segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Nada é para sempre



Já faz algum tempo que ando pensando sobre isso.
Quando estamos em um período bom em nossas vidas, numa época em que tudo está dando certo, pensamos muitas vezes que aquela fase é ótima, que vai ser eterna...
Também existe aquelas fases em que tudo dá errado, em que os problemas são vários e achamos que aquilo vai ser eterno...
Mas, para nossa "surpresa", nem um, nem o outro dura tanto tempo assim...
Mas, por que para nós é tão difícil aceitar as mudanças da vida?
Estava observando a natureza estes dias e vi que nada fica igual por muito tempo...
As estações do ano aqui no Japão são bem definidas e isso faz com que vejamos a força da Natureza em suas mudanças...
Não importa a cor que temos ou em que cremos, todos fazemos parte desse planeta chamado Terra e todos somos praticamente "irmãos"!
Não importa sua posição social, financeira... Vamos todos termos o mesmo fim.
Deus faz com que tudo seja passageiro em nossas vidas e não entendo ainda o porque de sermos tão teimosos quanto a isso...
Tudo neste planeta nasce e depois de um tempo, seja lá qual for, morre ou se transforma...
Vejo o quanto nós humanos ainda brigamos uns com os outros por coisas tão pequenas e banais...
Algumas coisas se tornam tão grandes e vários inocentes acabam sofrendo também...
Vejam as lutas religiosas.
A mais famosa de todas (creio eu), seja a da Igreja Católica.
Durante séculos ela reinou sobre o planeta. 
Milhares de pessoas morreram pela ordem da Igreja e suas crenças...
Quando o mundo se viu livre de sua "imposição", tudo mudou.
A Ciência (grande inimiga da Igreja) foi se expandindo cada vez mais, a tecnologia se superou em alguns anos, como por milagre...
Não, isso não é ser contra a Igreja e sim aos dogmas de qualquer religião que mantenham as pessoas no mesmo lugar por séculos...
Apesar de estar escrevendo isso, confesso que eu mesmo sou muito teimoso quando se fala sobre mudanças, mas sempre tento me adaptar o melhor possível, pois o mundo gira e temos que girar com ele...
Mudar suas idéias, suas opiniões , não significa perder seu caráter, suas raízes.
Mudanças não são ruins como muitas vezes parecem.
Somo seres em evolução e acredito que sempre estejamos passando por mudanças para que possamos evoluir.
Claro, cada qual a sua maneira e cada um ao seu tempo...
Novamente digo, se observarmos a Natureza, veremos que nada é eterno.
O Planeta mostra que as mudanças são inevitáveis e necessárias.
Por sinal, se observarmos o Planeta Terra, aprenderemos muito.
Hoje, o Planeta está reagindo com tempestades fortes, furacões e tufões, tsunamis, terremotos em grande magnitude...
Muitos desses eventos da natureza, são conseqüências das atitudes que tomamos com relação ao Planeta, como desmatamento de florestas para construir cidades, plantações e tudo mais...
Estamos vendo que toda ação possui uma reação.
Para nossa vida, podemos tirar isso como uma grande lição!
Afinal, tudo aquilo que fazemos em nossas vidas terá uma reação.
Precisamos nos lembrar que a vida é curta sim, mas não para nossa alma que é imortal!
A vida é curta para podermos aprender, a nos tornarmos pessoas melhores.
Não me acho melhor que ninguém, porém não me acho inferior a qualquer outra pessoa.
Não acho que um executivo mereça mais respeito do que um gari...
Ambos são seres humanos e ambos merecem ser tratados da mesma forma, seja lá onde for.
Todos fazemos parte de uma grande família, onde um precisa do outro, mesmo não aceitando isso.
Sim, eu sei, você pode me dizer que tudo que tem é porque conquistou sozinho(a).
Sim, eu sei bem o que é isso.
Eu mesmo, desde meus 20 anos moro sozinho, trabalho para me sustentar e tal. 
Já fiquei doente e não tinha ninguém para me trazer um copo de água sequer, mas isso não significa que sou independente.
Nenhum de nós o é!
E sabe o por quê?
Porque até mesmo aquela água que eu precisei tomar, chegou até eu porque alguém fez isso.
O arroz que comemos foi plantado, colhido, empacotado e etc até chegar a minha casa...
Já presenciei muito preconceito contra pessoas simples que trabalham em plantação, pelo seu jeito de falar, pelo seu jeito de se vestir ou até mesmo por aquelas unhas todas sujas de terra...
E me digam, se não fossem por eles, o que teríamos a mesa para comer?
Por que muitos de nós rimos, por exemplo, das piadas que existiam da personagem Caco no finado programa de televisão Sai de Baixo em relação aos pobres?
À vezes temos muito o que aprender...
Não é fácil, eu mesmo sei disso.
Recentemente uma pessoa muito importante em minha vida, que amo muito, me contou que o filho adolescente esta envolvido com drogas.
Isso realmente me chocou e me deixou mais do que triste.
E isso me fez pensar mais ainda na existência de Deus.
Não, em momento algum duvidei de sua Bondade ou de sua Existência, mas sim comecei a pensar nos caminhos que precisamos percorrer muitas vezes para nossa evolução.
Caminhos difíceis muitas vezes, provações...
E ai fico pensando como seria se muitas vezes em vez de usarmos nossa língua "afiada" para criticar,  usássemos nossas "mãos" para um carinho, nossos braços para um abraço...
Nesse "final de ano", onde tantos estão correndo para fazer "a festa perfeita", eu prefiro refletir sobre esse eventos em nossas vidas.
Vejo ao meu redor tanta raiva, tanta disputa, que às vezes perco a vontade de seguir em frente, mas sempre me lembro que Deus está no comando de tudo e que Ele é maior e temos que ter fé.
Ninguém pode dizer ao certo o que vai acontecer conosco depois que partimos desse mundo, mas a certeza que temos é que podemos fazer dessa "passagem"aqui na Terra melhor para muitos que passam por nossa vida.
A escolha é sua!

Abraxos!!!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Golpe no Japão: quase passei por isso.


Amigos e Amigas,

agora que tudo passou, posso contar o que aconteceu comigo nestas últimas semanas.
Para quem não mora ou não conhece as leis japonesas, preciso explicar que eles são muito rígidos em relação a ter animais de estimação em prédios que não é permitido ter.
Quando descobrem, as vezes a pessoa tem apenas 24 horas para deixar o apartamento ou se desfazer do animal.
Mas, não é nada disso que me aconteceu, mas vocês vão entender o porque de eu ter escrito isso.
Aluguei um apartamento aqui na cidade de Nagoya a onze anos atrás.
Quando resolvi comprar o Cão (negão), liguei para a imobiliária e fiquei sabendo que não podia ter cachorro lá, mas como todo mundo tem, eu comprei assim mesmo…
Nesses onze anos, só tive problema uma vez com um casal de vizinhos no andar de baixo, que reclamaram do barulho.
Recebi uma carta de advertência com mil explicações do porque de não poder ter e que na próxima reclamação, eu seria despejado.
Eu coloquei "edredões" pelo chão do apartamento e assim fomos vivendo…
Os vizinhos mudaram, entraram outros e mudaram-se também.
A uns dois ou três meses mudou um senhor japonês, por sinal, só morava japonês no prédio e na vizinhança.
Encontrava com esse senhor toda vez que saia para trabalhar.
Ele puxava conversa, querendo saber o que eu fazia, onde trabalhava, quantas horas, da onde vinha e etc…
Eu achei normal, um vizinho tentando arrumar amizade, ser gentil.
Encontrei com ele umas três ou quatro vezes no mesmo horário, na frente do prédio.
Na época, achei que era coincidência, que ele deveria estar chegando da rua, mas hoje penso que não.
Um dia, chego em casa por volta das 3:00 da madrugada.
Estava sentando, mexendo no computador quando escuto baterem na porta.
Fui abrir e era esse japonês.
Tentava puxar a porta para entrar, mas eu não deixava.
Começou a falar que eu estava fazendo muito barulho, que não estava conseguindo dormir.
Eu realmente não estava entendendo nada, porque os pequenos estavam quietos, nem se mexendo e comecei a ficar irritado com o fato dele querer entrar na minha casa de qualquer jeito.
Começou a dizer que era um velho doente, que não tinha condições de trabalhar fora, que tinha que cuidar de crianças durante o dia para poder sobreviver.
Disse que se ele não conseguisse dormir a noite, não teria como cuidar das crianças e assim não teria dinheiro para viver.
Começou a falar e falar isso a todo momento, até que mudou a conversa dizendo: "VOCÊ TRABALHA À NOITE, GANHA BEM, É SOLTEIRO. VAI TER QUE ME DAR DINHEIRO PARA EU PAGAR MINHAS CONTAS".
Toda aquela situação estava realmente me tirando do sério e ele começou a falar e falar sobre eu ter dinheiro, trabalhar muitas horas, ser solteiro e etc…
Num determinado momento, eu simplesmente disse que não estava fazendo barulho algum e que já era tarde e que iria dormir.
Pedi desculpas e fechei a porta.
Aquilo me deixou sem chão.
Meu vizinho do lado, que chega quase na mesma hora, faz muito barulho. Abre a janela, cozinha, liga a TV, enfim, ele escutou toda a conversa, pois estava com a janela aberta, mas depois que o velho saiu da minha porta, eu fui espiar do lado de fora e pude ver, que este apagou a luz e etc…
Achei tudo aquilo muito estranho.
As crianças não estavam fazendo barulho e nem eu.
Fui conversar com uma japa que conheço e ela também achou muito estranho e falou que era para eu evitar a todo custo falar novamente com esse japa.
Dois dias depois ele apareceu novamente na minha porta, dizendo que já tinha me avisado e que iria falar com o escritório que toma conta do prédio que eu faço muito barulho.
Começou a falar que eu iria ter que me mudar e etc…
Que era doente, não estava dormindo a dias direito por causa de tanto barulho e etc…
Ai tocou novamente na conversa sobre dinheiro.
Quando isso aconteceu eu simplesmente fechei a porta.
Falei com a japa e ela me disse que estava com cheiro de golpe.
Talvez vocês possam pensar que eu não estando em casa, os dog's e cat deviam fazer barulho e como não estou em casa, não tenho como saber.
Mas, vejam bem, o chão de todo o apartamento era forrado com edredões, não tinha como o barulho passar.
Minha amiga japa me lembrou de vários golpes que japoneses dão e que muitos não saem na mídia.
Ela me disse que infelizmente, até eu provar que sou inocente, iria ter muita dor de cabeça.
E ela sabia da carta que eu tinha recebido a alguns anos atrás.
Se acaso eu partisse para a briga, com certeza o pessoal do escritório iria querer entrar no apartamento para verificar e veriam as crianças e ou eu teria que mudar, ou me desfazer deles.
Enfim, o golpe que o velho estava querendo me dar, iria me prejudicar de qualquer forma e me dar muita dor de cabeça.
Outra coisa que me deixou muito encucado, foi que depois desse dia, meu vizinho do lado nunca mais falou comigo.
Me evitada a todo custo. Teve um dia que ele estava subindo a escada e eu descendo. Ele desceu rápido e se escondeu embaixo da escada…
Aquela reação dele realmente me deixou surpreso, pois somos vizinhos de porta a 11 anos e ele sempre amou as crianças.
Foi ai que a japa disse que se por acaso eu pedisse o testemunho dele, ele com certeza iria fugir.
Como, eu que estava errado, no sentido de ter animais de estimação num prédio que era proibido, tive que me virar e me mudar antes que algo pior acontecesse.
Minha amiga mesmo disse que ele poderia estar sozinho ou com alguém por trás, ajudando.
Foi ai que lembrei das conversas que tivemos (eu e o japa) e comecei a perceber que ele estava muito interessado onde eu trabalhava, quantas horas e etc…
Lembrei de pessoas que tiveram que sair dos seus apartamentos rapidamente por causa de seus pet's.
Teve um prédio perto daqui, que todos os moradores que tinham pet's, tiveram que se mudar…
Juntando tudo isso e outras coisas, minha amiga japa achou que o melhor era eu infelizmente me mudar, pois a briga seria feia e eu me prejudicaria de qualquer forma.
Assim sendo, decidi meio que "forçosamente"a me mudar.
Fiquei perdido durante alguns dias, pois para quem me conhece, sabe que minha realidade financeira é totalmente diferente da que o velho japonês pensa.
Estou totalmente endividado, o que ganho não paga minhas contas e estou a meses me virando como posso.
Fiquei dias imaginando da onde tiraria tanto dinheiro para pagar a luva de um novo apartamento…
Com a ajuda do casal de amigos, Fernando e Claudinha, de meu patrão e minha prima Erika, achei um apartamento que pode animais domésticos, fiz um financiamento e me mudei.
Resolvi escrever isso para que sirva de exemplo para outras pessoas, não só apenas tomar cuidado com o que falam, mas também em ter pet's em prédios proibidos aqui no Japão.
Infelizmente, existem pessoas com péssimas intenções.
Mas, Deus é maior e no fim, como sempre, colocou sua mão sobre Nós, aqui de casa e tudo acabou bem.
Afinal, eu moro embaixo da ponte, mas não largo meus filhos de quatro patas por nada neste mundo!!!

Aqui o link de dois golpes japoneses que saíram na mídia:



Abraxos

Obs.: Preciso dizer que (para quem acredita), meus Amigos Espirituais já tinham me avisado que eu teria que mudar. Quando tudo isso aconteceu, imaginei que seria a hora. Como tudo deu certo… não houve dúvidas!

domingo, 17 de novembro de 2013

Mãe faz sucesso em NY com fotos de bebê e filhote que só dormem juntos



Jessica Shyba narra os prazeres e as dificuldades de ser mãe no blog "Momma's Gone City". Ela vive em Nova York, nos Estados Unidos, com três filhos pequenos. Mas foram as fotos publicadas recentemente na página que fizeram da norte-americana uma estrela na cidade.

Ela ficou conhecida até entre aqueles que ainda não são ou nem pretendem ser pais quando passou a divulgar fotos de seu filho mais novo, Beau, dormindo ao lado do cão adotado pela família.

Theo, como foi chamado o filhote de apenas oito semanas, só consegue sossegar e cochilar quando o menino também está dormindo. Jessica, então, trata de fotografar a soneca da dupla e mostrar para milhares de internautas que aguardam ansiosos pelas imagens que viram referência em fofura na web.



O cachorrinho foi resgatado por Jessica em um abrigo a pedido dos filhos. Ele era o mais quietinho dos irmãos que viviam no lugar e haviam sido resgatados na rua.

Ela enxergou na convivência com o bichinho uma oportunidade de escrever no blog sobre a experiência de criar um pet com as crianças. Mas o resultado foi muito além do esperado.






Fonte: Globo Rural

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Minha amiga Mari que mandou essa reportagem, pois sabe que amo notícias assim!!!
Não podia deixar de postar!!!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Amores distantes


Nossos amores são o tesouro que a vida nos oferece como dádiva perante os desafios da caminhada.

Quando os temos não conseguimos aquilatar a vida sem eles.

São de tal forma parte integrante da nossa estrutura emocional, que a existência terrena teria um peso imenso sem eles a nos apoiarem e amarem.

Pertencem ao nosso coração porque os laços de querer bem se construíram reciprocamente em experiências e labores, desta ou de anteriores vidas.

Nós os buscamos para abastecer o coração, para alegrar o dia, para desanuviar a mente, pois são eles que aliviam o guante da vida.

Algumas vezes, se separam de nós fisicamente.

Passam a morar em outras terras, pois que casam, precisam assumir compromissos profissionais em lugares distantes, aprimorar estudos... E lá se vão nossos amores.

Nesses momentos, a paciência passa a ser nossa companheira na espera saudosa do retorno deles, na esperança do reencontro, de voltar a usufruir do aconchego da presença que preenche nossa alma com tanta facilidade.

Porém, entendemos que a distância momentânea é necessária, pois se trata dos compromissos de cada Espírito.

Embora essa distância incomode, mesmo que os dias se façam longos, o entendimento e compreensão da situação nos fortalecem para aguardar o momento onde celebraremos mais uma vez o amor e o querer bem.

De forma semelhante ocorre com nossos amores que partiram antes de nós para o lado de lá da vida, para o mundo espiritual.

Foram chamados de retorno ao lar pela Providência Divina, pois outros compromissos os aguardavam nas paisagens da Espiritualidade.

De forma alguma, podemos pensar que Deus não percebeu a dor que essa partida nos causou. Não houve desconhecimento da Divindade, em nenhum momento, a respeito das saudades que nos queimam as fibras mais íntimas da alma.

As lágrimas saudosas que derramamos por aqueles que partiram, eles também as sentem, pois que a vida continua, e ainda mais exuberante.

Também na Espiritualidade, separados fisicamente de nós, eles sentem, na intimidade da alma, nossa ausência e têm o coração apertado nas saudades dos que aqui ainda permanecemos.

Porém, percebem que o reencontro se dará na brevidade que Deus permitir, amparados na certeza de que o amor desconhece as barreiras da distância e do tempo.

Portanto, se hoje os olhos vertem as lágrimas que o coração insiste em fazer jorrar, amanhã será o dia do reencontro.

Novamente a vida nos oportunizará que as mãos se enlacem, os corações batam em uníssono, os olhares falem dos sentimentos que as palavras não conseguem vestir.

Nas saudades dos amores distantes, haverá sempre a certeza do reencontro, o entendimento que o adeus jamais caberá nos lábios daqueles que verdadeiramente amam.

Para esses, somente haverá um até breve, na certeza que hoje simplesmente padecemos a distância momentânea, porém necessária.

Logo mais, em um novo amanhã, em nova etapa, teremos os nossos amores a nos preencher os dias de alegria e plenitude.



Redação do Momento Espírita.
Em 30.10.2013.