Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de maio de 2017

7 de maio de 1955 - Artigo do Jornal “ O Repórter “

Artigo publicado no Jornal "O Reporter" em 7 de maio de 1955.
Achei interessante publicar...

*************************

Mensagem de Jânio, sobre o dia das Mães. O sr. Jânio Quadros, governador de São Paulo, manifestou-se sobre as homenagens que no domingo, 8 de maio serão prestadas à figura máxima do lar: a Mãe. Apoiando a campanha que os “ Diários Associados “ vem desenvolvendo no sentido de transformar essa data na segunda grande festa do ano, da mesma importância do Natal, lançou o governador de São Paulo uma mensagem breve e inspirada, que a seguir transcrevemos:


“ No “Dia das Mães” volta-se o nosso pensamento aquela que, pecadora, alcança a santidade; humilde, ascende ao trono inabalável; perecível, faz-se eterna; aquela cuja mão é afago e o cuidado; cujo impulso é a bondade e o altruísmo; é a angustia da lágrima furtiva; é a esperança do sorriso ingênuo; e o templo das gerações futuras; é a gloriosa matriz do Deus imortalizado.
Pequeninos e inseguros; justos e penitentes, ajoelhamo-nos. Todos, a augusta presença materna que viva ou na saudade, agasalhar-nos-á no seu regaço!"

Jânio Quadros

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Minimalismo – você poderia ser uma pessoa mais minimalista?

O minimalismo é sobre ter menos coisas e aproveitar a liberdade de ter menos, acreditando que o menos significa mais felicidade, contentamento e alegria.

Olá amigos!

O minimalismo vai contra a tendência geral da nossa sociedade ocidental. Desde pequenos, recebemos diversas informações do meio que nos cerca. Uma destas informações diz que seremos felizes quanto mais coisas tivermos e melhor ainda se estas coisas forem as mais novas e modernas e cobiçadas. Em síntese: quanto mais você tiver, mais feliz você vai ser.

Eu sei que você já ouviu também o contrário disso, que o ter não importa, que o que importa é ser. Mas a tendência é que você (e eu) escute isso, ache bonito para logo em seguida começar a ter vontade de comprar uma outra coisa, seja um novo sapato – para completar a coleção de cores ou para não ficar fora da moda – ou o último objeto de desejo tecnológico, uma nova TV, um carro, mais um livro para não ler ou qualquer objeto que pareceria preencher uma falta interna apenas para o surgimento do próximo objeto de desejo.

Nesse sentido, não importa o tamanho: pode ser um chaveiro ou uma nova moto, um celular ou um apartamento com mais uma garagem para o mais novo carro, um esteira elétrica, um liquidificador, um vestido para aquela festa, um chinelo que todos usam, um colchão mais confortável, óculos 3D, aquilo que é melhor porque é mais caro, a roupa que é de qualidade porque tem uma etiqueta, comidas que vão estragar pelo prazo de validade e serão jogadas fora, tudo isso e muito mais para preencher uma necessidade imaginária.

O minimalismo, como disse, vai na contracorrente. Ao invés de acumular e acumular (vemos como temos coisas desnecessárias quando precisamos fazer uma mudança de casa), o minimalismo defende que as pessoas deveriam ter o mínimo. Dizendo desta forma pode parecer que perderíamos, certo?

Porém, para o minimalismo, o que perdermos é o peso psíquico de ter demais. Ao deixarmos tantas coisas irem embora (seja para o lixo, seja para doação, seja para venda para terceiros), ficamos mais leves, mais em paz, mais felizes.

A diferença com pensamentos religiosos de abandono total dos bens materiais, dos votos de pobreza, é que a pessoa que adota o minimalismo como filosofia de vida não precisa ter uma crença religiosa para fazê-lo. Ela apenas descobre que não precisa trabalhar mais para ter algo que não vai fazer a menor diferença em sua felicidade, ela não precisa se amontar em dívidas no cartão de crédito, ou ostentar bugigangas para pessoas que não importam.

Como aquele que diz que “Status é comprar coisas que você não quer, com o dinheiro que você não tem, a fim de mostrar para gente que você não gosta, uma pessoa que você não é”.

Exemplos de pessoas minimalistas

Bem, dizer tudo isto pode parecer por demais abstrato. Fica mais fácil de entender o princípio se você imaginar a estudante Jéssica, que diz que tudo o que tem cabe em uma mochila e, paradoxalmente, ela tem uma vida de uma pessoa milionária, quer dizer, pelo menos tem a liberdade de ir e vir e fazer viagens para onde quiser, a qualquer hora. Ela define o minimalismo da seguinte forma:

Em seu blog (em inglês), ela escreve: O minimalismo é tudo sobre ter o suficiente. É sobre ter apenas o que você precisa, não mais, e especialmente não menos. O que você precisa pode se referir especialmente às suas posses, mas também pode incluir seus compromissos, relacionamentos, trabalho e estilo de vida”.

Quando ela menciona que vive como uma pessoa milionária (sem ter os milhões em sua conta bancária), ela quer dizer que qualquer pessoa quer ter um milhão de dólares, mas não pelo dinheiro em si. As pessoas querem ter mais dinheiro para usufruir o que o dinheiro pode oferecer, por exemplo, viagens, felicidade, satisfação pessoal, reconhecimento, liberdade de ir e vir. Ora, olhando estas característica, Jéssica afirma que vive, então, como uma milionária.

Lisa, por sua vez, não se considera uma pessoa minimalista no extremo de ter todas as suas coisas em uma mochila, mas ela concorda com a filosofia por trás do minimalismo e acredita que é mais feliz mantendo os seus bens em uma quantidade que possa controlar e manejar tranquilamente. Segundo ela: “isto faz a vida mais fácil, menos estressante, e até parece que te dá mais horas no dia”.

Afinal, você não precisa perder tempo limpando, organizando, cuidando de tantas coisas, se você não as tem. Outro benefício levantado por Lisa em seu blog (também em inglês) é que quando você pára o “vício” de comprar você poupa dinheiro – que pode ser utilizado de muitas outras maneiras, como realizando viagens, cuidando das pessoas que você ama, doando, trabalhando menos.

O ponto principal, entretanto, para Lisa é como ela escreve: “Estou contente com minha vida. Eu conheço a natureza humana, e parte da busca do estilo de vida americano (American dream) sempre quer mais e mais, mas na verdade é muito melhor conseguir ser grato pelo que você já tem. Nós somos uma família com apenas um carro, mas ter apenas um carro torna tudo mais fácil do que ter dois, além de ser mais barato, o que vale o sacrifício. Eu vivo em um apartamento pequeno, sem jardim ou garagem, e sem muito espaço, mas eu estou feliz aqui. Eu não estou mais impaciente com o pouco espaço como eu estaria se as minhas coisas estivessem amontoadas e minha casa ficasse bagunçada com muitas coisas”.

Conclusão

Bem, o minimalismo, portanto, é sobre ter menos, se desfazer do que já foi comprado e parar de comprar o desnecessário. Imagino que muitos podem pensar que é uma ideia legal, porém, muito difícil de ser colocada em prática.

Então, a sugestão dos minimalistas é a seguinte:

1) Perceba de uma vez por todas que não há uma relação de longo prazo entre a felicidade e a compra de um objeto novo. O objeto pode te dar uma alegria momentânea, mas não mais do que isso.

2) Comece dando uma olhada no seu guarda-roupa, nas suas gavetas, nos seus armários e separe tudo em três itens:

a) objetos que você não usa e nunca mais vai usar

b) objetos que você usa às vezes

c) objetos que você usa sempre e são úteis para você

Pegue os objetos classificados em a) e desfaça-se deles: vendendo ou doando para quem pode vir a utilizar estas coisas. Se for difícil para você se saber se vai usar ou não vai usar no futuro (critério b), volte a fazer a avaliação daqui a um mês. Se não tiver usado nem uma única vez, é provável que não use em 12 meses ou 12 anos.

3) Antes de comprar qualquer coisa nova, se pergunte:

a) Isto vai ser útil de verdade?

b) Isto é só para ter? Para satisfazer uma falta? Apenas por consumismo? Apenas porque está barato?

Se você responder sim para b) significa que você estará apenas adquirindo uma quinquilharia (tudo bem, pode ser bom, bonito e barato), mas se não for útil vai ser só mais uma coisa a se acumular a toa. Melhor seria poupar o dinheiro e fazer melhor uso dele.

4) Fique sempre atento para áreas de compras que podem ser particularmente tentadoras. Para uma pessoa, pode ser sapatos. Para outra, itens de cozinha. Para outra, pode ser tecnologia, livros, etc. A pergunta: isto vai ser útil ou é apenas consumismo deverá resolver a maior parte das dúvidas em novas compras.

Como diz Joshua Becker: “Tenha menos coisas. Aproveite a liberdade. É tão simples quanto isso”.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Humano e Divino


Giorgio Vasari, conhecido principalmente por suas biografias de artistas italianos, escreveu:
De tempos em tempos, o céu nos envia alguém que não é apenas humano, mas também Divino, de modo que, através de seu espírito e da superioridade de sua inteligência, possamos atingir o céu.
Entre esses, com certeza, se inclui Leonardo da Vinci, vindo ao mundo em 15 de abril de 1452, perto de Florença.
O extraordinário e diversificado talento de Leonardo manifestou-se nos primeiros anos de vida.
Belo e forte, era excelente esportista, ótimo nadador e cavaleiro; engenhoso artesão e mecânico.
Logo revelou seus dons inventivos. O desenho e a pintura também atraíram seu interesse, demonstrando seus dotes artísticos.
Era tido, por seus contemporâneos, como um arquiteto perigosamente ousado e um louco cientista.
Sobre um ponto, no entanto, todos se viam obrigados a concordar: Leonardo era um argumentador fascinante, um polido conversador, um contador de histórias "mágico" e fantástico, um gênio da palavra acompanhada da mímica.
Falando da ciência, fazia calar os cientistas. Argumentando sobre filosofia, convencia os filósofos. Inventando fábulas e lendas, conquistava os favores e a admiração das cortes.
Sempre, e em qualquer lugar, Leonardo era o centro das atenções. E jamais decepcionava seu auditório porque tinha, todas as vezes, alguma história nova para contar.
Possuía uma reserva inesgotável de historietas. Eram ditos espirituosos, fábulas e apólogos de bom gosto literário e conteúdo moral.
Suas fábulas passavam rapidamente de boca em boca, com as inevitáveis variações da repetição oral, e os invejosos procuravam em vão as fontes tradicionais de suas histórias.
Da sua engenhosidade nasceram as máquinas de nossa civilização, desde a bicicleta até o avião e o submarino.
E a ciência tem em Leonardo da Vinci, em termos de observação da natureza, seu pai espiritual.
Pois essa criatura admirável, em seu livro Das profecias, escreveu: O homem é o destruidor de todas as coisas criadas.

* * *

Nunca, como hoje, na longa História de nosso planeta, uma afirmativa foi mais verdadeira e tão tragicamente atual.
Nosso século, que vê o homem voar como os pássaros, e emigrar para outros planetas, também assiste a cenários tristes de destruição.
Por onde passa, o homem deixa as suas pegadas destrutivas.
Vai à praia e a enche de latas, garrafas, lixo de toda espécie. Polui rios e mares, interferindo na vida aquática.
Transita pelas estradas, que cortam as florestas ao meio, lançando toda sorte de detritos.
O homem, tido como o senhor da Criação, estabelece a caça e a pesca como lazeres predatórios, esquecendo-se de que todo abuso redundará em carência, logo mais.
E, se destrói o que está em seu entorno, projeta para si próprio uma vida de muitas dificuldades.
Isso porque a natureza responde à agressão com temperaturas extremas, com falta d´agua, com terras áridas, onde antes abundavam as searas.
Se Deus envia pessoas especiais para nos apontar coisas Divinas, sinalizando as venturas de que podemos gozar, atentemos para o que nos prescrevem.
Repensemos nossas atitudes. Ainda há tempo de reconstruir, de refazer caminhos, de revigorar uma Terra exaurida e explorada, sem limites.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Leonardo da Vinci, colhidos no site


Em 22.6.2016.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Sem se perturbar



Findava a tarde. A jovem, apressada, dirigia-se à estação tubo para apanhar a condução que a levaria para a faculdade.
Horário apertado. Saíra do trabalho e quase corria. À distância, viu o ônibus se aproximar e apressou o passo.
Entrou na estação tubo, pagou a passagem às pressas.
Mas, no exato momento em que se dispunha adentrar o ônibus, as portas se fecharam, com estrondo.
Pelo espelho da frente do veículo, ela pôde verificar o sorriso, que lhe pareceu de deboche, do motorista, como a dizer: Neste você não entra. Perdeu!
Ela se irritou e em voz alta, exclamou: Que maldade! Ele me viu. Não podia ter esperado um segundo?
Um rapaz, que vinha logo atrás, sorriu e falou: Não se estresse. Pense que logo virá outro ônibus.
Eu sei que logo virá outro. Acontece que cinco minutos a mais podem fazer com que eu chegue atrasada à aula. E tenho prova, no primeiro horário.
Ele continuou: Não se irrite. Vai dar tudo certo. Pense que virá outro ônibus, que não estará tão cheio quanto aquele. Que o motorista será mais gentil.
Consequentemente, sua viagem até o destino será muito mais agradável. Você chegará mais tranquila para a prova.
Ela olhou para o jovem, que continuava a sorrir, e disse: É, você tem toda razão.
Não tardou e apontou outro ônibus. As portas se abriram e ambos entraram.
Que legal, disse ela. Está mesmo quase vazio. Poderei ir sentada e acho que chegarei em tempo. Obrigada.
Cada qual procurou um assento e se acomodou. Enquanto a condução ia vencendo a distância, num contínuo parar, embarque e desembarque de passageiros, ela se pôs a pensar.
Nossa! Quase me estressei por nada. Bendito rapaz que me alertou, e conseguiu mudar meu humor.
Agora, vou chegar tranquila, em tempo. E estarei calma para fazer a prova. Bom seria que houvesse mais gente como ele.
Gente que nos acalma, que nos contagia com sua forma tranquila de falar e de encarar os fatos.

 * * * * * * * * * * * * * * *

Quantas vezes nos irritamos por bagatelas, por coisas pequenas.
Quantas vezes assinamos recibo pela grosseria do outro e acabamos estragando nossas horas seguintes.
Melhor mesmo é modificar nossa forma de pensar. Perdemos a condução? Não tem problema. Logo virá outra.
O temporal nos surpreendeu no meio do caminho? O melhor é procurar um abrigo e aguardar os ventos e a chuva amainarem.
Nada na face da Terra é para sempre. Tudo é impermanente.
O dia sucede a noite escura. As estrelas brilham nos céus quando o sol se põe no horizonte e a lua chega, mostrando a sua cara redonda.
O calor inclemente é vencido pelos ventos e pela chuva.
O frio terrível é substituído pela estação primaveril, que traz o renascer das cores e dos perfumes.
Nada é definitivo neste planeta. Nem a própria vida.
Impermanente. Hoje estamos aqui, amanhã, poderemos estar em outras bandas.
Ou talvez já ter migrado para a Espiritualidade. Quem pode saber?
Somente Deus!
Por isso, vivamos cada minuto em totalidade e não nos desgastemos por coisas tolas, que têm duração efêmera, que logo passam.
Pensemos nisso. E vivamos mais tranquilos, menos nervosos, mais felizes.

Redação do Momento Espírita.
Em 15.6.2016.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

28 de Julho de 1929 - Nascimento de Jacqueline Kennedy Onassis


Jacqueline Lee "Jackie" Bouvier Kennedy Onassis (Southampton, 28 de julho de 1929 — Manhattan, 19 de maio de 1994)[1] foi a esposa do 35.º presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy e, portanto, foi primeira-dama dos Estados Unidos de 1961 a 1963, quando ele foi assassinado. Cinco anos depois, casou-se com o magnata grego Aristóteles Onassis; continuaram casados até à morte deste. Nas últimas duas décadas de sua vida, Jacqueline Kennedy Onassis teve uma carreira de sucesso como editora de livros. É lembrada por suas contribuições para a arte e preservação da arquitetura histórica, seu estilo, elegância, e graça. Um ícone da moda, seu famoso terno rosa da Chanel tornou-se um símbolo do assassinato de seu marido e uma das últimas imagens da década de 1960.

Vida familiar, família e educação

Jacqueline Lee Bouvier nasceu no condado de Suffolk, na ilha de Long Island, litoral do estado de Nova Iorque. Era a filha mais velha de John Vernou Bouvier III (1891–1957), um corretor da Wall Street, e de Janet Norton Lee Bouvier Auchincloss Morris (1907–1989). Jacqueline tinha ascendência irlandesa, escocesa e inglesa; sua ascendência francesa era distante, sendo seu último ancestral francês Michel Bouvier, um marceneiro baseado em Filadélfia que havia sido seu trisavô. Em Washington, DC, ela foi educada por pouco tempo em Holton-Arms School, uma escola preparatória e particular para meninas (ela mudou-se para Bethesda, Maryland, posteriormente). Em 1933 nasceu sua irmã Caroline Lee.

Seu pai, apelidado de Black Jack, era um corretor de ações na Bolsa com fama de playboy, cujos casos extraconjugais com várias mulheres causaram o divórcio entre ele e Janet quando Jackie ainda era uma menina. Black Jack permaneceu um homem divorciado, enquanto que Janet desposou, em 1942, Hugh D. Auchincloss, filho de Emma Jennings, filha do fundador da Standard Oil. Hugh era o rico herdeiro de uma companhia de produção, transporte, refino e venda de petróleo. Em 1979 Janet casou-se pela terceira vez com Bingham Morris.

Em sua infância aristocrática, Jacqueline tornou-se uma praticante de hipismo e desenvolveu grande entusiasmo por cavalos e competições. Essa paixão a acompanharia por toda sua vida, ganhando troféus e medalhas. Na fazenda Hammersmith, que pertencia ao seu padrasto, ela pôde apreciar melhor a equitação. Ela amava ler, pintar, escrever poemas e tinha uma relação bem mais fácil com seu pai do que com sua mãe.

Jackie teve educação excelente, iniciou seu ensino fundamental e médio na exclusiva The Chapin School (Manhattan, Nova York), e em Miss Porter's School (Farmington, Connecticut). Em Vassar College (Poughkeepsie), começou sua educação acadêmica e foi nomeada "debutante do ano" entre 1947 e 1948. No final da década de 40 realizou uma viagem de intercâmbio para Sorbonne, em Paris. Anos mais tarde, Jackie lembraria essa época como a mais feliz de sua vida. Quando retornou, decidiu não voltar a Vassar e transferiu-se para a Universidade George Washington, em Washington DC, onde fez graduação em Literatura francesa.

Em 1951 Jacqueline conseguiu seu primeiro emprego, trabalhando para o jornal Washington Times-Herald. Seu trabalho consistia em interrogar pessoas a respeito de temas polêmicos e escrever uma coluna. As perguntas e divertidas respostas então apareciam ao lado da fotografia dos entrevistados no jornal. Uma das matérias de Jacqueline para essa tarefa foi um jovem senador de Massachusetts: John F. Kennedy.


Casamento com Kennedy

Jacqueline estava comprometida com John Husted em dezembro de 1951. Entretanto, o relacionamento acabou em março de 1952 com um conselho da mãe de Jackie, que acreditava que Husted não era rico o bastante.

Em 10 de maio de 1952, Jacqueline conheceu o senador John F. Kennedy numa festa em Washington, realizada por um casal amigo de ambos: Martha e Charles Bartlett. John e Jackie só se reencontrariam nove meses depois em outra festa realizada pelos Bartlett. Kennedy convidou Jackie para saírem no fim de semana e foram a um parque de diversões em Georgetown. Depois de se reencontrarem, eles começaram um namoro, que terminou em noivado pouco tempo depois.

O anúncio do noivado do casal não agradou todos os membros da família Bouvier. De acordo com um artigo do Time Magazine, "[Jacqueline] me telefonou para contar a notícia" - explicou a irmã Black Jack, Maude Bouvier Davis - "mas ela disse, 'Você não pode dizer nada sobre isso porque o Saturday Evening Post vai trazer um artigo sobre Jack chamado "O Jovem Solteirão do Senado", e isso estragaria tudo".

Jacqueline Bouvier e John F. Kennedy casaram-se em 12 de setembro de 1953 em Newport (Rhode Island). Os vestidos da noiva e das damas-de-honra foram feitos por Ann Lowe, e a cerimônia, com duas mil pessoas, ocorreu na fazenda Hammersmith. Depois do casamento, eles retornaram a Washington DC. No entanto, John realizou duas operações para acabar com a dor nas costas proveniente de um machucado nos tempos de guerra. Com a recuperação da cirurgia, Jackie encorajou Kennedy a escrever Profiles in Courage, um livro que descreve os atos de bravura e de integridade por oito senadores dos Estados Unidos durante toda a história do Senado. A obra recebeu o prêmio Pulitzer por biografia em 1957.

Filhos

Depois de um aborto acidental em 1955, eles tiveram quatro filhos juntos: Arabella Kennedy (natimorta, 1956), Caroline Bouvier Kennedy (1957), John Fitzgerald Kennedy Jr (1960-1999) e Patrick Bouvier Kennedy (7 de agosto - 9 de agosto de 1963).

O casamento tinha seus problemas, resultantes dos casos amorosos de John F. Kennedy e de seus problemas de debilitação de saúde, os quais foram escondidos do público. Jacqueline passava muito tempo no começo de seu casamento redecorando a casa e comprando roupas. Eles passaram os primeiros anos de casamento numa residência no centro de Georgetown, Washington, mais especificamente na N Street.

A família Kennedy em 1962.

Jacqueline era muito amiga de seu sogro, Joseph P. Kennedy, e de seu cunhado, Robert "Bob" Kennedy. Contudo, ela não era uma mulher competitiva e esportista e definitivamente não pertencia à natureza abrasiva do clã dos Kennedy. Quieta e reservada, Jacqueline foi apelidada de "the deb" por suas cunhadas e sempre permaneceu relutante ao ser convidada para os tradicionais jogos da família. Uma vez, quebrou sua perna num jogo de basebol.


Primeira-dama dos Estados Unidos

Em janeiro de 1960 o senador John F. Kennedy anunciou sua candidatura à presidência dos Estados Unidos e começou a trabalhar longas horas e a viajar por todo o país. Poucas semanas antes da campanha de seu marido, Jacqueline soube que estava grávida, e os médicos a instruíram a ficar em casa. Mesmo assim, ela ajudou seu marido respondendo centenas de cartas de campanha, fazendo comerciais de televisão, dando entrevistas e escrevendo uma coluna semanal num jornal, Campaign Wife, distribuída em todo o país. Na eleição geral em 8 de novembro de 1960, John Kennedy minuciosamente venceu o republicano Richard Nixon e tornou-se o 35° Presidente dos Estados Unidos em 1961. Jackie tornou-se uma das mais jovens primeiras-damas da história. Ela teve um papel bastante ativo na campanha.

Como primeira-dama, ela foi forçada a entrar no foco público com tudo em sua vida sob esquadrinhamento. Jacqueline sabia que seus filhos estariam no olho público, contudo ela estava determinada a protegê-los da imprensa e a dá-los uma infância normal. Permitiu que poucas fotografias deles fossem tiradas, mas, enquanto estava fora, o presidente Kennedy deixava o fotógrafo da Casa Branca Cecil Stoughton tirar.

Devido à sua ascendência francesa, Jackie Kennedy sempre sentiu um laço entre ela e a França, reforçado pelo fato de ter estudado lá. Esse amor logo seria refletido em muitos aspectos de sua vida, como nos menus que ela preparava para os jantares de estado na Casa Branca e o bom gosto ao se vestir.

Jacqueline convidava artistas, escritores, cientistas, poetas e músicos para se mesclarem aos políticos, diplomatas e estadistas. Ela falava fluentemente francês, espanhol e italiano e tinha uma forte preferência por roupas francesas, que eram caras, mas temia que pensassem que fosse desleal a designers de moda norte-americana. Para seu "guarda-roupa de estado", Jackie escolhia o designer de Hollywood Oleg Cassini. Durante seus dias como primeira-dama, ela tornou-se um ícone da moda domestica e internacionalmente. Quando os Kennedy visitaram a França, ela impressionou Charles de Gaulle e o público com seu francês. Na conclusão da visita, a revista Time ficou encantada com a primeira-dama e escreveu: "Havia também aquele companheiro que veio com ela". Até mesmo o presidente John Kennedy brincou: "Eu sou o homem que acompanhou Jacqueline Kennedy a Paris - eu gostei muito!". Quando o presidente da União Soviética Nikita Khrushchov foi solicitado para apertar a mão do presidente dos Estados Unidos, o líder comunista disse: "Eu gostaria de apertar a mão dela primeiro".

Jacqueline Kennedy, na Casa Branca, em 1962.

Restauração da Casa Branca

O principal projeto de Jacqueline Kennedy foi a restauração da Casa Branca. Com a ajuda da decoradora Sister Parish, Jacqueline transformou os quartos destinados à família presidencial em quartos agradáveis e convenientes para vida em família e construiu uma cozinha e quartos para suas crianças. Ela estabeleceu um Comitê de Artes para supervisionar e financiar o processo de restauração e contratou o especialista em móveis norte-americano Henry du Pont e o designer de interiores francês Stephane Boudin para aconselhar o processo. Jackie criou um projeto de lei, aprovado pelo Congresso, que estabelecia que as mobílias da Casa Branca seriam propriedade da Instituição Smithsonian, para acabar com as reivindicações dos móveis de ex-presidentes. Ela escreveu pessoalmente cartas para pessoas que possuíam peças históricas, pedindo para que fossem doadas à Casa Branca. Em 14 de fevereiro de 1962, a Sra. Kennedy apresentou os resultados de seu trabalho à televisão norte-americana em um tour pela Casa Branca com o jornalista Charles Collingwood da CBS.
Tour na Índia e no Paquistão

Com a solicitação do embaixador norte-americano da Índia, John Kenneth Galbraith, a sra. Kennedy incumbiu-se de realizar uma viagem à Índia e ao Paquistão, levando sua irmã Caroline Lee Radziwill. Novamente Jacqueline mostrou que sabia ser uma primeira-dama competente não apenas pelo encanto de seu guarda-roupa mas também pelo seu intelecto. Em Lahore, o presidente Ayub Khan presenteou Jacqueline Kennedy com um cavalo, Sardar.


Elegância

A sra. Kennedy planejou numerosos eventos sociais que trouxeram o casal presidencial ao foco cultural da Nação. A apreciação pela arte, pela música e pela cultura marcou uma nova etapa na história norte-americana. A destreza de Jackie em entretenimento deu aos eventos da Casa Branca a reputação de serem mágicos. Por exemplo, ela orquestrou um jantar em Mount Vernon em honra ao presidente Ayub Khan, a quem o presidente Kennedy queria homenagear por seu papel na ajuda aos Estados Unidos numa recente crise. Ela baniu mesas longas no salão de jantar e proporcionou oito grandes mesas redondas. Jackie também é lembrada como uma boa companhia.

Inúmeras vezes foi vestida pela estilista venezuelana Carolina Herrera.

O assassinato de Kennedy

Depois da morte de Patrick Kennedy em agosto de 1963, Jackie manteve um comportamento discreto na Casa Branca. O presidente sugeriu que ela visitasse sua irmã na Europa como uma maneira de recuperar-se da morte de seu filho. Jackie passou considerável tempo relaxando na região do Mediterrâneo durante o outono. Ela e sua irmã foram convidadas para um cruzeiro no iate do magnata Aristóteles Onassis durante este período. Ela fez sua primeira aparição oficial em novembro, quando John Kennedy pediu que ela o acompanhasse ao Texas, com a finalidade de ajudá-lo a apaziguar os ânimos. No dia 22 de novembro de 1963, em Dallas, Jackie estava sentada ao lado de Kennedy na limousine quando ele foi alvejado e morto. O grande senso de história de Jacqueline veio a tona. Com força e altivez ela organizou cada detalhe do funeral do marido, o enterro no Cemitério Nacional de Arlington, e a flama eterna que ela acendeu no túmulo de seu finado marido. O tablóide britânico Evening Standard escreveu: "Jacqueline Kennedy deu ao povo americano uma coisa da qual eles sempre careceram: majestade."

Foi forçada a ficar longe do olhar público. Ela foi poupada da experiência penosa de aparecer no julgamento de Lee Harvey Oswald, que morreu em 24 de novembro de 1963 nas mãos de Jack Ruby, um dono de boate que matou Oswald enquanto o assassino estava em custódia da polícia. Jacqueline fez uma breve aparição em Washington em honra do agente de Serviço Secreto, Clint Hill, que bravamente pulou na limusine em Dallas para proteger a primeira-dama e o presidente.

Vida de viúva

Uma semana depois do assassinato de Kennedy, ela foi entrevistada por Theodore White da revista Life. Naquela entrevista, Jacqueline comparou os anos de John Kennedy na Casa Branca com o mítico Camelot do Rei Artur. "Agora ele é uma lenda, enquanto que ele queria ser um homem" - disse Jackie para White. Também salientou que John havia adorado o show musical dos Lerner and Loewe, que estava estreando na Broadway.

A coragem de Jacqueline Kennedy perante o assassinato e o funeral do marido trouxe admiração de muitos em todo o mundo, e muitos norte-americanos lembram-se de sua coragem e dignidade naqueles quatro dias de novembro de 1963. Jacqueline e seus dois filhos continuaram na Casa Branca ainda por duas semanas, preparando-se para a mudança. Depois de viverem em Georgetown, Washington por algum tempo, Jackie decidiu comprar um apartamento luxuoso de 15 cômodos na Fifth Avenue em Nova York, com a esperança de ter mais privacidade. Durante esse tempo, sua filha Caroline contou aos seus professores de escola que sua mãe chorava com freqüência.

Jacqueline perpetuou a memória do marido visitando seu túmulo em datas significativas e comparecendo a dedicações memoriais, como ao batizado do porta-avião da Marinha USS John F. Kennedy, em Virgínia (1967) e a um serviço memorial em Hyannis, Massachusetts. Em maio de 1965, Jacqueline Kennedy e a Rainha Elizabeth II dedicaram-se ao serviço memorial oficial do presidente Kennedy, ocorrido em Runnymede, Inglaterra.

Os planos para o estabelecimento da Biblioteca John F. Kennedy, onde ficariam guardados os papéis oficiais da administração Kennedy, foram supervisionados por ela. O plano original era construir a biblioteca de Cambridge próxima da Universidade de Harvard, mas por várias razões esse plano se tornou problemático. A biblioteca, projetada por Ieoh Ming Pei, possui um museu e foi dedicada em Boston em 1979 pelo presidente Jimmy Carter, dezesseis anos depois do assassinato de Kennedy. Os governos de muitas nações doaram dinheiro para erguer a biblioteca.


Casamento com Onassis

Em 20 de outubro de 1968, Jacqueline Kennedy casou-se com Aristóteles Onassis, um magnata grego, em Skorpios, Grécia. Quatro meses e meio antes, seu cunhado, o senador Bob Kennedy, fora assassinado em Los Angeles. Naquele momento, Jacqueline acreditava que ela e seus filhos haviam se tornado "alvos" e que deveriam deixar os Estados Unidos. O casamento com Onassis parecia fazer sentido: ele tinha dinheiro e poder para garantir a proteção que ela quisesse, enquanto que ela tinha o status social que ele almejava. Aristóteles Onassis havia terminado seu romance com a diva da ópera Maria Callas para desposar Jackie, que desistiu da proteção que, como viúva de um presidente, recebia do Serviço Secreto.

Por um tempo, o casamento arranhou a reputação de Jackie, pois para muitos ela abandonara a imagem de "eterna viúva presidencial". Entretanto, outros entenderam este casamento como o símbolo da "mulher norte-americana moderna", que lutava por seus interesses financeiros e por proteger sua família. O casamento inicialmente pareceu ser bem-sucedido, mas o estresse logo se tornou aparente. O casal raramente passava tempo junto. Embora Onassis tenha tido uma boa relação com seus enteados Caroline e John, Jr. (o filho de Aristóteles, Alexander, incentivou John a pilotar aviões; ironicamente, ambos morreram em acidentes aéreos), porém Jacqueline não se dava com sua enteada Christina Onassis, que passava a maior parte de seu tempo viajando e fazendo compras.

Onassis estava planejando se divorciar de Jacqueline quando morreu em 15 de março de 1975; Jacqueline estava com seus filhos em Nova York. Sua herança havia sido substancialmente diminuída por causa de um acordo pré-nupcial e por uma legislação que Onassis fez o governo grego aprovar, a qual limitava a fortuna que uma esposa não-grega e sobrevivente poderia herdar. Jacqueline entretanto negociou com Christina que acabou concordando em dar a Jackie algo em torno de 26 milhões de dólares, em troca de que ela abrisse mão de qualquer reivindicação do Império Onassis.


Invasão de privacidade

Quando um paparazzo fotografou Jackie Onassis nua numa ilha grega, Larry Flynt da revista Hustler comprou as fotos e as publicou em agosto de 1975, provocando um embaraço para Jackie e para a família Kennedy e um total entretenimento para Rose Elizabeth Fitzgerald Kennedy, a mãe de John Kennedy. As fotos eram um tanto obscuras, mas mostravam claramente os seios, as nádegas e os pêlos púbicos de Jackie. A descrição do pêlo púbico foi chocante. A partir dali, a mídia informalmente a chamaria de Jackie O. A mídia americana vem chamando a atual primeira dama Michele Obama de "Michele O" em referência às semelhanças de elegância e bom gosto que esta última possui em comum com Jacqueline.

Túmulo de Jacqueline Bouvier Kennedy Onassis no Cemitério Nacional de Arlington, ao lado da tumba do presidente John F. Kennedy.

Anos finais e morte

Com a morte de Onassis em 1975, Jacqueline ficou viúva pela segunda vez e, com o amadurecimento de seus filhos, Jackie pôde voltar a trabalhar e aceitou um emprego como editora na casa editora Doubleday, porque sempre havia gostado de literatura e de escrever. No fim dos anos 70 até seus últimos momentos, o industrial e mercador de diamantes Maurice Tempelsman, um belga que vivia separado de sua esposa, foi seu companheiro. Ela normalmente corria e fazia ginástica perto do Central Park. Em janeiro de 1994, Jacqueline foi diagnosticada com câncer linfático. Seu diagnóstico veio ao público em fevereiro. A família estava inicialmente otimista, e Jackie parou de fumar com a insistência de sua filha, mas continuou a trabalhar. Em abril de 1994, o câncer avançou, e ela saiu do hospital Cornell e foi para sua casa em 18 de maio do mesmo ano. Muitos simpatizantes, turistas e repórteres ficaram na rua de seu apartamento na 1040 Fifth Avenue, e ela morreu durante seu sono às 10:15 da manhã numa quinta-feira, em 19 de maio, aos 64 anos.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

A mãe de Jesus


Ela crescera, tendo o Espírito alimentado pelas profecias de Israel.

Desde a meninice, quando acompanhava a mãe à fonte, para apanhar o líquido precioso, ouvia os comentários. Entre as mulheres, sempre que se falava a respeito, perguntavam-se umas às outras, qual seria o momento e quem seria a felizarda, a mãe do aguardado Messias.

Nas noites povoadas de sonhos, era visitada por mensageiros que lhe falavam de quefazeres que ela guardava na intimidade d’alma.

Então, naquela madrugada, quase manhã do princípio da primavera, em Nazaré, uma voz a chamou: Miriam. Seu nome egípcio-hebraico significa querida de Deus.

Ela despertou. Que estranha claridade era aquela em seu quarto? Não provinha da porta. Não era o Sol, ainda envolto, àquela hora, no manto da noite quieta. De quem era aquela silhueta? Que homem era aquele que ousava adentrar seu quarto?

Sou Gabriel, identifica-se, um dos mensageiros de Yaveh. Venho confirmar-te o que teu coração aguarda, de há muito. Teu seio abrigará a glória de Israel. Conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo e o seu reino não terá fim.

Maria escuta. As palavras lhe chegam, repassadas de ternura e pela sua mente, transitam os dizeres proféticos.

Sente-se tão pequena para tão grande mister. Ser a mãe do Senhor. Ela balbucia: Eis aqui a escrava do Senhor. Cumpra-se em mim segundo a tua palavra.

O mensageiro se vai e ela aguarda. O Evangelista Lucas lhe registraria, anos mais tarde, o cântico de glória, denominado Magnificat:

A minha alma glorifica o Senhor!

E o meu espírito exulta [de alegria]

Em Deus, meu Salvador!

Porque, volvendo o olhar à baixeza da Terra,

Para a minha baixeza e humildade atentou.

E eis, pois, que, desde agora, e por todos os tempos,

Todas as gerações me chamarão

Bem-aventurada!

Porque me fez grandes coisas o Poderoso

E santo é o seu nome!

E a sua misericórdia [se estende]

De geração em geração,

Sobre os que o temem.

Com seu braço valoroso

Destruiu os soberbos

No pensamento de seus corações.

Depôs dos tronos os poderosos

E elevou os humildes.

Encheu de bens os famintos

E despediu vazios os ricos.

Cumpriu a palavra que deu a Abraão,

Recordando-se da promessa

Da sua misericórdia! (Lucas, I, 46 a 55)

Ela gerou um corpo para o Ser mais perfeito que a Terra já recebeu. Seus seios se ofereceram úberes para alimentar-Lhe os meses primeiros. Banhou-O, agasalhou-O, segurou-O fortemente contra o peito mais de uma vez. E mais de uma vez, deverá ter pensado:

Filho meu, ouve meu coração batendo junto ao Teu. Dia chegará em que não Te poderei furtar à sanha dos homens. Por ora, amado meu, deixa-me guardar-Te e proteger-Te.

Ela Lhe acompanhou o crescimento. Viu-O iniciar o Seu período de aprendizado com o pai, que Lhe ensinou os versículos iniciais da Torá, conforme as prescrições judaicas, embora guardasse a certeza de que o menino já sabia tudo aquilo.

Na sinagoga, viu-O destacar-Se entre os outros meninos, e assombrar os Doutores. O seu Jesus, seu filho, seu Senhor. Angustiou-se mais de uma vez, enquanto O contemplava a dormir. Que seria feito dEle?

No célebre episódio em Jerusalém, seu coração se inquietara a cogitar se não seria aquele o momento do início das grandes dores.

A viuvez lhe chegou e ela viu o primogênito assumir os negócios da carpintaria. Suas mãos, considerava, tinham habilidade especial e a madeira se Lhe submetia de uma forma toda particular.

Aquele era um filho diferente. Um olhar bastava para que se entendessem. Tão diferente dos demais, que não tinham para com ela a mesma ternura...

Chegou o dia em que Ele se foi e ela começou a ter dEle as notícias. A escolha dos primeiros discípulos, o batismo pelo primo João, no Jordão.

Mantinha contato constante, providenciando quem Lhe fizesse chegar a túnica tecida no lar, sem nenhum costura, sempre alva. Em cada fio, um pouco do seu amor e da sua saudade.

Quando Ele veio visitá-la e a acompanhou a Caná, às bodas da sua parenta, ela sabia que Ele a obedeceria, providenciando o líquido para que os convivas pudessem deliciar-se, saindo da embriaguez em que haviam mergulhado.

Acompanhou-Lhe a trajetória de glórias humanas, e as injustas alusões ao Seu messianato, aos Seus dizeres.

Em Nazaré, quando quase O mataram, tomou-se de temores. Contudo, ela sabia que Ele viera para atender os negócios do Pai. Por vezes, visitava a carpintaria, e parecia vê-lO, ainda uma vez, nos quadros da saudade.

Tanto quanto pôde, acompanhou o seu Jesus e recebeu-lhe o carinho. Ele era tão grande, e, entretanto, atendia-lhe o coração materno, os pedidos. Quantas vezes ela intercedera por um ou outro?

Quando os dias de sombra chegaram, ela acompanhou, junto a outras mulheres, as trágicas horas. Ao ver o corpo chagado do filho, o sangue coagulado nas feridas abertas, a túnica tão alva, que ela tecera com tanto desvelo, toda manchada, sentiu as lágrimas inundarem-lhe os olhos.

Porém, era necessário ser forte. Seu filho lecionara as lições mais belas que jamais os ouvidos humanos haviam escutado. Ele cantara as belezas do Reino dos Céus, no alaúde do lago de Genesaré, e prometera as bem-aventuranças aos que abraçassem os inovadores ensinos.

Ao pé da cruz, junto ao Apóstolo João, ouviu a expressão do carinho filial se externar, outra vez: Mulher, eis aí teu filho. E a confia ao jovem Apóstolo.

Ela estaria presente, quando das Suas aparições, após a morte. Vê-lO-ia mais de uma vez. E compreenderia: aquele corpo era diferente.

Não era o que fora gerado em seu ventre. Embora se deixasse tocar, para dar-Se a conhecer, era de substância muito diversa aquele corpo. Ela o sabia.

Viu-O desaparecer perante os olhos assombrados dos quinhentos discípulos, na Galileia, na Sua despedida.

E, amparada por João, seguiu a Éfeso, mais tarde. Ali, numa casinha de onde podia ouvir o mar, balbuciando cantigas, viveu o Amor que Ele ensinara. Tornou-se a mãe dos desvalidos e logo sua casa se enchia de estranhos viandantes, necessitados e enfermos que desejavam receber os cuidados de suas mãos e ouvir as delícias das recordações Daquele que era o Caminho, a Verdade e a Vida.

Numa tarde serena, ela atendeu um homem. Serviu-lhe o alimento e seu coração extravasou saudade. Quanta a tinha do filho amado!

Então, o viajor se deu a conhecer:

Minha mãe, sou eu!... Venho buscar-te, pois meu Pai quer que sejas no meu reino a Rainha dos Anjos. 2

João Evangelista, chamado às pressas, ainda lhe pôde assistir o derradeiro suspiro e o Espírito liberto adentrou a Espiritualidade.

Ainda e sempre amorosa, seu primeiro pensamento foi visitar os cristãos que estavam em Roma, sofrendo o martírio e foi animá-los a cantar, enquanto conduzidos ao suplício, na arena circense.

Mais tarde, notícias nos chegariam de que a suave mãe de Jesus, Maria, foi por Ele incumbida de assistir aos foragidos da vida, os infelizes suicidas; detalhes do Hospital Maria de Nazaré nas zonas espirituais; do seu desvelo maternal para com tais criaturas.

Maria, Espírito excelso, exemplo de mulher, esposa e mãe.

1.PEREIRA, Yvonne A. No hospital "Maria de Nazaré". In:___. Memórias de um suicida. 5. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1975. pt. I, cap. III.
2.XAVIER, Francisco Cândido. Maria. In:___. Boa nova. Pelo Espírito Irmão X. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1963. cap. 30.
Em 18.2.2016

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Pesquisa revela detalhes do assassinato do faraó Ramsés III


Pesquisadores egípcios descobriram novos detalhes da teia conspiratória que levou à morte do faraó Ramsés III, por volta de 1155 a.C.

De acordo com os resultados da pesquisa feita na tumba do regente, Ramsés III teria sido atacado por diversos assassinos, tendo seu dedão arrancado por um golpe de machado, além de ter sido degolado. “A forma como os ossos remanescentes do dedo arrancado ficaram indica que uma arma diferente foi usada”, diz Sahar Saleem, radiologista da Universidade de Cairo.

Então, deve ter sido um assassino com um machado ou com uma espada. Ele atacou o faraó de frente. Outro, com uma faca ou uma adaga, atacou Ramsés III pelas costas ao mesmo tempo”, detalha o pesquisador.

Ao lado de Zahi Hawass, renomado historiador e ex-Ministro de Antiguidades do Egito, Saleem está reunindo evidências para tentar detalhar os momentos finais do faraó. Neste ano, os dois lançam o livro “Scanning the Pharaohs”.

Além de Ramsés III, a dupla estudou outros farós que reinaram entre os anos 1543 a.C. e 1064 a.C., como Hatchepsut, Tutmés III, Tutancâmon e Seti I.

Crise familiar

Os estudos na tumba do faraó Ramsés III jogaram luz sob as conspirações que envolveram a morte do líder. Um documento encontrado pela dupla, conhecido como Papiro Judicial de Turin, descreve como a Rainha Tiy, uma das esposas do faraó, planejou sua morte para que seu filho Pentawer assumisse o trono. De acordo com a linha sucessória, Ramsés IV, filho do líder egípcio com outra esposa, seria o novo faraó, caso seu pai morresse.

Até a revelação feita pelo historiador e pelo radiologista, acreditava-se que Ramsés III havia sido atacado na surdina por assassino. Hoje, sabe-se que houve luta e que foi preciso mais de um mercenário para dar cabo da vida do faraó.

“Os embalsamadores que ficaram responsáveis pela mumificação do faraó criaram uma prótese perfeita para o dedo arrancado do líder, dificultando esta descoberta”, explica Saleem. Ramsés IV assumiu o trono após a morte do pai e destacou uma equipe de 12 juízes para investigar o assassinato que aconteceu dentro do palácio.

As investigações da dupla egípcia também mostraram que Pentawer ficou bastante decepcionado por não assumir o trono e tentou fugir de uma possível punição. Segundo a pesquisa, foram encontradas evidências de que Pentawer se enforcou, já que o pescoço de seu corpo mumificado estava com marcas profundas.

Fonte: Revista Galileu

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Em Taiwan, arqueólogos encontram fóssil de mãe com bebê no colo


Arqueólogos encontraram um fóssil humano de cerca de 4.800 anos na Ilha Formosa, território insular que compõe a nação de Taiwan. Além de serem muito antigos, os restos mortais surpreenderam os pesquisadores porque mostram uma mãe que morreu enquanto embalava e observava um bebê que estava em seu colo.

Os responsáveis pela descoberta ficaram bastante sensibilizados com a cena materna que viram. “Quando desenterraram o corpo, todos os membros da equipe ficaram chocados, porque a mãe parecia estar olhando de maneira muito terna para o bebê que estava em seus braços”, disse Chu Whei-lee, curador do Museu Nacional de Ciência Natural de Taiwan.


Este fóssil e outros 48 restos mortais foram encontrados na província de Taichung, no noroeste da ilha, e encaminhados ao museu. Se confirmada a antiguidade dos corpo, estes serão os traços mais velhos de presença humana já encontrados na Ilha Formosa.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

9 vezes em que a humanidade foi tão assustadora quanto Game of Thrones



Não é segredo para ninguém que a série de George R. R. Martin é essencialmente sangrenta, violenta e cheia de traições e vinganças. Mas Martin bebeu da fonte de muitos eventos da história da humanidade para se inspirar. O Buzzfeed listou nove eventos históricos quenão ficam devendo em nada em termos de sanguinolência e perversidade para GoT. Confira:

O JANTAR NEGRO (ESCÓCIA, 1440)

Mesmo para Game of Thrones, o Casamento Vermelho foi especialmente sangrento. Traição, e morte de um monte de personagens importantes, como Robb Stark e Catelyn. Mas a vida real também teve um episódio tão assustador quanto: o "Jantar Negro", que ocorreu na Escócia em 1440... com crianças. Os supostos guardiões do rei James II, de apenas 10 anos, convidaram William Douglas, líder de um importante clã escocês, de 16 anos, e seu irmãozinho para um jantar no castelo. Depois do banquete, os protetores do rei colocaram a cabeça de um touro negro sobre a mesa – o símbolo de morte e massacre nos tempos medievais. O pobre rei implorou por misericórdia a seus guardas, mas William e David foram decapitados em plena festa. Macabro.

LANCASTERS vs. YORKS (INGLATERRA, 1455–87)

A rivalidade entre Lannisters e Starks é fichinha perto da rivalidade entre essas duas famílias da nobreza britânica. Os York e os Lancaster passaram décadas brigando pelo trono inglês; esse conflito é conhecido como a Guerra das Rosas, que teve algumas das batalhas mais sangrentas da história. Entre elas, está a batalha de Wakefield, que culminou na morte de quase todo mundo do lado York, inclusive seu líder. E como sutileza não é o forte de George R. R. Martin, o fim dessa história é igual ao que aconteceu com Ned Stark: Richard foi decapitado e teve sua cabeça presa aos portões de York para todo mundo apreciar – inclusive os corvos.

EDWARD DE LANCASTER (INGLATERRA, herdeiro do trono entre 1453–71)

Todo mundo amava odiar Joffrey, um dos personagens mais perversos de Westeros. Espere então para conhecer Edward de Lancaster, que aos 13 anos assumiu o trono inglês. Entre os hobbies do monarca, estavam a decapitação, levar o país à guerra e atacar seus amigos, do nada, com lanças e espadas. Um mimo.

A MURALHA DE ADRIANO

Acha a Muralha de Game of Thrones apavorante? Pois saiba que em 122 d.C., os romanos construíram um gigantesco muro para manter os "bárbaros" longe de onde hoje é a Escócia. É claro que o lugar era sombrio e cheio de horrores; um dos momentos mais memoráveis da Muralha de Adriano foi a Grande Conspiração de 367, quando soldados romanos cometeram traição e permitiram que algumas tribos do norte atravessassem o muro rumo à Inglaterra. Pilhagens, incêndios, mortes e estupros foram algumas das consequências da "visitinha" dos bárbaros.

A GUERRA DE CEM ANOS (1337-1453)

Após a morte do rei Robert, Westeros entra em conflito total, levando cinco homens a disputadores pelo trono. Obviamente, a sanguinolência é garantida. Mas ainda não é pior do que a Guerra de Cem Anos que ocorreu na Europa (e que na verdade durou 116). Foi um conflito tenebroso entre a Inglaterra e a França, em que todo mundo achava que merecia governar o território francês. A guerra aconteceu em solo firme e também nos mares, levando centenas de milhares de pessoas à morte – inclusive Joana D'Arc, de apenas 17 anos, que foi queimada na fogueira.

GUERREIROS MONGÓIS (séculos 13 e 14)

Se você acha os Dothraki impressionantes, vai gostar de saber que a história já teve guerreiros tão sanguinolentos e violentos quanto eles; os mongóis eram uma tribo nômade que espalhou o terror entre a Ásia e a Europa. Existe até uma lenda que diz que depois de invadirem a China, as ruas da capital ficaram "engorduradas" com a pele e a gordura de suas vítimas. Na Rússia, após matarem impiedosamente quase todo mundo, permitiram que algumas de suas vítimas sobrevivessem para que espalhassem a palavra: "os mongóis estão chegando". Para matar.

CHARLES VI, O REI LOUCO (FRANÇA, século 14)

Aerys costumava ser um rei justo, mas enlouqueceu no meio do caminho e se tornou um psicopata. Mais ou menos o que aconteceu com Charles VI, que era popular, charmoso e amado. Foi então que ficou misteriosamente doente, perdeu seu cabelo e dentes, e pirou na batatinha. Um dos primeiros episódios de sua loucura foi matar, sem aviso, quatro de seus cavaleiros enquanto todos passeavam tranquilos em um dia de sol. Em outro momento, Charles se convenceu de que era feito de vidro, e insistia em vestir peças de ferro em suas roupas para evitar que as pessoas o quebrassem.

A FAMÍLIA SAWNEY BEAN (ESCÓCIA, século 16)

Como se precisasse de mais sangue e horror, Game of Thrones também tem canibais, é claro. Os Thenns se alimentam de "corvos", ou seja, dos homens da Guarda da Noite. E temos um exemplo parecido no mundo real: o clã escocês Sawney Bean era conhecido por suas atividades canibalísticas. Para se alimentarem, se escondiam em arbustos e atacavam os passantes. Bebiam seu sangue, roubavam seus pertences e guardavam as partes do corpo para fazerem lanchinhos mais tarde. Além disso, seu método favorito de procriação era o incesto. Prontos e embalados para participar de GoT.

OS PRÍNCIPES NA TORRE (INGLATERRA, século 15)

Em GoT, após a morte de Ned Stark, seus filhos são caçados pelos traidores e tentam ser mortos. Ambos desaparecem e são dados como mortos. Algo parecido aconteceu na Inglaterra (e talvez você já esteja repensando visitar o país): Edward, de doze anos, e Richard, de nove, eram os únicos filhos do rei Edward IV. Quando o monarca morreu, seu tio Richard III (o mesmo que terminou enganchado nos portões de York, como falamos lá em cima), trancou os garotos em uma torre para "protegê-los" até a coroação do filho mais velho. Mas, de alguma forma totalmente inocente, Richard "perdeu" os garotos e não teve outra opção senão se tornar rei. Se o tio realmente matou os meninos ou eles simplesmente desapareceram, nunca saberemos. 


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Macumba existe?!

Meus amigos(as),

eu sei que esses dias postei no nosso perfil do facebook, o seguinte:


Vejam bem, eu nasci no Kardecismo.
Apesar de ter sido batizado (qual pai ou mãe antigamente não batizava seu filho(a) as pressas!!!), fiz primeira comunhão, mas nunca me considerei católico.
Lembro-me muito bem que quando pequeno ia a um Centro Espírita Kardecista no Bairro das Perdizes, onde residi até meus 4 anos. (Não me lembro o nome do lugar).
Depois começamos a frequentar a Casa Espírita Luz Divina, no Bairro Itaim Bibi, onde residi até meus 16 anos.
Lembro-me do Evangelho no Lar que minha mãe fazia todas as semanas.
Lembro-me também que aos 14 anos fui frequentar um Terreiro de Umbanda, onde aprendi muitas coisas, principalmente, que não é "minha praia" rs.
Respeito qualquer religião, menos uma, enfim, não tenho problemas com outras crenças ou fé.
Aprendi nos livros, nas conversas com espíritos e com pessoas muito experientes, sobre energia, força astral, trabalhos, macumbas e etc...
Aprendi que um simples pensamento pode levar energias positivas ou negativas à alguém.
Aprendi que macumba existe sim, que é um trabalho onde é envolvido espíritos ainda muito ligados a matéria, que tentam de alguma forma fazer o que lhes foi pedido, tendo em troca alguma coisa, ou coisas.
Mas, acima de tudo, aprendi que nada, ABSOLUTAMENTE NADA nesse mundo acontece sem a permissão de Deus!!!
Já viram aqueles acidentes de carro onde o carro simplesmente tem perda total e a pessoa sai ilesa?
Pois é, aprendi que às vezes é mais fácil para os espíritos protetores jogarem essa energia negativa em algo material do que tentar transformá-la em positiva.
Aprendi que a inveja existe também.
Mas, como escrevi acima, aprendi que se Deus não quer, nada lhe acontece.
Se alguém lhe fez algo, por maior que seja, se Deus achar que você não merece aquilo, pode crer, não vai lhe atingir.
Eu brinquei e ao mesmo tempo falei sério, porque realmente este ano foi muito difícil.
Um problema atrás do outro, sem muitas vezes o anterior ter acabado.
Mas, preciso deixar claro que foi um desabafo.
Pode até ser que alguém tenha inveja ou feito algo para Nós, mas sinceramente, eu ainda creio que estamos passando por aquilo que precisamos passar para aprender algo.
Acho que conseguem entender o que quero dizer, que mesmo que tenham ou não feito algo, só me atingiu ou não, se Deus achou que eu devia e precisava passar por isso.
Em um ponto eu acho que já aprendi algo.
Quem me conhece, sabe que sou orgulhoso, mas não só por causa do orgulho, mas por outros motivos, eu não gosto de pedir nada à ninguém, principalmente dinheiro.
Me viro nos 30,  como arroz com arroz, mas me viro.
Mas, desta vez tive que aprender a aceitar a ajuda dos meus amigos.
Confesso que doeu um pouco no começo rs, mas o carinho dos amigos(as) foi tão grande, que se transformou num sentimento de total alegria e agradecimento.
Algumas pessoas me criticam por eu me expor tanto aqui no Blog ou no Facebook, falando dos dog's, cat's e tal, mas elas não entendem que é através daqui que mantenho meus amigos(as) informados sobre o que acontece em nossas vidas.
É aqui, ou lá no face, que conto para meus amigos(as) o que anda acontecendo no dia a dia.
Também assim, divido, compartilho experiências que outras pessoas podem passar.
Acabo conhecendo pessoas e que muitas acabam se tornando amigas(os) de verdade.
Por isso, quero aproveitar e agradecer à todas as pessoas, amigos e amigas que nos tem ajudado nesse período de turbulência!!!
Que Deus esteja com todos vocês!!!

Big abraxo e lambeijocas dos pequeninos!!!