quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Teresa d´Ávila


Teresa d´Ávila, nascida Teresa Sánchez de Cepeda Y Ahumada, ou Tereza de Jesus, como é mais conhecida em sua terra natal, a Espanha, foi uma mulher invulgar.
Nascida no final da Idade Média, em meio à reforma protestante, órfã de mãe, foi levada pelo pai a morar em um convento para ficar preservada dos arroubos do mundo, segundo ele.
Em determinada época da vida passa a ter suas experiências místicas, entrando, não raro, em êxtase, durante suas meditações e orações.
Pede então permissão para sair pela Espanha a fundar conventos, pois vê a necessidade de uma nova ordem religiosa, sem os vícios que via nas existentes.
Dona de uma fé profunda e de uma cultura respeitável, em 27 de setembro de 1970, o Papa Paulo VI lhe conferiu o título de Doutora da Igreja.
Enfrentou inúmeras dificuldades, contrariou a muitos interesses da época, enfrentou a fúria da Inquisição espanhola, mas nada disso a abateu.
Em 1576, numa série de perseguições que sofreu ela, seus amigos e suas reformas, foi condenada a ficar reclusa em uma de suas instituições.
Somente depois de diversos anos, graças ao rei Filipe II da Espanha, essa situação foi aliviada.
Na fortaleza de sua fé, escreveu, certa feita:

Nada te perturbe, nada te amedronte, tudo passa. A paciência tudo alcança. A quem tem Deus nada falta. Só Deus basta.

Fez desta profissão de fé a regra de seu viver.
Assim, é de nos perguntarmos: Quanta fé basta para enfrentarmos as dificuldades da vida?
Muitas vezes reclamamos que Deus não nos oferece as condições necessárias para melhor agirmos.
Frequentemente nos queixamos de que se a vida mudasse nessa ou naquela circunstância, seríamos melhores, agiríamos de maneira mais adequada.
Esquecemos, nessas horas, de que Deus está sempre a nos oferecer aquilo que nos basta, o mais adequado, no exato momento, na hora mais apropriada.
Entendendo assim é que Teresa de Jesus afirmou que para quem tem a Deus nada falta. Só Deus basta.
Ter a Deus, no seu dizer profundo, é compreender a longa extensão da bondade e da Providência Divina.
É entender que as agruras da vida, os problemas e dores são apenas ferramentas de que a vida se utiliza para forjar virtudes.
Logo as dificuldades passam, os problemas se dissolvem, e o que fica são os valores nobres insculpidos na alma.
Tendo o pleno entendimento de que Deus provê a todas as nossas necessidades, compreendendo que jamais estaremos esquecidos do Seu amparo, não há porque se perturbar. Não há motivos para se amedrontar.
Assim se constrói nossa fé. No entendimento de que devemos buscar nosso bem-estar, construir nossos sonhos, buscar nossa melhoria.
É o que Jesus nos aconselha: Buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á.
E quando chegamos no limite de nossas ações, quando já não há o que fazer para minimizar ou solucionar nossos problemas e dores, aí inicia a construção de nossa fé.
No entendimento de que Deus é verdadeiramente nosso Pai, que Suas ações são permeadas de amor e justiça, nos fortaleceremos.
E então, como a mística espanhola, haveremos de entender que para quem tem Deus nada falta. Só Deus basta.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 17.9.2014.

sábado, 13 de setembro de 2014

O que passa e o que permanece





Há poucos dias eu me mudara para minha nova casa.

Os móveis haviam chegado e precisavam ser montados. Contratei, portanto, os serviços de um marceneiro.
Era um homem experiente e esforçado. Em apenas três dias conseguiu montar sozinho os móveis do quarto, sala e cozinha.
E gostava muito de conversar também. Entre uma martelada e outra, um parafuso ajustado, puxava os mais diversos assuntos.
De vez em quando falava de política. Em outros momentos, discorria sobre as vantagens de seu time favorito de futebol. Ainda, falava sobre o tempo, atualidades e a última notícia sensacionalista dos jornais.
Mas, sem dúvida, seu assunto predileto era sua família. Gostava de contar sobre a dedicação de sua esposa e da inteligência e educação dos seus filhos. Seus olhos brilhavam de orgulho e felicidade.
Entretanto, naquele terceiro dia, ao chegar à minha casa para concluir a montagem dos móveis, percebi que havia algo diferente no seu semblante.
Trabalhou o dia todo praticamente em silêncio e, porque me preocupei com tal mudança de comportamento, questionei-o sobre o que estava acontecendo.
Aquele não havia sido um dia fácil para ele: de manhã, seu veículo de trabalho havia apresentado problemas e, por isso, ficaria vários dias na oficina mecânica.
Quando estava no ponto de ônibus, aguardando o transporte que o traria à minha casa, um assaltante lhe furtou a caixa de ferramentas.
E, como se não bastasse, sua carteira estava na caixa. Dessa forma, todos os seus documentos haviam sido extraviados também.
Por isso, ele estava extremamente irritado, o que justificava o seu silêncio.
Quando ele terminou seu trabalho, em solidariedade aos acontecimentos tristes daquele dia, lhe ofereci uma carona para casa, pois sabia que ele estava muito cansado. Agradecido, ele aceitou.
Ao chegarmos, ele me convidou para entrar, a fim de que eu conhecesse sua família.
Em frente à residência, havia uma majestosa árvore. Antes de abrir a porta de sua casa, o trabalhador se recostou nela por breves momentos e, depois disso, seu semblante mudou, o que me causou grande espanto.
Entrou em casa sorrindo, beijando a esposa e os filhos, e, para variar, falando muito.
Ela me convidou para o jantar e a noite foi muito agradável.
Ao me despedir, envolto pela curiosidade, o questionei sobre a árvore e aquela mudança radical de atitude.
Sorrindo, ele me respondeu: Aquela é minha árvore dos problemas. Quando chego à minha casa, eu deixo todos os meus problemas nela, de forma que não os desconte em minha família, pois de nada eles têm culpa.
Amanhã, quando eu for trabalhar, os pego novamente e, com a ajuda de Deus, saio para resolvê-los.

* * *

Embora as situações difíceis que se apresentam no dia a dia, cultivemos sempre o bom ânimo com aqueles que estão ao nosso redor.
Não deixemos que nossos problemas se transformem em palavras rudes, impaciência, falta de carinho, amor, compreensão, ternura.
Pois o dinheiro, o estresse, as metas a se alcançar vão-se embora... Mas a família, os amigos, momentos de cumplicidade ao lado daqueles que nos amam e a quem amamos, esses sim são eternos...
Pensemos nisso... Mas pensemos agora!

Redação do Momento Espírita, com base em conto de autoria ignorada.
Em 10.9.2014.


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Japão recebe críticas da ONU após onda de xenofobia nas ruas

"Estrangeiros só poderão entrar se estiverem acompanhados de um japonês", diz a placa

Uma recente onda de casos de xenofobia tem causado grande preocupação no Japão e levou a ONU a pedir que o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe tomasse medidas concretas para lidar com o problema.

As principais vítimas nesse incidentes têm sido comunidades estrangeiras como a de coreanos e chineses, além de outras minorias chamadas de "inimigas do Japão".

Um exemplo dos abusos é um vídeo que se tornou viral e circula pelas redes sociais. Mostra um grupo de homens da extrema-direita com megafones em frente a uma escola sul-coreana em Osaka.

Eles insultam os alunos e professores com palavrões, fazem piadas com a cultura do país vizinho e ameaçam de morte os que se atreverem a sair do prédio.

Um relatório do Comitê de Direitos Humanos da ONU encaminhado ao governo japonês, destaca a reação passiva dos policiais em manifestações deste tipo.

As autoridades têm sido criticadas por apenas observarem, sem tomarem nenhuma atitude efetiva para conter os abusos.

No final de agosto, o Comitê das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação Racial solicitou que o país "abordasse com firmeza as manifestações de ódio e racismo, bem como a incitação à violência racial e ódio durante manifestações públicas".

Desde 2013, o Japão registrou mais de 360 casos de manifestações e discursos racistas.

A questão ganhou os holofotes da mídia e está sendo amplamente debatida pelo partido governista, o Liberal Democrático.

Um caso que está sendo visto como teste para a Justiça japonesa nesta área é a ação movida, no mês passado, por uma jornalista sul-coreana, Lee Sinhae, contra Makoto Sakurai, presidente do grupo de extrema-direita Zaitokukai, por danos morais.


Ela quer uma indenização depois de ser "humilhada" por textos discriminatórios na internet.

"O que me preocupa é que muitos destes discursos estão deixando o anonimato da internet e já chegaram às ruas", disse Lee em uma coletiva de imprensa.

A jornalista alertou que várias crianças estão tendo contato com este tipo de pensamento e replicam no ambiente escolar, gerando casos de bullying.

Lei

No Japão, não há uma lei que proíba discursos difamatórios ou ofensivos. Para os opositores, banir os discursos de ódio pode acabar interferindo no direito das pessoas à liberdade de expressão.

Mas o país é signatário da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, que entrou em vigor em 1969, e que reconhece expressões discriminatórias como crime.

Pela Convenção, os países seriam obrigados a rejeitar todas as formas de propaganda destinadas a justificar ou promover o ódio racial e a discriminação e tomar ações legais contra eles.

Segundo as Nações Unidas, o governo japonês ainda tem muito para fazer nesta área. O comitê da ONU insistiu para que o Japão implemente urgentemente "medidas adequadas para rever a sua legislação", em particular o seu código penal, para regular o discurso de ódio.

Exclusão dos estrangeiros

Para o escritor, ativista e pesquisador norte-americano naturalizado japonês Arudou Debito, "(essas atitudes discriminatórias) têm se tornado cada vez mais evidentes, organizadas e consideradas 'normais'".

Debito coleciona, desde 1999, fotos de placas de lojas, bares, restaurantes, karaokês, muitas delas enviadas por leitores de todo o Japão, com frases em inglês - e até em português - proibindo a entrada de estrangeiros.

A coletânea virou livro, intitulado Somente japoneses: o caso das termas de Otaru e discriminação racial no Japão.

Debito se diz ainda preocupado que, com a divulgação cada vez maior dos pensamentos da extrema-direita, a causa ganhe cada vez mais "fãs".

"No Japão ainda há a crença de que é pouco provável haver o extremismo em uma 'sociedade tão pacífica'", explicou.

"Eu não acredito que seja tão simples assim. Ignorar os problemas de ódio, intolerância e exclusivismo para com as minorias esperando que eles simplesmente desapareçam é um pensamento positivo demais e historicamente perigoso."
Placa: "Somente japoneses" / Crédito: Arquivo Pessoal

Aviso em um hotel de águas termais alerta que estrangeiros não podem entrar

Brasileiros

A comunidade brasileira no Japão também é alvo constante de atitudes discriminatórias. Quarto maior grupo entre os estrangeiros que vivem no país, os brasileiros estão constantemente reclamando de abusos gerados por discriminação racial e o tema é sempre levantado em discussões com autoridades locais.

O brasileiro Ricardo Yasunori Miyata, 37, é um dos que foi à Justiça depois que o irmão foi confundido com um ladrão em um supermercado de uma grande rede, na cidade de Hamamatsu, província de Shizuoka.

"O problema foi a abordagem. O segurança chegou gritando, como se ele fosse bandido e, mesmo depois de provado que tudo não passou de um engano, ele (o segurança) justificou que faz parte da índole do brasileiro roubar e que não poderíamos reclamar pois deveríamos estar acostumado com este tipo de coisa", contou o rapaz, ainda indignado.

O caso aconteceu há quatro anos, mas até hoje Ricardo divulga a história para que outros não passem pelo mesmo constrangimento pelo qual ele e a família passaram.

"Acionamos a polícia, fizemos a reclamação na matriz da rede, procuramos um advogado e, por semanas, os gerentes do supermercado tentaram nos convencer a não entrar com processo", lembra.

Depois de três meses, foi feito um acordo. "A rede trocou a empresa que faz a segurança local, pagou todas as despesas com advogados e exigimos ainda que os gerentes pedissem desculpas em público", contou Ricardo.

Há 20 anos morando no Japão, o brasileiro lembra que antigamente a situação era bem pior. "Quando entrava brasileiro em supermercados, por exemplo, geralmente tocavam uma música brasileira. Era um sinal para avisar os funcionários de que havia estrangeiro na loja", contou.

Ricardo já foi barrado em bares e também sofreu todo tipo agressão verbal. "Esse tipo de discriminação existe, é visível e constante. Enquanto as autoridades e a própria mídia não tomarem uma posição, esses abusos vão continuar acontecendo", destacou.

Fonte: BBC

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Japão alerta sobre golpe de DVD pornô - Golpe no Japão


O Centro de Proteção ao Consumidor do Japão (Kokumin Seikatsu Center) fez um alerta sobre um golpe que tem ocorrido com certa frequência desde maio, informou a emissora NHK nesta terça-feira.

Segundo o órgão, os golpistas enviam DVDs de filmes pornográficos para um determinado endereço, sem que o morador tenha feito o pedido, e depois mandam uma fatura de até ¥600 mil. Mais de 20 denúncias foram registradas em dois meses.

Em alguns casos, os golpistas chegam a ligar na casa da vítima para exigir o pagamento, fazendo ameaças. O Centro de Proteção ao Consumidor foi consultado por homens com idades entre 30 e 60 anos que receberam os DVDs em casa.

O órgão disse que ninguém é obrigado a pagar por um produto que não pediu e aconselhou as pessoas a não entrarem em contato com os golpistas que enviaram os DVDs, mesmo que a fatura venha com um bilhete pedindo para fazer isso.

O Centro de Proteção ao Consumidor tem escritórios em todas as províncias do Japão. Os locais podem ser conferidos no endereço http://www.kokusen.go.jp/map/index.html.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Fique por dentro! Saiba a diferença entre hospital, clínica e consultório veterinário



Você sabia que hospital, clínica e consultório veterinário não servem para as mesmas coisas? Mas não se preocupe porque a partir do dia 15 deste mês essa diferenciação ficará mais clara e o funcionamento de estabelecimentos veterinários terá regras mais rígidas.

Mas e aí? Quer saber as diferenças entre esses três lugares? Os hospitais veterinários asseguram as instâncias médicas curativa e preventiva aos animais, com atendimento ao público durante todo o dia (24 horas). Além disso, com a presença permanente e sob a responsabilidade técnica de um médico veterinário.

Já as Clínicas Veterinárias são locais para consultas e tratamentos clínico-cirúrgicos em animais, podendo ou não ter internações, sob a responsabilidade técnica e presença de médico veterinário.

E, por fim, Consultórios Veterinários são estabelecimentos de propriedade de médico veterinário destinados ao ato básico de consulta clínica, curativos e vacináveis de animais, sendo vedadas a realização de procedimentos anestésicos e/ou cirúrgicos e a internação.

Segundo Benedito Fortes de Arruda, presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), essa mudança "estabelece atualizações para acompanhar as mudanças do mercado, garantir melhores condições de atendimento aos animais, acompanhar o desenvolvimento tecnológico e a legislação sanitária”.

Portanto, os proprietários terão até o dia 15 de janeiro do ano que vem para ajeitar as mudanças. Caso isso não aconteça, serão multados. Além disso, os veterinários que não atenderem às exigências poderão sofrer processo ético-profissional.

Fonte: R7