sábado, 26 de março de 2011

Como Napoleão perdeu a guerra?





por Roberto Navarro


A derrota que sepultou sua carreira de conquistador de territórios ocorreu na Batalha de Waterloo, travada em 18 de junho de 1815 nas imediações da cidade de Waterloo, na Bélgica. O episódio, que você confere em detalhes no infográfico que ilustra estas páginas, foi o ponto final em mais de dez anos de conflitos constantes de Napoleão com as principais potências do Ocidente na época, como Grã-Bretanha e Prússia (parte da atual Alemanha). As intenções expansionistas do general proclamado imperador da França já haviam sofrido um forte revés em 1812, quando o Exército francês foi obrigado a retirar-se da Rússia depois de perder mais de 500 mil homens. O desastre deu ânimo para que os povos europeus dominados por Napoleão atacassem a França e forçassem a abdicação do imperador, que em 1814 foi preso e enviado para o exílio na ilha de Elba, na costa da Itália. Em março de 1815, porém, Napoleão fugiu de Elba e retornou à França, onde foi aclamado pela população e recuperou o poder, conseguindo reunir cerca de 124 mil homens para formar um novo exército. Alarmadas, as potências que o haviam derrotado uniram-se novamente e começaram a concentrar tropas perto das fronteiras francesas. Decidido a enfrentar seus inimigos, Napoleão marchou para a Bélgica, onde chegou a vencer tropas prussianas dois dias antes de sofrer a derrota final em Waterloo, que encerrou seu novo reinado, conhecido como "Os 100 Dias". Ele não foi capturado ao final da batalha, mas em Paris o Parlamento forçou sua abdicação, ocorrida em 22 de junho de 1815. Enviaram-no para a distante ilha de Santa Helena, a quase 2 mil quilômetros do litoral sudoeste da África. Ali, Napoleão morreu em 5 de maio de 1821, aos 51 anos de idade, de causas controversas - há quem diga que o motivo da morte foi um câncer no estômago, mas existem suspeitas de que o mais famoso general francês tenha sido envenenado
A batalha de Waterloo

DATA - 18 de junho de 1815

LOCAL - Waterloo (Bélgica)

OS LADOS DA BATALHA

113 MIL ALIADOS (PRUSSIANOS, AUSTRÍACOS, BRITÂNICOS E HOLANDESES)

72 MIL FRANCESES

TOTAL DE MORTOS

23 MIL ALIADOS

25 MIL FRANCESES


Posição incômoda
Por duas vezes, general francês hesitou em atacar e acabou derrotado em confronto decisivo

1. 6 h

Desde o amanhecer, as tropas francesas estavam prontas para atacar. Mas Napoleão decidiu esperar que o terreno úmido pela chuva secasse, facilitando os movimentos de sua cavalaria. A demora deu tempo para que mais soldados aliados chegassem ao local

2. 10 h

A batalha começa com um ataque francês em pequena escala para desviar a atenção dos aliados. Mas o duque de Wellington, comandante das forças aliadas, não cai na armadilha e envia apenas um pequeno destacamento, que consegue enfrentar os franceses

3. 11 h

Com 80 canhões puxados por cavalos, a artilharia de Napoleão abre fogo e provoca o combate. Mas a maioria dos canhões franceses eram mais pesados que os dos aliados. Para piorar, o terreno encharcado complica o posicionamento das armas francesas para o tiro

4. 15 h

Novo ataque de canhões franceses causa pesadas baixas entre as tropas aliadas. Para poupar as tropas, o duque de Wellington ordena o recuo temporário de seus soldados, que se protegem atrás de elevações do terreno onde não podiam ser atingidos pelo fogo francês

5. 16 h

Os aliados iniciam o contra-ataque com sua infantaria (tropa a pé) em quadrados com três fileiras de soldados que abriram fogo contra o inimigo. Os soldados disparavam em rajadas intercaladas - enquanto um atirava, outro recarregava

6. 16h30

Para deter o contra-ataque, 5 mil cavaleiros franceses avançam contra os aliados. Mas, sem o apoio da infantaria, os cavalos de Napoleão recusam-se a investir contra os quadrados da tropa aliada. O ataque fracassa e os franceses recuam

7. 18 h

Aproveitando a recuada francesa, Wellington posiciona os canhões aliados cerca de 90 metros à frente dos quadrados da infantaria. Os canhões e artilheiros abrem fogo, disparando granadas que, ao explodir, provocam baixas espalhando estilhaços de aço entre os franceses

8. 18h30

Os franceses têm a chance de virar o jogo ao capturar uma casa de fazenda no meio da linha aliada, causando estragos pesados. Mas, temendo um ataque inimigo contra a linha francesa, Napoleão não envia tropas para reforçar a investida, e a casa é recuperada pelos aliados

9. 20 h

Com a defesa reorganizada e reforçada por novas tropas prussianas vindas de outra batalha, os aliados repelem dois ataques franceses: primeiro, um avanço diagonal ao setor direito com seis canhões; depois o avanço frontal de 2 mil soldados de Napoleão

10. 21 h

Aproveitando a desarticulação francesa, as forças de Wellington iniciam um amplo avanço frontal e intensificam ataques no setor direito das tropas napoleônicas, o que leva os franceses à debandada. Fim da batalha: em pânico, os franceses fogem em retirada desorganizada

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/

Como Veneza foi construída?





por Tiago Jokura


Tudo começou com a ocupação de ilhotas no nordeste da Itália. Para lá fugiram habitantes da região do Vêneto, temendo as hordas de bárbaros que tomaram conta da Europa a partir do século 5. As ilhas fizeram parte do Império Bizantino até o início do século 9, quando Veneza tornou-se independente. Logo, todas as áreas de terra firme das ilhas foram ocupadas e a cidade precisava crescer. A saída foi então avançar sobre as águas que separavam as ilhas. Para isso, os venezianos desenvolveram um sistema para aterrar as áreas alagadas anexas às porções de terra e assim foram estreitando a distância entre as ilhas, delineando canais e ganhando espaço para abrigar povoamentos maiores. Graças à localização privilegiada - no meio da rota entre o Oriente e o Ocidente -, excelentes navegadores e poderio militar, a cidade tornou-se um próspero centro mercantil e naval a partir do século 11. Essa condição só foi abalada quando os portugueses descobriram uma rota alternativa para o Oriente, circundando a África. Em 1797, com sua força militar já abalada, a cidade foi conquistada por Napoleão e, em seguida, passou a integrar o território austríaco. Só em 1866 foi incorporada à Itália.
Caminho das águas
Veneza transformou água em solo e agora luta contra a revanche das marés

ATÉ O SÉCULO 7: DESVIRGINANDO AS ILHAS

No meio de uma lagoa de água salgada com saída para o mar Adriático, 65 pequenas ilhas serviram de base para a formação da cidade atual. Os primeiros habitantes viviam basicamente da pesca e da extração de sal - fundamental para a conservação da carne dos peixes e um valioso produto de troca. As primeiras localidades densamente povoadas na lagoa não fazem parte do atual centro histórico de Veneza. As ilhas que correspondem hoje aos bairros de San Polo e San Marco - os principais da cidade atualmente - só bombaram em um período posterior a esse primeiro povoamento


A PARTIR DO SÉCULO 9: PEDRA SOBRE PEDRA

A população aumentava e novos espaços tinham que ser criados para construções. A solução foi expandir as porções de terra firme e até criar novas ilhas por meio de aterramento. Essa estratégia de ocupação encurtou a distância entre algumas ilhas, formando canais e possibilitando o surgimento de construções maiores. Veneza só começou a ser construída pra valer em 810, quando Rialto virou o centro administrativo da cidade. Veja abaixo o passo a passo de como eram feitos os aterros:

1. Os novos limites foram traçados a partir de pilares de madeira. Eles tinham de 3 a 4,5 metros de comprimento e eram fincados no caranto, camada subterrânea de argila compactada. Os milhares de pilares enterrados e submersos até hoje ficam completamente sob a água. Sem contato com o ar atmosférico, eles não apodrecem

2. Tábuas de madeira colocadas em cima dos pilares serviam de apoio para blocos de pedras calcárias, extraídas de Ístria (atual território da Croácia). O fundamento de pedra barrava a passagem da água, possibilitando o posterior depósito de terra - extraída do fundo da lagoa - entre essa barragem e a ilha

3. Quando a terra chegava ao topo da barragem (pouco acima da água), paredes de tijolos eram erguidas, estabelecendo os novos limites da ilha. Dessa forma, surgiram canais estreitos entre as ilhas e passarelas foram construídas para conectar uma a outra. Mesmo assim, os barcos continuavam a ser o principal meio de locomoção

HOJE: PATRIMÔNIO EM RISCO


O centro histórico de Veneza ocupa hoje uma área de aproximadamente 7,6 km2 e é formado por 117 ilhas muito próximas, recortadas por 150 canais. Devido aos crescentes custos de moradia, inundações freqüentes e envelhecimento da população, o número de moradores caiu pela metade nos últimos 40 anos - são 62 mil, atualmente. Se continuar nesse ritmo, especialistas estimam que até 2030 Veneza seja uma cidade ocupada exclusivamente por turistas - 50 mil visitam a cidade diariamente

• Veneza tem 409 pontes. A do Rialto, inaugurada em 1591, foi a primeira a transpor o canale grande, que cruza a cidade inteira, e atinge até 106 metros entre uma margem e outra. Atualmente, é proibido construir novas pontes e edificações no centro histórico, para preservar a antiga estrutura da cidade

• Embora hoje seja possível cruzar a cidade a pé - carros, bicicletas, skates e afins são proibidos -, os venezianos ainda dependem muito das embarcações como meio de transporte. Além das tradicionais gôndolas, circulam pelos canais barcos particulares a motor ou a remo e o vaporetto, uma espécie de ônibus aquático

• Enchentes são comuns na cidade, principalmente nos últimos cem anos, em que a cidade afundou quase 23 centímetros: 7,5 cm em função da elevação do nível das águas e mais de 15 cm em razão da compressão natural do solo somada à exploração de poços artesianos. Quando a maré sobe mais de 80 cm, locais mais baixos, como a praça San Marco, alagam

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/

sexta-feira, 25 de março de 2011

Número de mortos por terremoto e tsunami passa de 10 mil no Japão

O número de mortos em consequência do terremoto e do posterior tsunami do dia 11 no Japão foi atualizado nesta sexta-feira para 10.035, enquanto o de desaparecidos subiu a 17.443, de acordo com o último boletim da Polícia japonesa.

Duas semanas depois do terremoto de 9 graus no litoral nordeste do Japão, o pior desastre natural no país após a Segunda Guerra Mundial, 250 mil pessoas que foram evacuadas de seus lares permanecem em 1.900 abrigos temporários disponibilizados pelo Governo.

O inesperado frio registrado na região nordeste do Japão, com temperaturas abaixo de zero na madrugada desta sexta-feira apesar de já ser primavera no Hemisfério Norte, complica a situação dos desabrigados.

Segundo os números oficiais, em Miyagi houve 6.097 mortos, além de 3.025 em Iwate e 855 em Fukushima, enquanto os desaparecidos são contados aos milhares nessas três províncias, as mais devastadas.

De acordo com os dados da Polícia japonesa, há pelo menos 18 mil casas destruídas e 130 mil edifícios danificados, sobretudo nas áreas litorâneas do nordeste.

Pouco a pouco vem sendo recuperada parte da infraestrutura básica nas áreas assoladas pelo tsunami do dia 11.

A estrada de Tohoku, que liga Tóquio às áreas mais devastadas pelo terremoto do dia 11, foi reaberta ao tráfego na quinta-feira e também já estão funcionando portos e aeroportos das regiões afetadas para facilitar o trabalho das equipes de resgate.

Desde o terremoto do dia 11, o Japão já foi atingido por 700 réplicas e praticamente todos os dias há um tremor de mais de 6 graus na escala Richter.

Operários e militares trabalham dia e noite para tentar controlar a situação na usina nuclear de Fukushima, que após o terremoto ficou sem a eletricidade necessária para resfriar seus reatores nucleares.

Fonte: Uol

Castração felina: cuidados necessários após a cirurgia





Considerados os companheiros ideais da vida moderna por conta de seus hábitos, porte e beleza, cada vez mais os gatos são adotados como animais de estimação e verdadeiros membros da família. E para viver dentro de casa a maioria é castrada. A castração oferece uma série de benefícios, sendo cada vez mais recomendada por veterinários e reconhecida pelos proprietários como parte dos cuidados de saúde e proteção.


No entanto, os benefícios da castração são comumente acompanhados por alterações fisiológicas e comportamentais que determinam a necessidade de cuidados extras, principalmente no que se refere à nutrição e ao manejo alimentar do felino. A adequada nutrição é um fator crítico para evitar o impacto das alterações fisiológicas mais comuns associadas à castração.

Os focos principais de cuidados após a cirurgia são a manutenção do peso ideal e a prevenção de cálculos urinários. Torna-se, entretanto, fundamental levar em conta que ambos os problemas variam em função da idade, exigindo atenção específica nas diferentes fases da vida. Especialmente em relação ao ganho de peso, os cuidados devem ser redobrados, uma vez que a obesidade pós-castração se instala rapidamente e é um fator agravante para os cálculos urinários e para outros problemas de saúde.

E por que ocorre a obesidade? Após a castração, alguns animais diminuem o nível de atividade física, sendo facilmente observado o maior interesse pelo alimento e pelo sofá. Assim, em apenas dois ou três meses de pós-operatório, alguns animais já aumentam o peso em 30%.

O período mais crítico de ganho de peso, tanto para machos quanto para fêmeas, é na fase de desenvolvimento e maturação, ou seja, até os cinco anos de idade. Ao contrário do que ocorre com os bichanos mais jovens, nos animais idosos, com mais de 12 anos, o peso geralmente está abaixo do ideal. Ou seja, à medida que os gatos envelhecem, a tendência é de perda de peso, diferente dos cães.

Portanto, na alimentação para gatos adultos jovens castrados, a restrição de calorias é imprescindível para evitar a obesidade. Já no caso dos gatos de meia idade (entre sete e 12 anos), o controle energético deve ser moderado, pois é uma fase em que podem tanto ganhar quanto perder peso. Diferentemente, nos animais acima de 12 anos, o alimento precisa ser de alta digestibilidade e mais calórico, pois há maior tendência a perda de peso.

Em relação aos cálculos urinários também existe uma maior predisposição a determinado tipo de cálculo em função da idade. Enquanto animais jovens têm maior predisposição para cálculos de estruvita, os mais idosos são mais predispostos aos cálculos de oxalato de cálcio. E a formação de um tipo ou outro depende fortemente do PH urinário do animal. Desta forma, para otimizar a proteção, o alimento fornecido deve promover um PH urinário específico e adequado ao tipo de cálculo que se quer evitar.

Assim, o fornecimento de uma dieta especial, que atenda as necessidades inerentes à fase da vida e condição fisiológica em que o gato está é fator primordial para garantir saúde e longevidade aos felinos.

Fonte: PetMag

Cadela se torna ama de leite de filhotes de lobo e pantera


O caso de dois filhotes, um de lobo e o outro de pantera negra, é a prova concreta de que o amor de mãe é tão grande que independe da espécie. Os pequenos de apenas três dias foram adotados por uma cadela, no zoológico Badaling, China, depois que suas mães não estavam produzindo leite suficiente.

De acordo com o site do jornal Metro a cadela deu à luz poucos dias antes de começar a amamentar o filhote de lobo e o de pantera, portanto, não teve problemas em servir como ama de leite. E para evitar que estranhasse o cheiro dos filhos adotivos, Li Hongxi, responsável pelo zoo, utilizou a própria saliva do animal, borrifando no pelo dos pequenos.

Em dois dias a mãe adotiva se acostumou com os novos filhotes e tem cuidado deles como se fossem seus. A expectativa é que eles sejam alimentados por cerca de um mês, para em seguida começarem a receber leite de vaca.

Fonte: PetMag

quinta-feira, 24 de março de 2011