domingo, 27 de maio de 2012

Plantas que Curam: DORIL - Alternanthera brasiliana.


Descrição : Planta da família das Amaranthaceae. Também conhecida como anador, melhoral, acônito-do-mato, caaponga, cabeça-branca, carrapichinho, carrapichinho-do-mato, ervanço, infalível, nateira, penicilina, perpétua, perpétua-do-brasil, perpétua-do-mato, quebra-panela, sempre-viva, terramicina.

Parte utilizada: folhas.

Origem : América do Sul.

Propriedades medicinais:folhas: analgésicas, depurativa, diurética, digestiva;
flores: béquicas.
Nota: em vitro apresentou atividade anti-tumoral.

Indicações:bexiga, fígado, hemorróidas, dores. Nas Guianas as folhas são usadas como adstringente e antidiarréica e a planta inteira em maceração para prisão de ventre.


Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

Modo de usar :

infusão de uma colher de sobremesa d flores em um litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras de chá ao dia: béquica.


Toda dor é necessária?


Afirmativas populares como: Este mundo é um vale de lágrimas têm levado muitas pessoas ao desânimo, à melancolia, até à depressão.

Mesmo pessoas que têm o conhecimento do porquê se está na Terra, que se trata, ainda, de um planeta de provas e expiações, falam a respeito do mundo de contínuas aflições e dores.

E tudo que ocorre, de forma rápida, é levado à conta de resgate do passado, de ressarcimento de débitos transatos.

Analisando, no entanto, tantas desgraças diárias, nos questionamos: será tudo pagamento de dívidas anteriormente contraídas?

Jesus afirmou que a cada um seria dado segundo as suas obras. Não especificou tempo, data alguma.

A criatura, portanto, a cada hora, pela sua forma de agir, está construindo o seu momento seguinte.

A toda ação corresponde uma reação.

Algumas demoram um tempo maior para terem o retorno, outras o têm quase imediatamente.

Aprendemos, na Doutrina Espírita, que Deus é infinitamente justo e bom, o que equivale a dizer que ninguém sofre de forma indevida.

Isso nos leva a pensar em quantas ações realizamos que se traduzirão em muitas lágrimas e muitas dores para nós mesmos ou para outrem.

Se analisarmos os tantos desastres no trânsito, logo nos depararemos com o elevado índice dos que são o exato produto da imprudência.

Pessoas não habilitadas ao volante, veículos em péssimo estado de manutenção, criaturas por trás do volante alheias ao seu entorno.

Isto é, conduzindo o seu veículo como se fossem os únicos nas ruas ou nas estradas, desrespeitando as regras de trânsito na sua totalidade.

E que se dizer, então, dos que se propõem a dirigir em estado de embriaguez ou encharcados de outras drogas?

Quantos acidentes poderiam ser evitados. Vejamos que, em muitos casos, o mal que a pessoa a si mesma inflige é por sua culpa, somente.

Em princípio, não havia uma causa de vida anterior a determinar que se acidentasse, tragicamente, e ficasse com sequelas terríveis.

Foram suas ações invigilantes do agora que assim determinaram.

Mas, dirão, e quando pessoas inocentes são levadas nesse roldão?

Quando alguém embriagado atropela cidadãos que transitavam pela rua, a caminho do trabalho, da igreja, da escola?

Esses, sim, colhidos, ao que pode parecer de forma aleatória, são os que têm algo a ressarcir à Lei.

Por isso, acabam ficando na trajetória da loucura alheia e se tornam o que denominamos vítimas.

Mas, pensemos, quantas lágrimas de mães poderiam jamais escorrer dos olhos.

Quantos corações de pais poderiam deixar de ser despedaçados, quantas esposas não necessitariam sofrer a viuvez de forma tão rude.

Quantas noivas não precisariam chorar sobre corpos de noivos ensanguentados.

Morreriam, sim, mas não de forma tão contundente, trágica.

Pensemos nisso e oremos a Deus que nos ajude a não nos tornarmos autores de tragédias desnecessárias.

Pensemos nisso e vigiemos para que não sejamos agentes da infelicidade, por descuido, desleixo ou irresponsabilidade.

Nossa seja sempre a ação positiva, a ação do bom, do bem, não colaborando para infelicidade nossa ou de outrem, de forma alguma.



Redação do Momento Espírita.
Em 26.04.2012.

Fatos históricos do dia 27 de maio

Reforma Protestante


Em 27 de maio de 1564, morre João Calvino (foto), reformista protestante. O fundador do calvinismo opunha-se à catolização da Igreja inglesa. Ele atacava práticas como ornamentos e músicas de órgãos. A sua corrente, a puritana, criticava também a autoridade dos bispos e governos.

1564 - Morre João Calvino, reformista protestante.
1780 - Regressa de sua exploração do rio Colorado, na Patagônia, o navegante Villarino.
1792 - Pela primeira vez é utilizada a guilhotina en Paris, para punir um ladrão.
1850 - A rainha Vitória da Inglaterra sofre seu quarto atentado.
1895 - Oscar Wilde é condenado a dois anos de prisão com trabalhos forçados ao ser considerado culpado por práticas homossexuais.
1905 - Guerra russo-japonesa. Batalha naval de Tshusima, em que os japoneses destroem totalmente a frota russa.
1910 - Morre Robert Koch, médico alemão que descobriu o bacilo da tuberculose.
1923 - Nasce na Alemanha Henry Kissinger, político naturalizado norte-americano.
1931 - O físico suíço Auguste Piccard é o primeiro homem que atinge a estratosfera, ao subir 16 mil metros de altura.
1936 - O transatlântico britânico Queen Mary realiza sua viagem inaugural entre Grã-Bretanha e Estados Unidos.
1941 - Navios de guerra britânicos afundam o encouraçado alemão Bismarck .
1947 - Na Alemanha são executados 22 dos condenados no processo de Mauthausen.
1971 - A União Soviética e o Egito assinam pacto de ajuda mútua.
1984 - O presidente costa-riquenho, Luis Alberto Monje, inicia uma viagem por onze países europeus para explicar a posição da Costa Rica no conflicto centroamericano.
1984 - Centenas de parlamentares da Europa ocidental criticam a União Soviética por violações dos direitos humanos.
1986 - Aproximadamente 600 pessoas desaparecem nas águas do rio Megnha (Bangladesh) quando uma balsa naufraga.
1988 - O Senado norte-americano confirma um acordo entre Estados Unidos e a URSS que prevê a eliminação de 2.600 mísseis com alcance entre 500 e 5 mil quilômetros.
1990 - O liberal César Gaviria Trujillo é eleito presidente da Colômbia em eleições marcadas por alto índice de abstenção.
1990 - O presidente Mikhail Gorbachov pede à população que tenha calma e evite compras excessivas, movidas pelo pânico.
1992 - A Comunidade Européia impõe sanções à Sérvia.
1994 - O Nobel de Literatura russo Alexandr Solzhenitsin regressa à Rússia, após 20 anos de exílio nos Estados Unidos.
1996 - Soldados amotinados reconhecem a derrota e voltam aos quartéis depois de uma revolta de 10 dias na República Centro-Africana.
1999 - O tribunal de crimes de guerra da ONU em Haia anuncia que aceita as acusações ao presidente iugoslavo Slobodan Milosevic e quatro de seus assessores, por crimes cometidos em Kosovo.
2000 - O principal partido protestante da Irlanda do Norte aprova, por pequena margem, seu plano para restabelecer a divisão de poderes com os católicos, principal objetivo do acordo de paz de 1998 para a província.

Redação Terra

sábado, 26 de maio de 2012

Plantas que Curam: DONG QUAI - Angélica Sinensis


Descrição : Muito comum na China, onde são conhecidas pelo menos nove espécies de Angélica Sinensis, chamadas popularmente de Dong Quai ou Dang Gui, é uma planta cuja reputação na Ásia só perde para o Ginseng.

Parte utilizada: raízes.

Propriedades : Conhecida na Ásia como "remédio das mulheres" por suas propriedades terapêuticas na pré e perimenopausa.

Indicações : substâncias fitoestrogênicas das Angélicas Chinesas e Japonesas são muito ativas mas não tanto quanto os estrogênios de origem animal, que são 400 vezes mais potentes. O que explica porque a Angélica sinensis pode ser usada para tratar sintomas como dismenorréia (dor na menstruação) e metrorragia (menstruação anormal), da pré-menopausa e também amenorréia (ausência de menstruação) e os calores da menopausa. Quando o nível dos estrogênios é alto, característica da pré-menopausa, suas substâncias fitoestrogênicas reduzem a atividade hormonal ocupando os receptores de estrogênio espalhados pelo organismo feminino. Quando o nível abaixa, na menopausa, os fitoestrógenos da planta atuam de modo semelhante ao do estrógeno natural aumentando a atividade desse hormônio.
Os derivados cumarínicos dessa planta estimulam a atividade imunológica de pacientes com câncer, segundo estudos clínicos

Principios Ativos : compostos cumarínicos, flavonóides e fitoestrogênios

Toxicologia : a Angélica sinensis pode aumentar o nível de açúcar na urina e as mulheres com tendência para desenvolver diabetes devem evitá-la.

Modo de usar:
Coloque 4 xícaras de água em uma panela esmaltada ou de vídro grande. Não use alumínio; nem sequer aço. Coloque alguns pedaços de galinha crua magra ou carne de boi e uma raiz pequena de quai-don g ou a metade de uma grande. Cubra cubra com água e deixe ferver. Reduza o calor, para cozinhar lentamente por várias horas ou até que o líquido é reduzido a 1 1/2 xícaras. Deixe amornar e beba.
infusão de 30 g de raiz em 3 xícaras de água por 30 minutos junto com gengibre semi fresco. Beba 1 dia por semana como tônico uterino.
Extrato seco: 300 a 500 mg, dividido em 1 a 6 administrações diárias, juntamente com alimentos.

Referência :

Jovem arrecada mais de R$ 100 mil pela web para cirurgia no rosto. Confira!


Em um mês de campanha pela internet, o jovem Oziel de Oliveira, de 22 anos, que mora em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá, conseguiu arrecadar mais de R$ 100 mil para a realização de várias cirurgias plásticas. Ele precisa ser submetido às operações para reparar os danos causados por um câncer bucal que teve há mais de 10 anos.

Oziel gravou um vídeo caseiro, postou na web e sensibilizou internautas de todo o país, que decidiram colaborar com a causa.

O jovem também lançou uma página na internet onde conta a sua história. "Fiz o vídeo e coloquei na internet na intenção de que alguém visse o meu caso e pudesse me ajudar, mas não fazia a mínima ideia de que fosse ter tanta repercussão", conta Oziel ao G1. A data da cirurgia ainda não foi agendada. Atualmente, ele aguarda um posicionamento da médica responsável pelo procedimento, que será realizado em Bauru, no interior de São Paulo.

Essa não foi a primeira vez que ele fez campanha para arrecadar dinheiro para as cirurgias plásticas. Oziel conta que no ano passado conseguiu R$ 15 mil na cidade onde mora. No entanto, a quantia é insuficiente diante do custo das cirurgias e da complexidade dos procedimentos que deverão ser feitos. Ele revela que seu maior sonho é andar pelas ruas e entrar nos lugares sem ser notado. O jovem diz que normalmente as pessoas não falam nada, mas ele percebe pelo olhar que estão reparando. "Só quero ter uma vida normal, andar sem que ninguém me note. Não quero que ninguém me perceba", frisa. Para tentar não chamar a atenção e evitar comentários indesejáveis, ele costuma usar uma máscara.

Caçula de seis irmãos, Oziel largou os estudos no segundo ano do ensino médio por não conseguir conciliar com o tratamento de saúde. Ele não trabalha e considera difícil que alguém queira lhe dar um emprego por causa de sua aparência. No entanto, ele revela ter o desejo de voltar a estudar e a trabalhar assim que terminar o tratamento para reconstrução do rosto.


Tratamento equivocado

Os primeiros sintomas da doença começaram a aparecer em 1999, quando ele tinha 9 anos. Após alguns exames realizados em Cuiabá, os médicos disseram que se tratava de uma bactéria e iniciaram um tratamento equivocado na tentativa de eliminá-la. Após três anos de tratamento sem nenhum resultado e, pior ainda, com o rosto já deformado pelo câncer, Oziel, com 12 anos, seguiu para São Paulo com a família.

Eles buscaram atendimento em um hospital público e, de imediato, os médicos constataram que se tratava de um tipo raro de câncer bucal. "Os médicos se assustaram quando me viram e já quiseram me operar", lembra ele, que teve removida a parte do rosto afetada pela doença e ficou totalmente curado do câncer. "Retiraram todos os meus dentes do lado direito e hoje só tenho três dentes em cima e sete na parte de baixo. Fiquei mais ou menos 12 horas na sala de cirurgia e eles removeram um pedaço grande do meu rosto", diz.

Logo após o procedimento, Oziel passou por uma nova cirurgia de reconstrução do rosto em um hospital de São Paulo. "Infelizmente houve rejeição e apenas um transplante de pele deu certo e tiveram de retirar todo o meu rosto de novo", afirma. Por conta da cirurgia que não deu certo, seu rosto ficou com um buraco.

Agora, para evitar que a cirurgia dê errado novamente, Oziel afirma que não será utilizada a sua própria pele para fazer os enxertos. Além de o corpo não aceitar o procedimento, a cirurgia se torna mais cara. Mas apesar de todos os problemas, o rapaz se mostra muito otimista com a possibilidade de voltar a ter uma vida normal e comemora o fato de ter sido totalmente curado do câncer. "Hoje eu já me sinto vitorioso por ter sido curado do câncer."

Fonte; G1

Verdadeira compaixão


Quando resolveu contar histórias para crianças em hospitais, como voluntário da associação Viva e deixe viver, aquele desembargador teve de superar a si mesmo.

No dia escolhido para seu turno, na ala de queimados de um grande hospital de São Paulo, ele colocou seu nariz de palhaço, ajeitou seu avental colorido e enfrentou a forte visão das crianças com queimaduras.

Foi um grande choque. Porém, em poucos minutos, ele já estava solto.

Sabia que sua maneira de exercitar a compaixão ali era dar alegria a quem estava mergulhado no sofrimento.

O que ele não podia, naquele momento, era sentir dó, piedade, peninha. Por isso riu e arrancou muitos sorrisos, com as histórias que contou.

Foi um verdadeiro sucesso. Quando estava quase saindo, sentiu um puxão no seu avental. Era um menino de uns cinco anos, com o rosto quase totalmente envolto por bandagens e esparadrapos.

O garoto fez um sinal para o desembargador se inclinar e disse bem baixinho no seu ouvido: Tio, pode não parecer, mas eu estou rindo...

Aí não teve jeito, algo se desmanchou em seu coração. Percebeu que ele se tornou mais terno, mais terno, e perdeu um pouco sua carapaça habitual de dureza.

Como não preenchê-lo de amor por aquela criança vivendo condições tão difíceis?

* * *

O sentimento da compaixão é mesmo um transbordamento amoroso. Como as lágrimas, que rolam dos olhos por causa da emoção, ela transborda diretamente do coração, só que em direção ao mundo.

Quando sentimos pena, olhamos de cima para baixo, evitando o envolvimento com a situação ou com o outro.

Quando vivemos a compaixão, olhamos de lado, de dentro e nos sentimos responsáveis, comprometidos com o outro.

A verdadeira compaixão tem por base o raciocínio de que todo ser humano tem o desejo inato de ser feliz e de superar o sofrimento, exatamente como nós.

E, exatamente como nós, o outro tem o direito de realizar essa aspiração fundamental.

O filósofo André Comte Sponville esclarece que compartilhar o sofrimento do outro não é aprová-lo nem compartilhar suas razões, boas ou más, para sofrer.

É recusar-se a considerar um sofrimento, qualquer que seja, como um fato indiferente. E um ser vivo, qualquer que seja, como coisa.

Os grandes missionários da Terra, aqueles que se dedicaram ao próximo de forma intensa, foram grandes exemplos dessa compaixão, pois não cederam à indiferença.

Não suportaram ver o sofrimento alheio sem fazer nada a respeito e se atiraram a tarefas grandiosas de abnegação e coragem pelo mundo.

A compaixão é dinâmica, atuante e vibrante.

Eis mais uma virtude que podemos aprender. Mais um tesouro escondido na alma que precisa ser descoberto.

* * *

Deixai que o vosso coração se enterneça ante o espetáculo das misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes.

Vossas lágrimas são um bálsamo que lhes derramais nas feridas e, quando, por bondosa simpatia, chegais a lhes proporcionar a esperança e a resignação, que encanto não experimentais!



Redação do Momento Espírita, com base em matéria de autoria
de Liane Alves, da revista Vida simples, de novembro de 2007 e no cap.
Compaixão, do livro Pequeno tratado das grandes virtudes, de André
Comte Sponville, ed. Martins Fontes.
Em 25.04.2012.