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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Site japonês lista produtos que você não deve comprar em lojas de ¥100


Quem costuma comprar com frequência nas lojas de ¥100 do Japão sabe o quanto estes estabelecimentos são práticos e têm produtos baratos e úteis, como itens de cozinha, jardinagem e decoração.

Porém, de acordo com o portal japonês Brulee, nem tudo que está nas prateleiras das lojas baratas compensa o pouco investimento. Mesmo que o valor seja barato, a baixa qualidade de muitos produtos faz com que eles se tornem pouco eficientes e até incapazes de cumprir a função básica para a qual foram feitos.

O site listou cinco itens escolhidos através de reclamações de clientes. Acrescentamos também mais um produto na lista, que foi alvo de uma reportagem do portal Nikkan Spa. Confira abaixo:

Detergentes
Os detergentes de louça e produtos com outras finalidades de limpeza, que estão disponíveis nas prateleiras das lojas de ¥100, podem deixar os clientes no prejuízo na hora de limpar a casa.

De acordo com a reportagem, as principais reclamações se referem à incapacidade dos produtos de fazer espuma e remover manchas simples de gordura, mesmo após esfregar com força. No fim das contas, o usuário tem mais trabalho na hora da limpeza e os utensílios continuam sujos.


Filme plástico
O plástico utilizado para embalar alimentos se chama “rappu” em japonês e é um item que pode ser facilmente encontrado nas prateleiras das lojas baratas. Porém, segundo reclamações, o plástico é ultrafino, não corta direito e rasga com facilidade.
De qualquer forma, este tipo de plástico custa ¥100 em qualquer loja e, por isso, pode ser mais vantajoso adquirir o produto de uma marca conhecida ao invés de apostar na mercadoria de uma loja barata.


Meia-calça
Uma peça indispensável no guarda-roupa feminino, a meia-calça vendida nas lojas de ¥100 atrai as clientes pelo preço baixo e uma promessa de qualidade mínima. Porém, após a compra, é muito comum que haja arrependimentos.

As peças baratas são ultrafinas, desfiam com facilidade mesmo que a usuária tome cuidado na hora de vestir. Entre as reclamações está inclusive um cheiro desagradável de petróleo proveniente do nylon.


Fita adesiva
O principal problema das fitas adesivas baratas é a baixa capacidade de colar, além da pouca quantidade vendida em um único rolo. Se o consumidor precisar embalar um pacote grande, é provável que gaste um rolo todo e ainda fique com as extremidades da embalagem soltando.


Itens de papelaria
A lista é longa e as reclamações também. Colas ineficientes, tesouras que não cortam, canetas com tinta entupida e notas adesivas que desprendem fácil estão entre as principais insatisfações.

Nestes casos, é recomendável comprar produtos em papelarias e lojas especializadas. Embora sejam um pouco mais caros, a qualidade e o uso prolongado fica garantido, o que faz com que a compra valha a pena.


Cabo de smartphone
Os cabos USB (utilizados para carregar smartphones) também são vendidos nas lojas de ¥100 e atraem facilmente consumidores pelo baixo preço. Porém, esses produtos possuem uma amperagem de 1A (informada ao lado da voltagem). Na hora de carregar um aparelho com mais de 1.5A, o tempo que leva para encher a bateria poderá ser muito mais longo.

Este tipo de cabo pode ser adquirido em lojas de eletrônicos pelo preço médio de ¥500, o que não é muito superior ao preço oferecido nas lojas baratas. Por este motivo também, é melhor investir um pouco mais e evitar ficar insatisfeito com a compra, informou o portal Nikkan Spa.

Créditos: Ana Laura Kawabe

Fonte: Alternativa

terça-feira, 21 de junho de 2016

Discriminação, agora, é assunto de prefeitura no Japão


Os estrangeiros que moram no Japão têm motivos para comemorar. Na semana passada, após anos de forte pressão externa e uma importante mudança da interpretação do termo "liberdade de expressão", o Parlamento japonês aprovou a lei que torna ilegal discursos e ações que incentivam a discriminação contra estrangeiros.


É importante lembrar que discriminação e racismo já eram considerados crimes no Japão. Mas, agora, as ações que incentivam essas práticas também são ilegais. Até então, expressões frequentemente usadas em protestos organizados contra estrangeiros, como “Volte para seu país!” e “Coreanos devem morrer!” eram consideradas formas de liberdade de expressão.


A nova lei define o discurso de ódio como “declarações e ações injustas que envolvem insultos, ameaças de agressão física, ameaça de morte, discriminação e exclusão de estrangeiros que residem legalmente no Japão”. Com a intenção de protejer a integração dos filhos de estrangeiros, a lei enfatiza que é ilegal qualquer declaração ou ação que incentive ou promova a “exclusão de crianças estrangeiras de suas comunidades”.


Apesar do importante avanço, a eficácia da lei irá depender totalmente da ética japonesa no cumprimento de regras. Apesar de a lei caracterizar o discurso discriminatório como “imperdoável”, não prevê penalidades para quem o pratica. Ou seja, a lei diz: “Não faça isso, é proibido! Mas, se fizer, não vai acontecer nada com você.”


Assunto de prefeitura

O ponto mais importante da lei, na minha opinião, é que, agora, discriminação também é assunto de prefeitura. A nova lei delegou para os governos locais a responsabilidade de fiscalizar e implementar medidas para combater a discriminação contra estrangeiros e minorias.


Isso significa que as ações contra discriminação serão mais específicas. Cidades onde há grande concentração de brasileiros, por exemplo, poderão criar campanhas educacionais direcionadas, além de disponibilizar telefones para denúncias e consultas sobre o assunto.


Claramente, a lei foi feita para combater as manifestações agressivas de grupos ultraconservadores como o Zaitokukai, uma associação com mais de 15 mil membros que luta contra os “privilégios” concedidos aos estrangeiros que recebem algum tipo benefício do governo. Os coreanos que moram no Japão são os principais alvos do grupo, incluindo crianças que estudam em escolas coreanas que recebem subsídios do governo japonês.


O tema é polêmico e divide opiniões, mas é bom saber que esse problema será tratado de forma mais específica e localizada.

Por: Paulo Sakamoto

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O perigo de se compartilhar denúncias de maus-tratos a animais nas redes sociais


Entre as postagens mais comuns encontradas nos perfis em redes sociais estão as que se referem a denúncias de supostos casos de maus-tratos a animais. Esse tipo de postagem causa indignação entre os internautas e geralmente vem acompanhado de imagens ou vídeos para tentar comprovar a agressão – e é comum que muitos internautas passem a "caçar" o suposto agressor. A mobilização é tanta que, em poucas horas, a repercussão desse tipo de conteúdo é capaz de atingir milhares de compartilhamentos. E dependendo da maneira que a postagem é feita, alguns internautas podem acabar incitando mais violência na tentativa de clamar por justiça.

Na semana passada, estava sendo compartilhada uma foto, endereço e telefone de uma suposta agressora de um cão numa cidade no interior do Rio Grande do Sul. De acordo com a postagem, o animal teria sido morto a pauladas. Além dos dados pessoais da suposta autora do crime, também havia sido criada uma fan page com o nome dela e um evento com a intenção de promover uma manifestação no endereço que estava sendo divulgado. A postagem não possuía nenhuma referência a uma fonte confiável e, mesmo assim, a fan page já contava com mais de dois mil participantes. Nela era possível identificar dezenas de comentários incitando a violência, inclusive propondo que a acusada recebesse o mesmo tipo de tratamento que teria levado à morte o animal.

Para demonstrar como os usuários geralmente não se preocupam em checar a informação antes de repassá-la, criei um post contendo uma história de maus-tratos, adicionei uma foto pessoal de quando era adolescente e mais duas imagens diferentes obtidas na internet de um cão que havia sido atropelado. Sem fornecer mais detalhes, fiz a publicação na rede social. Após trinta minutos, a postagem já havia recebido dezenas de comentários ofensivos e compartilhamentos.

A maioria dos comentários possuíam o mesmo tom nos xingamentos, inclusive um deles continha ameaça de morte. O post foi removido e, em seguida, publicada uma nota de esclarecimento sobre a intenção da postagem para que ele servisse de alerta sobre os perigos que compartilhamento desse tipo podem oferecer.


Os riscos são ainda maiores quando boatos publicados na internet causam a comoção de populares, pois alguns deles podem querer fazer justiça por conta própria. Foi isso que aconteceu em Guarujá (SP), em maio de 2014. O incidente não envolve o boato de maus-tratos a animais, mas o de sumiço de crianças para serem usadas em rituais de magia negra. A história era falsa, repleta de inconsistências, mas não foi o suficiente para impedir que uma dona de casa foi morta após ter sido confundida com uma imagem postada num boato em uma rede social no litoral paulista. Independente do tipo de atrocidade relatada no boato, as manifestações dos internautas se assemelham. E, por isso, o risco de que pessoas possam ser agredidas por populares.

Seguem algumas dicas de como confirmar se uma denúncias de maus-tratos é verdadeira antes de passá-la adiante:

Como saber se uma postagem denunciando maus-tratos é verdadeira?

Não existe uma única fórmula que garanta a veracidade da postagem, principalmente se ela não possuir qualquer referência que possa ser verificada. Os internautas geralmente leem o conteúdo da postagem e o compartilham sem ter feito algum tipo de checagem. Quando isso acontece, alguns amigos podem tomar o post como sendo verdadeiro só pelo fato dele ter sido compartilhado por um amigo em que eles confiam.
Qualquer pessoa pode criar um perfil falso, postar um boato e fazer uma referência a alguém que queira prejudicar. O ideal não é compartilhar nas redes sociais, mas denunciar às autoridades.

Como denunciar um caso de maus-tratos a animais?

Qualquer ato de maus-tratos envolvendo um animal deverá ser denunciado na Delegacia de Polícia. É recomendável que, em situações em que o caso esteja ocorrendo, a Polícia Militar seja acionada imediatamente através do número 190.

Existem inúmeras entidades sem fins lucrativos espalhadas pelo Brasil que atuam em defesa dos animais auxiliando no encaminhamento de denúncias envolvendo maus-tratos. Mas o leitor também pode denunciar por conta própria, segue abaixo os passos a serem seguidos para denunciar os maus-tratos a animais conforme sugestão publicada no site da PEA (Projeto Esperança Animal):

1– Certifique-se de que a denúncia é verdadeira. Falsa denúncia é crime conforme artigo 340 do Código Penal Brasileiro.
2– Tendo certeza de que a denúncia procede, tente enquadrar o “crime” em uma das leis de crimes ambientais.
3– Então, você pode elaborar uma carta explicando a infração ao próprio infrator e dando um prazo para que a situação seja regularizada. Se for situação flagrante ou emergência chame o 190.

O que deve conter a carta:

– Data e local do fato
– Relato do que você presenciou
– O nº da lei e o inciso que descreva a infração
– Prazo para que seja providenciada a mudança no tratamento do animal, sob pena de você ir à delegacia para denunciar a pessoa responsável
Clique aqui e veja um modelo da carta

Se for o caso de ligar para o 190 diga exatamente: - Meu nome é “XXXXX” e eu preciso de uma viatura no endereço “XXXXX” porque está ocorrendo um crime neste exato momento.

Provavelmente você será questionado sobre detalhes do crime, diga: - Trata-se de um crime ambiental, pois “um(a) senhor(a)” está infringindo a lei “XXXXX” e é necessária a presença de uma viatura com urgência.

4– Sua próxima preocupação é com a preservação das provas e envolvidos. Se possível, não seja notado até a chegada da polícia, pois um flagrante tem muito mais validade nos processos judiciais.

5– Quando chegar a viatura, apresente-se com calma e muita educação. O policial está acostumado a lidar com crimes muito graves e não deve estar familiarizado sobre as leis ambientais e de crimes contra animais.

6– Neste momento, você deverá esclarecer ao policial como ficou sabendo dos fatos (denúncia anônima ou não), citar qual lei o agressor está infringindo e entregar uma cópia da lei ao policial.

7– Após isso, seu papel é atuar junto com o policial e conduzir todos à delegacia mais próxima para a elaboração do TC (Termo Circunstanciado).

8– Ao chegar à delegacia, apresente-se ao delegado. Conte detalhadamente tudo o que aconteceu, como ficou sabendo, o que você averiguou pessoalmente, a chegada da viatura e o desenrolar dos fatos até aquele momento. Cite as leis que foram infringidas e entregue uma cópia ao delegado (Isso é muito importante).

9– No caso de animais mortos ou provas materiais é necessário encaminhar para algum Hospital Veterinário ou Instituto Responsável e solicitar laudo técnico sobre a causa da morte, por exemplo. Peça isso ao delegado durante a elaboração do TC. É preciso paciência, pois todo esse procedimento pode levar horas na delegacia, mas é o primeiro passo para a aplicação das leis e depende exclusivamente da sociedade.

10– Nuca esqueça de andar com cópias das leis (imprima várias cópias). Aqui você pode acessar as leis.

14– Siga exatamente esse roteiro ao chamar uma viatura e tenha certeza que o assunto será devidamente encaminhado. Se a polícia não atender ao chamado, ligue para a Corregedoria da Polícia Civil e informe o que os policiais disseram quando se negaram a atender. Mencione a Lei 9605/98.

Os casos de maus-tratos a animais podem ser coibidos sem que para isso seja preciso transgredir a lei e, principalmente, correr o risco de que uma tragédia ainda maior aconteça devido ao compartilhamento irresponsável. Se o objetivo é ajudar, procure as autoridades, mas jamais compartilhe informações pessoais de terceiros.

Fonte: G1

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Desabafo sobre o Processo Judicial - Cão luta contra o Cancer


Amigos e Amigas,

como sabem, o Cão a três anos atrás teve essa bola crescendo na perna dele.
Eu fui na Clínica Veterinária e pedi para que o Dono examinasse.
Ele examinou, fez exame e falou que era apenas uma bola de gordura.
Durante estes três anos nenhum outro médico veterinário me disse alguma coisa sobre essa bola, nada.
Não podem dizer que falaram algo e eu não entendi porque não entendo 100% do idioma japonês, porque antigamente tinha uma funcionária brasileira lá e depois, eu entendo sim e quando não entendo, sempre ligo ou peço para alguém me acompanhar.
Bom, como sabem a bola estourou, depois veio a cirurgia, depois a conversa com a ex mulher do dono que também é médica veterinária e que no fim, não assumiram o erro.
Tudo bem, ela disse que iria cuidar dali para frente, apenas ela, da saúde de meus filhos.
Disse também que era para eu ficar de olho nele, pois poderia aparecer outro tumor...
Até ai tudo bem.
Eu, o ignorante em assuntos de veterinária, imaginei que a Médica Veterinária, formada, com anos de experiência, iria fazer um exame completo no Cão após a cirurgia para ver se havia algum outro tumor.
Penso eu, o ignorante aqui, que seria o primeiro passo a ser dado, em vista que por um diagnóstico errado dado pelo ex marido dela, ele, o Cão, já está com câncer a três anos...
Mas, para minha surpresa, quem achou o segundo tumor, que vá lá, tinha seus 5 centímetros, fui EU!!!!
Lá fomos para a segunda cirurgia, mas é claro que desta vez fiz ela fazer um exame completo, para ver se não havia outro tumor nele.
A preocupação dela era se havia algum no pulmão e eu em qualquer lugar do corpo...
Agora, voltamos ao tratamento, que ela falou que iria ficar num tanto de ienes e já passou a muito tempo desse valor.
Não foi uma, ou duas pessoas que me falaram sobre processo.
Eu cheguei até marcar consulta com um advogado, mas sinceramente, desisti na última hora.
Existe uma revolta dentro de mim?! Ah!!! Existe sim!!!
Estou muuuito puto com a Clínica?! Ah! Podem ter certeza que sim!!!
Mas, não sei dizer o porque que não quero levar isso a diante.
Não quero um processo, não quero briga, não quero nada disso na minha vida.
Se eu ganhar, dizem que ganho tranquilo, teria dinheiro para pagar todas as contas com certeza, sendo que já fiquei sabendo que tem gente por ai que ganhou fortunas por menos.
Mas, sinceramente, não quero isso.
Quero terminar o tratamento do Cão neste clínica e procurar outra depois.
Não sei se estou certo ou errado, mas já tem tanta briga, problemas e outras coisas acontecendo na minha vida e no mundo todo, que não to afim de enfrentar mais uma.
Sim, eu sei que eu, o Cão principalmente e outras pessoas estão pagando "o pato", digo outras pessoas, porque muita gente anda me ajudando desde que tudo isso aconteceu, mas prefiro deixar nas mãos de Deus mais uma vez.
Mais uma vez vejo que eu errei, eu tinha que ter ido mais afundo nesse assunto e diagnóstico.
Como aconteceu comigo de pegar um péssimo médico de diabete, eu teria que ter ido a outra clínica ver se era apenas uma bola de gordura que o pequeno tinha.
Além disso, sei que foi justamente nesse período que os donos da clínica se separaram devido ao gênio do dono e depois disso, os problemas só aumentam.
Eu sei que o Cão e eu não temos nada haver com isso e pagamos o pato, mas resolvi deixar de lado, deixar nas Mãos de Deus.
Quem não erra?
Quem já não errou?!
Mas, como não dá para ser "cobaia" sempre, decidi que assim que o tratamento dele terminar, vamos a outra clínica.
Assim, eu decidi.
Pelo menos até agora rs
Porque se algo acontecer a ele nesse tempo por causa do tratamento....
Ai o bicho vai pegar... rs
Abraços.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Golpe no Japão: quase passei por isso.


Amigos e Amigas,

agora que tudo passou, posso contar o que aconteceu comigo nestas últimas semanas.
Para quem não mora ou não conhece as leis japonesas, preciso explicar que eles são muito rígidos em relação a ter animais de estimação em prédios que não é permitido ter.
Quando descobrem, as vezes a pessoa tem apenas 24 horas para deixar o apartamento ou se desfazer do animal.
Mas, não é nada disso que me aconteceu, mas vocês vão entender o porque de eu ter escrito isso.
Aluguei um apartamento aqui na cidade de Nagoya a onze anos atrás.
Quando resolvi comprar o Cão (negão), liguei para a imobiliária e fiquei sabendo que não podia ter cachorro lá, mas como todo mundo tem, eu comprei assim mesmo…
Nesses onze anos, só tive problema uma vez com um casal de vizinhos no andar de baixo, que reclamaram do barulho.
Recebi uma carta de advertência com mil explicações do porque de não poder ter e que na próxima reclamação, eu seria despejado.
Eu coloquei "edredões" pelo chão do apartamento e assim fomos vivendo…
Os vizinhos mudaram, entraram outros e mudaram-se também.
A uns dois ou três meses mudou um senhor japonês, por sinal, só morava japonês no prédio e na vizinhança.
Encontrava com esse senhor toda vez que saia para trabalhar.
Ele puxava conversa, querendo saber o que eu fazia, onde trabalhava, quantas horas, da onde vinha e etc…
Eu achei normal, um vizinho tentando arrumar amizade, ser gentil.
Encontrei com ele umas três ou quatro vezes no mesmo horário, na frente do prédio.
Na época, achei que era coincidência, que ele deveria estar chegando da rua, mas hoje penso que não.
Um dia, chego em casa por volta das 3:00 da madrugada.
Estava sentando, mexendo no computador quando escuto baterem na porta.
Fui abrir e era esse japonês.
Tentava puxar a porta para entrar, mas eu não deixava.
Começou a falar que eu estava fazendo muito barulho, que não estava conseguindo dormir.
Eu realmente não estava entendendo nada, porque os pequenos estavam quietos, nem se mexendo e comecei a ficar irritado com o fato dele querer entrar na minha casa de qualquer jeito.
Começou a dizer que era um velho doente, que não tinha condições de trabalhar fora, que tinha que cuidar de crianças durante o dia para poder sobreviver.
Disse que se ele não conseguisse dormir a noite, não teria como cuidar das crianças e assim não teria dinheiro para viver.
Começou a falar e falar isso a todo momento, até que mudou a conversa dizendo: "VOCÊ TRABALHA À NOITE, GANHA BEM, É SOLTEIRO. VAI TER QUE ME DAR DINHEIRO PARA EU PAGAR MINHAS CONTAS".
Toda aquela situação estava realmente me tirando do sério e ele começou a falar e falar sobre eu ter dinheiro, trabalhar muitas horas, ser solteiro e etc…
Num determinado momento, eu simplesmente disse que não estava fazendo barulho algum e que já era tarde e que iria dormir.
Pedi desculpas e fechei a porta.
Aquilo me deixou sem chão.
Meu vizinho do lado, que chega quase na mesma hora, faz muito barulho. Abre a janela, cozinha, liga a TV, enfim, ele escutou toda a conversa, pois estava com a janela aberta, mas depois que o velho saiu da minha porta, eu fui espiar do lado de fora e pude ver, que este apagou a luz e etc…
Achei tudo aquilo muito estranho.
As crianças não estavam fazendo barulho e nem eu.
Fui conversar com uma japa que conheço e ela também achou muito estranho e falou que era para eu evitar a todo custo falar novamente com esse japa.
Dois dias depois ele apareceu novamente na minha porta, dizendo que já tinha me avisado e que iria falar com o escritório que toma conta do prédio que eu faço muito barulho.
Começou a falar que eu iria ter que me mudar e etc…
Que era doente, não estava dormindo a dias direito por causa de tanto barulho e etc…
Ai tocou novamente na conversa sobre dinheiro.
Quando isso aconteceu eu simplesmente fechei a porta.
Falei com a japa e ela me disse que estava com cheiro de golpe.
Talvez vocês possam pensar que eu não estando em casa, os dog's e cat deviam fazer barulho e como não estou em casa, não tenho como saber.
Mas, vejam bem, o chão de todo o apartamento era forrado com edredões, não tinha como o barulho passar.
Minha amiga japa me lembrou de vários golpes que japoneses dão e que muitos não saem na mídia.
Ela me disse que infelizmente, até eu provar que sou inocente, iria ter muita dor de cabeça.
E ela sabia da carta que eu tinha recebido a alguns anos atrás.
Se acaso eu partisse para a briga, com certeza o pessoal do escritório iria querer entrar no apartamento para verificar e veriam as crianças e ou eu teria que mudar, ou me desfazer deles.
Enfim, o golpe que o velho estava querendo me dar, iria me prejudicar de qualquer forma e me dar muita dor de cabeça.
Outra coisa que me deixou muito encucado, foi que depois desse dia, meu vizinho do lado nunca mais falou comigo.
Me evitada a todo custo. Teve um dia que ele estava subindo a escada e eu descendo. Ele desceu rápido e se escondeu embaixo da escada…
Aquela reação dele realmente me deixou surpreso, pois somos vizinhos de porta a 11 anos e ele sempre amou as crianças.
Foi ai que a japa disse que se por acaso eu pedisse o testemunho dele, ele com certeza iria fugir.
Como, eu que estava errado, no sentido de ter animais de estimação num prédio que era proibido, tive que me virar e me mudar antes que algo pior acontecesse.
Minha amiga mesmo disse que ele poderia estar sozinho ou com alguém por trás, ajudando.
Foi ai que lembrei das conversas que tivemos (eu e o japa) e comecei a perceber que ele estava muito interessado onde eu trabalhava, quantas horas e etc…
Lembrei de pessoas que tiveram que sair dos seus apartamentos rapidamente por causa de seus pet's.
Teve um prédio perto daqui, que todos os moradores que tinham pet's, tiveram que se mudar…
Juntando tudo isso e outras coisas, minha amiga japa achou que o melhor era eu infelizmente me mudar, pois a briga seria feia e eu me prejudicaria de qualquer forma.
Assim sendo, decidi meio que "forçosamente"a me mudar.
Fiquei perdido durante alguns dias, pois para quem me conhece, sabe que minha realidade financeira é totalmente diferente da que o velho japonês pensa.
Estou totalmente endividado, o que ganho não paga minhas contas e estou a meses me virando como posso.
Fiquei dias imaginando da onde tiraria tanto dinheiro para pagar a luva de um novo apartamento…
Com a ajuda do casal de amigos, Fernando e Claudinha, de meu patrão e minha prima Erika, achei um apartamento que pode animais domésticos, fiz um financiamento e me mudei.
Resolvi escrever isso para que sirva de exemplo para outras pessoas, não só apenas tomar cuidado com o que falam, mas também em ter pet's em prédios proibidos aqui no Japão.
Infelizmente, existem pessoas com péssimas intenções.
Mas, Deus é maior e no fim, como sempre, colocou sua mão sobre Nós, aqui de casa e tudo acabou bem.
Afinal, eu moro embaixo da ponte, mas não largo meus filhos de quatro patas por nada neste mundo!!!

Aqui o link de dois golpes japoneses que saíram na mídia:



Abraxos

Obs.: Preciso dizer que (para quem acredita), meus Amigos Espirituais já tinham me avisado que eu teria que mudar. Quando tudo isso aconteceu, imaginei que seria a hora. Como tudo deu certo… não houve dúvidas!

quinta-feira, 7 de março de 2013

A triste verdade sobre os lugares onde filhotes vendidos online realmente vivem


Em dezembro, o IFAW (Fundo Internacional de Bem-Estar Animal) conduziu o primeiro estudo público que avaliou a relação entre a venda de filhotes pela internet e como o negócio das fábricas de filhotes é mantido.

“Consumidores que optam por comprar filhotes pela internet são levados a acreditar que estão comprando de criadores com boa reputação”, disse Bem Stein, membro honorário do conselho de administração do IFAW. “As fotos fofas de filhotinhos mostradas em muitos sites de vendas escondem a desoladora realidade da superlotação e das condições de insalubridade em que os filhotes são mantidos.”

O relatório “Quanto custa esse cachorrinho no meu navegador? A verdade por trás das vendas online de filhotes” foi liberado após os investigadores realizarem uma análise completa dos dados coletados depois de apenas um dia examinando anúncios em nove websites – Animaroo, DogsNow, NexrDayPets, PuppyFind, PuppyTrader, TerrificPets, Craiglist, eBayClassifieds e Oodle.

De acordo com o relatório, apenas naquele dia “havia um total de 361.527 anúncios postados para venda de filhotes. Dentro desses anúncios havia, numa estimativa conservadora, 733.131 filhotes anunciados para venda naquele dia (considerando o dobro para qualquer anúncio que genericamente fazia menção a mais do que um filhote a venda, o que elevaria para 10 ou mais cachorros numa ninhada dependendo da raça.) Os investigadores capturaram e gravaram 12.740 anúncios desses nove websites para análise dos dados básicos.”

Destes sites, foram investigados aproximadamente 10.000 anúncios usando critérios estabelecidos por uma comissão de ‘experts’ para determinar se os cachorros nos anúncios poderiam ou não vir de uma fábrica de filhotes, incluindo se havia fotos dos ‘tutores’, se os vendedores se encontravam com os compradores apenas fora da propriedade, se os filhotes pareciam limpos, se muitas raças eram ofertadas, se termos de retorno e reembolso eram oferecidos e se havia filhotes com menos de oito semanas disponíveis, entre outros critérios.

Os resultados mostraram que o site com a maior porcentagem de cachorros que provavelmente vieram de fábrica de filhotes foi o Animaroo com 85% – seguido por PuppyTrader com 64%, DogsNow com 62%, NextDayPets com 61%, PuppyFind com 55% e TerrificPets com 44%.

Infelizmente, há muito pouco que pode ser feito para proteger esses cachorros, graças a uma brecha na Lei de Bem-Estar Animal (sigla em inglês AWA), que permite vendedores online operarem sem nenhuma fiscalização.

“A maioria das regulamentações federais direcionadas para o comércio de filhotes são pré-internet e insuficientes em informar questões relacionadas à venda online de filhotes,” disse Tracy Coppola, oficial de campanhas da IFAW. “Começamos nossa investigação para determinar a extensão e o tamanho do comércio de filhotes como parte de um esforço para informar melhor aos legisladores, já que atualmente eles estão considerando novas políticas para eliminar as brechas que permitem que essa prática continue.”

Em maio de 2012, a USDA anunciou uma proposta para regularizar criadores que vendem cachorros online diretamente ao público, através de uma atualização na definição de 40 anos do termo “retail pet store” (loja de animais de varejo) para tapar algumas brechas e impor a mesma regulamentação a esses criadores como aquelas encaradas pelos grandes vendedores no âmbito da AWA e se aplicaria a todos que criam mais do que quatro “cadelas, gatos e/ou pequenos animais exóticos ou mamíferos selvagens” todo ano. Lojas físicas foram isentas de regulamentação sob a premissa de que as pessoas podem entrar e observar a saúde e bem-estar dos animais antes de levá-los para casa.

“Com a demanda americana por cachorros crescendo, também cresce o número de vendas online”, disse Jeff Flocken da IFAW. “Nesta época de férias e depois também, esperamos que os consumidores que procuram um novo filhote para suas famílias não se tornem vítimas das práticas depreciativas dos operadores das fábricas de filhotes na internet. Ao invés disso, poderiam tomar uma decisão proativa contra essas fábricas, através da adoção em um abrigo local e instalações de resgate.”

Evidentemente a venda de animais é uma prática que visa apenas ao lucro dos criadores, que mantêm os animais aglomerados em condições indignas e obrigam as fêmeas a procriarem incessantemente com vistas nas vendas de seus filhotes que são comercializados como se fossem objetos. O ideal seria não regularizar esse comércio de vidas, mas sim proibi-lo de uma vez por todas, de modo que os animais parem de ser tratados como coisas comercializáveis, e incentivar sempre a adoção em detrimento do desejo de comprar animais domésticos.

Por Kalyne Melo (da Redação)

Fonte: http://blogs.jovempan.uol.com.br

domingo, 28 de outubro de 2012

DENÚNCIA: Plagio da nossa página no Facebook - PARTE 2

A administração do Facebook retirou as fotos minhas que estavam sendo 
usadas por essa pessoa que nunca se identificou.

Amigos, Amigas,

obrigado pelas mensagens, obrigado pelo apoio.
Pude ver através da ferramentas do Blogger, que está postagem "DENÚNCIA: Plagio da nossa página no Facebookteve mais de 100 visualizações.
Agradeço quem comentou e por isso mesmo venho aqui hoje.
Capturei a "conversa" toda feita lá, na página falsa, ou com no nome praticamente igual a que uso aqui no Blog para que quem não tenha uma conta no Facebook possa ver o que aconteceu...
Aqui vão as imagens na ordem da conversa e caso queira ver em tamanho maior, é só clicar nelas.


Depois da última vez que "conversei"  com a dona desta página, que por sinal nunca se identificou, eu resolvi deixar tudo de lado. A maneira dela agir realmente não me deixou outra escolha.
Quem me conhece, sabe que não gosto de ficar discutindo ou brigando. Gosto sim, de conversar, falar de coisas boas e ou que nos tragam algo de bom.
Agora, ficar "discutindo", ainda mais com alguém que não tem educação alguma, não é minha praia.
A ironia, o desprezo e a falta de respeito dessa pessoa para comigo e para com as outras pessoas está mais que claro nestas imagens que podem ver.
De "boba" ela não tem nada...
Eu apenas não sei se foi ela o a administração do Facebook que retirou o comentário onde ela me ofende e jura que foi a "priminha doente"que o fez...
Engraçado que a "priminha doente", tem inteligência suficiente para entrar na conta do Facebook dela e ofender as pessoas... Mas, para pedir desculpas por usar algo alheio... Não, não pode.
Enfim, eu fiquei pensando o "por quê" de tudo isso ter me incomodado tanto...
Sou daquelas pessoas que acredita que quando um problema surge na vida, temos que procurar entender o que ele veio nos ensinar, o que temos que aprender...
Assim sendo, fui eu tentando desvendar o "mistério" rs.
Foi quando percebi que minha indignação foi porque alguém pegou algo que não lhe pertence e simplesmente estava usando...
Quando foi "questionada", em vez de se desculpar ou coisa do tipo, agiu de forma contrária...
Foi nesse momento que me lembrei de minha mãe.
Ela me educou e muuuuuito, era bem, muuuuuito rígida.
Ensinou-me que quando queremos usar algo que não nos pertence, mesmo que seja algo sem valor, devemos pedir permissão ao dono desse "algo".
Essa foi a educação que eu tive e mantenho até hoje. E tenho a certeza que muitos a tiveram e ainda continuam agindo assim, mesmo já sendo "crescidas".
Essa pessoa escreveu em um dos seus últimos comentários, que  "só é educada com quem quer"!!!
Nossa, eu já fui educado de maneira diferente a ajo também assim.
Não sou educado apenas com quem quero, mas com todos.
Acho que ser educado não é algo que devemos escolher "ser ou não" e sim que devemos ser e pronto!
Sim, eu sei, às vezes meio que a coisa fica difícil, mas não quer dizer que você vai sair por ai tratando todo mundo mau...
Por isso eu simplesmente deixei tudo isso de lado...
Não adianta. Eu tentei manter uma "conversa" civilizada, mas foi impossível.
Acho que não estou muito errado, porque até mesmo a administração do Facebook removeu pela segunda vez as fotos que ela estava usando.
Bom, é isso. 
Eu achei que devia vir aqui e contar para vocês isso, pois dentro de mim, que é o que me importa, tudo isso passou...
Infelizmente, temos que aprender a lidar com esse tipo de situação, pois parece que a cada dia isso fica mais frequente....
É uma pena, mas fico feliz que em 6 anos de blogueiro (2 no msn e 4 aqui) eu tenha feito mais amigos do que qualquer outra coisa!!!

E viva a amizade!!!!

Ah! E um convite, quem quiser visitar e curtir a nossa página no Facebook, por favor!!!
Venham nos fazer uma visita!!!
Estou aproveitando o espaço para colocar dicas de produtos muito bons para quem tem cachorros!!!


Endereço da página:


Abraxos!!!!!


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

DENÚNCIA: Plagio da nossa página no Facebook

 Foto da nossa página no Facebook

DENÚNCIA!!!!

GOSTARIA DE AVISAR A TODOS MEUS AMIGOS E AMIGAS QUE SEM QUERER ACHEI UM OUTRA PÁGINA USANDO NOSSA FOTO E UM NOME PARECIDO NO FACEBOOK.

JÁ FIZ A DENÚNCIA AO FACEBOOK, MAS GOSTARIA DE PEDIR A TODOS QUE PUDEREM PARA VISITAREM A PÁGINA E DENUNCIAREM TAMBÉM!!!

O ENDEREÇO É:

https://www.facebook.com/pages/n%C3%B3sos-cachorros-do-jap%C3%A3o-D/130717343701642

NUNCA PENSEI QUE IRIA PASSAR POR ISSO...

Foto da página falsa, plágio.

DEIXEI UM COMENTÁRIO NA PÁGINA, DIZENDO QUE A FOTO É DO MEU BLOG E DOS MEUS CACHORROS E SABE O QUE A PESSOA FEZ? ME XINGOU!!!
VEJAM NESSA IMAGEM....


Olhem o vocabulário da pessoa...
Para ampliar a imagem, é só clicar

NOSSO BLOG, NOSSA PÁGINA TEM O NOME:

"NÓS, OS CACHORROS - NO JAPÃO"

ESSA PESSOA COLOCOU:

"NÓS, OS CACHORROS DO JAPÃO ;D"


QUEM TIVER UMA CONTA NO FACEBOOK E PUDER COLABORAR...

AGRADEÇO DESDE JÁ!!!

OBRIGADO!!!!