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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Nossas culpas


Dentre os aprendizados que Jesus nos oferece, é marcante a lição que Ele propicia àqueles que, em praça pública, desejavam apedrejar a mulher surpreendida em adultério.

A turba, ao defrontrar-se com o Mestre Galileu, provoca-O maldosamente, questionando a respeito do que fazer: seguir a lei mosaica, apedrejando-a ou afrontar a lei, liberando a mulher.

Jesus, profundo conhecedor da natureza humana, afirma que poderiam apedrejá-la aqueles que não tivessem erros na alma.

E, aos poucos, primeiro os mais velhos, em seguida os mais novos, todos se retiraram da praça, narram os Evangelhos.

* * *

Assim somos nós. Carregamos na alma o peso dos erros e do mau agir a que ainda nos afeiçoamos.

Em uma única frase, ensina-nos Jesus que devemos perdoar os erros alheios, necessitados que também somos de perdão.

Entendemos, então, como se faz devida a compreensão para com nossos erros e para com os erros alheios.

Assim, se nos percebemos em erro, se agimos de maneira reprochável, entendamos tais momentos como oportunidades de reflexão e de aprendizagem.

A culpa, decorrente do erro, deve tomar nossa casa mental o tempo suficiente para a reflexão a respeito da atitude equivocada.

Logo depois, deve ser substituída pelo arrependimento e pela ação reparadora, na busca de experienciar o acerto.

Jamais devemos nos permitir que a culpa ganhe espaços maiores que o devido, em nossa casa mental e emocional.

Ao agasalhá-la em nossa intimidade por período demasiado, facilmente se transformará em processo doentio, levando-nos à depressão e complexos mecanismos de culpa e autopunição.

Portanto, seja qual for a gravidade ou peso de nossa atitude, entendamos serem naturais os tropeços no caminhar.

Mas, natural também deverá ser a vontade firme de acertar o passo, refazer-se do erro cometido, buscando o acerto.

Nem a atitude preocupante e complacente de conformar-se ou acostumar-se com o erro, nem tampouco os exageros da culpa excessiva.

* * *

Perante nossos erros, vistamo-nos de humildade e coragem para refazer os caminhos, do ponto em que nos equivocamos e assim escrever nova história.

Maria de Magdala, a equivocada, após encontrar Jesus, encheu-se de coragem para não mais errar.

Reformulou sua vida, seguiu a Jesus e, mesmo depois da sua morte, prosseguiu vivendo os princípios que Ele ensinara.

Simão Pedro, tendo negado ao amigo querido por três vezes, teve coragem de encarar o erro para acertar logo mais, atendendo a todos em Seu nome, pregando Seu Evangelho até seus últimos dias.

Sejamos também capazes de, perante os erros, enchermo-nos de coragem para, enfrentando a nós mesmos, corrigir o passo, tendo Jesus como referência e sustento em todos os dias de nossa vida.



Redação do Momento Espírita.
Em 16.06.2012.

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