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sexta-feira, 6 de março de 2015

Servindo-nos da experiência


A expectativa da vida humana tem crescido. Fala-se, na atualidade, de setenta anos para o homem e setenta e cinco para a mulher.
Se a economia se preocupa com valores previdenciários, se a medicina providencia recursos adequados para as possíveis dificuldades que surjam, no decurso dos anos, é de nos questionarmos o que a sociedade, em geral, tem feito a respeito.
Estamos nos preocupando com o aumento de tantos idosos circulando em nossa cidade? Estão sendo providenciadas melhores vias de acesso, que lhes permitam andar com maior segurança pelas ruas, sem estarem sujeitos a tropeçarem em passeios improvisados, lajotas soltas ou escorregadias?
E, afinal, o que temos lhes reservado para esses tantos anos a mais que estarão conosco?
Qualidade de vida tem a ver com afeto, atenção, sentir-se útil, capaz de contribuir com o mundo. Alguém valorizado pela sua experiência, pela sua cultura.
Foi pensando nessa bagagem cultural e nas tantas horas ociosas, que uma escola de inglês, no Brasil, teve uma ideia brilhante.
O projeto promove o intercâmbio entre estudantes da língua inglesa, em nosso país, com idosos americanos, que buscam alguém para conversar.
Entre eles, apenas uma ferramenta de videochat, que permite a comunicação à distância, pela internet.
O projeto piloto foi realizado com a participação de trinta alunos do nível avançado e doze idosos de uma Casa de Repouso, em Chicago.
A troca de experiências entre eles estabelece um relacionamento que ultrapassa as barreiras geográficas e de linguagem, agregando valor à vida dos participantes.
A conversa é gravada para avaliação dos professores, mas o que é maravilhoso é o relacionamento criado.
Os idosos se preparam, vestem-se bem, penteiam-se para o momento do diálogo virtual.
Todos muito bem humorados, falam a respeito de suas vidas, mostram fotos de quando eram jovens. Um dos senhores diz a um jovem brasileiro que se sente com vinte e cinco anos, embora tenha quase setenta.
Um adolescente conta que queria viajar para uma determinada localidade mas a mãe não o deixou.
Você tem uma boa mãe. – Foi a resposta do americano.
Uma senhora, emocionada, exclama: Você é minha nova neta!
Uma aluna conta quantos anos tem seu irmão. Com delicadeza, a mulher, que a ouve, sugere a forma correta de formular aquela frase.
Uma excelente troca de experiências. Idosos sentindo-se úteis, ensinando a jovens estrangeiros. Jovens que se sentem felizes em dialogar com pessoas de cultura diferente.
E, além de tudo, uma dose de amizade, afeto, que se cria. Um dos rapazes oferece a sua casa para hospedar aquele velho senhor com quem dialoga, caso ele decida visitar o Brasil.
Outro, abraça o computador, dizendo: Vai aí um grande abraço. E é correspondido.
Com certeza, mais do que alunos melhores, pessoas melhores estão sendo forjadas nessa salutar experiência.
Um exemplo a ser pensado e imitado. Quantas coisas maravilhosas têm nossos velhos para nos oferecer?

Redação do Momento Espírita, com base no vídeo Speaking Exchange, da Escola CNA, de São Paulo.
Em 27.2.2015.

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