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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Morte, temida morte



Se a um jovem perguntarmos o que lhe representa a morte, ele responderá: A morte é a ceifeira dos sonhos.

É uma megera que se compraz em destruir o que de mais idealista se projeta.

Teima em não obedecer regras pois arrebata filhos antes dos seus pais, crianças antes dos idosos.

Abraça os que apenas desabrocham para a vida; envolve em seu manto negro adolescentes apaixonados, jovens estudantes.

Destrói a ventura de um casal, atingindo um dos cônjuges, deixando o outro mergulhado em sombras de saudade e dor.

Agrada-lhe a semeadura da desgraça e cascatas de lágrimas.

A um dia de sol, em que a criançada grita e brinca, entre os jardins, o bosque e o lago, oferece a sua presença e transforma risos em pranto, cantos em lamentos.

Aproveita-se de qualquer descuido para roubar o ente querido. Basta uma leve distração e a criança é arrebatada. Um senão qualquer e a vida amada se vai.

No entanto, se indagarmos a alguém que padece sobre um leito, dia após dia; alguém que já não encontra remédios que lhe amenizem as dores; alguém a quem o bendito repouso do sono não chega porque a enfermidade dolorosa não o permite;

se questionarmos alguém a quem os meses se multiplicaram em acentuados anos, secando-lhe o viço e a mobilidade; alguém que viu seus amores partirem um a um, seguidos pelos colegas e amigos; alguém que vive só, sem ter quem o visite, amenizando-lhe a carência afetiva e depende de mãos alheias para o asseio, o alimento, os mínimos movimentos, esse alguém nos dará uma visão diversa da morte.

Ele dirá que ela é a libertadora, que o corpo lhe pesa em demasia, que não suporta mais as dores físicas ou a solidão, que deseja o reencontro com os que se foram.

Então, para esse, a morte vem com outras vestes. Não é a lúgubre presença destruidora, mas aquela que ele aguarda o abrace suavemente e o conduza ao outro mundo.

* * *

De um modo geral, consideramos a morte sempre como indesejada. Os que temos nossos amores envoltos em enfermidades, não nos cansamos de estabelecer novas trincheiras de combate, a fim de lhes devolver a saúde.

Todos os que amamos se fazem preciosas presenças e, por isso, não desejamos que partam.

Os pais esperam seguir antes dos filhos, que não almejam morram seus amigos, conhecidos, colegas.

No entanto, a morte é inexorável para todos. E, como disse Jesus, ninguém sabe o dia, nem a hora, senão o Pai que está nos céus.

Importante, dessa forma, que nos conscientizemos que estamos no mundo de passagem. Por mais se alonguem os anos, por mais a ciência progrida e estabeleça parâmetros mais dilatados de longevidade humana, um dia, a morte chegará.

Por isso, guardemos a sabedoria de viver intensamente cada dia, de saborear cada momento com os pais, os filhos, o cônjuge.

Dediquemos tempo aos nossos amigos, permitamo-nos parar para ouvir o colega, o vizinho.

Tudo para que, quando a morte nos arrebate, os que ficarem possam ter doces lembranças da nossa presença a lhes luarizar a saudade dos dias.

E, se nossos amores antes forem, possamos guardar a certeza de que não desperdiçamos nenhum momento ao seu lado.

Depois, é só aguardar o reencontro, um dia, na Espiritualidade.



Redação do Momento Espírita.
Em 1.11.2012.

10 comentários:

  1. Magnífica postagem. Eu, confesso, vivo o dia a dia o melhor que posso, esbanjando carinho, sorrisos, palavras amáveis. Um dia quando eu morrer, quero deixar uma boa recordação a quem conviveu comigo.
    Beijos e uma boa semana.
    Lita

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    1. Eu imagino que vc deva viver assim mesmo amiga.
      Pelo pouco contato que tenho com vc, percebo isso!!!
      A morte nada mais é do que uma passagem não é mesmo?
      Beijos

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  2. Oi Vilson, é uma boa reflexão que nos apresenta hoje. O certo da vida é a morte, é a única certeza que ela nos dá. O resto são aprendizados que devemos aprender para a nossa evolução espiritual. Beijinhos para ti e para os filhinhos. Boa semana!!

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    1. Su outros mil beijos para ti.
      Sabe que te adoro de montão!!!

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  3. Excelente, quem vive do bem ( pelo menos na maior parte do tempo, rsrs ) não teme a morte, a gente sabe que da para aprender muito ainda além dela... bjs

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    1. Verdade Lu.
      Perfeito ninguém é e temos que nos lembrar que a vida continua... mesmo depois da morte do corpo físico...
      Beijos

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  4. Oi!!! Saudades de você. coloquei uma matéria nova no blog e gostaria da sua opinião. ainda não voltei para casa mas acho que vou começar a postar aos poucos pois neste meio tempo escrevi muitos artigos....bjs
    linda matéria

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  5. Oi!!! Saudades de você. coloquei uma matéria nova no blog e gostaria da sua opinião. ainda não voltei para casa mas acho que vou começar a postar aos poucos pois neste meio tempo escrevi muitos artigos....bjs
    linda matéria

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    1. Márcia minha amiga!!!!!
      Que saudade de você!!!!!!
      Que bom te ver por aqui!!!
      Eu já fui lá correndo e já comentei!!!
      E já postei no meu facebook!!!
      Continue postando, seus textos são pura luz!!!!!
      Beijos

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    2. Obrigada!!! Sua opinião é muito importante para mim...bjs

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