terça-feira, 31 de maio de 2016

Raças de Gato: Chartreux


O Chartreux é uma raça francesa de médio porte e pelagem curta. A raça lembra o British Shorthair, por apresentar a mesma cor azul acinzentada da pelagem, característica de ambas as raças. O gato Chartreux, é conhecido por ser um gato silencioso e discreto, menos falador que a maioria dos felinos, mas muito ronronante, sendo que raras vezes se ouve miar. Conhecido pelo seu sorriso enternecedor, demonstra simpatia e docilidade com seus familiares.

Descrição e aparência da raça Chartreux

Com um corpo forte, robusto e porém musculoso, o Chartreux é um gato extraordinário. Apresenta uma cabeça grande e arredondada mas não esférica. O maxilar é forte, as bochechas são cheias, sendo que os machos adultos têm bochechas maiores. A testa alta, macia mas não abaulada. O nariz se apresenta em linha reta com tamanho e largura médios, com um ligeiro stop ao nível dos olhos. O focinho é pequeno se comparado à cabeça, estreito e afilado com ligeiras almofadas. Demonstra uma expressão doce e sorridente. O pelo da raça é de curto à médio, de textura ligeiramente lanosa e com uma cor uniforme desde a raiz. É um pelo fofo, muito macio. A cor é cinza azulada e pode variar entre cinzento mais claro ou mais escuro, apresentando-se uniforme desde a raiz. O brilho do pelo é percebido através das pontas prateadas.

Temperamento da raça Chartreux

Bastante calmo e extremamente tolerante, é bastante dedicado e apegado à sua família, demonstrando um enorme carinho e simpatia. É também sociável, simpático e adapta-se rapidamente às mudanças. O Chartreux é um gato que necessita de muito espaço para se exercitar, pois adora correr pela casa sempre na brincadeira com o seu dono ou com um simples brinquedo. Para ele, um pouco de exercício frenético a um ritmo alucinante, pelo menos uma vez por dia é mais do que suficiente para se sentir o gato mais feliz e alegre do mundo. Adora naturalmente, chamar a atenção e ser acariciado mas não gosta de se sentir preso.

O Chartreux é um gato dócil, afetuoso, amável, brincalhão, com uma forte personalidade e muito independente. Com o seu olhar doce e pelo lanoso, cativa qualquer um logo no primeiro instante. É conhecido por apresentar algumas qualidades típicas de um cão, seguindo o seu dono para onde quer que ele vá e acompanhando-o nos momentos mais alegres e nos mais tristes, também. Demonstra, assim a sua enorme devoção e carinho, podendo ressentir-se bastante numa ausência prolongada do dono.

É considerado um amigo fiel e um ótimo guardião. Apesar da sua aparência calma é dotado de uma extrema inteligência e não dispensa uma bela caçada.
É muito silencioso e sensível, pois não gosta de demonstrar os seus sentimentos, e raras vezes se ouve miar. É o gato menos falador de todas as raças, mas em contrapartida, contempla-nos com os seus eternos e constantes ronronares. Demonstra grande afetividade pelo seu dono, manifestando a sua felicidade e alegria.
No entanto, é importante que seus donos estejam sempre atentos, pois é um gato que prefere sofrer em silêncio.

Os gatos da raça Chartreux são bastante tolerantes e sociáveis, mas preferem viver num ambiente calmo. Não gostam de ruídos estranhos e barulhos altos, e não toleram discussões muito menos gritos, o que pode facilmente assustá-los. É um gato que necessita de muito espaço para se exercitar, pois adora correr pela casa sempre na brincadeira com o seu dono ou com um simples brinquedo. Para ele, um pouco de exercício pelo menos uma vez por dia é mais do que suficiente para se sentir o gato mais feliz e alegre do mundo. Adora naturalmente, chamar a atenção e ser acariciado, mas não gosta de se sentir preso.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Relógio felino: orientação sem hora marcada


A complexidade da linguagem humana nos permite uma gama igualmente complexa de pensamentos, inclusive os mais abstratos. Podemos categorizar informações e agrupá-las seguindo critérios que nos fazem sentido, podemos planejar nosso futuro, por exemplo, na quinta-feira às 14h00.
Sem uma linguagem sintática como a nossa, os animais têm seu pensamento muito mais preso ao concreto, ao imediato. Então, um gato é capaz de planejar meticulosamente a captura de um rato, mas, para ele, não faz muito sentido planejar o que fará no próximo mês, ou ter a consciência de que está estressado e planejar tirar férias no meio do ano. Então, como o gato marca a passagem do tempo? O tempo faz sentido para um gato?

Relógios biológicos

Os gatos, como todos os outros animais, inclusive os seres humanos, possuem relógios internos que acompanham a passagem do dia e das estações, que influenciam muitos comportamentos.
As alterações diárias de luz estão relacionadas com a rotação da terra em seu próprio eixo, produzindo os períodos do dia e da noite. Elas influenciam comportamentos como os períodos de sono e vigília, regulação térmica, produção de hormônios e os processos digestivos.
A genética de cada espécie animal determina de que forma elas serão afetadas. Os gatos sempre serão animais noturnos, sempre serão mais ativos durante a noite e vão preferir se alimentar ao entardecer e ao amanhecer. É muito provável encontrar um gato dormindo no meio da tarde. Ele não precisa olhar no relógio que está na parede para saber quando é hora de dormir ou de comer. Ele acerta seu relógio interno com as horas através da luz do dia.
As alterações sazonais da quantidade diária de luz estão relacionadas com o movimento anual da terra ao redor do sol, produzindo dias mais longos no verão e mais curtos no inverno. Quanto mais próximo estivermos das regiões polares, maior será a influência da sazonalidade no comportamento dos bichanos. As fêmeas felinas entram no cio principalmente na primavera e no verão, quando os dias são mais longos, bem como os machos têm uma maior produção de testosterona neste mesmo período. Aqui o relógio interno diz que é hora de procriar.

Aprendizado por associação

Uma forma de planejar o futuro é pensar em eventos que se repetem periodicamente, por exemplo, toda terça, uma vez por mês, ou todas as manhãs. Para que um gato possa perceber a repetição de um evento, tem que associá-lo a algum acontecimento ou situação que se repete junto com esse evento. Além disso, é necessário que o evento faça sentido para o gato, que seja do interesse dele.
O interesse de um gato por um evento depende das relações sociais que ele estabelece com seu dono, com as visitas e com outros animais.
Um macho não castrado que gosta de sair para encontrar ou brigar com outros gatos durante a noite estará desesperado para sair de casa quando anoitece, afinal, está na hora de encontrar os “amigos”. Um gato castrado pode não ter esse hábito e, embora ele também perceba o anoitecer, ele não tenta sair de casa.
Os eventos que ocorrem com periodicidade podem servir como dicas para o gato: saída para o trabalho, retorno à casa, cozinhar as refeições, ir à academia, à escola ou presença semanal de uma faxineira. Por exemplo, um gato pode perceber o final de semana porque seu dono não sai para o trabalho ou porque ele acorda muito cedo durante a semana e dorme até mais tarde no fim de semana.
Se o alimento do gato fica guardado no armário da cozinha, é bastante provável que o gato vá para este ambiente sempre que você toma o café da manhã ou prepara o jantar.
Se o gato não gosta das mudanças que o dia de faxina provoca na casa, você perceberá que neste dia ele “desaparece”. Fica entocado em um canto e não sai de lá. Por outro lado, se uma das funções da faxineira nesse dia for alimentar o gato, pode ser que ele comece a esperar por ela na porta.

Todas as manhãs das quartas-feiras faço o adestramento de dois cães em uma casa com sete gatos. Este é o único dia da semana no qual a proprietária não vai à faculdade pela manhã. Uma das gatas, que adora participar da aula, apenas neste dia, fica grudada nos cães. Sempre que chego, ela está ao lado deles e acompanha toda a aula.
Claro que este raciocínio não necessariamente é consciente por parte da gata; ela simplesmente se dá conta que estou para chegar e fica junto com os cães.
Perceber quando um gato se dá conta ou não da repetição de um evento no tempo não é uma tarefa muito fácil, pois, mesmo que ele perceba que um determinado evento ocorre em um determinado dia, se aquele evento não for do seu interesse, ele não mudará em nada seu comportamento.
Os outros seis gatos da casa não mudam seu comportamento no dia em que os cães são adestrados. Eles podem ou não ter percebido que estou para chegar naquele dia, mas, mesmo que tenham percebido, não alteraram seus hábitos em função disso.

Claudia Terzian é veterinária, faz parte da Cão Cidadão e ministra aulas de adestramento em Curitiba-PR.
www.caocidadao.com.br
cterzian@terra.com.br

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Você sabia que a partir dos 5 ou 7 anos seu pet já é idoso?


Com a idade, cães e gatos precisam de cuidados especiais, pois seus órgãos não funcionam como antes

Aos sete anos de idade gatos e cães de pequeno e médio porte já são considerados senis. Para as raças gigantes, a senilidade chega mais cedo, a partir dos cinco anos de vida. Assim como ocorre com a saúde dos humanos na terceira idade, cães e gatos idosos necessitam de cuidados especiais, pois seus órgãos não funcionam com a mesma eficiência da juventude. Segundo a Dra. Elaine Pessuto, médica veterinária e diretora do CETAC - Centro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia Veterinária, é nesta fase de vida que a realização de exames deve ser mais constante. “Os check-ups devem ser feitos em qualquer idade, porém, com o passar do tempo, a frequência deve ser alterada. Dessa forma conseguimos descobrir doenças crônicas precocemente e tratá-las a tempo”, revela a médica veterinária.
A regularidade depende da predisposição racial ou da existência de alguma doença, mas em caso de animais saudáveis, o recomendado é pelo menos a cada seis meses.
Cuidados com a nutrição, com o funcionamento do coração, do sistema hepático e renal devem ser encarados como uma necessidade neste período da vida do animal. “Com o passar do tempo, os nossos velhinhos vão adquirindo necessidades diferentes, seus órgãos vão envelhecendo e suas funções podem ficar deficientes. Muitos animais possuem problemas de coluna ou articulares, que doem mais no inverno, por exemplo. Assim, toda e qualquer mudança no comportamento ou mesmo na rotina dos animais deve ser comunicada ao veterinário. Ele será capaz de orientar quanto ao manejo ou até mesmo quanto ao tratamento de problemas crônicos”, alerta a Dra. Elaine Pessuto.
Embora benéficos para a saúde em qualquer idade, os exercícios devem sofrer alterações, principalmente em casos de animais com problemas ortopédicos. “Cães com problemas ósseos, articulares e cardíacos devem ter sua condição avaliada e sua disposição também. O cão não deve ser forçado ou exposto ao excesso”, ressalta.
Além dos exames e da rotina de exercícios, a alimentação é outro fator que merece atenção em pets senis. “É importante evitar fontes excessivas de gordura e proteína e lembrar sempre que cada indivíduo é único e, como tal, deve ser acompanhado, ou seja, existem dietas, tratamentos e manejo específicos para cada problema. Devemos buscar o envelhecimento saudável do nosso cão ou gato. Isso é mais uma prova de amor e cuidado”, finaliza a Dra. Elaine Pessuto.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Raças de Gato: Burmês – Burmese


Esta raça de gato é originária da Tailândia (antigo Sião) e de Burma (Myanmar), sudeste do continente asiático. O gato Burmese, ou Burmês não deve ser confundido com o Birmanês, conhecido popularmente como gato Sagrado da Birmânia (Sacred Cat of Burma). São na realidade, duas raças distintas.

História da raça Burmês

Os primeiros exemplares da raça Burmês foram levados para a América à partir de 1930, e com o passar do tempo houve uma distinção entre dois sub-grupos, os burmeses americanos e os britânicos. Apesar de que a maioria das entidades responsáveis pelos registros da raça não reconheçam dois grupos distintos, algumas entidades referem-se ao ao tipo britânico como Burmese Europeu. No início, os gatos burmeses eram exclusivamente de cor marrom escuro (sable ou zibelina), mas após anos de cruzamentos e aprimoramento genético, criaram uma enorme variedade de cores e padrões. As associações, no entanto, aplicam regras diferentes no que diz respeito a esses padrões, e quais exemplares podem ser considerados como burmeses.

A partir da década de 1950, países Europeus começaram a importar os gatos burmeses da Grã-Bretanha e como resultado, a maioria dos países basearam o padrão da raça no modelo britânico. Os gatos dessa raça são amplamente utilizados para o desenvolvimento de outras raças de gatos domésticos, como por exemplo o Bombay, o Tonkinese, entre outras.

Descrição e aparência da raça Burmês


Como consequência do desenvolvimento da raça separadamente na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, os burmeses europeus diferem dos americanos. Os exemplares britânicos tendem a ter uma aparência mais oriental, apresentando um rosto de formato mais triangular, enquanto os americanos tem aparência mais atarracada, apresentando um formato mais arredondado no rosto, na cabeça, nos olhos e nos pés, além de terem bochechas mais cheias, lembrando a aparência de um cão da raça Pug.

Diferenças a parte, o Burmês é uma raça de gato inteligente, de médio porte, com pelagem curta e sedosa. Os gatos adultos podem apresentar entre 4 e 6 kg, aproximadamente. De acordo com o standard da raça, os olhos do Burmese apresentam coloração em tom de amarelo ou ouro. A pelagem da raça é brilhante e sedosa. A coloração era originalmente marrom-escuro (sable ou zibelina), mas anos de cruzamentos seletivos produziram uma grande variedade de cores e padrões. As cores e padrões mais conhecidas e mais aceitas pela maioria das associações internacionais são, além do zibelina (sable), o Azul (cinza), chocolate (champagne), lilás (prateado), vermelho, creme, marrom casco de tartaruga (brown tortoiseshell), chocolate casco de tartaruga (chocolate tortoiseshell) , lilás casco de tartaruga (lilac tortoiseshell) e azul casco de tartaruga (blue tortoiseshell).

Temperamento da raça Burmês

É, sem dúvida, um gato muito sociável, dócil com humanos e gosta de permanecer na companhia do seu dono. O gato Burmês se adapta facilmente dentro de casa e a proximidade com a família o torna mais apegado e carinhoso. É um gato brincalhão, costuma se dar muito bem com crianças e cachorros. Não são tão independentes quanto outras raças de gatos, gostam e precisam da atenção da família e de seus donos. Não são, portanto, adequados para famílias que ficam muito tempo fora de casa pois não suportam longos períodos sem companhia humana.

São conhecidos por manter seu temperamento típico de filhote mesmo depois de adulto e demonstram muitas características que se assemelham as dos cães, pois são capazes de aprender truques, buscar bolinhas arremessadas pelos seus donos, etc. Assim como o Siamês, os burmeses são muito vocais, mas apresentam um miado mais doce e suave. O Burmês é considerado um gato capaz de manter um ótimo relacionamento com crianças e outros pets, como outros gatos e cães. Costumam gostar de viver em ambientes fechados e acabam se tornando mais carinhosos se mantidos dentro de casa.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Obesidade – A vilã da vez


“O exagero no oferecimento de guloseimas, muitas delas não específicas para os animais - como pães, doces, biscoitos e até restos de comida - também beneficia o desenvolvimento da obesidade”

Alguns donos acreditam que a obesidade em gatos não é um problema sério e sim sinal de boa saúde. Dentro dessa teoria completamente equivocada esconde-se primeiro a responsabilidade do próprio dono como causador da obesidade de seus animais e, segundo, as doenças que podem se transformar em crônicas e até levar o animal a óbito. Tudo que é demais é ruim, já diz o velho ditado. O exagero no oferecimento de guloseimas, muitas delas não específicas para os animais - como pães, doces, biscoitos e até restos de comida - também beneficia o desenvolvimento da obesidade. Nem por isso os petiscos específicos para animais podem ser oferecidos à vontade. Em excesso eles também são prejudiciais à saúde. Conversamos com a Dra. Márcia Marques Jericó, especialista em doenças endócrinas e metabólicas em cães e gatos sobre esse tema. Confira!

RPG - No seu ponto de vista, a obesidade está ligada ao oferecimento exagerado de guloseimas?
Dra. Márcia - Está claro, por inúmeros estudos já realizados, que a obesidade está diretamente relacionada ao oferecimento exagerado de guloseimas. Os petiscos, ou guloseimas, apresentam elevado teor calórico, uma vez que são palatabilizados com gorduras e açúcares.

RPG - Além da obesidade, quais outros problemas podem surgir? Quais os mais graves?
Dra. Márcia - Problemas ortopédicos (doenças articulares degenerativas e hérnias/extrusões de disco intervertebrais), problemas cardiovasculares (hipertensão e hipóxia de miocárdio) e metabólicos (síndrome metabólica, diabetes e arteriosclerose). E todos são graves, cada um a sua maneira.

RPG - Existe algum tipo de petisco que pode ser oferecido aos pets sem problemas? E qual a quantidade e frequência?
Dra. Márcia - Os petiscos ideais são aqueles pobres em gorduras e açúcares. Devem ser fornecidos na menor frequência possível, não podendo substituir a alimentação, e o ideal é usá-los sempre como forma de premiação.

RPG - Alguns donos simplesmente não resistem às caras “pidonhas” de seus bichinhos, sobretudo na hora das suas refeições. A desculpa, quase sempre, é a de que: “Coitadinho, ele vai ficar com vontade”... Isso é real?
Dra. Márcia - Como já me disse um proprietário certa vez: “Sabe o que engorda o meu animal, doutora? É o ‘coitadinho’...” Se o proprietário não resiste aos apelos do animal, o correto é não estar junto com ele no momento das refeições.

RPG - 5 razões médicas para que os donos digam “Não!” às guloseimas
Dra. Márcia - Aumento do colesterol, aumento dos triglicérides, diabetes mellitus, hipertensão e obesidade.

RPG - Os petiscos próprios para cada espécie podem ser oferecidos aos animais sem restrição?
Dra. Márcia - De maneira alguma! Os petiscos devem ser oferecidos com parcimônia.

RPG - Depois de mal-acostumado aos mimos alimentares proporcionados por seus donos, o que pode ser feito para reverter essa situação?
Dra. Márcia - Simplesmente promover as mudanças de hábitos alimentares, com restrições ao fornecimento excessivo de guloseimas. Os animais logo se habituam e as mudanças benéficas em seu estado geral serão observadas de imediato.

RPG - Muitos donos acham lindo ter gatos gordinhos – para esses donos gordura é sinônimo de saúde. O que a Sra. diria sobre isso?
Dra. Márcia - Posso dizer que indivíduos obesos, inclusive gatos, não têm longevidade, isto é: vivem pouco. É melhor que os proprietários que acham que ser obeso é bonito reverem este conceito.

RPG - Como o dono pode identificar que seu amiguinho passou da gordura “saudável” e está obeso? Quais são os primeiros sintomas indicativos da doença?
Dra. Márcia - Primeiramente, não existe gordura saudável. Toda obesidade é mórbida... Percebe-se que o animal (gato ou cão) está obeso quando ele perde a linha da cintura (quando visto por cima) e quando apresenta depósitos de gordura nos flancos e na região esternal. Os primeiros sintomas são o cansaço fácil e a relutância à atividade física.


Profa. Dra. Márcia Marques Jericó, coordenadora do Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi e coordenadora do Obezoo, grupo que estuda a obesidade em cães na Universidade Santo Amaro (SP).
marciajerico@anhembi.br

terça-feira, 24 de maio de 2016

Raças de Gato: British Shorthair


O British Shorthair, ou Pelo Curto Inglês, é provavelmente a mais antiga raça de gato de toda a Inglaterra, e certamente uma das mais populares. Há 2 mil anos, quando o Império Romano invadiu a Grã-Bretanha, ele levou com a sua tropa essa raça para combater os ratos que se espalhavam em território inglês. A primeira exposição desta raça ocorreu em 13 de março de 1871, no Crystal Palace, em Londres.

Descrição e aparência da raça British Shorthair

O gato British Shorthair é um excelente companheiro para a família. É um gato tímido, amistoso e afetuoso. O British Shorthair é um gato elegante, compacto, bem balanceado. A cabeça do gato British Shorthair é arredondada, com bom espaço entre as orelhas. O tamanho é de médio para grande, os olhos são grandes, redondos e bem abertos. Sua pelagem é curta, muito densa, rente ao corpo, e firme ao toque. O British Shorthair é uma raça de desenvolvimento lento. As fêmeas devem ser menos robustas que os machos em todos os aspectos. Prefere estar no chão, e não tem entre suas especialidades a velocidade, ou a agilidade.



Temperamento da raça British Shorthair

Os gatos da raça British Shorthair são descontraídos, de fácil trato, capazes de interagir com crianças e outros animais, a ponto de serem considerados gatos bastante tolerantes e pouco irritadiços. Apresentam, de maneira geral, caráter muito equilibrado e costumam se adaptar com facilidade a vida em ambientes fechados, podendo viver até mesmo apartamentos. Gostam de brincar com seus donos e familiares, mas não são considerados gatos que exigem atenção demasiadamente. É uma das raças preferidas pelos entusiastas dos felinos, seja por sua singular beleza, por seu temperamento ou por não exigirem muito cuidado com a pelagem, que não costuma embaraçar facilmente. Os donos e criadores de gatos desta raça sugerem que escovações ocasionais são suficientes para que ele fique bonito e não solte muito pelo. Também ficaram conhecidos por serem capazes de aprender pequenos truques, principalmente em função de sua notória inteligência, mas também por seu temperamento tranquilo e atencioso.

Fonte: Blog Do Gato