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quarta-feira, 8 de junho de 2016

3 bebidas para desintoxicar o organismo e tratar o fígado gordo


Alimentos processados, como os fast-foods, podem gerar uma série de problemas de saúde.

O fígado é o que mais sofre quando consumimos esses industrializados.

Comprometido, o órgão acaba não funcionando como deveria, o que sobrecarrega todo o organismo, causando muitos distúrbios e doenças.

Para resolver o problema, basta uma boa receita de desintoxicação.

Por isso, ensinaremos, neste post, a fazer três bebidas eficazes na limpeza do organismo.

1.Bebida de açafrão

Ela desintoxica o fígado, elimina as toxinas do intestino e previne cálculos biliares.

INGREDIENTES

1/2 colher (chá) de açafrão em pó ou ralado

1/2 colher (chá) de gengibre ralado

1 limão (espremido)

1/2 xícara de água

3_bebidas_-_desintoxicar_e_figado_gordo.jpg

MODO DE PREPARO

Bata todos os ingredientes no liquidificador e beba.

2. Chá verde

Ele é poderosíssimo na hora de desintoxicar o corpo, graças aos seus antioxidantes.

INGREDIENTES

Sumo de meio limão

1/2 xícara de chá verde (frio)

1 banana

MODO DE PREPARO

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata.

3. Suco de pepino, maçã, limão e salsa

Além de eliminar as toxinas, nos ajuda aumentando a nossa disposição.

INGREDIENTES

Metade de um pepino médio (sem a casca)

O suco de 1 limão espremido na hora

1 punhado de salsinha

1 maçã (sem casca se não for orgânica)

1/2 copo de água

MODO DE PREPARO

Coloque todos os ingredientes num liquidificador e faça seu suco natural.

Beba imediatamente para desfrutar melhor dos benefícios.

Repita o procedimento 2 ou 3 vezes ao dia, bebendo apenas um copo de cada vez.

Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui o trabalho de um especialista. Consulte sempre seu médico.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Loja de Produtos Naturais e Organicos no Japão - Green Life Group



Você conhece essa loja Green Life Group?!
Eu confesso que não me lembro como é que cheguei até essa loja rs
Não sei se foi em propaganda em alguma revista, se alguém me falou ou se foi mesmo pesquisando na Internet rs
O que me lembro é que a uns 2 anos atrás, virou moda nas lojas de produtos filipinos aqui no Japão, o óleo de coco com a promessa de curar mil coisas, entre elas, ajudar a baixar ou controlar a taxa de diabetes.
Não comprovado ainda cientificamente, mas os benefícios do óleo de coco são vistos a olho nú para quem usa!
É claro que vai depender de cada organismo, cada qual reage de uma forma.
O óleo que é vendido nessa lojas de produtos filipinos é líquido e no inverno, tem que se virar nos 30 para conseguir tomar, pois endurece rs


E foi por isso que eu achei a Loja Green Life Group, pois eles vendem o óleo em cápsulas!!!
Clique aqui e veja o produto.
Agora estou tomando dois outros produtos para controlar a diabete que no momento são vendidos exclusivamente pela Amazon do Japão. Clique aqui e entre no site da Amazon.


São ele o Premium Spirulina e o Premium Chlorella.
A loja tem vários outros produtos.
Eu indico a loja porque nunca tive problemas com pagamento, entrega de mercadorias entre outras coisas.
E nada como usar produtos naturais e orgânicos em vez de química pura!!!
Se entrar no site, verá o seguinte texto:


Quem Somos

Temos como Filosofia a qualidade de Vida de nossos Clientes em primeiro lugar.

E sabemos que a parceria Cliente / Empresa é a pedra fundamental para o Sucesso Profissional.

Sinceridade - Honestidade - Preços Justos

São as melhores palavras que descrevem a Green Life Group!

Nosso propósito é oferecer somente produtos naturais e orgânicos, estando assim colaborando com o meio ambiente, já que neste segmento de cultura não há agressão à Natureza, e oferecer aos nossos clientes a oportunidade de adquirir, com segurança produtos de qualidade.

Alguns esclarecimentos sobre produtos naturais e orgânicos:

O cultivo orgânico obedece a normas rígidas de certificação, que proíbem a utilização de agrotóxicos e exigem a conservação dos recursos naturais e condições adequadas de trabalho no campo, protegendo os produtores, os consumidores e a natureza, da contaminação com agrotóxicos.

Para os cosméticos, valem os mesmos princípios, pois os ingredientes dos cosméticos orgânicos vêm da natureza viva e pura, das plantas orgânicas.

Produtos Naturais

Um produto natural não é, necessariamente, orgânico porque na maioria das vezes a produção não obedece aos critérios exigidos na produção dos orgânicos. Os produtos naturais são produzidos naturalmente sem que seja necessário nenhum uso de agrotóxico.

Pretendemos levar mais e mais conhecimento e informações sobre como podemos ter qualidade de vida, o que inclui, não somente a alimentação que cuida somente do nosso corpo, mas também, através de links mostrarem como podemos cuidar do corpo e da alma.

Green Life Group tem por finalidade, levar ao cliente produtos de alta qualidade. Nossa proposta de trabalho é servir bem a esta comunidade que cresce a cada dia.






Bom, fica a dica para quem estiver procurando algo bom para o corpo e sem ter dores de cabeça se tratando de atendimento!!!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A História da Cebola


As cebolas são pequenas e seus tecidos deixam pouco ou nenhum rastro, por isso não há nenhuma opinião conclusiva sobre o local exato e tempo do seu surgimento. Muitos arqueólogos, botânicos e historiadores de alimentos acreditam que as cebolas tenham origem na Ásia Central. Outra pesquisa sugere que cebolas apareceram primeiro no Irã e no Oeste do Paquistão.

Presume-se que nossos ancetrais descobriram e começaram a comer cebolas selvagens muito cedo - muito tempo antes do cultivo ou até mesmo da invenção da escrita. Muito provavelmente, este humilde vegetal foi básico na dieta pré-histórica.

A maioria dos pesquisadores concordam que a cebola vem sendo cultivada há cinco mil anos ou mais. Considerando que as cebolas cresceram selvagens em várias regiões, elas provavelmente foram consumidos por milhares de anos e foram “domesticadas” simultaneamente no mundo inteiro. Cebolas podem ser uma das culturas mais antigas porque eram menos perecíveis que outros alimentos, eram transportáveis, de fácil crescimento e podiam ser cultivadas em uma grande variedade de terras e climas. Além disso, a cebola era útil para sustentar a vida humana. Cebolas preveniram a sede e poderiam ser desidratadas e preservadas para consumo posterior, quando comida fosse escassa.

Enquanto o lugar e a época da origem da cebola ainda são um mistério, há muitos documentos antigos que descrevem sua importância como alimento e seu uso em arte, medicina e mumificação.

Cebolas já cresciam em jardins chineses há cinco mil anos e também são citadas em algumas das escritas Védicas mais antigas da Índia. No Egito, as cebolas já eram consumidas em 3.500 A.C. Há evidência que os sumérios cultivavam cebolas já em 2.500 A.C. Um texto sumério de aproximadamente 2.500 B.C. narra alguém arando o canteiro de cebolas do governo de uma cidade.

No Egito, cebolas eram de fato um objeto de adoração. A cebola simbolizava eternidade dos egípcios, que enterravam cebolas junto com seus Faraós. Os egípcios viam vida eterna na anatomia da cebola por causa de sua estrutura de “círculos-dentro-de-círculos”. Pinturas de cebolas podem ser vistas nas paredes internas das pirâmides e nas tumbas do Velho e do Novo Reinados. A cebolas são mencionadas como oferendas de funerais, são descritas nas mesas dos grandes banquetes - cebolas grandes, descascadas e esbeltas - e são mostradas nos altares dos deuses.


Freqüentemente são vistas pinturas de sacerdotes com cebolas nas mãos ou cobrindo altares com suas folhas ou raízes. Em múmias, freqüentemente são achadas cebolas nas regiões pélvicas do corpo, no tórax, achatadas contra as orelhas e na frente aos olhos. Foram achadas cebolas florescentes no tórax, nas solas dos pés e ao longo das pernas. Rei Ramses IV que morreu em 1160 A.C., foi enterrado com cebolas nas órbitas oculares. Alguns egiptólogos teorizam que cebolas podem ter sido usadas porque acreditava-se que seu cheiro forte e/ou poderes mágicos incitariam o morto a respirar novamente. Outros egiptólogos acreditam que era porque cebolas já eram conhecidas pelas suas qualidades antissépticas, o que era interpretado como mágico e útil na vida após a morte.

No Velho Testamento, Números 11:5, as crianças de Israel lamentaram a dieta escassa obrigada pelo Êxodo: “Lembramo-nos dos peixes que, no Egito, comíamos de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos.”

Na Índia já no sexto século antes de Cristo, o famoso tratado médico Charaka - Sanhita celebra a cebola como medicamento - um diurético, bom para digestão, o coração, os olhos e as juntas.

Igualmente, Dioscorides, médico grego no primeiro século depois de Cristo, descobriu vários usos medicinais das cebolas. Os gregos usavam cebolas para fortalecer os atletas para os Jogos Olímpicos. Antes de competição, atletas consumiriam libras de cebolas, bebiam suco de cebola e esfregavam cebolas nos corpos.

Os romanos comiam cebolas regularmente e levaram-nas em viagens para suas províncias na Inglaterra e Alemanha. Plinio o Ancião, agudo observador romano, descreveu as cebolas e repolhos Pompeia. Antes que fosse morto pelo Vesúvio, Plinio o Ancião catalogou as convicções romanas sobre a eficácia da cebola em curar problemas de visão, induzir o sono, curar feridas da boca, mordidas de cachorro, dores de dente, disenteria e lumbago. Pesquisadores da Pompeia soterrada acharam jardins onde, da mesma maneira que Plinio tinha dito, as cebolas tinham crescido. Os bulbos tinham deixado cavidades denunciadoras no chão.


Apicius, o gourmet romano, escreveu um dos primeiros livros de receitas (datados do oitavo e nono séculos depois de Cristo), incluindo muitas referências a cebolas.

Antes da Idade Média, os três legumes principais de culinária européia eram feijões, repolho e cebolas. Além de servir como uma comida para pobres e ricos, eram prescritas cebolas para aliviar dores de cabeça, mordidas de cobra e perda de cabelo. Elas também eram usadas como pagamentos de aluguéis e presentes de casamento.

Na América do Norte, os primeiros peregrinos trouxeram cebolas com eles no Mayflower. Porém, eles descobriram que os índios americanos nativos já usavam cebolas selvagens de uma grande variedade de modos, comendo-as cruas ou cozidas, como tempero ou legume. Tais cebolas também eram usadas em xaropes, como cataplasmas, como ingrediente em tinturas e até mesmo como brinquedos.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Plantas que Curam: DOURADINHA - Waltheria indica


Descrição : Planta da família das Sterculiaceae. Também conhecida como douradinha-do campo, malva-branca, malva-veludo. Arbusto muito encontrado no estado do Rio Grande do Sul, folhas ovais, flores amarelo-douradas e o fruto é uma cápsula oval.

Parte utilizada: planta inteira.

Princípios Ativos: alcalóides, taninos, saponinas.

Propriedades medicinais: antiinflamatória, anti-sifilítica.

Indicações: sífilis, feridas.

Modo de usar: decocto ou infusão de 20 g da planta em um litro de água: uso externo (feridas) e interno (sífilis). Tomar 4 a 5 xícaras (tamanho chá) ao dia.

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Plantas que Curam: DRAGÃO FEDORENTO - Monstera pertusa


Descrição : Família das Aráceas. Esta é uma planta trepadeira, lenhosa, de caule nodoso, grosso, até 3 cm de diâmetro e ramos radicantes emitindo numerosas raízes adventícias compridas e de 4 a 6 mm de diâmetro, parte das quais se fixam nos troncos das árvores vizinhas e outra parte desce verticalmente até o solo, formando cordões de muitos metros, enquanto a planta se desenvolve como epílita sobre os ramos mais altos das árvores. É belíssima e majestosa, planta ornamental, muitíssimo cultivada nas estufas da Europa. No seu caule existe umi-dade, celulose, substâncias albuminóides, gomosas, sais inorgânicos, glicose, clorofila, ácido orgânico, caoutchouc, resina "mons-terina", sendo esta última uma substância orgânica amarela, de sabor salino, solúvel na água. Tem os nomes de folha-furada, folha-rota, imbê-furado, são pedro e timbó-manso. Suas folhas, com limbo de 30 a 50 cm de comprimento e 15 a 33 cm de largura, são oblongo-oval-cordiformes, agudas no ápice e arredondadas na base, verde-escuro, irregularmente perfuradas, às vezes até dilaceradas, em geral com 6 furos, orbiculares, pequenos ou grandes, até cerca de 20 cm; seu pedúnculo de 10 a 17 cm e espadice de 10 cm, tendo na base, flores l-sexuais, de 4 a 6 estames, nus, protegido por espata ovóide, côncava, de 15-20 cm, amarelo-brancacenta, ovário bilocular. Seu fruto é composto de bagas branco-amareladas, de 6 mm de comprimento e 4 mm de largura.

Indicações: A infusão de suas raízes é considerada muito eficaz contra a hidropisia e o artritismo, atribuindo-se ao suco a propriedade alexifarmaca; as folhas frescas e amassadas são empregadas como vesicatório e rubefaciente nos mesmos casos e ainda contra as orquites crónicas, a inflamação dos ouvidos, a erisipela, as eczemas, a caspa e as úlceras em geral, sendo qu'e atualmente goza de boa reputação para combater as linfatites posteriores aos partos, encontrando-se nas farmácias o extrato fluido da planta sob o nome de chagas-de-são sebastião.

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Plantas que Curam: DOURADINHA DO CAMPO - Waltheria douradinha


Descrição : Da família das Escrofulariáceas. Várias espécies existem desta planta, medicinais, quase todas elas. Esta é uma planta anual, herbácea, de caule quadrangular, medindo até 10 cm de altura, difusa e ramosíssima desde a base, seus ramos semi-prosptrados ou ascendentes, filiformes, glabros ou hirtos nos ângulos; suas folhas opostas, curto-pecioladas, distanciadas, obtusas subcordiformes ou arredondadas na base até 3cm de comprimento e 2 cm de largura, crenadas, serradas, crasso-crusta-ceas nas margens e suas flores axilares, mais geralmente solitárias, azul-purpúreo, com cálice 5-denteado e profundamente dividido, com os dentes triangulares e agudos; corola bilibiada, lábio superior côncavo e lábio inferior 3-lobado, ovário 2-lo-cular; o fruto é uma cápsula oblongo-elíptica, bivalve, membra-nosa, do tamanho de uma ervilha e inclusa no cálice. Muitas sementes elíptico-angulosas, ligeiramente rugosas, amareladas. É antibiliosa, diurético-purgativa, emeto-carártica e emenagoga, porém há uma suposição de que é venenosa. Em alguns países ocupa o primeiro lugar na Medicina caseira. Vive na África, na Ásia, Austrália e em quase todo o mundo. A espécie Waltheria communis, St. Hil., da família das Esterculiáceas, já é uma planta arbustiva, lenhosa, tomentosa ou hirsuta, pequena,até 40cm de altura, com flores hermafroditas, pequenas, bran-co-amareladas, dispostas na axila da folha superior, pétalas plenas e 4 ou 5 estames; seu fruto é uma cápsula glabra na base e hirta no ápice. É estimulante, anti-disentérica, sudorífica, emética e diurética. Muito recomendada contra o catarro brônquico e moléstias pulmonares, além de curar as cistites e as blenor-ragias. Uma outra espécie, W. douradinha St. Hil., da mesma família, é também planta lenhosa, de caule solitário e suas folhas e flores em infusão são úteis internamente nas afecções catarrais e externamente na lavagem de feridas, principalmente as de origem sifilítica. A homeopatia a emprega com o nome de Slemodia arenaria. Vegeta, de preferência nos lugares pedregosos.

Parte utilizada: folhas e cascas dos ramos.

Princípios Ativos: alcalóides, taninos, saponinas.

Propriedades medicinais: depurativa enérgica, diurética, emagrecedora, antialbuminúrica, cardiotônica, hipotensora, antiinflamatória, estimulante, emética, sudorífica, emoliente.

Indicações: reumatismo, ácido úrico, gota, estimulante, doenças da pele (erupções, coceiras, furúnculos, feridas, eczemas, úlceras externas), cólicas renais, abaixar a pressão arterial, furunculose, afecções dos rins e bexiga, cistite crônica, dificuldades em urinar, desenteria, catarro crônico, afecções pulmonares, blemorragia, tosse, bronquite, doenças sifilíticas, amolecer tumores.

Contra-indicações/cuidados: Evitar seu uso em paciêntes com distúrbios da coagulacaosanguinea.

Efeitos colaterais: Aumento do número de evacuações ou diarréia pastosa nos intestinos com tendância a diarreia.

Modo de usar:
- infusão de 20 g de folhas e casca dos ramos em um litro de água: uso externo e interno. Tomar 4 a 5 xícaras (tamanho chá) ao dia;
- tintura da casca: tônico cardíaco.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Plantas que Curam: DIVI DIVI - Caesalpinia coriaria


Descrição : Da família das Leguminosas. Árvore inerme, de caule tortuoso, até 9m de altura e 40cm de diâmetro; casca áspera, cinzenta; ramos contorcidos e espalhados horizontalmente; folhas glanduloso-punc-tuadas, compostas de 4-10 pares de pinas; folíolos 12-30 jugos, linear-oblongos, obtusos, de 4-8mm, lisos, glabros, verdes-escuros e com punctações pretas na página inferior; flores brancas, às vezes amareladas, aromáticas, dispostas em racimos curtos, paniculados; ovário glabro com 10 óvulo ou menos; o fruto é uma vagem séssil, indeiscente, curva e contorcida, até 5cm de comprimento, 25mm de largura e 3mm de espessura, tomando formas curiosas, mais geralmente as de S e de C, vermelho--castanho ou castanho-escuras, vernicosas. Fornece madeira de alburno espesso, amarelo-laranja-claro, muito atacado por vários insetos; estes, porém, não atacam o cerne, que é escuro,quase preto, duro e compacto, grão finíssimo, reputado incorruptível, difícil de trabalhar, aliás, recebendo muito bem o verniz, próprio para dormentes, peças de resistência, moirões, dentes de engrenagens e obras de torno; também aproveitada na tinturaria como sendo um dos "brasiletos"; peso específico 0,770. A casca dá uma espécie de goma-laca com algum valor industrial. . Explica-se facilmente que uma espécie tão valiosa, que representa um fator de alta relevância na economia de vários países, tenha despertado em alguns outros o desejo de neles fazerem sua cultura, por exemplo, em várias regiões da África tropical, na Austrália, Birmânia, Ceilão, índia, etc., não obstante a produção, posto comece no quinto ano, somente ser bem rendosa depois dos doze, até aos 25, quando decresce. Grandes autoridades estendem a distribuição geográfica da espécie desde o México até o.norte do Brasil onde, aliás, pensamos não haver ainda sido encontrada, embora certamente aí exista, mal se podendo compreender que uma espécie muitíssimo comum nos litorais da Venezuela, da Colômbia e da Guiana, não chegasse ao nosso país. Não são, porém, raros os exemplares cultivados desde o extremo norte até o litoral do Estado de São Paulo. É planta melífera; vegeta expontânea-mente em terras semiáridas. Alguns autores, levados talvez pela semelhança dos frutos com os da Caesalpinia tinctoria, Domb., assim como pela identidade de sua aplicação industrial, têm asseverado tratar-se de uma só espécie botânica, o que não é verdadeiro.


Indicações:A maior importância da árvore consiste no seu fruto ou fava, a qual contém, envolvendo as sementes, uma polpa amarela, amarga e resinosa, com 30 a 45% de tanino de boa qualidade, reconhecida como um dos mais poderosos adstringentes empregados na Medicina e, ao mesmo tempo, constituindo obje-to de importante comércio para a indústria do curtume, sobretudo para os couros fortes, mantendo seu elevado valor mercantil apesar da facilidade de fermentação; tem ainda bom emprego no fabrico de tinta de escrever e bem assim na tinturaria, onde serve de mordente. As próprias sementes, embora não tão ricas em tanino, são utilizadas na Medicina caseira como adstringentes; reduzidas a pó, passam por ser tónicas e anti-periódicas, entrando também na composição de uma certa pomada anti-hemorroidária. Uma análise química das vagens determinou-lhes a seguinte composição: 41,5% de tanino, 25,4% de matérias insolúveis, 18,0% de matérias não-taníferas, 13,5% de água e 1,6% de cinzas

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

domingo, 27 de maio de 2012

Plantas que Curam: DORIL - Alternanthera brasiliana.


Descrição : Planta da família das Amaranthaceae. Também conhecida como anador, melhoral, acônito-do-mato, caaponga, cabeça-branca, carrapichinho, carrapichinho-do-mato, ervanço, infalível, nateira, penicilina, perpétua, perpétua-do-brasil, perpétua-do-mato, quebra-panela, sempre-viva, terramicina.

Parte utilizada: folhas.

Origem : América do Sul.

Propriedades medicinais:folhas: analgésicas, depurativa, diurética, digestiva;
flores: béquicas.
Nota: em vitro apresentou atividade anti-tumoral.

Indicações:bexiga, fígado, hemorróidas, dores. Nas Guianas as folhas são usadas como adstringente e antidiarréica e a planta inteira em maceração para prisão de ventre.


Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

Modo de usar :

infusão de uma colher de sobremesa d flores em um litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras de chá ao dia: béquica.


sábado, 26 de maio de 2012

Plantas que Curam: DONG QUAI - Angélica Sinensis


Descrição : Muito comum na China, onde são conhecidas pelo menos nove espécies de Angélica Sinensis, chamadas popularmente de Dong Quai ou Dang Gui, é uma planta cuja reputação na Ásia só perde para o Ginseng.

Parte utilizada: raízes.

Propriedades : Conhecida na Ásia como "remédio das mulheres" por suas propriedades terapêuticas na pré e perimenopausa.

Indicações : substâncias fitoestrogênicas das Angélicas Chinesas e Japonesas são muito ativas mas não tanto quanto os estrogênios de origem animal, que são 400 vezes mais potentes. O que explica porque a Angélica sinensis pode ser usada para tratar sintomas como dismenorréia (dor na menstruação) e metrorragia (menstruação anormal), da pré-menopausa e também amenorréia (ausência de menstruação) e os calores da menopausa. Quando o nível dos estrogênios é alto, característica da pré-menopausa, suas substâncias fitoestrogênicas reduzem a atividade hormonal ocupando os receptores de estrogênio espalhados pelo organismo feminino. Quando o nível abaixa, na menopausa, os fitoestrógenos da planta atuam de modo semelhante ao do estrógeno natural aumentando a atividade desse hormônio.
Os derivados cumarínicos dessa planta estimulam a atividade imunológica de pacientes com câncer, segundo estudos clínicos

Principios Ativos : compostos cumarínicos, flavonóides e fitoestrogênios

Toxicologia : a Angélica sinensis pode aumentar o nível de açúcar na urina e as mulheres com tendência para desenvolver diabetes devem evitá-la.

Modo de usar:
Coloque 4 xícaras de água em uma panela esmaltada ou de vídro grande. Não use alumínio; nem sequer aço. Coloque alguns pedaços de galinha crua magra ou carne de boi e uma raiz pequena de quai-don g ou a metade de uma grande. Cubra cubra com água e deixe ferver. Reduza o calor, para cozinhar lentamente por várias horas ou até que o líquido é reduzido a 1 1/2 xícaras. Deixe amornar e beba.
infusão de 30 g de raiz em 3 xícaras de água por 30 minutos junto com gengibre semi fresco. Beba 1 dia por semana como tônico uterino.
Extrato seco: 300 a 500 mg, dividido em 1 a 6 administrações diárias, juntamente com alimentos.

Referência :

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Plantas que Curam: DOIS AMORES - Euphorbia tithymaloides


Descrição : Família das Euforbiáceas. Esta planta é um arbusto pequeno, medindo até 3m de altura, muito ramificado, com ramos suculento^ quase fistulosos, folhas poucas, curto-pecioladas, alternas, ovais, oblongas, obtusas ou recurvadas no ápice, agudas coriáceas, onduladas nas margens & com a nervura central saliente na página inferior, glabras. É medicinal. O extrato da raiz, conhecido nas Antilhas Espanholas como ipecacuana e na França como ipeca de Saint-Domingue, é vomitivo, assim como o látex, sendo que este é acre é muito cáustico, enérgico, útil contra as úlceras de mau caráter, servindo também para extirpar as verrugas e os calos, ligar carnes dilaceradas e estancas hemorragias. A decocção de toda a planta é eficiente contra a amenorréia. Espécie xerófila, muito melífera e que, segundo Ridola, deve ser considerada como uma "descendente de Euphorbia de evolução póstuma com flores zigomorfas, modificada especialmente em vista de sua adaptação ornitófila". É planta ornamental, muitíssimo cultivada nos jardins e também usada para cercas vivas. Conhecida também pelos nomes de picão, sapatinho-de-judeu, dois-irmãos, etc. Suas flores são vermelhas, pequenas, medindo 15mm as masculinas, numerosas e dispostas na circunferência e uma só feminina no centro, inclusas num grande invólucro, bilobado, vermelho até purpúreo e com a forma de sapato, reunidas em cimeiras terminais densas; seu fruto é uma cápsula mais larga que comprida (até 7mm de comprimento e 9mm de largura, truncada na base e no ápice. Suas sementes são ovóide-agudas, pedúnculos 1-floros curtos. O Estado que mais cultiva essa planta é o Amazonas.

Parte utilizada: toda a planta.

Propriedades medicinais:
- extrato da raiz e o látex: vomitivos;
- látex: cáustico enérgico e acre, calicida, anti-hemorrágico.

Indicações: sífilis, úlceras, verrugas, regenerar carne dilacerada, amenorréia.

Contra-indicações/cuidados: por encerrar látex cáustico e tóxico, o uso da planta deve ser feito sob orientação médica.

Modo de usar: Utiliza-se externamente. O uso interno só mediante orientação médica.
decocção de toda a planta: amenorréia.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Plantas que Curam: DIGITAL - Digitalis purpurea


Descrição : Planta da família das Scrophulariaceae. Este é o nome que designa duas espécies da família, ambas bienais, de caule até l,40m de altura, também ornamentais e muito frequentes em todos os jardins brasileiros. Folhas glabras, oblongo-lanceoladas, com as nervuras pubes-centes na página inferior; flores dispostas em racimos compactos, multifloros, de 30-40cm, corola cinzento-ferrugínea, intumescida na base, contraída e pilosa na fauce. O fruto é uma cápsula. Esta é venenosa e suas folhas verdes encerram a gli-coside "digitalina", veneno tipo cardíaco e que, segundo experiências realizadas no Museu Nacional do Rio de Janeiro pelo dr. J. B. de Lacerda, ficou constatado que a virulência do veneno é igual nas duas espécies, porém variam as manifestações e a morte sobrevêm paralisando o coração em meia sístole, e não em sístole completa. Isto justifica a afirmativa de Huchard: na terapêutica das moléstias cardíacas, a digital não tem sucedâneos porque a ação de todos os outros remédios propostos é diferente ou inferior. A digitalis purpúrea, L., tem raiz lusifor-me e carnosa, avermelhada exteriormente e branca interiormente; folhas vilosas, radicais, mais ou menos atenuadas em pecíolo, cretas, caule folioso, ereto, cilíndrico, verde-glauco no ápice, com folhas pequenas, nervuras secundárias, salientes, terminando por um racimo unilateral de flores zigomorfas, hermafroditas; o fruto é uma cápsula acuminada, glandulosa, vilosa e albúmen abundante. Não obstante ser ornamental, principalmente as espécies cor-de-rosa, as flores no ápice reunenvse em uma só. £ conservada nos jardins, mas é medicinal. Devido à intensidade da luz solar no Brasil, essa planta fornece muito maior quantidade de "digitalina" do que na Europa. Essa planta contém, além da digitalina, ainda a digitoxina e a digitonina. A mais eficiente e útil é a digitalina que é um tónico cardíaco e diurético de largo emprego na terapêutica universal, porém veneno enérgico com ação imediata sobre o coração, os vasos sanguíneos e a secreção urinária de todos os vertebrados, com exceção do rato e do sapo. É venenosíssima, já na dose de l a 2 centigramas, sendo que a dose útil em farmácia não passa de 4 miligramas.

Partes utilizadas : Folhas secas pulverizadas.

Propriedades medicinais: cardiotônico.

Indicações: cardiopatia valvular.


Princípios Ativos : Linhagens decorativas da Digitalis purpurea tem baixas concentrações de P.A. Folhas e sementes de variedades selvagens de D. pupurea: 30 glicosideos diferentes sendo os principals - purpurea-glicosideo A que produz a digitoxina e purpurea-glicosideo B, precursor da gitoxina, digitalinum Vera. Com a hidrolise, perdem moleculas do agucar, produzindo suas agliconas respectivas, digitoxigenina e gitoxigenina. Agliconas gitaloxigeninicas: glicoverodoxina, glicogita-loxina, gitaloxina. Glicosideos pregnanicos: digipurpurina, diginina, digitalonina. Saponinas esteroidais: desgalactotigonina, digitonina, purpureagitosideo. Antraquinonas. Digitalis lanata : Glicost'deos: lanatosideos A, glicodigifucosfdeo, glicoevatromonosideo, digitoxina, alfa e B-acetildi-goxina. Remogao dos acetatos e agucares resultam em: digitoxina, gitoxina, digoxina, digitalina e gitaloxina. Lanatosideo B, glicotirosideo, digitalinum verum, gitoxina, alfa e (3-acetilgitoxina. Lanatosideo C, desacetil lanatosideo C e dogoxina Lanatosideo D, diginatina, gitalosfdeo diginatigentnico Lanatosideo E, glicoveredoxina, glicoverodoxina Glicosideos pregnanicos: digtfoleina, glicodigifolei-na, diginina, digipronina, lanafoleina, gitonina Saponinas esteroidais: lanagitosideos I e II, tigonina, desglucolanatigonina Agliconas: tigogenina, digalogenina, digitogenina, gitogenina. A Digitalis lanata não e tipicamente usada como po, mas serve como uma fonte importante de lanatosido C e de digoxina.

Contra-indicações/cuidados: Não permitir que criancas entrem em contato com esta erva. As quantidades de tóxinas letais na planta podem causar a morte em criancas.

Efeitos colaterais: Não há relatos, no uso das doses terapeuticas. Quando as doses não estão adequadas podem ocorrer hipertonia gastro-intestinal, perda de apetite, vômitos, diarréia e cefaleias.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Plantas que Curam: DENTE DE LEÃO - Taraxacum officinale


Descrição :Planta da família das Asteraceae. Também conhecida como alface-de-cão, alface-de-côco, amargosa, amor-dos-homens, chicória-louca, chicória-silvestre, coroa-de-monge, dente-de-leão-dos-jardins, frango, leutodonte, quartilho, radite-bravo, relógio-dos-estudantes, salada-de-toupeira, soprão, taraxaco, taraxacum. Diente de leon (espanhol), dent de lion (francês), dandelion (inglês), tarassco comune e dente di leone (italiano). Planta vivaz, munida de uma grossa raiz, carnosa, laicífera, de onde saem as folhas e o escapo floral. As folhas e o escapo floral. As folhas, disostas em fortes rosetas, são eretas ou inclinanas, lanceoladas e profundamente divididas com sgmentos triangulares. As flores nascem em capítulos amarelos, solitários, na extremidade de um escapo oco. O fruto é um aquênio, com dentes no ápice, parecendo minúsculas presas, e um papilho de pêlos brancos sedosos,formando uma esfera branca, que o vento dissemina com facilidade, percorrendo grandes distâncais. É considerada uma planta invasora de horta e jardim, medrando em campos, vales úmidos e sombrios. POssui grande vitalidade, rusticidade e é de fácil propagação. Adapta-se bem em vários tipos de solo e clima. A raiz se recolhe no outono, a folha em qualquer época e o capítulo floral antes de abrir.

Parte utilizada: rizoma, folhas, inflorescência, sementes.

Origem : Europa, principalmente Portugal.

Modo de Conservar : As raízes, as folhas e os capítulos florais sào secos ao sol, em local ventilado e sem umidade. armazenar em sacos de papel ou de pano. As raízes e as folhas podem ser consumidas cruas.

Plantio : Multiplicação: por sementes ou mudas do rizoma; Cultivo: em climas diversos e solos pobres com pouca umidade; Colheita: colhem-se as folhas durante a floração (julho — setembro).

Princípios Ativos: ácido caféico, ácido cítrico, ácido dioxinâmico, ácido p-oxifenilacético, ácido tartárico, ácidos graxos, alcalóides, amerina, aminoácidos, apigenina, carboidratos, carotenóides, cobalto, cobre, colina, compostos nitrogenados, estigmasterol, ferro, fitosterol, flavonóides, fósforo, frutose, glicosídeo (taraxacosídeo), inulina, lactucopicrina, látex, levulina, luteolina, magnésio, matéria graxa, mucilagem, níquel, óleo essencial, pectina, potássio, pro-vitamina A, resina, sais de cálcio, saponinas, silicatos, sitosterol, soda, sódio, stigmasterol, taninos, taraxacina, taraxacosídeos, taraxasterol, taraxerol, vitaminas: A, B1, C, PP, D; xantofilas.

Propriedades medicinais: alcalinizante, anódina, antianêmica, anticolesterol, antidiarréica, antiescorbútica, antiflogística, anti-hemorrágica, anti-hemorroidária, anti-hipertensiva, antiinflamatória, antilítica biliar, antioxidante, anti-reumática, antiúrica, antivirótica, aperiente, bactericida, carminativa, colagoga, colerética, depurativa, desobstruente das vísceras abdominais, diurética, digestiva, estimulante, expectorante, febrífuga, fortificante dos nervos, galactagoga, hepática, hipocolesterolêmica, hipoglicêmica, laxante suave, nutritivas, problemas do fígado, sudorífica, tônica.


Indicações: ácido úrico; acidose, acnes, afecções biliares, afecções hepáticas, afecções ósseas, afecções renais, afecções vesicais, aliviar escamações da pele, aliviar irritações da pele, aliviar vermelhidões na pele, anemias; arteriosclerose, astenia, baixa produção de leite por lactantes, cálculos biliares; câncer, cárie dentária, celulite, cirrose, cistiti, colecistite (inflamação da vesícula biliar); colesterol, constipações, depurativo para todo o organismo, dermatoses, desordens hepatobiliares, desordens reumáticas, diabetes, diluir gorduras do organismo, distúrbios menstruais; diurético, doenças de pele, doenças ósseas, eczemas, edemas; escarros hemoptóicos, espasmos das vias biliares, esplenite (inflamação do baço); excesso de colesterol, falta de apetite, fígado, fraqueza; gota, hepatite; hidropisia; hiperacidez do organismo, hipoacidez gástrica, icterícia, impurezas no sangue, insuficiência hepática; litíase biliar, manchas na pele, nefrite, obesidade, obstipação, oligúria, palidez; paludismo, pele, piorréia, prevenção de derrames, previnir a gota, previnir artritismo, previnir cálculos renais, previnir cárie dentária, previnir doenças das gengivas, previnir reumatismo, prisão de ventre, problema hepáticos, problemas digestivos, radicais livres, renovar e fortalecer o sangue, reumatismo; rugas, sardas, tonificar o sistema sexual, varizes, verrugas, vesícula.

Contra-indicações/cuidados: não usar na gravidez. É contra indicado em casos de pessoas com sensibilidade gastrintestinal, acidez estomacal, com obstrução no duto biliar; no caso de cálculos renais, usar a planta apenas sob a supervisão de um médico.
Podem ocorrer náuseas, vômitos, diarréia, pirose, reações alérgicas.
O látex da planta fresca pode produzir dermatite de contato.
Em uso interno, pode causar moléstias gástricas, como hiperacidez. Para evitar associar o malvavisco ou outra planta mucilaginosa.
O uso de diuréticos en presença de hipertensão ou cardiopatia, só sob prescrição médico, dada a possibilidade de ocorrer descompensação tensional ou eliminação de potássio excessiva com potencialização dos efeitos dos cardiotônicos (no caso do dente-de-leão o risco é menor por ser ele rico em potássio).

Modo de usar:
infusão, decocção, vinho.
Folhas:
- suco: bater no liqüidificador 4 folhas, 1 copo d´água e gotas de limão. Tomar 2 a 3 colheradas do suco ao dia.
- secas: 4 a 10 g três vezes ao dia ou por infusão.
- infusão: 10 g de folhas por litro de água, como tônico e depurativo, 3 xícaras de chá por dia.
- sumo das folhas: cálculos renais e fígado.
Uso externo: vitiligo.
- folhas novas são usadas em saladas; as folhas velhas, refogadas e comidas como verdura;
Flores:
- fritas.
- em saladas, maioneses e geléias;
Sementes:
- torradas e moídas, podem ser usadas como "café de chicória".
Rizomas:
- comidas cruas ou cozidas, cortadas em fatias.
- deixar macerar por 1 dia 1 colher das de chá de raízes secas em 1 xícara das de chá de água. Tomar ½ xícara antes das refeições: desintoxicante hepático e depurativo;
- 2 a 3 colheres de chá das raízes secas em 250 ml de água. Ferver 10 a 15 minutos. Tomar 3 vezes ao dia.
- 1 colher de chá de raízes secas em ½ copo de vinho tinto seco. Deixar macerar 10 dias. Tomar 1 cálice antes das refeições: aperiente;
- raiz pulverizada: 1 g por dose, 4 g por dia.
- extrato fluido: 30 gotas, 3 a 4 vezes ao dia.
- macerar 1 colher-de-chá de raízes picadas em uma xícara de água, durante uma noite. Ferver no dia seguinte por cerca de 1 minuto. Tampar e deixar esfriar. Coar e tomar meia xícara em jejum e a outra metade após o café da manhã do mesmo dia: depurativo e desintoxicante;
- tintura (1:5): 5 a 10 ml em 25% etanol, 3 vezes ao dia.
Raízes e folhas:
- 2 colheres-de-sopa de raízes e folhas picadas, em 1 litro de água. Ferver por 3 minutos, tampar até esfriar. Coar, tomar durante o dia, dividido em várias doses: diurética.
- tintura mãe: 50 gotas, 3 vezes ao dia.
Raízes, flores e folhas novas podem ser consumidas cruas em saladas como estimulante da digestão.
Planta toda seca pulverizada: 1 g por dose, 3 a 4 vezes ao dia.
Distúrbios da função digestiva; diurético : coloque 1 colher de sopade raízes picadas em xícara de chá de água. Deixe em maceração por 1 noite. No dia seguinte, leve ao fogo e quando ferver, desligue e coe. Tome 1/2 xícara de chá de manhã, 30 minutos antes do desjejum e a outra 1/2 xícara de chá, 30 minutos após o desjejum.
Distúrbios da função digestiva; diurético : coloque 3 colheres de sopa de raízes e folhas picadas em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 1o dias e coe. Tome 1 cálice, antes das pricnipais refeições.
Afecções da pele do rosto; irritação dos olhos : coloque 1 colher de sopa de raízes picadas em 1 xícara de chá de água em fervura. DEixe ferver por 5 minutos. Coe e adicione 1 colher de sobremesa de mel. Aplique no rosto, inclussive nas pálpebras, com um chumaço de algodão, 2 vezes ao dia, sendo de preferência, uma noite, antes de deitar.
Reumatísmo; artrite reumatóide; gota; dores musculares e da coluna; nevralgias; prostatites e contusões : em uma panela com água em fervura, coloque uma peneira, de modo que a mesma nào toque na água e sobre a eneira um apno. Esparrame sobre o pano 1 punhado de folhas frescas picadas e abafe.Espere que o vapor de águaquante amorne o pano e as folhas AInda morno, aplique o pano com as folhas nas partes doloridas, cubra com outro pano e deixe agir durante toda a noite.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Plantas que Curam: DAMIANA - Turnera ulmifolia


Descrição : Planta da família das Turneraceae. Também conhecida como chanana (ceará), turnera-de-folha-olmo, albina, erva-damiana. Arbusto pubescente e muito ramoso, até 2 m de altura (em geral menos da metade); ramos delicados e difusos; folhas pecioladas, mais ou menos oval-rômbeas, espatuladas ou oblon-goceoladas, obtusas ou agudas, quase sempre cuneadas na base, de 1-2 cm de comprimento, crenado-serradas ou duplo-dentea-das, revolutas nas margens, profundamente imerso-nervadas e pubescentes ou glabras na página superior e tomentoso-pubes-centes ou apenas piíosas, na página inferior; pedúnculos muito curtos; pétalas espatuladas, estames curtíssimos; o fruto é uma cápsula subglobosa de 4-5mm (ou muito menos?). Aromática e de sabor agradável, encerra óleo essencial amargo e adstringente, como o sabor da cânfora, ao qual se atribuem numerosas virtudes medicinais: tónicas, estimulantes, afrodisíacas, anti--diarréicas, diuréticas, espectorantes, laxativas, úteis contra todas as afecções dos rins, da bexiga e da medula espinal, doenças sifilíticas, úlceras do estômago e dos intestinos, dispepsia, paralisia, leucorréia, diabetes, malária, etc., a planta toda serve no México para aromatizar licores e para substituir o chá-da--índia; nos Estados Unidos acha-se incluída na farmacopeia oficial e vende-se em extraio fluido de "Turnerae afrodisiacae"; já teve grande época na Europa, sobretudo como tónico nervoso na amaurose, tónico do sistema gênito-urinário e tónico geral na neurastenia e na impotência; muito conveniente nas convalescenças demoradas deu também excelente resultado no combate à albuminúria nefrítica, albuminúria cardíaca e albuminúria consecutiva às escarlatinas. É encontrada desde o Amazonas até São Paulo. Uma outra espécie, a Turnera opijera, M. é arbusto pequeno, até l m de altura, folhas pecioladas, oblongas, até 6cm de comprimento e 25mm de largura, crenadas, pubescentes, flores fasciculadas, amarelas, dispostas em pení-culas terminais, ovário de 40-50 óvulos; o fruto é uma cápsula. Atribuem-se-lhe as mesmas propriedades medicinais reconhecidas à espécie anterior, principalmente a ação tónica especial e imediata sobre os órgãos gênito-urinários; antigamente o seu maior emprego consistia em combate as dispepsias e os embaraços do ventre. É encontrada em grande escala em Minas Gerais e em São Paulo.

Parte utilizada: folha; raiz.

Princípios Ativos: ácido tânico, cafeína, damianina, óleo essencial, pepsina, princípios amargos, resina, tanino.

Propriedades medicinais: adstringente, albuminúrica, antidispepsia, balsâmica, emenagoga, emoliente, estimulante dos órgãos sexuais, estomáquico, expectorante, purgativa, tônica, tônico geral, tônico nervoso.

Indicações: albuminúria, bronquite, diabete, digestão, disenteria, dismenorréia (dor menstrual), dispepsia, dor de dente, dor em geral, dor nas costas, febre, gripe, hemorragia, incontinência urinária, leucorréia, lumbago (dor na região lombar), má digestão, metrorragia (sangramento do útero), puerpério (período pós-parto), reumatismo, tônico, tórax, vertigem, vesícula.

Contra-indicações/cuidados: Gravidêz, lactação e hipoglicemia.

Efeitos colaterais: Em doses elevadas e purgativa drástica. Há um relato de um individuo que apresentou convulsões tetanicas e paroxismos após ingerir alcool e cerca de 22g de extrato seco de Damiana (Spencer & Seigler, 1981).

Modo de usar:
- infusão das folhas: emoliente, adstringente, diabete, albuminúria, tônico geral, má digestão, dispepsia, leucorréia.
- decocção das raízes: expectorante, incontinência urinária.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Plantas que Curam: DAMASCO - Armeniaca vulgaris


Descrição : Planta da família das Rosaceae. Também conhecida como abricó. O damasco é uma espécie de Prunus , classificada com a ameixa no subgênero de Prunus. É uma árvore pequena de 8 à 12 metros de altura, com tronco de 40 cnetímetros de diâmetro. As folhas são ovais , 5-9 cm e 4-8 cm de comprimento, com uma base arredondada, uma ponteira e uma margem finamente serrilhada. As flores são 2-4,5 cm de diâmetro, com cinco pétalas brancas a rosadas, são produzidos individualmente ou em pares, no início da primavera, antes das folhas. O fruto é uma drupa semelhante a um pequeno pêssego , 1,5-2,5 cm de diâmetro (maior em algumas das modernas cultivares ), de amarelo para laranja, muitas vezes tingido vermelho no lado mais exposto ao sol, sua superfície é geralmente púberes . A única semente está dentro de um shell de pedra dura, muitas vezes chamado de "pedra", com um granulado, com o lado suave textura.

Parte utilizada: sementes, frutos, folhas.

Origem : A área de distribuição natural é um pouco incerta, devido ao seu cultivo extensivo pré-históricos.

Princípios Ativos: ácido acético, ácido caféico, ácido clorogênico, ácido cítrico, ácido ascórbico, ácido esteárico, ácido glutâmico, ácido linoléico, ácido málico, ácido oléico, ácido pantotênico, ácido p-cumárico, ácido quínico, ácido isobutírico, alanina, alfa-terpineol, amigdalina, beta-caroteno, beta-sitosterol, campesterol, fitosteróis, fenilalanina, folacina, fósforo, geraniol, glicina, ferro, isoleucina, isoquercitrina, kaempferol, limoneno, linalol, licopeno, lisina, magnésio, mirceno, niacina, potássio, quercetina, quercitrina, riboflavina, rutina, tanino, vitamina B6.

Propriedades medicinais: afrodisíaca, antiespasmódica, antiidade, antitussígena, calmante, demulcente, diurética, emoliente, estimulante, expectorante, hidratante, laxante, mineralizante, nutritiva, peitoral, sedativa, tônica.


Indicações: pele, membranas, mucosas, visão, evitar doenças do coração, derrame, catarata, algumas formas de câncer; inibir desenvolvimento de tumores, combate ao envelhecimento, alimentação dos diabéticos, pressão arterial, estabilizar as taxas de açúcar no organismo, evitar deficiência de ferro, bronquite, asma, prisão de ventre e enfisema; incontinência urinária, constipação, disfunções da potência sexual, impotência de origem fisiológica, disfunções do orgasmo, insensibilidade genital, ejaculação precoce, estimulante do sistema nervoso, depressão.

Contra-indicações/cuidados: TÓXICO. O consumo exagerado pode provocar efeitos nocivos em crianças menores de 10 anos e adultos com mais de 50 anos. Contra indicado em casos de diarréia.
As folhas e hastes podem provocar diarréia, dor de cabeça, vômito e náusea. Em excesso, podem causar envenenamento hidrociânico, depressão no sistema nervoso, falhas respiratórias. O glucosídeo amigdalina, presente em seu caroço, pode produzir um veneno de ação muito rápida se misturado com água. A toxicidade reduz-se se o caroço for cozido na panela ou no vapor. A raiz é usada no preparo de um antídoto contra tal envenenamento.

Modo de usar:
- amêndoa triturada (líquido): gotas para dor de ouvido (morno);
- amêndoa: resfriados, tosse, reumatismo, dores, inchações dos pés, prisão de ventre;
- decocção das folhas em gargarejos: afecções da garganta, angina catarral.


domingo, 20 de maio de 2012

Plantas que Curam: DAMA ENTRE VERDES - Nigella damascena


Descrição :Da família das Ramunculáceas. Por este nome ou pelo de damas--entre-verdes, são conhecidas algumas espécies da família das ranunculáceas, originárias da Europa e muito comuns nos jardins, pela beleza e singularidade de suas flores. Planta de caule ereto, ramoso, estriado, até 50cm de altura; folhas alternadas, sésseis, multífidas, decompostas em muitos segmentos ou divisões finas, lineares, agudas; flores solitárias, terminais, de 30-35mm de diâmetro, azul-pálido ou brancacentas, acompanhadas por numerosos segmentos quase capilares transformados em brác-teas persistentes e formando, sob o cálice, como que um invólucro maior que a flor; sépalas oval-lanceoladas, unha mais curta que o limbo; constituída por 5 carpelos 1-nervados, lisos, com os ovários soldados entre si e em toda a extensão; sementes trígonas, transversalmente rugosas. etc. Nas culturas de Chipre a produção de sementes é estimada em 23g por metro quadrado. Esta planta oferece a particularidade de que o epicarpo e o mesocarpo destacam-se do endocarpo, de modo que cada loja primitiva se encontra desdobrada em duas, sendo uma externa, estéril e falsa, e outra interna e fértil, que é a verdadeira. Os horticultores obtiveram uma variedade de flores azul-celeste (Miss Jekyll), outra de flores brancas e dobradas e, ainda, outra anã, de flores também dobradas, porém cujo porte não excede 30cm, e por isto é a preferida para bordas de canteiros. A Migella hispânica N. — planta glabra ou quase glabra, de caules ásperos e eretos, até 60cm de altura; ramos fortes, curtos, divergentes e ascendentes; folhas alternas, sésseis, 2 ou 3 vezes pinatisectas, decompostas em segmentos menos finos que os da espécie anterior; flores solitárias, terminais, de 5cm de diâmetro, azul-claro ou brancacentas, desprovidas de invólucro e com as sépalas largo-ovais contraídas em unha curtíssima; o fruto é uma cápsula de largura e comprimento quase iguais, constituída por 8-10 carpelos 1-nervados, soldados até o ápice, denso-glanduloso-rugosos, sementes lisas e não-punctuadas. Nesta planta cultivada nos jardins já aparace um invólucro idêntico ao da N. datnascena embora não tão delicado; os horticultores obtiveram também variedades de flores brancas e de flores purpúreas com estames vermelhos, todas valiosas para os jardins como excelentes para cortar e para confeccionar ramalhetes.
Princípios Ativos: ácido tânico, cafeína, damianina, óleo essencial, pepsina, princípios amargos, resina, tanino.


Indicações:Passou por ser espécie emenagoga e excitante dos órgãos genitais, as sementes são carminativas e diuréticas, também aconselhadas contra as dores de cabeça, desprendem um aroma igual ao do Morango e por isso, na Alemanha, empregavam este fruto na confecção dos sorvetes, tendo sido antigamente usadas também como condimento, em lugar das de N. sativa, L.; no Egito entravam no preparo de uma conserva especialmente apreciada pelas mulheres e à qual adicionavam gengibre, canela-da-índia, âmbar-cinzento, açúcar,

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

sábado, 19 de maio de 2012

Plantas que Curam: AÇAFRÃO DA TERRA - Curcuma Longa


Descrição : Da família das Zingiberácea, tambêm conhecido como gengibre-amarelo, tumérico, curcuma, açafrão-da índia, açafroa. Utiliza-se Rizoma, semelhante ao gengibre, seu parente. Temos vários açafrões: um é a planta chamada Crocus sativus, Lineo, conhecida alhures como Açafrão oriental, Açafrão cultivado, Açafrão verdadeiro, Flor da aurora, Flor de Hércules, que é um arbusto pequeno muito comum nos jardins do Brasil. Não é deste que falamos aqui. Neste site falamos da Curcuma longa L/C. Outro é o Curcuma zedoaria (Christm) Roscoe, falso açafrão, zedoária, bastante parecida com a descrição abaixo, com um diferencial importante - esta tem flor vermelha e a outra tem flores maiores e brancas, mas a folhagem é idêntica. Usada há séculos como estomáquica. Outros nomes populares Açafroeira, açafroeira-da-índia, batata-amarela, gengibre-amarelo, gengibre-dourado (a cor da raiz no "curry"), mangarataia (turmeric em inglês), que é o açafrão milenar da medicina chinesa e indiana e também usada no Brasil como tempero de alimentos, à semelhança do que os indianos fazem no "curry". Outros sinônimos científicos Curcuma domestica Valeton, C.; Sichuanensis XX Chen; Stissera curcuma Racusch.Palanta perene, rizomatosa, sendo que o rizoma princial é piriforme, arredondada ou ovóide, carnudo, com ramificação laterais compridas, mais finas e menos carnudas. Externamente os rizomas frescas apresentam uma coloração esbranquiçada ou acinzentada e internamente amarelada. Do rizoma saem as folhas e as hastes florais. As folhas são invainantes, oblongo-lanceoladas, lonamente pecioladas e reunidas na base. As flores, pequenas e de cor amarela, nascem de uma inflorescência, semalhante a uma espiga, localizada na ponta de uma espiga, localizada na ponta de uma haste longga. O fruto é uma cápsula bivalve, que se abre quando maduro, apresentando 3 orifícios onde estão contidas as semntes. Possui um odor agradável, qua lembra o so gengibre, levemente amargo. Reproduz-se por pedaços de rizomas que apresentam gemas, com plantio em solo argiloso, fértil, leve, solto e de fácil drenagem, de preferência onde o clima é temperado e 'úmido. Uma vez que a planta se adapta no lugar, ela se alsatra, pois os rizomas laterais, algun spossuindo flolhas que se desprendem do rizoma principal e se convertem em palntas independentes. ë uma planta difícil de ser destruída. A colheita do rizoma, com a retirada perde a perte aérea, o que acontece após a foração. Nesse momento, os rizomas apresentam pigmentos amarelos internos.

Origem : Índia, e foi introduzida no Brasil pelos colonizadores.

Plantio : Multiplicação: por rizomas (cortam-se pedaços com gema e preparam-se as mudas); Cultivo: Plantio em covas de 10 cm de profundidade em terrenos úmidos e afofados, com espaçamento de 0,5m X 0,5m; Colheita: colhem-se os rizomas 8 a 10 meses após o plantio (quando as folhas amarelarem). Os rizomas lavados e secos, devem ser conservados em vidros de boca larga e escuros ou latas, bem tampadas.

Modo de conservar : Os rizomas devem ser lavados, enxugados e fatiados. Colocar para secar ao sol, em local ventilado e sem umidade. Conservar em vidros escuros, ao abrigo da luz solar.

Propriedades : Antiinflamatória, anticoncepcional, antiagregante plaquetária, antiinfecciosa, antiasmática

Indicações : Trabalhos realizados fundamentalmente com os corantes mostraram efeitos colerético, colagogo e protetor hepático em ratas (Ozaki Y. et al., 1988 e outros posteriormente.)Há um estudo que mostra involuções de cálculos biliares com uso de curcumina - Hussain M. et al., 1993 - e melhora das funções de muitas enzimas do fígado : Goud V. et al., 1993, além de ser hepatoprotetor e antitóxico do fígado, como nos diz Donatus I. et al.,em 1990.Na verdade há muitos trabalhos nos dando conta de que é uma ótima planta para os problemas do fígado e vesícula biliar. Há, também, nestes rizomas, atividades pró-digestiva das boas como quer outra série de bons trabalhos científicos. Kiso Y. em 1983 demostrou que ela estimula a digestão. É protetor gástrico, por diminuir a secreção de ácidos segundo Rafatullah S. et al.,1990.Apresenta atividade imunomoduladora estimulante e antiinflamatória em ratas, por potencializar o sistema retículo-endotelial e quem nos diz assim é Kinoshita G et al , 1986 e Gonda R. et al., 1992.Há muitos outros estudos provando sua atividade antiinflamatória.É uma planta que abaixa o nível de colesterol e lipídios totais no sangue às custas da curcumina. Extrato de Cúrcuma doméstica demonstrou abaixar triglicerídeos e fosfolipídeos em trabalhos de A . Beynen em 1987 e V. Dixit e outros no ano seguinte.A curcumina inibe o acetato de tetradecanoil-forbol que causa tumor de pele, a nitrosamina, causadora de cânceres orais e gástricos e azoximetanol, indutor de câncer em cólon. Nagabhushan M, Bhide S. e Huang M. et al. em 1992 provaram que 2% de curcumina protegem a mucosa do intestino grosso contra este último agente.Ainda é antiagregante plaquetária, antiinfecciosa, antiasmática e útil em casos de despigmentação da pele como na psoríase e alguma leucemia.Em altas doses inibe a ovulação e poderia, então, ser usada como anticoncepcional: trabalho feito na Universidade de Filipinas (publicado em Philippine Journal of Science).No Oriente é usada como hepatoprotetor, estimulante das vias biliares, antiflatulenta, diurética, afrodisíaca, diurética, antiparasitária, antifebril, antiinflamatória e para a circulação.Na China é usada contra o câncer de colo de útero (em aplicação local e via oral), como fala o Dr. Jorge R. Alonso da Associação Argentina de Fitomedicina.


Principios Ativo : Em sua composição química, os principais são curcuminóides (corantes) em 2 a 5%, diferuil metano, curcuminas I e III e outras curcuminas.Tem óleos essenciais, onde 60% deles são de sesquislactonas (turmerona), zingibereno, bisabolano, cineol, linalol, eugenol, curcumenol, curcumernona, como os principais, além de polissarídeos A, B e C, galactano, potássio, resina, glucídios (mais amido).Sua composição em cada 100 gramos de rizoma é aproximadamente = 354 calorias, 11,4% de água, 7,8% de proteínas, 9,9 de gorduras, 64,9% de hidratos de carbono, 6,7 %de fibras, 6% de cinzas, 182mg de cálcio, 268mg de fósforo, 41,4mg de ferro, 38 mg de sódio, 2525 mg de potássio, 0,15 mg de tiamina, 0,23 mg de riboflavina, niacina 5,14mg, ácido ascórbico em 26 mg e caroteno.
Modo de Usar : Externamente é bom cicatrizante e desinfectante de feridas, inclusive de olho, e anti-reumático (usa-se 1% de rizoma em decocção, duas ou três vezes ao dia.)Pode ser usada como extrato seco (5:1 é proporção da droga vegetal nesta forma farmacêutica) em encapsulados, na dosagem de 80 mg, duas vezes ao dia ou em extrato fluido em 50 gotas por duas ou três tomadas (cada 40 gotas têm um gramo).A absorção dos princípios ativos dela pelas vias digestivas é boa (cerca de 60%) e não é ulcerogênica como os antiinflamatórios convencionais, provou em 1986 R. Srimal. Este outro açafrão, chamado de açafrão verdadeiro (ou cultivado), açaflor ou erva-ruiva é semelhante ao que comentamos, porém, mais comum e usado na culinária brasileira. Seus estigmas secos são usados contra gases intestinais, dores gástricas, atonia digestiva (as raízes também têm esta ação), afecções das vias urinárias, calculose renal e da vesícula biliar, e para problemas do sistema respiratório.Usam-se as raízes ainda para a circulação do sangue e como antihipertensivo, oralmente, por infuso de uma colher de sobremesa para cada xícara de água, uma a três vezes ao dia.Os estigmas são usados também por infusão (15 estigmas por xícara de água), três xícaras por dia: aceleram a digestão.

Dica Culinária - A cúrcuma participa do curri, tempero tradicional indiano, e é usada por farmácias como corantes. Aliás, os trajes típicos budistas têm a cor amarelada pela cúrcuma usada, que não pode substituir o açafrão caseiro (Crocus sativus Linneo) apenas porque o sabor é muito forte.
Toxicologia : Um cuidado é importante ter: não todmar mais que 10 gramos por dia (30 estigmas ou quatro colheres de sobremesa) porque esta planta é tóxica em grandes doses, podendo dar alteração no sistema nervoso, ou provocar abortos.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Plantas que Curam: CUPAI - Clusia rósea


Descrição : Família das Gutiferáceas. Esta planta é um arbusto de 3 a lOm de altura com 64cm de diâmetro, geralmente epífita, pseudo-parasita, germinando sobre outras árvores, para onde os passarinhos transportaram as suas sementes. Conhecida com os nomes de mata-pau e cebola-brava. científico é Clusia rósea Jacq. (C. alba Kunth, C. retusa Poir., C. rubra). Sua madeira, castanho-avermelhada ou mesmo vermelha com raios bem visíveis e listras mais escuras ou mais claras, é forte, compacta, dura, apenas aproveitada para moirões de cerca e como lenha. Essa planta enquanto nova é um cipó cujas raízes adventícias descem para o solo e nele se entranham ao mesmo tempo que emitem outras laterais, todas se entrelaçando, envolvendo e apertando a planta que as hospeda, até causar-lhe a morte por interrupção da circulação da seiva. Suas folhas são opostas, curto--pecioladas, arredondado-obovadas, largo-arredondadas na base, de 7 a 15cm de comprimento e quase de idêntica largura, inteiras, muito grossas, coriáceas, rígidas, peninervadas e com muitas nervuras laterais paralelas; suas flores são polígamas, curto--pedunculadas, solitárias ou geminadas, de 6 pétalas de 3 a 4cm, brancas ou róseas com muitos folíolos imbricados, os mais centrais maiores, membranosos e coloridos, as flores femininas com ovário globuloso, dispostas em cimeiras axilares. Seu fruto é uma cápsula esférica, quase branca de 5 a 8cm de diâmetro contendo muitas sementes com arilo, deiscente na maturação. Natural da Guiana. Muito conhecida principalmente no continente americano.

Indicações: É também medicinal. A casca é lisa, fina e ótimo adstringente e eficaz contra o reumatismo; as suas folhas que, segundo a lenda, serviu de papel para os colonizadores espanhóis escreverem suas cartas, servem para infusão peitoral muito reputada; a resina do fruto é resolutiva no tratamento de fraturas e entorses e, finalmente, seu látex amarelo e espesso, que se obtém pela perfuração no caule, é amargo, balsâmico, purgativo e drástico, proveitoso na cura das chagas do gado e muito valioso para a calafetagem de canoas e barcos.


Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Plantas que Curam: CUPUAÇÚ - Theobroma grandiflorum


Descrição : Origem - Brasil. É espécie nativa do Estado do Pará, onde pode ser ainda encontrado em 
estado silvestre na mata virgem alta de várias localidades do Estado. É frequente o cultivo dessa espécie em quase toda a Amazônia, aí incluida a parte nordeste do Estado do Maranhão. Fora do Brasil, é cultivado também em alguns países tropicais da América do Sul e Central tais como a Venezuela, Equador, Colômbia e Costa Rica. Características -É uma árvore de pequeno porte, ciclo anual, que alcança até 8m de altura (nos indivíduos cultivados) e de porte médio, alcançando até 18m de altura (nos indivíduos silvestres, na mata alta). O tronco geralmente é reto com a casca de cor marrom-escura, fissurada, ramificação tri- cotônica, ramos superiores ascendentes, os inferiores horizontais, ambos com ritidoma esfoliado. As folhas são simples, inteiras, subcoriáceas, com até 35cm de comprimento por até 10cm de largura. Lâmina oblonga ou oblonga-obovada, atenuada, ápice abrupto-acuminado, com base obtusa ou arredondada, glabra, de cor verde e sub-brilhosa na face superior, e verde-glauco ou roseo-pálido face inferior, com delicado revestimento de pêlos estrelados; nervuras laterais, acentuadamente dirigidos para o ápice do limbo, o par inferior em ângulo mais agudo; nervuras terciárias transversais e sub-paralelas. As flores são grandes, vermelho-escuras, dispostas em cachos de até 5 flores ou mais, brotando dos galhos tomentosos. Pendúculos curtos, espessos, com 3 brácteolas estreito-lineares; cálices com 5 pétalas cada um. O fruto é uma baga de forma elipsóide ou oblonga, com as extremidades obtusas ou arredondadas, que lembra o futo do cacau, apresentando uma coloração castanho escura aveludada, medindo até 24cm de comprimento por 12cm de diâmetro, pesando até 1,5kg, e com cerca de 50 sementes, superpostas em 5 fileiras verticais, cada semente envolvida por copiosa polpa branca-amarelada, mucilaginosa, de sabor acidulado e cheiro característico, agradável. A casca do fruto é dura e lenhosa, mas facilmente quebrável. Na maturação os frutos caem sem o pedúnculo, ocasião em que exala o cheiro característico.

Principios Ativo : A polpa contém fósforo e vitamina C. As sementes apresentam por volta de 60% de gordura, com alto coeficiente de digestibilidade, como as do cacau, tendo a vantagem de não conter cafeína.


Modo de Usar : As sementes de cupuaçu, sem a polpa e sem adição de água, são postas a fermentar. Após 24 horas se adiciona uma solução de açúcar a 30% na proporção de 1% de solução com relação ao peso do material; a solução deve estar a 38%. Após 48 horas de iniciar a fermentação, nova solução de açúcar é adicionada na mesma concentração e temperatura, devendo-se revolver as sementes duas vezes por dia. A fermentação termina no quinto ou sétimo dia, onde as sementes são lavadas, secas ao sol, torradas a 180º C, descascadas estando prontas para serem transformadas em chocolate em pó. Uma parte das amêndoas deve ser prensada para a obtenção da manteiga de cupuaçu, que será utilizada na formulação das massas para o preparo dos tabletes; a torta restante é moída e adicionando 10% de açúcar comum em relação ao peso final, produz-se o "cupulate em pó".

Dica Culinária : A polpa do cupuaçú, de sabor ácido e aroma forte, é muito apreciada ao natural ou em forma de sorvetes, licores, vinhos, compotas, doces, sucos e geléias. As sementes, devidamente preparadas, dão um bom chocolate (Cupolate, melhor dizendo) e a gordura pode ser transformada em manteiga de cacau.

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.