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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Perdendo a alma


Vivemos dias de urgência. Vivemos dias onde o tempo parece escasso, onde os compromissos parecem se multiplicar, onde as necessidades são inúmeras.

Nós nos arvoramos a buscar, correr, alcançar. Sempre com pressa, sempre atrasados, sempre procurando recuperar o tempo perdido.

Na ânsia e na necessidade de viver para o mundo externo, esquecemos de viver também para nosso mundo interno.

Perdemo-nos de nós mesmos nas estradas do mundo. Temos dificuldade para encontrar o endereço de nossa intimidade.

E quando não nos encontramos com nós mesmos, quando vivemos só para o externo, para as necessidades do corpo, quando nossas preocupações são somente físicas, materiais, vamos aos poucos nos embrutecendo.

Esquecidos das necessidades da alma, atrofiamos nossos sentimentos mais sutis, nossa essência mais nobre, e passamos a viver na externalidade do mundo.

A pouco e pouco, as reflexões nobres deixaram de ter espaço em nossa casa mental. Já não mais investimos tempo para apreciar um entardecer ou para reverenciar a tempestade pesada de verão a refrescar um fim de tarde.

A oração deixou de fazer parte de nossos hábitos e as leituras edificantes e enriquecedoras cederam espaço para programas de TV vulgares e superficiais.

Assim, é natural que, aos poucos, vamos nos embrutecendo, vamos perdendo nossas mais nobres capacidades humanas.

A vida passa a ser guiada pelos instintos e pouco espaço há para os sentimentos e para as reflexões mais elevadas.

Não por acaso vamos nos tornando mais violentos, mais reacionários a tudo e a todos.

Passamos a viver como se não trouxéssemos em nós a essência de Deus, como se não fôssemos dEle os filhos diletos.

Deixando-nos levar pelo roldão da vida – é bom que se diga novamente - perdemos o endereço de nós mesmos, perdemos o caminho de nossa intimidade, deixamos de nos encontrar conosco.

A breve tempo, vamos perdendo o contato com nossa essência divina. Como consequência, vamos adoecendo e nos embrutecendo.

Assim, vivemos em sociedade agredindo-nos uns aos outros.

Temos dificuldade para compreender o próximo, preferindo julgar e criticar.

Não conseguimos conviver, com tranquilidade e calma, frente aos desafios da vida, tornando-nos violentos e agressivos.

Já não temos tolerância e calma quando nos deparamos com situações limites, buscando os atalhos das discussões verbais, dos afrontamentos até às raias da agressão física ou do atentado à vida do próximo.

* * *

Cansados que estamos de nosso mundo, e sedentos por paz, é necessário que reencontremos nossa essência divina.

Urgente se faz que lembremos que somos um Espírito imortal vivenciando o mundo físico.

Importante que retomemos o hábito da oração, do contato com o Criador e Pai de todos nós.

Imprescindível que dediquemos um tempo, a cada dia, para a meditação, para a leitura nobre, para as coisas que edificam e nos propiciam harmonia íntima.

E fundamental se torna, nesses dias desafiadores, que tenhamos como referência Jesus, modelo e guia na compreensão, na tolerância e no amor ao próximo.



Redação do Momento Espírita.
Em 29.5.2013.

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