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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Macumba existe?!

Meus amigos(as),

eu sei que esses dias postei no nosso perfil do facebook, o seguinte:


Vejam bem, eu nasci no Kardecismo.
Apesar de ter sido batizado (qual pai ou mãe antigamente não batizava seu filho(a) as pressas!!!), fiz primeira comunhão, mas nunca me considerei católico.
Lembro-me muito bem que quando pequeno ia a um Centro Espírita Kardecista no Bairro das Perdizes, onde residi até meus 4 anos. (Não me lembro o nome do lugar).
Depois começamos a frequentar a Casa Espírita Luz Divina, no Bairro Itaim Bibi, onde residi até meus 16 anos.
Lembro-me do Evangelho no Lar que minha mãe fazia todas as semanas.
Lembro-me também que aos 14 anos fui frequentar um Terreiro de Umbanda, onde aprendi muitas coisas, principalmente, que não é "minha praia" rs.
Respeito qualquer religião, menos uma, enfim, não tenho problemas com outras crenças ou fé.
Aprendi nos livros, nas conversas com espíritos e com pessoas muito experientes, sobre energia, força astral, trabalhos, macumbas e etc...
Aprendi que um simples pensamento pode levar energias positivas ou negativas à alguém.
Aprendi que macumba existe sim, que é um trabalho onde é envolvido espíritos ainda muito ligados a matéria, que tentam de alguma forma fazer o que lhes foi pedido, tendo em troca alguma coisa, ou coisas.
Mas, acima de tudo, aprendi que nada, ABSOLUTAMENTE NADA nesse mundo acontece sem a permissão de Deus!!!
Já viram aqueles acidentes de carro onde o carro simplesmente tem perda total e a pessoa sai ilesa?
Pois é, aprendi que às vezes é mais fácil para os espíritos protetores jogarem essa energia negativa em algo material do que tentar transformá-la em positiva.
Aprendi que a inveja existe também.
Mas, como escrevi acima, aprendi que se Deus não quer, nada lhe acontece.
Se alguém lhe fez algo, por maior que seja, se Deus achar que você não merece aquilo, pode crer, não vai lhe atingir.
Eu brinquei e ao mesmo tempo falei sério, porque realmente este ano foi muito difícil.
Um problema atrás do outro, sem muitas vezes o anterior ter acabado.
Mas, preciso deixar claro que foi um desabafo.
Pode até ser que alguém tenha inveja ou feito algo para Nós, mas sinceramente, eu ainda creio que estamos passando por aquilo que precisamos passar para aprender algo.
Acho que conseguem entender o que quero dizer, que mesmo que tenham ou não feito algo, só me atingiu ou não, se Deus achou que eu devia e precisava passar por isso.
Em um ponto eu acho que já aprendi algo.
Quem me conhece, sabe que sou orgulhoso, mas não só por causa do orgulho, mas por outros motivos, eu não gosto de pedir nada à ninguém, principalmente dinheiro.
Me viro nos 30,  como arroz com arroz, mas me viro.
Mas, desta vez tive que aprender a aceitar a ajuda dos meus amigos.
Confesso que doeu um pouco no começo rs, mas o carinho dos amigos(as) foi tão grande, que se transformou num sentimento de total alegria e agradecimento.
Algumas pessoas me criticam por eu me expor tanto aqui no Blog ou no Facebook, falando dos dog's, cat's e tal, mas elas não entendem que é através daqui que mantenho meus amigos(as) informados sobre o que acontece em nossas vidas.
É aqui, ou lá no face, que conto para meus amigos(as) o que anda acontecendo no dia a dia.
Também assim, divido, compartilho experiências que outras pessoas podem passar.
Acabo conhecendo pessoas e que muitas acabam se tornando amigas(os) de verdade.
Por isso, quero aproveitar e agradecer à todas as pessoas, amigos e amigas que nos tem ajudado nesse período de turbulência!!!
Que Deus esteja com todos vocês!!!

Big abraxo e lambeijocas dos pequeninos!!!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Deus cria as flores, o homem idealiza o jardim


O espetáculo da primavera explodindo em flores e cores é deslumbrante.

Quase inacreditável, não ocorresse todos os anos, que, após os meses de inverno, com temperaturas extremamente baixas, haja tal profusão de botões e flores se abrindo aos beijos do sol.

Árvores, até há pouco desnudas, se vestem de verdes variados e se engalanam com folhas.

Mas o espetáculo que o homem monta com árvores, plantas, folhagens e flores é sempre indescritível.

Em determinados locais, o encantamento extrapola tudo que se possa pensar em colorido. Assim é, por exemplo, no jardim de Kawachi Fuji, localizado a cerca de seis horas da capital japonesa, Tóquio.

Nesse jardim, nada menos do que cento e cinquenta pés de glicínias chinesas atraem as vistas dos turistas, especialmente no túnel, que permite ocaminhar sob um encantador céu, repleto de cor e perfume.

Também em Mainau, a famosa ilha, no lago de Constança, na Alemanha, a diversidade de flores, árvores e plantas excede o comum.

Carvalhos e cedros frondosos dão ao local uma silhueta elegante, além de uma legião de plantas de vasos e uma valiosa coleção de árvores cítricas.

De junho a agosto, cerca de nove mil roseiras de quatrocentos tipos diferentes oferecem suas rosas. Além das cores, dos perfumes, da textura das pétalas de cada flor, encantam os visitantes as formas compostas pelos jardineiros.

Em Bruxelas, na Bélgica, a cada dois anos, a cidade se transforma num palco de grande espetáculo: um enorme tapete de begônias é montado, formando uma composição belíssima, cuja vista é gratuita para todos os passantes.

A Bélgica é a maior produtora de begônias do mundo. Todas as flores do tapete são verdadeiras e cultivadas no próprio país.

Embora sem solo, elas são colocadas lado a lado, de forma tão apertada, que criam seu próprio microclima, permanecendo frescas e coloridas por dias.

Enfim, em todas as cidades, praças e parques do mundo é possível encontrar a policromia das flores ajustada pela mão humana.

O homem é genial na elaboração de figuras geométricas em canteiros, misturando cores, idealizando belezas.

Em qualquer jardim, por menor que seja, até mesmo na pequena sacada de um apartamento, se poderá ver o que faz a mão humana com a produção Divina.

É mesmo assim: Deus cria as flores e o homem compõe os jardins.

Une-se a genialidade infinita de Deus à criatividade humana e o resultado é o que extasia os nossos olhos e o Espírito.

Nesses momentos, a alma se sente mais próxima de seu Criador, Pai e Senhor.

E o homem se sente feliz compondo esses poemas de cor e perfume, utilizando-se da essência Divina que em sua intimidade dormita.

Nessa cumplicidade de arte, mais uma vez atesta-se da grandeza do Criador. Ele poderia ter feito tudo sozinho. No entanto, desejou que o homem se tornasse colaborador constante.

Por isso é que o homem todos os dias se supera, engendrando mais e mais versos em cores e poesias de perfumes.

Deus cria as flores, o homem idealiza os jardins.



Redação do Momento Espírita.
Em 24.10.2013.


segunda-feira, 22 de julho de 2013

TEUS ANIMAIS


Em quase todas as casas existem animais. Eles fazem parte da criação de Deus, na concretização do ideal divino. Se queremos a ajuda deles no lar, porque esquecê-los e maltratá-los? Cuidemos desses nossos irmãozinhos menores, que a evolução algum dia os colocará no lugar que hoje desfrutas. A vida é uma seqüência de valores, que conquistamos com as bênçãos do Senhor. Teus animais são teus amigos! Depois do fenômeno que chamas de morte, eles passam a existir com mais vida, pois existe o reino dos animais e grandes almas cuidam deles em delicado preparo, para revestirem outros corpos, como é feito com os próprios homens.

Quem cuida bem dos animais, tem sempre ao seu lado as falanges de espíritos encarregados de fazê-los evoluírem. Como recebem grande cota de benefícios da própria natureza, a vida não fica devendo nada a ninguém - o que damos recebemos; nada escapa da justiça, tanto na função do máximo, como na do mínimo. E preciso, acima de muita coisa, CONFIAR. A confiança gera o entusiasmo de viver e nos fornece por processos que escapam aos nossos sentidos, a abundância do que desejamos, desde que o Senhor ache conveniente para o nosso bem. Estuda a natureza, com a inteligência que Deus te deu e poderás observar o maquinismo divino construindo e doando todo o bem para os filhos da criação. Tudo o que te propuseres fazer, faze-o com firmeza e fica certo de que a visualização do Bem é força poderosa e mais visível em toda a tua criação.

Os teus animais são teus amigos, em quem podes CONFIAR. Eles representam os primeiros degraus da escala do teu amor. Se o teu coração manifesta amor pelos animais, certamente que não podes esquecer o Amor aos teus semelhantes. Se os teus semelhantes já recebem afeto e carinho de tua parte, com muito mais fulgor deves amar a Deus sobre todas as coisas. Este é, pois, o teu caminho, que trilhado, jamais, te fará errar o roteiro da Felicidade.

O mundo em que vives pode ser e é um céu com todas as qualidades do Reino de Deus. Basta, a quem ainda não o encontrou, procurá-lo pelos meios que o próprio Senhor nos ensinou e a porta da entrada não estará longe; ela reside nos fios dos sentimentos e tem mil e uma chaves que devem ser manejadas para abri-la com eficiência, e as chaves são os dons, senão as virtudes muito bem apresentadas no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O que queres mais? Tudo está pronto à espera da boa vontade dos espíritos! Começa com os teus animais, se os tens em casa, sem que o fanatismo perturbe o teu discernimento, e, se possível, conversa com eles, que nada se perde. O que falares a esses irmãos ficará gravado em lugar que Deus sabe, e isso basta. Ajudar os animais não é somente dar-lhes comida; o verbo é o maior alimento, como acontece com os próprios homens. Quando não se conversa com o doente - podes analisar - ele começa a definhar. A palavra bem posta na boca é semente divina e alimento do céu.

Aprendamos a conversar, que a fala pode nos levar à paz interior; porém, se a usarmos para a discórdia, para a maledicência, ciúme ou inveja, plantaremos espinhos por onde passarmos e quando voltarmos pelos mesmos caminhos, eles irão nos ferir, pela força da Lei, buscando os seus criadores! Abençoemos os animais, que eles também são filhos de Deus!


Do livro Tua Casa, do Espírito Ayrtes, recebido por João Nunes Maia, 1ª ed. Belo Horizonte – MG, Editora Espírita Cristã Fonte Viva, 1985, páginas 21 e 22.

*************************

Foi esse o tema do Evangelho e Estudo nesta última sexta-feira na Casa Espírita da Prece - Allan Kardec, que fica na cidade de Kariya.
Nem preciso dizer o quanto gostei não é mesmo?
Tinha que vir aqui e dividir...

Abraxos!!!

sábado, 20 de julho de 2013

A cadeira vazia


Era uma singela igreja, frequentada por moradores da região daquele distante bairro de Londres.

Os anos se passavam e o pequeno grupo se mantinha constante nas reuniões, ocupando sempre os mesmos lugares.

Foi por isso mesmo muito fácil ao pastor descobrir, certo dia, uma cadeira vazia. Estranhou, mas logo esqueceu.

Na semana seguinte, a mesma cadeira vazia lá estava e ninguém soube informar o que estava acontecendo.

Na terceira ausência, o pastor resolveu visitar o faltoso. No dia frio, foi encontrá-lo sentado, muito confortável, ao lado da lareira de sua casa, a ler.

Você está doente, meu filho? Perguntou. A resposta foi negativa. Ele estava bem.

Talvez esteja atravessando algum problema, ousou falar o pastor, preocupado.

Mas estava tudo em ordem. E o homem foi explicando que, simplesmente, deixara de comparecer. Afinal, ele frequentava o culto há mais de vinte anos.

Sentava na mesma cadeira, pronunciava as mesmas orações, cantava os mesmos hinos, ouvia os mesmos sermões. Não precisava mais comparecer. Ele já sabia tudo de cor.

O pastor refletiu por alguns momentos. Depois, se dirigiu até a lareira, atiçou o fogo e de lá retirou uma brasa.

Ante o olhar surpreso do dono da casa, colocou a brasa sobre a soleira de mármore, na janela.

Longe do braseiro, ela perdeu o brilho e se apagou. Logo, era somente um carvão coberto de cinza.

Então, o homem entendeu. Levantou-se de sua cadeira, caminhou até o pastor e falou: Tudo bem, pastor, entendi a mensagem.

E voltou para a igreja.

* * *

Todos somos brasas no braseiro da fé. Se mantemos regular frequência ao templo religioso, estudando e trabalhando, nos conservamos acesos e quentes.

Mas, exatamente como fazem as brasas, é preciso estender o calor. Assim, acostumemos a não somente orar, pedir e esperar graças. Iluminados pelo Evangelho de Jesus, nos disponhamos a agir em favor dos nossos irmãos.

Como as brasas unidas se transformam em um imenso fogaréu, clareando a escuridão e aquecendo as noites gélidas, unidos aos nossos irmãos de ideal, poderemos estabelecer o calor da esperança em muitas vidas.

Abrasados pelo amor a Jesus, poderemos transformar horas monótonas em trabalho no bem. A simples presença na assembleia da nossa fé, em um dinâmico trabalho de promoção social, beneficiando a comunidade.

Pensemos nisso e coloquemos mãos à obra.

* * *

Clarificados pela mensagem do Cristo, espalhemos calor nas planícies gélidas da indiferença, da soledade e da necessidade.

Procuremos a dor onde ela se esconda e a envolvamos nos panos aquecidos da nossa dedicação.

Estendamos o brilho da esperança nas vidas amarfanhadas dos que nunca conseguiram crer em algo que esteja além do alcance dos seus sentidos físicos.

Tornemo-nos brasas vivas, fazendo luz onde estejamos, atuando e servindo em nome de Jesus.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo A cadeira vazia,
de Richard Simonetti, da revista Reformador, de maio/2000, ed. FEB.
Em 8.7.2013.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Chamas


Quatro velas estavam queimando calmamente. O ambiente estava tão silencioso que se podia ouvir o diálogo entre elas.

A primeira, expandindo a sua chama, disse: Eu sou a paz. Peregrino pelas estradas do sentimento, buscando morada no coração dos homens. Viajo pelos campos devastados pelas guerras e canto a minha canção aos ouvidos dos que ainda persistem nas batalhas cruentas.

Penetro os lares e espalho o perfume da minha presença. Devo admitir que apesar da minha luz, as pessoas não têm conseguido me manter acesa.

E, diminuindo sua chama, devagarzinho, apagou-se totalmente.

A segunda, mostrando o colorido da sua chama, falou: Eu me chamo fé. Tenho me sentido supérflua entre os homens. Eles se encontram cheios de tanta tecnologia e conquistas que não me escutam. Não querem saber de Deus e das verdades espirituais.

Insistentemente, tenho batido às portas da razão humana, demonstrando que sem a minha luz, logo, logo, quedarão em trevas densas e sofridas. Porque eu sou a chama que se apresenta quando o desengano aparece. Sou a luz que brilha na noite da desilusão. Sou a companheira dos que padecem agruras sem conta.

Mas, como tenho sido rechaçada, não faz sentido eu continuar queimando.

Ao terminar sua fala, um vento bateu levemente sobre ela e a chama se apagou.

Baixinho e triste, a terceira se manifestou: Eu sou o amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, porque tudo é mais importante do que eu: a carreira, os prazeres, as coisas materiais.

Os homens só conseguem enxergar a si próprios, esquecendo até dos que estão à sua volta.

Dito isto, o amor recolheu a sua chama e se apagou.

De repente, entrou uma criança. Olhou as três velas apagadas e falou, espontânea:

Que é isso? Vocês devem ficar acesas e queimar até o fim!

Foi daí que a quarta vela, que havia permanecido queimando, sem nada dizer, falou: Não tenha medo, criança. Nem se preocupe. Enquanto a minha chama estiver acesa, podemos acender as outras velas.

Então a criança apanhou a vela da esperança e acendeu novamente as velas da paz, da fé e do amor.

* * *

A esperança é a virtude através da qual o cristão confia em receber a misericórdia de Deus na Terra e a plenitude espiritual após a morte do corpo físico.

A vida, sem a esperança, perde o colorido e as suas elevadas motivações porque é a esperança que concede forças para enfrentar os desafios e vencer as vicissitudes que surgem a cada passo.

Ninguém consegue viver com alegria sem o concurso da esperança.

Esperança de melhores dias. Esperança de realizações superiores. Esperança de paz. Esperança de fé. Esperança de amor. Esperança de elevação.

A esperança faz claridade que ilumina o caminho. Com esperança, o homem aprende a ver o lado melhor dos acontecimentos, não se permite o insucesso e não receia repetir a experiência.



Redação do Momento Espírita, com base no texto Chamas, de autoria
ignorada e com pensamentos finais da Apresentação, do livro Momentos de
esperança, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira
Franco, ed. Leal.
Em 4.7.2013.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Chico Xavier fala sobre a hóstia católica


DISSE CHICO XAVIER:

“Em nossa infância, e na primeira juventude, frequentava a Igreja
Católica com o mesmo respeito com que nos dirigimos hoje a uma reunião
espírita cristã, e sempre sentimos, reconhecemos, dentro da Igreja
Católica, prodígios de espiritualidade inimagináveis.

Muitas vezes, principalmente nas missas da manhã, quando era possível
a comunhão de vibrações espirituais de todos os crentes numa só faixa
de espiritualidade e de fé em Jesus, tivemos oportunidade de ver
espíritos santificados que abençoavam as hóstias, e elas se
transformavam como se fossem flores de luz, que o sacerdote oferecia
na mesa da comunhão.

Muitas vezes, principalmente no altar daquela que nós veneramos como
sendo a nossa Mãe Santíssima, vimos irradiações de luz que alcançavam
toda a assembléia, do altar consagrado a Santa Teresinha de Lisieux,
muitas vezes vi repartirem rosas trazidas por criaturas desencarnadas,
amigos e amigas católicos da cidade de Pedro Leopoldo, sem que eu
pudesse explicar o fenômeno.”

Chico conta, ainda, que as hóstias iluminadas, quando recebidas por
pessoas de fé, não se apagavam ao serem ingeridas por elas, sendo
absorvidas, de preferência, pelos órgãos que estivessem atacados por
alguma enfermidade. Por outro lado, nas pessoas que comungavam sem fé,
as hóstias se obscureciam, assim que lhes tocavam os lábios.
O mesmo acontece com o passe espírita.


A fé e o amor são os responsáveis pelos milagres...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Perdendo a alma


Vivemos dias de urgência. Vivemos dias onde o tempo parece escasso, onde os compromissos parecem se multiplicar, onde as necessidades são inúmeras.

Nós nos arvoramos a buscar, correr, alcançar. Sempre com pressa, sempre atrasados, sempre procurando recuperar o tempo perdido.

Na ânsia e na necessidade de viver para o mundo externo, esquecemos de viver também para nosso mundo interno.

Perdemo-nos de nós mesmos nas estradas do mundo. Temos dificuldade para encontrar o endereço de nossa intimidade.

E quando não nos encontramos com nós mesmos, quando vivemos só para o externo, para as necessidades do corpo, quando nossas preocupações são somente físicas, materiais, vamos aos poucos nos embrutecendo.

Esquecidos das necessidades da alma, atrofiamos nossos sentimentos mais sutis, nossa essência mais nobre, e passamos a viver na externalidade do mundo.

A pouco e pouco, as reflexões nobres deixaram de ter espaço em nossa casa mental. Já não mais investimos tempo para apreciar um entardecer ou para reverenciar a tempestade pesada de verão a refrescar um fim de tarde.

A oração deixou de fazer parte de nossos hábitos e as leituras edificantes e enriquecedoras cederam espaço para programas de TV vulgares e superficiais.

Assim, é natural que, aos poucos, vamos nos embrutecendo, vamos perdendo nossas mais nobres capacidades humanas.

A vida passa a ser guiada pelos instintos e pouco espaço há para os sentimentos e para as reflexões mais elevadas.

Não por acaso vamos nos tornando mais violentos, mais reacionários a tudo e a todos.

Passamos a viver como se não trouxéssemos em nós a essência de Deus, como se não fôssemos dEle os filhos diletos.

Deixando-nos levar pelo roldão da vida – é bom que se diga novamente - perdemos o endereço de nós mesmos, perdemos o caminho de nossa intimidade, deixamos de nos encontrar conosco.

A breve tempo, vamos perdendo o contato com nossa essência divina. Como consequência, vamos adoecendo e nos embrutecendo.

Assim, vivemos em sociedade agredindo-nos uns aos outros.

Temos dificuldade para compreender o próximo, preferindo julgar e criticar.

Não conseguimos conviver, com tranquilidade e calma, frente aos desafios da vida, tornando-nos violentos e agressivos.

Já não temos tolerância e calma quando nos deparamos com situações limites, buscando os atalhos das discussões verbais, dos afrontamentos até às raias da agressão física ou do atentado à vida do próximo.

* * *

Cansados que estamos de nosso mundo, e sedentos por paz, é necessário que reencontremos nossa essência divina.

Urgente se faz que lembremos que somos um Espírito imortal vivenciando o mundo físico.

Importante que retomemos o hábito da oração, do contato com o Criador e Pai de todos nós.

Imprescindível que dediquemos um tempo, a cada dia, para a meditação, para a leitura nobre, para as coisas que edificam e nos propiciam harmonia íntima.

E fundamental se torna, nesses dias desafiadores, que tenhamos como referência Jesus, modelo e guia na compreensão, na tolerância e no amor ao próximo.



Redação do Momento Espírita.
Em 29.5.2013.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Ambiente mental


Mãe e filha caminhavam pelas encostas floridas de um vale, e pelo caminho iam guardando as impressões tão belas da natureza exuberante daquelas paisagens alpinas que tanto lhes enterneciam a alma.

A vida tinha sido dura para com elas até então, pois, após a guerra, tudo havia se tornado difícil: tanto a alimentação, quanto reorganizar a vida, sozinhas, sem o apoio fraternal daqueles que tanto amavam na comunidade.

Será que um simples sobrenome poderia tê-las feito sofrer tanto assim? Essa era a pergunta que se faziam, diversas vezes, enquanto caminhavam em busca de sua antiga residência.

Nada poderia ser assim tão inexplicável para aquelas descendentes de judeus que habitavam os arredores de Zugspitze, Alemanha, por volta de 1948.

Entretanto, eram dotadas de uma força extraordinária que, mesmo sem saber para onde iam, tinham a certeza de que facilmente a vida voltaria a ser normal de novo.

Desejavam poder trabalhar, mesmo que fosse intensamente, na reconstrução da própria felicidade.

O tempo passou. Já se aproximava o pôr-do-sol quando as duas se assustaram com o quadro que aparecia à sua frente.

Entre tão bela paisagem, dois homens, aos gritos um para com o outro, transformavam aquele paraíso num lugar desarmônico, pela vibração de rancor que deles emanava.

Subitamente, ao sentirem a presença de tão doces criaturas, os ânimos foram se acalmando, foram se refazendo das atitudes de agressividade, serenando os batimentos cardíacos e os dois perceberam que o silêncio delas os atingia de modo incômodo.

Boa tarde, senhores! Será que poderíamos lhes ser úteis?

Boa tarde, responderam com desdém. Como podem vocês afirmar ser boa uma tarde em que só podemos sentir raiva e desejo de vingança?

Estão, por acaso, fora de seus juízos normais ou são portadoras de alguma virtude que para nós ainda é desconhecida?

Entre uma frase e outra, elas explicaram que, apesar de tanto sofrimento, agradeciam ao Criador pelas próprias vidas que, ao serem poupadas graças a Ele, tiveram oportunidade de reconstrução e recomeço.

Chance desejada por muitos que haviam sofrido os martírios da guerra, ficado sem condições físicas para recomeçar sozinhos.

Então, o mais velho dos homens, envergonhado, chamou o outro ao seu lado, desculpando-se pelo mau uso das palavras, da violência, enfim, de toda aquela situação de indescritível mal estar que ele, como pai, houvera criado para seu filho tão amado.

Explicou que a dor imensa que lhe deturpava os sentidos, pela perda da esposa e outros filhos, o impedia de raciocinar claramente. Com humildade, pediu ao filho que lhe desse a mão e o ajudasse a superar tão difícil etapa da vida.

Por sua vez, o filho, muito emocionado, concordou em perdoar e recomeçaram a tentativa de acerto, juntos outra vez.

Agradeceram e partiram, assim como elas também tomaram seu rumo, estrada afora.

* * *

Muitas vezes somos capazes de efetuar grandes mudanças em nosso ambiente, mesmo que possa nos parecer difícil tal atitude.

Se nos mantivermos firmes em nossas ações nobres, desejosos de mudança interna e, principalmente, contarmos com o auxílio da oração que nos fortalece, podemos modificar para melhor o ambiente que nos rodeia.

Agindo assim, a nossa vida servirá de exemplo a todos aqueles que, por falta de um modelo, permanecem impossibilitados de tomar atitudes salutares.

E a fonte para todo esse aprendizado se encontra na mensagem do Cristo, portadora de ensinamento que nos fará pessoas melhores, capazes de auxiliar a todos indistintamente.



Redação do Momento Espírita.
Em 25.5.2013.

domingo, 9 de junho de 2013

Desistir


Já pensamos em desistir de algo em nossa existência? Em abandonar definitivamente, em não mais tentar, em dar as costas e deixar de lado?

Pois há coisas na vida que verdadeiramente merecem isso. Coisas que deveríamos todos pensar em desistir.

Quantas vezes tentamos modificar as pessoas que estão ao nosso lado, dando conselhos, brigando, insistindo e discutindo para que elas mudem o jeito de agir, de falar ou de pensar?

Talvez melhor fosse abandonarmos essa postura e tentarmos modificar a nós mesmos.

Analisarmos o próprio comportamento e verificarmos o que poderia ser diferente, como melhorar, como nos liberarmos de atitudes desagradáveis ou nocivas.

Já pensamos em abandonar a necessidade que temos de analisar a vida alheia, julgando e ponderando o que os outros fazem?

Pesamos o comportamento de nosso próximo, emitimos juízo de valor, sentenciamos e damos o veredicto para cada ação executada pelo nosso vizinho, parente ou amigo.

Talvez melhor fosse desistirmos dessa atitude e iniciarmos o julgamento de nós mesmos.

Quanto de nosso tempo utilizamos para verificar o que fazemos, como agimos, de que maneira nos comportamos?

É verdade que, como nos lembra Jesus, é muito mais fácil ver um cisco no olho do próximo do que uma trave em nosso olho.

Mas talvez seja o momento de abandonar e deixar para trás a preocupação com a atitude do outro e analisar melhor a nossa própria.

Já pensamos na possibilidade de abandonar nossa postura crítica, sempre vendo o erro, o deslize, a falha de nosso próximo?

Esquecemos multiplicadas vezes de valorizar a dedicação das pessoas, porque nos concentramos na procura das falhas.

Assim, não temos tempo ou não conseguimos aquilatar o quanto elas se esforçaram, fizeram o seu melhor, dentro da limitação própria que possuem.

Quem sabe, ao olharmos sob esse novo ângulo, consigamos eliminar a crítica destrutiva, o olhar de reprovação, o comentário pesado.

Esses, muitas vezes, levam ao desestímulo, à desistência de muitos de tal ou qual atividade, sem proveito algum.

Quantos de nós temos perante a vida um olhar de pessimismo, desânimo, analisando tudo e todos sob uma ótica negativa.

Com certeza, melhor seria renunciar a tal posição, enchendo nosso horizonte de bom ânimo, alegria e gratidão à vida, que tanto nos oferece e oportuniza.

Assim, quando tantos desistem de coisas importantes, relevantes, quando tantos abrem mão de compromissos e responsabilidades, sejamos nós os que desistamos de outra maneira.

Desistamos daquilo que apenas nos pesa ao coração, que nos dificulta o progresso, que entrava a marcha para o Alto para, finalmente, optarmos pelo bem e pelo bom, tendo Jesus como referência em nossas atitudes e comportamento.

Jesus, Modelo e Guia para toda a Humanidade.



Redação do Momento Espírita.
Em 22.5.2013.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Drama Íntimo


O ônibus, naquela manhã, estava superlotado. O rapaz se acostumara aos empurrões, apertões, pois aquela era sua condução de todos os dias.

Um homem alto, entroncado, foi se aproximando dele e comprimindo-o contra as demais pessoas.

Desconfortável em sua situação, o jovem tentou se acomodar melhor, quando sentiu o peso de um pé muito grande sobre o seu pé direito.

No momento, não sabia o que doía mais: se o pisão ou o fato de, naquela manhã, ele estar calçando sapatos novos. Diga-se, de passagem, ainda não pagos, pois os adquirira à prestação, na véspera.

Senhor, disse ele, seria possível tirar o seu pé de cima do meu?

O homem destilou raiva pelos olhos e, pisando mais forte, perguntou:

E daí? Quer encarar? Vai querer briga?

O jovem contraiu o cenho, mordeu os lábios e não disse mais nada. Não era uma criatura excepcional, mas já aprendera, apesar dos poucos anos vividos, que revidar não é uma boa opção.

Por estar próximo do seu destino, puxou o pé, deu o sinal e desceu do ônibus, no ponto seguinte. O sapato estava estragado, rasgado em sua parte superior. Ele ficou bastante triste.

* * *

Dias depois, no templo religioso onde se entregava ao trabalho voluntário, viu adentrar o homem do ônibus. Estava com o rosto carregado, contraído.

O que será que ele quer? Pensou o rapaz. Nem briguei com ele.

O agressor olhou ao redor e, vendo-o na recepção, se aproximou.

Moço, quem pode me ajudar? Estou desesperado.

E, como se desejasse compartilhar com outra pessoa a dor que o atormentava, foi narrando, aos atropelos, a sua tragédia.

Sua mulher, desde alguns meses, enlouquecera. Operário, ele saía cedo para o trabalho e a amarrava na cama. Em outro quarto, ele trancava os quatro filhos pequenos.

Já a internara mais de uma vez em hospital para doentes mentais.

Quando retornava, à noite, entre os gritos e agressões da esposa demente, ele precisava alimentá-la, banhá-la. Atender aos filhos. Preparar a marmita para o dia seguinte.

Estava tão desesperado, confessou, que provocava as pessoas na rua, a fim de que alguém, enfurecendo-se o matasse. Assim, ele acabaria com o seu calvário.

Então, o rapaz entendeu. Aquele homem rude era apenas um homem muito sofrido.

Ele tinha um problema tão grande, que se tornara agressivo, a fim de se ver livre da aflição.

* * *

Nunca julguemos pelas aparências. Se alguém é grosseiro para conosco, não nos ofendamos com essa atitude. Pode ser que a pessoa tenha um motivo oculto.

Assim, a reação violenta das pessoas é, muitas vezes, resultante da violência da vida, de problemas que aturdem o ser humano.

Saibamos compreender, ajudar e passar adiante. Coloquemos, tanto quanto possível, o algodão da calma nessas feridas abertas que fazem os seus portadores quase adentrarem pelos arraiais da loucura.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 29, do livro
Semeador de estrelas, de Suely Caldas Schubert, ed. Leal.
Em 21.5.2013.

sábado, 1 de junho de 2013

As caixas de Deus


Certa noite, um homem teve um sonho. Sonhou que tivera um encontro com Deus e, porque se apresentasse muito triste, Deus o presenteou com duas caixas.

Uma delas era de cor preta, envernizada e a outra de cor dourada, com um belo laço de fita.

Coloque todas as suas tristezas na caixa preta, recomendou o bom Deus. E as suas alegrias, guarde na caixa dourada.

O homem entendeu e, desde aquele dia, passou a proceder de acordo com a recomendação Divina.

Depois de algum tempo, ele se surpreendeu porque a caixa dourada ficava cada dia mais pesada e a preta continuava tão leve quanto na noite em que a ganhara de Deus.

Tomado de curiosidade, abriu a caixa preta. Queria descobrir porque estava tão leve, se quase todos os dias ele colocava ali ao menos uma pequena tristeza.

Foi então que ele viu. Na base da caixa, havia um buraco e por ele saíam todas as suas tristezas.

Pensou alto, falando com Deus:

Por que, Pai, você me deu uma caixa com um buraco e uma caixa inteira, sem nenhum vazamento?

O bom Pai respondeu de pronto: Meu filho, a caixa dourada é para você contar suas bênçãos. Por isso é fechada. A caixa preta é para você deixar ir embora todas as suas tristezas.

* * *

Diz o provérbio popular que tristezas não resgatam dívidas. É verdade. Mais do que isso, guardar tristezas é extremamente prejudicial à vida.

A tristeza é má conselheira, porque empana a percepção mental de quem lhe sofre a presença e lhe perturba o discernimento.

A presença da tristeza produz emoções de sofrimento, que devem ser vencidas a esforço de renovação, a fim de que não se transformem em amargura ou desinteresse pela existência física.

No concerto harmonioso da Criação tudo convida à alegria. Flora e fauna são um poema de maravilhosa estrutura exaltando o Criador.

Apesar da Terra ser um planeta de provas e expiações, é também uma escola de campos verdes de infinita beleza, de perfumes no ar e de cascatas que arrebentam cristais nas pedras.

Nesse conjunto, só o homem é triste porque ele pensa e a insatisfação, o orgulho, o egoísmo, a rebeldia o tornam sombrio, solitário e amargo...

Mas é o mesmo ato de pensar que ergue o homem ao esplendor dos céus e terra, águas e leveza do ar, para agradecer o presente da vida no corpo, que lhe proporciona a evolução.

* * *

A tristeza, quando se instala, espalha destruição, não merecendo, portanto, aceitação em nossas vidas.

Coloquemo-la, então, sempre na caixa preta, sem fundo, para não guardá-la de um dia para o outro, nem da manhã para a tarde ou para a noite.

Depositemos, sim, todos os dias, na caixa dourada da nossa existência, as bênçãos com que Deus nos agracia, lembrando que somente o ato de estar vivo, isto é, reencarnado, deve constituir motivo de alegria, pelas excelentes ocasiões de que dispõe o Espírito para ser plenamente feliz.



Redação do Momento Espírita, com base em lenda de autoria
ignorada e no cap. 4, do livro Perfis da vida, pelo Espírito Guaracy
Paraná Vieira, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 4.5.2013.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

PEDIDO DE AJUDA!!!


PARA QUEM CRÊ, PARA QUEM TIVER VONTADE...

NOSSA AUMIGA LOLLY QUE ESTÁ COM PROBLEMAS NA COLUNA!!!

ENTÃO, QUEM PUDER, POR FAVOR, ORE POR ELA!!!

AGRADECEMOS DESDE JÁ!!!

O Nascimento de um Mundo Novo


Era um dia de maio de 2009. Grande frenesi e agitação no ar, os animais pressentiam que algo importante estava para acontecer. No plano espiritual a movimentação era intensa, embora com ordem e disciplina. No plano físico, também intensa atividade, embora quase beirando o caos: reforma ainda por terminar, restos de material de construção espalhados pela casa, algumas janelas ainda não pintadas e cheiro de tinta fresca ainda exalando no ambiente. Os trabalhadores encarnados corriam para organizar os últimos detalhes, a ansiedade no olhar, o coração descompassado de emoção... Como definir, na alma, a profundidade daquele dia? Marcava o nascimento de uma nova era, o início da concretização de auspiciosos planos para o futuro: depositava na Terra, Francisco de Assis, o seu posto de socorro avançado para os animais sob o Evangelho de Jesus.
A casa era simples e humilde mas tocada de singela pureza espiritual, já que receberia os pequeninos de Jesus, as criancinhas espirituais do Pai, que compareceram, trazendo seus tutores. Um a um os animais adentravam a casa recebidos com imensa alegria pelos trabalhadores, representantes de Francisco. Nascia para o mundo o Centro Espírita Asseama, a obra do Cristo para os animais, a Casa de Francisco de Assis – o apóstolo da humildade – nada mais natural ser ele o responsável pelo amparo Superior aos animais, às mais humildes criaturas de Deus!
Os animais em festa, a equipe espiritual franciscana em festa. E, pela primeira vez na história, a oração que é sublime poesia do coração de Francisco de Assis, mantida como força viva de seu ideal, foi entoada por todos os trabalhadores do Centro Espírita da Associação Espírita Amigos dos Animais. Francisco, a tudo acompanhou do Portal do Sol. Com lágrimas nos olhos e coração em festa também cantou, esperando que todos se contagiassem com suas palavras de 800 anos atrás. Estava inaugurado o primeiro centro espírita totalmente voltado à espiritualidade dos animais, estava inaugurado o Centro Espírita Asseama.
E, nos dois planos, quantas lágrimas, quantos abraços emocionados, sensação de dever cumprido... Logo, a certeza de que aquele era apenas o primeiro passo, que seria necessário muito trabalho, abnegação e disciplina para a construção daquela casa de amor aos animais, de amor a Deus, de amor a Jesus e a Francisco, de amor aos homens.
Hoje, três anos já são passados e, se muito já foi conquistado, ainda há um longo caminho a percorrer. Convidamos a todos para que vislumbrem o planeta Terra que idealizou o Cristo: um mundo de paz, um mundo de amor e um mundo de fraternidade para todas as criaturas de Deus!
Que juntos possamos auxiliar Francisco de Assis para que tais planos se realizem. Para que a harmonia que vivenciamos no CE Asseama não mais seja uma exceção, e que cada cantinho do Planeta seja o mais sublime exemplo de amor, na perfeita harmonia e obediência às Leis Divinas.

Que a paz do Cristo Nosso Senhor nos envolva a todos.

Equipe Espiritual ASSEAMA (Maio/2012)

Fonte: ASSEAMA

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Onde Anda Nossa Humanidade?





Eis que adentramos a era do Espírito neste século XXI, e encontramos no Consolador Prometido as diretrizes iluminadas para a transição para Planeta de Regeneração. Mas é preciso meditar, afinal o que significa a Era do Espírito? Sem grandes delongas, é a fase em que rompemos com os limites da matéria e abrangendo com o olhar a vida do Espírito, em que saímos da vida única e entendemos a história da evolução, contada em diversas reencarnações, em que ampliamos o entendimento de Deus, de arbitrário senhor para a representação sublime do amor e elevamos o entendimento de Jesus, de profeta sacrificado na cruz para o governador do Planeta Terra.


E eis que Deus, em seu potencial de amor, cria sem cessar. E através de sua bondade nascem espíritos que se fazem as crianças espirituais no reino mineral, iniciando os passos da evolução. E galgam os diversos caminhos do reino vegetal, adentram o reino animal, rumando para a fase de humanidade, onde nos encontramos. Homens somos, conhecedores de Deus e do Evangelho. Homens somos, rumo ao Arcanjo, conhecedores da Doutrina Espírita. E humanos precisamos aprender a ser, como aqueles que viverão a Era do Espírito, entendendo como inconcebível e incompatível com o amor e com as Leis Divinas, qualquer forma de promover o sofrimento ou a dor a espíritos do Senhor.

Sejamos cristãos e deixemos de lado estas práticas primitivas e infelizes que nos igualam às épocas de selvageria da humanidade. Se outrora aplaudíamos leões comendo cristãos, hoje aplaudimos os próprios homens a sacrificar em dor e sofrimento animais em rodeios e touradas, em vaquejadas e farras do boi, criando estridentes risadas e derramando o sangue sagrado de espíritos em evolução, conscientes e inteligentes. Que absurdo há de ser esta pratica para a Era do Espírito? Onde se encaixa na Regeneração? Até quando nos ligaremos a tão primitivos e cruéis meios de diversão, utilizando nossa inteligência para subjugar e maltratar? Quem nos disse que temos o direito de dispor da vida que não criamos de forma tão cruel? Até quando repetiremos os atos praticados grosseiramente na época dos escravos e do holocausto judeu, promovendo câmaras de tortura, tráfico de almas de Deus, como fazemos até hoje vendendo e traficando animais?

Por quanto tempo teremos lojas onde damos preço em vidas e exploramos as criações de Deus, a custa dos seres que nos são confiados, sob nossa ambição?

Quem deu ao homem o direito a promover tanta dor e a impregnar a atmosfera do planeta de tanta violência e crueldade, aplaudindo os rodeios, distantes do entendimento da evolução? Apreendemos animais em circos, distantes do entendimento do amor. Justificamos os matadouros e frigoríficos distantes do que significa a nova era. Derramamos sangue e acreditamos que praticamos o amor, causando choro em nossos irmãos, gritos de horror, e acreditamos que vivemos o Evangelho. Criamos as risadas estridentes em meio a tortura e acreditamos que estamos condizentes com Jesus. Ah, mísera ilusão. Somente este raciocínio, rompendo com o egocentrismo, já seria suficiente para que imediatamente abandonássemos qualquer ato de tortura e sofrimento a qualquer espírito do Senhor, mas se ainda assim precisarmos das diretrizes do Consolador Prometido para direcionar nossa consciência, ei-las, meus irmãos:



O Consolador, Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, questão 136

“–Existem seres agindo na Terra sob determinação absoluta?

-Os animais e os homens quase selvagens nos dão uma idéia dos seres que agem no planeta sob determinação absoluta. E essas criaturas servem para estabelecer a realidade triste da mentalidade do mundo, ainda distante da fórmula do amor, com que o homem deve ser o legítimo cooperador de Deus, ordenando com a sua sabedoria paternal.

Sem saberem amar os irracionais e os irmãos mais ignorantes colocados sob a sua imediata proteção, os homens mais educados da Terra exterminam os primeiros, para sua alimentação, e escravizam os segundos para objeto de explorações grosseiras, com exceções, de modo a mobilizá-los a serviço do seu egoísmo e da sua ambição.”

O Consolador, Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, questão 129

“É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?

-A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes conseqüências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.

Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores.”

Missionários da Luz, Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, cap. IV

“...A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos. Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a Obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com a máxima eficiência. O suíno comum era localizado por nós, em regime de ceva, e o pobre animal, muita vez à custa de resíduos, devia criar para nosso uso certas reservas de gordura, até que se prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes. Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos, despreocupados das faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer os valores culinários. Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mães, em direção ao matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente. Encarecíamos, com toda a responsabilidade da Ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos protéicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte...”

“...devemos afirmar a verdade, embora contra nós mesmos. Em todos os setores da Criação, Deus, nosso Pai, colocou os superiores e os inferiores para o trabalho de evolução, através da colaboração e do amor, da administração e da obediência. Atrever-nos-íamos a declarar, porventura, que fomos bons para os seres que nos eram inferiores? Não lhes devastávamos a vida, personificando diabólicas figuras em seus caminhos?”

“...Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis. Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da Natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiar em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão...”

“...temos sido vampiros insaciáveis dos seres frágeis que nos cercam, entre as formas terrenas...”

Conduta Espírita, Espírito André Luiz, psicografia de Waldo Vieira, cap. 33, Perante os Animais

“Abster-se de perseguir e aprisionar, maltratar ou sacrificar animais domésticos ou selvagens, aves e peixes, a título de recreação, em excursões periódicas aos campos, lagos e rios, ou em competições obstinadas e sanguinolentas do desportismo.

Há divertimentos que são verdadeiros delitos sob disfarce.”

“Esquivar-se de qualquer tirania sobre a vida animal, não agindo com exigências descabidas para a satisfação de caprichos alimentares nem com requintes condenáveis em pesquisas laboratoriais, restringindo-se tão-somente às necessidades naturais da vida e aos impositivos justos do bem.

O uso edifica, o abuso destrói.”

“Opor-se ao trabalho excessivo dos animais, sem lhes administrar mais ampla assistência.

A gratidão também expressa justiça.”

“Os seres da retaguarda evolutiva alinham-se conosco em posição de necessidade perante a lei.”

Fonte: ASSEAMA

sábado, 25 de maio de 2013

Sem fome de pão


Foi num dia qualquer, de um verão tropical, na cidade de Angra. Lugar paradisíaco, que muitos estamos acostumados a ver estampado em revistas e na televisão.

O garoto aproximou-se da casa bonita, colocou a carinha entre as grades do portão alto e forte, e ficou olhando.

A dona da casa, senhora distinta, regava o jardim. Fazia a tarefa devagar, como quem distribui com as gotas d’água um tanto de carinho.

O menino dos seus nove anos, segurando com ambas as mãos as grades, de um lado e outro do rosto magro, pediu:

Ei, dona, tem pão velho?

Ela se voltou surpresa. Fechou o esguicho d’água. Desde a sua infância, aquele tipo de situação a incomodava. Da adolescência trazia uma mensagem dentro de si de que, quando alguém pedia pão velho, na verdade estava dizendo: Me dá o pão que era meu e ficou na sua casa e você esqueceu de comer, porque tem muitas outras coisas deliciosas para saborear.

Ela caminhou até o portão e perguntou:

Onde você mora?

Ele falou o bairro, bem distante.

Mas é muito longe, disse a senhora.

Pois é. Eu sei que é longe, mas eu tenho que pedir as coisas para comer.

Você está na escola?

Não, disse ele. Minha mãe não pode comprar material.

Agora, ela já estava tão próxima dele que quase o podia tocar. Ele tinha um rostinho tão delicado. Pena que estivesse um tanto sujo.

Pensou nos próprios filhos, tão bem cuidados, penteados, roupa limpa, calçados brilhantes e lancheira cheia para levar à escola.

O rostinho miúdo parecia só ter olhos. Espertos. Inteligentes e sofridos.

Seu pai mora com vocês? Arriscou a dama.

Ele sumiu, respondeu a vozinha triste.

O papo prosseguiu. Ela até se esqueceu do jardim e das flores. Ali estava uma flor muito mais importante e mais necessitada de água, adubo, terra fofinha.

Finalmente, ela se recordou da fome do menino e fazendo um gesto de quem se dirigia para dentro a fim de buscar alguma coisa, exclamou:

Espere um pouco. Vou buscar o pão. Não tenho pão velho. Serve novo?

Não precisa não, senhora. A senhora já conversou comigo. Tchau.

E desapareceu ladeira abaixo.

A resposta caiu como um raio no coração da mulher. Teve a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquela criança.

Um menino de nove anos, já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitado de um papo, de uma conversa amiga.

Naquele dia, a senhora aprendeu um novo significado para o pedido de pão velho. Significa dizer: Converse comigo, dê-me a alegria de ser amado.

Por isso, ela continua dando pão novo, fresquinho, com doce, manteiga, queijo e salaminho. Mas, antes de tudo, ela compartilha o pão das pequenas conversas, um pão que nunca fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita nAquele que disse um dia: Eu sou o pão da vida!

* * *

O pão mata a fome do corpo. A palavra nutre o coração entristecido.

Enriquecido por esse tesouro - a palavra que vibra, sonora, em teus lábios - estende esperança em volta, donde te encontras.

Distribui calor humano a quem se faz carente e alimenta essas vidas em desfalecimento, como quem rega um jardim em ardente dia de sol.



Redação do Momento Espírita, com base em texto de Rosana Mac
Niven Junqueira (Furnas Centrais Elétricas S/A) e no verbete Palavra, do livro
Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de
Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 3.5.2013.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Não existe sofrimento que nos impeça de ajudar


Um grupo de adolescentes, vinculado a determinada instituição religiosa, realizava, de tempos em tempos, uma campanha que chamavam Campanha do quilo.

Viviam numa cidade do interior do Estado e, em cada jornada, saíam pelas ruas, batendo de casa em casa, pedindo alimentos para, posteriormente, atenderem famílias carentes de certa região do município.

Todos se sentiam úteis e motivados, dando sua contribuição àqueles que tinham menos. Uma excelente iniciativa, que busca construir homens e mulheres com maior responsabilidade social e com senso de fraternidade.

Após se dividirem, naquele que era mais um dia de ação no bem, um grupo pequeno chegou em frente a uma casa e bateu à porta.

Demoraram para atender. Depois da segunda ou terceira tentativa, foram recebidos por uma senhora de meia idade, cabisbaixa, quase sem energias, com os olhos vermelhos – olhos de quem chorara muito.

Os jovens fizeram seu pedido, deram suas justificativas, e a moradora, sem nada questionar, pediu que esperassem um pouco.

Enquanto aguardavam, outra mulher se apresentou, mais jovem, também com o rosto marcado pelas lágrimas, mas extremamente incomodada.

Perguntou o que faziam ali, logo naquele momento! E que fossem embora – sem ouvir qualquer explicação dos meninos e meninas à porta.

Esses não souberam muito bem o que fazer, e continuaram ali, esperando.

Um deles até se atreveu a dizer: Mas aquela senhora disse que esperássemos aqui.

A mulher, enfurecida e sem paciência, respondeu: Este não é um bom momento! Precisamos de respeito! Ela acabou de perder o marido! Acabamos de voltar do enterro de meu pai, isto é, do marido dela!

Os jovens ficaram atônitos e sem jeito. Não esperavam por isso.

Quando estavam se retirando, mudos, a senhora apareceu à porta, com um grande saco de cinco quilos de açúcar.

Não havia deixado de ouvir a bronca da filha nos adolescentes, e então se pronunciou, dirigindo-se a ela:

Filha... Não existe sofrimento que nos impeça de ajudar alguém.

Todos ficaram em silêncio... O que dizer num momento desses?

Entregou a sua doação com as últimas forças que lhe restavam naquele instante, e os adolescentes se foram.

* * *

O relato é desses de deixar os olhos mareados e encher o coração de esperança.

Que desprendimento dessa boa alma... Justamente no momento em que mais precisava de ajuda, de consolo, ela ainda encontrou espaço no coração para ajudar.

O sofrer intenso não a impediu de pensar naqueles que precisavam de alimento, de amparo material.

Essa é uma das características do bem sofrer. Ele não nos fecha numa redoma de dor e egoísmo. Por saber sofrer, ele consegue inclusive considerar e entender a dor alheia com mais facilidade.

Ele não pensa que a sua dor é a única e a maior do mundo. Existem outras dores e outras almas precisando de auxílio.

Pensemos muito sobre esta lição:

Não existe sofrimento que nos impeça de ajudar alguém...

Pensemos nisso... Pensemos agora.

Redação do Momento Espírita.
Em 2.5.2013.

terça-feira, 21 de maio de 2013

O pensamento


Toda coisa grande, majestosa e bela neste mundo nasce e se forja no interior do homem, graças a uma única ideia e a um único sentimento.

Todos os acontecimentos verdadeiros e positivos que nos legaram os séculos passados foram, antes de se realizar, uma ideia oculta na razão e na mente de um homem ou um sentimento sutil no coração de uma mulher.

As fatídicas guerras, mananciais de um caudaloso rio de sangue inocente, foram o produto de um sonho que se incubou no cérebro de um homem.

Os acontecimentos bélicos e as guerras dolorosas que destruíram tronos e derrubaram reinos surgiram de uma ideia absurda na mente de um só homem.

Os ensinamentos sublimes que transformam o curso da vida humana são inclinações românticas no espírito de um só homem que, pelo seu gênio, é considerado estranho ao seu ambiente.

Uma só ideia ergueu as pirâmides. Um sentimento fatal destruiu Tróia. Uma só palavra incendiou a biblioteca de Alexandria.

Um pensamento que se apodera de nós na quietude da noite nos conduz à glória ou à loucura.

Uma palavra pode nos converter em ricos depois da pobreza e em paupérrimos depois da opulência.

* * *

O pensamento é força criadora. Antes de se concretizar qualquer coisa no mundo, o pensamento a concebeu, idealizou e lhe deu forma, na mente de um homem.

Antes de surgirem as maravilhosas obras de engenharia, um pensamento as concebeu. Assim foi com a fabulosa muralha da China, que continua a atrair turistas do mundo inteiro.

Assim foi com a extraordinária estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, que até hoje nos extasia, quer pela ousadia de transpor abismos, quer pela persistência de avançar através das montanhas, em meio a uma luxuriante e privilegiada vegetação.

Antes de serem concretizadas no mármore as grandes figuras de Moisés, a Pietá, o pensamento de Michelangelo as idealizou, permitindo depois que as suas mãos despissem a pedra bruta, retirando-lhe os excessos, para dela extrair a beleza que admiramos.

Antes de se transformarem em telas famosas, todos os quadros que se encontram nos museus, nos palácios ou no interior das nossas residências, nasceram no pensamento dos seus pintores, que se serviram de tintas, pincéis, técnica específica para as concretizar aos nossos olhos.

Quando observamos, nas noites enluaradas, a abóbada celestial e sentimos o coração pulsar de emoção, pela beleza das luzes que compõem a glória de Deus, na forma de estrelas piscantes;

quando focamos os telescópios na direção dos corpos celestes, e a ciência humana vai descobrindo sempre novos mundos, plenos de beleza e poesia;

quando, ante a grandeza do Universo que apenas começamos a descortinar, pensamos na pequenez do nosso globo, da nossa Terra, lar e escola, pensemos: tudo é obra do pensamento criador de Deus, nosso Pai.

Num momento de luz do Seu pensamento, surgiram as estrelas coruscantes. Num momento de paz, Ele idealizou o imenso Universo em que nos movemos. Num delicado momento de amor, Ele pensou e criou os Espíritos imortais, que somos nós.



Redação do Momento Espírita, a partir do texto
O pensamento, de Gibran Khalil Gibran, do livro
Um presente especial, de Roger Patrón Luján, ed.
Aquariana.
Em 27.4.2013.

sábado, 18 de maio de 2013

O que você quer ser quando crescer?


Uma conceituada escola de ioga espalhou, por suas paredes, diversos cartazes, mostrando praticantes em posições consideradas difíceis ou até impossíveis para a maioria das pessoas.

Eram fotos de fazer inveja a qualquer aluno ou admirador da prática oriental. Foram tiradas de praticantes de várias partes do mundo e todos com muita experiência e anos e mais anos de exercício.

Visivelmente se percebia que todos os iogues estavam num estágio diferente de vida, de compreensão das coisas e controle do corpo.

E o mais interessante é que, abaixo de cada grande imagem, havia uma inscrição que se repetia: O que você quer ser quando crescer?

* * *

Fazer tal questionamento a adultos é levá-los a profundas reflexões íntimas, certamente.

Viver sem objetivos maiores, sem almejar ser mais do que já se é, assinala um certo tipo de morte moral, um morrer antes mesmo do fim da existência corporal.

Assim, todos precisamos vislumbrar algo maior e buscá-lo, mesmo que esse anelo esteja a vidas e vidas de distância.

É o caminhar em direção às conquistas da alma que nos faz grandes, ou, crescidos.

Ser conduzido pela vida, pelos acontecimentos, como um barco à deriva, é parar no tempo, é desistir da felicidade.

Precisamos almejar o crescimento e trabalhar por ele diariamente.

O praticante de ioga, como no exemplo trazido, ao vislumbrar as conquistas incríveis de alguns poucos no mundo, inspira-se nelas e segue em frente, pois está no caminho da iluminação, assim, já está sendo iluminado.

Compara-se consigo mesmo e analisa:

Onde eu estava, onde eu estou agora – percebendo o crescimento – e aonde eu desejo chegar – programando a mente para o futuro.

Sim, a mente precisa ser programada e, em alguns casos, reprogramada. É através da ideia construída do pensamento que conseguimos realizar as grandes obras do mundo e do Espírito.

Vale a pena repetir esse questionamento de tempos em tempos: O que eu quero ser quando crescer? Onde quero chegar nesta vida?

* * *

Pensemos nisso:

Pensemos no que desejamos alcançar, colocando sempre em primeiro plano as conquistas da alma. São as mais importantes. São as que levamos conosco.

Antes de sermos invadidos pelo desânimo, pela preguiça, imaginemo-nos lá, onde desejamos estar. Aproveitemos a sensação de plenitude e nos deixemos inundar por ela. Isso nos dará forças para não desistir.

Lembremos que muitos já conseguiram alcançar esse patamar, entendendo a lei de progresso na qual todos nós, Espíritos imortais, estamos inseridos.

Assim, ele não é impossível.

Não é impossível nos livrarmos da inveja, do egoísmo, do orgulho e do ódio. Leva tempo. Custa dedicação e disciplina, mas é totalmente possível.

Os que vieram antes, os que alcançaram graus de perfeição elevados, como Jesus, são a prova de que todos podemos chegar lá.

A perfeição é conquista da alma. Conquista de muito tempo e trabalho.

Perfeitos – é o que precisamos desejar ser quando crescermos. Construindo esse estado futuro na realidade e possibilidade de cada dia. Dia após dia.



Redação do Momento Espírita.
Em 26.4.2013.