Google+ Followers

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Perdão e liberdade


Ela era uma adolescente quando policiais nazistas invadiram o escritório de seu pai e o levaram embora. Ela nunca mais o viu.

Logo depois do início da Segunda Guerra Mundial, ela e toda sua família, inclusive os avós, foram presos e depositados no campo de concentração, em Maidanek. Era uma das mais tristes usinas da morte de Hitler.

Certo dia, ela e os familiares foram colocados numa fila, obrigados a se despirem e entrar numa grande câmara. Golda conhecia aquela fila. Era para onde seus amigos e conhecidos tinham ido e de onde nunca mais voltaram.

Por isso mesmo, ela e os demais gritaram, choraram, rezaram. Mas não havia nenhuma esperança.

Golda foi a última a ser empurrada para dentro da câmara, antes dos guardas fecharem a porta e liberarem o gás mortal.

Contudo, por alguma intervenção Divina, a porta não se fechava com ela lá dentro.

Por isso, os guardas a puxaram para fora e a jogaram ao ar livre. Como o seu nome constava na lista dos mortos, ela nunca mais foi chamada. Para todos os efeitos, estava morta.

Então, toda a sua energia se voltou para um único objetivo: sobreviver. Ela desejava continuar viva. Quando tudo acabasse, contaria para o mundo o que aqueles homens, que mais pareciam animais, tinham feito aos seus semelhantes.

Conseguiu sobreviver ao inverno polonês e imaginava que se Deus a tinha poupado, era para contar às gerações futuras o que tinha presenciado.

O ódio a alimentava, quando a comida faltava. Quando se sentia desfalecer de cansaço e de fome, fechava os olhos, lembrava dos gritos das suas companheiras sendo usadas como cobaias pelos médicos do campo ou sendo violentadas pelos guardas.

Imaginava o campo de concentração sendo libertado e dizia para si mesma: O mundo inteiro saberá desses horrores. Eu me encarregarei de contar.

Quando os aliados chegaram, Golda ficou paralisada de raiva e amargura. Ao ver os portões sendo derrubados e todos os prisioneiros, incluindo ela mesma, serem libertados, um raciocínio novo dela tomou conta: era inconcebível passar o resto de sua preciosa vida destilando ódio.

Se usasse a sua vida, que fora poupada, para plantar as sementes do ódio, ela não seria diferente de Hitler e todos aqueles homens cruéis. Seria apenas mais uma vítima, destilando vingança. A única maneira de encontrar a paz era perdoar.

Por isso, tomou uma decisão: dedicaria a sua vida a mudar outras vidas. Se ela pudesse mudar a vida de uma pessoa, transformando seu ódio e seu desejo de vingança em amor e comiseração, teria merecido sobreviver.

E assim fez. Foi servir como voluntária na reconstrução da Polônia e a sua semeadura foi a do perdão e do amor.

* * *

Perdoemos sempre, esquecendo todo o mal, a fim de recordar o nosso dever de fazer todo o bem possível.

Perdoemos a agressão de qualquer natureza, não conservando forma alguma de ressentimento contra quem se faz instrumento do mal.

Perdoemos a impiedade, reconhecendo que o seu portador é alguém a caminho da loucura.

Perdoemos, enfim, porque o nosso compromisso é com o amor. Conforme fez Jesus, amemos, perdoando sempre a tudo e a todos sem desfalecimento.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 10 do
livro A roda da vida, de Elisabeth Kübler-Ross, m.d., ed.
Sextante e no cap. 24 do livro Rumos libertadores, pelo Espírito
Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.
Leal.
Em 10.07.2012.

4 comentários:

  1. Olá aumigos!
    Passando para uma visitinha e ver se estão todos bem...

    Abraxos

    Mariza

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. oi amiga!!!

      que bom te ver ppor aqui!!!

      beijocas

      Excluir
  2. Olá!Boa noite!
    Tudo bem por aqui?
    sim...entendo! Realmente eu não configurei o meu blog para o "mobile"..mas, não "esquenta" o importante é saber que fez o q pode para me acompanhar...
    Obrigado!
    Boa semana!Bençãos infinitas!
    AbraXos

    ResponderExcluir