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domingo, 19 de junho de 2011

George VI


Rei Jorge VI do Reino Unido (nascido Albert Frederick Arthur George; 14 de Dezembro 1895 - 6 de Fevereiro 1952) foi o terceiro membro da Casa de Windsor a assumir o trono do Reino Unido. Foi rei entre 1936 e 1952, ano em que faleceu, sendo sucedido pela filha Elizabeth. Foi ainda o último Imperador da Índia até 1947. Era filho do rei Jorge V do Reino Unido e da princesa Maria de Teck.

Jorge VI, até então Duque de York, subiu ao trono após a abdicação do seu irmão mais velho Eduardo VIII. Casou-se com Lady Elizabeth Bowes-Lyon em 1923 e os dois tiveram duas filhas: a atual Rainha Elizabeth II e a Princesa Margarida.

Cerca de um dia após sua ascensão ao trono, aderiu ao Ato Constitucional de 1936 do Oireachtas que revogava todos os poderes do monarca britânico no território na Irlanda.

Biografia

Infância e juventude

Albert Frederick Arthur George nasceu em 14 de dezembro de 1895 em Sandringham House durante o reinado de sua bisavó, a Rainha Vitória. Seu pai era Jorge, Duque de York e sua mãe era Maria de Teck. O dia de seu nascimento se deu no aniversário de morte do Príncipe Alberto e seu pai não tinha idéia de como noticiar os familiares do nascimento de um herdeiro naquele dia. O então Príncipe de Gales escreveu uma carta aos Duques de York informando que a rainha havia ficado um tanto desconfortada com a notícia.

Alguns dias depois do nascimento de Jorge VI, a rainha e o Príncipe de Gales solicitaram ao casal que o nome da criança fosse nada mais que Albert. Não contrariando as "ordens reais", o menino foi batizado de Albert Frederick Arthur George três meses depois. Como bisneto da rainha reinante, Albert foi intitulado de Sua Alteza, Príncipe Alberto de York desde seu nascimento e foi apelidado de "Bertie" pelos familiares. Entretanto, sua avó materna, a Duquesa de Teck não gostou do nome dado ao menino e sugeriu que a criança tivesse "pelo menos" o sobrenome dela. Alberto era o quarto na linha de sucessão ao trono, após seu avô, seu pai e seu irmão mais velho, Eduardo VIII do Reino Unido.

Albert frequentemente sofria de problemas de saúde relacionados ao seu lado emocional. Seus pais eram geralmente um tanto distantes da educação e do cotidiano dele. Albert aprendeu a escrever com a mão direita embora fosse naturalmente canhoto e como consequência desenvolveu uma gagueira contínua durante muitos anos, o que foi contado no cinema, através do filme "O Discurso do Rei". Albert também sofria de problemas estomacais gravíssimos.

Com a morte da Rainha Vitória em 22 de janeiro de 1901, o então príncipe de Gales assumiu o trono com o título de Eduardo VII, o Duque de York se tornou o Príncipe de Gales e Albert se tornou o terceiro na linha de sucessão real.

Carreira militar

Em 1909 Albert ingressou no Royal Naval College de Osborne como cadete e depois foi transferido para o Britannia Royal Naval College, em Dartmouth. Após a morte de Eduardo VII em 1910, o Duque de York assumiu o trono como Jorge V do Reino Unido e seu filho mais velho se tornou o Príncipe de Gales, fazendo com que Albert se tornasse o segundo na linha de sucessão ao trono.

Albert foi condecorado aspirante em Setembro de 1913 e no ano seguinte já ingressara na Primeira Guerra Mundial, sendo apelidado de "Mr. Johnson". Albert lutou a bordo do HMS Collingwood durante a Batalha da Jutlândia entre 31 de maio e 1 de junho de 1916 que resultou na vitória das forças britânicas. Após essa batalha, Albert se manteve afastado em decorrência de uma crise de úlcera.

Em Fevereiro de 1918, Albert foi nomeado Oficial da Royal Naval Air Service e mais tarde foi transferido da Royal Navy para a Royal Air Force, permanecendo lá até 1918.

Em Outubro de 1919, Albert foi para o Trinity College em Cambridge para estudar História e Economia. Em 4 de junho de 1920, Albert foi condecorado Duque de Iorque e Conde de Inverness. Algum tempo mais tarde, ele passou a exercer seus deveres reais em nome de seu pai. Uma das maiores dificuldades de Albert foi sua timidez, o que fazia-o parecer menos importante que seu irmão, Eduardo.

Casamento

Os duques de Iorque.

Como de costume na época, os nobres só poderiam se casar com outros membros da nobreza, porém Alberto não deu muito crédito a esta tradição de família que perdurava já há séculos. Em 1920, o príncipe conheceu a jovem Lady Elizabeth Bowes-Lyon, filha de Sir Claude Bowes-Lyon e da Condessa Cecilia Bowes-Lyon. Imediatamente os dois já estavam determinados a se casarem.

Embora Lady Elizabeth fosse descendente dos Reis Roberto I da Escócia e do Rei Henrique VII, ela foi considerada uma plebéia. Ela rejeitou a proposta de casamento por duas vezes e hesitou por quase dois anos, alegadamente porque ela estava relutante em fazer os sacrifícios necessários para se tornar um membro da família real. Alberto e Elizabeth se casaram no dia 26 de abril de 1923. A cerimônia na Abadia de Westminster seria transmitida pela recém-criada BBC, porém os clérigos recusaram a proposta. Após o casamento, Lady Elizabeth foi intitulada Sua Alteza Real, a Duquesa de York.
[editar] Descendência

O Duque e a Duquesa de York tiveram duas filhas, das quais uma delas seria a futura quarta monarca da Casa de Windsor a governar o Reino Unido:

Elizabeth II do Reino Unido (21 de Abril de 1926 - ) casou-se com Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo

Princesa Margaret do Reino Unido (21 de Agosto de 1930 - 9 de Fevereiro de 2002) casou-se com o Lord Anthony Armstrong-Jones, 1º conde de Snowdon

Reinado

Crise de abdicação

Retrato formal do Rei do Reino Unido.

Em 20 de janeiro de 1936, o rei Jorge V morreu, e Príncipe Eduardo ascendeu ao trono como Eduardo VIII. Como Eduardo não tinha filhos, Alberto foi o herdeiro presuntivo do trono até o seu irmão solteiro ter filhos legítimos, ou morrer. Jorge V teve sérias preocupações sobre Eduardo, dizendo: "Peço a Deus que meu filho mais velho nunca se casar e que nada vai ficar entre Bertie e Lilibet e o trono." Menos de um ano depois, em 11 de dezembro de 1936, a Coroa entrou num período de crise; o Príncipe Alberto relutou em assumir o trono com a abdicação de seu irmão, Eduardo VIII, que abdicou do trono para casar com sua amante, a americana Wallis Simpson, divorciada por duas vezes.

Eduardo tinha sido avisado pelo primeiro-ministro Stanley Baldwin que ele não poderia permanecer como Rei e se casar com uma mulher divorciada com dois ex-maridos vivos. Eduardo escolheu a abdicação, não querendo assim abandonar os seus planos de casamento. Assim, o Príncipe Alberto tornou-se rei, uma posição que ele estava relutante em aceitar. Um dia antes da abdicação, foi a Londres para ver sua mãe, a rainha Maria de Teck. Ele escreveu em seu diário: "Quando eu lhe disse o que tinha acontecido, eu fiquei cabisbaixo e chorei como uma criança."

O cortesão e jornalista Dermot Morrah alegou que havia uma especulação quanto à oportunidade de a Coroa passar de Alberto (e seus filhos) e seu irmão, Príncipe Henrique, Duque de Gloucester, para o seu irmão mais novo, Príncipe Jorge, Duque de Kent. Esta parece ter sido sugerida pelo facto do Príncipe Jorge ser, naquela época, o único irmão com um filho.

Ascensão ao trono

O Rei Jorge VI e sua esposa em uma visita real ao Canadá.

Alberto assumiu o título de Rei Jorge VI, para salientar a continuidade com o pai e restaurar a confiança na monarquia. O início do reinado de Jorge VI foi tomado por questões em torno do seu antecessor e irmão, cujos títulos, tratamentos e posição eram incertos. Ele tinha sido apresentado como Sua Alteza Real o Príncipe Eduardo para a transmissão da abdicação, mas por abdicar e renunciar à sucessão, Eduardo tinha perdido o direito de ostentar títulos e tratamentos reais, incluindo o de Sua Alteza Real. Na resolução do problema, o primeiro ato como rei foi conceder ao seu irmão o título de Sua Alteza Real o Duque de Windsor, mas a carta-patente de criação do ducado impediu qualquer mulher ou filhos de possuir títulos e tratamentos reais. Jorge VI também foi forçado a comprar as residências reais do Castelo de Balmoral e Sandringham House do Príncipe Eduardo, Duque de Windsor, já que estes eram propriedades privadas e não passavam para Jorge VI automaticamente. Três dias após a sua subida ao trono, no seu 41.º aniversário, ele investiu sua esposa, a nova rainha, com a Ordem da Jarreteira.

A coroação de Jorge VI aconteceu no dia 12 de maio de 1937, a data inicialmente prevista para a coroação de Eduardo. Em uma ruptura com a tradição, a rainha Maria de Teck, participou na cerimônia como uma demonstração de apoio ao seu filho. Não houve nenhuma cerimónia realizada no Delhi Durbar, como havia ocorrido para o pai, pois o custo seria um fardo para o governo da Índia.

Doença e morte


O estresse da II Guerra Mundial tinha afetado a saúde do rei, exacerbado pelo fumo pesado e o posterior desenvolvimento de câncer de pulmão, entre outras doenças, incluindo a arteriosclerose. Cada vez mais a sua filha, a Princesa Elizabeth, herdeira presuntiva, assumia os deveres reais, por a saúde do seu pai estar deteriorada, havendo rumores de que ela deveria assumir o trono como Princesa regente, pois ela já tinha um filho e uma filha.

A viagem à Austrália e à Nova Zelândia foi adiada devido ao rei ter sofrido um bloqueio arterial na perna direita, que foi operado em março de 1949. A viagem atrasou-se e foi re-organizada pela princesa Elizabeth e seu marido, Príncipe Filipe, tomando o lugar do rei e da rainha. O rei estava bem o suficiente para abrir o Festival da Grã-Bretanha em maio de 1951, mas em setembro de 1951, ele sofreu uma pneumonia em seu pulmão esquerdo, que foi removido após a descoberta de um tumor maligno. Na abertura do Parlamento, em Novembro, o discurso do rei foi lido pelo Lord Chancellor Simonds. A sua mensagem de Natal de 1951 foi gravada em várias partes, e em seguida, editada em conjunto.

Em 31 de janeiro de 1952, apesar dos conselhos de pessoas próximas, ele foi ao aeroporto para ver a princesa Elizabeth, que estava partindo para a sua viagem à Austrália via Quénia. Em 6 de fevereiro, Jorge VI morreu de uma trombose coronária durante o sono em Sandringham House, em Norfolk, com 56 anos. Sua filha Elizabeth voou de volta para a Inglaterra, como Rainha Elizabeth II.

O seu funeral aconteceu no dia 15 de fevereiro, foi sepultado na cidade no Castelo de Windsor, na Capela de São Jorge (Castelo de Windsor) em Windsor. Em 2002, os restos mortais da sua viúva, a rainha-mãe Elizabeth Bowes-Lyon, e as cinzas de sua filha, a Princesa Margaret, foram enterradas ao lado dele.

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