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domingo, 7 de maio de 2017

7 de maio de 1955 - Artigo do Jornal “ O Repórter “

Artigo publicado no Jornal "O Reporter" em 7 de maio de 1955.
Achei interessante publicar...

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Mensagem de Jânio, sobre o dia das Mães. O sr. Jânio Quadros, governador de São Paulo, manifestou-se sobre as homenagens que no domingo, 8 de maio serão prestadas à figura máxima do lar: a Mãe. Apoiando a campanha que os “ Diários Associados “ vem desenvolvendo no sentido de transformar essa data na segunda grande festa do ano, da mesma importância do Natal, lançou o governador de São Paulo uma mensagem breve e inspirada, que a seguir transcrevemos:


“ No “Dia das Mães” volta-se o nosso pensamento aquela que, pecadora, alcança a santidade; humilde, ascende ao trono inabalável; perecível, faz-se eterna; aquela cuja mão é afago e o cuidado; cujo impulso é a bondade e o altruísmo; é a angustia da lágrima furtiva; é a esperança do sorriso ingênuo; e o templo das gerações futuras; é a gloriosa matriz do Deus imortalizado.
Pequeninos e inseguros; justos e penitentes, ajoelhamo-nos. Todos, a augusta presença materna que viva ou na saudade, agasalhar-nos-á no seu regaço!"

Jânio Quadros

terça-feira, 21 de março de 2017

Vitoriosos


Mamãe, seu filho poderá falar e dizer que a ama!
Seu filho poderá ir para a escola. E trabalhar.
Seu filho poderá ser feliz. Como eu sou.
Sim, haverá dificuldades pelo caminho. Mas qual mãe não as tem, não é verdade? 

Estas são algumas afirmações que compõem belo trabalho televisivo que homenageia o Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado a 21 de março.
A data foi proposta pela Down Syndrome International porque esta data se escreve como vinte e um, barra, três ou três, traço, vinte e um, o que faz alusão à trissomia do vinte e um, que assinala a síndrome.
A primeira comemoração da data foi em 2006.
Em tempos em que a vida parece carecer de importância, em que qualquer resquício do que consideramos anomalia, incapacidade, passa a ser motivo para se desistir da vida, a mensagem é profundamente significativa.
Lembra-nos dos tantos que nascem, na Terra, assinalados pela Síndrome de Down e que superam as próprias dificuldades, triunfando.
As suas vidas são um atestado da força de vontade do espírito sobre a matéria. E de como o amor pode superar barreiras que parecem intransponíveis.
Eles são determinados, persistentes, carinhosos, grandes profissionais e muito competentes! E por trás de toda essa luta e garra, há com certeza uma mãe ou uma família amorosa e incentivadora.
São eles que fazem a grande diferença para essas criaturas especiais.
Como Débora Araújo Seabra de Moura, moradora de Natal, Rio Grande do Norte.
Estudou na rede regular de ensino e foi a primeira pessoa, portadora da Síndrome, a se formar no magistério, em nível médio, no Brasil, em 2005.
Fez estágio na Universidade Estadual de Campinas. Trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional de sua cidade.
Débora diz que, por vezes as crianças lhe perguntam: Tia, por que você fala desse jeito?
Sem crise, ela responde: “Minha fala é esta. Cada um fala de forma diferente.” Aproveita e explica que é portadora da Síndrome de Down e eles entendem.
Em 2013, Débora lançou um livro com fábulas infantis que têm a inclusão como pano de fundo.
A experiência de Pablo Pineda, ator e pedagogo é algo igualmente notável. Foi o primeiro portador da Síndrome de Down a obter um diploma universitário na Europa.
Tornou-se celebridade depois de atuar no filme Yo, también, de 2009, que narra a história de um agente social que se apaixona por uma colega de trabalho.
É um dos rostos mais conhecidos, na Espanha, de uma geração de jovens com Síndrome de Down que vem rompendo limitações pessoais, profissionais e acadêmicas.
Segundo ele, não existem pessoas não capacitadas, mas sim pessoas com capacidades distintas.
Para ele, a sociedade deve evoluir a um estágio de maior pluralidade, em que os portadores de Síndrome de Down não sejam tratados como crianças e possam desenvolver suas capacidades e independência desde cedo.

* * *

É de nos questionarmos: não são essas criaturas que nos ensinam, com sua vontade férrea que a vida vale a pena ser vivida, com o que nos ofereça?
Que não devemos desistir de nossos sonhos? Que podemos triunfar, se persistirmos?
Miremo-nos neles. Imitemo-los na vontade, na perseverança, na disposição de vencer.

Redação do Momento Espírita, com dados colhidos em
Em 6.6.2016.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Belinha Parte para o Plano Espiritual

 
Como algumas pessoas já sabem, Belinha não estava nada bem.
Estava com dor de barriga, não comia e quase não conseguia andar...
E se comia, acabava vomitando...
Na sexta quando acordei, estava bem pior, então fomos correndo para a Clínica Veterinária..
Fez raio X, exame de sangue e os resultados não foram nada animadores.
Em vez de melhorar, ela estava pior, principalmente o coração, que estava bem maior...
Tomou soro e medicamentos através dele.
Segundo a Médica Veterinária, o que a fez melhorar nos últimos dias, foi um tipo de esteroide que ela estava tomando.
Existem vários tipos e no caso da Belinha, era para dar forças, um "up".
Mas, é um medicamento que não deve ser a longo prazo e também, com o tempo, ele vai perdendo o efeito.
Lembrando que ele "não cura", apenas faz com que o paciente se sinta com mais energia...
Nos exames, principalmente no raio X, pude ver o quanto o corpinho dela estava pior...
Voltamos para casa, mas ela nada melhorou.
No sábado, ela estava pior... Continuava só bebendo água, mas quase não conseguia se manter em pé.
Por volta 17:30 ela começou novamente a ter diarreia e depois da segunda defecação, parou de se locomover completamente.
Coloquei-a em cima de um cobertor dobrado várias vezes, como se fosse uma caminha.
Ela começou a uivar de dor, defecar água e se urinar...
Só se mexia na hora de uivar, pois acredito que tinha muitas dores.
Não sei quantas vezes se urinou e defecou, perdi as contas de quantas vezes a limpei...
Tive que trocar o cobertor e coloquei tapetes higiênicos abaixo da cintura dela, para a urina e fezes, pois seria mais fácil de trocar...
Liguei para uma amiga que sugeriu que levasse ela a clínica, mas sábado de noite, está tudo fechado.
E na verdade, não sei explicar exatamente como, mas senti que era chegada a hora de sua partida e transportá-la num carro traria mais estresse, além de que, na clínica, com certeza a manteriam longe de mim...
Não foi fácil... Ela uivava de dor, se sujava toda, mas comecei a orar muito à Deus para que nos amparasse naquele momento. Principalmente, minha filha, que não a deixasse sofrer muito...
Eu nunca tinha passado por nada parecido na minha vida...
Você ver alguém que ama sofrendo e você não podendo fazer nada...
É um sentimento horrível, de impotência... Eu não saberia descrever em palavras quantas coisas se passaram por minha cabeça...
A única coisa que me deu forças, foi minha fé em Deus! 
Eu fiquei ali, deitado ao lado dela, massageando sua barriguinha, conversando com ela, orando à Deus, até que às 19:34 ela deu seu último suspiro...
Chorei... Chorei de dor, mas chorei também por saber que ela estava livre daquele corpo que estava fazendo-a sofrer..
Mas, não vou mentir, naquele momento deixei minhas lágrimas correrem livremente... Deixei extravasar toda angústia e sofrimento de todos estes dias, semanas...
Se há algo que aprendi quando o Cão partiu, é que devemos colocar tudo para fora!!!
E foi o que eu fiz...
Fiquei ali com minha filha, fazendo carinho, chorando e agradecendo à Deus por ter colocado ela em minha vida por tantos anos...
Depois, mais calmo, peguei uma caixa que já tinha providenciado a dias atrás, coloquei uma tolha, deitei-a, cobri seu corpinho com outra toalha, mas só do pescoço para baixo.
Coloquei seu brinquedo predileto e pela manhã sai para comprar flores para colocar junto.
Parecia que minha menina estava dormindo...
No domingo à tarde, minha amiga e seu amigo vieram nos buscar e nos levar para o crematório...
Uma hora depois, eles ligaram avisando que ela tinha sido cremada às 16:05...
No dia 7 de outubro, a médica achava que ela não tinha um mês de vida...
Eu não sabia quando ou onde a passagem da Bel ia acontecer.
Então, providenciei uma caixa e a embrulhei com um papel que tinha folhes com vários tons de rosa...
Deixei a caixinha preparada, justamente se acontecesse como aconteceu, em casa e longe do horário de cremação, porque o corpo enrijece rapidamente e eu queria que minha filha ficasse linda, mesmo que ali só estivesse o corpo.
Como pai, me senti na obrigação de pensar em tudo e estar preparado para tudo.
Quero agradecer em especial à algumas pessoas muito queridas que me ajudaram muito: Erika, Mari, Kelly e Akito-San.
Agradeço de coração à vocês por toda ajuda!!! Podem ter certeza que jamais esquecerei!!!

Bom, talvez algumas pessoas achem estranho eu ter entrado em tantos detalhes, mas como eu sempre escrevo, o principal objetivo deste blog é poder ajudar através de minhas experiências, outras pessoas.
E eu creio que é em alguns detalhes que as pessoas aprendem mais, pois quando passamos por algo do tipo, muitos "pulam" os detalhes e nos deixam "às cegas"....

Vou ficando por aqui...
Abraços.

Wilson, Pingo e Hiro. 









terça-feira, 1 de novembro de 2016

Belinha e o Câncer - Parte 2


Queridos(as) Amigos e Amigas,

venho hoje falar mais um pouco sobra a saúde de minha filhota Belinha.
Graças à Deus, ela reagiu com a ajuda dos medicamentos e está bem melhor.
Não está ainda 100%, mas muito melhor do que a duas semanas atrás!!!
Voltou a andar, faz charme e tudo mais rs
Ela continua com pneumonia, mas está quase curada. O remédio está fazendo efeito.
Seus rins continuam dando problema, mas estão bons ainda e está tomando medicação para isso também.
Ela está com uma doença no coração chamada Insuficiência Mitral. Quem quiser saber mais sobre essa doença, clique aqui.
Para quem não sabe, essa insuficiência provoca o aumento do coração.
Como escrevi no post anterior, isso está dificultando a respiração dela.
O coração continua grande, por isso à partir de hoje ela está tomando mais um medicamento para ajudar a diminuir o tamanho do coração.
Pelo tamanho e local que o coração está agora, está atrapalhando tanto a respiração, como está dificultando quando ela se alimenta também.
O câncer de mama está estagnado.
Os pequenos tumores que estão alojados nos pulmões continuam pequenos.
Ela não estava comendo, lembram?
Pois então, o médico falou para eu tentar dar peito de frango cozido e desfiado com batata doce.
Ela não comeu a batata doce, mas o frango, gostou bastante, mas não estava comendo muito.
Então, fiz tipo queijo branco caseiro e misturei.
Achei melhor fazer este queijo em casa, apesar de dar mais trabalho, porque acredito que assim tenha menos produtos químicos e sem sal, o que é importante agora para saúde dela.
Tudo sem sal!!!
Agora ela está comendo bem.
Só que um pouquinho de cada vez...
Acredito que seja por causa do coração. 
Eu quando estou em casa, vou dando de pouco em pouco, até a hora de eu ir dormir.
Depois acordo umas duas ou três vezes e dou comida para ela.
Tenho que ficar de olho... rs Porque quem conhece o Pingo, sabe que se eu bobear, ele come a comida dela em 5 segundos...
E agora tem o Hiro que também gostou de peito de frango... rs
Então, tenho que ficar bem atento... rs
O problema é o sono... rs
Acho que agora, vocês podem entender o porque de eu demorar a responder algumas mensagens... rs Prometo que vou responder!!! Só esperem mais um pouco por favor!!!
Agora, o que me deixou meio confuso e preocupado, foi o fato da médica querer operá-la...
Ela quer castrá-la e tirar três tumores grandes do lado esquerdo...
O corte vai pegar praticamente toda barriguinha dela...
Antes de mais nada, o coração tem que diminuir.
No tamanho que está agora, sem condições de operar...
Ela disse que a castração vai impedir que os tumores cresçam...
Mas, eu confesso que meio que perdi o chão.
Não sei ainda o que fazer...
A cirurgia é grande no caso dela e fico pensando se vale à pena arriscar...
Ela não vai ficar curada... E os tumores nos pulmões não poderão ser retirados...
Então, eu realmente não sei o que fazer...
Quero aproveitar para agradecer os comentários aqui deixados, os e-mail's e mensagens que todos(as) enviaram à nós!!!
Muito obrigado pelas palavras de apoio, as orações, os pensamentos positivos e tudo mais!!!
Irei responder à todos, podem ter certeza.
Mas, acho que nem preciso dizer que parei tudo para cuidar da Belinha.
Os dois médicos que estão cuidando dela deixaram bem claro que antes de tudo, é o amor e carinho que vão fazer com que ela tenha uma qualidade de vida boa!!!
Só não parei de trabalhar né?! rs
Mais um vez muito obrigado à todos(as) pelas energias positivas!!!
Vou ficando por aqui.

Abraços mil,

Wilson, Belinha, Pingo e Hiro!!!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Belinha e o Câncer.


Acho que muitos perceberam minha ausência, tanto aqui no Blog, como no Facebook.
Não fui bem claro sobre os motivos que fizeram com que eu tomasse essa decisão, mas acredito que agora entenderão.
Não comentei nada sobre esse assunto até agora, porque eu mesmo ainda não tinha "aceitado" o fato em si.
Belinha vem a meses tendo problemas de saúde, mas foram nesses últimos dois que piorou bastante.
Estamos indo sempre a Clínica Veterinária, pois ela precisará tomar medicamentos todos os dias.
O câncer de mama se espalhou pelo corpo. Já chegou aos pulmões, onde não há como ser operada.
Ela também está com um problema no coração, ele está grande e como sua caixa toráxica é pequena, está tendo dificuldade em respirar.
O coração grande, não deixa com que os pulmões inspirem oxigênio suficiente, o que faz sua respiração ser rápida...
Ela também está com pneumonia e seus rins começam a falhar.
Esta semana que passou foi uma das piores...
Ela não se alimentava, só bebia água e só veio fazer xixi depois de novos exames e novos remédios.
Ela está sendo cuidada por dois excelentes veterinários, os donos da clínica aonde vamos a mais de 12 anos.
Belinha está com 12 anos por sinal, em idade humana isso equivale 70 anos.
Os médicos deixaram bem claro que não há cura e que daqui para frente, sua saúde só irá piorar e o óbito é inevitável.
Ela está bem fraquinha, anda pouco e já fazem cinco dias que não se alimenta.
Eu não sei bem explicar como ando me sentindo, pois meus pensamentos e meus sentimentos estão um pouco contraditórios!
Apenas decidi que nesse momento, não vou deixar a tristeza tomar conta de minhas emoções.
A morte física, faz parte da vida de tudo que é vivo.
Então, quero aproveitar todos estes momentos que tenho com ela.
Fazer carinho, beijar muito, dormir junto, mimar muito...
E quando o dia da passagem chegar, ai creio que a dor da separação falará mais alto, mas ao mesmo tempo, estarei feliz por ela se separar desse corpo físico, onde ela está a sofrer muito.
Eu tenho muita fé em Deus e sei que nada acontece por acaso.
Acredito que muitas vezes não entendemos o "por quê" de certas coisas acontecerem, mas creio que tudo entenderemos um dia. Seja aqui na Terra ou no Plano Espiritual.
Pingo e Hiro estão ótimos, graças à Deus, apenas Belinha mesmo que requer muita atenção e cuidados, o que faço com muito amor e carinho.
Eu creio que muitos irão entender que para mim é como minha filha e como nunca tinha passado por isso, entendem que mexe muito com nosso emocional.
Enfim, não há muito o que escrever além disso...
Peço desculpas por não escrever a cada um de meus amigos(as) em mensagens privadas, mas acredito que possam compreender.

Abraços!!!




segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Divulgar o mal


Todos sabemos que as nossas relações sociais são dirigidas pela força das nossas mentes ou pelo poder dos nossos pensamentos.
Não é possível, pois, que você não saiba que, tanto quanto há pessoas do seu convívio nas quais você acredita piamente, há diversas outras que creem em você de olhos fechados.
Do mesmo modo que é seu dever, como pessoa adulta e reflexiva, analisar tudo o quanto ouve de terceiros, a fim de que não seja joguete das circunstâncias ou instrumento passivo da inteligência alheia;
Cabe-lhe ter muito cuidado com aquilo que parte de você e ocupa a mente daqueles que veem você como seu padrão de verdade e correção.
Evite trançar informações sobre a vida dos outros, quando não tenha real conhecimento das ocorrências.
E, quando precisar referir-se a alguém e seus feitos infelizes, adoce a sua informação ou o seu comentário – caso seja imperioso externá-los - com os aromas da fraternal caridade.
Não exponha a intimidade dos outros, principalmente se foram eles que a confiaram aos seus ouvidos, sob pena de tornar-se considerado um traidor tanto no mundo quanto para quem o acompanha do invisível.
Mais cedo ou mais tarde, você irá responder por essa infidelidade à própria consciência.
Não publique as fragilidades dos seus amigos ou conhecidos, justificando que todo o mundo já o sabe, uma vez que conduzir alguém à praça aberta do ridículo costuma render, no futuro, muitos conflitos e dores morais ao animado indiscreto de agora.
O que você disser e fizer, no seu trilho cotidiano, servirá de referência e será verdade para muita gente que sofre a sua influência.

* * *

As redes sociais tornam tudo público muito rapidamente. Fotos, vídeos, pensamentos, emoções de momento.
Tudo pode ser publicado e logo é de conhecimento de uma infinidade de pessoas.
Se pararmos para pensar, isso nos dá um poder e, por consequência, uma responsabilidade imensos.
Muitas vezes, em nome do humor, da brincadeira, estamos expondo pessoas ao ridículo, a situações vexatórias, que trazem consequências em suas vidas que não podemos calcular.
Em outros casos, divulgamos notícias, relatos, denúncias que não sabemos serem verdades ou não, em nome de uma espécie de cultura da desgraça ou cultura dasteorias de conspiração que, com a mesma rapidez que surgem, desaparecem, nos meios digitais.
Assim, pensemos bem no que é construtivo ou não. No que é apenas passatempo e no que realmente pode contribuir com o bem comum.
Não permitamos que as emoções de momento, das paixões em ebulição, nosfaçam escrever algo do qual nos arrependamos meia hora depois. Concedamo-nos esta meia hora de reflexão antes.
Finalmente, pensemos se fôssemos nós naquela mesma situação, se gostaríamos de estar no foco de tais apontamentos irônicos, de tais brincadeirinhas.
Para tudo na vida, até para as regras de atuação e relação nas redes sociais, a recomendação do fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem vale muito, e deve ser a norma número um.
Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 43, do livro Ações corajosas para viver em paz, pelo Espírito Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira,ed. Fráter.
Em 27.6.2016.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Uma palavra amiga

Donald Ritchie

Ele é um australiano de 82 anos. Seu instrumento de trabalho mais precioso é um binóculo.
Com isso e mais uma conversa amiga, ele já conseguiu salvar das garras do suicídio nada menos de quatro centenas de pessoas.
Ao realizar seu salvamento de número 401, foi entrevistado pela BBC Brasil, narrando a sua atividade.
Corretor de seguros de vida aposentado, há cinco décadas ele monitora, de forma voluntária, o movimento no penhasco The Gap, perto de sua casa, nos arredores de Sidney.
A média anual de suicídios no penhasco é de cinquenta pessoas. E Donald Ritchie, que já recebeu o apelido de anjo da guarda, fica atento. Basicamente, o trabalho é de observação.
Sempre que vê alguém por ali, muito pensativo, ou ultrapassando as cordas postas no lugar, vai em direção à pessoa e puxa conversa.
Não é raro que a convide para um café, em sua casa. É um dos seus métodos preferidos.
E com o café, oferece um sorriso, uma palavra amável, uma conversa amiga. Conforme ele narra, muitas vezes consegue fazer com que a pessoa mude de ideia.
Por toda essa dedicação, Ritchie tem recebido muitas manifestações de agradecimento e carinho. Em sua porta, já foram deixadas cartas, pinturas e outros mimos.
Naturalmente, ele não consegue ter êxito total, mas a contabilização de quatrocentas e uma pessoas salvas, graças à sua atuação, é uma significativa marca.

The Gap - Sydney
 
À semelhança desse australiano aposentado, quantos de nós podemos realizar benefícios, sem ir muito longe de nossa própria casa, do nosso bairro.
Tantas vezes idealizamos ser missionários em longínquas terras, em prestar serviços nessa ou naquela entidade internacional.
E, contudo, bem próximo de nós, há tanto a se fazer. Tantas questões nos requerem a ação.
Bom, portanto, nos perguntarmos o que será que podemos fazer que ainda não foi feito e tem urgência de ser realizado, em nosso quarteirão, em nosso bairro, em nossa cidade.
Não são poucos os exemplos que temos. Estudantes, donas de casa, profissionais diversos que se dedicam em horas que lhes deveriam ser de lazer, a servir ao próximo.
Jovens que buscam comunidades carentes para oferecer aulas de reforço escolar. Ou praticar esportes com as crianças, retirando-as das ruas.
Donas de casa que se organizam em equipes para atender a pessoas do bairro, que enfrentam enfermidades longas, sem família por perto.
Ou mães que trabalham fora do lar e têm necessidade de quem lhes atenda os filhos por algumas horas, no retorno da escola.
Um detalhe aqui, outro ali. Quantas benesses!
Alguns salvam vidas como Donald Ritchie. Outros podemos salvar criaturas do analfabetismo, nos transformando em pontes entre o iletrado e a escola.
Ou retirar do desespero uma pessoa em solidão que apenas espera que alguém se disponha a ouvi-la.
Pensemos nisso e nos disponhamos a ofertar a nossa palavra amável, a mão amiga, a presença atuante.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo Contra o suicídio, uma palavra amiga, do Boletim Serviço Espírita de Informações, nº 2182, de 15.06.2010, editado pelo Conselho Espírita Internacional.

Em 28.6.2016.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Seu filho deixará de fazer birra quando você disser isso a ele


Aos olhos dos outros, na rua ou dentro de uma loja, uma criança birrenta é, quase sempre, um problema que precisa ser resolvido (rapidamente!) pelos pais.

Mas, nem sempre sabemos lidar de um jeito prático e eficiente com as vontades e episódios de desrespeito de nossos filhos. Algumas expressões mais genéricas, entretanto, podem nos ajudar a construir um diálogo mais direto com os pequenos – e, por isso, separamos 4 frases que, se colocadas em prática, poderão ser importantes para estabelecer limites às crianças. Afinal, um bebê birrento hoje pode se transformar a relação entre vocês em um campo de batalha, futuramente.

Como fazer a criança parar de birra

1. “Já te respondi”

Aprenda a lidar com as vontades das crianças

Imagine que seu filho pede um chocolate na fila do mercado, mas você não poderá dar naquele momento. Ele insiste, como se o doce fosse imprescindível para ele sobreviver:

Filho: Mãe, compra esse chocolate para mim?
Mãe: Hoje não, querido.
Filho: Mas eu estou com vontade.
Mãe: Já te respondi.
Filho: Mas faz tempo que eu não como chocolate.
Mãe: Já te respondi.
Filho: Mas todos os meus amigos comem chocolate.
Mãe: Já te respondi.

Por que funciona?

A criança pode pensar em justificativas infinitas para conseguir o que quer, mas a mãe se mostra firme, apenas pedindo para que ele relembre o que ela disse na primeira vez. Em algum momento, a criança perceberá que a mãe não será manipulada e vai reavaliar o pedido e seu próprio comportamento.

2. “Não vamos discutir isso”

Demonstre para a criança que cada ação dela tem uma consequência

Em uma situação hipotética (mas, muito real), a menina pede para ir dormir na casa da amiga. E a mãe ou o pai não concordam que ela vá naquele dia.

Filha: Pai, posso ir dormir na casa da minha amiga?
Pai: Não, já está muito tarde.
Filha: Mas a minha outra amiga também vai.
Pai: Não vamos discutir isso.

Por que funciona?

O pai pode sair do ambiente, para reforçar a negativa. Esta expressão funciona como um ponto final na discussão – e você é quem deve decidir esse momento.

3. “Esta conversa acabou”

Criança deve entender que os pais precisam colocar limites

Há vários desejos das crianças que se repetem com frequência, apesar de várias negativas dos pais. Você já se irritou com seus filhos por eles insistirem para jogar videogame, por exemplo?

Filho: Mãe, ainda quero muito jogar videogame.
Mãe: Mas você precisa estudar.
Filho: Mas eu preciso terminar um jogo que comecei...
Mãe: Você não pode jogar. Esta conversa acabou.

Por que funciona?

É uma variação da expressão “Não vamos discutir isso”.

Isto porque seu filho ou sua filha deve retomar a conversa em algum momento, tentando persuadir e manipular sua opinião. Você pode usar o “esta conversa acabou” justamente para que eles compreendam o fim do debate. Repita as expressões até que a criança se dê por vencida.

4. “Está decidido. Se continuar a mencionar a questão, haverá consequências”

Mãe deve conversar com o filho usando expressões específicas

A insistência das crianças pode ser algo infinito. Por isso, é importante estabelecer limites e mencionar o fato de que o que ela faz pode gerar consequências para ela.

Filha: Pai, posso ir brincar na rua?
Pai: Não, filha, hoje está muito movimentada.
Filha: Mas eu estou com vontade...
Pai: Não, é perigoso.
Filha: Mas eu vou ficar só na frente do prédio.
Pai: Está decidido. Se continuar insistindo, haverá consequências e você ficará sem brincar na rua por dois dias.

Por que funciona?

Relacionar uma birra a uma consequência que prive a criança de uma coisa que ela gosta e que tenha relação direta com a malcriação pode ser uma forma de fazê-la entender que não deve fazer birra e insistir em suas vontades.

Castigo em crianças em cada idade

É importante aprender a dar limites às crianças de acordo com cada idade, como explica a psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro “Criando filhos em tempos difíceis – Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz”.

A partir dos cinco anos, por exemplo, a criança já compreende o sentido das regras e, portanto, é possível explicar a ela por que ela pode ou não ter determinado comportamento, perguntar como ela se sentiria se alguém agisse daquela maneira com ela, etc.

A partir desta fase, ela também é capaz de compreender o castigo e poderá aprender com ele.

“Porém, a punição tem de ter uma ligação direta com o que a criança fez de errado. Se ela pintou a parede do quarto, não adianta deixá-la uma semana sem televisão, pois isso não vai fazer sentido para ela. O castigo, neste caso, deve ser limpar a parede. Agora, se ela deixou de fazer o dever de casa porque ficou assistindo à televisão, aí sim é devido cortar a TV”, explica a psicóloga.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Perdendo a noção do tempo


A frase estampada na revista aberta sobre a mesa do escritório nos chamou a atenção.
Compromisso não é chegar sempre no horário. Por vezes, quer dizer perder a noção do tempo.
Tempo é algo que, hoje em dia, quase todos dizemos não ter.
Não temos tempo para o papo mais longo, quando o telefonema nos chega em horários que consideramos inapropriados.
Alegamos não ter tempo para estudar, para ler, para pesquisar. Não temos tempo para o café com os amigos, o encontro no final de semana, a confraternização com o grupo de trabalho.
Por vezes, em nome da falta de tempo, não cumprimos tarefas, no prazo estipulado, criando embaraços para a instituição ou grupo, que contava com nosso desempenho.
No entanto, de todos os compromissos e deveres de que nos furtamos, por falta de tempo, o mais grave é a ausência familiar.
Esse núcleo íntimo precisa de nossa presença. Nossa ausência continuada e, em certos momentos especiais, pode determinar a sua desestruturação e até o seu fracasso.
É assim quando um dos cônjuges se envolve, de forma excessiva, no exercício da profissão ou elege para si mais tarefas do que as horas lhe permitem.
Ser dinâmico, ativo, é saudável. Ambicionar crescimento profissional, lançar-se no voluntariado, também.
No entanto, quando tudo isso nos exige horas em demasia longe dos amores, a questão se torna nevrálgica.
Cônjuge que não recebe o alimento do carinho, da afeição, começa a alimentar carência.
E, por não considerar mais o lar como esse ninho aconchegante e acolhedor, esfria a relação, permitindo-se buscar alhures o que lhe falta.
As crianças, que requisitam atenção, se tornam esquivas.
Afinal, o pai ou a mãe não compareceu à escola no dia da sua apresentação teatral.
Chegou atrasado à homenagem aos pais, não foi ao recital assistir sua performance musical.
Nesse compasso, as crianças e os adolescentes vão se esquivando, se recolhendo para dentro de si mesmos.
De todos os compromissos humanos, os que têm a ver com afeição, são os mais preciosos.
Isso porque as lesões afetivas marcam profundamente as criaturas, influenciando, no futuro, seu próprio desempenho como ser humano.
Assim, é bom aprendermos a administrar o nosso tempo. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
E, no estabelecimento da nossa grade de compromissos, assinalar algumas horas para se permitir perder a noção do tempo.
Perder a noção do tempo andando de bicicleta no parque com os filhos, jogando bola, indo ao cinema, passeando no shopping, comendo pipoca; fazendo um longo passeio pela trilha ecológica; viajando de carro, sem horário para chegar.
Sem horário para chegar porque poderá parar na beira da estrada para fotografar a paisagem; ou para admirar a carruagem do sol recolhendo-se; ou o voo encantador das aves migratórias; ou simplesmente para tomar um sorvete, sem pressa nenhuma.
Perder a noção do tempo contando estrelas, uma por uma, com seu amor.
Perder a noção do tempo para explodir de alegria, para gravar na intimidade da alma as cenas mais emocionantes.
Perder a noção do tempo com os amores não tem preço.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 1.7.2016.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Sem se perturbar



Findava a tarde. A jovem, apressada, dirigia-se à estação tubo para apanhar a condução que a levaria para a faculdade.
Horário apertado. Saíra do trabalho e quase corria. À distância, viu o ônibus se aproximar e apressou o passo.
Entrou na estação tubo, pagou a passagem às pressas.
Mas, no exato momento em que se dispunha adentrar o ônibus, as portas se fecharam, com estrondo.
Pelo espelho da frente do veículo, ela pôde verificar o sorriso, que lhe pareceu de deboche, do motorista, como a dizer: Neste você não entra. Perdeu!
Ela se irritou e em voz alta, exclamou: Que maldade! Ele me viu. Não podia ter esperado um segundo?
Um rapaz, que vinha logo atrás, sorriu e falou: Não se estresse. Pense que logo virá outro ônibus.
Eu sei que logo virá outro. Acontece que cinco minutos a mais podem fazer com que eu chegue atrasada à aula. E tenho prova, no primeiro horário.
Ele continuou: Não se irrite. Vai dar tudo certo. Pense que virá outro ônibus, que não estará tão cheio quanto aquele. Que o motorista será mais gentil.
Consequentemente, sua viagem até o destino será muito mais agradável. Você chegará mais tranquila para a prova.
Ela olhou para o jovem, que continuava a sorrir, e disse: É, você tem toda razão.
Não tardou e apontou outro ônibus. As portas se abriram e ambos entraram.
Que legal, disse ela. Está mesmo quase vazio. Poderei ir sentada e acho que chegarei em tempo. Obrigada.
Cada qual procurou um assento e se acomodou. Enquanto a condução ia vencendo a distância, num contínuo parar, embarque e desembarque de passageiros, ela se pôs a pensar.
Nossa! Quase me estressei por nada. Bendito rapaz que me alertou, e conseguiu mudar meu humor.
Agora, vou chegar tranquila, em tempo. E estarei calma para fazer a prova. Bom seria que houvesse mais gente como ele.
Gente que nos acalma, que nos contagia com sua forma tranquila de falar e de encarar os fatos.

 * * * * * * * * * * * * * * *

Quantas vezes nos irritamos por bagatelas, por coisas pequenas.
Quantas vezes assinamos recibo pela grosseria do outro e acabamos estragando nossas horas seguintes.
Melhor mesmo é modificar nossa forma de pensar. Perdemos a condução? Não tem problema. Logo virá outra.
O temporal nos surpreendeu no meio do caminho? O melhor é procurar um abrigo e aguardar os ventos e a chuva amainarem.
Nada na face da Terra é para sempre. Tudo é impermanente.
O dia sucede a noite escura. As estrelas brilham nos céus quando o sol se põe no horizonte e a lua chega, mostrando a sua cara redonda.
O calor inclemente é vencido pelos ventos e pela chuva.
O frio terrível é substituído pela estação primaveril, que traz o renascer das cores e dos perfumes.
Nada é definitivo neste planeta. Nem a própria vida.
Impermanente. Hoje estamos aqui, amanhã, poderemos estar em outras bandas.
Ou talvez já ter migrado para a Espiritualidade. Quem pode saber?
Somente Deus!
Por isso, vivamos cada minuto em totalidade e não nos desgastemos por coisas tolas, que têm duração efêmera, que logo passam.
Pensemos nisso. E vivamos mais tranquilos, menos nervosos, mais felizes.

Redação do Momento Espírita.
Em 15.6.2016.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Incapaz


Andy Foster tem quarenta e cinco anos. É autista e garçom num restaurante da Inglaterra.
Quando alguns clientes se sentiram incomodados com sua presença, como se tivessem algum problema em serem atendidos por ele, o dono do estabelecimento tomou uma atitude radical.
Escreveu uma carta e postou numa rede social:

Hoje passamos o dia reconstruindo a autoestima de um dos membros da nossa equipe, depois dele ter sido desrespeitado e discriminado ao servir uma mesa, no jantar de ontem à noite.
“Qual é o problema dele?” E “por que você deu este trabalho para ele?” - Os clientes perguntaram...
Aqui em nosso restaurante, nós contratamos nossos funcionários com base na experiência e paixão pelo trabalho...
Não contratamos pela cor da pele, pela aparência, pela quantidade de tatuagens, pelo tamanho das roupas, pelas crenças religiosas ou por doenças. Nós não discriminamos!
Mas se você faz isso... Então, por favor, não reserve uma mesa conosco. Você não merece nosso tempo, esforço, nem respeito!

* * * * * * * * * * * *

Ainda trazemos vícios antigos na alma.
Por que homens e mulheres recebem remunerações diferentes ao realizarem o mesmo trabalho, ao ocuparem o mesmo cargo?
Por que pessoas idosas não podem trabalhar?
Por que nos utilizamos do termo incapaz, referindo-nos à pessoa com deficiência?
Incapaz do quê? De realizar certas tarefas?
Reflitamos: será que todos nós não somos ainda incapazes de muitas coisas? Como Espíritos em desenvolvimento na Terra não temos muitas lacunas intelecto-morais?
Alguns de nós, vendo alguém tocando alguns acordes de uma música num instrumento qualquer, afirmamos: Não sou capaz de tocar nem uma campainha!
Outros não temos jeito algum para trabalhos manuais.
Outros, ainda, não entendemos uma vírgula das notícias sobre economia, bolsa de valores, câmbio, etc.
E somos chamados de incapazes por isso? Seria uma grande ofensa, no mínimo.
Assim, debruçando nosso olhar para esses que são considerados especiais, perceberemos que eles podem ter muita dificuldade em certas áreas; que aprendem com mais vagar. Entretanto, ao mesmo tempo, fazem muitas outras coisas com maestria, até com virtuosismo.
São capazes de atender uma mesa num restaurante com mais simpatia e alegria do que muitos dos chamados normais;
são capazes de realizar tarefas com extrema atenção, com capricho – algo muito difícil de se encontrar em funcionários, no geral;
são capazes de cozinhar, de ministrar uma aula, de atuar e de tudo que possamos imaginar. Mais ainda, são capazes de nos fazer acreditar no poder da persistência, do esforço e da resignação. Eles nos ensinam muitas coisas.
Pensemos bem. Reflitamos um pouco mais da próxima vez que ouvirmos o termo incapaz ou quando percebermos qualquer tipo de discriminação com quem quer que seja.
Por fim, sejamos nós aqueles que abramos portas para eles, para que deixem de ser excluídos em nossa sociedade e possam ter uma vida plena.
Não permitamos que nosso preconceito nos transforme em verdadeiros incapazes.

Redação do Momento Espírita, com base em fato.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Heroína


Heroína – substantivo. Feminino de herói. Quer dizer: pessoa extraordinária por seus feitos guerreiros, seu valor ou sua magnanimidade.
O Brasil tem suas heroínas. Algumas que se destacaram por sua coragem de perseguir seus próprios sonhos, vencendo num mundo de homens.
Guerreiras outras, como a catarinense Anita Garibaldi, que viveu no século XIX. Durante a Revolução Farroupilha, no então Estado de São Pedro do Rio Grande do Sul, ela se uniu a Giuseppe Garibaldi, que a introduziu na revolução.
Lutou no Brasil. Depois, lutou pela unificação e libertação da Itália, morrendo antes de completar trinta anos.

 Anita Garibaldi

Ou como Maria Quitéria Medeiros que, nas lutas pela Independência do nosso país, tomou o uniforme de soldado e se alistou com nome masculino.
Quando, dias depois, foi encontrada pelo pai, o oficial não permitiu que ela fosse por ele levada de volta para casa.
Ela era um soldado de valor e um exemplo de bravura. Chegou a ser promovida a alferes.
Quando finalmente, foi dispensada, recebeu uma carta de recomendação do próprio Imperador, a fim de que não viesse a sofrer qualquer sanção por parte do pai.
Mulheres. Heroínas. Como Zilda Arns, promotora da paz. Médica pediatra e sanitarista, fundadora da Pastoral da criança e da pessoa idosa.
Uma ideia geradora movia sua ação, copiada da prática de Jesus: multiplicar.
Não pães e peixes, como Ele fez, mas multiplicar o saber, a solidariedade e os esforços.
Multiplicar o saber, repassando às pessoas simples os rudimentos de higiene, o cuidado pela água, a alimentação adequada.
Multiplicar a solidariedade que, para ser universal, deve alcançar as pessoas que vivem nos rincões onde ninguém vai. Tentar salvar a criança desnutrida, quase agonizante.
Multiplicar esforços, envolvendo políticas públicas, ONGs, grupos de base, empresas. Enfim, todos os que colocam a vida e o amor acima do lucro e da vantagem.

 Maria Quitéria Medeiros

Mas, antes de tudo, multiplicar a boa-vontade generosa.
E a grande promotora disso tudo foi Zilda Arns. Morreu longe do seu país, que tanto serviu.
Morreu amando seus irmãos, no terremoto do Haiti, no dia 13 de janeiro de 2010, em Porto Príncipe.
Fora ali para servir aos irmãos mais distantes. Jesus decidiu chamá-la para o Seu Reino.
Heroínas. Quantas mais poderíamos enumerar?
Mas desejamos lembrar as mais anônimas e esquecidas. As que dão à luz a muitos filhos.
E os sustentam. Mulheres que saem de casa quando a madrugada as cumprimenta, para enfrentar longa jornada de trabalho.
Canavieiras, faxineiras, atendentes, executivas. Mulheres de mãos calejadas. Mulheres muito alinhadas.
Esposas e mães que, depois de enfrentarem horas de serviço remunerado, ainda têm tempo para amar.
Têm tempo para serem mães, esposas, filhas, irmãs.
Mulheres que alimentam bocas famintas, que trocam fraldas, que ensinam os reais valores da vida.
Heroínas. Anônimas. Silenciosas, perseverantes.
Promotoras da paz, da vida, do progresso.
Heroínas.

Zilda Arns

Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Anita Garibaldi, Maria Quitéria e Zilda Arns.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 10, ed. FEP.
Em 23.5.2016.


terça-feira, 21 de junho de 2016

Discriminação, agora, é assunto de prefeitura no Japão


Os estrangeiros que moram no Japão têm motivos para comemorar. Na semana passada, após anos de forte pressão externa e uma importante mudança da interpretação do termo "liberdade de expressão", o Parlamento japonês aprovou a lei que torna ilegal discursos e ações que incentivam a discriminação contra estrangeiros.


É importante lembrar que discriminação e racismo já eram considerados crimes no Japão. Mas, agora, as ações que incentivam essas práticas também são ilegais. Até então, expressões frequentemente usadas em protestos organizados contra estrangeiros, como “Volte para seu país!” e “Coreanos devem morrer!” eram consideradas formas de liberdade de expressão.


A nova lei define o discurso de ódio como “declarações e ações injustas que envolvem insultos, ameaças de agressão física, ameaça de morte, discriminação e exclusão de estrangeiros que residem legalmente no Japão”. Com a intenção de protejer a integração dos filhos de estrangeiros, a lei enfatiza que é ilegal qualquer declaração ou ação que incentive ou promova a “exclusão de crianças estrangeiras de suas comunidades”.


Apesar do importante avanço, a eficácia da lei irá depender totalmente da ética japonesa no cumprimento de regras. Apesar de a lei caracterizar o discurso discriminatório como “imperdoável”, não prevê penalidades para quem o pratica. Ou seja, a lei diz: “Não faça isso, é proibido! Mas, se fizer, não vai acontecer nada com você.”


Assunto de prefeitura

O ponto mais importante da lei, na minha opinião, é que, agora, discriminação também é assunto de prefeitura. A nova lei delegou para os governos locais a responsabilidade de fiscalizar e implementar medidas para combater a discriminação contra estrangeiros e minorias.


Isso significa que as ações contra discriminação serão mais específicas. Cidades onde há grande concentração de brasileiros, por exemplo, poderão criar campanhas educacionais direcionadas, além de disponibilizar telefones para denúncias e consultas sobre o assunto.


Claramente, a lei foi feita para combater as manifestações agressivas de grupos ultraconservadores como o Zaitokukai, uma associação com mais de 15 mil membros que luta contra os “privilégios” concedidos aos estrangeiros que recebem algum tipo benefício do governo. Os coreanos que moram no Japão são os principais alvos do grupo, incluindo crianças que estudam em escolas coreanas que recebem subsídios do governo japonês.


O tema é polêmico e divide opiniões, mas é bom saber que esse problema será tratado de forma mais específica e localizada.

Por: Paulo Sakamoto

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Quando começa o amor?


Olhando esses amores que andam pelo mundo, dando demonstrações tão extraordinárias da excelência do sentimento, nos perguntamos: Quando começamos a amar?

Nascemos no seio de uma família e amamos nossos pais. Convivemos com irmãos, familiares próximos e vamos dilatando essa nossa capacidade de amar.

Comovente é registrar o amor de irmãos que se alonga no tempo. Irmãos que se dedicam a outros irmãos.

Crianças que, mal começam a falar e dar conta de si próprias, expressam extremos cuidados pelo irmão com necessidades especiais.

Algumas chegam a dizer, com todas as palavras: Sempre vou cuidar de você!

E se o dizem, o fazem. Os fatos, todos os dias, nos trazem notícias de irmãos dedicados. Irmãos que chegam a renunciar a suas próprias vidas para atender aquele que necessita de atenção maior.

Mas, quando tudo isso começa? Qual o mistério desses laços tão fortes?

Aprendemos, na Doutrina Espírita, que viajamos através do tempo e das tantas vidas, reencarnando vezes muitas nos mesmos círculos familiares.

Nem sempre com o mesmo parentesco, mas, próximos, de forma a irmos exercitando o amor de pais, de irmãos, de primos, tios.

Repetimos experiências junto a amigos que se nos tornam verdadeiros irmãos. Amigos com os quais convivemos na infância, atravessamos a adolescência e prosseguimos na madureza dos anos.

Uma foto recentemente publicada na Internet nos demonstra essa realidade do amor que antecede a vida física.

O casal americano Ian e Brittani Mcintire soube que seriam pais de dois herdeiros, um menino e uma menina.

Mason, o menino, apresenta uma deficiência cardíaca e uma deformação no cérebro.

Ele pesa somente duzentos e cinquenta e cinco gramas, enquanto a irmã pesa um quilo.

Segundo as indicações médicas, a chance de sobrevivência de Mason seria uma cirurgia cardíaca, inviável pelos problemas do cérebro.

A apreensiva situação ganhou uma tonalidade mais alegre, quando o ultrassom mostrou o bebê segurando a mão de sua irmã, no útero materno.

A mãe emocionada, declarou: Eu o carrego mas a única que pode estar ali, com ele, é ela. E o está segurando.

É reconfortante saber que, haja o que houver, ele não estará sozinho.

* * *

Vendo a imagem, que se tornou viral na Internet, cogitamos do seu significado profundo.

A irmãzinha, que o segura pela mão, estará dizendo: Fique, lute, não tema?

Estará passando energias revitalizadoras ao irmãozinho? Desejará que ele nasça, e que possa estar ao seu lado?

De onde vêm essas almas, nos indagamos. Quantas vidas terão realizado juntas?

Se decidiram serem gestadas juntas, bons motivos existem, com certeza. Motivos que se perdem na curva do tempo e falam de uma afeição profunda.

Se Mason conseguirá vir à luz e sobreviver, somente Deus o sabe.

O que é certo é que o amor o sustenta, e lhe insufla ânimo.

O amor o fortifica e aguarda que a vida se concretize, no plano físico, para prosseguirem juntos.

Doces mistérios do amor que se perpetua no tempo...

Redação do Momento Espírita.
Em 26.4.2016.

domingo, 8 de maio de 2016

Um Anjo chamado Mãe


Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:

"Dizem-me que estarei sendo enviado a Terra amanhã...

Como eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?"

E Deus disse: "Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você.

Estará lhe esperando e tomará conta de você".

Criança: "Mas diga-me, aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?".

Deus: "Seu anjo cantará e sorrirá para você...

A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz".
um anjo chamado mãe

Criança: "Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?".

Deus: "Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar".

Criança: "E o que farei quando eu quiser Te falar?".

Deus: "Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar".

Criança: "Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?".

Deus: "Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida".
um anjo que se chama mãe

Criança: "Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais".

Deus: "Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e Eu estarei sempre dentro de você".

Nesse momento havia muita paz no Céu, mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente:

"Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me, por favor, o nome do meu anjo".

E Deus respondeu: "O seu anjo se chamará... MÃE !"

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Eu estou a mais de 30 minutos escrevendo e apagando... rs
Não consigo colocar em palavras o que estou sentindo...
Um misto de amor, saudade, dor, alegria...
A postagem de hoje é para homenagear duas almas iluminadas que pude conviver alguns anos nesta vida.
Minha mãe de sangue Toyoko e minha mãe de coração Maria Helena.
Duas mulheres que me amaram e foram amadas por mim.
Que foram amigas, companheiras, mães...
Duas mulheres que eu amo com todo meu coração!
Que iluminaram meus dias, minha vida!!!
Agradeço à Deus por ter me dado este presente maravilhoso que foi viver ao lado de almas tão iluminadas!!!
Me sinto honrado por ter sido tão amado!!!
Minha amadas Mães!!!
Saudades imensas!!!


quarta-feira, 4 de maio de 2016

Audição inconsciente


Conta-se que, certa noite, um trailer perdeu o controle, desceu morro abaixo e entrou pela parede da frente de uma casa.

A equipe de resgate foi imediatamente chamada e ficou surpreendida ao encontrar em um dos quartos, uma jovem mãe em profundo sono.

Ela não fora despertada pelo grande barulho. Ouviu-se então, no quarto ao lado, um choro de bebê. Imediatamente, ela despertou e, assustada, ao ver tanta gente em sua casa, perguntou:

O que aconteceu?

Essa jovem possuía o que se pode chamar de filtro auditivo. Estava alerta apenas para uma coisa: o bebê. Assim, somente esse som passava para a sua consciência.

O fato se mostra muito interessante, na medida em que falamos a respeito de educação de crianças. Elas têm um extraordinário filtro auditivo.

E, diga-se, especialmente dirigido para tudo o que os adultos, e particularmente, os pais, falam.

Mesmo antes de aprender a falar, um bebê pode entender muito do que é dito, senão tudo.

Quando imaginamos que as crianças não estão ouvindo, porque estão brincando com seu brinquedo favorito, ou na frente do computador, ou mesmo dormindo, nos equivocamos.

Elas têm o ouvido dirigido para a nossa conversa. E quanto mais baixo for o tom, mais acionarão o sentido da audição.

Por isso, toda vez que externarmos ideias a respeito dos nossos filhos, tenhamos cuidado.

Nunca digamos: Sabe, meu filho não é muito esperto! Ou este menino não estava programado. Veio quando menos eu esperava!

São mensagens que a criança apreenderá e levará para a sua vida.

Imaginemo-la escutar: Esse garoto me mata. Não aguento mais.

Na fase adulta, embora possa não se recordar com nitidez do que ouviu, ou quando ouviu, será um homem ou mulher infeliz e incapaz.

Quando lhe perguntarem por que não se candidata para determinada promoção, dirá: Porque não tenho chance nenhuma de conseguir. Nunca passaria no teste. Não sou capaz.

Será um adulto infeliz, acreditando-se rejeitado, não amado, indesejável. Um ser dispensável na economia do mundo.

Naturalmente, não dizemos essas frases com o objetivo de agredir nosso filho. Os pais amam seus filhos.

São desabafos que ocorrem, manifestando o próprio cansaço das tantas atribulações.

No entanto, como isso interfere tanto na saúde emocional dos nossos filhos, é bom nos exercitarmos para falar somente coisas boas, positivas.

Sobretudo, não nos esqueçamos de dizer-lhes que os amamos.

A maioria das crianças, embora amadas por seus pais, não sabe que o são.

Muitos adultos irão para a sepultura acreditando que foram um aborrecimento e uma decepção para os seus pais.

Por isso, não nos cansemos de dizer: Amamos você. Vamos sempre cuidar de você. Você é nosso tesouro mais precioso.

Nos momentos em que a vida da criança estiver mais instável, por exemplo, quando ocorre a separação dos pais, quando chega um novo bebê, quando ela não vai bem na escola, não esqueçamos: olhemos bem nos olhos dela, abracemo-la e digamos: Aconteça o que acontecer, você é especial e importante para nós. Nunca deixaremos de amar você.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 1, do livro O segredo das crianças felizes, de Steve Biddulph, ed. Fundamento.
Em 20.4.2016.