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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Pesquisa revela detalhes do assassinato do faraó Ramsés III


Pesquisadores egípcios descobriram novos detalhes da teia conspiratória que levou à morte do faraó Ramsés III, por volta de 1155 a.C.

De acordo com os resultados da pesquisa feita na tumba do regente, Ramsés III teria sido atacado por diversos assassinos, tendo seu dedão arrancado por um golpe de machado, além de ter sido degolado. “A forma como os ossos remanescentes do dedo arrancado ficaram indica que uma arma diferente foi usada”, diz Sahar Saleem, radiologista da Universidade de Cairo.

Então, deve ter sido um assassino com um machado ou com uma espada. Ele atacou o faraó de frente. Outro, com uma faca ou uma adaga, atacou Ramsés III pelas costas ao mesmo tempo”, detalha o pesquisador.

Ao lado de Zahi Hawass, renomado historiador e ex-Ministro de Antiguidades do Egito, Saleem está reunindo evidências para tentar detalhar os momentos finais do faraó. Neste ano, os dois lançam o livro “Scanning the Pharaohs”.

Além de Ramsés III, a dupla estudou outros farós que reinaram entre os anos 1543 a.C. e 1064 a.C., como Hatchepsut, Tutmés III, Tutancâmon e Seti I.

Crise familiar

Os estudos na tumba do faraó Ramsés III jogaram luz sob as conspirações que envolveram a morte do líder. Um documento encontrado pela dupla, conhecido como Papiro Judicial de Turin, descreve como a Rainha Tiy, uma das esposas do faraó, planejou sua morte para que seu filho Pentawer assumisse o trono. De acordo com a linha sucessória, Ramsés IV, filho do líder egípcio com outra esposa, seria o novo faraó, caso seu pai morresse.

Até a revelação feita pelo historiador e pelo radiologista, acreditava-se que Ramsés III havia sido atacado na surdina por assassino. Hoje, sabe-se que houve luta e que foi preciso mais de um mercenário para dar cabo da vida do faraó.

“Os embalsamadores que ficaram responsáveis pela mumificação do faraó criaram uma prótese perfeita para o dedo arrancado do líder, dificultando esta descoberta”, explica Saleem. Ramsés IV assumiu o trono após a morte do pai e destacou uma equipe de 12 juízes para investigar o assassinato que aconteceu dentro do palácio.

As investigações da dupla egípcia também mostraram que Pentawer ficou bastante decepcionado por não assumir o trono e tentou fugir de uma possível punição. Segundo a pesquisa, foram encontradas evidências de que Pentawer se enforcou, já que o pescoço de seu corpo mumificado estava com marcas profundas.

Fonte: Revista Galileu

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