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domingo, 7 de maio de 2017

7 de maio de 1955 - Artigo do Jornal “ O Repórter “

Artigo publicado no Jornal "O Reporter" em 7 de maio de 1955.
Achei interessante publicar...

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Mensagem de Jânio, sobre o dia das Mães. O sr. Jânio Quadros, governador de São Paulo, manifestou-se sobre as homenagens que no domingo, 8 de maio serão prestadas à figura máxima do lar: a Mãe. Apoiando a campanha que os “ Diários Associados “ vem desenvolvendo no sentido de transformar essa data na segunda grande festa do ano, da mesma importância do Natal, lançou o governador de São Paulo uma mensagem breve e inspirada, que a seguir transcrevemos:


“ No “Dia das Mães” volta-se o nosso pensamento aquela que, pecadora, alcança a santidade; humilde, ascende ao trono inabalável; perecível, faz-se eterna; aquela cuja mão é afago e o cuidado; cujo impulso é a bondade e o altruísmo; é a angustia da lágrima furtiva; é a esperança do sorriso ingênuo; e o templo das gerações futuras; é a gloriosa matriz do Deus imortalizado.
Pequeninos e inseguros; justos e penitentes, ajoelhamo-nos. Todos, a augusta presença materna que viva ou na saudade, agasalhar-nos-á no seu regaço!"

Jânio Quadros

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Seu filho deixará de fazer birra quando você disser isso a ele


Aos olhos dos outros, na rua ou dentro de uma loja, uma criança birrenta é, quase sempre, um problema que precisa ser resolvido (rapidamente!) pelos pais.

Mas, nem sempre sabemos lidar de um jeito prático e eficiente com as vontades e episódios de desrespeito de nossos filhos. Algumas expressões mais genéricas, entretanto, podem nos ajudar a construir um diálogo mais direto com os pequenos – e, por isso, separamos 4 frases que, se colocadas em prática, poderão ser importantes para estabelecer limites às crianças. Afinal, um bebê birrento hoje pode se transformar a relação entre vocês em um campo de batalha, futuramente.

Como fazer a criança parar de birra

1. “Já te respondi”

Aprenda a lidar com as vontades das crianças

Imagine que seu filho pede um chocolate na fila do mercado, mas você não poderá dar naquele momento. Ele insiste, como se o doce fosse imprescindível para ele sobreviver:

Filho: Mãe, compra esse chocolate para mim?
Mãe: Hoje não, querido.
Filho: Mas eu estou com vontade.
Mãe: Já te respondi.
Filho: Mas faz tempo que eu não como chocolate.
Mãe: Já te respondi.
Filho: Mas todos os meus amigos comem chocolate.
Mãe: Já te respondi.

Por que funciona?

A criança pode pensar em justificativas infinitas para conseguir o que quer, mas a mãe se mostra firme, apenas pedindo para que ele relembre o que ela disse na primeira vez. Em algum momento, a criança perceberá que a mãe não será manipulada e vai reavaliar o pedido e seu próprio comportamento.

2. “Não vamos discutir isso”

Demonstre para a criança que cada ação dela tem uma consequência

Em uma situação hipotética (mas, muito real), a menina pede para ir dormir na casa da amiga. E a mãe ou o pai não concordam que ela vá naquele dia.

Filha: Pai, posso ir dormir na casa da minha amiga?
Pai: Não, já está muito tarde.
Filha: Mas a minha outra amiga também vai.
Pai: Não vamos discutir isso.

Por que funciona?

O pai pode sair do ambiente, para reforçar a negativa. Esta expressão funciona como um ponto final na discussão – e você é quem deve decidir esse momento.

3. “Esta conversa acabou”

Criança deve entender que os pais precisam colocar limites

Há vários desejos das crianças que se repetem com frequência, apesar de várias negativas dos pais. Você já se irritou com seus filhos por eles insistirem para jogar videogame, por exemplo?

Filho: Mãe, ainda quero muito jogar videogame.
Mãe: Mas você precisa estudar.
Filho: Mas eu preciso terminar um jogo que comecei...
Mãe: Você não pode jogar. Esta conversa acabou.

Por que funciona?

É uma variação da expressão “Não vamos discutir isso”.

Isto porque seu filho ou sua filha deve retomar a conversa em algum momento, tentando persuadir e manipular sua opinião. Você pode usar o “esta conversa acabou” justamente para que eles compreendam o fim do debate. Repita as expressões até que a criança se dê por vencida.

4. “Está decidido. Se continuar a mencionar a questão, haverá consequências”

Mãe deve conversar com o filho usando expressões específicas

A insistência das crianças pode ser algo infinito. Por isso, é importante estabelecer limites e mencionar o fato de que o que ela faz pode gerar consequências para ela.

Filha: Pai, posso ir brincar na rua?
Pai: Não, filha, hoje está muito movimentada.
Filha: Mas eu estou com vontade...
Pai: Não, é perigoso.
Filha: Mas eu vou ficar só na frente do prédio.
Pai: Está decidido. Se continuar insistindo, haverá consequências e você ficará sem brincar na rua por dois dias.

Por que funciona?

Relacionar uma birra a uma consequência que prive a criança de uma coisa que ela gosta e que tenha relação direta com a malcriação pode ser uma forma de fazê-la entender que não deve fazer birra e insistir em suas vontades.

Castigo em crianças em cada idade

É importante aprender a dar limites às crianças de acordo com cada idade, como explica a psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro “Criando filhos em tempos difíceis – Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz”.

A partir dos cinco anos, por exemplo, a criança já compreende o sentido das regras e, portanto, é possível explicar a ela por que ela pode ou não ter determinado comportamento, perguntar como ela se sentiria se alguém agisse daquela maneira com ela, etc.

A partir desta fase, ela também é capaz de compreender o castigo e poderá aprender com ele.

“Porém, a punição tem de ter uma ligação direta com o que a criança fez de errado. Se ela pintou a parede do quarto, não adianta deixá-la uma semana sem televisão, pois isso não vai fazer sentido para ela. O castigo, neste caso, deve ser limpar a parede. Agora, se ela deixou de fazer o dever de casa porque ficou assistindo à televisão, aí sim é devido cortar a TV”, explica a psicóloga.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

A mãe de Jesus


Ela crescera, tendo o Espírito alimentado pelas profecias de Israel.

Desde a meninice, quando acompanhava a mãe à fonte, para apanhar o líquido precioso, ouvia os comentários. Entre as mulheres, sempre que se falava a respeito, perguntavam-se umas às outras, qual seria o momento e quem seria a felizarda, a mãe do aguardado Messias.

Nas noites povoadas de sonhos, era visitada por mensageiros que lhe falavam de quefazeres que ela guardava na intimidade d’alma.

Então, naquela madrugada, quase manhã do princípio da primavera, em Nazaré, uma voz a chamou: Miriam. Seu nome egípcio-hebraico significa querida de Deus.

Ela despertou. Que estranha claridade era aquela em seu quarto? Não provinha da porta. Não era o Sol, ainda envolto, àquela hora, no manto da noite quieta. De quem era aquela silhueta? Que homem era aquele que ousava adentrar seu quarto?

Sou Gabriel, identifica-se, um dos mensageiros de Yaveh. Venho confirmar-te o que teu coração aguarda, de há muito. Teu seio abrigará a glória de Israel. Conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo e o seu reino não terá fim.

Maria escuta. As palavras lhe chegam, repassadas de ternura e pela sua mente, transitam os dizeres proféticos.

Sente-se tão pequena para tão grande mister. Ser a mãe do Senhor. Ela balbucia: Eis aqui a escrava do Senhor. Cumpra-se em mim segundo a tua palavra.

O mensageiro se vai e ela aguarda. O Evangelista Lucas lhe registraria, anos mais tarde, o cântico de glória, denominado Magnificat:

A minha alma glorifica o Senhor!

E o meu espírito exulta [de alegria]

Em Deus, meu Salvador!

Porque, volvendo o olhar à baixeza da Terra,

Para a minha baixeza e humildade atentou.

E eis, pois, que, desde agora, e por todos os tempos,

Todas as gerações me chamarão

Bem-aventurada!

Porque me fez grandes coisas o Poderoso

E santo é o seu nome!

E a sua misericórdia [se estende]

De geração em geração,

Sobre os que o temem.

Com seu braço valoroso

Destruiu os soberbos

No pensamento de seus corações.

Depôs dos tronos os poderosos

E elevou os humildes.

Encheu de bens os famintos

E despediu vazios os ricos.

Cumpriu a palavra que deu a Abraão,

Recordando-se da promessa

Da sua misericórdia! (Lucas, I, 46 a 55)

Ela gerou um corpo para o Ser mais perfeito que a Terra já recebeu. Seus seios se ofereceram úberes para alimentar-Lhe os meses primeiros. Banhou-O, agasalhou-O, segurou-O fortemente contra o peito mais de uma vez. E mais de uma vez, deverá ter pensado:

Filho meu, ouve meu coração batendo junto ao Teu. Dia chegará em que não Te poderei furtar à sanha dos homens. Por ora, amado meu, deixa-me guardar-Te e proteger-Te.

Ela Lhe acompanhou o crescimento. Viu-O iniciar o Seu período de aprendizado com o pai, que Lhe ensinou os versículos iniciais da Torá, conforme as prescrições judaicas, embora guardasse a certeza de que o menino já sabia tudo aquilo.

Na sinagoga, viu-O destacar-Se entre os outros meninos, e assombrar os Doutores. O seu Jesus, seu filho, seu Senhor. Angustiou-se mais de uma vez, enquanto O contemplava a dormir. Que seria feito dEle?

No célebre episódio em Jerusalém, seu coração se inquietara a cogitar se não seria aquele o momento do início das grandes dores.

A viuvez lhe chegou e ela viu o primogênito assumir os negócios da carpintaria. Suas mãos, considerava, tinham habilidade especial e a madeira se Lhe submetia de uma forma toda particular.

Aquele era um filho diferente. Um olhar bastava para que se entendessem. Tão diferente dos demais, que não tinham para com ela a mesma ternura...

Chegou o dia em que Ele se foi e ela começou a ter dEle as notícias. A escolha dos primeiros discípulos, o batismo pelo primo João, no Jordão.

Mantinha contato constante, providenciando quem Lhe fizesse chegar a túnica tecida no lar, sem nenhum costura, sempre alva. Em cada fio, um pouco do seu amor e da sua saudade.

Quando Ele veio visitá-la e a acompanhou a Caná, às bodas da sua parenta, ela sabia que Ele a obedeceria, providenciando o líquido para que os convivas pudessem deliciar-se, saindo da embriaguez em que haviam mergulhado.

Acompanhou-Lhe a trajetória de glórias humanas, e as injustas alusões ao Seu messianato, aos Seus dizeres.

Em Nazaré, quando quase O mataram, tomou-se de temores. Contudo, ela sabia que Ele viera para atender os negócios do Pai. Por vezes, visitava a carpintaria, e parecia vê-lO, ainda uma vez, nos quadros da saudade.

Tanto quanto pôde, acompanhou o seu Jesus e recebeu-lhe o carinho. Ele era tão grande, e, entretanto, atendia-lhe o coração materno, os pedidos. Quantas vezes ela intercedera por um ou outro?

Quando os dias de sombra chegaram, ela acompanhou, junto a outras mulheres, as trágicas horas. Ao ver o corpo chagado do filho, o sangue coagulado nas feridas abertas, a túnica tão alva, que ela tecera com tanto desvelo, toda manchada, sentiu as lágrimas inundarem-lhe os olhos.

Porém, era necessário ser forte. Seu filho lecionara as lições mais belas que jamais os ouvidos humanos haviam escutado. Ele cantara as belezas do Reino dos Céus, no alaúde do lago de Genesaré, e prometera as bem-aventuranças aos que abraçassem os inovadores ensinos.

Ao pé da cruz, junto ao Apóstolo João, ouviu a expressão do carinho filial se externar, outra vez: Mulher, eis aí teu filho. E a confia ao jovem Apóstolo.

Ela estaria presente, quando das Suas aparições, após a morte. Vê-lO-ia mais de uma vez. E compreenderia: aquele corpo era diferente.

Não era o que fora gerado em seu ventre. Embora se deixasse tocar, para dar-Se a conhecer, era de substância muito diversa aquele corpo. Ela o sabia.

Viu-O desaparecer perante os olhos assombrados dos quinhentos discípulos, na Galileia, na Sua despedida.

E, amparada por João, seguiu a Éfeso, mais tarde. Ali, numa casinha de onde podia ouvir o mar, balbuciando cantigas, viveu o Amor que Ele ensinara. Tornou-se a mãe dos desvalidos e logo sua casa se enchia de estranhos viandantes, necessitados e enfermos que desejavam receber os cuidados de suas mãos e ouvir as delícias das recordações Daquele que era o Caminho, a Verdade e a Vida.

Numa tarde serena, ela atendeu um homem. Serviu-lhe o alimento e seu coração extravasou saudade. Quanta a tinha do filho amado!

Então, o viajor se deu a conhecer:

Minha mãe, sou eu!... Venho buscar-te, pois meu Pai quer que sejas no meu reino a Rainha dos Anjos. 2

João Evangelista, chamado às pressas, ainda lhe pôde assistir o derradeiro suspiro e o Espírito liberto adentrou a Espiritualidade.

Ainda e sempre amorosa, seu primeiro pensamento foi visitar os cristãos que estavam em Roma, sofrendo o martírio e foi animá-los a cantar, enquanto conduzidos ao suplício, na arena circense.

Mais tarde, notícias nos chegariam de que a suave mãe de Jesus, Maria, foi por Ele incumbida de assistir aos foragidos da vida, os infelizes suicidas; detalhes do Hospital Maria de Nazaré nas zonas espirituais; do seu desvelo maternal para com tais criaturas.

Maria, Espírito excelso, exemplo de mulher, esposa e mãe.

1.PEREIRA, Yvonne A. No hospital "Maria de Nazaré". In:___. Memórias de um suicida. 5. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1975. pt. I, cap. III.
2.XAVIER, Francisco Cândido. Maria. In:___. Boa nova. Pelo Espírito Irmão X. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1963. cap. 30.
Em 18.2.2016

domingo, 8 de maio de 2016

Um Anjo chamado Mãe


Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:

"Dizem-me que estarei sendo enviado a Terra amanhã...

Como eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?"

E Deus disse: "Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você.

Estará lhe esperando e tomará conta de você".

Criança: "Mas diga-me, aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?".

Deus: "Seu anjo cantará e sorrirá para você...

A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz".
um anjo chamado mãe

Criança: "Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?".

Deus: "Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar".

Criança: "E o que farei quando eu quiser Te falar?".

Deus: "Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar".

Criança: "Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?".

Deus: "Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida".
um anjo que se chama mãe

Criança: "Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais".

Deus: "Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e Eu estarei sempre dentro de você".

Nesse momento havia muita paz no Céu, mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente:

"Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me, por favor, o nome do meu anjo".

E Deus respondeu: "O seu anjo se chamará... MÃE !"

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Eu estou a mais de 30 minutos escrevendo e apagando... rs
Não consigo colocar em palavras o que estou sentindo...
Um misto de amor, saudade, dor, alegria...
A postagem de hoje é para homenagear duas almas iluminadas que pude conviver alguns anos nesta vida.
Minha mãe de sangue Toyoko e minha mãe de coração Maria Helena.
Duas mulheres que me amaram e foram amadas por mim.
Que foram amigas, companheiras, mães...
Duas mulheres que eu amo com todo meu coração!
Que iluminaram meus dias, minha vida!!!
Agradeço à Deus por ter me dado este presente maravilhoso que foi viver ao lado de almas tão iluminadas!!!
Me sinto honrado por ter sido tão amado!!!
Minha amadas Mães!!!
Saudades imensas!!!


domingo, 10 de abril de 2016

Sabor da Vida - Filme Japonês


Sinopse:

Não recomendado para menores de 14 anos

Sentaro (Masatoshi Nagase) dirige uma pequena padaria que serve dorayakis - bolos recheados com pasta doce de feijão vermelho. Quando uma senhora de idade, Tokue (Kirin Kiki), se oferece para ajudar na cozinha, ele relutantemente aceita. Mas Tokue prova ter mágica em suas mãos quando se trata de fazer "AN". Graças à sua receita secreta, o pequeno negócio logo floresce e, com o tempo, Sentaro e Tokue abrem seus corações, revelando velhas feridas.



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Eu, Wilson, particularmente gostei muito do filme.
Me fez pensar o quanto não sabemos sobre "os outros".
Histórias de vidas sofridas, de uma forma que nunca poderíamos imaginar...

terça-feira, 28 de julho de 2015

Nina...


Sábado pela manhã recebi a seguinte foto de um amigo pelo messenger do Facebook:





E a seguinte frase: "Quer para você?"
Quem conheceu o Cão, pode imaginar o meu susto...
Ela é muito parecida com ele...
Reparem no olhar dela...
Eu fiquei em choque, sou sincero e disse a ele que poderia cuidar dela até arranjar um lar, mas que não iria ficar.
Ele me explicou que está se mudando e que o novo apartamento é proibido animais...
Enfim, conversa vai, conversa vem, ele trouxe ela à noite aqui em casa.
Nina, ou Nana, como a filha mais nova dele a chama, logicamente sentiu falta na hora da família que a criou desde pequena, até agora, com seus 4 aninhos.
Nas primeiras horas foi um "perrengue" daqueles...
Ela só apontava para a porta e latia... e latia... e latia... rs
Para quem tem cachorros que não latem, como eu, estava ficando doido rs
Mas, Nana, como eu preferi chamá-la, logo se acalmou e não saia do meu lado!
Foi nessa hora, de mais calma, que ela começou a me assustar...
Assustar porque o jeito que deitava ao meu lado, os beijos que me dava, até o suspiro me lembravam o Cão...
Não tudo, mas muitas de suas atitudes...


Podem dizer que é porque ela é um cachorro ou que é por causa da raça, mas porque os outros dois que tenho aqui em casa são tão diferentes?
Quem tem sabe que os animais são como nós, seres humanos, cada qual com sua personalidade!
No domingo ela já estava bem mais calma, tanto que não chorou, nem latiu mais.
Ficava ao meu lado o tempo todo e quando eu fui dormir, meu pai, igual ao Cão!!!
Tinha que estar encostada em mim, quando eu saia ela vinha e deitava do meu lado...


Eu não tive como não me entregar a esse carinho e deixar fluir todo aqueles sentimentos que estavam guardados dentro de mim em relação ao Cão...
Porque tenho que dizer que foi e ainda é muito duro ter perdido meu filho...
E foi pior, porque por questão de duas semanas, minha mãe partiu também...
Eu digo que perdi a vontade de tudo. 
Não queria conversar, não queria sorrir, não sentia vontade de nada.
Parei de mexer aqui no Blog, cancelei nossa conta no facebook, não saia, não ligava e nem atendia o telefone.
A única coisa que não deixei de fazer, foi trabalhar.
Sinto muito se feri ou magoei alguém por ter sumido, mas eu não queria falar com ninguém, explicar nada.
Algumas pessoas chegaram a insistir em falar comigo, o que me deixou profundamente nervoso, mas eu quis me dar um tempo e dei.
Agora que estou começando a voltar ao convívio social rs
A dor ainda é muito grande, mas a vida continua...
E a Nina surgiu do nada e me trouxe momentos de pura felicidade...
Sim, eu me deixei levar.
Por ela ter tanta coisa parecida com o Cão, aquilo alimentou minha alma de uma forma que vocês não fazem ideia...
Faziam meses que eu não dormia tão bem, meses que não sentia tanta felicidade...
Eu sei, tenho meus outros filhos, os amo de paixão, mas é diferente...
E como agradeci a Deus e a Jesus Cristo por aqueles momentos, como aquilo estava me fazendo bem!!!
Mas, meu amigo mandou uma mensagem dizendo que a filha dele pequena estava sentindo muita falta da Nana.
Resumindo, ele veio buscá-la...
Disse que vai alugar uma casa em vez do apartamento para que a Nana possa ficar com eles...
E a Nana se foi...


Para você que está lendo isso, pode estar se perguntando o porque deu estar escrevendo tudo isso... E vou lhe contar...
No meu ver, não existe culpado ou inocente nessa história.
Como dizia para mim uma amiga que perdi contato a anos: "Não existe 100% inocente e nem 100% culpado, é sempre 50% de cada um!".
Eu creio nisso sim e tento colocar em prática sempre que necessário.
Eu estou escrevendo isso, porque eu gostaria que as pessoas pensassem mais antes de agirem...
Principalmente quando envolve outras pessoas.
Foram praticamente apenas 48 horas de convívio com a Nana, mas foram 48 horas de muita emoção, que trouxe sentimentos à tona, entrega, dor, alegria...
Eu estou muito feliz que meu amigo tenha mudado de atitude, que tenha decidido alugar uma casa, aonde ele possa ficar com a Nana, pois ela foi criada por eles desde pequenina, a filha dele a ama...
Mas, e eu?
Eu sou adulto e sei que vou superar tudo isso, por mais que esteja doendo muito, mas será que tudo isso não poderia ser evitado?
O que para nós muitas vezes parece banal, pode não ser para outra pessoa...
Por isso, sempre que possível, aprendi mais uma vez, que temos que pensar bem antes de agir...
Apesar de tudo eu estou muito feliz por saber que a Nana está com a família dela e que ela tanto ama.
E eu? Eu vou guardar no coração essas horinhas que tive com ela por toda a eternidade, porque a felicidade é isso, momentos maravilhosos e inesquecíveis!!!

Abraxos!!!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Go West - Pet Shop Boys

Minha mãe sempre amou música...
Na verdade, meus pais sempre amaram...
Nasci numa casa onde sempre havia música...
Minha mãe sempre gostou mais de músicas alegres e de qualquer geração...
Aqui vai uma das músicas que ela mais gostava...



Vá para o oeste

(Juntos) Nós seguiremos nosso caminho
(Juntos) Nós partiremos algum dia
(Juntos) Sua mão na minha mão
(Juntos) Nós traçaremos nosso plano

(Juntos) Nós iremos voar bem alto
(Juntos) Diremos adeus a todos os nossos amigos
(Juntos) Nós começaremos do zero
(Juntos) Isto é o que nós faremos:

(Vá para o oeste) Lá a vida é cheia de paz
(Vá para o oeste) A céu aberto
(Vá para o oeste) Onde o céu é azul
(Vá para o oeste) Isso é o que nós faremos:

(Juntos) Nós amaremos a praia
(Juntos) Nós aprenderemos e ensinaremos
(Juntos) Mudaremos nosso ritmo de vida
(Juntos) Nós trabalharemos e teremos sucesso

(Eu amo você) Eu sei que você me ama,
(Eu quero você) Como eu poderia discordar?
(E é por isso que) Eu não protesto
(E você diz) você fará o resto

(Vá para o oeste) Lá a vida é cheia de paz
(Vá para o oeste) A céu aberto
(Vá para o oeste) Baby, você e eu
(Vá para o oeste) Esse é nosso destino
(Vá para o oeste) Verão ou inverno
(Vá para o oeste) Nós ficaremos bem
(Vá para o oeste) Onde o céu é azul
(Vá para o oeste) Isso é o que nós faremos:

Lá, onde o ar é livre
Nós seremos (nós seremos) o que quisermos ser
Agora, se nós persistirmos
Nós encontraremos (nós encontraremos) nossa terra prometida!

(Eu sei que) Existem muitos caminhos
(Para viver lá) No sol ou na sombra
(Juntos) Nós encontraremos o lugar
(Para nos assentarmos) Onde existe muito espaço

(Não olhe para trás) e o lugar lá atrás no leste
(Lutando) Lutando apenas para banquetear
(E Nós ficaremos) Prontos para sermos dois
(Então é isso que) Nós vamos fazer
(oh, o que nós faremos é...)

(Vá para o oeste) Lá a vida é cheia de paz
(Vá para o oeste) A céu aberto
(Vá para o oeste) Onde o céu é azul
(Vá para o oeste) Isso é o que nós faremos

(Lá a vida é cheia de paz) Vá para o oeste
(A céu aberto) Vá para o oeste
(Baby, você e eu) Vá para o oeste
(Esse é nosso destino) Vamos, vamos, vamos, vamos

(Vá para o oeste) Lá a vida é cheia de paz
(Vá para o oeste) A céu aberto
(Vá para o oeste) Onde o céu é azul
(Vá para o oeste) Isso é o que nós faremos

(Vamos, vamos, vamos, vamos vá para o oeste)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Um pouco sobre a saúde de minha mãe e como tudo aconteceu


Cada um tem uma forma de extravasar sua dor...
Eu tenho o costume de escrever...
A origem desse blog deu-se por causa do Cão.
Quando ele teve suas patinhas traseiras paralisadas por causa de sete hérnias de disco, pesquisei muito na Internet na época sobre o assunto.
Só encontrei artigos falando sobre a causa e o tratamento, nada pessoal, nenhum testemunho, nenhum relato... Assim, decidi abrir um blog e falar sobre minha experiência...
Sendo que é a postagem que mais tem comentários aqui no blog...
Clique aqui e veja a postagem.
Então, não preciso dizer que o objetivo maior do Blog, é tentar passar para as pessoas, ajudar de alguma forma, através de minhas experiências pessoais.
Para aliviar um pouco a dor vou escrever um pouco sobre o que estava acontecendo com a saúde de minha mãe e espero realmente que muitos leiam e vejam o que pode acontecer por causa de uma doença que muitos não se preocupam como deveriam...
Minha mãe foi diagnosticada como diabética aos 35 anos.
No começo, ela começou a fazer a dieta recomendada e tomar os medicamentos.
Mas, com o passar do tempo, ela simplesmente largou tudo...
Se achava a mulher maravilha, que nada iria acontecer com ela.
Também confesso que os problemas familiares contribuíram para que ela não pensasse em nada, além deles...
Os anos foram se passando.
Com os filhos crescidos e os problemas resolvidos, ela insistia em não ir ao médico, só pensava em trabalhar...
Eu, daqui do Japão sempre insistia para que ela fosse ao médico e sei que meu irmão, que morava com ela, também falava a mesma coisa...
Mas, minha mãe era tão teimosa como seus filhos... Tivemos a quem puxar... rs
Aos 62 anos as coisas complicaram de vez...
Para quem não sabe, a diabete é uma doença traiçoeira...
Ela dá seus sintomas, mas a pessoa geralmente vive anos achando que é um mal estar ou coisa do tipo.
Suas complicações aparecem muitos anos depois geralmente e quando chegam, chegam de uma forma que geralmente não há como consertar digamos assim.
Clique aqui e veja este artigo bem interessante que explica sobre a diabete.
A primeira complicação que ela teve, foi a paralisação dos rins, Nefropatia diabética, e ai teve que começar a fazer hemodiálise dia sim, dia não, até que mudou para outra clínica que fazia três vezes por semana.
Clique aqui e saiba mais sobre a Nefropatia diabética.
Quem conhece hemodiálise, sabe o quanto é complicada, dolorosa e algumas coisas mais...
No começo ela sofreu muito para se adaptar, mas com o passar do tempo, ela se acostumou.
Ela sempre amou muito a vida e como sabia que era necessário fazer as seções para que pudesse viver...
Mas, não é fácil, além das seções, sua vida muda completamente. Seus hábitos tanto alimentares como os do dia a dia como de todos a sua volta.
Após algum tempo, sua vista começou a ficar ruim, até que ela perdeu totalmente a visão...
Ela teve uma doença chamada Retinopatia Diabética que não tem cura, não tem jeito.
Clique aqui e saiba mais sobre essa doença.
Então, como podem ver, a diabete é uma doença que começa a destruir seu corpo aos poucos, sem você perceber...
Por isso há a necessidade de fazer o possível para evitá-la ou quando for diagnosticado com ela, cuide-se, porque o futuro pode ser triste...
Quem se cuida, pode viver uma vida normal, sem problemas.
Claro que cada caso é um caso, mas seguir as orientações médicas, é muito importante para seu próprio bem estar.
Minha mãe tinha outras doenças e a diabete acabou por complicá-las...
Quem faz hemodiálise, sabe que a máquina acaba forçando o coração, sendo que muitos pacientes acabam falecendo durante as seções, ainda ligados a máquina.
Minha mãe era hipertensa além de tudo.
E o que causou a morte de seu corpo físico, foi um AVC hemorrágico.
Disse a médica que ela teve um dos piores, foi na parte de trás do cérebro...
O sangue se espalhou por várias partes do cérebro e ela teve morte cerebral instantânea.
Clique aqui e leia sobre o AVC Hemorrágico.
Para quem não sabe, eu lutei muito para trazê-la para cá, pois não tinha condições de ir para o Brasil, nem mesmo para visitá-la.
Mas, nesses 4 anos, sempre estivemos juntos em alma.
Acompanhei suas dores, seus medos, suas tristezas e alegrias, pois sempre conversávamos por telefone e ela me contava tudo, ou quase tudo.
Tinha coisas que não me contava para que eu não me preocupasse, mas nossa ligação sempre foi tão grande, que eu não sei como, sabia que o que estava acontecendo.
Não tudo, não com certeza absoluta, mas sentia que algo estava errado e insistia até que ela falasse.
Os últimos anos dela não foram fáceis e ela não se revoltou apenas porque confiou sempre em Deus.
Mas, não estava sendo fácil.
O marido dela estava ao lado dela quando aconteceu o AVC e ele me contou que quando ela começou a não conseguir falar ela disse: "será que vou ficar sem falar também?!"...
Eu não sou nenhum santo, nenhum ser de luz, nenhum bom samaritano, mas sofro quando vejo qualquer ser vivo sofrer, imaginem como me sinto sabendo sobre a pessoa que mais amo nesse mundo?!
Por isso que decidi escrever essa postagem.
Se você tem diabete ou conhece alguém que tenha, pense bem no que deve ou não fazer...
Minha mãe se achava a mulher maravilha e olha o que aconteceu com ela...
Era uma mulher totalmente independente, por toda a vida foi e nos seus últimos anos, o que a mais a revoltava, era o fato de depender de tudo e de todos.
Ninguém reclamou, muito pelo contrário, todos ajudaram sempre com muito amor e carinho, mas é algo para se pensar...
Nessa postagem existe vários links para se ler, aprender e pensar bem sobre o que pode ou não acontecer com você ou alguém próximo.
Pense bem, porque é muito difícil e doloroso ver alguém que amamos passar por coisas assim...
Abraxos.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Vá com Deus Minha Mãe Amada...


A primeira lembrança que tenho de alguém nesta vida é de minha mãe.
Ela uma vez me perguntou o porque que adoro tanto uma foto dela em especial e disse que é porque é aquele rosto, daquela foto, que tenho como minha primeira recordação.
Fui o primeiro filho dela e ela era totalmente inexperiente.
Minha mãe era muito inocente e não sabia de muita coisa a respeito de sexo, de onde nascem os bebês e tudo mais.
Sua mãe faleceu quando ela tinha apenas 18 anos e suas irmãs nunca a ensinaram sobre isso.
Fiquei sabendo anos depois, que quando eu estava para nascer, ela ainda não sabia por onde eu ia sair...
Isso mostra bem quem era minha mãe, uma pessoa totalmente ingênua...
Não confundam ingenuidade com ignorância...
Ela sempre fora uma pessoa muito culta, apenas desconhecia a sexualidade, a maldade...
Quando eu tive a minha primeira prisão de ventre e muitos gazes, ela chegou a escrever uma carta para mim, dizendo que estava desesperada, não sabia o que estava acontecendo, mas que ia me levar ao hospital e estava orando para que tudo desse certo...
Acho que peguei essa mania com ela de escrever...
Minha mãe foi maravilhosa e muito exigente também.
Ela me educou rigidamente.
Postura, talheres e etc...
Porém, me deu uma vida de fantasia...
Não havia um sábado ou domingo que não houvesse passeio.
Durante a semana, sempre indo ao parque da Água Branca, no Bairro das Perdizes, onde morei até meus quatro anos.
Depois, Ibirapuera, quando mudamos para o Itaim Bibi.
Final de semana era em parques, zoológicos, o famoso PlayCenter, cidades como Itu, Embu das Artes e etc...
Era sempre eu e ela....
Quando eu tinha meus 2, 3 anos, ela tinha crises enormes de enxaqueca e pedia para eu ficar quietinho, porque ela precisava deitar.
Eu ficava mexendo no cabelo dela até que ela adormecesse.
Minha mãe foi uma mãe presente em toda minha infância...
Eu a admirava...
Mesmo não entendendo da vida, eu a via fazendo tudo para o meu bem estar, do meu pai, de nossa família.
Ela chorava às vezes, contava sua tristezas e angústias para mim, mesmo eu não entendo bem o que estava acontecendo.
Era uma leoa quando alguém tentava mexer comigo...
Ela me ensinou a gostar das pessoas pelo que elas são por dentro, tratar todos bem, ajudar sempre que possível qualquer pessoa...
Me ensinou a nunca desistir, batalhar sempre, sempre ser honesto.
Ela sempre falava que podemos enganar qualquer pessoa, mas nunca Deus, que sempre estava olhando tudo que fazemos...
Ela sempre tentou me ajudar, a me mostrar tudo que podia, para que eu não sofresse como ela sofreu...
Nasceu caçula de uma família de imigrantes japoneses, onde a diferença dos irmãos mais velhos, passava dos 10 anos, sendo que tinha sobrinhos da idade dela.
Fora mimada pela mãe que já não tinha saúde e pelo pai que queria que ela fosse diferente, estudasse.
Minha avó não a ensinou a lavar, passar ou cozinhar como fez com as outras filhas, o que causou infelizmente um grande atrito entre as irmãs e minha mãe.
Apanhava das irmãs e tudo mais...
Quando a mãe dela faleceu, tudo piorou.
Uma de suas irmãs mais velhas, já casada e com filhos, fora morar em São Paulo e meu avô pediu para que ela levasse minha mãe junto para que estudasse. Deu dinheiro para isso, uma fortuna na época.
Mas, parece que a irmã a colocou para estudar numa escola para aprender a cortar cabelo em vez disso, afinal naquela época, ou era isso ou era costura, imagina colocar a "dondoquinha" para estudar...
A irmã decidiu ir para o Sul do país e minha mãe se recusou a ir junto, ficou na casa de uma "obasan", dona de um salão, vivendo a troco de uma cama e comida.
A irmã, simplesmente virou as costas a ela e nem a família contou, sendo que todos, sem exceção, tinham uma vida financeira muito boa.
Mas, minha mãe também se recusava a voltar a morar com eles e os motivos, devem ficar aonde estão, no passado.
Ela conheceu Dona Balbina Sant'anna, que virou sua madrinha de casamento e minha de batizado.
Vó Bina, como era chamada por mim, não tinha filhos e acabou adotando praticamente minha mãe.
Senhora da sociedade, fina, educada e muito bem financeiramente, decidiu reeducar minha mãe nos princípios ocidentais, que minha mãe desconhecia.
Continuou a trabalhar no salão e voltou a estudar.
Depois de alguns anos conheceu meu pai e se casou.
Não foi feliz no casamento.
Fez tudo para dar certo, lutou muito, mas não deu certo.
Largou meu pai, e foi a luta com seus dois filhos.
Minha mãe sempre exigiu muito de mim, sempre contou comigo e confesso que muitas vezes isso me desgastou.
Mas, sempre fomos amigos, amigos mesmo além de mãe e filho.
Contávamos tudo um para o outro sempre.
Passamos na minha adolescência uma fase bem tumultuada, é verdade, pois ambos estávamos passando por grandes problemas.
Ela com o fim do casamento e se vendo com dois filhos e eu na fase mais chata que um ser humano pode passar rs
Mas, sempre estávamos juntos.
Eu não conheço mulher no mundo mais lutadora do que ela.
Não conheço nenhuma mãe melhor do que ela.
Não conheço exemplo melhor do que o dela...
Quem conheceu a Dona "Toyo" sabe o quanto ela amava a vida, o quanto lutou por ela nesses últimos anos...
Foi com ela que aprendi que a distância física não importa...
Ela se sentia mais perto de mim, mais conectada a mim do que a qualquer pessoa e eu idem...
Nos falamos no domingo, ela estava muito bem...
Me disse que estava preocupada porque estava sonhando muito comigo...
E eu não tive coragem de dizer a ela o porque....
Eu estava bem, mas sabia que ela iria partir, pois já tinha sido avisado...
A partida do Cão e dela já tinham sido programadas e estavam ligadas...
Eu sei que ela terminou sua missão aqui na Terra, que agora vai ser assistida por espíritos amigos, que estão muito felizes com sua chegada, mas não é fácil.
Mas, eu não quero sentir só tristeza e dor, porque ela é uma mulher incrível e merece ser lembrada de maneira alegre e pela grande mulher que foi aqui nesta Terra!
Mas, confesso, não está sendo fácil perder as duas pessoas que mais amo em questão de dias...