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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Golpe no Japão: quase passei por isso.


Amigos e Amigas,

agora que tudo passou, posso contar o que aconteceu comigo nestas últimas semanas.
Para quem não mora ou não conhece as leis japonesas, preciso explicar que eles são muito rígidos em relação a ter animais de estimação em prédios que não é permitido ter.
Quando descobrem, as vezes a pessoa tem apenas 24 horas para deixar o apartamento ou se desfazer do animal.
Mas, não é nada disso que me aconteceu, mas vocês vão entender o porque de eu ter escrito isso.
Aluguei um apartamento aqui na cidade de Nagoya a onze anos atrás.
Quando resolvi comprar o Cão (negão), liguei para a imobiliária e fiquei sabendo que não podia ter cachorro lá, mas como todo mundo tem, eu comprei assim mesmo…
Nesses onze anos, só tive problema uma vez com um casal de vizinhos no andar de baixo, que reclamaram do barulho.
Recebi uma carta de advertência com mil explicações do porque de não poder ter e que na próxima reclamação, eu seria despejado.
Eu coloquei "edredões" pelo chão do apartamento e assim fomos vivendo…
Os vizinhos mudaram, entraram outros e mudaram-se também.
A uns dois ou três meses mudou um senhor japonês, por sinal, só morava japonês no prédio e na vizinhança.
Encontrava com esse senhor toda vez que saia para trabalhar.
Ele puxava conversa, querendo saber o que eu fazia, onde trabalhava, quantas horas, da onde vinha e etc…
Eu achei normal, um vizinho tentando arrumar amizade, ser gentil.
Encontrei com ele umas três ou quatro vezes no mesmo horário, na frente do prédio.
Na época, achei que era coincidência, que ele deveria estar chegando da rua, mas hoje penso que não.
Um dia, chego em casa por volta das 3:00 da madrugada.
Estava sentando, mexendo no computador quando escuto baterem na porta.
Fui abrir e era esse japonês.
Tentava puxar a porta para entrar, mas eu não deixava.
Começou a falar que eu estava fazendo muito barulho, que não estava conseguindo dormir.
Eu realmente não estava entendendo nada, porque os pequenos estavam quietos, nem se mexendo e comecei a ficar irritado com o fato dele querer entrar na minha casa de qualquer jeito.
Começou a dizer que era um velho doente, que não tinha condições de trabalhar fora, que tinha que cuidar de crianças durante o dia para poder sobreviver.
Disse que se ele não conseguisse dormir a noite, não teria como cuidar das crianças e assim não teria dinheiro para viver.
Começou a falar e falar isso a todo momento, até que mudou a conversa dizendo: "VOCÊ TRABALHA À NOITE, GANHA BEM, É SOLTEIRO. VAI TER QUE ME DAR DINHEIRO PARA EU PAGAR MINHAS CONTAS".
Toda aquela situação estava realmente me tirando do sério e ele começou a falar e falar sobre eu ter dinheiro, trabalhar muitas horas, ser solteiro e etc…
Num determinado momento, eu simplesmente disse que não estava fazendo barulho algum e que já era tarde e que iria dormir.
Pedi desculpas e fechei a porta.
Aquilo me deixou sem chão.
Meu vizinho do lado, que chega quase na mesma hora, faz muito barulho. Abre a janela, cozinha, liga a TV, enfim, ele escutou toda a conversa, pois estava com a janela aberta, mas depois que o velho saiu da minha porta, eu fui espiar do lado de fora e pude ver, que este apagou a luz e etc…
Achei tudo aquilo muito estranho.
As crianças não estavam fazendo barulho e nem eu.
Fui conversar com uma japa que conheço e ela também achou muito estranho e falou que era para eu evitar a todo custo falar novamente com esse japa.
Dois dias depois ele apareceu novamente na minha porta, dizendo que já tinha me avisado e que iria falar com o escritório que toma conta do prédio que eu faço muito barulho.
Começou a falar que eu iria ter que me mudar e etc…
Que era doente, não estava dormindo a dias direito por causa de tanto barulho e etc…
Ai tocou novamente na conversa sobre dinheiro.
Quando isso aconteceu eu simplesmente fechei a porta.
Falei com a japa e ela me disse que estava com cheiro de golpe.
Talvez vocês possam pensar que eu não estando em casa, os dog's e cat deviam fazer barulho e como não estou em casa, não tenho como saber.
Mas, vejam bem, o chão de todo o apartamento era forrado com edredões, não tinha como o barulho passar.
Minha amiga japa me lembrou de vários golpes que japoneses dão e que muitos não saem na mídia.
Ela me disse que infelizmente, até eu provar que sou inocente, iria ter muita dor de cabeça.
E ela sabia da carta que eu tinha recebido a alguns anos atrás.
Se acaso eu partisse para a briga, com certeza o pessoal do escritório iria querer entrar no apartamento para verificar e veriam as crianças e ou eu teria que mudar, ou me desfazer deles.
Enfim, o golpe que o velho estava querendo me dar, iria me prejudicar de qualquer forma e me dar muita dor de cabeça.
Outra coisa que me deixou muito encucado, foi que depois desse dia, meu vizinho do lado nunca mais falou comigo.
Me evitada a todo custo. Teve um dia que ele estava subindo a escada e eu descendo. Ele desceu rápido e se escondeu embaixo da escada…
Aquela reação dele realmente me deixou surpreso, pois somos vizinhos de porta a 11 anos e ele sempre amou as crianças.
Foi ai que a japa disse que se por acaso eu pedisse o testemunho dele, ele com certeza iria fugir.
Como, eu que estava errado, no sentido de ter animais de estimação num prédio que era proibido, tive que me virar e me mudar antes que algo pior acontecesse.
Minha amiga mesmo disse que ele poderia estar sozinho ou com alguém por trás, ajudando.
Foi ai que lembrei das conversas que tivemos (eu e o japa) e comecei a perceber que ele estava muito interessado onde eu trabalhava, quantas horas e etc…
Lembrei de pessoas que tiveram que sair dos seus apartamentos rapidamente por causa de seus pet's.
Teve um prédio perto daqui, que todos os moradores que tinham pet's, tiveram que se mudar…
Juntando tudo isso e outras coisas, minha amiga japa achou que o melhor era eu infelizmente me mudar, pois a briga seria feia e eu me prejudicaria de qualquer forma.
Assim sendo, decidi meio que "forçosamente"a me mudar.
Fiquei perdido durante alguns dias, pois para quem me conhece, sabe que minha realidade financeira é totalmente diferente da que o velho japonês pensa.
Estou totalmente endividado, o que ganho não paga minhas contas e estou a meses me virando como posso.
Fiquei dias imaginando da onde tiraria tanto dinheiro para pagar a luva de um novo apartamento…
Com a ajuda do casal de amigos, Fernando e Claudinha, de meu patrão e minha prima Erika, achei um apartamento que pode animais domésticos, fiz um financiamento e me mudei.
Resolvi escrever isso para que sirva de exemplo para outras pessoas, não só apenas tomar cuidado com o que falam, mas também em ter pet's em prédios proibidos aqui no Japão.
Infelizmente, existem pessoas com péssimas intenções.
Mas, Deus é maior e no fim, como sempre, colocou sua mão sobre Nós, aqui de casa e tudo acabou bem.
Afinal, eu moro embaixo da ponte, mas não largo meus filhos de quatro patas por nada neste mundo!!!

Aqui o link de dois golpes japoneses que saíram na mídia:



Abraxos

Obs.: Preciso dizer que (para quem acredita), meus Amigos Espirituais já tinham me avisado que eu teria que mudar. Quando tudo isso aconteceu, imaginei que seria a hora. Como tudo deu certo… não houve dúvidas!

domingo, 17 de novembro de 2013

Mãe faz sucesso em NY com fotos de bebê e filhote que só dormem juntos



Jessica Shyba narra os prazeres e as dificuldades de ser mãe no blog "Momma's Gone City". Ela vive em Nova York, nos Estados Unidos, com três filhos pequenos. Mas foram as fotos publicadas recentemente na página que fizeram da norte-americana uma estrela na cidade.

Ela ficou conhecida até entre aqueles que ainda não são ou nem pretendem ser pais quando passou a divulgar fotos de seu filho mais novo, Beau, dormindo ao lado do cão adotado pela família.

Theo, como foi chamado o filhote de apenas oito semanas, só consegue sossegar e cochilar quando o menino também está dormindo. Jessica, então, trata de fotografar a soneca da dupla e mostrar para milhares de internautas que aguardam ansiosos pelas imagens que viram referência em fofura na web.



O cachorrinho foi resgatado por Jessica em um abrigo a pedido dos filhos. Ele era o mais quietinho dos irmãos que viviam no lugar e haviam sido resgatados na rua.

Ela enxergou na convivência com o bichinho uma oportunidade de escrever no blog sobre a experiência de criar um pet com as crianças. Mas o resultado foi muito além do esperado.






Fonte: Globo Rural

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Minha amiga Mari que mandou essa reportagem, pois sabe que amo notícias assim!!!
Não podia deixar de postar!!!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Amores distantes


Nossos amores são o tesouro que a vida nos oferece como dádiva perante os desafios da caminhada.

Quando os temos não conseguimos aquilatar a vida sem eles.

São de tal forma parte integrante da nossa estrutura emocional, que a existência terrena teria um peso imenso sem eles a nos apoiarem e amarem.

Pertencem ao nosso coração porque os laços de querer bem se construíram reciprocamente em experiências e labores, desta ou de anteriores vidas.

Nós os buscamos para abastecer o coração, para alegrar o dia, para desanuviar a mente, pois são eles que aliviam o guante da vida.

Algumas vezes, se separam de nós fisicamente.

Passam a morar em outras terras, pois que casam, precisam assumir compromissos profissionais em lugares distantes, aprimorar estudos... E lá se vão nossos amores.

Nesses momentos, a paciência passa a ser nossa companheira na espera saudosa do retorno deles, na esperança do reencontro, de voltar a usufruir do aconchego da presença que preenche nossa alma com tanta facilidade.

Porém, entendemos que a distância momentânea é necessária, pois se trata dos compromissos de cada Espírito.

Embora essa distância incomode, mesmo que os dias se façam longos, o entendimento e compreensão da situação nos fortalecem para aguardar o momento onde celebraremos mais uma vez o amor e o querer bem.

De forma semelhante ocorre com nossos amores que partiram antes de nós para o lado de lá da vida, para o mundo espiritual.

Foram chamados de retorno ao lar pela Providência Divina, pois outros compromissos os aguardavam nas paisagens da Espiritualidade.

De forma alguma, podemos pensar que Deus não percebeu a dor que essa partida nos causou. Não houve desconhecimento da Divindade, em nenhum momento, a respeito das saudades que nos queimam as fibras mais íntimas da alma.

As lágrimas saudosas que derramamos por aqueles que partiram, eles também as sentem, pois que a vida continua, e ainda mais exuberante.

Também na Espiritualidade, separados fisicamente de nós, eles sentem, na intimidade da alma, nossa ausência e têm o coração apertado nas saudades dos que aqui ainda permanecemos.

Porém, percebem que o reencontro se dará na brevidade que Deus permitir, amparados na certeza de que o amor desconhece as barreiras da distância e do tempo.

Portanto, se hoje os olhos vertem as lágrimas que o coração insiste em fazer jorrar, amanhã será o dia do reencontro.

Novamente a vida nos oportunizará que as mãos se enlacem, os corações batam em uníssono, os olhares falem dos sentimentos que as palavras não conseguem vestir.

Nas saudades dos amores distantes, haverá sempre a certeza do reencontro, o entendimento que o adeus jamais caberá nos lábios daqueles que verdadeiramente amam.

Para esses, somente haverá um até breve, na certeza que hoje simplesmente padecemos a distância momentânea, porém necessária.

Logo mais, em um novo amanhã, em nova etapa, teremos os nossos amores a nos preencher os dias de alegria e plenitude.



Redação do Momento Espírita.
Em 30.10.2013.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Deus cria as flores, o homem idealiza o jardim


O espetáculo da primavera explodindo em flores e cores é deslumbrante.

Quase inacreditável, não ocorresse todos os anos, que, após os meses de inverno, com temperaturas extremamente baixas, haja tal profusão de botões e flores se abrindo aos beijos do sol.

Árvores, até há pouco desnudas, se vestem de verdes variados e se engalanam com folhas.

Mas o espetáculo que o homem monta com árvores, plantas, folhagens e flores é sempre indescritível.

Em determinados locais, o encantamento extrapola tudo que se possa pensar em colorido. Assim é, por exemplo, no jardim de Kawachi Fuji, localizado a cerca de seis horas da capital japonesa, Tóquio.

Nesse jardim, nada menos do que cento e cinquenta pés de glicínias chinesas atraem as vistas dos turistas, especialmente no túnel, que permite ocaminhar sob um encantador céu, repleto de cor e perfume.

Também em Mainau, a famosa ilha, no lago de Constança, na Alemanha, a diversidade de flores, árvores e plantas excede o comum.

Carvalhos e cedros frondosos dão ao local uma silhueta elegante, além de uma legião de plantas de vasos e uma valiosa coleção de árvores cítricas.

De junho a agosto, cerca de nove mil roseiras de quatrocentos tipos diferentes oferecem suas rosas. Além das cores, dos perfumes, da textura das pétalas de cada flor, encantam os visitantes as formas compostas pelos jardineiros.

Em Bruxelas, na Bélgica, a cada dois anos, a cidade se transforma num palco de grande espetáculo: um enorme tapete de begônias é montado, formando uma composição belíssima, cuja vista é gratuita para todos os passantes.

A Bélgica é a maior produtora de begônias do mundo. Todas as flores do tapete são verdadeiras e cultivadas no próprio país.

Embora sem solo, elas são colocadas lado a lado, de forma tão apertada, que criam seu próprio microclima, permanecendo frescas e coloridas por dias.

Enfim, em todas as cidades, praças e parques do mundo é possível encontrar a policromia das flores ajustada pela mão humana.

O homem é genial na elaboração de figuras geométricas em canteiros, misturando cores, idealizando belezas.

Em qualquer jardim, por menor que seja, até mesmo na pequena sacada de um apartamento, se poderá ver o que faz a mão humana com a produção Divina.

É mesmo assim: Deus cria as flores e o homem compõe os jardins.

Une-se a genialidade infinita de Deus à criatividade humana e o resultado é o que extasia os nossos olhos e o Espírito.

Nesses momentos, a alma se sente mais próxima de seu Criador, Pai e Senhor.

E o homem se sente feliz compondo esses poemas de cor e perfume, utilizando-se da essência Divina que em sua intimidade dormita.

Nessa cumplicidade de arte, mais uma vez atesta-se da grandeza do Criador. Ele poderia ter feito tudo sozinho. No entanto, desejou que o homem se tornasse colaborador constante.

Por isso é que o homem todos os dias se supera, engendrando mais e mais versos em cores e poesias de perfumes.

Deus cria as flores, o homem idealiza os jardins.



Redação do Momento Espírita.
Em 24.10.2013.