quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Sem se perturbar



Findava a tarde. A jovem, apressada, dirigia-se à estação tubo para apanhar a condução que a levaria para a faculdade.
Horário apertado. Saíra do trabalho e quase corria. À distância, viu o ônibus se aproximar e apressou o passo.
Entrou na estação tubo, pagou a passagem às pressas.
Mas, no exato momento em que se dispunha adentrar o ônibus, as portas se fecharam, com estrondo.
Pelo espelho da frente do veículo, ela pôde verificar o sorriso, que lhe pareceu de deboche, do motorista, como a dizer: Neste você não entra. Perdeu!
Ela se irritou e em voz alta, exclamou: Que maldade! Ele me viu. Não podia ter esperado um segundo?
Um rapaz, que vinha logo atrás, sorriu e falou: Não se estresse. Pense que logo virá outro ônibus.
Eu sei que logo virá outro. Acontece que cinco minutos a mais podem fazer com que eu chegue atrasada à aula. E tenho prova, no primeiro horário.
Ele continuou: Não se irrite. Vai dar tudo certo. Pense que virá outro ônibus, que não estará tão cheio quanto aquele. Que o motorista será mais gentil.
Consequentemente, sua viagem até o destino será muito mais agradável. Você chegará mais tranquila para a prova.
Ela olhou para o jovem, que continuava a sorrir, e disse: É, você tem toda razão.
Não tardou e apontou outro ônibus. As portas se abriram e ambos entraram.
Que legal, disse ela. Está mesmo quase vazio. Poderei ir sentada e acho que chegarei em tempo. Obrigada.
Cada qual procurou um assento e se acomodou. Enquanto a condução ia vencendo a distância, num contínuo parar, embarque e desembarque de passageiros, ela se pôs a pensar.
Nossa! Quase me estressei por nada. Bendito rapaz que me alertou, e conseguiu mudar meu humor.
Agora, vou chegar tranquila, em tempo. E estarei calma para fazer a prova. Bom seria que houvesse mais gente como ele.
Gente que nos acalma, que nos contagia com sua forma tranquila de falar e de encarar os fatos.

 * * * * * * * * * * * * * * *

Quantas vezes nos irritamos por bagatelas, por coisas pequenas.
Quantas vezes assinamos recibo pela grosseria do outro e acabamos estragando nossas horas seguintes.
Melhor mesmo é modificar nossa forma de pensar. Perdemos a condução? Não tem problema. Logo virá outra.
O temporal nos surpreendeu no meio do caminho? O melhor é procurar um abrigo e aguardar os ventos e a chuva amainarem.
Nada na face da Terra é para sempre. Tudo é impermanente.
O dia sucede a noite escura. As estrelas brilham nos céus quando o sol se põe no horizonte e a lua chega, mostrando a sua cara redonda.
O calor inclemente é vencido pelos ventos e pela chuva.
O frio terrível é substituído pela estação primaveril, que traz o renascer das cores e dos perfumes.
Nada é definitivo neste planeta. Nem a própria vida.
Impermanente. Hoje estamos aqui, amanhã, poderemos estar em outras bandas.
Ou talvez já ter migrado para a Espiritualidade. Quem pode saber?
Somente Deus!
Por isso, vivamos cada minuto em totalidade e não nos desgastemos por coisas tolas, que têm duração efêmera, que logo passam.
Pensemos nisso. E vivamos mais tranquilos, menos nervosos, mais felizes.

Redação do Momento Espírita.
Em 15.6.2016.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Raças de Gato: Savannah


O Savannah é um animal híbrido nascido do cruzamento de um gato doméstico e o Serval, um felino selvagem de origem africana. Possui esse nome pelo fato do Serval ser um animal típico das savanas e também porque é o nome do gatil que criou a raça. Pelo fato de ser resultante do cruzamento de espécies diferentes, a maior parte dos animais é estéril, o que a torna uma raça muito rara.

História da raça Savannah

Apesar do desenvolvimento da raça Savannah ter começado em 1994, somente em 2000 o Savannah foi registrado na The International Cat Association (TICA – uma das maiores associações que reconhecem as raças de gatos para a competições e campeonatos) como Experimental New Breed e em maio de 2008 o status da raça passou à Advanced New Breed, um segundo nível que permite que essas raças sejam mostradas em shows da associação.

Descrição e aparência da raça Savannah

Considerados gatos de porte grande, os animais dessa raça apresentam um porte intermediário ao do gato doméstico e ao do Serval. A cabeça apresenta formato triangular, orelhas esguias e de tamanho grande, e a pelagem formada por manchas iguais a do Serval, porém, a cor do pelo pode variar entre prateado, dourado ou marrom. O Savannah possui algumas características singulares. Além do tamanho avantajado e de uma belíssima pelagem exótica, os gatos dessa raça tem uma cabeça pequena em relação ao tamanho do corpo.

Quanto maior a porcentagem genética do Serval africano, maior será o aspecto selvagem dos Savannahs, portanto, as gerações F1 e F2 costumam apresentar maior semelhança com seu ancestral direto, apresentando as características marcas da pelagem, as patas mais alongadas além da elegância tipica do Serval. As orelhas são grandes e arredondadas, possuem uma marca clara atrás da orelha chamada ocelli, a cauda é curta com anéis e ponta preta. Possuem marca de lágrimas: linhas mais escuras que parte do canto medial dos olhos em direção ao focinho. As cores permitidas para a raça Savannah são: brown spotted tabby, silver spotted tabby, black smoke e preto.


Temperamento da raça Savannah

A raça possui um temperamento dócil, além de ser facilmente treinada para andar na coleira, ou brincar de trazer de volta objetos arremessados. Os gatos da raça Savannah podem ser comparados aos cães quanto ao companheirismo, costumam seguir os donos pela casa inteira e são muito interativos. Eles costumam cumprimentar as pessoas esfregando delicadamente a cabeça nelas. São cheios de energia e estão sempre prontos interagir com a s pessoas e brincar. Costumam ser excelentes companheiros para crianças, demonstrando ser um excelente animal de estimação.

Podem conviver em harmonia com as pessoas da família, incluindo crianças e até mesmo outro animais. Uma característica importante de se ressaltar é a habilidade nata de salto. Esses animais são capazes de atingir os lugares mais altos da casa, o que requer um certo cuidado e especial atenção a este respeito. Outra característica interessante do Savannah é que, ao contrario de muitos gatos, são especialmente tolerantes e curiosos com água. Muitos deles são capazes de brincar e até mesmo entrar na água acompanhado de seus donos.

Fonte: Blog do Gato

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Site japonês lista produtos que você não deve comprar em lojas de ¥100


Quem costuma comprar com frequência nas lojas de ¥100 do Japão sabe o quanto estes estabelecimentos são práticos e têm produtos baratos e úteis, como itens de cozinha, jardinagem e decoração.

Porém, de acordo com o portal japonês Brulee, nem tudo que está nas prateleiras das lojas baratas compensa o pouco investimento. Mesmo que o valor seja barato, a baixa qualidade de muitos produtos faz com que eles se tornem pouco eficientes e até incapazes de cumprir a função básica para a qual foram feitos.

O site listou cinco itens escolhidos através de reclamações de clientes. Acrescentamos também mais um produto na lista, que foi alvo de uma reportagem do portal Nikkan Spa. Confira abaixo:

Detergentes
Os detergentes de louça e produtos com outras finalidades de limpeza, que estão disponíveis nas prateleiras das lojas de ¥100, podem deixar os clientes no prejuízo na hora de limpar a casa.

De acordo com a reportagem, as principais reclamações se referem à incapacidade dos produtos de fazer espuma e remover manchas simples de gordura, mesmo após esfregar com força. No fim das contas, o usuário tem mais trabalho na hora da limpeza e os utensílios continuam sujos.


Filme plástico
O plástico utilizado para embalar alimentos se chama “rappu” em japonês e é um item que pode ser facilmente encontrado nas prateleiras das lojas baratas. Porém, segundo reclamações, o plástico é ultrafino, não corta direito e rasga com facilidade.
De qualquer forma, este tipo de plástico custa ¥100 em qualquer loja e, por isso, pode ser mais vantajoso adquirir o produto de uma marca conhecida ao invés de apostar na mercadoria de uma loja barata.


Meia-calça
Uma peça indispensável no guarda-roupa feminino, a meia-calça vendida nas lojas de ¥100 atrai as clientes pelo preço baixo e uma promessa de qualidade mínima. Porém, após a compra, é muito comum que haja arrependimentos.

As peças baratas são ultrafinas, desfiam com facilidade mesmo que a usuária tome cuidado na hora de vestir. Entre as reclamações está inclusive um cheiro desagradável de petróleo proveniente do nylon.


Fita adesiva
O principal problema das fitas adesivas baratas é a baixa capacidade de colar, além da pouca quantidade vendida em um único rolo. Se o consumidor precisar embalar um pacote grande, é provável que gaste um rolo todo e ainda fique com as extremidades da embalagem soltando.


Itens de papelaria
A lista é longa e as reclamações também. Colas ineficientes, tesouras que não cortam, canetas com tinta entupida e notas adesivas que desprendem fácil estão entre as principais insatisfações.

Nestes casos, é recomendável comprar produtos em papelarias e lojas especializadas. Embora sejam um pouco mais caros, a qualidade e o uso prolongado fica garantido, o que faz com que a compra valha a pena.


Cabo de smartphone
Os cabos USB (utilizados para carregar smartphones) também são vendidos nas lojas de ¥100 e atraem facilmente consumidores pelo baixo preço. Porém, esses produtos possuem uma amperagem de 1A (informada ao lado da voltagem). Na hora de carregar um aparelho com mais de 1.5A, o tempo que leva para encher a bateria poderá ser muito mais longo.

Este tipo de cabo pode ser adquirido em lojas de eletrônicos pelo preço médio de ¥500, o que não é muito superior ao preço oferecido nas lojas baratas. Por este motivo também, é melhor investir um pouco mais e evitar ficar insatisfeito com a compra, informou o portal Nikkan Spa.

Créditos: Ana Laura Kawabe

Fonte: Alternativa

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Lendas japonesas: A história de Momotarō, o Garoto Pêssego matador de oni.

Momotarō é um herói do folclore japonês

Momotarō é um herói da lenda japonesa.

De acordo com a lenda atual (datada do período Edo), Momotaro veio à Terra dentro de um pêssego gigante, que foi encontrado flutuando em um rio por uma mulher idosa sem filhos, que estava lavando roupas lá. A mulher e seu marido descobriu a criança quando eles tentaram abrir o pêssego para comê-lo. A criança explicou que tinha sido enviado para ser seu filho. O casal chamou de Momotaro, Momo (pêssego) e Taro (menino ou filho mais velho na família).

A lenda conta que Momotarō recebeu kibidango (bolinho japonês) feito de mochiko (farinha de arroz) dos pais que lhe criou e partiu para Onigashima (Ilha dos Demônios) acompanhado de um cachorro, um macaco e um faisão para eliminar os demônios.
Resumo

Dependendo da fonte consultada, a lenda de Momotarō pode variar em alguns trechos. Entretanto, a cena da batalha contra os demônios, presente na segunda metade da história, permanece retratada pela grande maioria das publicações como um incentivo ao bem e punição ao mal sob a ótica de Momotarō.

Com relação ao seu nascimento, há versões que contam que Momotarō nasceu de um pêssego e outras que contam que um casal de velhinhos rejuvenesceu após comer um pêssego e lhe conceberam.

Com relação ao seu crescimento, alguns dizem que ele se tornou um trabalhador dedicado e esforçado, assim como seus pais esperavam. Outros dizem que, do mesmo modo que Sannenne Tarō, ele possuía um corpo grande e forte, mas era preguiçoso e só ficava dormindo.

Há versões que contam que Momotarō, após ter crescido, decidiu espontaneamente começar uma jornada determinado a lutar contra os demônios de Onigashima que atormentavam o povo de seu vilarejo. Outras versões contam que esta decisão não foi espontânea e que ele só fez isso porque os moradores do vilarejo e o senhor feudal lhe pediram.

Estátua de Momotarō na estação de Okayama

Na partida, Momotarō recebeu kibidango de seus pais como presente de despedida. Durante sua jornada, ele encontrou um cachorro, um macaco e um faisão. Repartiu o kibidango com eles, e estes se tornaram seus aliados.

Ele vence a batalha contra os demônios de Onigashima e, por fim, retorna à casa de seus pais levando consigo os tesouros roubados pelos demônios, e vivendo felizes.
Lugares relacionados

Existem lugares relacionados à lenda de Momotarō espalhados por todo o Japão. Dentre os quais, a Província de Okayama, relacionando um de seus produtos locais que era produzido na Era Edo, o kibidango (吉備団子), com o kibidango (黍団子) presente na lenda de Momotarō, que possui o mesmo som, se tornou nacionalmente famosa a partir de uma campanha publicitária em todas as províncias como um desses lugares relacionados à lenda.

Província de Okayama - Cidades de Okayama e Sōja
Templo Kibitsu
Castelo Kinojō
Túmulos de Nakayama Chausuyama Kofun
Templo Yaguinomiya
Ruínas de Tatetsuki (Cidade de Kurashiki)
Festival Okayama Tarō
Província de Kagawa – Cidade de Takamatsu
Templo Tamura (Cidade de Takamatsu)
Templo Momotarō (Takamatsu)
Megijima (Onigashima)
Kinashi
Província de Aichi – Cidade de Inuyama
Templo Momotarō (Cidade de Inuyama)
Província de Nara – Distrito Shiki, Cidade de Tawaramoto
Templo Ioto (Templo Kōrei)
Templo Hōrakuji (Cidade de Tawaramoto)
Rio Hasegawa
Kurodano Ihotonomiya (Suposto palácio do Imperador Kōrei)

quinta-feira, 28 de julho de 2016

28 de Julho de 1929 - Nascimento de Jacqueline Kennedy Onassis


Jacqueline Lee "Jackie" Bouvier Kennedy Onassis (Southampton, 28 de julho de 1929 — Manhattan, 19 de maio de 1994)[1] foi a esposa do 35.º presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy e, portanto, foi primeira-dama dos Estados Unidos de 1961 a 1963, quando ele foi assassinado. Cinco anos depois, casou-se com o magnata grego Aristóteles Onassis; continuaram casados até à morte deste. Nas últimas duas décadas de sua vida, Jacqueline Kennedy Onassis teve uma carreira de sucesso como editora de livros. É lembrada por suas contribuições para a arte e preservação da arquitetura histórica, seu estilo, elegância, e graça. Um ícone da moda, seu famoso terno rosa da Chanel tornou-se um símbolo do assassinato de seu marido e uma das últimas imagens da década de 1960.

Vida familiar, família e educação

Jacqueline Lee Bouvier nasceu no condado de Suffolk, na ilha de Long Island, litoral do estado de Nova Iorque. Era a filha mais velha de John Vernou Bouvier III (1891–1957), um corretor da Wall Street, e de Janet Norton Lee Bouvier Auchincloss Morris (1907–1989). Jacqueline tinha ascendência irlandesa, escocesa e inglesa; sua ascendência francesa era distante, sendo seu último ancestral francês Michel Bouvier, um marceneiro baseado em Filadélfia que havia sido seu trisavô. Em Washington, DC, ela foi educada por pouco tempo em Holton-Arms School, uma escola preparatória e particular para meninas (ela mudou-se para Bethesda, Maryland, posteriormente). Em 1933 nasceu sua irmã Caroline Lee.

Seu pai, apelidado de Black Jack, era um corretor de ações na Bolsa com fama de playboy, cujos casos extraconjugais com várias mulheres causaram o divórcio entre ele e Janet quando Jackie ainda era uma menina. Black Jack permaneceu um homem divorciado, enquanto que Janet desposou, em 1942, Hugh D. Auchincloss, filho de Emma Jennings, filha do fundador da Standard Oil. Hugh era o rico herdeiro de uma companhia de produção, transporte, refino e venda de petróleo. Em 1979 Janet casou-se pela terceira vez com Bingham Morris.

Em sua infância aristocrática, Jacqueline tornou-se uma praticante de hipismo e desenvolveu grande entusiasmo por cavalos e competições. Essa paixão a acompanharia por toda sua vida, ganhando troféus e medalhas. Na fazenda Hammersmith, que pertencia ao seu padrasto, ela pôde apreciar melhor a equitação. Ela amava ler, pintar, escrever poemas e tinha uma relação bem mais fácil com seu pai do que com sua mãe.

Jackie teve educação excelente, iniciou seu ensino fundamental e médio na exclusiva The Chapin School (Manhattan, Nova York), e em Miss Porter's School (Farmington, Connecticut). Em Vassar College (Poughkeepsie), começou sua educação acadêmica e foi nomeada "debutante do ano" entre 1947 e 1948. No final da década de 40 realizou uma viagem de intercâmbio para Sorbonne, em Paris. Anos mais tarde, Jackie lembraria essa época como a mais feliz de sua vida. Quando retornou, decidiu não voltar a Vassar e transferiu-se para a Universidade George Washington, em Washington DC, onde fez graduação em Literatura francesa.

Em 1951 Jacqueline conseguiu seu primeiro emprego, trabalhando para o jornal Washington Times-Herald. Seu trabalho consistia em interrogar pessoas a respeito de temas polêmicos e escrever uma coluna. As perguntas e divertidas respostas então apareciam ao lado da fotografia dos entrevistados no jornal. Uma das matérias de Jacqueline para essa tarefa foi um jovem senador de Massachusetts: John F. Kennedy.


Casamento com Kennedy

Jacqueline estava comprometida com John Husted em dezembro de 1951. Entretanto, o relacionamento acabou em março de 1952 com um conselho da mãe de Jackie, que acreditava que Husted não era rico o bastante.

Em 10 de maio de 1952, Jacqueline conheceu o senador John F. Kennedy numa festa em Washington, realizada por um casal amigo de ambos: Martha e Charles Bartlett. John e Jackie só se reencontrariam nove meses depois em outra festa realizada pelos Bartlett. Kennedy convidou Jackie para saírem no fim de semana e foram a um parque de diversões em Georgetown. Depois de se reencontrarem, eles começaram um namoro, que terminou em noivado pouco tempo depois.

O anúncio do noivado do casal não agradou todos os membros da família Bouvier. De acordo com um artigo do Time Magazine, "[Jacqueline] me telefonou para contar a notícia" - explicou a irmã Black Jack, Maude Bouvier Davis - "mas ela disse, 'Você não pode dizer nada sobre isso porque o Saturday Evening Post vai trazer um artigo sobre Jack chamado "O Jovem Solteirão do Senado", e isso estragaria tudo".

Jacqueline Bouvier e John F. Kennedy casaram-se em 12 de setembro de 1953 em Newport (Rhode Island). Os vestidos da noiva e das damas-de-honra foram feitos por Ann Lowe, e a cerimônia, com duas mil pessoas, ocorreu na fazenda Hammersmith. Depois do casamento, eles retornaram a Washington DC. No entanto, John realizou duas operações para acabar com a dor nas costas proveniente de um machucado nos tempos de guerra. Com a recuperação da cirurgia, Jackie encorajou Kennedy a escrever Profiles in Courage, um livro que descreve os atos de bravura e de integridade por oito senadores dos Estados Unidos durante toda a história do Senado. A obra recebeu o prêmio Pulitzer por biografia em 1957.

Filhos

Depois de um aborto acidental em 1955, eles tiveram quatro filhos juntos: Arabella Kennedy (natimorta, 1956), Caroline Bouvier Kennedy (1957), John Fitzgerald Kennedy Jr (1960-1999) e Patrick Bouvier Kennedy (7 de agosto - 9 de agosto de 1963).

O casamento tinha seus problemas, resultantes dos casos amorosos de John F. Kennedy e de seus problemas de debilitação de saúde, os quais foram escondidos do público. Jacqueline passava muito tempo no começo de seu casamento redecorando a casa e comprando roupas. Eles passaram os primeiros anos de casamento numa residência no centro de Georgetown, Washington, mais especificamente na N Street.

A família Kennedy em 1962.

Jacqueline era muito amiga de seu sogro, Joseph P. Kennedy, e de seu cunhado, Robert "Bob" Kennedy. Contudo, ela não era uma mulher competitiva e esportista e definitivamente não pertencia à natureza abrasiva do clã dos Kennedy. Quieta e reservada, Jacqueline foi apelidada de "the deb" por suas cunhadas e sempre permaneceu relutante ao ser convidada para os tradicionais jogos da família. Uma vez, quebrou sua perna num jogo de basebol.


Primeira-dama dos Estados Unidos

Em janeiro de 1960 o senador John F. Kennedy anunciou sua candidatura à presidência dos Estados Unidos e começou a trabalhar longas horas e a viajar por todo o país. Poucas semanas antes da campanha de seu marido, Jacqueline soube que estava grávida, e os médicos a instruíram a ficar em casa. Mesmo assim, ela ajudou seu marido respondendo centenas de cartas de campanha, fazendo comerciais de televisão, dando entrevistas e escrevendo uma coluna semanal num jornal, Campaign Wife, distribuída em todo o país. Na eleição geral em 8 de novembro de 1960, John Kennedy minuciosamente venceu o republicano Richard Nixon e tornou-se o 35° Presidente dos Estados Unidos em 1961. Jackie tornou-se uma das mais jovens primeiras-damas da história. Ela teve um papel bastante ativo na campanha.

Como primeira-dama, ela foi forçada a entrar no foco público com tudo em sua vida sob esquadrinhamento. Jacqueline sabia que seus filhos estariam no olho público, contudo ela estava determinada a protegê-los da imprensa e a dá-los uma infância normal. Permitiu que poucas fotografias deles fossem tiradas, mas, enquanto estava fora, o presidente Kennedy deixava o fotógrafo da Casa Branca Cecil Stoughton tirar.

Devido à sua ascendência francesa, Jackie Kennedy sempre sentiu um laço entre ela e a França, reforçado pelo fato de ter estudado lá. Esse amor logo seria refletido em muitos aspectos de sua vida, como nos menus que ela preparava para os jantares de estado na Casa Branca e o bom gosto ao se vestir.

Jacqueline convidava artistas, escritores, cientistas, poetas e músicos para se mesclarem aos políticos, diplomatas e estadistas. Ela falava fluentemente francês, espanhol e italiano e tinha uma forte preferência por roupas francesas, que eram caras, mas temia que pensassem que fosse desleal a designers de moda norte-americana. Para seu "guarda-roupa de estado", Jackie escolhia o designer de Hollywood Oleg Cassini. Durante seus dias como primeira-dama, ela tornou-se um ícone da moda domestica e internacionalmente. Quando os Kennedy visitaram a França, ela impressionou Charles de Gaulle e o público com seu francês. Na conclusão da visita, a revista Time ficou encantada com a primeira-dama e escreveu: "Havia também aquele companheiro que veio com ela". Até mesmo o presidente John Kennedy brincou: "Eu sou o homem que acompanhou Jacqueline Kennedy a Paris - eu gostei muito!". Quando o presidente da União Soviética Nikita Khrushchov foi solicitado para apertar a mão do presidente dos Estados Unidos, o líder comunista disse: "Eu gostaria de apertar a mão dela primeiro".

Jacqueline Kennedy, na Casa Branca, em 1962.

Restauração da Casa Branca

O principal projeto de Jacqueline Kennedy foi a restauração da Casa Branca. Com a ajuda da decoradora Sister Parish, Jacqueline transformou os quartos destinados à família presidencial em quartos agradáveis e convenientes para vida em família e construiu uma cozinha e quartos para suas crianças. Ela estabeleceu um Comitê de Artes para supervisionar e financiar o processo de restauração e contratou o especialista em móveis norte-americano Henry du Pont e o designer de interiores francês Stephane Boudin para aconselhar o processo. Jackie criou um projeto de lei, aprovado pelo Congresso, que estabelecia que as mobílias da Casa Branca seriam propriedade da Instituição Smithsonian, para acabar com as reivindicações dos móveis de ex-presidentes. Ela escreveu pessoalmente cartas para pessoas que possuíam peças históricas, pedindo para que fossem doadas à Casa Branca. Em 14 de fevereiro de 1962, a Sra. Kennedy apresentou os resultados de seu trabalho à televisão norte-americana em um tour pela Casa Branca com o jornalista Charles Collingwood da CBS.
Tour na Índia e no Paquistão

Com a solicitação do embaixador norte-americano da Índia, John Kenneth Galbraith, a sra. Kennedy incumbiu-se de realizar uma viagem à Índia e ao Paquistão, levando sua irmã Caroline Lee Radziwill. Novamente Jacqueline mostrou que sabia ser uma primeira-dama competente não apenas pelo encanto de seu guarda-roupa mas também pelo seu intelecto. Em Lahore, o presidente Ayub Khan presenteou Jacqueline Kennedy com um cavalo, Sardar.


Elegância

A sra. Kennedy planejou numerosos eventos sociais que trouxeram o casal presidencial ao foco cultural da Nação. A apreciação pela arte, pela música e pela cultura marcou uma nova etapa na história norte-americana. A destreza de Jackie em entretenimento deu aos eventos da Casa Branca a reputação de serem mágicos. Por exemplo, ela orquestrou um jantar em Mount Vernon em honra ao presidente Ayub Khan, a quem o presidente Kennedy queria homenagear por seu papel na ajuda aos Estados Unidos numa recente crise. Ela baniu mesas longas no salão de jantar e proporcionou oito grandes mesas redondas. Jackie também é lembrada como uma boa companhia.

Inúmeras vezes foi vestida pela estilista venezuelana Carolina Herrera.

O assassinato de Kennedy

Depois da morte de Patrick Kennedy em agosto de 1963, Jackie manteve um comportamento discreto na Casa Branca. O presidente sugeriu que ela visitasse sua irmã na Europa como uma maneira de recuperar-se da morte de seu filho. Jackie passou considerável tempo relaxando na região do Mediterrâneo durante o outono. Ela e sua irmã foram convidadas para um cruzeiro no iate do magnata Aristóteles Onassis durante este período. Ela fez sua primeira aparição oficial em novembro, quando John Kennedy pediu que ela o acompanhasse ao Texas, com a finalidade de ajudá-lo a apaziguar os ânimos. No dia 22 de novembro de 1963, em Dallas, Jackie estava sentada ao lado de Kennedy na limousine quando ele foi alvejado e morto. O grande senso de história de Jacqueline veio a tona. Com força e altivez ela organizou cada detalhe do funeral do marido, o enterro no Cemitério Nacional de Arlington, e a flama eterna que ela acendeu no túmulo de seu finado marido. O tablóide britânico Evening Standard escreveu: "Jacqueline Kennedy deu ao povo americano uma coisa da qual eles sempre careceram: majestade."

Foi forçada a ficar longe do olhar público. Ela foi poupada da experiência penosa de aparecer no julgamento de Lee Harvey Oswald, que morreu em 24 de novembro de 1963 nas mãos de Jack Ruby, um dono de boate que matou Oswald enquanto o assassino estava em custódia da polícia. Jacqueline fez uma breve aparição em Washington em honra do agente de Serviço Secreto, Clint Hill, que bravamente pulou na limusine em Dallas para proteger a primeira-dama e o presidente.

Vida de viúva

Uma semana depois do assassinato de Kennedy, ela foi entrevistada por Theodore White da revista Life. Naquela entrevista, Jacqueline comparou os anos de John Kennedy na Casa Branca com o mítico Camelot do Rei Artur. "Agora ele é uma lenda, enquanto que ele queria ser um homem" - disse Jackie para White. Também salientou que John havia adorado o show musical dos Lerner and Loewe, que estava estreando na Broadway.

A coragem de Jacqueline Kennedy perante o assassinato e o funeral do marido trouxe admiração de muitos em todo o mundo, e muitos norte-americanos lembram-se de sua coragem e dignidade naqueles quatro dias de novembro de 1963. Jacqueline e seus dois filhos continuaram na Casa Branca ainda por duas semanas, preparando-se para a mudança. Depois de viverem em Georgetown, Washington por algum tempo, Jackie decidiu comprar um apartamento luxuoso de 15 cômodos na Fifth Avenue em Nova York, com a esperança de ter mais privacidade. Durante esse tempo, sua filha Caroline contou aos seus professores de escola que sua mãe chorava com freqüência.

Jacqueline perpetuou a memória do marido visitando seu túmulo em datas significativas e comparecendo a dedicações memoriais, como ao batizado do porta-avião da Marinha USS John F. Kennedy, em Virgínia (1967) e a um serviço memorial em Hyannis, Massachusetts. Em maio de 1965, Jacqueline Kennedy e a Rainha Elizabeth II dedicaram-se ao serviço memorial oficial do presidente Kennedy, ocorrido em Runnymede, Inglaterra.

Os planos para o estabelecimento da Biblioteca John F. Kennedy, onde ficariam guardados os papéis oficiais da administração Kennedy, foram supervisionados por ela. O plano original era construir a biblioteca de Cambridge próxima da Universidade de Harvard, mas por várias razões esse plano se tornou problemático. A biblioteca, projetada por Ieoh Ming Pei, possui um museu e foi dedicada em Boston em 1979 pelo presidente Jimmy Carter, dezesseis anos depois do assassinato de Kennedy. Os governos de muitas nações doaram dinheiro para erguer a biblioteca.


Casamento com Onassis

Em 20 de outubro de 1968, Jacqueline Kennedy casou-se com Aristóteles Onassis, um magnata grego, em Skorpios, Grécia. Quatro meses e meio antes, seu cunhado, o senador Bob Kennedy, fora assassinado em Los Angeles. Naquele momento, Jacqueline acreditava que ela e seus filhos haviam se tornado "alvos" e que deveriam deixar os Estados Unidos. O casamento com Onassis parecia fazer sentido: ele tinha dinheiro e poder para garantir a proteção que ela quisesse, enquanto que ela tinha o status social que ele almejava. Aristóteles Onassis havia terminado seu romance com a diva da ópera Maria Callas para desposar Jackie, que desistiu da proteção que, como viúva de um presidente, recebia do Serviço Secreto.

Por um tempo, o casamento arranhou a reputação de Jackie, pois para muitos ela abandonara a imagem de "eterna viúva presidencial". Entretanto, outros entenderam este casamento como o símbolo da "mulher norte-americana moderna", que lutava por seus interesses financeiros e por proteger sua família. O casamento inicialmente pareceu ser bem-sucedido, mas o estresse logo se tornou aparente. O casal raramente passava tempo junto. Embora Onassis tenha tido uma boa relação com seus enteados Caroline e John, Jr. (o filho de Aristóteles, Alexander, incentivou John a pilotar aviões; ironicamente, ambos morreram em acidentes aéreos), porém Jacqueline não se dava com sua enteada Christina Onassis, que passava a maior parte de seu tempo viajando e fazendo compras.

Onassis estava planejando se divorciar de Jacqueline quando morreu em 15 de março de 1975; Jacqueline estava com seus filhos em Nova York. Sua herança havia sido substancialmente diminuída por causa de um acordo pré-nupcial e por uma legislação que Onassis fez o governo grego aprovar, a qual limitava a fortuna que uma esposa não-grega e sobrevivente poderia herdar. Jacqueline entretanto negociou com Christina que acabou concordando em dar a Jackie algo em torno de 26 milhões de dólares, em troca de que ela abrisse mão de qualquer reivindicação do Império Onassis.


Invasão de privacidade

Quando um paparazzo fotografou Jackie Onassis nua numa ilha grega, Larry Flynt da revista Hustler comprou as fotos e as publicou em agosto de 1975, provocando um embaraço para Jackie e para a família Kennedy e um total entretenimento para Rose Elizabeth Fitzgerald Kennedy, a mãe de John Kennedy. As fotos eram um tanto obscuras, mas mostravam claramente os seios, as nádegas e os pêlos púbicos de Jackie. A descrição do pêlo púbico foi chocante. A partir dali, a mídia informalmente a chamaria de Jackie O. A mídia americana vem chamando a atual primeira dama Michele Obama de "Michele O" em referência às semelhanças de elegância e bom gosto que esta última possui em comum com Jacqueline.

Túmulo de Jacqueline Bouvier Kennedy Onassis no Cemitério Nacional de Arlington, ao lado da tumba do presidente John F. Kennedy.

Anos finais e morte

Com a morte de Onassis em 1975, Jacqueline ficou viúva pela segunda vez e, com o amadurecimento de seus filhos, Jackie pôde voltar a trabalhar e aceitou um emprego como editora na casa editora Doubleday, porque sempre havia gostado de literatura e de escrever. No fim dos anos 70 até seus últimos momentos, o industrial e mercador de diamantes Maurice Tempelsman, um belga que vivia separado de sua esposa, foi seu companheiro. Ela normalmente corria e fazia ginástica perto do Central Park. Em janeiro de 1994, Jacqueline foi diagnosticada com câncer linfático. Seu diagnóstico veio ao público em fevereiro. A família estava inicialmente otimista, e Jackie parou de fumar com a insistência de sua filha, mas continuou a trabalhar. Em abril de 1994, o câncer avançou, e ela saiu do hospital Cornell e foi para sua casa em 18 de maio do mesmo ano. Muitos simpatizantes, turistas e repórteres ficaram na rua de seu apartamento na 1040 Fifth Avenue, e ela morreu durante seu sono às 10:15 da manhã numa quinta-feira, em 19 de maio, aos 64 anos.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Raças de Gato: Sphynx


Esta é uma raça de gato que tem uma aparência bem diferente do que as pessoas estão acostumadas a ver. Com um visual “pelado”, o Sphynx também se destaca pelo temperamento amável. Conhecida ainda como Pelado Canadense, a raça Sphynx é reconhecida internacionalmente desde 1998.

História da raça Sphynx

No ano de 1966, uma gata deu a luz em uma propriedade rural em Ontário no Canadá, a uma ninhada, onde um dos filhotes nasceu totalmente sem pelos. Na ninhada seguinte voltou a acontecer o mesmo. A partir daí, estes gatos deram origem a uma nova raça que começaram a ser conhecidos como Moon Cats, em seguida como Canadian naked (pelados canadenses) e finalmente como Sphynx, o nome que é adotado internacionalmente hoje em dia. Muitas criações por todo o mundo começaram então a desenvolver a nova raça para fixar os caracteres e foram realizados cruzamentos sucessivos com outras raças como o Cornish-Rex e o American Shorthair.

Em 1970, a Cat Fanciers’ Association (CFA) concedeu o registro provisório ao Sphynx, mas no ano seguinte esse reconhecimento foi retirado devido a problemas de saúde e dificuldades na criação. A essa altura acreditava-se que o gene associado à falta de pelo era letal, no entanto essa linha de Sphynx acabou por desaparecer.

O Sphynx, tal qual conhecemos hoje em dia, foi desenvolvido a partir de 1975 quando os agricultores Milt e Ethelyn Pearson descobriram um gatinho sem pelos numa ninhada da sua gata, que tinha uma pelagem absolutamente normal. Este gatinho, acasalou com outro exemplar sem pelos, e foram vendidos a uma criadora do Oregon, Kim Mueske, que utilizou-se desses dois exemplares para criar a nova raça.

Em Fevereiro de 1998, o registo do Sphynx foi aceito pela CFA, o que impulsionou consideravelmente a criação da raça. Em 2000, 120 gatos da raça Sphynx estavam inscritos na associação, o que lhe garantia o 33º lugar entre 40 raças reconhecidas oficialmente.

Descrição e aparência da raça Sphynx

O gato Sphynx se destaca por ser muito afetuoso, gostar de ser mimado e por preferir permanecer sempre na presença do dono. O Sphynx é um gato ativo, afetuoso, bastante apegado ao dono. É uma raça leal e, sem dúvida muito inteligente. Os gatos da raça Sphynx são sociáveis, dóceis, capazes de brincar sem demonstrarem nenhum traço de agressividade.

O Sphynx é um gato que desperta curiosidade por onde quer que passe. A aparência esguia e as rugas ao longo do corpo, são características marcantes da raça Sphynx, assim como os olhos e orelhas grandes.


Temperamento da raça Sphynx

O Sphynx é um gato muito afetuoso e pode até mesmo ser considerado ciumento e possessivo, muito apegado ao seu dono. É um gato de temperamento vivaz, sociável, muito inteligente, enérgico, brincalhão, nunca agressivo e adora ser mimado. Quando o dono chega em casa procura imediatamente a sua companhia e recebe-o com demonstrações de carinho e muita brincadeira.

O comportamento do Sphynx é admirável, chegando ao ponto de eleger um dono ao qual se dedicará até o fim de suas vida. A ausência de bigodes, o torna muito desajeitado, às vezes não consegue subir em lugares altos, se desequilibrando facilmente. De acordo com o standard francês, o Sphynx é macaco, cão, criança e gato misturados. Ou seja, gostam de acrobacias, são leais e seguem os humanos para todo o lado, de cauda levantada e felizes da vida. Estão sempre requisitando a atenção dos donos.

Fonte: Blog do Gato