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terça-feira, 21 de março de 2017

Vitoriosos


Mamãe, seu filho poderá falar e dizer que a ama!
Seu filho poderá ir para a escola. E trabalhar.
Seu filho poderá ser feliz. Como eu sou.
Sim, haverá dificuldades pelo caminho. Mas qual mãe não as tem, não é verdade? 

Estas são algumas afirmações que compõem belo trabalho televisivo que homenageia o Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado a 21 de março.
A data foi proposta pela Down Syndrome International porque esta data se escreve como vinte e um, barra, três ou três, traço, vinte e um, o que faz alusão à trissomia do vinte e um, que assinala a síndrome.
A primeira comemoração da data foi em 2006.
Em tempos em que a vida parece carecer de importância, em que qualquer resquício do que consideramos anomalia, incapacidade, passa a ser motivo para se desistir da vida, a mensagem é profundamente significativa.
Lembra-nos dos tantos que nascem, na Terra, assinalados pela Síndrome de Down e que superam as próprias dificuldades, triunfando.
As suas vidas são um atestado da força de vontade do espírito sobre a matéria. E de como o amor pode superar barreiras que parecem intransponíveis.
Eles são determinados, persistentes, carinhosos, grandes profissionais e muito competentes! E por trás de toda essa luta e garra, há com certeza uma mãe ou uma família amorosa e incentivadora.
São eles que fazem a grande diferença para essas criaturas especiais.
Como Débora Araújo Seabra de Moura, moradora de Natal, Rio Grande do Norte.
Estudou na rede regular de ensino e foi a primeira pessoa, portadora da Síndrome, a se formar no magistério, em nível médio, no Brasil, em 2005.
Fez estágio na Universidade Estadual de Campinas. Trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional de sua cidade.
Débora diz que, por vezes as crianças lhe perguntam: Tia, por que você fala desse jeito?
Sem crise, ela responde: “Minha fala é esta. Cada um fala de forma diferente.” Aproveita e explica que é portadora da Síndrome de Down e eles entendem.
Em 2013, Débora lançou um livro com fábulas infantis que têm a inclusão como pano de fundo.
A experiência de Pablo Pineda, ator e pedagogo é algo igualmente notável. Foi o primeiro portador da Síndrome de Down a obter um diploma universitário na Europa.
Tornou-se celebridade depois de atuar no filme Yo, también, de 2009, que narra a história de um agente social que se apaixona por uma colega de trabalho.
É um dos rostos mais conhecidos, na Espanha, de uma geração de jovens com Síndrome de Down que vem rompendo limitações pessoais, profissionais e acadêmicas.
Segundo ele, não existem pessoas não capacitadas, mas sim pessoas com capacidades distintas.
Para ele, a sociedade deve evoluir a um estágio de maior pluralidade, em que os portadores de Síndrome de Down não sejam tratados como crianças e possam desenvolver suas capacidades e independência desde cedo.

* * *

É de nos questionarmos: não são essas criaturas que nos ensinam, com sua vontade férrea que a vida vale a pena ser vivida, com o que nos ofereça?
Que não devemos desistir de nossos sonhos? Que podemos triunfar, se persistirmos?
Miremo-nos neles. Imitemo-los na vontade, na perseverança, na disposição de vencer.

Redação do Momento Espírita, com dados colhidos em
Em 6.6.2016.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

O visto permanente mais rápido do mundo


Os gestos ainda são tímidos, mas o governo japonês está dando sinais de que está disposto a, pelo menos, começar a debater sobre uma eventual mudança na política de imigração do país.

Uma comissão especial foi instalada no Parlamento para elaborar e discutir propostas sobre o tema, que incluem a igualdade salarial entre japoneses e estrangeiros, e medidas para “agradar” os imigrantes que vierem. Mas não se engane, nada de concreto vai sair dessa comissão além de mais um documento cheio de boas intenções que será engavetado para consultas futuras.

Partindo diretamente do primeiro-minstro está o compromisso de reduzir a burocracia para entregar o "visto permanente mais rápido do mundo". O serviço expresso da imigração seria oferecido somente para pessoas altamente qualificadas ou, como disse Abe, "para atrair os talentos do exterior”.

O programa que dá residência permanente para profissionais altamente qualificados começou em 2012 e, até o fim do ano passado, apenas 4.347 “talentos” ficaram permanentemente. O fraco interesse indica que, embora exista, a demanda por esse tipo de profissional é pequena. Todos nós sabemos que o Japão precisa, na verdade, é de “peões” gastadores e pagadores de impostos.

O governo também quer que os estudantes estrangeiros continuem no país após concluírem seus estudos. Hoje, apenas 3 em cada 10 estrangeiros que vêm para estudar acabam ficando. Na visão do governo, esse tipo de imigrante é o mais valioso porque consegue se adaptar melhor à cultura e aos costumes locais.

No panfleto da próxima campanha eleitoral, o PLD (Partido Liberal Democrata) já avisou a seus eleitores que “um aumento do número de trabalhadores estrangeiros é esperado” e que “os graves efeitos da escassez de trabalhadores já podem ser sentidos”. Essas raras expressões evidenciam a gravidade do problema, já que o tema “imigração” causa urticária nos eleitores japoneses.

Embora muitos brasileiros acreditem que os trabalhadores estrangeiros estão "salvando o Japão”, nós representamos apenas 2% de toda a força de trabalho do país. Os recentes movimentos indicam que o governo quer aumentar um pouquinho essa porcentagem.

domingo, 10 de abril de 2016

Sabor da Vida - Filme Japonês


Sinopse:

Não recomendado para menores de 14 anos

Sentaro (Masatoshi Nagase) dirige uma pequena padaria que serve dorayakis - bolos recheados com pasta doce de feijão vermelho. Quando uma senhora de idade, Tokue (Kirin Kiki), se oferece para ajudar na cozinha, ele relutantemente aceita. Mas Tokue prova ter mágica em suas mãos quando se trata de fazer "AN". Graças à sua receita secreta, o pequeno negócio logo floresce e, com o tempo, Sentaro e Tokue abrem seus corações, revelando velhas feridas.



*****************

Eu, Wilson, particularmente gostei muito do filme.
Me fez pensar o quanto não sabemos sobre "os outros".
Histórias de vidas sofridas, de uma forma que nunca poderíamos imaginar...

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Japão promove “trabalho escravo” em massa com programas de treinamento para estrangeiros


Uma matéria publicada pela agência de notícias AFP revela o lado obscuro da fome do Japão por mão-de-obra barata. Os programas de “treinamento” oferecidos pelo governo japonês à estrangeiros, principalmente asiáticos, está sendo fortemente criticado por especialistas por promover o chamado “trabalho escravo moderno”.

A matéria relata a dura vida de um agricultor chinês que veio ao Japão para trabalhar como “aprendiz” em demolições. “A primeira palavra que ouvi de meus colegas japoneses foi baka.” disse o agricultor chinês em entrevista à AFP.

“A primeira palavra que ouvi de meus colegas japoneses foi baka. Estou exausto fisicamente e mentalmente.”

Assim como os outros 50 mil chineses que se inscreveram no programa de treinamento gerido pelo governo japonês, ele esperava voltar ao seu país com dinheiro no bolso e uma formação profissional que lhe permitiria melhorar de vida, mas a realidade é bem diferente do planejado. “Estou exausto fisicamente e mentalmente.” desabafou ele ao repórter.

O maior problema do agricultor chinês não é a intimidação por parte de seus colegas japoneses, nem o trajeto de duas horas entre seu alojamento e local de trabalho, que consiste basicamente em demolir prédios antigos. O seu maior desafio é pagar a dívida de mais de ¥1 milhão, valor oferecido como adiantamento para o pagamento de despesas de viagem e outras “taxas” cobradas pelos intermediários. O empréstimo transformou-lhe em um “escravo” virtual para a industria da construção civil do Japão. “Não posso simplesmente largar tudo aqui e voltar para a China antes de pagar minha dúvida.” disse ele.

O Japão está desesperadamente a procura por trabalhadores pagantes de impostos para financiar as pensões e os cuidados de saúde para a sua crescente população idosa, mas a sua constituição é “alérgica” à imigração. As barreiras imigratórias impostas por políticos conservadores e pela sociedade fechada, dá liberdade para que programas apelativos de recrutamento de estrangeiros, como os oferecidos atualmente para país asiáticos, sejam a solução mais confortável do governo para suprir a demanda de trabalhadores e contribuintes.

“A questão não é se iremos aceitar imigrantes ou não. Eles já estão aqui, desempenhando um papel vital em nossa sociedade.”

“Esse programa de treinamento é um sistema de trabalho escravo. Você não pode simplesmente sair e ir embora. É um sistema de tráfico de seres humanos, de trabalho forçado.” disse Ippei Torii, diretor da Rede de Solidariedade com os imigrantes do Japão, um grupo não-governamental que apoia os trabalhadores estrangeiros. “A questão não é se vamos aceitar imigrantes ou não. Eles já estão aqui, desempenhando um papel vital em nossa sociedade.” completou ele.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Japão recebe críticas da ONU após onda de xenofobia nas ruas

"Estrangeiros só poderão entrar se estiverem acompanhados de um japonês", diz a placa

Uma recente onda de casos de xenofobia tem causado grande preocupação no Japão e levou a ONU a pedir que o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe tomasse medidas concretas para lidar com o problema.

As principais vítimas nesse incidentes têm sido comunidades estrangeiras como a de coreanos e chineses, além de outras minorias chamadas de "inimigas do Japão".

Um exemplo dos abusos é um vídeo que se tornou viral e circula pelas redes sociais. Mostra um grupo de homens da extrema-direita com megafones em frente a uma escola sul-coreana em Osaka.

Eles insultam os alunos e professores com palavrões, fazem piadas com a cultura do país vizinho e ameaçam de morte os que se atreverem a sair do prédio.

Um relatório do Comitê de Direitos Humanos da ONU encaminhado ao governo japonês, destaca a reação passiva dos policiais em manifestações deste tipo.

As autoridades têm sido criticadas por apenas observarem, sem tomarem nenhuma atitude efetiva para conter os abusos.

No final de agosto, o Comitê das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação Racial solicitou que o país "abordasse com firmeza as manifestações de ódio e racismo, bem como a incitação à violência racial e ódio durante manifestações públicas".

Desde 2013, o Japão registrou mais de 360 casos de manifestações e discursos racistas.

A questão ganhou os holofotes da mídia e está sendo amplamente debatida pelo partido governista, o Liberal Democrático.

Um caso que está sendo visto como teste para a Justiça japonesa nesta área é a ação movida, no mês passado, por uma jornalista sul-coreana, Lee Sinhae, contra Makoto Sakurai, presidente do grupo de extrema-direita Zaitokukai, por danos morais.


Ela quer uma indenização depois de ser "humilhada" por textos discriminatórios na internet.

"O que me preocupa é que muitos destes discursos estão deixando o anonimato da internet e já chegaram às ruas", disse Lee em uma coletiva de imprensa.

A jornalista alertou que várias crianças estão tendo contato com este tipo de pensamento e replicam no ambiente escolar, gerando casos de bullying.

Lei

No Japão, não há uma lei que proíba discursos difamatórios ou ofensivos. Para os opositores, banir os discursos de ódio pode acabar interferindo no direito das pessoas à liberdade de expressão.

Mas o país é signatário da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, que entrou em vigor em 1969, e que reconhece expressões discriminatórias como crime.

Pela Convenção, os países seriam obrigados a rejeitar todas as formas de propaganda destinadas a justificar ou promover o ódio racial e a discriminação e tomar ações legais contra eles.

Segundo as Nações Unidas, o governo japonês ainda tem muito para fazer nesta área. O comitê da ONU insistiu para que o Japão implemente urgentemente "medidas adequadas para rever a sua legislação", em particular o seu código penal, para regular o discurso de ódio.

Exclusão dos estrangeiros

Para o escritor, ativista e pesquisador norte-americano naturalizado japonês Arudou Debito, "(essas atitudes discriminatórias) têm se tornado cada vez mais evidentes, organizadas e consideradas 'normais'".

Debito coleciona, desde 1999, fotos de placas de lojas, bares, restaurantes, karaokês, muitas delas enviadas por leitores de todo o Japão, com frases em inglês - e até em português - proibindo a entrada de estrangeiros.

A coletânea virou livro, intitulado Somente japoneses: o caso das termas de Otaru e discriminação racial no Japão.

Debito se diz ainda preocupado que, com a divulgação cada vez maior dos pensamentos da extrema-direita, a causa ganhe cada vez mais "fãs".

"No Japão ainda há a crença de que é pouco provável haver o extremismo em uma 'sociedade tão pacífica'", explicou.

"Eu não acredito que seja tão simples assim. Ignorar os problemas de ódio, intolerância e exclusivismo para com as minorias esperando que eles simplesmente desapareçam é um pensamento positivo demais e historicamente perigoso."
Placa: "Somente japoneses" / Crédito: Arquivo Pessoal

Aviso em um hotel de águas termais alerta que estrangeiros não podem entrar

Brasileiros

A comunidade brasileira no Japão também é alvo constante de atitudes discriminatórias. Quarto maior grupo entre os estrangeiros que vivem no país, os brasileiros estão constantemente reclamando de abusos gerados por discriminação racial e o tema é sempre levantado em discussões com autoridades locais.

O brasileiro Ricardo Yasunori Miyata, 37, é um dos que foi à Justiça depois que o irmão foi confundido com um ladrão em um supermercado de uma grande rede, na cidade de Hamamatsu, província de Shizuoka.

"O problema foi a abordagem. O segurança chegou gritando, como se ele fosse bandido e, mesmo depois de provado que tudo não passou de um engano, ele (o segurança) justificou que faz parte da índole do brasileiro roubar e que não poderíamos reclamar pois deveríamos estar acostumado com este tipo de coisa", contou o rapaz, ainda indignado.

O caso aconteceu há quatro anos, mas até hoje Ricardo divulga a história para que outros não passem pelo mesmo constrangimento pelo qual ele e a família passaram.

"Acionamos a polícia, fizemos a reclamação na matriz da rede, procuramos um advogado e, por semanas, os gerentes do supermercado tentaram nos convencer a não entrar com processo", lembra.

Depois de três meses, foi feito um acordo. "A rede trocou a empresa que faz a segurança local, pagou todas as despesas com advogados e exigimos ainda que os gerentes pedissem desculpas em público", contou Ricardo.

Há 20 anos morando no Japão, o brasileiro lembra que antigamente a situação era bem pior. "Quando entrava brasileiro em supermercados, por exemplo, geralmente tocavam uma música brasileira. Era um sinal para avisar os funcionários de que havia estrangeiro na loja", contou.

Ricardo já foi barrado em bares e também sofreu todo tipo agressão verbal. "Esse tipo de discriminação existe, é visível e constante. Enquanto as autoridades e a própria mídia não tomarem uma posição, esses abusos vão continuar acontecendo", destacou.

Fonte: BBC

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Nada é para sempre



Já faz algum tempo que ando pensando sobre isso.
Quando estamos em um período bom em nossas vidas, numa época em que tudo está dando certo, pensamos muitas vezes que aquela fase é ótima, que vai ser eterna...
Também existe aquelas fases em que tudo dá errado, em que os problemas são vários e achamos que aquilo vai ser eterno...
Mas, para nossa "surpresa", nem um, nem o outro dura tanto tempo assim...
Mas, por que para nós é tão difícil aceitar as mudanças da vida?
Estava observando a natureza estes dias e vi que nada fica igual por muito tempo...
As estações do ano aqui no Japão são bem definidas e isso faz com que vejamos a força da Natureza em suas mudanças...
Não importa a cor que temos ou em que cremos, todos fazemos parte desse planeta chamado Terra e todos somos praticamente "irmãos"!
Não importa sua posição social, financeira... Vamos todos termos o mesmo fim.
Deus faz com que tudo seja passageiro em nossas vidas e não entendo ainda o porque de sermos tão teimosos quanto a isso...
Tudo neste planeta nasce e depois de um tempo, seja lá qual for, morre ou se transforma...
Vejo o quanto nós humanos ainda brigamos uns com os outros por coisas tão pequenas e banais...
Algumas coisas se tornam tão grandes e vários inocentes acabam sofrendo também...
Vejam as lutas religiosas.
A mais famosa de todas (creio eu), seja a da Igreja Católica.
Durante séculos ela reinou sobre o planeta. 
Milhares de pessoas morreram pela ordem da Igreja e suas crenças...
Quando o mundo se viu livre de sua "imposição", tudo mudou.
A Ciência (grande inimiga da Igreja) foi se expandindo cada vez mais, a tecnologia se superou em alguns anos, como por milagre...
Não, isso não é ser contra a Igreja e sim aos dogmas de qualquer religião que mantenham as pessoas no mesmo lugar por séculos...
Apesar de estar escrevendo isso, confesso que eu mesmo sou muito teimoso quando se fala sobre mudanças, mas sempre tento me adaptar o melhor possível, pois o mundo gira e temos que girar com ele...
Mudar suas idéias, suas opiniões , não significa perder seu caráter, suas raízes.
Mudanças não são ruins como muitas vezes parecem.
Somo seres em evolução e acredito que sempre estejamos passando por mudanças para que possamos evoluir.
Claro, cada qual a sua maneira e cada um ao seu tempo...
Novamente digo, se observarmos a Natureza, veremos que nada é eterno.
O Planeta mostra que as mudanças são inevitáveis e necessárias.
Por sinal, se observarmos o Planeta Terra, aprenderemos muito.
Hoje, o Planeta está reagindo com tempestades fortes, furacões e tufões, tsunamis, terremotos em grande magnitude...
Muitos desses eventos da natureza, são conseqüências das atitudes que tomamos com relação ao Planeta, como desmatamento de florestas para construir cidades, plantações e tudo mais...
Estamos vendo que toda ação possui uma reação.
Para nossa vida, podemos tirar isso como uma grande lição!
Afinal, tudo aquilo que fazemos em nossas vidas terá uma reação.
Precisamos nos lembrar que a vida é curta sim, mas não para nossa alma que é imortal!
A vida é curta para podermos aprender, a nos tornarmos pessoas melhores.
Não me acho melhor que ninguém, porém não me acho inferior a qualquer outra pessoa.
Não acho que um executivo mereça mais respeito do que um gari...
Ambos são seres humanos e ambos merecem ser tratados da mesma forma, seja lá onde for.
Todos fazemos parte de uma grande família, onde um precisa do outro, mesmo não aceitando isso.
Sim, eu sei, você pode me dizer que tudo que tem é porque conquistou sozinho(a).
Sim, eu sei bem o que é isso.
Eu mesmo, desde meus 20 anos moro sozinho, trabalho para me sustentar e tal. 
Já fiquei doente e não tinha ninguém para me trazer um copo de água sequer, mas isso não significa que sou independente.
Nenhum de nós o é!
E sabe o por quê?
Porque até mesmo aquela água que eu precisei tomar, chegou até eu porque alguém fez isso.
O arroz que comemos foi plantado, colhido, empacotado e etc até chegar a minha casa...
Já presenciei muito preconceito contra pessoas simples que trabalham em plantação, pelo seu jeito de falar, pelo seu jeito de se vestir ou até mesmo por aquelas unhas todas sujas de terra...
E me digam, se não fossem por eles, o que teríamos a mesa para comer?
Por que muitos de nós rimos, por exemplo, das piadas que existiam da personagem Caco no finado programa de televisão Sai de Baixo em relação aos pobres?
À vezes temos muito o que aprender...
Não é fácil, eu mesmo sei disso.
Recentemente uma pessoa muito importante em minha vida, que amo muito, me contou que o filho adolescente esta envolvido com drogas.
Isso realmente me chocou e me deixou mais do que triste.
E isso me fez pensar mais ainda na existência de Deus.
Não, em momento algum duvidei de sua Bondade ou de sua Existência, mas sim comecei a pensar nos caminhos que precisamos percorrer muitas vezes para nossa evolução.
Caminhos difíceis muitas vezes, provações...
E ai fico pensando como seria se muitas vezes em vez de usarmos nossa língua "afiada" para criticar,  usássemos nossas "mãos" para um carinho, nossos braços para um abraço...
Nesse "final de ano", onde tantos estão correndo para fazer "a festa perfeita", eu prefiro refletir sobre esse eventos em nossas vidas.
Vejo ao meu redor tanta raiva, tanta disputa, que às vezes perco a vontade de seguir em frente, mas sempre me lembro que Deus está no comando de tudo e que Ele é maior e temos que ter fé.
Ninguém pode dizer ao certo o que vai acontecer conosco depois que partimos desse mundo, mas a certeza que temos é que podemos fazer dessa "passagem"aqui na Terra melhor para muitos que passam por nossa vida.
A escolha é sua!

Abraxos!!!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Adotar ou Comprar um Cachorro?!

Cá estou eu me lembrando de algo que aconteceu a uns dois meses atrás lá no nosso perfil do Facebook....
Um rapaz que conheço apenas pelo seu perfil no Face, adicionou nosso perfil em uma foto de propaganda do canil que ele tem aqui no Japão.
Tenho que dizer que isso aconteceu durante o dia, enquanto eu dormia depois de uma longa noite de trabalho... rs
Quando eu acordei, vi no meu celular um monte de avisos do Facebook e fui fui conferir rs
Ele postou esta foto:


Vocês olharam bem para ela?!
Acharam algo de estranho ou diferente?!
Nada né?! rs
Pois é, mas alguém achou e foi lá "soltar os cachorros"....
Falou que não achava certo vender cachorros enquanto existem tantos ai abandonados.
Que é desumano e tal...
Bom, depois desse comentário, veio uma "avalanche" de outros defendo e criticando...
Tudo isso, por causa de uma foto!!!!
O Tom, dono (eu acho), escreveu uma coisa que realmente eu concordo.
Ele comentou que as várias raças existem por vários motivos, mas principalmente porque cada pessoa que quer um cachorro, tem um necessidade específica, que muitas vezes a característica da raça ajuda.
Por exemplo. quem mora em apartamento (ele mesmo deu o exemplo), não vai comprar um São Bernado né?! rs
E eu concordo plenamente com isso. 
Escrevo isso porque algumas pessoas me procuram às vezes perguntando qual raça que eu acho ideial no caso delas.
Um exemplo que tenho, é de uma moça que estava procurando um cachorro para fazer companhia a seu sogro e eu indiquei um Yorkshire.
Errei?!
Eu sinceramente retirei minha marcação da foto.
Não tenho nada contra adotar ou comprar um cachorro e sinceramente não gosto de brigas.
A "infeliz" foi "infeliz"(rs) nas palavras que usou em seus comentários, mas não havia necessidade (eu penso assim) do que veio depois...
Uma agressividade verbal, uma falta de tolerância total e eu me permiti sair de mansinho... rs
E vou dizer o porque....
Porque penso eu que o mundo está nesse caos que está hoje justamente por isso, pela falta de respeito que estamos tendo uns para com os outros...
Aqui no Blog, eu coloquei algumas frases que gosto quase no final da página.
Lá tem uma do Paulo Coelho que diz assim:  

"Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho é o único. Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia...".

Penso eu que essa frase é única e diz tudo...
Sim, eu sei que existem milhares de cachorrinhos e gatinhos abandonados por ai e que precisam de um lar.
Eu sei disso, e sou totalmente, 100% à favor da adoção de animais.
Não tenho palavras para descrever o quanto admiro o trabalho que várias pessoas fazem por estes seres que muitas vezes são resgatados num estado de saúde lastimável... 
Mas, isso não quer dizer que seja errado também comprar um animal.
Não podemos generalizar as coisas.
Se em tudo que fizermos, agirmos de forma radical, com certeza provocaremos reações ao nosso redor que muitas vezes não serão positivas....
Por exemplo, existem milhares de crianças orfãs.
A cada dia nascem outras e esse número vai aumentando...
Por acaso vocês algum dia viram uma propaganda dizendo assim: 

"Não façam filhos, adotem!!!".

Eu nunca vi.
Conheci um casal certa vez que ele estava no seu segundo casamento, tinha duas filhas do primeiro casamento e uma do atual.
Era o primeiro casamento da mulher e ela queria mais uma criança, pois a menina já estava com 10 anos.
Ela queria adotar, mas o marido, não aceitava essa idéia de forma alguma.
No fim, depois de muitas discussões,  acabaram "fabricando" o segundo filho rs
Erraram? Acertaram?
Eu não sou ninguém e nem vou julgar, pois eles estão felizes e pagam suas contas.
Eu tenho três cachorros, todos foram comprados.
Cometi algum crime?!
Na época em que comprei eles, nunca tinha ouvido falar nos problemas de abandono de cães aqui no Japão, mesmo, de verdade.
Na verdade, essa realidade veio mudando a mais ou menos um ano, quando conheci a ONG Happy Family.
Por sinal, eles tem um blog e um perfil no Facebook.
Quem tiver vontade de conhecer, adotar ou ajudar financeiramente, entre em contato com eles.



Enfim, eu espero que consigam entender o que tentei expressar aqui....

Obrigado.

Abraxos!!!!


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Confira este vídeo incrível do MSN - Jay & Jenny



Confira este vídeo incrível do MSN - Jay & Jenny
 
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

O peso do preconceito

Gordos são rejeitados no mercado de trabalho e vetados em concursos públicos, num tipo de 
discriminação que cresce na mesma velocidade que os índices de obesidade

Patrícia Diguê


Durante três anos, a fisioterapeuta paulistana Bruna Luiza dos Santos, 27 anos, peregrinou atrás de um emprego depois de graduada, sem sucesso. Ela não se encaixava no perfil das empresas. Uma situação aparentemente corriqueira entre recém-formados, mas nem tanto para Bruna. No caso dela, a palavra “perfil” poderia ser substituída por “silhueta”. Apesar de apresentar todas as qualificações para as vagas, ela tinha quase 90 quilos, uma barreira que impedia os recrutadores de enxergar suas qualidades profissionais. Em depressão, descontava na comida. Só quando atingiu os 116 quilos resolveu dar um basta e apelou para uma solução radical: a cirurgia bariátrica (de redução do estômago). “Não via saída, tive de me reconstruir”, conta.

“O mundo diz que, para ser professora, você tem que estudar
bastante, e agora dizem que eu não posso assumir o cargo por
causa do padrão de beleza”
Lídia de Souza


Bruna precisou se render aos padrões para ser novamente inserida na sociedade e não sofrer todos os dias de um dos mais fortes preconceitos do mundo moderno, contra quem está muito acima do peso. “Nossa época elegeu o obeso como o novo monstro. Ninguém fala que não gosta de gordos, mas os tratam com repugnância”, afirma a professora de história do corpo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Denise Santana. “Há uma espécie de cordão sanitário nas empresas, escolas e ruas contra quem é obeso”, acrescenta a historiadora, que está escrevendo o livro “Uma História de Peso – Gordos e Magros ao Longo de um Século” (Editora Estação Liberdade), com previsão de lançamento para o início de 2012.

“Agora, as pessoas abrem espaço para eu entrar no ônibus”, comenta Bruna Luiza, que hoje tem 60 quilos e o emprego que sonhou. Depois da cirurgia, ela nunca mais sofreu com o afastamento dos amigos, os olhares de desprezo ou pena e a vergonha de experimentar roupas em lojas. O preconceito contra obesos é um fenômeno historicamente recente, que teve início com a ascensão do capitalismo. Antes, a obesidade era vista como fraqueza. Hoje, como incompetência. “É uma lógica econômica, porque um corpo magro é sinônimo de agilidade, enquanto o gordo, de ócio e improdutividade, características condenadas pelo capitalismo”, reforça Denise.

Por causa dessa lógica, a professora de matemática de Ribeirão Pires Lídia Eliane Canuto de Souza, 30 anos, foi impedida de assumir o cargo que conseguiu por meio de um concurso público da rede estadual de ensino. Após fazer o exame médico de admissão, ela e outros professores foram considerados inaptos por serem obesos mórbidos – com índice de massa corporal (IMC), cálculo que leva em consideração o peso e a altura, acima de 40. O caso trouxe à tona o impasse enfrentado em um mundo com cada vez mais obesos – já são 10% da população mundial, o dobro de 30 anos atrás. “Eu me sinto enganada, porque o mundo diz que, para ser professora, você tem que estudar bastante e se atualizar, e agora dizem que eu não posso assumir o cargo por causa do padrão de beleza”, afirma Lídia, 110 quilos.


BALANÇA
Fabiana Karla diz que os gordos são mais discriminados que os nordestinos.
Roberto Jefferson antes (à esq.) e depois da cirurgia: “Tinha de comprar duas
passagens para viajar de avião”

Gorda desde a adolescência, a atriz Fabiana Karla, 35 anos, a “Doutora Lorca” do humorístico “Zorra Total”, da Rede Globo, e protagonista da peça “Gorda”, acha que a discriminação contra os obesos é maior do que contra outros grupos. “Quando saí do Recife e fui para o Rio de Janeiro, percebi que os gordos sofrem mais. Ser nordestina, por exemplo, era visto como uma coisa boa aqui, mas ser gorda não”, conta a humorista, que pesa 95 quilos. O presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson, 57 anos, que se submeteu à cirurgia de redução do estômago há 11 anos, após atingir 175 quilos, tem uma visão realista sobre a obesidade. Para ele, não há espaço no mundo para os gordos. “Para viajar de avião, eu tinha que comprar duas passagens para caber na poltrona. Eu não comia nada e ainda tomava remédio para dormir porque, se eu tivesse uma dor de barriga, não caberia no banheiro”, relembra o ex-deputado. A polêmica é mesmo tão grande quanto o tamanho das vítimas da obesidade. E só tende a aumentar na mesma proporção das estatísticas da doença, já considerada a epidemia do século pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte: http://www.istoe.com.br

terça-feira, 5 de junho de 2012

Sobre o preconceito contra gordos


Muito se fala de preconceito, de como a sociedade é injusta, do quanto a busca pelo “corpo perfeito” acaba por gerar repulsa ou mesmo ódio contra os que são mais bem fornidos de gordura corporal, aqueles que preconceituosamente a sociedade tenta rotular com um eufemismo bisonho: “portador de sobrepeso”.

Para começo de conversa, o gordo é o cara que seria o último a arranjar uma namorada (ou um namorado). Todo mundo só quer saber de homens jovens, com barriga de tanquinho, brancos mas queimados de sol (se a pele for toda escura, sem marca de sunga, já era), peitorais definidos, bíceps desenvolvidos e pinto grande.

Mas essa não é a única manifestação do preconceito contra os gordos: ninguém nunca quer sentar ao seu lado no ônibus (o que, confesso, até considero uma vantagem, na maior parte das vezes); ninguém quer ficar perto dele na fila do serve-serve (desde que ouvi este aportuguesamento de “self service” nunca mais consegui deixar de usá-lo); seus colegas de trabalho não querem ir almoçar “com a baleia”; não se encontram roupas prontas, pois a indústria acha que só os magérrimos têm dinheiro para se vestir.

Além disso, as pessoas não respeitam, sequer cogitam, a possibilidade de o gordo ser feliz assim. De cada cinco palavras que dizem, quatro são “você tem que emagrecer” e outras cobranças do tipo. Acham que todo gordo é cardíaco e que vai perder as duas pernas numa trombose.

E, claro, dificilmente um gordo ganha carona. As pessoas têm medo que levando um gordo de carona, a suspensão do lado direito vai precisar de reforço.

E para gordo também é difícil arranjar emprego, pois as empresas não querem correr o risco de ter de reforçar algumas cadeiras para que suportem o peso de um funcionário fora do padrão. Não importa muito a competência, pois a obesidade pesa mais — sem trocadilhos.

A questão central, na verdade, é que preconceito todo mundo sofre. Resta a cada um saber lidar com isso, e saber que é o único responsável pelo seu próprio corpo. Quem está com excesso de peso normalmente sabe o que fazer para emagrecer, mas precisa escolher fazer isso. Se não o fizer, precisa ter noção de que — ainda assim — está fazendo uma escolha.

Fonte: http://www.emagrecersaude.info

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Preconceito Contra Gordos

 Walcyr Carrasco

A leitora Ana Maria Fernandes Rodrigues levantou o tema em um comentário. De fato, o nível de preconceito contra gordos é impressionante. Eu, que fui gordo um bom tempo, sofri na pele. Há aquele tipo de preconceito disfarçado em comentário amigável. Cada vez que visitava alguém, ouvia:

– Puxa, você engordou!

Era dito de forma simpática, mas eu me sentia mal. E depois vinham brincadeiras sobre a minha barriga. Uma vez um amigo falou a outro que eu parecia um Buda. Reclamei. Ele se defendeu:

– Mas os budas são lindos!

Quando alguém engorda, nem que seja um pouquinho, vira uma vítima de amigos, conhecidos, parentes. Até mesmo vendedores de lojas, quando eu entrava, nem se davam ao trabalho de procurar peças:

– Não temos o seu número!

E o pior: as mesmas pessoas que insistiam para eu fazer regime viviam oferecendo queijos, doces:

– É só hoje! Depois você começa o regime.

Sei que muitas empresas insistem no item “boa aparência”. Candidatos gordos são invariavelmente excluídos.

Conheço uma pessoa que chega a dizer, publicamente:

– Não falo com gordos!

Como é uma pessoa poderosa, também, é óbvio, não contrata!

Acabo de escrever um livro, “Laís, a Fofinha”, que fala da discriminação contra uma menina gorda na escola. Vira alvo de piadas. Para escrevê-lo, falei com algumas crianças. Descobri que termos como “bolota” ou “baleia” são comuns.

No dia a dia, pouco se fala contra o preconceito contra gordos. Claro que todas as minorias, tradicionalmente vítimas de preconceito, devem ser defendidas.

Mas o gordo vive sob constante humilhação, nos empregos, baladas, até mesmo dentro da família.

Já que a discussão sobre preconceito está na ordem do dia, vale a pena refletir sobre o assunto.

Fonte: http://vejasp.abril.com.br/blogs/walcyr-carrasco



domingo, 3 de junho de 2012

Desabafo de um Gordo...


Amigos, Amigas,

resolvi falar sobre mais um assunto aqui no blog: sobre o preconceito de ser gordinho, gordo.
Até meus 25, 26 anos, sempre fui magro.
Quando cheguei ao Japão, com 20 anos, pesava 50 quilos.
Para quem tem 1,58 de altura, está bom demais.
Não sei se foi o ritmo de vida ou a "herança genética", mas esse peso foi aumentando gradativamente.
Minha avó paterna e todos os que puxaram à eles, tendem a ser "redondinhos" rs
Lembro-me de todos da família dela e nunca tive problema algum por serem ou não assim.
Na verdade, durante toda minha vida de "magro", eu nunca liguei para o fato de alguém ser gordo, gordinho, ou não.
Nunca olhei para alguém ou julguei alguém por seu peso, ou sua aparência.
Não sei, sempre fui assim.
Minha mãe sempre dizia que todos somos iguais, independente de credo, cor e etc...
A família de meu pai já era o oposto, todos preconceituosos ao extremo. E eu, nunca gostei desse jeito deles.
Enfim, quando comecei a engordar, logo fui notando os olhares e comentários.
Ainda mais, que acabei vindo morar num país que idolatra os magros... 
Aqui no Japão, o lindo é ser esquelético...
Nossa, para eu isso é demasiadamente mórbido, pois sempre ouvia minha avó falar que gente magra é doente... rs
Bom, o fato é que de 50 quilos, cheguei a pesar 85 quilos.
E posso dizer que nesse tempo todo eu tive que aturar muitos comentários, palpites, olhares e etc...
Acabei descobrindo um mundo totalmente diferente, que eu nem imaginava que existisse.
Alguns podem dizer que é a vida, que conheci o que é ser adulto, mas eu digo, isso é ridículo.
Vejo que meus "quilos à mais", incomodam mais às pessoas que a eu mesmo!!!
Mas, o que elas tem haver com o fato de eu estar ou não acima do peso?!
Tem um senhor que trabalha comigo, um japonês de 56 anos.
Ele diz que nunca foi ao médico. 
Eu posso dizer que ao dentista eu vejo que não, pois seus dentes são horríveis.
Bom, esse senhor sempre que me via comprar um "bentô", dizia que eu não deveria comer aquilo pois tinha muitas calorias e eu iria engordar!!!
Eu nada dizia.
Depois comecei a comprar pão ou onigiri. Ah!!! Pra quê!!!
Ele falava que eu comia demais, que tinha que diminuir a quantidade de comida, pois tinha que emagrecer.
Depois comecei a comprar salada apenas, pois estava meio enjoado. Ele me dizia que a salada comprada pronta é muito cara, que eu devia fazer em casa...
Bom, o que eu quero mostrar com isso, é que as pessoas sempre tem algo para nos dizer, mesmo quando não perguntamos nada.
Sempre cuidam da vida alheia, mas a vida delas mesmo, nem pensar!!!
E por que?! Talvez porque cuidar da vida alheia seja mais fácil do que cuidar da própria.
Hoje eu tenho 72 quilos. Não faço dieta para emagrecer e nem quero.
Controlo minha alimentação por causa de uma diabete hereditária, mas nada além disso.
Enfim, existem vários outros assuntos que queria falar, mas acho que isto vai virar um livro.
Andei pesquisando na internet alguns textos sobre esse preconceito ridículo (por sinal todos o são) e achei matérias ótimas.
Trabalho, amigos, família e etc.
Vou postar a cada dia um e assim falar um pouco sobre esse assunto.
Não posso mudar o mundo, mas posso fazer algo, plantar algumas sementes, que é esse meu objetivo.
Quero que algumas pessoas saibam que eu quero que elas vão à mer...
Cuidem de suas vidas por favor e deixem a minha em paz!!!
Afinal, quando eu tenho problemas, nenhuma destas está ao meu lado.
Nenhuma delas me ajuda a pagar minhas contas, então, por favor, cuidem de suas vidas.
Desculpem se estou sendo grosseiro, mas parece que ser educado às vezes não funciona...
Só mais uma coisa que acontece comigo:
Trabalho com um rapaz que não é magro, muito pelo contrário.
Todo dia, mas todos os dias sou obrigado a escutar da boca dele que sou gordo ou alguma piada em relação a isso.
Outro dia falei a ele que tenho consciência que estou acima do peso, que não sou nenhum "burro", que sei muito bem, mas que estou ali para trabalhar e não para ouvir a opinião dele.
Vocês acham que adiantou algo?!
Depois que agente perde a paciência e mandar a criatura para aquele lugar, dizem que sou estúpido ou que estou nervoso...
Oras bolas, façam-me o favor!!!!

Abraxos.