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quinta-feira, 26 de julho de 2012

O Deus dos homens



O que significa Deus para você?

A ideia que os povos fazem da Divindade varia de acordo com o seu desenvolvimento intelectual.

Nos primeiros tempos da Humanidade terrestre, os homens acreditavam em tantos deuses quantos eram os fenômenos da natureza.

Havia o deus dos trovões, das guerras, dos mares, do amor e assim por diante.

Naquele estágio evolutivo, havia também a necessidade de materializar Deus, para que pudesse ser apreciado pelos sentidos humanos.

Por essa razão surgiu a ideia de um Deus humanizado, um Deus semelhante ao homem.

E, por ser um Deus fisicamente idêntico aos homens, deveria também ser portador de todos os vícios e paixões humanas.

Daí a ideia de um Deus ciumento, parcial na Sua Justiça, raivoso, tendencioso e interesseiro, como boa parte dos homens.

Foi por causa desse conceito de Deus que surgiram as ideias de barganha com a Divindade, das trocas de favores, do mercado com as coisas sagradas.

Todavia, quanto mais o homem conhece sobre o Universo e suas leis, mais próximo chega do conhecimento dos atributos de Deus.

Percebe, por razões óbvias, que Deus não pode ser material, porque se fosse estaria sujeito às leis da matéria e, por isso deduz que Deus é um Ser imaterial.

E porque as Leis naturais não mudam nunca, conclui que Aquele que as criou deve ser também imutável.

Percebe que Deus deve ser onipresente e onisciente, pois tudo sabe e a tudo preside.

Deduz, ainda, que a Divindade só pode ser a Suprema Justiça, pois o sol brilha para ricos e pobres, a morte chega tanto para os justos como para os injustos, não escolhe idade nem nacionalidade.

Conclui que Deus é a essência do amor, pois Suas Leis são extremamente misericordiosas, já que estabelece como meta final para todos os Seus filhos a felicidade suprema, e dá a cada um o livre-arbítrio e todas as oportunidades de aprendizado que se fizerem necessárias, através das várias existências.

Talvez tenha sido por essa razão que Voltaire, escritor francês que viveu entre os séculos XVII e XVIII, quando alguém lhe perguntou se ele acreditava em Deus, respondeu:

Eu não acredito no Deus que os homens fizeram, mas gosto do Deus que fez os homens.

E esse Deus que fez os homens depositou em cada coração uma centelha do fogo sagrado que se chama amor.

E esse Deus, que é a Inteligência Suprema do Universo, tem um plano de felicidade para cada um dos Seus filhos.

E, como Pai amoroso e bom, não faz as tarefas que competem aos Seus filhos, mas lhes dá os recursos para que alcem o voo definitivo da liberdade: a razão e o sentimento.

Eis as duas asas de que necessitamos para conquistar a felicidade ideal, que tanto almejamos.

* * *

Viver religiosamente não quer dizer professar esta ou aquela religião.

Para viver religiosamente basta viver de acordo com as Leis Divinas em todas as áreas de relação: perante si mesmo, perante a família, perante a sociedade.

Quando Jesus recomenda o amor a Deus e o amor ao próximo como a si mesmo, dá a chave do progresso individual e também do coletivo, para todos aqueles que desejam encontrar a felicidade perene.



Redação do Momento Espírita
Em 19.08.2010.

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