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quinta-feira, 23 de junho de 2011

23 de junho de 47 a.C. - Nascia Ptolomeu XV do Egipto (Caesarion), último faraó ptolomaico (m. 30 a.C.).

Cleópatra e Cesarion

Ptolemeu XV Caesar (23 de junho de 47 a.C.–agosto de 30 a.C.) foi o último faraó da Dinastia ptolemaica do Egito. Também conhecido como Caesarion (pequeno César), era tido por filho da faraó Cleópatra VII e de Júlio César, embora o romano jamais tenha reconhecido, publicamente, sua paternidade..

Biografia

Cesarion nasceu no Egito e sua mãe, a rainha Cleópatra VII, sempre afirmou que ele era filho do ditador romano Júlio César. Mas ainda que o menino pudesse ostentar traços fisionômicos de seu suposto pai e talvez tenha sido autorizado a usar seu nome, César nunca reconheceu, oficialmente, ter um filho natural, razão pela qual veio a adotar seu sobrinho, Caio Otávio, como seu herdeiro. Um panfleto que circulou em Roma àquela época, tentava provar que César não poderia ser o pai de Cesarion. Além disso, o fato de Cleópatra comparar sua relação com o filho, à da deusa egípcia Ísis com seu filho milagroso, Horus , tornava a questão ainda mais controvertida.

Cesarion passou dois de seus primeiros anos, 46 a.C.-44 a.C., em Roma, onde ele e sua mãe eram convidados oficiais do governo romano, ou seja, de Júlio César. Mas quando o ditador foi assassinado, em 15 de março de 44 a.C., ambos tiveram que retornar, apressadamente, ao Egito.

Suposto busto de Cesarion

Aos 3 anos (em 02 de setembro de 44 a.C.), Cesarion foi nomeado co-regente do trono egípcio, mas é pouco provável que tenha tido algum papel político relevante, haja vista a concentração de poder exercido por sua mãe.

Quando Cleópatra e Marco Antônio estavam juntos, ele foi beneficiado pelas chamadas "Doações de Alexandria" (34 a.C.), sendo proclamado "rei dos reis" - um título grandioso "sem precedentes na gestão das relações cliente-rei romano" e que "poderia ser visto como ameaça à grandeza do povo romano"

Após a batalha de Actium (31 a.C.) e consequente invasão do Egito pelas forças de Otávio, Cleópatra enviou Cesarion, com um grande tesouro, para o porto de Berenice, no Mar Vermelho, provavelmente pretendendo fazê-lo chegar à Índia, onde encontraria refúgio.

As circunstâncias da morte do suposto filho de César, nunca ficaram plenamente esclarecidas. A hipótese mais aceita - sustentada, inclusive, por Plutarco - é a de que ele, após os suicídios de Antônio e Cleópatra, se tenha deixado enganar pela promessa de assumir o trono do Egito, como herdeiro de sua mãe, tendo retornado a Alexandria, onde foi preso e executado por ordem de Otávio.
“ Cesarion, que se dizia ser o filho de Cleópatra com Júlio César, foi enviado por sua mãe, com um grande tesouro, para a Índia, por meio da Etiópia. Mas seu tutor, Teodoro, persuadiu-o a voltar, com o fundamento de que Otávio César o convidara para tomar o reino." ”

—Plutarco. Vida de Antônio.

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