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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Tecnologia e responsabilidade






É lugar comum dizermos que vivemos em um mundo tecnológico.


Nada mais explícito e presente do que a tecnologia, nos dias atuais.

Ela abraça todas as nossas atividades, nossas relações, nosso cotidiano.

Se vamos ao banco, lá está o caixa eletrônico, o cartão magnético, a dispensar funcionários.

Se vamos viajar, são inúmeras as possibilidades de aquisição de passagem, reservas de hotéis, restaurantes, tudo à distância, sem recurso humano nenhum, apenas com o teclado e a internet a nos prover as necessidades.

Mesmo quando vamos às compras, a tecnologia lá está, a possibilitar tudo adquirirmos sem nem ao menos sair de casa.

Embora tantas facilidades, recursos e máquinas admiráveis, tudo isso é apenas tecnologia, nada mais.

Existem os arautos do mundo moderno que creem que ela possa tudo substituir.

Há os apressados que imaginam a tecnologia como a grande deusa moderna, suprindo todas as necessidades humanas, plena e satisfatoriamente.

Porém, não podemos esquecer que ela é simples instrumento que nos facilita o dia a dia, possibilitando continuarmos a viver a vida, na plenitude que ela merece.

Não há como imaginar algum aparato tecnológico a substituir o carinho de mãe, a atenção do pai, as preocupações na educação do filho.

Verdade que não são poucos aqueles que delegam o tempo precioso de convivência para os tablets, games, programas de TV.

É impensável que alguma invencionice humana possa substituir a conversa leve e solta com um amigo, a troca de ideias e a brincadeira divertida que nasce da intimidade daqueles que se querem bem.

Porém, é crescente o número dos que, por conveniência, trocam o convívio social pelos relacionamentos inventados e imaginários das redes sociais e dos bate-papos virtuais.

Se, no convívio da família, é que buscamos esteio, referência, amparo, assim como somos chamados a amparar e dar sustento, não haverá possibilidade de máquina alguma substituir essas relações, que geram crescimento e aprendizado.

Entretanto, existem os que preferem os relacionamentos à distância, dando notícias vez por outra em mensagens vazias de significado ou em encontros breves nas telas dos computadores, para logo mais desplugar-se, sem outro compromisso maior.

Pensemos que estes dias de tecnologia geram em nós a responsabilidade de bem conviver com ela.

Dar-lhe a medida adequada, a fim de se utilizar dela sem fazer-se escravo.

Ter a clara noção de sua abrangência e utilidade, mas nunca tê-la como substituta das coisas da alma e do coração.

Portanto, estes não deixam de ser dias de aprendizado, para que a tecnologia não nos embruteça, não nos torne frios ou nos tire todo o significado da existência.

Afinal, o homem tecnológico é aquele que se utiliza da tecnologia para facilitar sua vida e usa com sabedoria o tempo livre que ela lhe possibilita, para investir nas coisas que lhe são caras ao coração.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 5.7.2014.

Fonte: Momento Espírita

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