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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Raças de Gato: Persa


Meigo, carinhoso e muito apegado aos donos, o gato Persa é um dos preferidos entre as pessoas que vivem em apartamentos, seja pelo seu temperamento afetuoso, por sua beleza, ou ainda pelo fato de que seus miados são baixos. É um gato que tem como uma de suas principais características a belíssima pelagem longa e sedosa.

História da raça Persa

A história desta raça tem início no século 17, quando um viajante italiano chamado Pietro Della Valle passou pela Pérsia e trouxe consigo alguns dos belos gatos que andavam pelas ruas do local. Ao chegar de volta a Itália, os gatos levados ganharam a simpatia das pessoas, principalmente devido a sua linda pelagem, macia e brilhante. Porém, a raça persa tal qual a conhecemos hoje em dia, surgiu apenas no século 19, quando foram levados a Inglaterra, onde sofreram cruzamentos com gatos da raça Angorá. Foi então, colocado em prática um trabalho de aprimoramento genético, visando se obter maior variedade de cores e padrões de pelagem. Há hoje mais de 100 diferentes combinações de cores para os gatos dessa raça, variando desde o branco neve até o malhado (casco de tartaruga).


Descrição e aparência da raça Persa

O Persa ideal deve aparentar um gato bem balanceado, com expressão doce e suave, estrutura óssea pesada, e pelo muito cheio e denso, o que acentua a sua aparência arredondada. A pelagem do gato Persa é longa em todo o corpo, e muito cheia. De textura fina, lisa e cheia de vida. O gato Persa é elegante, compacto, bem balanceado, forte, que prefere estar no chão. Não apresentam entre suas especialidades a velocidade, ou a agilidade. A cabeça do gato Persa é arredondada, com bom espaço entre as orelhas.

Esse animal se caracteriza pela pelagem comprida e sedosa, com uma cabeça grande e redonda, orelhas pequenas e arredondadas com tufos de pelo no interior, olhos grandes e redondos de coloração vívida e patas curtas, porém musculosas. O padrão comum da raça apresenta focinhos achatados, os chamados flat face, porém alguns exemplares apresentam focinhos um pouco mais alongados, conhecidos como doll face. A manutenção de sua pelagem é um muito trabalhosa, sobretudo devido a possibilidade de formação de nós, que podem ocorrer devido ao comprimento dos pelos.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

24 de Agosto - Morte do Ex-Presidente Getúlio Vargas


Antes de se suicidar com um tiro no peito, Getúlio Vargas (1882-1954) escreveu uma carta-testamento ainda hoje polêmica, pois existem dela duas versões: uma manuscrita, bastante concisa, e outra mais longa, datilografada, que foi distribuída para a imprensa como a mensagem oficial do político ao povo brasileiro. Em ambas, porém, Getúlio informa que deu cabo à própria vida em virtude de pressões de grupos internacionais e nacionais contrários ao trabalhismo – ou seja, criou sua versão das “forças ocultas” que algumas vezes leva a rupturas no poder.

Os dois documentos são ainda um libelo pró-nacionalismo e recendem personalismo, uma das marcas registradas do político. Getúlio se colocou, até na hora da morte, como defensor do povo e líder martirizado justamente para libertar os brasileiros. “Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco”, registra a versão datilografada. No manuscrito, há um trecho com recado semelhante. “Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.”

Há quem atribua o estilo do texto “oficial” ao redator dos discursos de Vargas, o jornalista José Soares Maciel Filho. De fato, Maciel Filho confirmou à família do presidente que datilografou a versão lida para a imprensa, mas nada disse sobre tê-la modificado. De todo modo, por causa da carta-testamento, Maciel Filho é conhecido como o ghost-writer que saiu da sombra habitual do redator de aluguel para entrar para a história.


TEXTO MANUSCRITO

“Deixo à sanha dos meus inimigos, o legado da minha morte. Levo o pesar de não ter podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.
Acrescente-se a fraqueza de amigos que não defenderam nas posições que ocupavam à felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês, à insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa.
Se a simples renúncia ao posto a que fui levado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranqüilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria.
Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem-me.
Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas.
Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.
Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos.
Que o sangue dum inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus.
Agradeço aos que de perto ou de longe me trouxeram o conforto de sua amizade.
A resposta do povo virá mais tarde...”


TEXTO DATILOGRAFADO

“Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fi z-me chefe de uma revolução e venci.
Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.
A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.
Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o povo seja independente.
Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos.
Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação.
Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém.
Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.
Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”


Consequências do suicídio e reações populares

Há quem diga que o suicídio de Getúlio Vargas adiou um golpe militar que pretendia depô-lo. O pretendido golpe de estado tornou-se, então, desnecessário, pois assumira o poder um político conservador, Café Filho. O golpe militar veio, por fim, em 1964. Golpe de Estado que foi feito, essencialmente, no lado militar, por ex-tenentes de 1930.

Para outros, o suicídio de Getúlio fez com que passasse da condição de acusado à condição de vítima que morreu. Isto teria preservado a popularidade do trabalhismo e do PTB e impedido Café Filho, sucessor de Getúlio, por falta de clima político, de fazer uma investigação profunda sobre as possíveis irregularidades do último governo de Getúlio.

E, por fim, o clima de comoção popular devido à morte de Getúlio teria facilitado a eleição de Juscelino Kubitschek à presidência da república e de João Goulart (o Jango) à vice-presidência, em 1955, derrotando a UDN, adversária de Getúlio. JK e João Goulart são considerados, por alguns, como dois dos "herdeiros políticos" de Getúlio.

Carlos Lacerda teve que fugir do país, com medo de represálias populares.

Anos mais tarde, em 1962, na 6ª faixa do disco LP: Saudades de Passo Fundo, Teixeirinha homenageou o presidente gaúcho Getúlio Vargas, com a faixa de nome: 24 de Agosto, lembrando o impacto popular que foi a morte repentina do então presidente do Brasil. Um trecho da música de Teixeirinha mostra claramente este fato:


"Vinte e quatro de agosto
A terra estremeceu
Os rádios anunciaram
O fato que aconteceu,
As nuvens cobriram o céu
O povo em geral sofreu
O Brasil se vestiu de luto
Getúlio Vargas morreu!

Seu nome ficou na história
Pra nossa recordação
Seu sorriso era a vitória
Da nossa imensa nação
Com saúde ele venceu
Guerra e revolução
Depois foi morrer a bala
Pela sua própria mão".


Fontes:



************************* 

Uma singela homenagem a um grande homem!!!
Eu, em particular, admiro muito os feitos de Getúlio Vargas enquanto esteve no poder.
Ele vivei para o Brasil e morreu por ele...
Ele criou o Ministério do Trabalho, da Educação...
Até então, o povo não tinha vida e nem direitos...

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Humano e Divino


Giorgio Vasari, conhecido principalmente por suas biografias de artistas italianos, escreveu:
De tempos em tempos, o céu nos envia alguém que não é apenas humano, mas também Divino, de modo que, através de seu espírito e da superioridade de sua inteligência, possamos atingir o céu.
Entre esses, com certeza, se inclui Leonardo da Vinci, vindo ao mundo em 15 de abril de 1452, perto de Florença.
O extraordinário e diversificado talento de Leonardo manifestou-se nos primeiros anos de vida.
Belo e forte, era excelente esportista, ótimo nadador e cavaleiro; engenhoso artesão e mecânico.
Logo revelou seus dons inventivos. O desenho e a pintura também atraíram seu interesse, demonstrando seus dotes artísticos.
Era tido, por seus contemporâneos, como um arquiteto perigosamente ousado e um louco cientista.
Sobre um ponto, no entanto, todos se viam obrigados a concordar: Leonardo era um argumentador fascinante, um polido conversador, um contador de histórias "mágico" e fantástico, um gênio da palavra acompanhada da mímica.
Falando da ciência, fazia calar os cientistas. Argumentando sobre filosofia, convencia os filósofos. Inventando fábulas e lendas, conquistava os favores e a admiração das cortes.
Sempre, e em qualquer lugar, Leonardo era o centro das atenções. E jamais decepcionava seu auditório porque tinha, todas as vezes, alguma história nova para contar.
Possuía uma reserva inesgotável de historietas. Eram ditos espirituosos, fábulas e apólogos de bom gosto literário e conteúdo moral.
Suas fábulas passavam rapidamente de boca em boca, com as inevitáveis variações da repetição oral, e os invejosos procuravam em vão as fontes tradicionais de suas histórias.
Da sua engenhosidade nasceram as máquinas de nossa civilização, desde a bicicleta até o avião e o submarino.
E a ciência tem em Leonardo da Vinci, em termos de observação da natureza, seu pai espiritual.
Pois essa criatura admirável, em seu livro Das profecias, escreveu: O homem é o destruidor de todas as coisas criadas.

* * *

Nunca, como hoje, na longa História de nosso planeta, uma afirmativa foi mais verdadeira e tão tragicamente atual.
Nosso século, que vê o homem voar como os pássaros, e emigrar para outros planetas, também assiste a cenários tristes de destruição.
Por onde passa, o homem deixa as suas pegadas destrutivas.
Vai à praia e a enche de latas, garrafas, lixo de toda espécie. Polui rios e mares, interferindo na vida aquática.
Transita pelas estradas, que cortam as florestas ao meio, lançando toda sorte de detritos.
O homem, tido como o senhor da Criação, estabelece a caça e a pesca como lazeres predatórios, esquecendo-se de que todo abuso redundará em carência, logo mais.
E, se destrói o que está em seu entorno, projeta para si próprio uma vida de muitas dificuldades.
Isso porque a natureza responde à agressão com temperaturas extremas, com falta d´agua, com terras áridas, onde antes abundavam as searas.
Se Deus envia pessoas especiais para nos apontar coisas Divinas, sinalizando as venturas de que podemos gozar, atentemos para o que nos prescrevem.
Repensemos nossas atitudes. Ainda há tempo de reconstruir, de refazer caminhos, de revigorar uma Terra exaurida e explorada, sem limites.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Leonardo da Vinci, colhidos no site


Em 22.6.2016.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Raça de Gatos: Maine Coon


O Maine Coon é a raça de gato de pelo longo mais antiga dos Estados Unidos, além de ser conhecida como a maior entre todas as raças de gato. Foi reconhecida como raça oficial do estado do Maine, onde ficou famosa pela capacidade de caçar ratos e tolerar climas rigorosos.

História da raça Maine Coon

As origens da raça são, como as de tantas outras, incertas. A teoria mais aceita entre os criadores é que o Maine Coon teria sido desenvolvido à partir do cruzamento entre gatos nativos de pelo curto e gatos europeus de pelo longo, possivelmente levados da Europa por Vikings. Esta seria uma explicação plausível para a semelhança entre esta raça e o Norwegian Forest, também chamado de Noruguês da Floresta, raça norueguesa que viajava com os Vikings do século XI. Muitos gatos desta raça apresentam um grande fascínio por água. Este traço sa sua personalidade pode vir de seus ancestrais, que viviam à bordo de navios durante boa parte de suas vidas.

Com o aparecimento de outras raças de pelagem longa no início do século XX, como por exemplo o gato Persa, que se originou no Oriente Médio, o Maine Coon acabou perdendo popularidade. A queda do interesse pela raça foi tão grande, que acabou sendo declarada como extinta prematuramente. A raça voltou a crescer em popularidade nos anos 50 e foi declarada em 1985 como a raça de gato oficial do estado do Maine. Hoje é, segundo a CFA, a terceira raça de gato mais popular em número de registros, permanecendo atrás somente do Persa e do Exótico.

Descrição e aparência da raça Maine Coon

Originalmente um gato de trabalho, o Maine Coon, também conhecido como American Longhair, ou Gato Americano de Pelo Longo, é um gato resistente, rústico e capaz de suportar as intempéries. Seu corpo é muito bem proporcionado, de aparência retangular e balanceada, sem partes exageradas em tamanho.

O Maine Coon é um gato forte e musculoso. De tamanho grande, esta é considerada umas das maiores raças de gatos do mundo, podendo pesar até 11 kg. As fêmeas, geralmente são um pouco menores que os machos. A pelagem do Maine Coon é curta nos ombros e mais longa na região do estômago. É densa, macia e sedosa, caindo levemente, embora sua textura possa variar de acordo com a cor. O padrão de cor mais comum é o castanho (marrom) com marcações. Os olhos do Maine Coon são grandes e expressivos. Em geral, as cores dos olhos são verdes ou douradas, mas todas as cores, exceto o azul, são permitidas pelos padrões da raça.

Temperamento da raça Maine Coon

Conhecido por seu temperamento gentil, o gato Maine Coon possui inteligência acima da média. É, portanto, considerado um gato fácil de se treinar, de fácil adaptação e essencialmente muito amigável. São fiéis à sua família, cautelosos com estranhos e muito independentes. São brincalhões durante toda a vida, mesmo depois de adultos e seu temperamento faz com que sejam, de maneira geral, muito tranquilos com outros gatos, cachorros e crianças.


O Maine Coon é extremamente dócil, meigo e companheiro, e normalmente se da muito bem com outros gatos e outros animais de estimação, como o cão. É um gato de fácil adaptação, e essencialmente muito amigável. Carente de cuidados e atenção, necessita sempre de companhia. Seu miado é um dos mais curiosos, por ser semelhante ao som de um grilo.



Fonte: http://www.blogdogato.com.br/gatos/racas/maine-coon/

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Divulgar o mal


Todos sabemos que as nossas relações sociais são dirigidas pela força das nossas mentes ou pelo poder dos nossos pensamentos.
Não é possível, pois, que você não saiba que, tanto quanto há pessoas do seu convívio nas quais você acredita piamente, há diversas outras que creem em você de olhos fechados.
Do mesmo modo que é seu dever, como pessoa adulta e reflexiva, analisar tudo o quanto ouve de terceiros, a fim de que não seja joguete das circunstâncias ou instrumento passivo da inteligência alheia;
Cabe-lhe ter muito cuidado com aquilo que parte de você e ocupa a mente daqueles que veem você como seu padrão de verdade e correção.
Evite trançar informações sobre a vida dos outros, quando não tenha real conhecimento das ocorrências.
E, quando precisar referir-se a alguém e seus feitos infelizes, adoce a sua informação ou o seu comentário – caso seja imperioso externá-los - com os aromas da fraternal caridade.
Não exponha a intimidade dos outros, principalmente se foram eles que a confiaram aos seus ouvidos, sob pena de tornar-se considerado um traidor tanto no mundo quanto para quem o acompanha do invisível.
Mais cedo ou mais tarde, você irá responder por essa infidelidade à própria consciência.
Não publique as fragilidades dos seus amigos ou conhecidos, justificando que todo o mundo já o sabe, uma vez que conduzir alguém à praça aberta do ridículo costuma render, no futuro, muitos conflitos e dores morais ao animado indiscreto de agora.
O que você disser e fizer, no seu trilho cotidiano, servirá de referência e será verdade para muita gente que sofre a sua influência.

* * *

As redes sociais tornam tudo público muito rapidamente. Fotos, vídeos, pensamentos, emoções de momento.
Tudo pode ser publicado e logo é de conhecimento de uma infinidade de pessoas.
Se pararmos para pensar, isso nos dá um poder e, por consequência, uma responsabilidade imensos.
Muitas vezes, em nome do humor, da brincadeira, estamos expondo pessoas ao ridículo, a situações vexatórias, que trazem consequências em suas vidas que não podemos calcular.
Em outros casos, divulgamos notícias, relatos, denúncias que não sabemos serem verdades ou não, em nome de uma espécie de cultura da desgraça ou cultura dasteorias de conspiração que, com a mesma rapidez que surgem, desaparecem, nos meios digitais.
Assim, pensemos bem no que é construtivo ou não. No que é apenas passatempo e no que realmente pode contribuir com o bem comum.
Não permitamos que as emoções de momento, das paixões em ebulição, nosfaçam escrever algo do qual nos arrependamos meia hora depois. Concedamo-nos esta meia hora de reflexão antes.
Finalmente, pensemos se fôssemos nós naquela mesma situação, se gostaríamos de estar no foco de tais apontamentos irônicos, de tais brincadeirinhas.
Para tudo na vida, até para as regras de atuação e relação nas redes sociais, a recomendação do fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem vale muito, e deve ser a norma número um.
Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 43, do livro Ações corajosas para viver em paz, pelo Espírito Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira,ed. Fráter.
Em 27.6.2016.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Uma palavra amiga

Donald Ritchie

Ele é um australiano de 82 anos. Seu instrumento de trabalho mais precioso é um binóculo.
Com isso e mais uma conversa amiga, ele já conseguiu salvar das garras do suicídio nada menos de quatro centenas de pessoas.
Ao realizar seu salvamento de número 401, foi entrevistado pela BBC Brasil, narrando a sua atividade.
Corretor de seguros de vida aposentado, há cinco décadas ele monitora, de forma voluntária, o movimento no penhasco The Gap, perto de sua casa, nos arredores de Sidney.
A média anual de suicídios no penhasco é de cinquenta pessoas. E Donald Ritchie, que já recebeu o apelido de anjo da guarda, fica atento. Basicamente, o trabalho é de observação.
Sempre que vê alguém por ali, muito pensativo, ou ultrapassando as cordas postas no lugar, vai em direção à pessoa e puxa conversa.
Não é raro que a convide para um café, em sua casa. É um dos seus métodos preferidos.
E com o café, oferece um sorriso, uma palavra amável, uma conversa amiga. Conforme ele narra, muitas vezes consegue fazer com que a pessoa mude de ideia.
Por toda essa dedicação, Ritchie tem recebido muitas manifestações de agradecimento e carinho. Em sua porta, já foram deixadas cartas, pinturas e outros mimos.
Naturalmente, ele não consegue ter êxito total, mas a contabilização de quatrocentas e uma pessoas salvas, graças à sua atuação, é uma significativa marca.

The Gap - Sydney
 
À semelhança desse australiano aposentado, quantos de nós podemos realizar benefícios, sem ir muito longe de nossa própria casa, do nosso bairro.
Tantas vezes idealizamos ser missionários em longínquas terras, em prestar serviços nessa ou naquela entidade internacional.
E, contudo, bem próximo de nós, há tanto a se fazer. Tantas questões nos requerem a ação.
Bom, portanto, nos perguntarmos o que será que podemos fazer que ainda não foi feito e tem urgência de ser realizado, em nosso quarteirão, em nosso bairro, em nossa cidade.
Não são poucos os exemplos que temos. Estudantes, donas de casa, profissionais diversos que se dedicam em horas que lhes deveriam ser de lazer, a servir ao próximo.
Jovens que buscam comunidades carentes para oferecer aulas de reforço escolar. Ou praticar esportes com as crianças, retirando-as das ruas.
Donas de casa que se organizam em equipes para atender a pessoas do bairro, que enfrentam enfermidades longas, sem família por perto.
Ou mães que trabalham fora do lar e têm necessidade de quem lhes atenda os filhos por algumas horas, no retorno da escola.
Um detalhe aqui, outro ali. Quantas benesses!
Alguns salvam vidas como Donald Ritchie. Outros podemos salvar criaturas do analfabetismo, nos transformando em pontes entre o iletrado e a escola.
Ou retirar do desespero uma pessoa em solidão que apenas espera que alguém se disponha a ouvi-la.
Pensemos nisso e nos disponhamos a ofertar a nossa palavra amável, a mão amiga, a presença atuante.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo Contra o suicídio, uma palavra amiga, do Boletim Serviço Espírita de Informações, nº 2182, de 15.06.2010, editado pelo Conselho Espírita Internacional.

Em 28.6.2016.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Raças de Gato: Oriental de Pelo Curto


A raça Oriental Shorthair, ou simplesmente Oriental, está diretamente relacionada com o Siamês. Sua aparência física é a de um Siamês, mas apresenta uma maior variedade de cores e padrões de pelagem. A variedade de pelagem longa, difere somente no que diz respeito ao comprimento do pelo.

História da raça Oriental

De acordo com o padrão da raça, os gatos orientais representam um grupo diversificado de gatos que têm seu fundamento na raça Siamês. Os gatos siameses foram levados ao Reino Unido na metade do século 19, tornando-se com o passar do tempo uma das raças mais populares na Europa. Muitas dessas variações chegaram a ser registradas como siameses, ou eram considerados como sendo gatos de pelagem curta de diferentes raças. Outras raças também foram desenvolvidas a partir de gatos nativos da Tailândia (antigo Sião), como por exemplo o Havana Brown, que algumas entidades preferem classificar como uma variante do Oriental de Pelo Curto.

O Oriental foi aceito como raça pela CFA em 1977, e em 1985 foi reconhecida a variedade bicolor, mas foi somente ao final dos anos de 1990 que a raça foi finalmente reconhecida pelo Governing Council of the Cat Fancy (GCCF), sediana no Reino Unido, mas com algumas diferenças de conformação na pelagem.


Descrição da raça Oriental

O gato Oriental é um gato esbelto, de linhas longas, mas muito musculoso. Tem excelente condição física, é forte e magro. O corpo do gato Oriental é longo, uma combinação de ossos finos e músculos firmes. Os machos Orientais são proporcionalmente maiores do que as fêmeas. Assim como os gatos siameses, os olhos do gato Oriental são amendoados, de tamanho médio e de coloração verde. Gatos Orientais brancos e bi-colores podem ter olhos de coloração azul ou verde. A cabeça tem formato triangular, com orelhas grandes.

A pelagem do gato Oriental é curta, de textura fina, caindo bem rente ao corpo. Já os exemplares de pelagem longa, que diferem apenas no que diz respeito ao comprimento da pelagem, apresentam pelos de tamanho médio. Também são finos, sedosos, e caem rente ao corpo. De acordo com a as regras da CFA, mais de 300 combinações de cores e padrões são possíveis, sendo que as variedades mais comuns são o sólido, o sombreado (shaded), o esfumaçado (smoke), o parti-color, o bicolor e o tabby.

Temperamento da raça Oriental

Geralmente considerado mais dócil que o Siamês, o Oriental é um gato dócil, de temperamento calmo e extremamente apegado ao dono e a seus familiares. Gostam e precisam de atenção, adoram brincar, são ativos e dispõe de abundante energia. São conhecidos por serem gatos saltadores, e todos os cuidados nesse aspecto são necessários dependendo do ambiente onde vivem. São curiosos por natureza e adoram investigar tudo que está acontecendo ao redor. É considerado um gato de fácil adaptação, é extremamente sociável com pessoas e pode também se relacionar bem com gatos e outros animais.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Seu filho deixará de fazer birra quando você disser isso a ele


Aos olhos dos outros, na rua ou dentro de uma loja, uma criança birrenta é, quase sempre, um problema que precisa ser resolvido (rapidamente!) pelos pais.

Mas, nem sempre sabemos lidar de um jeito prático e eficiente com as vontades e episódios de desrespeito de nossos filhos. Algumas expressões mais genéricas, entretanto, podem nos ajudar a construir um diálogo mais direto com os pequenos – e, por isso, separamos 4 frases que, se colocadas em prática, poderão ser importantes para estabelecer limites às crianças. Afinal, um bebê birrento hoje pode se transformar a relação entre vocês em um campo de batalha, futuramente.

Como fazer a criança parar de birra

1. “Já te respondi”

Aprenda a lidar com as vontades das crianças

Imagine que seu filho pede um chocolate na fila do mercado, mas você não poderá dar naquele momento. Ele insiste, como se o doce fosse imprescindível para ele sobreviver:

Filho: Mãe, compra esse chocolate para mim?
Mãe: Hoje não, querido.
Filho: Mas eu estou com vontade.
Mãe: Já te respondi.
Filho: Mas faz tempo que eu não como chocolate.
Mãe: Já te respondi.
Filho: Mas todos os meus amigos comem chocolate.
Mãe: Já te respondi.

Por que funciona?

A criança pode pensar em justificativas infinitas para conseguir o que quer, mas a mãe se mostra firme, apenas pedindo para que ele relembre o que ela disse na primeira vez. Em algum momento, a criança perceberá que a mãe não será manipulada e vai reavaliar o pedido e seu próprio comportamento.

2. “Não vamos discutir isso”

Demonstre para a criança que cada ação dela tem uma consequência

Em uma situação hipotética (mas, muito real), a menina pede para ir dormir na casa da amiga. E a mãe ou o pai não concordam que ela vá naquele dia.

Filha: Pai, posso ir dormir na casa da minha amiga?
Pai: Não, já está muito tarde.
Filha: Mas a minha outra amiga também vai.
Pai: Não vamos discutir isso.

Por que funciona?

O pai pode sair do ambiente, para reforçar a negativa. Esta expressão funciona como um ponto final na discussão – e você é quem deve decidir esse momento.

3. “Esta conversa acabou”

Criança deve entender que os pais precisam colocar limites

Há vários desejos das crianças que se repetem com frequência, apesar de várias negativas dos pais. Você já se irritou com seus filhos por eles insistirem para jogar videogame, por exemplo?

Filho: Mãe, ainda quero muito jogar videogame.
Mãe: Mas você precisa estudar.
Filho: Mas eu preciso terminar um jogo que comecei...
Mãe: Você não pode jogar. Esta conversa acabou.

Por que funciona?

É uma variação da expressão “Não vamos discutir isso”.

Isto porque seu filho ou sua filha deve retomar a conversa em algum momento, tentando persuadir e manipular sua opinião. Você pode usar o “esta conversa acabou” justamente para que eles compreendam o fim do debate. Repita as expressões até que a criança se dê por vencida.

4. “Está decidido. Se continuar a mencionar a questão, haverá consequências”

Mãe deve conversar com o filho usando expressões específicas

A insistência das crianças pode ser algo infinito. Por isso, é importante estabelecer limites e mencionar o fato de que o que ela faz pode gerar consequências para ela.

Filha: Pai, posso ir brincar na rua?
Pai: Não, filha, hoje está muito movimentada.
Filha: Mas eu estou com vontade...
Pai: Não, é perigoso.
Filha: Mas eu vou ficar só na frente do prédio.
Pai: Está decidido. Se continuar insistindo, haverá consequências e você ficará sem brincar na rua por dois dias.

Por que funciona?

Relacionar uma birra a uma consequência que prive a criança de uma coisa que ela gosta e que tenha relação direta com a malcriação pode ser uma forma de fazê-la entender que não deve fazer birra e insistir em suas vontades.

Castigo em crianças em cada idade

É importante aprender a dar limites às crianças de acordo com cada idade, como explica a psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro “Criando filhos em tempos difíceis – Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz”.

A partir dos cinco anos, por exemplo, a criança já compreende o sentido das regras e, portanto, é possível explicar a ela por que ela pode ou não ter determinado comportamento, perguntar como ela se sentiria se alguém agisse daquela maneira com ela, etc.

A partir desta fase, ela também é capaz de compreender o castigo e poderá aprender com ele.

“Porém, a punição tem de ter uma ligação direta com o que a criança fez de errado. Se ela pintou a parede do quarto, não adianta deixá-la uma semana sem televisão, pois isso não vai fazer sentido para ela. O castigo, neste caso, deve ser limpar a parede. Agora, se ela deixou de fazer o dever de casa porque ficou assistindo à televisão, aí sim é devido cortar a TV”, explica a psicóloga.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Perdendo a noção do tempo


A frase estampada na revista aberta sobre a mesa do escritório nos chamou a atenção.
Compromisso não é chegar sempre no horário. Por vezes, quer dizer perder a noção do tempo.
Tempo é algo que, hoje em dia, quase todos dizemos não ter.
Não temos tempo para o papo mais longo, quando o telefonema nos chega em horários que consideramos inapropriados.
Alegamos não ter tempo para estudar, para ler, para pesquisar. Não temos tempo para o café com os amigos, o encontro no final de semana, a confraternização com o grupo de trabalho.
Por vezes, em nome da falta de tempo, não cumprimos tarefas, no prazo estipulado, criando embaraços para a instituição ou grupo, que contava com nosso desempenho.
No entanto, de todos os compromissos e deveres de que nos furtamos, por falta de tempo, o mais grave é a ausência familiar.
Esse núcleo íntimo precisa de nossa presença. Nossa ausência continuada e, em certos momentos especiais, pode determinar a sua desestruturação e até o seu fracasso.
É assim quando um dos cônjuges se envolve, de forma excessiva, no exercício da profissão ou elege para si mais tarefas do que as horas lhe permitem.
Ser dinâmico, ativo, é saudável. Ambicionar crescimento profissional, lançar-se no voluntariado, também.
No entanto, quando tudo isso nos exige horas em demasia longe dos amores, a questão se torna nevrálgica.
Cônjuge que não recebe o alimento do carinho, da afeição, começa a alimentar carência.
E, por não considerar mais o lar como esse ninho aconchegante e acolhedor, esfria a relação, permitindo-se buscar alhures o que lhe falta.
As crianças, que requisitam atenção, se tornam esquivas.
Afinal, o pai ou a mãe não compareceu à escola no dia da sua apresentação teatral.
Chegou atrasado à homenagem aos pais, não foi ao recital assistir sua performance musical.
Nesse compasso, as crianças e os adolescentes vão se esquivando, se recolhendo para dentro de si mesmos.
De todos os compromissos humanos, os que têm a ver com afeição, são os mais preciosos.
Isso porque as lesões afetivas marcam profundamente as criaturas, influenciando, no futuro, seu próprio desempenho como ser humano.
Assim, é bom aprendermos a administrar o nosso tempo. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
E, no estabelecimento da nossa grade de compromissos, assinalar algumas horas para se permitir perder a noção do tempo.
Perder a noção do tempo andando de bicicleta no parque com os filhos, jogando bola, indo ao cinema, passeando no shopping, comendo pipoca; fazendo um longo passeio pela trilha ecológica; viajando de carro, sem horário para chegar.
Sem horário para chegar porque poderá parar na beira da estrada para fotografar a paisagem; ou para admirar a carruagem do sol recolhendo-se; ou o voo encantador das aves migratórias; ou simplesmente para tomar um sorvete, sem pressa nenhuma.
Perder a noção do tempo contando estrelas, uma por uma, com seu amor.
Perder a noção do tempo para explodir de alegria, para gravar na intimidade da alma as cenas mais emocionantes.
Perder a noção do tempo com os amores não tem preço.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 1.7.2016.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A inigualável engenhosidade de um Criador


Quando adentramos o conhecimento do que nos rodeia, mais somos convidados a reverenciar a Divindade, que tudo fez, descendo a mínimos detalhes.
No reino animal, por exemplo, ao observar como cada espécie se reproduz, tem seu ciclo de desenvolvimento, numa perfeita cadeia alimentar.
O guepardo, entre os animais terrestres, é o maior corredor. Seu corpo esguio, pernas longas, espinha flexível, é perfeitamente desenhado para arrancadas rápidas.
Em três segundos, a partir da imobilidade, ele pode alcançar cem quilômetros por hora.
O segredo dessa incrível velocidade é a flexão e extensão da sua espinha, que aumentam muito o comprimento de sua passada, ou seja, a distância entre o ponto onde suas patas traseiras deixam o solo e o ponto onde voltam a tocá-lo.
A enorme aceleração desse felino é aumentada porque as suas garras, que não se retraem totalmente, funcionam como as travas dos tênis dos corredores, enquanto a cauda, que pode chegar a oitenta centímetros de comprimento, auxilia na estabilidade das curvas.
Nesse processo todo, ele mantém a cabeça firme devido à grande flexibilidade de suas espáduas. Uma estreita faixa de células fotossensíveis concentradas em suas retinas permite que ele distinga a presa no meio da paisagem.
Sua presa favorita é a gazela. Se ela estiver quieta, ele age furtivamente, escondendo-se na vegetação. Qualquer que seja a forma de aproximação, muita energia será despendida no momento do ataque.
O felino corre em linha reta, prevendo a direção da sua presa para interceptá-la. Então, ataca as patas traseiras da sua vítima, joga-se sobre ela e a sufoca, em minutos, com forte mordida na garganta.
Quando não consegue alcançar a presa, depois de uns vinte segundos, ele desiste da caça. Isso porque a velocidade que desenvolve exige muito de seu organismo.
Embora a corrida seja curta, o guepardo precisa descansar e recuperar o fôlego.
Nessa corrida, a temperatura do corpo sobe perigosamente a quarenta graus, um nível que, mantido por mais de um minuto, pode causar lesão cerebral.
Por isso, ele se senta e respira fundo por uns quinze minutos. Após o descanso, estará pronto para comer ou, caso não tenha conseguido nada, recomeçar a caçada.
O que é extraordinário não é observar todos os detalhes desse corpo aerodinâmico, a velocidade incrível que alcança em segundos, mas observar que, para manter o equilíbrio da natureza, sua vítima foi equipada com recursos importantes que determinam a sua sobrevivência.
Por exemplo, ela dispõe de um processo de ventilação, graças às narinas, que refrigera o cérebro e, por isso, pode correr por mais tempo do que seu perseguidor.
Também, por instinto, ela o confunde, por vezes, na sua fuga, dando saltos verticais de até três metros, saindo, portanto, do campo de visão do guepardo.
Erro e acerto, fracasso e êxito, determinam, exatamente, o controle predatório, de forma que se mantenha o equilíbrio na natureza.
Não é extraordinário estudarmos zoologia e descobrirmos a engenhosidade Divina em cada detalhe, milimetricamente pensado, analisado, providenciado?

Redação do Momento Espírita.
Em 5.7.2016.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Raças de Gato: Angorá


O gato Angorá é uma raça de gato doméstico, considerada uma das raças mais antigas e naturais. O Angorá, ou Angorá Turco, como é conhecido em diversos países de língua inglesa, é proveniente da região de Ancara, na Turquia. Esta raça é conhecida na Europa desde o início do século XVII. A raça de hoje trata-se de uma recriação artificial que trouxe grandes melhorias para a pelagem do animal, e também aumentou a variedade de cores.

História da raça Angorá

Como todos os gatos domésticos, o Angorá descende do gato selvagem africano (Felis Silvestris Lybica). Aparentemente, a história dos angorás e dos persas estão conectadas. O gato Persa foi desenvolvido por criadores americanos e britânicos a partir de mutações do gato Angorá. Apesar de algumas associações de felinos afirmarem que o gato Persa é uma raça natural, no século 19 os exemplares de gatos persas e angorás eram fisicamente idênticos.

No século 20, o gato Angorá foi usado para a melhoria da pelagem do gato Persa, mas as duas raças já eram muito diferentes, especialmente se considerarmos os exemplares de exposição da raça Persa, que apresentavam características flat-face muito mais acentuadas que anteriormente. No início do século 20, o Jardim Zoológico de Ancara iniciou um meticuloso programa de reprodução com a finalidade de proteger e preservar o que era considerado um tesouro nacional: o Angorá de pelagem branca pura. Uma das características mais valorizadas eram os olhos de cores diferentes, porém o único critério utilizado foi mesmo a cor da pelagem.

A raça foi levada ao Canadá em 1963 e foi aceita em 1973 pela Cat Fanciers Association (CFA). No entanto, apenas os exemplares brancos tinham reconhecimento até o ano de 1978. Hoje em dia, todos os clubes felinos dos Estados Unidos aceitam a raça Angorá em várias cores e padrões. Apesar da raça ainda não ser muito popular, os registros de novos filhotes estão em crescimento. Criadores turcos, no entanto, não reconhecem a versão americana do Angorá como uma verdadeira representação da raça original. De acordo com a opinião desses criadores, a versão americana do “Angorá Turco” é uma raça pura somente no papel.

Descrição e Aparência da Raça Angorá

Os gatos da raça Angorá tem tamanho médio, são muito elegantes, e apresentam uma linda pelagem semi longa. O branco e o laranja com dois tons têm sido tradicionalmente a cor mais representativa dos Angorás turcos. Foi a única cor aceita no início de sua criação, no entanto, todas as cores são aceitas atualmente, com exceção daquelas que demonstram um eventual cruzamento com gatos siameses. As cores mais comuns além do branco são o preto, azul, tricolor e escama de tartaruga. Alguns exemplares podem apresentar olhos de cores diferentes; um azul, e outro verde, por exemplo.

Temperamento da Raça Angorá

O gato Angorá é dócil, brincalhão e amistoso. Gosta de companhia e costuma ser muito apegado ao dono. É um gato inteligente e carinhoso e bastante ativo durante toda a sua vida. Esse felino gosta de escalar para pontos altos a partir de onde observa os seus donos. É muito apegado ao seu dono, o seu comportamento parece com o de um cão. São animais carinhosos e inteligentes, mas não é fácil conseguir um exemplar, uma vez que suas ninhadas costumam ser muito pequenas.

Fonte: Blog Do Gato

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Japão divulga novo mapa com locais de risco de forte terremoto

Foto: Reprodução
As cores mais escuras no mapa indicam as áreas com maior risco de um terremoto acima de 6 graus nos próximos 30 anos. As cores mais claras também indicam possibilidade, mas em menor risco. Ou seja, todo o Japão pode ser atingido, em maior ou menor escala

O governo japonês divulgou nesta sexta-feira (10) novas projeções sobre terremotos, incluindo um mapa que mostra as áreas de maior risco, informou o jornal Nihon Keizai.

Uma comissão do governo responsável em investigar terremotos concluiu, em um novo estudo, que aumentou a possibilidade de ocorrerem abalos acima de 6 graus na escala japonesa (que vai até 7) nos próximos 30 anos.

O estudo cita a possibilidade de ocorrerem terremotos de grande intensidade em todo o Japão, principalmente em uma área extensa banhada pelo Oceano Pacífico, desde a região Kanto até Shikoku, com base em dados das placas tectônicas que se movimentam sob o território japonês.

No novo relatório, os pesquisadores citaram que o risco aumentou notadamente em algumas cidades, como Azumino (Nagano), com possibilidade de 29,5 por cento. O aumento foi de 10,4 por cento em relação ao estudo anterior, de 2014.

Em Shizuoka (capital da província), a possibilidade de ocorrer um terremoto acima de 6 graus nos próximos 30 anos é de 68 por cento; em Tsu (Mie), 62 por cento; em Kochi, 73 por cento e em Nemuro (Hokkaido), 63 por cento. O aumento nesses locais foi de 2 por cento.

Em outras cidades com mais riscos, a possibilidade é de 85 por cento em Chiba, 81 por cento em Yokohama (Kanagawa) e Mito (Ibaraki), 47 por cento em Tóquio, 45 por cento em Nagoia (Aichi) e 55 por cento em Osaka. Não houve um aumento considerável nessas cidades.

Segundo o governo, a divulgação do estudo não tem a intenção de alarmar a população. Os dados servem para que as autoridades regionais adotem medidas apropriadas de prevenção contra desastres naturais.


Créditos: Masamichi Maeda

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Sem se perturbar



Findava a tarde. A jovem, apressada, dirigia-se à estação tubo para apanhar a condução que a levaria para a faculdade.
Horário apertado. Saíra do trabalho e quase corria. À distância, viu o ônibus se aproximar e apressou o passo.
Entrou na estação tubo, pagou a passagem às pressas.
Mas, no exato momento em que se dispunha adentrar o ônibus, as portas se fecharam, com estrondo.
Pelo espelho da frente do veículo, ela pôde verificar o sorriso, que lhe pareceu de deboche, do motorista, como a dizer: Neste você não entra. Perdeu!
Ela se irritou e em voz alta, exclamou: Que maldade! Ele me viu. Não podia ter esperado um segundo?
Um rapaz, que vinha logo atrás, sorriu e falou: Não se estresse. Pense que logo virá outro ônibus.
Eu sei que logo virá outro. Acontece que cinco minutos a mais podem fazer com que eu chegue atrasada à aula. E tenho prova, no primeiro horário.
Ele continuou: Não se irrite. Vai dar tudo certo. Pense que virá outro ônibus, que não estará tão cheio quanto aquele. Que o motorista será mais gentil.
Consequentemente, sua viagem até o destino será muito mais agradável. Você chegará mais tranquila para a prova.
Ela olhou para o jovem, que continuava a sorrir, e disse: É, você tem toda razão.
Não tardou e apontou outro ônibus. As portas se abriram e ambos entraram.
Que legal, disse ela. Está mesmo quase vazio. Poderei ir sentada e acho que chegarei em tempo. Obrigada.
Cada qual procurou um assento e se acomodou. Enquanto a condução ia vencendo a distância, num contínuo parar, embarque e desembarque de passageiros, ela se pôs a pensar.
Nossa! Quase me estressei por nada. Bendito rapaz que me alertou, e conseguiu mudar meu humor.
Agora, vou chegar tranquila, em tempo. E estarei calma para fazer a prova. Bom seria que houvesse mais gente como ele.
Gente que nos acalma, que nos contagia com sua forma tranquila de falar e de encarar os fatos.

 * * * * * * * * * * * * * * *

Quantas vezes nos irritamos por bagatelas, por coisas pequenas.
Quantas vezes assinamos recibo pela grosseria do outro e acabamos estragando nossas horas seguintes.
Melhor mesmo é modificar nossa forma de pensar. Perdemos a condução? Não tem problema. Logo virá outra.
O temporal nos surpreendeu no meio do caminho? O melhor é procurar um abrigo e aguardar os ventos e a chuva amainarem.
Nada na face da Terra é para sempre. Tudo é impermanente.
O dia sucede a noite escura. As estrelas brilham nos céus quando o sol se põe no horizonte e a lua chega, mostrando a sua cara redonda.
O calor inclemente é vencido pelos ventos e pela chuva.
O frio terrível é substituído pela estação primaveril, que traz o renascer das cores e dos perfumes.
Nada é definitivo neste planeta. Nem a própria vida.
Impermanente. Hoje estamos aqui, amanhã, poderemos estar em outras bandas.
Ou talvez já ter migrado para a Espiritualidade. Quem pode saber?
Somente Deus!
Por isso, vivamos cada minuto em totalidade e não nos desgastemos por coisas tolas, que têm duração efêmera, que logo passam.
Pensemos nisso. E vivamos mais tranquilos, menos nervosos, mais felizes.

Redação do Momento Espírita.
Em 15.6.2016.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Raças de Gato: Savannah


O Savannah é um animal híbrido nascido do cruzamento de um gato doméstico e o Serval, um felino selvagem de origem africana. Possui esse nome pelo fato do Serval ser um animal típico das savanas e também porque é o nome do gatil que criou a raça. Pelo fato de ser resultante do cruzamento de espécies diferentes, a maior parte dos animais é estéril, o que a torna uma raça muito rara.

História da raça Savannah

Apesar do desenvolvimento da raça Savannah ter começado em 1994, somente em 2000 o Savannah foi registrado na The International Cat Association (TICA – uma das maiores associações que reconhecem as raças de gatos para a competições e campeonatos) como Experimental New Breed e em maio de 2008 o status da raça passou à Advanced New Breed, um segundo nível que permite que essas raças sejam mostradas em shows da associação.

Descrição e aparência da raça Savannah

Considerados gatos de porte grande, os animais dessa raça apresentam um porte intermediário ao do gato doméstico e ao do Serval. A cabeça apresenta formato triangular, orelhas esguias e de tamanho grande, e a pelagem formada por manchas iguais a do Serval, porém, a cor do pelo pode variar entre prateado, dourado ou marrom. O Savannah possui algumas características singulares. Além do tamanho avantajado e de uma belíssima pelagem exótica, os gatos dessa raça tem uma cabeça pequena em relação ao tamanho do corpo.

Quanto maior a porcentagem genética do Serval africano, maior será o aspecto selvagem dos Savannahs, portanto, as gerações F1 e F2 costumam apresentar maior semelhança com seu ancestral direto, apresentando as características marcas da pelagem, as patas mais alongadas além da elegância tipica do Serval. As orelhas são grandes e arredondadas, possuem uma marca clara atrás da orelha chamada ocelli, a cauda é curta com anéis e ponta preta. Possuem marca de lágrimas: linhas mais escuras que parte do canto medial dos olhos em direção ao focinho. As cores permitidas para a raça Savannah são: brown spotted tabby, silver spotted tabby, black smoke e preto.


Temperamento da raça Savannah

A raça possui um temperamento dócil, além de ser facilmente treinada para andar na coleira, ou brincar de trazer de volta objetos arremessados. Os gatos da raça Savannah podem ser comparados aos cães quanto ao companheirismo, costumam seguir os donos pela casa inteira e são muito interativos. Eles costumam cumprimentar as pessoas esfregando delicadamente a cabeça nelas. São cheios de energia e estão sempre prontos interagir com a s pessoas e brincar. Costumam ser excelentes companheiros para crianças, demonstrando ser um excelente animal de estimação.

Podem conviver em harmonia com as pessoas da família, incluindo crianças e até mesmo outro animais. Uma característica importante de se ressaltar é a habilidade nata de salto. Esses animais são capazes de atingir os lugares mais altos da casa, o que requer um certo cuidado e especial atenção a este respeito. Outra característica interessante do Savannah é que, ao contrario de muitos gatos, são especialmente tolerantes e curiosos com água. Muitos deles são capazes de brincar e até mesmo entrar na água acompanhado de seus donos.

Fonte: Blog do Gato

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Site japonês lista produtos que você não deve comprar em lojas de ¥100


Quem costuma comprar com frequência nas lojas de ¥100 do Japão sabe o quanto estes estabelecimentos são práticos e têm produtos baratos e úteis, como itens de cozinha, jardinagem e decoração.

Porém, de acordo com o portal japonês Brulee, nem tudo que está nas prateleiras das lojas baratas compensa o pouco investimento. Mesmo que o valor seja barato, a baixa qualidade de muitos produtos faz com que eles se tornem pouco eficientes e até incapazes de cumprir a função básica para a qual foram feitos.

O site listou cinco itens escolhidos através de reclamações de clientes. Acrescentamos também mais um produto na lista, que foi alvo de uma reportagem do portal Nikkan Spa. Confira abaixo:

Detergentes
Os detergentes de louça e produtos com outras finalidades de limpeza, que estão disponíveis nas prateleiras das lojas de ¥100, podem deixar os clientes no prejuízo na hora de limpar a casa.

De acordo com a reportagem, as principais reclamações se referem à incapacidade dos produtos de fazer espuma e remover manchas simples de gordura, mesmo após esfregar com força. No fim das contas, o usuário tem mais trabalho na hora da limpeza e os utensílios continuam sujos.


Filme plástico
O plástico utilizado para embalar alimentos se chama “rappu” em japonês e é um item que pode ser facilmente encontrado nas prateleiras das lojas baratas. Porém, segundo reclamações, o plástico é ultrafino, não corta direito e rasga com facilidade.
De qualquer forma, este tipo de plástico custa ¥100 em qualquer loja e, por isso, pode ser mais vantajoso adquirir o produto de uma marca conhecida ao invés de apostar na mercadoria de uma loja barata.


Meia-calça
Uma peça indispensável no guarda-roupa feminino, a meia-calça vendida nas lojas de ¥100 atrai as clientes pelo preço baixo e uma promessa de qualidade mínima. Porém, após a compra, é muito comum que haja arrependimentos.

As peças baratas são ultrafinas, desfiam com facilidade mesmo que a usuária tome cuidado na hora de vestir. Entre as reclamações está inclusive um cheiro desagradável de petróleo proveniente do nylon.


Fita adesiva
O principal problema das fitas adesivas baratas é a baixa capacidade de colar, além da pouca quantidade vendida em um único rolo. Se o consumidor precisar embalar um pacote grande, é provável que gaste um rolo todo e ainda fique com as extremidades da embalagem soltando.


Itens de papelaria
A lista é longa e as reclamações também. Colas ineficientes, tesouras que não cortam, canetas com tinta entupida e notas adesivas que desprendem fácil estão entre as principais insatisfações.

Nestes casos, é recomendável comprar produtos em papelarias e lojas especializadas. Embora sejam um pouco mais caros, a qualidade e o uso prolongado fica garantido, o que faz com que a compra valha a pena.


Cabo de smartphone
Os cabos USB (utilizados para carregar smartphones) também são vendidos nas lojas de ¥100 e atraem facilmente consumidores pelo baixo preço. Porém, esses produtos possuem uma amperagem de 1A (informada ao lado da voltagem). Na hora de carregar um aparelho com mais de 1.5A, o tempo que leva para encher a bateria poderá ser muito mais longo.

Este tipo de cabo pode ser adquirido em lojas de eletrônicos pelo preço médio de ¥500, o que não é muito superior ao preço oferecido nas lojas baratas. Por este motivo também, é melhor investir um pouco mais e evitar ficar insatisfeito com a compra, informou o portal Nikkan Spa.

Créditos: Ana Laura Kawabe

Fonte: Alternativa