sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A erva-mate contra o mal de Parkinson


Por Anderson Moço

Esse efeito acaba de ser constatado por cientistas da Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina. Depois de testar o extrato da planta em ratos induzidos à doença, eles observaram que algumas de suas substâncias mostraram-se capazes de protegê-los. Em outra investigação os animais receberam o fi toterápico com a medicação tradicional e os resultados foram ainda mais signifi cativos. Parte das cobaias chegou a recuperar completamente os movimentos. O estudo ainda é preliminar, mas já provou que a erva-mate pode ser utilizada na prevenção desse mal degenerativo e também como coadjuvante no tratamento, conta a farmacêutica Luciane Costa Campos, chefe da pesquisa.

FICHA DA PLANTA

Nome científico: Ilex paraguariensis St. Hilaire
Nomes populares: erva-mate, mate, erva-chimarrão, chá-do-brasil
Formas de consumo: na região Sul a bebida, bem concentrada, leva o nome de chimarrão; no Sudeste serve-se o chá quente e gelado; no Centro-Oeste seu nome é tereré, versão tropical do chimarrão, com gelo e limão
Origem: América do Sul
Características: seu caule, de cor acinzentada, tem em média 30 centímetros de diâmetro. O porte é variável e, dependendo da idade, pode atingir 12 metros de altura. Quando podada não passa dos 7 metros
Parte usada: folhas

Atividade física contra a Asma!!!


Basta uma caminhada mais puxada e lá vêm a tosse, o chiado no peito e a falta de ar. Diante desse quadro característico, que deixa o indivíduo asmático literalmente sem fôlego, é natural surgir certa apreensão quando o assunto é atividade física. Mas, de acordo com novas evidências científicas, isso não passa de um temor infundado. O esporte, diferentemente do que se pensava, ajuda à beça no controle da asma. Desde que praticado adequadamente, que fique claro.

A preocupação com os portadores do distúrbio levou pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, a entrevistar, por meio de questionários eletrônicos, 3 200 educadores físicos. O objetivo era saber como esses profissionais lidavam com atletas asmáticos. Só 17% deles faziam testes para detectar crises induzidas por exercício. E 39% acreditavam que não era preciso disponibilizar um inalador para casos de emergência.

Essas condições explicam por que muitas vezes quem tem asma se sente desmotivado ou receoso em aderir à prática esportiva. Mas o autor da pesquisa, Jonathan Parsons, garante a SAÚDE! que não há motivo para ficar parado. “Com alguns cuidados, como fácil acesso a medicamentos e orientação correta, o treinamento físico é seguro e melhora a capacidade cardiorrespiratória da pessoa”, assegura.

Aqui no Brasil, especialistas do Hospital das Clínicas de São Paulo confirmam o benefício. “Em testes realizados com ratos, verificamos que os exercícios aeróbicos leves e moderados reduziram marcadores de inflamação típicos da asma, como substâncias chamadas citoquinas e interleucinas, além de células denominadas eosinófilos”, conta o fisioterapeuta e educador físico Celso Carvalho, um dos autores do estudo. Ao repetir o experimento com crianças portadoras da doença, mais um motivo para comemorar: “Os sintomas e as crises diminuíram e a qualidade de vida delas melhorou muito”.

Algumas precauções são fundamentais para que o hábito de sacudir o corpo atue a favor dos pulmões de quem tem asma. “Ao iniciar o treinamento, o paciente deve estar estável, sem crises recorrentes. Para isso, é preciso procurar um especialista, que, se necessário, prescreverá medicamentos broncodilatadores e corticoides”, explica Celso Carvalho. O segundo passo é escolher um exercício que agrade. Pode ser caminhada, corrida, ciclismo ou tênis. O importante é que a atividade seja aeróbica.

É imprescindível considerar também as características do lugar onde a pessoa vai se exercitar. “Para esportes aquáticos, como natação ou hidroginástica, deve-se optar por piscinas aquecidas, protegidas do frio e tratadas com sal, já que o cloro é um fator irritante”, sugere o especialista em imunologia Adelmir Machado, coordenador do Programa de Controle da Asma e da Rinite, na Bahia. “Já para aqueles que preferem correr no parque é aconselhável evitar os dias muito secos, os locais poluídos e os horários de pico no trânsito.”

Por fim, é essencial uma conversa com um educador físico ou fisioterapeuta para obter um programa de treinamento que leve em conta o estado de saúde do indivíduo. “Antes de malhar pra valer, faça de cinco a dez minutos de aquecimento em intensidade baixa. Isso ajuda a prevenir o estreitamento dos brônquios, típico da asma”, diz Machado. O ideal é se exercitar de 30 a 60 minutos três vezes por semana. “Vá com calma no início e aumente o ritmo à medida que for ganhando condicionamento”, diz o educador físico Dalton Grande, da Prefeitura Municipal de Curitiba, no Paraná.

Até que o atleta estreante se sinta seguro, recomenda-se que ele tenha uma bombinha de broncodilatador ao alcance das mãos, para o caso de um eventual mal-estar. Mas tanta cautela só é exigida no começo. A expectativa é que o dia a dia do asmático ganhe fôlego novo.

Fonte: http://saude.abril.com.br/

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Veterinária defende que os gatos são mais inteligentes que os cães

Recentemente, um estudo realizado pela Universidade de Oxford levantou uma polêmica envolvendo a inteligência de cães e gatos. Os cientistas alegaram que os cachorros, por serem mais sociáveis, são mais inteligentes que os bichanos. A declaração acabou causando revolta nos especialistas em felinos, que obviamente, discordam da descoberta.

Segundo o jornal inglês Telegraph a veterinária Beth Skillings, do setor de clínica veterinária de felinos da Cats Protection, declarou que os bichanos são extremamente inteligentes graças aos seus ancestrais selvagens. “Diferente dos cães, os gatos são espertos o suficiente para caçar sozinhos e não precisam depender dos demais para sobreviver”.

A veterinária explica ainda que por eles serem caçadores solitários os gatos desenvolveram seu raciocínio e formas próprias de comunicação. “Eles usam um sistema de comunicação baseado no cheiro, sendo capazes de deixar mensagens para si e para outros gatos, sem entrar em contato com outros rastros, evitando assim possíveis conflitos”.

Adaptando esse comportamento adquirido com os ancestrais os gatos domésticos tornaram-se especialistas em lidar com seus donos. “Utilizando os miados, ronronados e olhar de dó os bichanos conseguem manipular seus donos a fim de conseguirem mais comida”. A veterinária explicou ainda que os gatos são tão inteligentes que podem ser, inclusive, adestrados.

Para finalizar, a especialista afirma que a inteligência dos gatos não pode ser disputada com a dos cães. “Eles já foram reverenciados como deuses no Antigo Egito e não se esqueceram disso. Ao contrário dos cães, eles continuam apreciando sua independência”.

Pesquisa revela que cães são mais inteligentes que gatos


Um estudo realizado recentemente pela Universidade de Oxford promete aumentar ainda mais a disputa entre os amantes de cães e gatos. Depois de analisar mais de 500 espécies de mamíferos (fossilizados ou vivos) desde a extinção dos dinossauros os cientistas descobriram que o cérebro dos animais mais sociáveis é maior que o daqueles mais solitários.

A descoberta revelou uma profunda conexão entre o tamanho do cérebro dos bichos e o grau de sociabilidade que eles apresentam. Diante da constatação ficou evidente para os estudiosos que os golfinhos, assim como as baleias, humanos e os cachorros possuem um cérebro maior em relação ao restante do corpo. Por sua vez, mamíferos mais solitários, como os rinocerontes, tigres e gatos domésticos apresentam um cérebro menor.

Em entrevista ao jornal inglês Daily Mail o prof. Robin Dunbar, co-autor do estudo, disse que é interessante perceber que mesmo os bichos que têm forte interação com os humanos, como os gatos, apresentem diferenças biológicas simplesmente por causa de seu grau de sociabilidade.

O estudo foi publicado no conceituado jornal Proceedings of the National Academy of Sciences e revelou ainda que o cérebro dos macacos foi o que mais se expandiu ao longo da história da evolução. Os cientistas acreditam também que os mamíferos que vivem em bando tem um cérebro maior justamente porque é exigido um maior esforço mental para lidar com diversos indivíduos. O mesmo não acontece com aqueles animais que vivem sozinhos.

Se a toda hora chegam bilhões de litros de água doce ao mar, por que ele continua salgado?

por Fred Linardi


Porque os 100 bilhões de litros de água doce que desembocam diariamente dos rios são quase insignificantes comparados ao volume de água e de sais que compõem os oceanos - a evaporação na superfície marítima também ajuda a manter a salinidade constante. Para entender melhor, imagine se o 1,3 quatrilhão de litros de água dos oceanos equivalesse aos 500 mililitros de uma garrafa de água mineral. Nessa escala, seriam necessários 17,5 gramas de sal para imitar a salinidade média de 3,5% que ocorre nos oceanos, e o volume de água doce escoando diariamente para dentro da garrafa seria de apenas uma gota d’água*. Em zonas costeiras, porém, esse "pequeno" volume de água doce vinda dos rios diminui a concentração de sais. "Mas em águas afastadas da costa, com profundidade abaixo de 100 metros, as correntes marítimas misturam a água doce com o enorme volume de água e de sais, fazendo com que a salinidade do oceano seja pouco alterada", explica Elisabete de Santis Braga, do Instituto Oceanográfico da USP.

- 100 bilhões de litros de água doce

- 1,3 quatrilhão de litros de água salgada

- 45,5 trilhões de toneladas de sal

*considerando o volume de 0,05 ml para uma gota d’água

Por que se usa a expressão "sete mares" se os mares são bem mais que sete?


Tudo indica que a expressão surgiu no livro As Mil e Uma Noites, uma compilação de histórias tradicionalmente contadas boca a boca no Oriente Médio, que ganhou sua primeira versão impressa no século 9. Uma das histórias contadas é a do marinheiro Simbad, que, para levar mercadorias a portos distantes, viaja por sete mares. A expressão se tornou comum e ainda hoje é usada pelos navegantes para dividir os oceanos de uma forma um pouquinho diferente da que vemos nos atlas mais comuns: Pacífico Norte, Pacífico Sul, Atlântico Norte, Atlântico Sul, Índico, Ártico e Antártico. Os dois últimos costumam ser considerados partes do Atlântico e não se dividem os principais oceanos em porções norte e sul. Além disso, oceanos e mares não são sinônimos. Os mares são porções de água comportadas em áreas fechadas (os oceanos são abertos) e são muito mais numerosos do que os oceanos: de acordo com a Organização Hidrográfica Internacional, há 61 mares na Terra, como o mar Vermelho (entre a África e a Arábia Saudita) e o Mediterrâneo (entre a África e a Europa). Nessa lista, entram também os golfos e baías, como o golfo Pérsico (no Oriente Médio) e a baía de Hudson (no Canadá). Esse mundaréu de água, somando mares e oceanos, cobre 71% da superfície terrestre.