domingo, 3 de março de 2013

Comer carne de cachorro é uma questão cultural


Não é ilegal comer cachorro e gato na Suíça, algo que horroriza muitos amantes e defensores dos animais domésticos. Mesmo se não é um costume generalizado, alguns questionam a necessidade de proibir ou estabelecer diretrizes para as práticas de sacrifício de animais.

O debate começou há anos e volta e meia é retomado pelo impulso da mídia, como foi o caso depois da publicação de um artigo no diário Tages Anzeiger, de Zurique, que cita pessoas protegidas pelo anonimato que, de vez em quando, comem carne de gato e de cachorro.

“Não há nada de excepcional, carne é carne”, indica um agricultor do cantão de St-Gallen (nordeste). Por sua vez, um agricultor de Appenzell (nordeste) descreve o processo de como mata às vezes um cachorro: faz dois cortes na carne e a defuma para consumi-la posteriormente.

“Se sirvo carne defumada (normalmente de boi), ninguém nota que é cachorro”, explica uma das pessoas citadas no artigo, enquanto outras lembram que antes não era visto como tabu na Suíça comer carne de gato ou de cachorro.

É impossível saber quantas pessoas mantém esse costume, porém se o assunto entra em uma conversa, sempre alguém conta algum caso a respeito.

Como o daquela família de agricultores que defumava carne de cachorro em sua chaminé, a receita de cozido de gato que foi impressa no diário oficial do vilarejo ou o cachorro que foi morto e depois comido pela família a que o animal pertencia.

“Ouvi falar que isso acontece na parte oriental da Suíça, mas que eu saiba é muito raro; 99,5% dos suíços seriam contra comer gato ou cachorro”, afirma Dennis Turner, etólogo e psiquiatra de animais. “Como não se trata de um hábito generalizado, não creio que precisamos de uma lei proibitiva”, acrescenta.

Animais de estimação
Por falta de cifras precisas, se estima que haja aproximadamente 1,3 milhões de gatos, meio milhão de cães e 4,5 milhões de peixes como animais de companhia na Suíça.

Em 2011, os centros de acolho de animais receberam 23.400 animais abandonados, entre eles, 13.000 gatos e 4.000 cães. Cerca de 16.000 animais domésticos encontraram um novo lar em 2011.

Cachorro perdido ou comido?
Martina Karl, presidente do grupo de defesa dos animais Mensch-Tier-Spirits-Helvetia, discorda de Turner, pois calcula que cerca de 3% da população suíça come carne de gato ou de cachorro. Sua organização coleta assinaturas para obter a proibição dessa prática.

“Os cachorros e os gatos são mascotes e não devem tornar-se alimento. A criação e a captura com esse fim devem ser condenadas por lei”, afirma. Em 1993, outro grupo de proteção dos animais coletou 6.000 assinaturas para uma petição similar, porém o Parlamento decidiu que era desnecessário regulamentar os hábitos alimentares das pessoas. No entanto, está proibida na Suíça a venda de carne de cachorro e de gato em açougue ou restaurante.

Martina Karl considera particularmente preocupante o desaparecimento dos gatos. Segundo a central de informação Mascotes Extraviados, desaparecem entre 10.000 e 20.000 animais por ano, 80% gatos. No entanto, Hansuli Huber, representante da Associação Protetora dos Animais da Suíça, duvida que muitos desses gatos terminem servidos em alguma mesa.

“Talvez umas 100 ou 200 pessoas na Suíça comem carne de cachorro ou gato de vez em quanto”, relativizando os cálculos e intuitos proibitivos de Martina Karl.

Mesmo assim, ele considera necessário regulamentar o sacrifício desses animais na Suíça. “Não existe regulamento algum a respeito. Pelo menos deveria haver um que fixasse limites ao modo de sacrificar esses animais, como já é o caso para o abate de porcos, aves e gado.

Por outro lado, Huber argumenta que não existe motivo para esse consumo se generalize. “Na Suíça tem tanta oferta de carne de outro tipo, que não necessitamos comer também gatos e cachorros.”

Consumo de carne
De acordo com a associação que promove o consumo de carne na Suíça, Proviande, cada pessoa consumiu, no país, por volta de 53,7 kg de carne em 2011, 3.3% mais do que em 2010.

A carne preferida é a de porco, com um consumo anual de 25 kg por pessoa. A carne de frango e de boi ocupam o segundo e terceiro lugar, com 11,43 e 11,29 kg, respectivamente.
Mascote ou prato

O etólogo e psiquiatra animal Dennis Turner fez uma pesquisa para observar as diferenças culturais dos hábitos alimentares relativas aos animais em 12 países (incluindo Suíça e China), e as cinco principais religiões do mundo.

“A grande maioria dos adultos – em todos os países analisados – desaprova comer cães e gatos. Creio que a razão principal do rechaço é a relação que pessoas têm com esses animais.”

Ele também observou que na China o costume de ter um mascote está crescendo e provoca uma mudança de atitude entre as pessoas. Por outro lado, Turner lembra que os europeus comem coelho e vitela – mal visto em outras latitudes – sem contar a carne de cavalo, que também faz parte regularmente dos menus suíços. Enquanto na Suíça ninguém protesta por isso, a rede de supermercados Tesco está marcada no Reino Unido porque suas hamburguesas às vezes contém carne de cavalo ao invés da carne de boi.

Dennis Turner, pessoalmente, considera um problema moral comer carne canina e felina em um lugar onde a maioria das pessoas têm cães e gatos como animais de companhia. No entanto, ele acha que “não podemos criticar pessoas de outras culturas, como na Coreia ou na China, que podem ter outras atitudes a respeito desses animais.”

Na Suíça, a maioria dos consumidores não tem uma relação pessoal com os animais que lhes servem como alimento. “Somente o pecuarista poderia ter uma relação pessoal, porém é raro que ele mesmo os mate.”

Martina Karl, há muito tempo vegetariana, recomenda aos que comem carne a pensar de maneira mais crítica na origem do filé que se encontra em seu prato – inclusive nos detalhes da criação e do sacrifício do animal a consumir.

Dennis Turner considera que a reação entre seres humanos e animais em geral melhorou nos últimos anos. “Há mais respeito pelos animais, mesmo que sejam produtos de consumo, reforçado por leis em vários países”. Ademais, lembra que a Suíça é um dos países que têm regras muito avançadas em matéria de proteção animal.

Autor: Susan Vogel-Misicka, swissinfo.ch
Adaptação: Claudinê Gonçalves
Fonte: swissinfo.ch

sábado, 2 de março de 2013

Grãos de areia e o tempo


Você já brincou com uma ampulheta? Aquele instrumento quase lúdico de medir o tempo?

Dificilmente conseguimos ficar indiferentes quando nos deparamos com uma.

Seja por nos remeter às histórias e contos orientais, seja pelo fascínio de vermos os grãos de areia escorrendo intermitente e pacientemente, ou ainda pela harmonia de suas curvas, se insinuando perante o tempo... não há como sermos indiferentes.

Ainda hoje utilizada, ela se mostrou instrumento precioso quando não se dispunha de outros medidores de tempo mais precisos.

Utilizada em navios, igrejas e, quando surgiu o telefone, em alguns locais, servia para contar o tempo de uma chamada telefônica.

No Judiciário, era usada para marcar o tempo das sustentações orais dos advogados e, simbolicamente, é utilizada nas artes plásticas para representar a transitoriedade da vida.

Ela tem um princípio simples e básico. A quantidade de areia que escorre constantemente marca um ciclo de tempo.

Quanto maior a quantidade, maior o ciclo que conseguimos marcar. Quanto maior o estrangulamento para a passagem da areia, mais tempo ela levará para escoar.

Nessa observação de grãos de areia escorrendo do recipiente superior para o inferior, podemos nos questionar o que temos feito do tempo de que dispomos.

Um grão de areia parece insignificante, mas cada um deles contribui para a contagem do tempo na ampulheta. Assim é o tempo de nossa vida, nossos segundos, minutos, nossas horas.

Se somarmos as horas, dias e anos, teremos a construção de toda uma vida, conquistas, sonhos e aprendizado.

Mas será sempre a construção, o somatório dos nossos minutos, de nossos dias que construirão nosso sonho ou nossa desdita.

O tempo tem algo mágico nele mesmo. Quando se faz futuro, parece demorar tanto para passar, mas basta chegar até nós e se transformar em passado, para ganhar uma velocidade incrível.

Lembramos de como os anos escolares eram demorados para terminar? E hoje, ao nos recordarmos deles, percebemos como foi tudo muito rápido.

E o primeiro ano de Faculdade? Parece que nunca chegaria, e hoje, a formatura já se faz longe.

Dessa forma percebemos que, assim como cada grão da ampulheta cumpre seu papel, cada minuto de nossa vida deve ter sua utilidade.

Cada minuto soma-se aos demais para o objetivo maior da vida, de progresso e aprendizado intelectual e moral.

Por isso, sempre será útil fazermos breves balanços, de tempos em tempos, para sabermos como estamos utilizando nosso tempo.

Rapidamente, ao final do dia, perguntarmo-nos o que nos sucedeu e como as coisas ocorreram.

Ao final do mês, um breve balanço das atividades e objetivos alcançados.

Na conclusão de um ano, repensar o que foi feito e quais conquistas obtivemos.

E também em tantos outros momentos, seja quando algum ciclo se concluir, ou nas despedidas, nas alegrias...

Assim procedendo, conseguiremos saber como nossos grãos de areia da ampulheta da vida são importantes, e como o grande tesouro chamado tempo, dádiva Divina, vem sendo utilizado em nossas mãos.



Redação do Momento Espírita.
Em 15.2.2013.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Cuidados com banho de seu animal de estimação


Pelos sujos, patinhas cheias de terra e unhas grandes. Quando o seu pet precisa de um banho é hora também de surgirem algumas dúvidas. O professor de veterinária da clínica de pequenos animais da Unesp de Botucatu, Luiz Henrique Araújo Machado, dá dicas de como deixar seu bichinho limpinho e cheiroso.

Para quem gosta de arregaçar as mangas ou para os que preferem levar o animal em um pet shop a primeira dica é a mesma: no máximo um banho a cada 15 dias.

Os que preferem economizar e interagir mais com o bichinho precisam ficar atentos aos cuidados com o banho em casa. De acordo com Machado, o primeiro passo é tampar os ouvidos do animal com algodão parafinado, nunca com o convencional porque este pode ficar encharcado. Em seguida, conferir a temperatura da água que deve estar próxima a do ambiente. O terceiro passo se refere aos produtos usados no banho.

O professor aconselha o uso de produtos específicos para a pele do animal e lembra que usar sabonetes para humanos ou de limpeza podem causar maleficios à pele do pet. Machado lembra que na hora de secar os pelos é preferível usar o ar frio. Por fim, se for preciso cortar as unhas, é necessário usar alicate adequado e tomar cuidado com o tamanho do corte.

Para quem costuma levar o animal em um pet shop, o professor lembra que é preciso escolher o estabelecimento com atenção. Segundo ele, é preferível optar por locais conhecidos ou indicados por amigos, observar os profissionais e o tratamento com os animais.

O professor afirma que há tendência em excessos de banho e utilização de produtos de beleza entre os donos e lembra que esses costumes podem ser prejudiciais à pele e pelo do animal.
Autora: Aline Pádua
Fonte: Rede Bom Dia

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Transformando a Terra em jardim


No mundo existem pessoas que alardeiam o que irão fazer e nem sempre o fazem. E outras que simplesmente agem, de forma silenciosa.

Essas são realmente as pessoas operosas e que são úteis à Humanidade, ao planeta.

Recordamos de um empresário bem sucedido, baiano, que adotou o Rio de Janeiro como seu segundo lar, por conta da beleza deslumbrante que o impressionou, quando de uma visita, ainda na juventude.

Por ter nascido no meio rural, convivido com a natureza, incorporou o hábito de separar sementes e mudas e plantá-las onde pudessem crescer livremente.

Tornou-se um autodidata da botânica e sua esposa, Satica, filha de imigrantes japoneses, a ele se aliou.

Em 1993, o casal iniciou o plantio de mudas próprias da mata atlântica, no costão leste do Pão de Açúcar, tendo em vista a carência de vegetação nesse local.

No entanto, não bastava plantar. Era necessária a manutenção. E o casal, então, subia e descia o morro, incansavelmente, retirando o insistente capim colonião, que brotava entre as lascas de pedra, de difícil manejo.

Também carregando água, a fim de garantir a sobrevivência das mudas, principalmente em épocas de estiagem.

Sete anos depois, foi a vez do morro Cara de Cão, um acidente geográfico incluído em área de proteção ambiental.

O senhor Nóbile Bulhões e a esposa deram início ao plantio, recuperando espaços degradados e colocando, no lugar de touceiras de capim, árvores que trariam mais alegria à natureza, flores e frutos.

Em dezenove anos, foram plantadas mais de doze mil mudas de pau-brasil, ipê, jequitibá, jatobá, pitomba.

No Pão de Açúcar já se transformaram em árvores frondosas, que trazem sombra, ar puro e paz para os animais locais.

Nóbile lembra que, ao chegar com as primeiras mudas de pau-brasil, foi interpelado por um policial que duvidava que ele e a esposa conseguissem êxito na sua empreitada.

Não cresce nada nesta pedra. Só capim, disse o policial.

Mas Nóbile rebateu: Se eu consegui plantar no sertão, consigo aqui também.

Sua tenacidade venceu.

Hoje, aos setenta e cinco anos, ao lado da esposa de setenta, ao contemplar seu trabalho de formiguinha, afirma, com voz pausada e bem educado: Somos apenas voluntários, cuja recompensa é vermos o fruto de nosso trabalho florescer.

Já pudemos presenciar várias árvores floridas e outras cheias de frutos, que alimentam pássaros. A nossa alegria é termos a certeza de que contribuímos um pouquinho para a natureza do nosso planeta.

* * *

Miremo-nos neste exemplo; um trabalho voluntário, quase anônimo, que começava antes de o dia clarear e só acabava à noite.

E continua até hoje.

Pensemos em como podemos auxiliar nosso planeta a ser um lugar melhor para hoje e para o futuro, fisicamente falando.

Um mundo sustentável, de ar puro, mata abundante, praias limpas.

Pensemos nisso e coloquemos mãos à obra.



Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de
Nóbile Bulhões e no artigo Senhores do dedo verde, de Mariana
Sgarioni, de Seleções Reader´s Digest, de agosto 2012.
Em 14.2.2013.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Quando chega o momento do adeus

Para algumas culturas e religiões pode ser mais fácil entender o momento da despedida do que para outras, mas a verdade é que por mais que acreditemos que todos os seres vivos tem seu começo e seu fim, a saudade sempre bate e a tristeza no momento da partida é inconsolável.
o momento do adeus

A dor de perder um animal de estimação é como a de perder um familiar.

Com nossos animais de estimação, essa dor é ainda pior. Perder um peludinho é como se perdêssemos um familiar. E na verdade é. Um gato ou cachorro em condições normais vive em média 15 a 18 anos. Para nós, este período de vida pode representar um tempo relativamente curto, mas 15 a 18 anos convivendo com um animalzinho, dividindo seus momentos, participando de suas brincadeiras, cuidando de suas necessidade e recebendo tanto amor e carinho, é um longo tempo e nunca estamos preparados para aceitar quando é a hora da despedida.

Parece que instintivamente, nossos peludinhos sabem quando está chegando sua hora e parecem procurar se esconder e se isolarem de nós. Param de comer, ficam quietinhos, o brilho de suas vidinhas parece estar apagando e é quando nosso coração mais se aperta. Alguns animaizinhos chegam inclusive a tentar fugir quando percebem que estão perto de sua morte.

Só quem já perdeu seu pet sabe a dor que é se despedir, e em muitos casos o momento se torna ainda mais dramático quando se deparam com o cruel dilema: sacrificar, ou não?
o momento do adeus

Animais perto de seu fim podem procurar por esconderijo ou isolamento.

O ato de sacrificar o pet é chamado eutanásia e só pode e deve ser realizado por médicos veterinários com total consentimento da família e tutores do pet. Somente o veterinário, conhecendo a situação do animal e sabendo das condições de seu estado de saúde é quem pode sugerir a eutanásia.

Conhecemos casos de tutores que chegaram a levar o animal para ser sacrificando alegando que o mesmo estava velho e não o queria mais em casa. Ao ser examinado, o animal apresentava excelentes condições de saúde, podendo viver mais um ou dois anos com paciência e cuidados adequados. Qualquer tutor que procure meios como esses para “se livrar” do animal, ou qualquer profissional que aceite sacrificar um animal sem necessidade, está sendo anti-ético e não tem o menor respeito pela vida do animal. Portanto, é necessário esclarecer que a eutanásia é um recurso de última instância e só pode ser utilizado quando todas e quaisquer providências já foram tomadas na tentativa de salvar a vida do animal.
o momento do adeus

A eutanásia pode ser sugerida pelos veterinários em animais com doenças sem cura em estado terminal. Cabe apenas aos tutores optar por realizá-la ou não.

Entendendo o que é a eutanásia

A eutanásia (do grego eu= bem, bom; thánatos=morte), popularmente conhecida como sacrifício, é o ato realizado por médicos veterinários capacitados para proporcionar ao animal com doença incurável em fase terminal, uma morte sem dor e sofrimento. O processo é realizado de forma rápida (15 a 30 minutos) onde o animal é submetido a um sono profundo por meio de anestésicos e seus sinais vitais caem lentamente até a parada cardiorespiratória, sem dor ou sofrimento. O método atual é realizado via intravenosa, ou seja, o medicamento é injetado na corrente sanguínea do animal.

Na maioria dos países, a eutanásia não é permitida em humanos por ser considerada como suicídio. No Brasil, apenas animais em condições necessárias podem ser submetidos ao procedimento. Alguns dizem que não sacrificar um animal em estado terminal que está sofrendo é um ato de egoísmo. Outros afirmam que sacrificar o animal é uma forma de rejeitá-lo durante seu sofrimento. Apesar das controversas, o recurso é bem aceito e utilizado. A decisão do tutor pode levar muito em consideração os esclarecimentos dados pelo veterinário sobre o processo, e a certificação de que é uma forma indolor de o animal tão amado se livrar de seu sofrimento e agonia.

Mas, como superar a dor da despedida? Algumas pessoas optam por adquirir outro animalzinho de estimação quando percebem que o seu já está caminhando para a velhice. Pode ser uma boa ideia se o animal que já está na residência não apresenta doenças. Caso o animalzinho já esteja doente ou muito fraco, a presença de outro animal para dividir a atenção poderá piorar seu estado. Outras pessoas preferem manter apenas um e cuidar até seu fim e após a morte de um, pensar em seu sucessor. A dor é maior nesses casos, uma vez que o vazio e a solidão pela falta do animal no local são mais profundos, mas a presença de um novo animalzinho pode ser um bom consolo.

Não existem fórmulas ou segredo para tornar o momento mais tranquilo ou menos doloroso, a questão é aprendermos a lidar com as saudades e saber que demos uma vida digna e feliz ao nosso tão amado peludo. Portanto, aproveite, brinque e curta seu animalzinho de estimação, ele merece seu amor e carinho e te fará muito feliz durante seus anos de vida. Além disso, diversas pesquisas já comprovaram que animais amados vivem mais e sofrem menos no momento do adeus.
o momento do adeus

Estatísticas mostram que o tempo de vida dos animais dobrou desde os últimos 20 anos.

Eles estão vivendo mais

É comprovado que na década de 80, quando os animais não tinham tanta qualidade de vida, se alimentavam com a mesma comida dos humanos e ficavam expostos nas ruas, a expectativa de um cão era de 9 anos e de um gato de 10. Uma década depois, com o início da humanização dos animais, esses números cresceram 12 e 14 anos, respectivamente. Atualmente, graças aos investimentos na área pet, recursos mais acessíveis, esclarecimentos e aperfeiçoamento dos conhecimentos sobre animais, cães podem chegar aos 18 anos e os gatos aos 20. Um número bastante motivador para todos nós que amamos animais!

Claro que precisamos considerar que com a longevidade, vem os problemas. Doenças características da velhice, problemas nos ossos, fraqueza, necessidade de alimentação especial, consultas mais frequentes ao veterinário, menor resistência imunológica gerando contração de doenças e recuperação mais lenta, despesas com medicamentos e tratamentos, entre outros. Mas, para quem realmente ama seu pet, estes fatores não importam desde que o peludo esteja feliz, sem sofrimento e ao nosso lado.

Fonte: http://blogs.jovempan.uol.com.br

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Serviço online permite enviar arquivos de até 1TB de graça

Para usar o SoShare, é preciso fazer um cadastro prévio no site e instalar um plugin no computador

Leyberson Pedrosa/EBC

Engenheiros do grupo BitTorrent desenvolveram um novo serviço de envio de arquivos, o SoShare, lançado na última sexta-feira. Pela ferramenta online, qualquer internauta pode enviar arquivos de grande porte para outra pessoa de forma rápida e diária.

Segundo o grupo, profissionais de diferentes áreas da comunicação e outros criadores de conteúdo não possuíam um serviço rotineiro de entrega de mídias de grande porte como vídeos, áudios e outros formatos. Por isso, os desenvolvedores utilizaram no SoShare o próprio protocolo BitTorrent.

Criado por Bram Cohen em 2001, o BitTorrent permite o compartilhamento de arquivos em que os mesmos dados podem ser baixados e distribuídos por inúmeros usuários.

O SoShare promete funcionar mais fácil do que o anexo de um e-mail e com a vantagem do tamanho. Enquanto muitos serviços de mensagem limitam o envio de arquivos até 25 MB (a exemplo do Gmail), o SoShare promete enviar arquivos individuais de até 1 TB - o que equivale a aproximadamente 350 mil músicas em mp3 com tamanho de 3 MB.

Contudo, para enviar os arquivos pelo sistema, é preciso fazer um cadastro prévio no site e instalar um plugin no computador (disponível apenas para sistemas operacionais Windows e Mac).O serviço ainda está em versão beta (ou seja, em fase final de testes, mas disponível ao público) e pode ser acessado no endereço https://www.soshareit.com.

Atualmente, já existem outros serviços de distribuição de arquivos como o Dropbox ou o Google Drive, mas que não usam o mesmo protocolo de compartilhamento.