sexta-feira, 29 de julho de 2016

Lendas japonesas: A história de Momotarō, o Garoto Pêssego matador de oni.

Momotarō é um herói do folclore japonês

Momotarō é um herói da lenda japonesa.

De acordo com a lenda atual (datada do período Edo), Momotaro veio à Terra dentro de um pêssego gigante, que foi encontrado flutuando em um rio por uma mulher idosa sem filhos, que estava lavando roupas lá. A mulher e seu marido descobriu a criança quando eles tentaram abrir o pêssego para comê-lo. A criança explicou que tinha sido enviado para ser seu filho. O casal chamou de Momotaro, Momo (pêssego) e Taro (menino ou filho mais velho na família).

A lenda conta que Momotarō recebeu kibidango (bolinho japonês) feito de mochiko (farinha de arroz) dos pais que lhe criou e partiu para Onigashima (Ilha dos Demônios) acompanhado de um cachorro, um macaco e um faisão para eliminar os demônios.
Resumo

Dependendo da fonte consultada, a lenda de Momotarō pode variar em alguns trechos. Entretanto, a cena da batalha contra os demônios, presente na segunda metade da história, permanece retratada pela grande maioria das publicações como um incentivo ao bem e punição ao mal sob a ótica de Momotarō.

Com relação ao seu nascimento, há versões que contam que Momotarō nasceu de um pêssego e outras que contam que um casal de velhinhos rejuvenesceu após comer um pêssego e lhe conceberam.

Com relação ao seu crescimento, alguns dizem que ele se tornou um trabalhador dedicado e esforçado, assim como seus pais esperavam. Outros dizem que, do mesmo modo que Sannenne Tarō, ele possuía um corpo grande e forte, mas era preguiçoso e só ficava dormindo.

Há versões que contam que Momotarō, após ter crescido, decidiu espontaneamente começar uma jornada determinado a lutar contra os demônios de Onigashima que atormentavam o povo de seu vilarejo. Outras versões contam que esta decisão não foi espontânea e que ele só fez isso porque os moradores do vilarejo e o senhor feudal lhe pediram.

Estátua de Momotarō na estação de Okayama

Na partida, Momotarō recebeu kibidango de seus pais como presente de despedida. Durante sua jornada, ele encontrou um cachorro, um macaco e um faisão. Repartiu o kibidango com eles, e estes se tornaram seus aliados.

Ele vence a batalha contra os demônios de Onigashima e, por fim, retorna à casa de seus pais levando consigo os tesouros roubados pelos demônios, e vivendo felizes.
Lugares relacionados

Existem lugares relacionados à lenda de Momotarō espalhados por todo o Japão. Dentre os quais, a Província de Okayama, relacionando um de seus produtos locais que era produzido na Era Edo, o kibidango (吉備団子), com o kibidango (黍団子) presente na lenda de Momotarō, que possui o mesmo som, se tornou nacionalmente famosa a partir de uma campanha publicitária em todas as províncias como um desses lugares relacionados à lenda.

Província de Okayama - Cidades de Okayama e Sōja
Templo Kibitsu
Castelo Kinojō
Túmulos de Nakayama Chausuyama Kofun
Templo Yaguinomiya
Ruínas de Tatetsuki (Cidade de Kurashiki)
Festival Okayama Tarō
Província de Kagawa – Cidade de Takamatsu
Templo Tamura (Cidade de Takamatsu)
Templo Momotarō (Takamatsu)
Megijima (Onigashima)
Kinashi
Província de Aichi – Cidade de Inuyama
Templo Momotarō (Cidade de Inuyama)
Província de Nara – Distrito Shiki, Cidade de Tawaramoto
Templo Ioto (Templo Kōrei)
Templo Hōrakuji (Cidade de Tawaramoto)
Rio Hasegawa
Kurodano Ihotonomiya (Suposto palácio do Imperador Kōrei)

quinta-feira, 28 de julho de 2016

28 de Julho de 1929 - Nascimento de Jacqueline Kennedy Onassis


Jacqueline Lee "Jackie" Bouvier Kennedy Onassis (Southampton, 28 de julho de 1929 — Manhattan, 19 de maio de 1994)[1] foi a esposa do 35.º presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy e, portanto, foi primeira-dama dos Estados Unidos de 1961 a 1963, quando ele foi assassinado. Cinco anos depois, casou-se com o magnata grego Aristóteles Onassis; continuaram casados até à morte deste. Nas últimas duas décadas de sua vida, Jacqueline Kennedy Onassis teve uma carreira de sucesso como editora de livros. É lembrada por suas contribuições para a arte e preservação da arquitetura histórica, seu estilo, elegância, e graça. Um ícone da moda, seu famoso terno rosa da Chanel tornou-se um símbolo do assassinato de seu marido e uma das últimas imagens da década de 1960.

Vida familiar, família e educação

Jacqueline Lee Bouvier nasceu no condado de Suffolk, na ilha de Long Island, litoral do estado de Nova Iorque. Era a filha mais velha de John Vernou Bouvier III (1891–1957), um corretor da Wall Street, e de Janet Norton Lee Bouvier Auchincloss Morris (1907–1989). Jacqueline tinha ascendência irlandesa, escocesa e inglesa; sua ascendência francesa era distante, sendo seu último ancestral francês Michel Bouvier, um marceneiro baseado em Filadélfia que havia sido seu trisavô. Em Washington, DC, ela foi educada por pouco tempo em Holton-Arms School, uma escola preparatória e particular para meninas (ela mudou-se para Bethesda, Maryland, posteriormente). Em 1933 nasceu sua irmã Caroline Lee.

Seu pai, apelidado de Black Jack, era um corretor de ações na Bolsa com fama de playboy, cujos casos extraconjugais com várias mulheres causaram o divórcio entre ele e Janet quando Jackie ainda era uma menina. Black Jack permaneceu um homem divorciado, enquanto que Janet desposou, em 1942, Hugh D. Auchincloss, filho de Emma Jennings, filha do fundador da Standard Oil. Hugh era o rico herdeiro de uma companhia de produção, transporte, refino e venda de petróleo. Em 1979 Janet casou-se pela terceira vez com Bingham Morris.

Em sua infância aristocrática, Jacqueline tornou-se uma praticante de hipismo e desenvolveu grande entusiasmo por cavalos e competições. Essa paixão a acompanharia por toda sua vida, ganhando troféus e medalhas. Na fazenda Hammersmith, que pertencia ao seu padrasto, ela pôde apreciar melhor a equitação. Ela amava ler, pintar, escrever poemas e tinha uma relação bem mais fácil com seu pai do que com sua mãe.

Jackie teve educação excelente, iniciou seu ensino fundamental e médio na exclusiva The Chapin School (Manhattan, Nova York), e em Miss Porter's School (Farmington, Connecticut). Em Vassar College (Poughkeepsie), começou sua educação acadêmica e foi nomeada "debutante do ano" entre 1947 e 1948. No final da década de 40 realizou uma viagem de intercâmbio para Sorbonne, em Paris. Anos mais tarde, Jackie lembraria essa época como a mais feliz de sua vida. Quando retornou, decidiu não voltar a Vassar e transferiu-se para a Universidade George Washington, em Washington DC, onde fez graduação em Literatura francesa.

Em 1951 Jacqueline conseguiu seu primeiro emprego, trabalhando para o jornal Washington Times-Herald. Seu trabalho consistia em interrogar pessoas a respeito de temas polêmicos e escrever uma coluna. As perguntas e divertidas respostas então apareciam ao lado da fotografia dos entrevistados no jornal. Uma das matérias de Jacqueline para essa tarefa foi um jovem senador de Massachusetts: John F. Kennedy.


Casamento com Kennedy

Jacqueline estava comprometida com John Husted em dezembro de 1951. Entretanto, o relacionamento acabou em março de 1952 com um conselho da mãe de Jackie, que acreditava que Husted não era rico o bastante.

Em 10 de maio de 1952, Jacqueline conheceu o senador John F. Kennedy numa festa em Washington, realizada por um casal amigo de ambos: Martha e Charles Bartlett. John e Jackie só se reencontrariam nove meses depois em outra festa realizada pelos Bartlett. Kennedy convidou Jackie para saírem no fim de semana e foram a um parque de diversões em Georgetown. Depois de se reencontrarem, eles começaram um namoro, que terminou em noivado pouco tempo depois.

O anúncio do noivado do casal não agradou todos os membros da família Bouvier. De acordo com um artigo do Time Magazine, "[Jacqueline] me telefonou para contar a notícia" - explicou a irmã Black Jack, Maude Bouvier Davis - "mas ela disse, 'Você não pode dizer nada sobre isso porque o Saturday Evening Post vai trazer um artigo sobre Jack chamado "O Jovem Solteirão do Senado", e isso estragaria tudo".

Jacqueline Bouvier e John F. Kennedy casaram-se em 12 de setembro de 1953 em Newport (Rhode Island). Os vestidos da noiva e das damas-de-honra foram feitos por Ann Lowe, e a cerimônia, com duas mil pessoas, ocorreu na fazenda Hammersmith. Depois do casamento, eles retornaram a Washington DC. No entanto, John realizou duas operações para acabar com a dor nas costas proveniente de um machucado nos tempos de guerra. Com a recuperação da cirurgia, Jackie encorajou Kennedy a escrever Profiles in Courage, um livro que descreve os atos de bravura e de integridade por oito senadores dos Estados Unidos durante toda a história do Senado. A obra recebeu o prêmio Pulitzer por biografia em 1957.

Filhos

Depois de um aborto acidental em 1955, eles tiveram quatro filhos juntos: Arabella Kennedy (natimorta, 1956), Caroline Bouvier Kennedy (1957), John Fitzgerald Kennedy Jr (1960-1999) e Patrick Bouvier Kennedy (7 de agosto - 9 de agosto de 1963).

O casamento tinha seus problemas, resultantes dos casos amorosos de John F. Kennedy e de seus problemas de debilitação de saúde, os quais foram escondidos do público. Jacqueline passava muito tempo no começo de seu casamento redecorando a casa e comprando roupas. Eles passaram os primeiros anos de casamento numa residência no centro de Georgetown, Washington, mais especificamente na N Street.

A família Kennedy em 1962.

Jacqueline era muito amiga de seu sogro, Joseph P. Kennedy, e de seu cunhado, Robert "Bob" Kennedy. Contudo, ela não era uma mulher competitiva e esportista e definitivamente não pertencia à natureza abrasiva do clã dos Kennedy. Quieta e reservada, Jacqueline foi apelidada de "the deb" por suas cunhadas e sempre permaneceu relutante ao ser convidada para os tradicionais jogos da família. Uma vez, quebrou sua perna num jogo de basebol.


Primeira-dama dos Estados Unidos

Em janeiro de 1960 o senador John F. Kennedy anunciou sua candidatura à presidência dos Estados Unidos e começou a trabalhar longas horas e a viajar por todo o país. Poucas semanas antes da campanha de seu marido, Jacqueline soube que estava grávida, e os médicos a instruíram a ficar em casa. Mesmo assim, ela ajudou seu marido respondendo centenas de cartas de campanha, fazendo comerciais de televisão, dando entrevistas e escrevendo uma coluna semanal num jornal, Campaign Wife, distribuída em todo o país. Na eleição geral em 8 de novembro de 1960, John Kennedy minuciosamente venceu o republicano Richard Nixon e tornou-se o 35° Presidente dos Estados Unidos em 1961. Jackie tornou-se uma das mais jovens primeiras-damas da história. Ela teve um papel bastante ativo na campanha.

Como primeira-dama, ela foi forçada a entrar no foco público com tudo em sua vida sob esquadrinhamento. Jacqueline sabia que seus filhos estariam no olho público, contudo ela estava determinada a protegê-los da imprensa e a dá-los uma infância normal. Permitiu que poucas fotografias deles fossem tiradas, mas, enquanto estava fora, o presidente Kennedy deixava o fotógrafo da Casa Branca Cecil Stoughton tirar.

Devido à sua ascendência francesa, Jackie Kennedy sempre sentiu um laço entre ela e a França, reforçado pelo fato de ter estudado lá. Esse amor logo seria refletido em muitos aspectos de sua vida, como nos menus que ela preparava para os jantares de estado na Casa Branca e o bom gosto ao se vestir.

Jacqueline convidava artistas, escritores, cientistas, poetas e músicos para se mesclarem aos políticos, diplomatas e estadistas. Ela falava fluentemente francês, espanhol e italiano e tinha uma forte preferência por roupas francesas, que eram caras, mas temia que pensassem que fosse desleal a designers de moda norte-americana. Para seu "guarda-roupa de estado", Jackie escolhia o designer de Hollywood Oleg Cassini. Durante seus dias como primeira-dama, ela tornou-se um ícone da moda domestica e internacionalmente. Quando os Kennedy visitaram a França, ela impressionou Charles de Gaulle e o público com seu francês. Na conclusão da visita, a revista Time ficou encantada com a primeira-dama e escreveu: "Havia também aquele companheiro que veio com ela". Até mesmo o presidente John Kennedy brincou: "Eu sou o homem que acompanhou Jacqueline Kennedy a Paris - eu gostei muito!". Quando o presidente da União Soviética Nikita Khrushchov foi solicitado para apertar a mão do presidente dos Estados Unidos, o líder comunista disse: "Eu gostaria de apertar a mão dela primeiro".

Jacqueline Kennedy, na Casa Branca, em 1962.

Restauração da Casa Branca

O principal projeto de Jacqueline Kennedy foi a restauração da Casa Branca. Com a ajuda da decoradora Sister Parish, Jacqueline transformou os quartos destinados à família presidencial em quartos agradáveis e convenientes para vida em família e construiu uma cozinha e quartos para suas crianças. Ela estabeleceu um Comitê de Artes para supervisionar e financiar o processo de restauração e contratou o especialista em móveis norte-americano Henry du Pont e o designer de interiores francês Stephane Boudin para aconselhar o processo. Jackie criou um projeto de lei, aprovado pelo Congresso, que estabelecia que as mobílias da Casa Branca seriam propriedade da Instituição Smithsonian, para acabar com as reivindicações dos móveis de ex-presidentes. Ela escreveu pessoalmente cartas para pessoas que possuíam peças históricas, pedindo para que fossem doadas à Casa Branca. Em 14 de fevereiro de 1962, a Sra. Kennedy apresentou os resultados de seu trabalho à televisão norte-americana em um tour pela Casa Branca com o jornalista Charles Collingwood da CBS.
Tour na Índia e no Paquistão

Com a solicitação do embaixador norte-americano da Índia, John Kenneth Galbraith, a sra. Kennedy incumbiu-se de realizar uma viagem à Índia e ao Paquistão, levando sua irmã Caroline Lee Radziwill. Novamente Jacqueline mostrou que sabia ser uma primeira-dama competente não apenas pelo encanto de seu guarda-roupa mas também pelo seu intelecto. Em Lahore, o presidente Ayub Khan presenteou Jacqueline Kennedy com um cavalo, Sardar.


Elegância

A sra. Kennedy planejou numerosos eventos sociais que trouxeram o casal presidencial ao foco cultural da Nação. A apreciação pela arte, pela música e pela cultura marcou uma nova etapa na história norte-americana. A destreza de Jackie em entretenimento deu aos eventos da Casa Branca a reputação de serem mágicos. Por exemplo, ela orquestrou um jantar em Mount Vernon em honra ao presidente Ayub Khan, a quem o presidente Kennedy queria homenagear por seu papel na ajuda aos Estados Unidos numa recente crise. Ela baniu mesas longas no salão de jantar e proporcionou oito grandes mesas redondas. Jackie também é lembrada como uma boa companhia.

Inúmeras vezes foi vestida pela estilista venezuelana Carolina Herrera.

O assassinato de Kennedy

Depois da morte de Patrick Kennedy em agosto de 1963, Jackie manteve um comportamento discreto na Casa Branca. O presidente sugeriu que ela visitasse sua irmã na Europa como uma maneira de recuperar-se da morte de seu filho. Jackie passou considerável tempo relaxando na região do Mediterrâneo durante o outono. Ela e sua irmã foram convidadas para um cruzeiro no iate do magnata Aristóteles Onassis durante este período. Ela fez sua primeira aparição oficial em novembro, quando John Kennedy pediu que ela o acompanhasse ao Texas, com a finalidade de ajudá-lo a apaziguar os ânimos. No dia 22 de novembro de 1963, em Dallas, Jackie estava sentada ao lado de Kennedy na limousine quando ele foi alvejado e morto. O grande senso de história de Jacqueline veio a tona. Com força e altivez ela organizou cada detalhe do funeral do marido, o enterro no Cemitério Nacional de Arlington, e a flama eterna que ela acendeu no túmulo de seu finado marido. O tablóide britânico Evening Standard escreveu: "Jacqueline Kennedy deu ao povo americano uma coisa da qual eles sempre careceram: majestade."

Foi forçada a ficar longe do olhar público. Ela foi poupada da experiência penosa de aparecer no julgamento de Lee Harvey Oswald, que morreu em 24 de novembro de 1963 nas mãos de Jack Ruby, um dono de boate que matou Oswald enquanto o assassino estava em custódia da polícia. Jacqueline fez uma breve aparição em Washington em honra do agente de Serviço Secreto, Clint Hill, que bravamente pulou na limusine em Dallas para proteger a primeira-dama e o presidente.

Vida de viúva

Uma semana depois do assassinato de Kennedy, ela foi entrevistada por Theodore White da revista Life. Naquela entrevista, Jacqueline comparou os anos de John Kennedy na Casa Branca com o mítico Camelot do Rei Artur. "Agora ele é uma lenda, enquanto que ele queria ser um homem" - disse Jackie para White. Também salientou que John havia adorado o show musical dos Lerner and Loewe, que estava estreando na Broadway.

A coragem de Jacqueline Kennedy perante o assassinato e o funeral do marido trouxe admiração de muitos em todo o mundo, e muitos norte-americanos lembram-se de sua coragem e dignidade naqueles quatro dias de novembro de 1963. Jacqueline e seus dois filhos continuaram na Casa Branca ainda por duas semanas, preparando-se para a mudança. Depois de viverem em Georgetown, Washington por algum tempo, Jackie decidiu comprar um apartamento luxuoso de 15 cômodos na Fifth Avenue em Nova York, com a esperança de ter mais privacidade. Durante esse tempo, sua filha Caroline contou aos seus professores de escola que sua mãe chorava com freqüência.

Jacqueline perpetuou a memória do marido visitando seu túmulo em datas significativas e comparecendo a dedicações memoriais, como ao batizado do porta-avião da Marinha USS John F. Kennedy, em Virgínia (1967) e a um serviço memorial em Hyannis, Massachusetts. Em maio de 1965, Jacqueline Kennedy e a Rainha Elizabeth II dedicaram-se ao serviço memorial oficial do presidente Kennedy, ocorrido em Runnymede, Inglaterra.

Os planos para o estabelecimento da Biblioteca John F. Kennedy, onde ficariam guardados os papéis oficiais da administração Kennedy, foram supervisionados por ela. O plano original era construir a biblioteca de Cambridge próxima da Universidade de Harvard, mas por várias razões esse plano se tornou problemático. A biblioteca, projetada por Ieoh Ming Pei, possui um museu e foi dedicada em Boston em 1979 pelo presidente Jimmy Carter, dezesseis anos depois do assassinato de Kennedy. Os governos de muitas nações doaram dinheiro para erguer a biblioteca.


Casamento com Onassis

Em 20 de outubro de 1968, Jacqueline Kennedy casou-se com Aristóteles Onassis, um magnata grego, em Skorpios, Grécia. Quatro meses e meio antes, seu cunhado, o senador Bob Kennedy, fora assassinado em Los Angeles. Naquele momento, Jacqueline acreditava que ela e seus filhos haviam se tornado "alvos" e que deveriam deixar os Estados Unidos. O casamento com Onassis parecia fazer sentido: ele tinha dinheiro e poder para garantir a proteção que ela quisesse, enquanto que ela tinha o status social que ele almejava. Aristóteles Onassis havia terminado seu romance com a diva da ópera Maria Callas para desposar Jackie, que desistiu da proteção que, como viúva de um presidente, recebia do Serviço Secreto.

Por um tempo, o casamento arranhou a reputação de Jackie, pois para muitos ela abandonara a imagem de "eterna viúva presidencial". Entretanto, outros entenderam este casamento como o símbolo da "mulher norte-americana moderna", que lutava por seus interesses financeiros e por proteger sua família. O casamento inicialmente pareceu ser bem-sucedido, mas o estresse logo se tornou aparente. O casal raramente passava tempo junto. Embora Onassis tenha tido uma boa relação com seus enteados Caroline e John, Jr. (o filho de Aristóteles, Alexander, incentivou John a pilotar aviões; ironicamente, ambos morreram em acidentes aéreos), porém Jacqueline não se dava com sua enteada Christina Onassis, que passava a maior parte de seu tempo viajando e fazendo compras.

Onassis estava planejando se divorciar de Jacqueline quando morreu em 15 de março de 1975; Jacqueline estava com seus filhos em Nova York. Sua herança havia sido substancialmente diminuída por causa de um acordo pré-nupcial e por uma legislação que Onassis fez o governo grego aprovar, a qual limitava a fortuna que uma esposa não-grega e sobrevivente poderia herdar. Jacqueline entretanto negociou com Christina que acabou concordando em dar a Jackie algo em torno de 26 milhões de dólares, em troca de que ela abrisse mão de qualquer reivindicação do Império Onassis.


Invasão de privacidade

Quando um paparazzo fotografou Jackie Onassis nua numa ilha grega, Larry Flynt da revista Hustler comprou as fotos e as publicou em agosto de 1975, provocando um embaraço para Jackie e para a família Kennedy e um total entretenimento para Rose Elizabeth Fitzgerald Kennedy, a mãe de John Kennedy. As fotos eram um tanto obscuras, mas mostravam claramente os seios, as nádegas e os pêlos púbicos de Jackie. A descrição do pêlo púbico foi chocante. A partir dali, a mídia informalmente a chamaria de Jackie O. A mídia americana vem chamando a atual primeira dama Michele Obama de "Michele O" em referência às semelhanças de elegância e bom gosto que esta última possui em comum com Jacqueline.

Túmulo de Jacqueline Bouvier Kennedy Onassis no Cemitério Nacional de Arlington, ao lado da tumba do presidente John F. Kennedy.

Anos finais e morte

Com a morte de Onassis em 1975, Jacqueline ficou viúva pela segunda vez e, com o amadurecimento de seus filhos, Jackie pôde voltar a trabalhar e aceitou um emprego como editora na casa editora Doubleday, porque sempre havia gostado de literatura e de escrever. No fim dos anos 70 até seus últimos momentos, o industrial e mercador de diamantes Maurice Tempelsman, um belga que vivia separado de sua esposa, foi seu companheiro. Ela normalmente corria e fazia ginástica perto do Central Park. Em janeiro de 1994, Jacqueline foi diagnosticada com câncer linfático. Seu diagnóstico veio ao público em fevereiro. A família estava inicialmente otimista, e Jackie parou de fumar com a insistência de sua filha, mas continuou a trabalhar. Em abril de 1994, o câncer avançou, e ela saiu do hospital Cornell e foi para sua casa em 18 de maio do mesmo ano. Muitos simpatizantes, turistas e repórteres ficaram na rua de seu apartamento na 1040 Fifth Avenue, e ela morreu durante seu sono às 10:15 da manhã numa quinta-feira, em 19 de maio, aos 64 anos.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Raças de Gato: Sphynx


Esta é uma raça de gato que tem uma aparência bem diferente do que as pessoas estão acostumadas a ver. Com um visual “pelado”, o Sphynx também se destaca pelo temperamento amável. Conhecida ainda como Pelado Canadense, a raça Sphynx é reconhecida internacionalmente desde 1998.

História da raça Sphynx

No ano de 1966, uma gata deu a luz em uma propriedade rural em Ontário no Canadá, a uma ninhada, onde um dos filhotes nasceu totalmente sem pelos. Na ninhada seguinte voltou a acontecer o mesmo. A partir daí, estes gatos deram origem a uma nova raça que começaram a ser conhecidos como Moon Cats, em seguida como Canadian naked (pelados canadenses) e finalmente como Sphynx, o nome que é adotado internacionalmente hoje em dia. Muitas criações por todo o mundo começaram então a desenvolver a nova raça para fixar os caracteres e foram realizados cruzamentos sucessivos com outras raças como o Cornish-Rex e o American Shorthair.

Em 1970, a Cat Fanciers’ Association (CFA) concedeu o registro provisório ao Sphynx, mas no ano seguinte esse reconhecimento foi retirado devido a problemas de saúde e dificuldades na criação. A essa altura acreditava-se que o gene associado à falta de pelo era letal, no entanto essa linha de Sphynx acabou por desaparecer.

O Sphynx, tal qual conhecemos hoje em dia, foi desenvolvido a partir de 1975 quando os agricultores Milt e Ethelyn Pearson descobriram um gatinho sem pelos numa ninhada da sua gata, que tinha uma pelagem absolutamente normal. Este gatinho, acasalou com outro exemplar sem pelos, e foram vendidos a uma criadora do Oregon, Kim Mueske, que utilizou-se desses dois exemplares para criar a nova raça.

Em Fevereiro de 1998, o registo do Sphynx foi aceito pela CFA, o que impulsionou consideravelmente a criação da raça. Em 2000, 120 gatos da raça Sphynx estavam inscritos na associação, o que lhe garantia o 33º lugar entre 40 raças reconhecidas oficialmente.

Descrição e aparência da raça Sphynx

O gato Sphynx se destaca por ser muito afetuoso, gostar de ser mimado e por preferir permanecer sempre na presença do dono. O Sphynx é um gato ativo, afetuoso, bastante apegado ao dono. É uma raça leal e, sem dúvida muito inteligente. Os gatos da raça Sphynx são sociáveis, dóceis, capazes de brincar sem demonstrarem nenhum traço de agressividade.

O Sphynx é um gato que desperta curiosidade por onde quer que passe. A aparência esguia e as rugas ao longo do corpo, são características marcantes da raça Sphynx, assim como os olhos e orelhas grandes.


Temperamento da raça Sphynx

O Sphynx é um gato muito afetuoso e pode até mesmo ser considerado ciumento e possessivo, muito apegado ao seu dono. É um gato de temperamento vivaz, sociável, muito inteligente, enérgico, brincalhão, nunca agressivo e adora ser mimado. Quando o dono chega em casa procura imediatamente a sua companhia e recebe-o com demonstrações de carinho e muita brincadeira.

O comportamento do Sphynx é admirável, chegando ao ponto de eleger um dono ao qual se dedicará até o fim de suas vida. A ausência de bigodes, o torna muito desajeitado, às vezes não consegue subir em lugares altos, se desequilibrando facilmente. De acordo com o standard francês, o Sphynx é macaco, cão, criança e gato misturados. Ou seja, gostam de acrobacias, são leais e seguem os humanos para todo o lado, de cauda levantada e felizes da vida. Estão sempre requisitando a atenção dos donos.

Fonte: Blog do Gato

terça-feira, 26 de julho de 2016

O que possuímos


É interessante notar como desejamos, no mundo, tantas coisas, que nos parecem imprescindíveis.
Quantas vezes, em meio às tarefas que nos cabem, na oficina de trabalho, não desejamos um emprego melhor?
Pois é. Gostaríamos de um melhor ambiente, um chefe menos rigoroso, uma carga horária menor, um salário maior.
No entanto, centenas de pessoas anseiam somente por ter um emprego. Qualquer que fosse. Um salário mínimo, ao menos, para saírem da penúria total.
Quantas vezes reclamamos dos pratos servidos no almoço e no jantar? Sempre a mesma coisa. Parece que a cozinheira está desprovida de ideias ou anda com preguiça.
Entretanto, enquanto almejamos pratos mais sofisticados e variados, milhares, no mundo todo, desejam apenas um prato de comida.
Olhamo-nos ao espelho e reclamamos da cor dos olhos. Como seria bom se tivéssemos olhos claros. Ou escuros. Mais esverdeados.
Contudo, inúmeras criaturas aguardam simplesmente a oportunidade de enxergar. Anseiam por uma córnea, uma cirurgia que os libere da cegueira em que se encontram.
Encantamo-nos com as vozes do cantor, do locutor e desejaríamos ter uma voz bonita, cristalina. Ou encorpada, máscula.
Ao nosso lado, porém, caminham muitos que desejariam apenas ter a ventura de falar, em qualquer tom.
Pensamos, olhando nossos pais, que seria muito bom se eles fossem mais esclarecidos, tivessem diplomas universitários.
Tivessem, enfim, uma visão mais ampla do mundo.
Seria tão bom! Mas, em nosso mesmo bairro, existem dezenas de pessoas que almejariam simplesmente ter pais.
Fossem eles iletrados, analfabetos, pobres de entendimento. Mas que estivessem ao seu lado para amá-los.
Reclamamos da rua barulhenta em que se situa a nossa casa, do cachorro do vizinho que late toda noite, perturbando-nos o sono.
Desejaríamos silêncio. Um bairro tranquilo, cães disciplinados, ruas sem trânsito. Muito silêncio para nossa leitura, nosso descanso, nosso lazer.
Nem nos damos conta de que centenas de criaturas almejam ardentemente, simplesmente ouvir. O que quer que seja. O ruído do trânsito, o apito das fábricas, a gritaria da criançada.
Qualquer coisa, contanto que pudessem ouvir.
Olhamos, com olhos de desejo, as vitrinas abarrotadas de sapatos lindos. Modelos recém-chegados. Lançamentos.
Gostaríamos tanto que nosso orçamento nos permitisse comprar um novo par. Afinal, os nossos andam um pouco gastos e fora de moda.
Enquanto olhamos para nossos pés, desejando novos sapatos, muitos contemplam os próprios membros inferiores, desejando apenas ter pés.
Pensamos num carro novo, mais confortável. Um carro com porta-malas maior, que caiba mais coisas.
Enquanto isso, bem próximo de nós, muitos apenas sonham com a possibilidade de se locomoverem de um lado a outro com as próprias pernas.
 
* * *

É justo sonhar. É bom desejar melhorar o padrão de vida. Isso faz parte do progresso do ser humano.
Entretanto, que esses anseios não se constituam em nossa infelicidade. Não esqueçamos de dar o devido valor ao que temos.
Valorizemos a possibilidade de andar, ouvir, enxergar, de nos locomover de um a outro lado, por nossa própria conta.
Sejamos gratos pela nossa família, pequena ou grande. Ilustrada ou não.
Agradeçamos, enfim, a Deus, pelo dom da vida. Por estar na Terra, abençoada escola.

Redação do Momento Espírita.
Em 7.6.2016.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Lendas japonesas: A história de Kintarō, o Garoto Dourado superhumano.


O jovem Kintarō lutando contra uma carpa gigante, 
em uma ilustração feita por Yoshitoshi.

Kintarō (金太郎, geralmente traduzido como "Menino Dourado" ou "Menino de Ouro") é um herói do folclore japonês. Menino dotado de uma força prodigiosa, crê-se que ele foi criado por uma feiticeira do Monte Ashigara. Kintaro tinha uma especial empatia com os animais da montanha, e mais tarde, depois de derrotar o demónio da floresta Shuten Dōji, na região do Monte Ōe, juntou-se às forças do Príncipe Minamoto-No-Yorimitsu, sob o novo nome de 'Sakata Kintoke (坂田公時). É uma figura muito popular nos drama de Noh e Kabuki, e é um costume por um boneco de Kintaro no dia das crianças para que elas sejam fortes e corajosas como o tal.

Kintaro terá a sua origem, provavelmente na pessoa de um homem real chamado Sakata Kintoki, que viveu no periodo Heian e provavelmente veio de uma cidade que hoje é a atual Minami-Ashigara, o qual serviu Minamoto-No-Yorimitsu e se tornou conhecido pelas suas proezas como guerreiro.

Lenda:

Há várias histórias sobre a infância de Kintaro. Numa delas, ele foi criado por sua mãe, a princesa Yaegiri, filha de um homem rico chamado Shiman-Chōja, na aldeia de Jizodo, perto do Monte Ashigara. Numa outra, sua mãe deu à luz onde é hoje a actual Sakata, de onde ela fora forçada a fugir devido à luta opondo o marido a seu tio. Então, ela finalmente se estabeleceu na floresta do Monte Ashigara para criar seu filho. A partir deste ponto a história se divide em duas versões, a mãe verdadeira de Kintaro o abandonou no mato ou ela morreu, e independente das duas versões ele foi encontrado pela feiticeira do monte e criado por ela. Outra versão diz que Kintaro foi criado por sua mãe, mas devido a aparência dela, foi apelidada de feiticeira do monte. Numa versão mais fantasiosa, a feiticeira do monte era a mãe verdadeira de Kintaro e ambos foram impregnados pelo trovão do Dragão Vermelho do Monte Ashigara.

Todas as lendas dizem que, apesar de ser uma criança, Kintaro era muito activo e incansável, gordo e corado, vestindo apenas um babador com o kanji para "ouro" (金) estampado. Seu único outro equipamento era uma machadinha. Como não havia outras crianças na floresta, Kintaro se afeiçoou aos animais do bosque. Era fenomenalmente forte, capas de quebrar rochedos e arrancar árvores enraizadas. Os seus amigos animais serviam como mensageiros e montaria, algumas lendas dizem que ele até aprendeu a falar com os animais. Várias outras histórias contam que Kintaro lutava com demónios da montanha (Yokai), vencia ursos e ajudava os lenhadores locais a derrubar árvores.

Já adulto, Kintaro trocou seu nome pelo de Sakata Kintoke. Foi pouco depois levado à presença de Minamoto-No-Yorimitsu, ao passar pela área ao redor do Monte Ooe. Impressionado com a enorme força de Kintarō, Minamoto o tomou como um membro de sua guarda pessoal e levou-o para Kyoto. Lá Kintoki estudou as Artes Marciais, eventualmente se tornando o chefe do Shiten'nō (四天王), reconhecido por sua força e habilidades marciais. Ele finalmente voltou para sua mãe e levou-a para Kyoto junto com ele.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Raças de Gato: Siamês


O Siamês é um gato oriental, desenvolvido inicialmente no sudoeste asiático, mais precisamente no antigo Sião (onde atualmente fica a Tailândia). É uma raça caracterizada por apresentar um corpo elegante e longilíneo e uma cabeça de formato marcadamente triangular.

História da raça Siamês

Acredita-se que a origem exata da raça seja o antigo Sião (atual Tailândia), onde eram tidos como o gato da realeza, e mantidos em templos sagrados. De lá foram levados a Inglaterra em 1884, de onde se espalharam para outras partes do mundo após adquirirem uma tremenda notoriedade. Em 2007, uma variação dos gatos siameses conhecida popularmente como old style ou traditional foi finalmente reconhecida pela Associação Internacional do Gato como uma nova raça, a de gatos Thai. Os gatos siameses compartilham com essa raça a coloração âmbar e castanha, além dos olhos azuis, mas se distinguem genética e morfologicamente com várias diferenças que os tornam híbridos individuais.

Descrição e aparência da raça Siamês

Uma característica marcante na raça Siamês é a sua cor branca. As características mais marcantes são as zonas de coloração mais escura, que cobrem a máscara, orelhas, pernas, patas e cauda. Essas zonas, também chamadas de “pontas”, “marcações”, “marcas” ou “sinais”, são identificadas com o termo inglês adotado universalmente: points ou colourpoints. A cor do point contrasta com a do resto do corpo que é branco ou sombreado.

Talvez o mais antigo dos gatos, o Siamês apresenta tamanho médio, é esbelto, refinado, elegante, magro mas musculoso. Os exemplares machos da raça de gato Siamês são proporcionalmente maiores do que as fêmeas. O Siamês é um gato gracioso, uma distinta combinação de ossos finos e músculos. É resistente, tem excelente condição física e não é gordo. Os olhos da raça Siamês são amendoados, de tamanho médio. A pelagem é curta e sedosa, muito macia e predominantemente branca.


Temperamento da raça Siamês

O gato Siamês é, sem dúvida, muito inteligente, curioso e de natureza amável. A elegância do corpo e a graça dos movimentos conquistaram para o siamês o título de “príncipe dos gatos” (por Fernand Méry), mas é o miado forte e a personalidade incomum que realmente o distinguem. Em relação ao dono, ele se comporta mais como um cão do que como um gato – pode passear atado numa coleira e chega a exibir o comportamento típico de “ir buscar”. É fiel, ciumento e gosta muito de ser acariciado, especialmente na zona do pescoço. Como todo gato, o Siamês, às vezes, age de modo estranho, num instante é capaz de passar da maior frieza às mais vibrantes expressões de afeto.

A fêmea desta raça requer cuidados especiais. No cio, ela fica quase histérica e durante todo o período, emitem miados e uivos pouco graciosos, que se assemelham aos de uma criança recém-nascida. a fêmea no cio pode rolar pelo chão, gemendo, ou correr pela casa, rasgando e arranhando tudo o que encontrar pela frente. É recomendável que a fêmea da raça Siamês acasale o mais cedo possível. Assim como outras raças de gatos, os filhotes nascem brancos e vão mudando de cor à medida que crescem. São muito brincalhões, preguiçosos e carinhosos.

Fonte: Blog do Gato