais, pois é sabido (sabe-se) que a vitamina C degrada-se rapidamente em contato com o ar, calor, a luz e sais de cobre ou ferro. Cápsulas, comprimidos e pastilhas: as doses variam de acordo com o fabricante

Interação medicamentosa: Não apresenta. Sendo que nos casos em que acon­selha a ingestão de cápsulas e comprimidos de vita­mina C, estes devem ser acompanhados de uma par­te de fruta fresca.

Farmacologia: A vitamina C, que já foi sintetizada pelo organismo humano, hoje é obtida exclusivamente pela alimentação. Sua deficiência causa o escorbuto, retarda a cicatrização, afeta a pele, os dentes e as gengivas. Causa artralgia e mialgia, resseca as glândulas lacrimais, causa a depressão e outras desordens emocionais e neurológicas, retarda o desenvolvimento infantil e baixa a imunidade. A ação antioxidante e de captura de radicais livres da vitamina C faz com que ela seja componente ativo em cosméticos para peles cansadas e envelhecidas. Os sais minerais agem também na pele cansada e os aminoácidos e proteínas respondem pelo efeito hidratante e recondicionante sobre os cabelos.

Resumo Clínico: Usos etnofarmacoiógicos: remineralizante, antioxidante, desintoxicante, hidrante e condicionadora capilar.

Fonte: http://www.plantasquecuram.com.br/ervas/indice.html

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