quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Superando a dor


No dia 28 de julho de 1976, a cidade industrial de Tangshan foi completamente arrasada por um terremoto apavorante. Trezentos mil mortos.

O fato ficou famoso como símbolo do colapso total das comunicações da China naquela época.

A preocupação das autoridades era com a crise pela morte de Mao Tsé-Tung e duas outras importantes personalidades.

A notícia do terremoto acabou chegando ao governo através da imprensa estrangeira.

Muitas mulheres ficaram sem marido e viram seus filhos desaparecer em abismos profundos.

Chen foi uma delas. Naquela manhã de julho, antes de clarear, ela foi despertada por um som estranho.

Era uma espécie de ronco surdo e um assobio, como se um trem estivesse se espatifando contra as paredes da casa.

Quando ia gritar, metade do quarto cedeu e a cama onde estava deitado o marido, foi tragada por um buraco enorme.

O quarto das crianças, que ficava do outro lado da casa, como um cenário de um palco apareceu à sua frente.

O filho mais velho estava de olhos arregalados e boca aberta. A menina chorava e gritava, estendendo os braços para a mãe.

O filhinho pequeno continuava dormindo calmamente.

A cena à sua frente sumiu de repente como se uma cortina tivesse caído.

Chen acreditou que estava tendo um pesadelo e se beliscou. Não acordou. Então, espetou a perna com uma tesoura.

Sentindo a dor e vendo o sangue, entendeu que não era um sonho.

Gritou como louca. Ninguém ouviu. De todos os lados vinham sons de paredes desmoronando e de móveis quebrando.

Ela ficou ali, com a perna ensanguentada, olhando para o buraco enorme que tinha sido a outra metade da sua casa.

Seu marido e suas lindas crianças tinham desaparecido diante dos seus olhos.

Sentiu vontade de chorar, mas não tinha lágrimas. Simplesmente não queria continuar vivendo.

Vinte anos depois, contando esta história a uma jornalista, Chen confessa que quase todo dia, ao amanhecer, ouve um trem roncando e apitando, junto com os gritos dos seus filhos.

Os pesadelos a machucam, mas ela diz que os suporta porque neles estão também as vozes dos seus filhos.

E quem pensa que Chen vive somente a lamentar e a chorar a perda dos seus amores, engana-se.

Ela, junto a outras mães que perderam seus filhos no terremoto de 1976, fundaram um orfanato, com o dinheiro da indenização que receberam.

É um orfanato sem funcionários. Alguns o chamam de uma família sem homens.

Vivem ali algumas mães e dezenas de crianças. Cada mãe ocupa um aposento grande com cinco ou seis crianças.

Os aposentos do orfanato foram decorados com uma infinidade de cores, de acordo com o gosto das crianças. Cada quarto com seu estilo de decoração.

Bem diferente dos orfanatos tradicionais da China.

Ao ser questionada como se sente hoje, naquele voluntariado, confessa Chen:

Muito melhor. Especialmente à noite. Fico olhando enquanto as crianças dormem. Sento ao lado delas, seguro suas mãos contra o meu rosto. Beijo-as e agradeço a elas por me manterem viva.

É um ciclo de amor. Dos velhos para os jovens e de volta para os velhos.

* * *

Por vezes, quando a dor nos visita, nos enclausuramos nela, acreditando que a nossa é a dor maior do mundo.

O exemplo de Chen nos dá a dimensão da dor e nos ensina como lidar com ela: atender o próximo que também sofre.

Afinal, sempre que olharmos para trás encontraremos criaturas mais intensamente feridas do que nós mesmos. E no atendimento às suas feridas, encontraremos o alívio que buscamos.

Tudo porque o toque delicado do amor é o curativo perfeito para as próprias chagas abertas no coração.


Redação do Momento Espírita com base no cap. As mães que sofreram um terremoto, do livro As boas mulheres da China, de autoria de Xinran, ed. Companhia das letras.
Em 11.10.2011.

Conheça os novos MacBook Pro


Apple melhorou os MacBook Pro com pequenas melhoras na velocidade, armazenamento e potência nos gráficos, sem alterar o preço dos computadores.

Agora os computadores básicos de 13 polegadas tem um processador de 2,4 gigahertz (antes eram de 2,3GHz), e o disco foi aumentado até 500 gigabytes (eram 320GB). No computador de 13 polegadas de US$1.499, o processador aumentou de 2,7GHz a 2,8GHz e o disco de 500GB a 750GB.

O modelo básico continua com uma CPU Intel Core i5, enquanto o outro tem um processador i7, os dois com 4 gigas de RAM e placa de vídeo Intel HD Graphics 3000.

O de 15 polegadas tem um processador i7 de 2,2 GHz, não 2, como era antes, mudando também a placa de vídeo para uma AMD Radeon HD 6750M com 512MB de RAM.

O MacBook Pro de 17 polegadas aumentou o processador de 2,2GHz a 2,4GHz, e a placa de vídeo de uma Radeon HD 6750M a uma AMD Radeon HD 6770M com 1GB de RAM.

Esperemos que não tenha comprado um ontém…

Fonte: FayerWayer

12 razões para adotar um animal adulto





Enquanto cães e gatos filhotes são doados facilmente, os animais adultos costumam encalhar em instituições de proteção animal ou em hotéis pagos por protetores independentes. Nós já sabemos que os bebês são fofos e irresistíveis, mas também existem inúmeros motivos para optar por um bichinho já maduro.


Se você está pensando em levar para casa um novo membro da família, que tal aprender um pouco mais sobre o comportamento deles e saber qual o perfil ideal para você? Conversamos com especialistas no assunto e com pessoas que adotaram cães e gatos adultos para saber todos os benefícios de levar para casa um animal que também deve ter chance de um lar feliz. Confira!

1. Os animais adultos já têm uma personalidade definida e dificilmente eles mudam de comportamento sem nenhuma razão. Por isso você já sabe se ele é calmo, brincalhão, se convive bem com crianças, se é medroso, entre outras características. No caso dos filhotes tudo é uma surpresa. Você não sabe como ele será quando amadurecer.

2. Principalmente no caso dos vira-latas você já sabe o tamanho que ele vai ficar, pois não irá mais crescer quando adulto.

3. O animal adulto dá menos trabalho com relação a comportamento, como, por exemplo, xixi fora do lugar. Quando eles amadurecem começam a sentir nojo e, por isso, são mais limpos que os filhotes.

4. Os adultos não têm necessidade e nem tendência para destruir objetos da casa ou comer o sapato do dono como os filhotes.

5. O cão aprende com qualquer idade, então mesmo que ele seja adulto e tenha algum problema comportamental é possível sim resolver a questão com treinamento.

6. Outro benefício em adotar um animal adulto é poder escolher um companheiro de acordo com o perfil do dono. Assim como os seres humanos, os animais também têm suas qualidades e seus defeitos, então você pode escolher o animal ideal para você, com seus problemas ou com seus atributos.

7. Enquanto os filhotes querem correr, escalar, desvendar a nova casa, os animais adultos preferem passar seu tempo com o dono e com a família. Se você não tem paciência para as estripulias de um bebê o ideal é um cão ou gato já maduro.

8. Animais adultos, principalmente os que foram resgatados das ruas e de maus tratos, costumam ser muito gratos aos donos. De alguma maneira eles sabem que agora estão em segurança. São verdadeiros companheiros, obedientes e parecem sempre olhar os donos com gratidão. Até animais mais bravos, quando chegam nos novos lares, passado o tempo da desconfiança, viram gatinhos calmos, que veneram seus donos.

9. Os gastos com um adulto são menores. Enquanto os filhotes precisam de reforços de vacina os adultos precisam apenas de uma dose anual. Além disso, geralmente eles já estão castrados e vermifugados, o que reduz ainda mais os gastos.

10. As pessoas dão preferência a adotar os filhotes. Assim, os velhinhos ficam encalhados em abrigos para animais. Se você gosta mesmo de cães e gatos só essa já seria uma boa razão para adotar um bichinho adulto.

11. Animais adultos se adaptam facilmente à nova família.

12. Cães e gatos adultos são mais independentes e, por isso, requerem menos atenção e cuidados do que um filhote. Se quer liberdade total opte por um animal maduro.

Fontes consultadas:
Patrícia Patatula, adestradora e consultora comportamental do Cão Cidadão
Susan Yamamoto e Juliana Bussab, da ONG Adote um Gatinho
Carolina Carnicelli, empresária que adotou dois cães adultos, a Gilda e a Polaina
Marina Antzuk, administradora da ONG Clube dos Vira-Latas
Renata, mãe de duas crianças e do gato (recém-adotado) Sansão, de 8 anos

Fonte: Bicharada
Autor: Luciana Florence

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Biografia de Steve Jobs já disponível para Download


A biografia oficial do Steve Jobs já está disponível para Download no Amazon Kindle e no iBooks.

O livro de Walter Isaacson já filtrou alguns detalhes que foram lidos pelo mundo todo, desde comentários realizados sobre Bill Gates até amostras de admiração pelo fundador do Facebook.

A cópia em papel estará disponível amanhã nos Estados Unidos, tendo um total de 656 páginas.

Fonte: FayerWayer

Vira-lata sem dono vai morar em condomínio por decisão da Justiça


"Sem-teto" e "sem-dono", o vira-lata Fred agora tem onde morar. Uma liminar da Justiça garante que ele pode residir no espaço comum de um condomínio de classe média de Ribeirão Preto.

Veja galeria de fotos do vira-lata Fred

Fred, que apareceu no condomínio em janeiro, é um animal comunitário --não tem um dono específico-- e foi adotado por alguns moradores do Residencial Primavera, no Jardim Independência, na zona norte da cidade.

Mas o assunto virou polêmica e divide os moradores. O cãozinho foi expulso do condomínio três vezes.

Por isso, parte dos moradores propôs uma ação para garantir a permanência dele no residencial, que, por sua vez, vai recorrer da decisão.

Com a liminar, caso Fred desapareça, o condomínio deve pagar multa diária de R$ 200 para a AVA (Associação Vida Animal), ONG que defende os bichinhos.

O vira-lata Fred com a cuidadora Eliana Aparecida Grizola no condomínio Residencial Primavera, em Ribeirão Preto

Uma das autoras da ação, a policial militar e moradora do Residencial Primavera, Eliana Aparecida Grizola diz que o cão é querido e cuidado principalmente por crianças.

Para sensibilizar o juiz Héber Mendes Batista, da 4ª Vara Cível, crianças escreveram cartas ao magistrado pedindo a permanência de Fred no local.

Mas o advogado Luís Otávio Dalto de Moraes, que representa o condomínio, alega que a presença de animais em áreas de uso comum é vedada por normas na convenção e no regimento interno do Residencial Primavera.

"[O condomínio] Não é contra o cachorro. O problema é que não estão assumindo responsabilidades, como limpar a sujeira que ele faz", afirmou o advogado.

Moraes também irá apresentar à Justiça relatos, por escrito, de moradores que afirmam ter sido atacados.

Fonte:http://fotografia.folha.uol.com.br/

Toyota reduz jornada no Japão por enchente na Tailândia


A Toyota, líder mundial do setor automobilístico, vai reduzir a produção de veículos em território japonês devido à escassez de componentes fabricados na Tailândia, país afetado por fortes enchentes nas últimas semanas, segundo informou o jornal Nikkei nesta terça-feira.

Perante a incerteza da situação na Tailândia, a Toyota optou por reduzir até a próxima sexta-feira as horas extras em quatro fábricas da província de Aichi e em outras unidades espalhadas pelo país.

As horas extras programadas até enão tinham como objetivo compensar a queda de produção motivada pelo terremoto e tsunami de 11 de março que atingiu o nordeste do país, destruindo fábricas que produziam peças usadas pelas montadoras.

Na Tailândia, as oito montadoras japonesas paralisaram a produção. A Nissan anunciou que ficará parada até o próximo dia 28. A Toyota, que se orgulha de fabricar 650 mil unidades por ano no país, destinadas inclusive à exportação para o Leste Asiático, suspendeu a produção por mais uma semana, a contar do dia 24.

Estima-se uma queda de produção de 6 mil veículos da marca japonesa por dia devido à deficiência no suprimento de cerca de cem peças e acessórios elétricos e de derivados de resina.

foto
Guarda tenta controlar trânsito caótico nas ruas alagadas da Tailândia
Reuters

Fonte: Alternativa Online