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sábado, 1 de setembro de 2012

Caridade: amor em ação


Você já pensou a respeito do amor ao próximo, recomendado por todas as grandes religiões do Mundo?

Certamente quando pensamos no amor-sentimento, como uma forte afeição, confiança plena, deduzimos que é difícil amar os próprios amigos, e quase impossível amar os inimigos.

No entanto, vale a pena refletir sobre os vários significados da palavra amor.

Paulo de Tarso, quando escreveu aos Coríntios, no capítulo 13, falou da caridade como sendo o amor em ação.

Disse o apóstolo: "A caridade é paciente, é benéfica; não é invejosa nem temerária; não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não é injusta, apóia a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera."

Interessante refletir sobre o amor por esse ângulo.

No dicionário encontramos mais uma definição de amor: "Sentimento de caridade, de compaixão de uma criatura por outra, inspirada pelo sentido de sua relação comum com Deus."

Assim fica mais fácil compreender o amor e praticar o amor para com os semelhantes.

Pois se é verdade que nem sempre você consegue controlar o que sente por outra pessoa, pode perfeitamente escolher o seu comportamento com relação a ela.

Se uma pessoa age mal, se é agressiva, desonesta, você pode escolher agir com respeito, paciência, honestidade, mesmo que ela aja de maneira inversa.

Assim se expressa o amor-ação, o amor-atitude, o amor-comportamento.

Podemos deduzir, pelas palavras de Paulo de Tarso, que foi a esse amor que ele se referiu, em sua Carta aos Coríntios.

E faz mais sentido se entendermos que foi esse amor-atitude que Jesus recomendou que praticássemos para com nossos inimigos.

Não podemos sentir ternura sincera por alguém que nos agride ou que fere um afeto nosso, mas podemos ter atitudes de tolerância, perdão, compaixão.

Como todos ainda somos imperfeitos e sujeitos a cometer equívocos, devemos ter, uns para com os outros, atitude de benevolência, que é uma faceta do amor-ação.

Assim sendo, sempre que se deparar com situações que lhe exijam fazer escolhas, você poderá escolher ter uma atitude amorosa, sem que para isso precise sentir amor pelo próximo.

Ter atitudes de paciência, bondade, humildade, respeito, generosidade, é escolha de quem deseja cultivar a paz.

Além disso, agir com serenidade diante das situações adversas, é uma escolha sábia, faz bem para a saúde física e mental e não tem contra-indicação.

Mas se reagimos com agressividade, ódio, descontrole, estaremos minando nossa saúde de maneira desastrosa.

Não é por outra razão que, após uma crise dessas, surgem as dores de cabeça, de estômago, de fígado, dores lombares, e outras mais.

Vale a pena refletir sobre tudo isso e procurar agir como quem sabe o que está fazendo, e não como quem aceita toda provocação e reage conforme as circunstâncias, infelicitando-se ainda mais.

Pense nisso!

A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.

Agir com calma é atitude de quem tem controle sobre a própria vontade.

Lembre-se: Agir com calma é agir com caridade.

E há a caridade em pensamentos, em palavras e em ações.

Ser caridoso em pensamentos é ser indulgente para com as faltas do próximo.

Ser caridoso em palavras, é não dizer nada que possa prejudicar seu próximo.

Ser caridoso em ações é assistir seu próximo na medida de suas forças.

Pense nisso, e coloque seu amor em ação.

Redação do Momento Espírita, com
pensamento extraído do item 3, do
capítulo XIX de O evangelho segundo
o espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.

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