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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Você mesmo


Lembre-se de que você mesmo é:
o melhor secretário de sua tarefa,
o mais eficiente propagandista de seus ideais, a mais clara demonstração de seus princípios,
o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos
outros.

Não se esqueça, igualmente, de que:
o maior inimigo de suas realizações mais nobres,
a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa,
a nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar, o arquiteto de suas aflições
e o destruidor de suas oportunidades de elevação.

— é você mesmo.

* * *

André Luiz

(Mensagem retirada do livro "Agenda Cristã" psicografia de Francisco Cândido Xavier)

Página do caminho


Para se lançar nas atividades do bem, não aguarde o companheiro perfeito.

A perfeição não costuma se fazer presente na rota dos seres em evolução.

Você esperava ansiosamente a criatura irmã para formar o lar mais ditoso.

Entretanto, o matrimônio lhe trouxe alguém a reclamar sacrifício e ternura.

Contava com seu filho para ser um amigo próximo e fiel, a compartilhar seus sonhos e ideais.

Contudo, ele alcançou a mocidade e fez-se homem sem se interessar por seus projetos.

Você se amparava no companheiro de ideal, que lhe parecia digno e dedicado.

Mas, de um momento para o outro, a amizade pura degenerou em discórdia e indiferença.

Mantinha fé no orientador que parecia venerável, em suas palavras sábias e em seus atos convincentes.

No entanto, um dia ele caiu de modo formidável, arrastado por tentações de que não se preveniu a contento.

É compreensível e humana a dor de ver ruírem esperanças e relações.

Contudo, embora mais solitário, continue firme no trabalho edificante que lhe constitui o ideal.

Cada homem carrega consigo seus potenciais e dificuldades.

A queda e a deserção de um não justificam as de outro.

Sempre é possível mirar-se em quem cai e passa a rastejar.

Entretanto, convém antes pensar nos que seguem adiante, altivos e valorosos.

De um modo ou de outro, cada homem responde pelas consequências que gera.

Na hora de enfrentá-las, será de pouco conforto lembrar que outros também padecem pela adoção de semelhante conduta.

É normal desejar companheiros de ideais e afeições puras nas quais se fortaleça.

Mas, quase sempre, aqueles a quem você considera como os afetos mais doces possuem importantes fragilidades.

Deseja que sejam autênticos sustentáculos na luta, quando simbolizam tarefas que solicitam renúncia e amor de sua parte.

Se deseja viver no bem, não valorize o gelo da indiferença e o fel da incompreensão.

Lembre-se de que o coração mais belo que pulsou entre os homens respirava na multidão e seguia só.

Possuía legiões de Espíritos angélicos.

Mas aproveitou o concurso de amigos frágeis que O abandonaram na hora extrema.

Ajudava a todos e chorou sem ninguém.

Mas, ao carregar a cruz, no monte áspero, continuou a legar preciosas lições à Humanidade.

Ensinou que as asas da Imortalidade podem ser extraídas do fardo de aflição.

Também mostrou que, no território moral do bem, alma alguma caminha solitária.

Embora a aparente derrota no mundo, todas seguem amparadas por Deus rumo a destinos gloriosos.

Pense nisso.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 33, do livro O
Espírito da Verdade, por Espíritos diversos, psicografia de
Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 23.02.2012.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Nostalgia e Depressão


As síndromes de infelicidade cultivada tornam-se estados patológicos mais profundos de nostalgia, que induzem à depressão.

O ser humano tem necessidade de auto-expressão, e isso somente é possível quando se sente livre.

Vitimado pela insegurança e pelo arrependimento, torna-se joguete da nostalgia e da depressão, perdendo a liberdade de movimentos, de ação e de aspiração, face ao estado sombrio em que se homizia.

A nostalgia reflete evocações inconscientes, que parecem haver sido ricas de momentos felizes, que não mais se experimentam. Pode proceder de existências transatas do Espírito, que ora as recapitula nos recônditos profundos do ser. lamentando, sem dar-se conta, não mais as fruir; ou de ocorrências da atual.

Toda perda de bens e de dádivas de prazer, de júbilos, que já não retornam, produzem estados nostálgicos. Não obstante, essa apresentação inicial é saudável, porque expressa equilíbrio, oscilar das emoções dentro de parâmetros perfeitamente naturais. Quando porém, se incorpora ao dia-a-dia, gerando tristeza e pessimismo, torna-se distúrbio que se agrava na razão direta em que reincide no comportamento emocional.

A depressão é sempre uma forma patológica do estado nostálgico.

Esse deperecimento emocional, fez-se também corporal, já que se entrelaçam os fenômenos físicos e psicológicos.

A depressão é acompanhada, quase sempre, da perda da fé em si mesmo, nas demais pessoas e em Deus... Os postulados religiosos não conseguem permanecer gerando equilíbrio, porque se esfacelam ante as reações aflitivas do organismo físico. Não se acreditar capaz de reagir ao estado crepuscular, caracteriza a gravidade do transtorno emocional.

Tenha-se em mente um instrumento qualquer. Quando harmonizado, com as peças ajustadas, produz, sendo utilizado com precisão na função que lhe diz respeito. Quando apresenta qualquer irregularidade mecânica, perde a qualidade operacional. Se a deficiência é grave, apresentando-se em alguma peça relevante, para nada mais serve.

Do mesmo modo, a depressão tem a sua repercussão orgânica ou vice-versa. Um equipamento desorganizado não pode produzir como seria de desejar. Assim, o corpo em desajuste leva a estados emocionais irregulares, tanto quanto esses produzem sensações e enarmonias perturbadoras na conduta psicológica.

No seu início, a depressão se apresenta como desinteresse pelas coisas e pessoas que antes tinham sentido existencial, atividades que estimulavam à luta, realizações que eram motivadoras para o sentido da vida.

À medida que se agrava, a alienação faz que o paciente se encontre em um lugar onde não está a sua realidade. Poderá deter-se em qualquer situação sem que participe da ocorrência, olhar distante e a mente sem ação, fixada na própria compaixão, na descrença da recuperação da saúde. Normalmente, porém, a grande maioria de depressivos pode conservar a rotina da vida, embora sob expressivo esforço, acreditando-se incapaz de resistir à situação vexatória, desagradável, por muito tempo.

Num estado saudável, o indivíduo sente-se bem, experimentando também dor, tristeza, nostalgia, ansiedade, já que esse oscilar da normalidade é característica dela mesma. Todavia, quando tais ocorrências produzem infelicidade, apresentando-se como verdadeiras desgraças, eis que a depressão se está fixando, tomando corpo lentamente, em forma de reação ao mundo e a todos os seus elementos.

A doença emocional, desse modo, apresenta-se em ambos os níveis da personalidade humana: corpo e mente.

O som provém do instrumento. O que ao segundo afeta, reflete-se no primeiro, na sua qualidade de exteriorização.

Idéias demoradamente recalcadas, que se negam a externar-se - tristezas, incertezas, medos, ciúmes, ansiedades - contribuem para estados nostálgicos e depressões, que somente podem ser resolvidos, à medida que sejam liberados, deixando a área psicológica em que se refugiam e libertando-a da carga emocional perturbadora.

Toda castração, toda repressão produz efeitos devastadores no comportamento emocional, dando campo à instalação de desordens da personalidade, dentre as quais se destaca a depressão.

É imprescindível, portanto, que o paciente entre em contato com o seu conflito, que o libere, desse modo superando o estado depressivo.

Noutras vezes, a perda dos sentimentos, a fuga para uma aparência indiferente diante das desgraças próprias ou alheias, um falso estoicismo contribuem para que o fechar-se em si mesmo, se transforme em um permanente estado de depressão, por negar-se a amar, embora reclamando da falta de amor dos outros.

Diante de alguém que realmente se interesse pelo seu problema, o paciente pode experimentar uma explosão de lágrimas, todavia, se não estiver interessado profundamente em desembaraçar-se da couraça retentiva, fechando-se outra vez para prosseguir na atitude estóica em que se apraz, negando o mundo e as ocorrências desagradáveis, permanecerá ilhado no transtorno depressivo.

Nem sempre a depressão se expressará de forma autodestrutiva, mas com estado de coração pesado ou preso, disfarçando o esforço que se faz para a rotina cotidiana, ante as correntes que prostram no leito e ali retêm.

Para que se logre prosseguir, é comum ao paciente a adoção de uma atitude de rigidez, de determinação e desinteresse pela sua vida interna, afivelando uma máscara ao rosto, que se apresenta patibular, e podem ser percebidas no corpo essas decisões em forma de rigidez, falta de movimentos harmônicos...

Ainda podemos relacionar como psicogênese de alguns estados depressivos com impulsos suicidas, a conclusão a que o indivíduo chega, considerando-se um fracasso na sua condição, masculina ou feminina, determinando-se por não continuar a existência. A situação se torna mais grave, quando se acerca de uma idade especial, 35 ou 40 anos, um pouco mais, um pouco menos, e lhe parece que não conseguiu o que anelava, não se havendo realizado em tal ou qual área, embora noutras se encontre muito bem. Essa reflexão autopunitiva dá gênese a estado depressivo com indução ao suicídio.

Esse sentimento de fracasso, de impossibilidade de êxito pode, também, originar-se em alguma agressão ou rejeição na infância, por parte do pai ou da mãe, criando uma negação pelo corpo ou por si mesmo, e, quando de causa sexual, perturbando completamente o amadurecimento e a expressão da libido.

Nesse capítulo, anotamos a forte incidência de fenômenos obsessivos, que podem desencadear o processo depressivo, abrindo espaço para o suicídio, ou se fixando, a partir do transtorno psicótico, direcionando o paciente para a etapa trágica da autodestruição.

Seja, porém, qual for a gênese desses distúrbios, é de relevante importância para o enfermo considerar que não é doente, mas que se encontra em fase de doença, trabalhando-se sem autocomiseração, nem autopunição para reencontrar os objetivos da existência. Sem o esforço pessoal, mui dificilmente será encontrada uma fórmula ideal para o reequilíbrio, mesmo que sob a terapia de neurolépticos.

O encontro com a consciência, através de avaliação das possibilidades que se desenham para o ser, no seu processo evolutivo, tem valor primacial, porque liberta-o da fixação da idéia depressiva, da autocompaixão, facultando campo para a renovação mental e a ação construtora.

Sem dúvida, uma bem orientada disciplina de movimentos corporais, revitalizando os anéis e proporcionando estímulos físicos, contribui de forma valiosa para a libertação dos miasmas que intoxicam os centros de força.

Naturalmente, quando o processo se instala - nostalgia que conduz à depressão - a terapia bioenergética (Reich, como também a espírita), a logoterapia (Viktor Frankl), ou conforme se apresentem as síndromes, o concurso do psicoterapeuta especializado, bem como de um grupo de ajuda, se fazem indispensáveis.

A eleição do recurso terapêutico deve ser feita pelo paciente, se dispuser da necessária lucidez para tanto, ou a dos familiares, com melhor juízo, a fim de evitar danos compreensíveis, os quais, ocorrendo, geram mais complexidades e dificuldades de recuperação.

Seja, no entanto, qual for a problemática nessa área, a criação de uma psicosfera saudável em torno do paciente, a mudança de fatores psicossociais no lar e mesmo no ambiente de trabalho constituem valiosos recursos para a reconquista da saúde mental e emocional.

O homem é a medida dos seus esforços e lutas interiores para o autocrescimento, para a aquisição das paisagens emocionais.

* * *


Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Amor Imbatível Amor.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

Plantas que Curam: CENOURA - Daucus carota


Descrição : Da família das Apiáceas. Planta bienal de até 80 cm de altura, com folhas divididas e flores brancas agrupadas em umbelas terminais. O caule ereto chega a atingir de 30 a 2 metros de altura, é ramificado e pouco folhoso na sua parte superior. As folhas são divididas e subdivididas em segmentos, de formato lanceolado e possuem odor aromático. As nomerosas flores aparecem na parte terminal do caule, no foramto de guarda-chuva e de coloração avermelhada ou branca. O fruto-semente é elipsóide, dorsalmente comprimido. A cenoura cultivada tem a raiz carnosa, grossa, de cor amarelada, alaranjada ou avermelhadda, efaz parte dos hábitos alimentares brasileiros pelas suas propriedades alimentícias e curativas. De preferência, dee ser cultivada em solos arenosos ou areno-argilosos. drenados, com baixa acidez, e em climas amenos. O fruto-semente deve ser plantado na época mais seca do ano e as mudas mais vigorosas transplantadas para local definitivo. A colheita deve ser feita 3 a 4 mezes após a semeadura. Se a cenoura não for colhida em tempo hábil, a palnta vai soltar o escapo floral e somente servirá para sementeira.

Parte utilizada: folhas, raízes, sementes, óleo das raízes.

Habitat: E natural da Asia e Europa e hoje seu cultivo como alimento se propagou por todo o mundo.

Historia: Foi levada para a Europa pelos arabes, chegou ao novo mundo e e hoje uma das hortalicas mais cultivadas no Brasil.

Origem : Europa e Ásia. Hoje, está sendo cultivada em quase todos os países.

Modo de Conservar : A raiz deve ser consumida fresca. As folhas e frutos-sementes podem ser secos à sombra e guardados em recipiente de vidro bem tampado.

Propriedades : Antidiarréica, remineralizante, diurética.

Indicações : Combate transtornos metabólicos e endócrinos (anemia, hipertiroidismo, dismenorréia, depressão nervosa), diarréia e colite, parasitos intestinais (oxiúros). É usada em cataplasma s (queimaduras) e decocção (rouquidão e tosse). É utilizada (em cataplasma ) para curar feridas infectadas e também como cosmético para embelezar a pele.

Principios Ativos : Pectina, sais minerais diversos (potássio e fósforo), óleo essencial dentre outros.


Contra-indicações/cuidados: O suco de cenoura em excesso pode causar diárreia em bebes e crianças mais novas, ou em adultos com sistema gastro-intetstinal delicado..

Modo de usar:
- comida crua, cozida, saladas, maionese, salpicão, cozidos, tortas, bolos, suflês, purês, patês, sopas, cremes, ...
- suco puro ou com outros sucos.
- folhas na preparação de bolinhos, sopas e refogados.
- suco com mel: vias respiratórias, catarro, tosse, rouquidão.
- óleo em massagem: drenagem linfática, edemas, inchaços.

Salada nutritiva : lave muito bem 1 raiz média. Raspe a casca fina, apare as pontas e rale. Adicione 1 colher de chá de azeite e o suco de 1/2 limão. Coma antes das principais refeições.

Cozimento nutritivo : em uma panela, coloque 1 colher de sopa de óeo de cozinha e 1/2 dente de alho amassado. Frite bem e acrescente 2 xícaras de chá de folhas frescas fatiadas. Cozinhe até amolecer e adicione 1 pitada de sal. Coma durante as principais refeições.

Flatulência : rale uma raiz média e esprema em um pano, para obter o seu suco. Tome o suco antes das principais refeições.

Diurético : coloque uma raiz cortada em rodelas finas em 1/2 litro de água em fervura.. Deixe ferver por 5 minutos. Espere esfriar e coe. Tome 1 xícara de chá, após o desjejum, edas principais refeições.

Afecções cutâneas : rale 1 raiz méida e junte 2 colheres de folhas frescas picadas. Amasse bem. Espalhe sobre uma gaze e aplique sobre a parte lesada, 2 vezes ao dia. Complete o tratamento ingerindo o suco de cenoura ralada, pis favorece a cicatrização.

Bronquites : em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sobremesa de fruto-semente seco e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, espere esfriar e coe. Tome 1 xícara de chá, 2 vezes ao dia, podendo ser adoc;ado com mel.

Aromaterapia : Regenerador da pele, equilibra e estimula o sistema endócrino feminino, possui aroma de raízes.


Farmacologia: O B-caroteno, precursso rda vitamina, que etransformado no fígado, essêncial para a visão, também e necessário para conferir a pele textura macia, contrapondo-se a queratinizagao natural ou decorrente de afecções dermatológicas como a psoriase, eczemas, etc. O B-caroteno também favorece a formação de glóbules vermelhos; Alêm dos aminoácidos e demais vitaminas que, por si, falam do valor desta hortaliga reputada como alimento altamente nutritive, as partes áereas gozam de propriedades terapeuticas também, mas não foram encontrados estudos sobre estes aspectos, embora empiricamente ja sejam usados na medicina caseira; A cenoura aumenta as secreções glandulares, favorece a lactação, também se atribui a ela ação sobre o sistema hepato-biliar, renal e digestivo; O cálcio e encontradao na cenoura sob a forma de pectatos de calcio, que ja mos-trou ser um antagonista natural do colesterol, combinado-se com este e os sais biliares durante a digestao. Da pectina, colóide hidrofilo classificado como fibra branda, ja se conhece a importanda; O carotene resiste ao cozimento brandopor 10 a 20min, mas as vitaminas e sais minerals não, onde se recomenda o consumo da raiz crua para seu melhor aproveitamento como nutritiva, repositora de vitaminas e remineralizante; O fosforo presente responde pelo efeito restaurador dos nervos e sobre o cansago mental; O bioquímico ingles Franklin H.B.,- precurssor do "leite vegetal" de hortaliças que focou suas pesquisas na produção de um leite alternative para os vegetarianos e os intolerantes a lactose - aperfeiçoou um produto que e 3 vezes superior ao leite animal, em concentração de nutrientes.

Posologia: Adultos: A raiz crua como alimento, ad libidum, para todas as indicações; Uma raiz crua, ralada com 1 dente de alho, com algumas sementes de erva-doce, em jejum, como vermífugo durante 5 dias consecutivos. Crianças tomam de 1 ;3 a 1 ;2 da dose; O suco de 1 raiz, preferencialmente centrifugado, 3 vezes ao dia para úlceras gastro duodenais, afecções da pele e das vias urinarias; O infuso de 1 raiz fatiada para 1 xícara de água e diurético; A raiz crua ralada, com ou sem adição de parte das ramas, pode ser usada em cataplasmas para afecções da pele, e também como repositora de vitaminas e nutritiva nas anemias e clorose; O xarope, para afecções respiratórias, e feito com 250g de raizes cozidas em 500ml de água, espremidas e acrescidas de 2 colheres de sopa de mel. Toma-se 1 colher de sopa ate 5 vezes por dia. Nas laringites toma-se 1 colher de sobremesa de hora em hora; Com as folhas vaporizadas se prepara um cataplasma para afecções da pele que deve permanecer por 20min, ate 2 vezes por dia; O infuso de 4g (1 colher de sopa para cada xícara de água) das ramas e derretido, ajuda a eliminar cálculos renais e biliares; O decocto de 1 g (1 colher de café) e indicado para anuria, litiase renal e biliar, amenorreia e catarro bronquico; Para finalidades terapêuticas, tanto a planta quanto sementes devem ser orgânicas; Crianças: tomam de 1 \3 a 1 \2 dose, de acordo com a idade.

Fatos históricos do dia 28 de fevereiro


870 - O Quarto Concílio de Constantinopla é encerrado.
1525 – América Colonial: o espanhol Hernán Cortés executa último imperador asteca, Cuauhtémoc.
1644 – Brasil Colonial: Holandeses abandonam São Luís do Maranhão, que volta ao domínio português.
1710 - Na Batalha de Helsingborg, 14 000 dinamarqueses, liderados por Jørgen Rantzau, são derrotados por um exército sueco de igual tamanho, liderado por Magnus Stenbock.
1736 – Por decreto, a Coroa portuguesa, obriga a que o transporte de ouro, diamantes e outras pedras preciosas do Brasil, se faça exclusivamente nos cofres das frotas.
1854 – O primeiro desfile de carros alegóricos durante o carnaval aconteceu no Rio de Janeiro.
1897 - A Rainha Ranavalona III, a última monarca de Madagascar, é deposta pelas tropas militares da França.
1904 – Fundado o Sport Lisboa e Benfica, um dos mais importantes clubes de Portugal.
1912 – No Missouri (EUA) Albert Perry, capitão norte-americano realizou o primeiro salto de pára-quedas de um avião.
1914 - Carlitos (em Portugal, Charlot), interpretado por Charlie Chaplin, aparece pela primeira vez no cinema, em Between Showers.
1922 – A independência do Egito foi reconhecida pelo Reino Unido, que mesmo assim continuou com o controle do Canal de Suez.
1930 – Na Paraíba, Brasil, o coronel José Pereira rebelou-se contra a decisão de João Pessoa, governador do Estado, de desarmar coronéis do sertão, fato que ficou conhecido como o Levante da Princesa.
1964 – Paulínia é emancipada, separando-se de Campinas.
1966 – Foi fechado definitivamente o local das primeiras apresentações dos Beatles, o bar Cavern Club.
1974 – Depois de sete anos de desentendimentos, Estados Unidos e Egito restabelecem relações diplomáticas.
1986 – Com medidas para conter a inflação e estabilizar a economia foi decretado no Brasil o Plano Cruzado. A nova moeda substitui o cruzeiro, com o corte de três zeros (mil cruzeiros passaram a valer um cruzado).
1991 – Fim da Guerra do Golfo.
1994 – Aviões americanos abateram quatro aviões iugoslavos na Bósnia, na primeira ação militar da OTAN.
1996 – No Reino Unido a princesa Diana concordou em se divorciar do príncipe Charles.
1997 - Um sismo de magnitude 5,5 na escala de Richter, sentido no noroeste do Irão, provoca cerca de 1100 mortos e entre 40 a 60000 feridos.
2000 – É publicado o jogo de mais vendas no mundo, The Sims.
2002 – A lira italiana deixa oficialmente de circular, dando lugar ao euro.
2003 – O time de basquete dos EUA New York Knicks aposenta a camisa 33, em homenagem a Patrick Ewing.
2010 – Cerimônia de encerramento dos XXI Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver, Canadá.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sinais de Alarme


Há dez sinais vermelhos, no caminho da experiência, indicando queda provável na obsessão:

quando entramos na faixa da impaciência;

quando acreditamos que a nossa dor é a maior;

quando passamos a ver ingratidão nos amigos;

quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;

quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;

quando reclamamos apreço e reconhecimento;

quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;

quando passamos o dia a exigir esforço alheio, sem prestar o mais leve serviço;

quando pretendemos fugir de nós mesmos, através do álcool ou do entorpecente;

quando julgamos que o dever é apenas dos outros.

Toda vez que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas idéias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos a prudência de amparar-nos no socorro da prece ou na luz do discernimento.

* * *

Vieira, Waldo; Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Ideal Espírita.
Ditado pelo Espírito Scheilla.
CEC.

Plantas que Curam: CEBOLA - Allium cepa






Descrição : Da família das Liliáceas. Planta bulbosa que possui folhas estreitas, carnosas e verdes.Também conhecida como cebola. Vegatal bienal, provido de um bulbo tunocado, globoso, extremamente aromático e com raízes. As túnicas ou escamas membranaceas internas são carnosas e suculentas, de cor esbranquiçada ou avermelhada e as externas são finas, de cor de ouro ou vinho, de acordo com a espécie. As folhas são fistulosas e nascem dentro do bulbo. As flores aparecem no ápice do escapo floral e têm o foramto de um guarda-chuva. O fruto é uma cápsula triangular conendo semntes angulosas, compridas e de cor escura. O plantio é feito por semneteira, de preferência, no mês de março e, após a germinação. os vegatais mais vigorosos devem ser transplantados para um lugar definitivo. Cresce e se reproduz bem em terrenos arenosos, ricos em matéria orgânica e de média a fraca acidez. São cultivadas das mais diferentes formas, como: roxa-dobarreiro, amarela-das-canárias, amarela-das-bermudas e baia-periforme. Todas as espécies possuem odor forte e picante, com sabor acre e adocicado. Os bulbos devem ser colhidos antes do aparecimento do espaço floral.

Parte utilizada : Bulbo.

Origem : provavelmente da Ásia, tendo sido trazida para o Brasil pelos colonizadores.

Habitat: Foi domesticada na Ásia central

História: O uso da cebola parece ter começado há 5000 anos no Egito, como observado em monumentos antigos. Textos clássicos, gregos e romanos também mencionam o uso da cebola. Durante a Idade Media, as cebolas eram consumidas por toda a Europa. Mais tarde, acreditava-se que as cebolas protegiam contra os maus espíritos e a praga (peste bubonica), provavelmente por causa de seu forte odor. A tintura da pele da cebola tem sido usada no Oriente Médio e na Europa para colorir cascas de ovos e tingir tecidos por muitos anos. Acredita-se que Cristóvão Colono trouxe a cebola para as Américas. A cebola também foi usada por curandeiros populares para impedir a infecção. A combinação de cebolas e alho cozidas no leite e um remédio popular europeu usado para eliminar a congestão. As cebolas também são usadas na medicina homeopática

Modo de Conservar : As escamas carnosas internas e as secas externas, devem ser consumidas frescas, podendo ser guardadas em geladeira.

Propriedades : É diurética, antisséptica, antibiótica, bactericida, hipoglicemiante, vermífuga. Auxilia no tratamento da úlcera péptica.

Indicações : Age contra a paralisia e reumatismo. Para uso externo combate piodermites, hemorróidas, picadas de abelha, dores de origem reumática e calvície.

Modo de usar: comida crua, em saladas, frita, assada, na composição de inúmeros pratos simples ou sofisticados, como tempero ou mesmo como ingrediente principal.
- uso externo: piodermites, furúnculos, hemorróidas, picadas de abelha e de cobra (agindo como desinflamante e antídoto), dores de origem reumática e calvície;
- comida crua ou em forma de suco: tosse, bronquite, catarro, dor de garganta, melhora a voz, rouquidão, prisão de ventre, indigestão, coração;
- maceração no vinho: calos, diurético
- tintura: diurético
- unguento: hemorróidas, frieiras;
- bulbo: hemorragia nasal, picada de abelhas;
- sumo: bactericida, desinfetante, picadas de insetos, calvice; emplasto do sumo com vinagre faz cair verruga (quando aplicada no local). Aspirado pelo nariz, detém algumas crises histéricas. Aplicado sobre a pele favorece o crescimento dos pelos, afugenta mosquitos;
- assada com açúcar: inflamação e tosse;
- cebola com mel são bons nas bronquites, asmas e tosses.
- infusão: dificuldade de urinar, doenças cardíacas, efeito antibiótico, vermífugo, gases, catarro, cólicas, dores nos pés e ouvidos, resfriado, tosse.
- infusão de 30 g de cebola em 1 litro de água fervente. Tomar 1 xícara de chá antes das refeições.
- infusão de 90 g de cebola em um litro de água: uso externo em compressas locais;
- decocção: doenças cardíacas, antibiótico, asma, aumenta a pressão sanguínea, bronquite, coriza, diabetes, diurético, enfermidades infecciosas, nevralgia facial, estimula a pressão sanguínea, enfermidades infecciosas, vermífugo, infecções intestinais, prisão de ventre;
- decocção de 50 g de cebola em um litro de água. Tomar um xícara média, três vezes ao dia;
- decocção em quantidade igual de cebola/água, durante uma hora. Após esfriar, adicionar 1/5 de mel. Mexer até obter boa consistência. infecções do aparelho respitatório (gripe, bronquite, faringite, etc) e do aparelho digestivo (putefrações intestinais, diarréia, etc.). Tomar 3 xícaras médias ao dia;
- maceração de 50 g de cebola em um litro de água: diurético, reumatismo, edemas. Tomar 3 xícaras médias ao dia;
- maceração de 300 g de cebola em um litro de água, por 12 horas: antiarteriosclerótica, anti-hipertensiva, angina (e outros males relacionados à circulação como hemorróida. Tomar três vezes ao dia;


Notas:
. para estômagos delicados, pode-se deixar a cebola em maceração com azeite de oliva durante a noite, o que faz perder sua acidez. O mesmo ocorre se a deixarmos dentro água com um pouco de suco de limão durante alguns minutos. Estes procedimentos conservam as propriedades medicinais da cebola;
. como antitussígeno infantil, popularmente se coloca uma cebola fatiada sobre uma mesa no quarto à noite, mantendo a porta fechada.

Principios Ativos :Vitaminas A, B1, B2, B5, C, sais minerais (potássio, fósforo, cálcio, sódio, silício, magnésio, ferro) e glicoquiina, flavonóides.

Efeitos Colaterais : Quando cortadas, determinados compostos sulfúricos (por exemplo, propanetial-S-6xido) escapam da cebola na forma de vapor e em uma reação fraca com a água presente no olho, o composto e hidrolizado tornando-se ácido sulfúrico, o que causa a irritação ocular e a lacrimejação familiar da cebola. Inchado da córnea por exposição a cebola já foi relatado. Molhar as mãos, respirar pela boca e cortar a cebola sob água corrente minimizam a irritação do olho, pois o parte to gás produzido ira reagir com a água na mão, na boca ou a água corrente. O uso de uma faca afiada também mínimas o esmagamento do tecido da cebola e conseqüentemente a liberação dos compostos voláteis. A ingestão da cebola parece relativamente segura, porque a autoridade fitoterapica German Commission E não lista nenhuma contra-indicação, efeito coleta-a, ou interação com a planta. A cebola pode ser usada frequentemente em baixas doses sem nenhum efeito coleta-a, como observado em experimentos em ratos, e contato f requente com a cebola raramente causa reações alérgicas. As sementes da cebola foram relatadas como alergenos ocupacionais.

Superdosagem : Consumo exagerado de cebola pode afetar o estômago.

Contra-indicações: Nenhuma contra-indicação foi identificada. A cebola e reconhecida com segura para o consumo humano e e classificada pelo FDA como 'GRAS' (generally recognized as safe).
Posologia: A Comissão E (German Commission E monographs) descreve a dose diária media para o tratamento da dispepsia como 50 g de cebola fresca, ou o suco de 50 g de cebola fresca, ou 20 g de cebola seca. Uma quantidade máxima de 35 mg/dia de difenilamina e recomendado se as preparações da cebola serão ou são usadas por vários meses.

Cebola

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Fatos históricos do dia 27 de fevereiro


1510 – Afonso de Albuquerque conquista Goa.
1531 – Criação da Liga de Esmalcalda.
1560 - O Tratado de Berwick, que expulsaria as tropas francesas da Escócia, é assinada pela Inglaterra e pela Congregação da Escócia.
1594 - Henrique IV é coroado Rei da França.
1617 - Suécia e Rússia assinam o Tratado de Stolbovo, encerrando a Guerra Ingriana e expulsando a Rússia do Mar Báltico.
1626 - Yuan Chonghuan é indicado como Governador de Liaodong, após ele liderar os chineses a uma vitória contra os Manchurianos, liderados por Nurhachi.
1700 - A ilha de Nova Bretanha é descoberta pelos europeus.
1801 – Espanha declara guerra a Portugal, no âmbito da aliança com a França de Napoleão Bonaparte.
1812 - Manuel Belgrano estende a Bandeira da Argentina pela primeira vez, na cidade de Rosário.
1814 – Invasões Francesas: Batalha de Orthez. Nova vitória de Wellington sobre Soult.
1844 – A República Dominicana consegue a sua independência do Haiti.
Os farrapos Onofre Pires e Bento Gonçalves duelam por questões de honra. O duelo termina com um ferimento de Onofre.
1861 – Ocorre o Massacre de Varsóvia, quando tropas russas disparam contra uma multidão que se manifestava contra o governo russo.
1870 - A atual Bandeira do Japão é adotada pela primeira vez, como bandeira nacional pelos barcos mercantes japoneses.
1900
- Fundação do Partido Trabalhista britânico. Ramsey MacDonald é nomeado o primeiro secretário-geral.
- Fundação do Bayern de Munique.
1933 – Incêndio no edifício do Reichstag (prédio), o parlamento alemão, de origem criminosa que destrói o edifício. Um holandês, anarquista e activista possivelmente comunista de facção violenta, Marinus van der Lubbe, foi apontado como culpado do incêndio, tendo sido executado.
1939 – Grã-Bretanha e França reconhecem o governo fascista de Francisco Franco em Espanha.
1940 - Martin Kamen e Sam Ruben descobrem o Carbono-14.
1942 – Segunda Guerra Mundial: Batalha do Mar de Java com a derrota das Marinhas Americana, Inglesa, Holandesa e Australiana pela Marinha Imperial Japonesa, em que abre o caminho a estes para a invasão das Índias Orientais Holandesas.
1945 – Segunda Guerra Mundial: Os Fuzileiros dos EUA ocupam a segunda pista de aviação na ilha de Iwo Jima.
1950
- O general Chiang Kai-shek é eleito Presidente da República da China, nome oficial da China Nacionalista sediada em Taiwan.
- A Índia apresenta a Oliveira Salazar a primeira proposta de negociação para a reintegração dos territórios de Goa, Damão e Diu na União Indiana. A proposta é recusada.
1951 – A 22ª Emenda da Constituição dos EUA é ratificada, limitando o mandato presidencial a dois mandatos de quatro anos.
1952 – É realizada a primeira reunião da ONU na sua sede permanente em Nova York.
1975 – Em Portugal é aprovada a construção do Complexo Petroquímico de Sines.
1978 – A Presidência, a Assembleia e o Governo da República Portuguesa repudiam o pedido do dirigente líbio Muammar al-Gaddafi para a independência da ilha da Madeira, considerada pela Organização de Unidade Africana com pertencendo a África.
1991 – Tropas do Kuwait recuperam a capital do País. O presidente norte-americano George Bush anuncia o fim da libertação do Kuwait.
1995
- O chefe da máfia, Salvatore "Toto" Riina e outros 47 suspeitos, membros da organização criminosa, vão a julgamento, sob acusação de cumplicidade em 48 assassinatos na Sicília.
- O Banco de Inglaterra intervém no Berings, o sexto maior banco inglês de investimento. A instituição encontra-se à beira da falência, devido aos investimentos especulativos de um corretor no mercado de futuros de Singapura.
1996 – São lançados no Japão os primeiros games da série multimilionária da Nintendo, Pokémon.
1998 – Termina o restauro de seis anos da Fragata portuguesa Dom Fernando II e Glória, no Arsenal do Alfeite.
2001 – A destruição das estátuas dos Budas, no Afeganistão é defendida pelo líder talibã Muhammad Omar.
2002
- A rainha Elizabeth II e o príncipe Philip visitam a Austrália.
- O governo de Madagáscar impõe recolher obrigatório em Antananarivo.
Na cidade indiana de Godhra, no estado de Gujarat, um incêndio em trem deixa 57 mortos.
2005 – Pela primeira vez em 26 anos de pontificado, o Papa João Paulo II não faz a oração dominical na Praça de São Pedro no Vaticano.
2010 – Terremoto de magnitude 8,8 Mw atinge a região central do Chile, fazendo pelo menos 802 mortes e é lançado alerta de tsunami em todo o Oceano Pacífico.
2011 - Um acidente grave com um trio elétrico deixa 16 mortos e mais de 50 feridos na cidade de Bandeira do Sul (Minas Gerais, Brasil).

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Gigi D'Agostino - I'll Fly With You (letra e tradução)



I still believe in your eyes;
I just don't care what
You've done in your life.

Baby I'll always be here by your side;
Don't leave me waiting too long,
Please come by!

I, I, I, I still believe in your eyes;
There is no choice,
I belong to your life.

Because I, I live to love you some day;
You'll be my baby
And we'll fly away

And I'll fly with you,
I'll fly with you!!!

(male voice)

Every day and every night,
I always dream that
You are by my side.

Oh, baby, every day and every night,
Well, I said everything's
Gonna be all right.

And I'll fly with you,
I'll fly with you!!!

Gigi

Dream of me!

I still believe in your eyes;
I just don't care what
You've done in your life.

Baby I'll always be here by your side;
Don't leave me waiting too long,
Please come by!

And I'll fly with you,
I'll fly with you!!!

(male voice)

Every day and every night,
I always dream that
You are by my side.

Oh, baby, every day and every night
Well, I said everything's
Gonna be all right.

And I'll fly with you,
I'll fly with you!!!

Eu voarei com você

Eu ainda acredito em seus olhos
Eu apenas não me importo com
O que você fez em sua vida.

Baby, eu estarei sempre aqui ao seu lado;
Não me deixe aqui esperando muito,
Por favor, vem pra perto!

Eu, Eu, Eu, Eu ainda acredito em seus olhos;
Não há escolha,
Eu pertenço a sua vida.

Porque eu, eu vivo para te amar algum dia;
Você será meu baby
E nós voaremos para longe

E eu voarei com você,
Eu voarei com você,
Eu voarei com você!!!

(Voz Masculina)

Todo dia e toda noite,
Eu sempre sonho que
Você está ao meu lado.

Oh, baby, todo dia e toda noite,
Bem, eu disse tudo
Que é certo.

E eu voarei com você,
Eu voarei com você,
Eu voarei com você!!!

(Voz de Gigi)

Sonhe comigo!

Eu ainda acredito em seus olhos
Eu apenas não me importo com
O que você fez em sua vida.

Baby, eu estarei sempre aqui ao seu lado;
Não me deixe aqui esperando muito,
Por favor, vem pra perto!

Eu, Eu, Eu, Eu ainda acredito em seus olhos;
Não há escolha,
Eu pertenço a sua vida.

Porque eu, eu vivo para te amar algum dia;
Você será minha baby
E nós voaremos para longe

E eu voarei com você,
Eu voarei com você,
Eu voarei com você!!!

(Voz masculina)

Todo dia e toda noite,
Eu sempre sonho que
Você está ao meu lado.

Oh, baby, todo dia e toda noite,
Bem, eu disse tudo
Que é certo.

E eu voarei com você,
Eu voarei com você,
Eu voarei com você!!!

http://www.vagalume.com.br/gigi-dagostino/ill-fly-with-you-traducao.html#ixzz1nSqfLNuZ

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Kuwabara....
Kuwabara....

Tendo Medo


Na parábola dos talentos, o servo negligente atribui ao medo a causa do insucesso em que se infelicita.

Recebera mais reduzidas possibilidades de ganho.

Contara apenas com um talento e temera lutar para valorizá-lo.

Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica, há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para transitar no mundo como desejariam. E recolhem-se à ociosidade, alegando o medo da ação.

Medo de trabalhar.

Medo de servir.

Medo de fazer amigos.

Medo de desapontar.

Medo de sofrer.

Medo da incompreensão.

Medo da alegria.

Medo da dor.

E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enriquecer a existência.

Na vida, agarram-se ao medo da morte.

Na morte, confessam o medo da vida.

E, a pretexto de serem menos favorecidos pelo destino, transformam-se, gradativamente, em campeões da inutilidade e da preguiça.

Se recebeste, pois, mais rude tarefa no mundo, não te atemorizes à frente dos outros e faze dela o teu caminho de progresso e renovação. Por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido pelas circunstâncias, enriquece-a com a luz do teu esforço no bem, porque o medo não serviu como justificativa aceitável no acerto de contas entre o servo e o Senhor.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Fonte Viva.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
21a edição. Lição 132. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1997.

Plantas que Curam: CÁXETA - Cecropia peltata


Descrição : Planta da família das Cecropiaceae (Moraceae). Também conhecida como ambaí, ambaú, ambaitinga, amabitinga, ambaíba, ambaúba, árvore-da-preguiça, caxeta, imbaúba, imbaíba, pau-de-lixa, torém, umbaúba; trumpet-tree, snakewood, congo pump, wild pawpaw (inglês), guarumo (espanhol), bois cannon (francês), umbaùba (italiano), trompetenbaum (alemão).
Parte utilizada: brotos, casca, folha, frutos, raízes. (folhas jovens concentram o maior poder curativo).
Plantio : Multiplicação: por sementes;
Cultivo: adapta-se a qualquer clima, preferindo locais úmidos e solos férteis e com relativa umidade. O espaçamento usado é de 6m X 6m, podendo ser usada intercalada a outras árvores;
Colheita: folhas e raízes, o ano todo. Seu fruto também é comestível.

Princípios Ativos: alcalóides, cumarinas, flavanóides, glicosídeos, resina, taninos.

Propriedades medicinais: adstringente, analgésica, antidiabética, anti-séptica, antitussígena, béquica, cardiotônica, cicatrizante, descongestionante, diurética, expectorante, hipotensora, mal de Parkinson, refrigerante, sedativa, vulnerária.

Indicações: afecções da pele, afecção das vias respiratórias (asma, bronquite, tosse, coqueluche), alergia, bronquite crônica, debilidade cardiomuscular, diabete, ferida crônica, mal de parkinson, normalizar a pressão arterial,úlcera, verrugas.

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

Efeitos colaterais: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso.

Modo de usar:
- decocção de 30 g de folhas em um litro de água;
- suco de folhas frescas; diluir 1 colher das de sopa desse suco em 1 xícara com água, beber 1 gole de hora em hora, espaçando-se mais aos primeiros sinais de melhora;
- uma folha fresca e 2 xícaras de água. Colocar e bater no liquidificador. Tomar várias vezes ao dia;
- raízes: utiliza-se a decocção ou o suco das raízes para as mesmas finalidades e nas mesmas proporções que a decocção ou o suco das folhas;
- látex: feridas crônicas, úlceras, verrugas.

Fatos históricos do dia 26 de fevereiro


364 - Valentiniano I é proclamado Imperador romano.
1266 - Batalha de Benevento: O exército liderado por Carlos I, Conde de Anjou, derrota as tropas combinadas da Alemanha e Sicília, liderada pelo Rei Manfredo da Sicília.
1815 - Napoleão Bonaparte escapa da Ilha de Elba.
1848 - É proclamada a Segunda República Francesa.
1860 – Descoberta do Cometa Olinda, por Emmanuel Liais. O cometa foi o primeiro a ser descoberto em solo brasileiro.
1916 – Estreia, em Lisboa, a peça A Maluquinha de Arroios.
1935 - Adolf Hitler ordena que a Luftwaffe seja reformada, violando os termos do Tratado de Versalhes.
1952 – O primeiro-ministro britânico Winston Churchill anuncia que o Reino Unido já possui a bomba atômica.
1975 – É publicado em Portugal a "Lei de Imprensa."
1980 - Egito e Israel estabelecem relações diplomáticas.
1992 – Aprovada a Bandeira do Daguestão.
1993 – Primeiro atentado taliban contra o World Trade Center.
2001 – No Afeganistão, os taliban destroem as duas estátuas gigantes de Buda de Bamyan.
2004 – O presidente macedónio Boris Trajkovski morre num acidente de aviação perto de Mostar, na Bósnia e Herzegovina.
2009 - Iniciam-se as emissões do canal noticioso português TVI24, com a apresentação do Jornal do Dia.

 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Texto Antidepressivo


Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para frente, proibindo-se parar.

Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.

Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja.

Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias.

Tente contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.

Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.

Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.

Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.

Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.

Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.

* * *
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Busca e Acharás.
Ditado pelo Espírito André Luiz.

Plantas que Curam: CAVALINHA HOLANDESA - Equisetum hyemale


Descrição : Planta da amília das Equisetaceae. Também conhecida como cavalinha-holandesa, cola-de-cavalo, erva-canudo, lixa-vegetal, milho-de-cobra, rabo-de-cavalo, rabo-de-rato.

Parte utilizada: hastes e brotos verdes, sem os esporângios.
Princípios Ativos: ácido silícico, ácido gálico, resinas, sais de potássio, tiaminases, isoquercitina, luteolina, campferol, saponinas e alcalóides.

Propriedades medicinais: adstringente genito-urinário, antiacne, antiblenorrágica, antiinflamatória, cicatrizante, diurética (potente), hemostática, remineralizante, revitalizante, sebostática.

Indicações: acne, afecções da próstata, afecção dos brônquios e pulmões, afecções renais, afta (externamente), anemia, calcificar fraturas, conjuntivite, disenteria, edema, epistaxe, febre puerperal, ferida, fluxos sangüíneos hemorroidários, fraturas, frieira, gripe, hematúria, hemoptises, hemorragia, hemorragia nasal, hipertensão de origem renal, inflamação, inflamações dos dutos lacrimais, metrorragia, obesidade, ossos, pterígio, queda de cabelos, úlcera varicosas e cancerosas, ventosidade;
Uso Interno: afecções, dos brônquios e pulmões, problemas ósseos, enfermidades renais.

Contra-indicações/cuidados: excesso pode resultar em deficiência de vitamina B1. As inflorescências são tóxicas.


Modo de usar:

- brotos novos que emergem do rizoma podem ser consumidos como aspargos;
- decocção de 9 a 15 g por xícara de água:
Uso geral;
- infusão ou decocção a 5%. Tomar 50 a 200 ml ao dia, como diurético e até 500ml/dia, como hemostático;
- infusão de 1 xícara das de cafezinho da planta em 1 litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras das de chá ao dia: problemas renais; Tomar 1 copo em jejum e 2 copos meia hora antes das principais refeições para obesidade;
- pó. Tomar de 1 a 3 g ao dia: remineralizante, após as refeições; Tomar até 20 g ao dia: hemostático;
- tintura. Tomar de 10 a 50 ml ao dia: diurético;
- xarope. Tomar de 20 a 100 ml ao dia: diurético;
- infusão de 10 g da planta por litro de água quente. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia: afecções renais e edema generalizado;
- infusão de 30 a 40 g para 1 litro de água. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia: hemorragia internas e menstruações excessivas;
Uso Externo:;
- infusão de 50 a 60 g para 1 litro de água: aftas, frieiras, feridas, úlceras, acne, queda de cabelos;
- banhos vaginais: infusão ou decocção de 20 a 30 g da planta por litro de água. Duas vezes ao dia;
- compressas feitas o infuso ou decócto: substituir em intervalos de 15 minutos: oftalmias;
Nota:;
- para crianças usar metade da dose;
- suco. Uso interno ou externo em substituição a infuso ou decôcto, na mesma concentração.

25 de fevereiro - Antigo Egito: dia de Nut, deusa do céu e guardiã das estrelas.


Nut é uma deusa egípcia. Representava o céu e era significativamente invocada como a mãe dos deuses.

Mito

A deusa Nut e o deus Geb queriam ter filhos, mas Rá conhecia a profecia que dizia que um dos filhos da deusa Nut o substituiria. O deus a proibiu de ter seus filhos qualquer dia ou qualquer noite do ano. Nut achou uma solução: ela apostou com o deus Konsu e toda vez que ele perdia tinha de dar um pouco de sua luz pra ela, Konsu perdeu tantas vezes que Nut teve luar suficiente para criar cinco novos dias que acrecentou no final do calendario que tinha 360 dias como os graus de um círculo, nesses 5 dias teve seus filhos: Osíris, Hórus, Seth, Ísis e Néftis.

Culto

No túmulo de Tutankhamon foi encontrado junto a sua múmia um peitoral no qual era invocado a proteção desta deusa: “Nut minha divina mãe, abre tuas asas sobre mim enquanto brilharem nos céus as imorredouras estrelas”.


Iconografia

É muitas vezes representada sob a forma de uma vaca, por alusão a uma metamorfose por que espontaneamente teria passado. Era representada por uma belíssima mulher, trazendo o disco solar orlando sua cabeça.

Com o seu corpo alongado, coberto por estrelas, forma o arco da abóbada celeste que se estende sobre a terra. É como um abraço da deusa do céu sobre Geb, o deus da Terra.

Família

O deus Khepera criou-se a partir da matéria primordial ao dizer seu próprio nome, em seguida ele procriou os deuses Shu e Tefnut, formando a primeira trindade. De Shu e Tefnut nasceram Geb e Nut.

Nut, esposa de Geb, foi a mãe de Osíris, Horus, Seth, Ísis e Néftis, em um único parto. Osiris e Isis já se amavam no ventre da mãe e a maldade de Seth logo ficou evidente quando, ao nascer, este rasgou o ventre da mãe.

Fatos históricos do dia 25 de fevereiro


1308 – Eduardo II, um dos responsáveis pela divisão do Parlamento britânico entre a Casa dos Lordes e Casa dos Comuns, é coroado Rei.
1551 – Criação da Diocese de São Salvador da Bahia, pelo Papa Júlio III,
1570 – O Papa Pio V excomunga a rainha Isabel I de Inglaterra (foto)
1603 – O navio português Santa Catarina foi capturado pela Companhia da Índia holandesa.
1836 – É patenteado o primeiro revólver, pelo norte-americano Samuel Colt.
1869 – Abolida a escravatura em todos os domínios portugueses.
1870 – Nos EUA, Hiram R. Revels, um membro do Partido Republicano, representando o estado do Mississipi, é o primeiro negro a ser eleito para o Senado. Ele assume o seu posto ao jurar servir no mandato provisório em substituição do Senador Jefferson Davis.
1885 – A Alemanha anexa as regiões africanas do Tanganica e Zanzibar.
1925 – É fundada a Biblioteca Mário de Andrade em São Paulo, Brasil.
1942 – Estranhos objetos são avistados no céu de Los Angeles por mais de 100.000 pessoas. Por terem sido disparados misséis na direção dele, porém sem nenhum efeito, o episódio ficou conhecido como Batalha de Los Angeles.
1943 – Segunda Guerra Mundial: O Afrika Korps do general Rommel é obrigado a recuar pelo desfiladeiro de Kassenine, na Tunísia, apenas cinco dias após ter conseguido atravessar o mesmo desfiladeiro.
1944 – Segunda Guerra Mundial: O exército britânico consegue que os japoneses abandonem o desfiladeiro de Ngakyedyauk, na Birmânia.
1947 – O Governo português determina que cessem as restrições ao consumo de energia eléctrica, em vigor desde a Segunda Guerra Mundial.
1948 – O Partido Comunista checo assume o poder na Checoslováquia.
1951 – Acontece em Buenos Aires, Argentina, os primeiros Jogos Pan-americanos
1954 – Gamal Abdel Nasser torna-se primeiro-ministro do Egipto.
1961 – É assinado o contrato para a construção da Ponte sobre o Tejo, em Lisboa, com a United States Steel Export Company.
1991 – Os países do Pacto de Varsóvia aprovam a dissolução da organização militar criada em 1955, em resposta à NATO.
1991 – Guerra do Golfo: Um missil Scud iraquiano atinge uma base militar americana em Dharan na Arábia Saudita matando 28 marines norte-americanos durante a Guerra do Golfo.
1993 – Kim Young-sam é eleito Presidente da Coreia do Sul, o primeiro civil a ocupar o cargo.
2003 – A União Europeia chega a acordo sobre "o primeiro instrumento de imigração legal, projecto de directiva comunitária sobre o direito de reunificação familiar de imigrantes.
2004 – A Líbia começa a destruir cerca de 3300 bombas preparadas para receberem ogivas químicas.
2005 – Rússia e Irão assinam um acordo de fornecimento de combustível nuclear russo para a futura central nuclear iraniana.

Antigo Egito: dia de Nut, deusa do céu e guardiã das estrelas.

Isabel I de Inglaterra


Isabel I (Greenwich, 7 de setembro de 1533 — Richmond, 24 de março de 1603), também conhecida sob a variante Elisabete I ou Elizabeth I, foi Rainha da Inglaterra e da Irlanda desde 1558 até à sua morte. Também ficou conhecida pelos nomes de A Rainha Virgem, Gloriana e Boa Rainha Bess. Filha de Henrique VIII, Isabel nasceu como princesa, mas a sua mãe, Ana Bolena, foi executada dois anos e meio depois do seu nascimento e Isabel foi declarada bastarda. Mais tarde, seu meio-irmão, Eduardo VI, deixou a coroa a Lady Jane Grey, excluindo as suas irmãs da linha de sucessão. No entanto, o seu testamento foi rejeitado, Lady Jane Grey foi executada e, em 1558, Isabel sucedeu à sua meia-irmã católica, Maria I, depois de passar quase um ano presa por suspeita de apoiar os rebeldes protestantes.

Isabel decidiu que reinaria com bons conselheiros, dependendo fortemente de um grupo de intelectuais de confiança liderado por William Cecil, barão Burghley. Uma das suas primeiras acções como rainha foi apoiar o estabelecimento da igreja protestante inglesa, da qual se tornou governadora suprema. Este Acordo Religioso Isabelino manteve-se firmemente durante o seu reinado e desenvolveu-se, tornando-se naquela que é conhecida hoje como a Igreja de Inglaterra. Era esperado que Isabel se casasse, mas apesar de vários pedidos do parlamento e de numerosas cortes feitas por vários membros de casas reais por toda a Europa, ela nunca o fez. As razões para esta decisão já foram muito debatidas. À medida que envelhecia, Isabel tornou-se famosa pela sua virgindade, criando um culto à sua volta que foi celebrado nos retratos, festas e literatura da época.

Seu reinado é conhecido por Período Elisabetano (ou Isabelino) ou ainda Era Dourada. Foi um período de ascensão, marcado pelos primeiros passos na fundação daquilo que seria o Império Britânico, e pela produção artística crescente, principalmente na dramaturgia, que rendeu nomes como Christopher Marlowe e William Shakespeare. No campo da navegação, o capitão Francis Drake foi o primeiro inglês a dar a volta ao mundo, enquanto na área do pensamento Francis Bacon pregou suas ideias políticas e filosóficas. As mudanças se estendiam à América do Norte, onde se deram as primeiras tentativas de colonização, que resultaram em geral em fracassos.

Isabel era uma monarca temperamental e muito decidida. Esta última característica, vista com impaciência por seus conselheiros, frequentemente a manteve longe de desavenças políticas. Assim como seu pai, Henrique VIII, Isabel gostava de escrever, tanto prosa quanto poesia.

Seu reinado foi marcado pela prudência na concessão de honrarias e títulos. Somente oito títulos maiores: um de conde e sete de barão no reino da Inglaterra, mais um baronato na Irlanda, foram criados durante o reinado de Isabel. Isabel também reduziu substancialmente o número de conselheiros privados, de trinta e nove para dezenove. Mais tarde, passaram a ser apenas catorze conselheiros.

A colônia inglesa da Virgínia (futuro estado americano, após a independência dos EUA), recebeu esse nome em homenagem a Isabel I.

Primeiros anos

Isabel cerca de 1546.

Isabel era a única filha viva do rei Henrique VIII com sua segunda esposa, Ana Bolena, marquesa de Pembroke, com quem casou secretamente, estima-se, entre o inverno de 1532 e janeiro do ano seguinte. Nasceu no quarto das virgens, no palácio de Greenwich a 7 de setembro de 1533, entre as três e as quatro da tarde e recebeu o nome em honra das suas duas avós, Isabel de Iorque e Isabel Howard. Foi a segunda filha do rei a sobreviver até à infância e que tinha nascido dentro de um casamento. Quando nasceu, Isabel era herdeira presumível do trono de Inglaterra, visto que a sua meia-irmã mais velha, a princesa Maria, tinha perdido a sua posição como herdeira legitima quando Henrique anulou o seu casamento com a mãe desta, Catarina de Aragão, para se poder casar com Ana. O rei Henrique VIII queria desesperadamente um filho homem legitimo para garantir a sucessão da Casa Tudor. Ana tinha sido coroada com a coroa de São Eduardo, ao contrário de qualquer outra rainha-consorte, quando estava grávida de Isabel. A historiadora Alice Hunt sugeriu que tal aconteceu porque a gravidez de Ana era já visível na altura da coroação e era assumido que o seu filho seria um herdeiro masculino. Isabel foi batizada no dia 10 de Setembro numa cerimónia no Palácio de Greenwich. Os seus padrinhos foram o arcebispo Thomas Cranmer, o marquês de Exeter, a duquesa de Norfolk e a marquesa-viúva de Dorset. Depois do nascimento de Isabel, a rainha Ana não conseguiu dar à luz um herdeiro masculino, sofrendo pelo menos dois abortos, um em 1534 e outro no início de 1536. No dia 2 de Maio de 1536 foi presa. Acusada de adultério, incesto e bruxaria, foi apressadamente condenada e decapitada no dia 19 de Maio de 1536.

Isabel, que tinha dois anos e oito meses de idade na altura, foi declarada ilegítima e perdeu o título de princesa. Onze dias depois da morte de Ana Bolena, Henrique casou-se com Jane Seymour, que morreu doze dias depois do nascimento do filho de ambos, o príncipe Eduardo. Isabel foi colocada na casa de Eduardo e levou o manto baptismal no seu baptizado.

A primeira tutora de Isabel foi Margaret, Lady Bryan, uma baronesa que Isabel chamava de "Muggie". Lady Bryan disse que a sua pupila era "como criança, a mais gentil que alguma vez conheci na vida". No Outono de 1537, Isabel estava sob os cuidados de Blanche Herbert, Lady Troy, que foi sua governanta até à sua reforma em finais de 1545 ou inícios de 1546. Catherine Champernowne, mais conhecida pelo seu nome de casada, Catherine "Kat" Ashley, foi nomeada como governanta de Isabel em 1537 e foi sua amiga próxima até à sua morte em 1565, quando Blanch Parry a sucedeu como Camareira Mor dos Aposentos Privados". É bastante claro que fez um bom trabalho com a educação inicial de Isabel: quando William Grindal se tornou seu tutor em 1544, Isabel já sabia escrever em inglês, latim e italiano. Com Grindal, um tutor talentoso e hábil, também fez grandes progressos com francês e latim. Também se diz que sabia falar língua córnica. Após a morte de Grindal em 1548, Isabel passou a ter as suas lições com Roger Ascham, um professor complacente que acreditava que a aprendizagem devia ser cativante. Quando a sua educação formal terminou em 1550, Isabel era a mulher com a melhor educação da sua geração.

Tomás Seymour

Henrique VIII morreu em 1547, quando Isabel tinha treze anos, e foi sucedido pelo meio-irmão dela, Eduardo VI. Catherine Parr, a última esposa de Henrique, casou-se pouco depois com Tomás Seymour de Sudeley, tio de Eduardo VI e irmão do Lord Protector, Eduardo Seymour, duque de Somerset. O casal levou Isabel para a sua casa em Chelsea. Foi aí que Isabel passou por uma crise emocional que alguns historiadores acreditam que a afectou para o resto da vida. Seymour, que apesar de ter quase quarenta anos, continuava a ter charme e "uma poderosa atracção sexual", começou a ter brincadeiras e a andar de cavalo com Isabel, de catorze anos. Algumas destas brincadeiras incluiam entrar no quarto dela vestido com a sua camisa de dormir, fazer-lhe cócegas e dar-lhe palmadas nas nádegas. Catherine Parr, em vez de censurar o marido pelas suas brincadeiras inadequadas, juntou-se a ele. Por duas vezes juntou-se a ele a fazer cócegas a Isabel e uma vez segurou-a enquanto ele lhe destruía o vestido preto "em mil pedaços". Contudo, quando Catherine descobriu o par abraçado, acabou com a situação. Em Maio de 1548, Isabel foi mandada embora.

Seymour continuou a conspirar para controlar a família real. Quando Catherine Parr morreu de febre puerperal depois de dar à luz no dia 5 de Setembro de 1548, Tomás voltou a centrar as suas atenções em Isabel, tendo como intenção casar-se com ela. Os pormenores sobre o seu comportamento com Isabel surgiram durante um interrogatório feito a Catherine Ashley e a Thomas Parry, o chefe da corte de Isabel. Para o rei e para o conselho, esta foi a última gota, e em Janeiro de 1549, Seymoure foi preso sob suspeita de se querer casar com Isabel e retirar o seu irmão do trono. Isabel, que estava a viver em Hatfield House, não admitiu nada. A sua teimosia exasperou o seu interrogador, Sir Tyrwitt, que disse: "Consigo ver-lhe no rosto que é culpada". Seymour foi enforcado no dia 20 de Março de 1549.

Reinado de Maria I

Maria I, meia-irmã de Isabel.

Em 1553, Eduardo morria com quinze anos, deixando um testamento que substituía o de seu pai. Contrariando o Ato da Sucessão de 1544, o documento excluía Maria e Isabel da sucessão ao trono e declarava Lady Jane Grey sua herdeira. Lady Jane ascendeu ao trono, mas foi deposta nove dias depois. Apoiada pelo povo, Maria entrou triunfante em Londres, com a meio-irmã Isabel a seu lado.

O espectáculo de solidariedade entre as irmãs não durou muito. Maria, a primeira rainha reinante indisputável do país, estava determinada a destruir a fé protestante na qual Isabel tinha sido educada e ordenou a todos que fossem à missa. Entre estas pessoas encontrava-se Isabel que teve de se conformar em público. A popularidade inicial de Maria esmoreceu quando se descobriu que esta tinha planos para se casar com o príncipe Filipe de Espanha, filho do imperador Carlos V. Começou a espalhar-se o descontentamento entre a população e muitos proclamaram Isabel como símbolo de oposição às políticas religiosas de Maria. Em Janeiro e Fevereiro de 1554 rebentaram rebeliões (conhecidas como a Rebelião de Wyatt) em várias regiões de Inglaterra e do País de Gales, lideradas por Thomas Wyatt.

Após o colapso da rebelião, Isabel foi levada para a corte e interrogada. No dia 18 de Março foi presa na Torre de Londres, onde Lady Jane Grey tinha sido executada no dia 12 de Fevereiro anterior para dissuadir os rebeldes. Aterrorizada, Isabel jurou fervorosamente a sua inocência. Apesar de ser improvável que tivesse conspirado com os rebeldes, sabe-se que alguns deles a abordaram. O confidente mais chegado de Maria, Simon Renard, embaixador de Carlos V, era a favor da ideia de que o trono nunca estaria a salvo enquanto Isabel estivesse viva e o chanceler, Stephen Gardiner, fez os possíveis para a levar a julgamento. Maria tentou remover Isabel da linha de sucessão, mas o parlamento, que tinha muitos apoiantes de Isabel, incluindo Lord Paget, não permitiu. Após dois meses na torre, Isabel foi posta em prisão domiciliar sob a guarda de Sir Henry Bedingfield. No caminho da prisão para casa, Isabel foi aclamada por multidões nas ruas.

No dia 17 de Abril de 1555, quando Maria pensava estar grávida, foi permitido a Isabel retornar à corte com o consentimento do próprio Filipe, já que este se preocupava com a possibilidade de que, no caso da morte da sua esposa durante o parto, esta fosse sucedida por Maria Stuart, que acabou por se tornar rainha da Escócia, por esta estar casada com o delfim de França, inimiga de Espanha. Quando se tornou claro que Maria não estava grávida, todos deixaram de acreditar que fosse possível a rainha alguma vez ter filhos. A sucessão de Isabel ao trono parecia assegurada. Até Filipe, que se tornou rei de Espanha em 1556, reconheceu esta nova realidade política. Quando a sua esposa adoeceu em 1558, Filipe mandou o conde de Feria consultar Isabel. Esta conversa teve lugar em Hatfield House, onde a futura rainha tinha voltado a morar em Outubro de 1555. Em Outubro de 1558, Isabel já estava a fazer planos para o seu governo. No dia 6 de Novembro, Maria reconheceu Isabel como sua herdeira legitima. Onze dias depois Isabel sucedeu ao trono, quando Maria morreu no Palácio de St. James no dia 17 de Novembro de 1558.

Ascensão

Retrato de coroação de Isabel.

Isabel tornou-se rainha aos vinte e cinco anos e, ao saber da notícia da sua ascensão, terá citado a 23.ª linha do 118.º salmo em latim: "A Domino factum est illud, et est mirabile in oculis notris" ("É a vontade do Senhor e é maravilhosa a nossos olhos." No dia 20 de Novembro de 1558, Isabel declarou as suas intenções para o seu conselho e para outros nobres que tinham vindo a Hatfield jurar-lhe lealdade. O seu discurso contém o primeiro registo da sua adoção da política teológica medieval de que o soberano tem "dois corpos": o corpo natural e o corpo político:

"Meus senhores, a lei da natureza faz-me lamentar a minha irma; o fardo que caiu sobre mim deixa-me assombrada e, contudo, considerando que sou uma criatura de Deus, ordenada a seguir a Sua escolha, irei, de hoje em diante entregar-me, desejando do fundo do meu coração que possa ter a ajuda da Sua graça para ser um pilar da Sua vontade divina nesta função que me foi confiada. E como não sou mais que um corpo naturalmente considerado, apesar de pela Sua permissão, um corpo político para governar, desejo que todos vós (...) me ajudeis, para que eu, com o meu governo, e vós, com o vosso serviço, possamos prestar um bom serviço a Deus todo poderoso e dar algum conforto à nossa posterioridade na terra. Tenho intenção de tomar todas as minhas decisões através de bons conselhos e boa consulta".

Quando a sua procissão avançou pelas ruas da cidade na noite da sua coroação, Isabel foi muito bem recebida pelos cidadãos com orações e celebrações, a maior parte com sabor protestante. As demonstrações de apreço da rainha, abertas e graciosas, tornaram-na admirada pelos que a viram e que ficaram "magnificamente maravilhados".

Isabel foi coroada em 15 de Janeiro de 1559. Não havia um arcebispo da Cantuária na época para presidir a cerimónia. O último católico a ocupar o posto foi o cardeal Reginald Pole, que morreu poucas horas depois da rainha Maria. Como os principais bispos declinaram em participar na coroação (porque Isabel era filha ilegítima tanto sob a lei canónica quanto pela estatutária, além de ser protestante), foi Owen Oglethorpe, um bispo de menor importância, de Carlisle, quem a coroou. Já a comunhão não foi celebrada por Oglethorpe, mas pelo capelão pessoal da rainha, para evitar o uso dos ritos católicos. A coroação de Isabel I foi a última em que o latim foi usado durante a celebração, passando as celebrações posteriores a ser em inglês. Mais tarde, Isabel conseguiu convencer o capelão da sua mãe, o já citado Matthew Parker, a tornar-se arcebispo. Este aceitou, somente por lealdade e honra à memória da mãe da rainha, visto que considerava particularmente complicado servir a Isabel.

Estabelecimento da Igreja

Isabel, cerca de 1580.

A verdadeira crença religiosa de Isabel pode nunca ser conhecida. A sua política religiosa punha o pragmatismo acima de tudo quando estava a lidar com os seus três maiores problemas. O primeiro tinha a ver com a legitimidade. Apesar de a rainha ser tecnicamente legitima na fé protestante anglicana, o facto de ser ilegitima na igreja inglesa não era tão grave como o de ter sido ilegitima na igreja católica, como muitos católicos afirmavam. Talvez o mais importante de tudo era o facto de, por ter havido uma separação de Roma, ela se sentir legitima. Por esta razão, nunca existiram grandes dúvidas de ela defenderia, pelo menos nominalmente, a fé protestante.

Isabel e os seus conselheiros estavam cientes da ameaça que a cruzada católica contra a Inglaterra representava. Assim, Isabel tentou procurar uma solução protestante que não ofendesse demasiado os católicos ao mesmo tempo que satisfizesse os desejos dos protestantes ingleses. No entanto a rainha não tolerava os puritanos mais radicais que estavam a tentar reformas mais extremas. Como resultado, o parlamento de 1559 começou a trabalhar numa lei para uma igreja baseada no estabelecimento religioso de Eduardo VI, com o monarca como líder, mas com elementos católicos, como as roupas dos padres.

O primeiro homem escolhido para tratar da questão foi sir William Cecil. O Ato da Uniformidade de 1559 requeria o uso do Livro de Oração Comum dos protestantes em serviços de igreja. O controle papal sobre a igreja da Inglaterra tinha sido restabelecido sob Maria I, mas foi anulado por Isabel. A própria rainha assumiu o título de "Suprema Governante da Igreja Anglicana", em vez de "Cabeça Suprema", já que diversos bispos e outras figuras públicas consideravam que o título era impróprio para uma mulher. O Ato de Supremacia 1559 obrigava os oficiais públicos a fazer um juramento que reconhecia o controle da Soberana sobre a igreja, cuja quebra recebia punições severas.

Muitos bispos estavam insatisfeitos com a política religiosa isabelina. Estes foram removidos da cadeira eclesiástica e substituídos por nomeados que mostravam maior subserviência em relação à supremacia da rainha. Apontou também um conselho privado inteiramente renovado, removendo muitos conselheiros católicos no processo. Sob o comando de Isabel, o facionalismo no conselho e nos conflitos da corte diminuiu bastante. Os conselheiros principais de Isabel eram sir William Cecil (lorde Burghley), secretário de estado, e Sir Nicholas Bacon, Lorde Guardião do Grande Selo. Entre os seus leais conselheiros e secretários, um se tornou notório por ter criado o primeiro serviço de espionagem da Inglaterra: sir Francis Walsingham era secretário de negócios internos e chefe do serviço de espionagem.

Questão do casamento

Logo após sua ascensão, muitos se questionaram sobre possíveis laços matrimoniais para Isabel. A razão para nunca ter se casado é imprecisa. Pode ter sentido repulsa, motivada pelos maus tratos que as esposas de Henrique VIII haviam recebido. Outra hipótese é de que tenha sido afetada psicologicamente pela suposta relação que teve com Tomás Seymour durante sua infância. Boatos da época imputavam-lhe um defeito físico que estava receosa de revelar: talvez marcas deixadas por varíola. É também possível que Isabel não desejasse compartilhar o poder da coroa ou que, dada a situação política instável, temesse a luta contra rebeliões apoiadas por facções aristocráticas, no caso de estabelecimento de matrimônio com algum representante de alguma dessas facções. Existe também a hipótese de que soubesse que era infértil. A única coisa que se sabe com certeza é que o casamento ser-lhe-ia particularmente dispendioso e custar-lhe-ia também alguma independência, já que todas as propriedades e rendas de Isabel herdadas de seu pai seriam suas somente enquanto fosse solteira.

Também é lógico entender que só tinha duas opções, ambas más: ou desposava um estrangeiro, e neste caso corria o risco de perder não apenas a independência pessoal, mas também a de seu reino, como vira suceder com sua irmã, que fizera da Inglaterra um apêndice dos interesses espanhóis; ou se casava com um súbdito, e neste caso elevava uma família de súbditos à condição de dinastia. Manter-se solteira, dizer que "tinha desposado o seu País", foi uma sábia política que lhe garantiu boas condições de governo, além de popularidade (embora nos primeiros anos do reinado a pressão fosse grande para ela contrair matrimônio), mas ao preço de não ter um sucessor de seu corpo. Na verdade, Isabel reluta até o fim em definir quem herdará o trono. Aparentemente, a sua menção mais clara à sua escolha é, no leito de morte, quando diz que "somente um rei poderá herdar o trono" que é seu, numa alusão inequívoca a Jaime VI da Escócia, que lhe sucederá como Jaime I da Inglaterra - e marcará o final da dinastia Tudor e o início da Stuart.

Lord Robert Dudley

Isabel e Lord Robert Dudley.

Na primavera de 1559 tornou-se evidente que Isabel estava apaixonada pelo seu amigo de infância, Lord Robert Dudley. Dizia-se que a sua esposa, Amy Robsart estava a sofrer de "um mal num dos peitos", e que a rainha queria casar com Lord Robert no caso de a sua esposa falecer. No outono de 1559 havia já vários pretendentes estrangeiros que estavam a competir pela mão de Isabel. Os seus enviados impacientes começaram a ter conversas cada vez mais escandalosas, dizendo que um casamento com o seu amigo não era desejado na Inglaterra: "Não existe nenhum homem que não fique indignado com ele e com ela (...) ela não quer casar com mais ninguém senão o seu favorito Robert". Amy Dudley morreu em Setembro de 1560 depois de cair de umas escadas abaixo e, apesar de ter sido provado que tinha sido um acidente, muitas pessoas suspeitaram que tinha sido Dudley a provocar a sua morte para que se pudesse casar com a rainha. Isabel considerou seriamente casar-se com Dudley durante algum tempo, contudo, William Cecil, Nicholas Throckmorton e alguns nobres conservadores mostraram que estavam completamente contra. Houve até rumores de que a nobreza se iria revoltar caso houvesse um casamento.

Apesar de existirem vários outros projectos de casamento, Robert Dudley foi visto como o principal candidato durante quase uma década. Isabel tinha muitos ciúmes dele, mesmo quando já não tinha intenções de se casar. Em 1564, Isabel fez de Dudley conde de Leicester. Este acabou mesmo por se voltar a casar, em 1578, desagradando profundamente a rainha que mostrou sempre sentir um grande ódio em relação à sua esposa. Mesmo assim, Dudley foi sempre "o centro da sua vida emocional", segundo a historiadora Susan Doran. Morreu pouco depois da destruição da armada espanhola e, depois da morte da própria rainha, foi encontrada uma carta entre os seus papéis que dizia "a sua última carta" com a letra da rainha.

Aspectos políticos

Henrique III de França, um dos pretendentes políticos de Isabel.

Isabel manteve a questão do casamento aberto, mas frequentemente apenas o fazia como uma estratégia política, tratando-a como se fosse uma questão de política externa. Apesar de ter recusado a proposta do rei Filipe II de Espanha em 1559, negociou um casamento com o primo deste, o arquiduque Carlos da Áustria, durante muitos anos até que as relações com os Habsburgo se deterioraram em 1568. Depois Isabel considerou casar-se com um príncipe Valois francês, primeiro com Henrique, duque de Anjou, e depois, de 1572 a 1581, com o seu irmão Francisco, duque de Anjou, antigo duque de Alençon. Esta última união foi formulada devido a uma aliança planeada contra o controlo espanhol no sul da Holanda. Isabel levou a corte a sério por algum tempo e usava um brinco em forma de sapo que Anjou lhe tinha dado.

O parlamento pedia-lhe frequentemente que se casasse, mas a rainha evitava sempre dar respostas precisas. Em 1563 disse a um enviado imperial: "Se seguir a inclinação da minha natureza seria a seguinte: pedinte e solteira, muito mais do que rainha e casada". No mesmo ano, após Isabel ter adoecido de varíola, a questão da sucessão passou a ser uma questão fundamental. O parlamento instava a rainha para se casar ou escolher um herdeiro para evitar uma guerra civil após a sua morte. Ela recusou-se a fazer os dois. Em Abril prorrogou o parlamento, que não se voltou a reunir até a rainha precisar de apoio para subir os impostos em 1566. A Câmara dos Comuns ameaçou reter fundos até que a rainha se decidisse a resolver a questão de sucessão. O problema persistiu e a Casa enviou Sir Robert Bell, que "defendeu fortemente" a discussão da questão de sucessão; "mesmo na hipótese de a rainha ordenar que seja esquecida". "Pelas suas palavras: 'O senhor Bell e os seus cúmplices (...) preferiram proferir os seus discursos à casa alta para que vós, meus senhores, os consentisses, ficastes então seduzidos e na verdade tal foi bastante simples."  Mais tarde nesse ano, Isabel confessou ao embaixador espanhol que, se não encontrasse outra forma de resolver a questão de sucessão sem se casar, então fálo-ia. Em 1570, algumas das figuras mais importantes do governo aceitaram em privado que Isabel nunca se casaria ou escolheria um sucessor. William Cecil já estava à procura de soluções para o problema de sucessão. Por esta razão, Isabel era frequentemente acusada de ser irresponsável. O seu silêncio fortalecia a sua própria segurança política: Isabel sabia que se nomeasse um herdeiro, o seu trono ficaria vulnerável a um golpe de estado.

Diferentes linhas de sucessão foram consideradas durante o reinado de Isabel. Uma linha possível era a de Margarida Tudor, irmã mais velha de Henrique VIII, que passava por Maria I da Escócia (Maria Stuart). A outra alternativa provável descendia de uma irmã mais nova de Henrique, Maria Tudor, duquesa de Suffolk; nesse caso, a próxima rainha seria lady Catherine Grey, irmã de Jane Grey. Uma possibilidade ainda mais remota seria a ascensão de Henry Hastings, o conde de Huntingdon, que poderia reivindicar sua descendência de Eduardo III (século XV). Cada herdeiro possível tinha alguma desvantagem: Maria I era católica, lady Grey casara-se sem o consentimento da rainha e Lorde Huntingdon, que era puritano, nem sequer tinha quaisquer pretensões de aceitar a coroa.

Em 1568 morreu Catherine Grey, a última herdeira viável ao trono inglês. Deixou um filho, mas foi considerado ilegítimo. Sua herdeira era sua irmã, lady Maria Grey. Isabel foi forçada novamente a considerar um sucessor escocês, da linha da irmã do seu pai, Margarida Tudor. No entanto Maria I (Maria Stuart), era impopular na Escócia, onde continuava aprisionada. Mais tarde, escapou de sua prisão e fugiu para Inglaterra, onde foi capturada por forças inglesas. Isabel se viu perante um dilema: enviá-la aos nobres escoceses seria considerado cruel demais; enviá-la à França torná-la-ia um trunfo poderoso nas mãos do rei francês; restaurar-lhe o trono da Escócia poderia ser visto como um gesto heróico, mas causaria grande tensão entre os escoceses; aprisioná-la na Inglaterra permitiria a participação directa de Maria em conjuras contra a rainha. Isabel escolheu esta última opção: Maria foi confinada por dezoito anos, a maior parte deles no castelo e mansão de Sheffield, sob custódia de George Talbot. Embora a peça de Schiller, Maria Stuart, traduzida ao português pelo poeta Manuel Bandeira, tenha um de seus momentos altos no dramático confronto das duas rainhas após quase dezoito anos de reclusão da escocesa, a verdade é que nunca se encontraram.

O estatuto de solteira de Isabel inspirou um culto de virgindade. Em poesia e em retratos, a rainha era representada como uma virgem ou uma deusa, ou ambos, e não como uma mulher normal. A principio, Isabel exaltou a virtude da sua virgindade: em 1559, disse ao parlamento: "E, no final, será para mim suficiente, que uma pedra de mármore declare que uma rainha, tendo vivido e reinado em tal época, viveu e morreu virgem."  Mais tarde, especialmente depois de 1578, poetas e escritores centraram-se no mesmo tema e transformaram-no numa iconografia que exaltava Isabel. Numa época de metáforas e conceitos, a rainha era retractada como se estivesse casada com o seu reino e subditos, sob protecção divina. Em 1599, Isabel falou de "todos os meus maridos, as minhas boas gentes".

Maria dos Escoceses

Isabel I

A rainha encontrou uma rival perigosa em sua prima, a católica Maria Stuart, rainha da Escócia e esposa do rei francês Francisco II. A primeira política de Isabel em relação à Escócia foi no sentido de se opor à presença francesa no país. Temia que os franceses estivessem a planear invadir a Inglaterra e colocassem Maria, que era considerada por muitos a verdadeira herdeira da coroa, Isabel foi persuadida a enviar uma força militar para a Escócia, para ajudar os rebeldes protestantes e apesar da campanha ser absurda, o Tratado de Edimburgo que dela resultou, em Julho de 1560, acabou com a ameaça francesa no norte. Quando o seu marido morreu em 1561, Maria regressou à Escócia para tomar as rédeas do poder, o país tinha estabelecido uma igreja protestante e era governando por um conselho de nobres protestantes apoiado por Isabel. Maria recusou-se a ratificar o tratado.Enquanto isso, na França, a perseguição católica aos huguenotes deflagrou as Guerras Religiosas Francesas. Isabel, secretamente auxiliou os huguenotes. Fez a paz com a França em 1564, desistindo de reivindicar a última possessão inglesa na França continental, Calais, após a derrota de uma expedição inglesa em Le Havre. Isabel, entretanto, não abriu mão da sua reivindicação à Coroa Francesa, que tinha sido mantida desde o reino de Eduardo III durante a Guerra dos Cem Anos (século XIV). Tal pretensão foi apenas renunciada pelos monarcas britânicos no reinado Jorge III no século XVIII.

Em 1563, Isabel propôs o seu pretendente, Robert Dudley, como marido para Maria, sem perguntar a nenhum dos dois se estavam interessados. Nenhum se mostrou interessado,[76] e, em 1565, Maria voltou a casar-se com Henrique Stuart, Lord Darnley, que tinha a sua própria pretensão ao trono inglês. O casamento foi o primeiro de muitos erros de Maria que acabou por dar a vitória aos protestantes escoceses e a Isabel. Darnley depressa se tornou odiado na Escócia e depois famoso por ter ordenado o assassinato do secretário italiano de Maria, David Rizzio. Em Fevereiro de 1567, Darnley foi assassinado por um grupo de conspiradores, quase de certeza liderados por James Hepburn, conde de Bothwell. Pouco depois, no dia 15 de Maio de 1567, Maria casou-se com Bothwell, levantando suspeitas de que também tinha participado na morte do marido. Isabel escreveu-lhe:

"Como pôde fazer pior escolha para a sua honra do que na pressa que teve em casar-se com tal sujeito que, além de outros notórios defeitos, foi acusado em praça pública do assassinato do seu falecido marido, além de alguma culpa também lhe tocar, apesar de acreditarmos que essa parte seja falsa".

Estes eventos levaram rapidamente à derrota de Maria e à sua prisão no Castelo de Lochleven. Os lordes escoceses forçaram-na a abdicar a favor do seu filho, Jaime, que tinha nascido em Junho de 1566. Jaime foi levado para o Castelo de Stirling para ser criado como protestante. Maria fugiu de Lochleven em 1568 e, depois de mais uma derrota, atravessou a fronteira para Inglaterra, onde sabia que receberia apoio de Isabel. O primeiro instinto da rainha foi o de restaurar a sua prima afastada ao trono, mas no final decidiu escolher uma jogada mais segura. Em vez de arriscar entregar Maria novamente à Escócia com um exercito inglês ou para França, foi resolvido que Maria ficaria detida em Inglaterra, onde ficou presa nos dezanove anos que se seguiram.

Maria e a causa católica

Alegoria de Isabel.

Não demorou muito para Maria se voltar a concentrar numa rebelião. Em 1569 houve uma grande revolta católica no norte com o objectivo de libertar Maria, casá-la com Thomas Howard, duque de Norfolk, e colocá-la no trono inglês. Após a derrota dos rebeldes, mais de setecentos e cinquenta deles foram executados por ordem de Isabel. Acreditando que a revolta tinha sido bem-sucedida, o Papa Pio V emitiu uma bula papal em 1570 que declarava "Isabel, rainha pretendente de Inglaterra e serva do crime" como sendo uma pagã e libertava todos os seus súbditos de qualquer subjugação a ela. Os católicos que obedecessem às suas ordens eram ameaçados com excomunhão. A bula papal levou a acções legislativas contra católicos por parte do parlamento que, no entanto, acabaram por não acontecer por ordem de Isabel. Em 1581, a conversão ao catolicismo com a intenção de desobedecer a Isabel foi considerado um crime de traição com pena de morte. Desde a década de 1570 que vários missionários visitavam Inglaterra do continente para em segredo trabalharem na "reconversão de Inglaterra". Muitos deles foram executados, criando um culto de martírio.

A situação dos católicos em Inglaterra incentivou-os fortemente a ver Maria Stuart como a verdadeira soberana de Inglaterra. Maria pode não ter sabido de todas as conspirações católicas que planeavam colocá-la no trono, mas desde a Conspiração de Ridolfi em 1571 (que levou o seu pretendente, o duque de Norfolk a ser decapitado) até à Conspiração de Babington de 1586, o espião de Isabel, Sir Francis Walsingham, e o conselho real conseguiram reunir provas contra ela. A princípio, Isabel resistiu aos que pediam a morte de Maria, mas em finais de 1586 tinha sido persuadida a sanciona-la com um julgamento e execução depois de terem surgido cartas escritas por ela durante a Conspiração de Babington. A proclamação de Isabel sobre a sentença anunciava que "a referida Maria, querendo título da mesma coroa, tinha criado e imaginado dentro do mesmo reino várias coisas no sentido do sofrimento, morte e destruição da nossa pessoa real." No dia 8 de Fevereiro de 1587 Maria foi decapitada no Castelo de Fotheringhay em Northamptonshire. No seu testamento, Maria deixou a Filipe sua reivindicação ao trono inglês.

Guerras e comércio estrangeiro

A política estrangeira de Isabel foi, em grande parte, defensiva, com a excepção da ocupação inglesa de Le Havre de Outubro de 1562 a Junho de 1563 que acabou por falhar quando os huguenotes de Isabel se juntaram aos católicos para reconquistar o porto. A intenção de Isabel tinha sido trocar Le Havre por Calais que tinha sido perdido para França em Janeiro de 1558. Foi só através das atividades das suas frotas que Isabel teve uma política agressiva. Estas acabaram por resultar numa guerra contra a Espanha que foi lutada maioritariamente no mar. A rainha tornou Francis Drake cavaleiro do reino depois da sua circumnavegação do planeta de 1577 a 1580 e ele acabou por ganhar fama pelos seus ataques a portos e barcos espanhóis. A política marítima de Isabel tinha um certo elemento de pirataria e auto-enriquecimento que a rainha pouco conseguia controlar.

Expedição aos Países Baixos

Em 1580, o papa Gregório XIII enviou forças para ajudar as rebeliões de Desmond na Irlanda que, no entanto, falharam. A rebelião foi dada como terminada em 1583. Enquanto isso Portugal e Espanha formavam a União Ibérica, assim Filipe II de Espanha, I de Portugal, junto com o trono português, recebeu o comando de alto-mar. Após a ocupação e perda de Le Havre em 1562-1563, Isabel evitou expedições militares ao continente até 1585, quando enviou um exército inglês para ajudar os protestantes holandeses a lutar contra Filipe II. Estes eventos aconteceram após a morte dos seus aliados, Guilherme, o taciturno, príncipe de Orange (assassinado) e de Francisco, duque de Anjou, e a rendição de uma série de cidades holandesas a Alexander Farnese, duque de Parma, o governador espanhol da Holanda, nomeado por Filipe II. Em Dezembro de 1584 formou-se uma aliança entre Filipe II e a liga francesa católica em Joinville, reconheceu a incapacidade do irmão de Anjou, Henrique III de França, em travar o domínio espanhol da Holanda. Também aumentou a influência espanhola ao longo da costa francesa, onde a liga católica era forte, e expôs Inglaterra a uma invasão. O cerco de Antuérpia no verão de 1585, idealizado pelo duque de Parma, precisava de alguma reacção por parte de Inglaterra e dos holandeses. O resultado foi o Tratado de Nonsuch em Agosto de 1585, no qual Isabel prometia apoio militar aos holandeses. O tratado marcou o início da Guerra Anglo-Espanhola que durou até ao Tratado de Londres de 1604.

A expedição foi liderada pelo seu antigo pretendente, Robert Dudley. Isabel não apoiou esta alternativa desde o inicio. A sua estratégia era apoiar os holandeses no campo de batalha com o exercito inglês enquanto se começavam conversas de paz secretas com os espanhóis poucos dias depois da chegada de Dudley à Holanda, era oposta à de Dudley que não só queria lutar numa campanha activa e sabia que os holandeses também esperavam que isso acontecesse. Isabel, por outro lado, queria que ele evitasse "a todos os custos qualquer ataque decisivo contra o inimigo."  Enfureceu Isabel quando aceitou o posto de governador-geral dos estados-gerais holandeses. Isabel viu esta acção como um plano dos holandeses para que ela aceitasse ser soberana do seu país, algo que ela tinha sempre recusado. Numa carta a Dudley disse:

"Nunca poderíamos ter imaginado (não o tendo visto) que um homem elevado por nós e extraordinariamente favorável a nós, acima de qualquer outro súbdito desta terra, iria, de forma tão desprezível, romper com as nossas ordens numa causa que toca a nossa honra tão de perto (...) e por isso o nosso prazer expresso e comando é que, tendo todos os atrasos e desculpas esgotado, cumpra o dever da sua aliança, obedeç-lhe e cumpra o que quer que o portador de tal lhe ordene fazer em nosso nome. Se de aqui em diante não o fizer, irá sofrer a penalidade máxima".

O "comando" de Isabel era que o seu emissário lesse as suas cartas de censura publicamente, perante o conselho de estado holandês e com Dudley a seu lado. Esta humilhação publica do seu general juntamente com as suas conversas para uma paz separada com a Espanha, destruíram irreversivelmente a sua imagem entre os holandeses. A campanha militar foi fortemente dificultada pelas recusas constantes de Isabel em enviar os fundos que tinha prometido para os soldados que passavam fome. A sua pouca vontade em empenhar-se na causa, a própria incompetência de Dudley como líder político e militar e a situação caótica da política holandesa foram as razão pelas quais a campanha falhou. Dudley acabou por renunciar ao seu comando em Dezembro de 1587.

Retrato comemorativo da derrota da armada espanhola.

Isabel reduziu a influência da Espanha sobre a Inglaterra. Embora Filipe II a tivesse ajudado a terminar as Guerras Italianas com a paz de Cateau-Cambrésis, Isabel permaneceu diplomaticamente independente. Adotou o princípio "Inglaterra para os ingleses". Seu outro reino, a Irlanda, nunca se beneficiou de tal filosofia. A implantação de costumes ingleses na Irlanda mostrou-se impopular entre os seus habitantes, bem como a política religiosa da rainha.

Depois de Filipe ter lançado um ataque da surpresa aos navios corsários dos capitães Francis Drake e John Hawkins em 1568, Isabel requisitou a captura de um navio do tesouro espanhol em 1569. A atenção da Espanha já estava voltada para a Holanda onde tentava debelar uma rebelião e não tinha recursos disponíveis para declarar uma guerra contra a Inglaterra.

Filipe II participou de mais de uma conspiração para destronar Isabel, ainda que de forma relutante nalguns casos. O quarto duque de Norfolk se envolveu também no primeiro destes complôs: a Conspiração de Ridolfi de 1571. Depois desta conspiração católica ter sido descoberta e frustrada, o duque de Norfolk foi executado e Maria Stuart perdeu a pouca liberdade que lhe restava. A Espanha, que vinha estabelecendo relações cordiais com Inglaterra desde a união de Filipe à antecessora de Isabel, passou a mostrar-se hostil.

Em 1571, Sir William Cecil tornou-se barão de Burghley e em 1572 foi elevado à importante posição de tesoureiro-mor. Seu posto como secretário de estado foi ocupado pelo chefe da rede de espionagem de Isabel, Sir Francis Walsingham.

Entretanto, Sir Francis Drake tinha iniciado uma grande viagem contra os portos e navios espanhóis nas Caraíbas entre 1585 e 1586, e em 1587 fez um ataque bem-sucedido em Cadiz que destruiu a frota espanhola de navios de guerras que tinha como destino um ataque a Inglaterra: Filipe II tinha finalmente decidido declarar guerra a Inglaterra.

No dia 12 de Julho de 1588, a Armada espanhola, uma grande frota de navios, começou a navegar em direcção ao canal, planeando um ataque liderado pelo duque de Parma à costa sudueste da Inglaterra a partir da Holanda. Um conjunto de erros, azar e um ataque dos navios ingleses no dia 29 de Julho na costa de Gravelines, dispersou os navios espanhóis para nordeste, derrotando a armada. A armada voltou para Espanha com o pouco que restava, depois de derrotas desastrosas na costa irlandesa. Sem saber do destino da Armada, várias milícias inglesas juntaram-se para defender o país sob o comando de Robert Dudley. O duque convidou a rainha para inspeccionar as tropas em Essex, no dia 8 de Agosto. Usando uma armadura prateada sobre um vestido branco de veludo, proferiu um dos seus mais famosos discursos:

"Meu adorado povo, fomos persuadidos por alguns que se preocupam com a nossa segurança, para termos cuidado com a forma como nos empenhamos em armar multidões por medo de traição; mas garanto-vos, não desejo viver para desconfiar do meu fiel e adorado povo (...) sei que nada mais tenho senão o corpo de uma fraca e débil mulher, mas possuo o coração e o estômago de um rei e de um rei de Inglaterra também e desprezo a ideia de que Parma ou Espanha ou qualquer outro príncipe da Europa se atrevam a invadir as fronteiras do meu reino".

Quando não houve nenhuma invasão, a nação rejubilou. A procissão que se seguiu à missa de ação de graça na Catedral de São Paulo rivalizou com o espetáculo da coroação. A derrota da Armada vou uma potente arma de propaganda, tanto para Isabel como para a Inglaterra protestante. Os ingleses viram-na como um símbolo da aprovação de Deus da nação e da sua rainha virgem. Contudo, a vitória não causou um ponto de viragem na guerra, que continuou a favor de Espanha. Espanha ainda controlava os Países Baixos e a ameaça de uma invasão permanecia.

Os navios corsários ingleses continuaram atacando navios do tesouro espanhóis vindos das Américas. Os corsários mais famosos foram o Sir John Hawkins e Sir Martin Frobisher. Em 1595 e em 1596, uma expedição desastrosa levou às mortes tanto de John Hawkins quanto de Francis Drake. Também em 1595, uma força espanhola desembarcou na Cornualha. Depois de queimarem algumas vilas e saquear suprimentos, retornaram a Espanha.

Apoio a Henrique IV de França

Isabel I.

Quando o protestante Henrique IV herdou o trono francês em 1589, Isabel enviou-lhe apoio militar. Foi a sua primeira aventura arriscada em França desde a retirada de Le Havre em 1563. A sucessão de Henrique era fortemente protestada pela Liga Católica e por Filipe II e Isabel temia que Espanha tentasse retomar os portos do canal. Contudo, as campanhas inglesas que se seguiram em França foram desorganizadas e ineficientes. Lord Willoughby, ignorando amplamente as ordens de Isabel, vagueou pelo norte de França com um exército de quatro mil homens sem grandes efeitos. Retirou-se desajeitadamente em Dezembro de 1589, perdendo metade das suas tropas. Em 1591, a campanha de John Norreys, que liderou três mil homens para a Britânia, foi ainda mais desastrosa. Isabel estava mesmo pouco disposta a contribuir com os mantimentos e reforços que foram pedidos pelos comandantes. Norreys partiu para Londres para pedir pessoalmente mais apoio à rainha. Na sua ausência, o exército da Liga Católica quase destruiu o que sobrava do seu exército em Craon, no noroeste francês, em Maio de 1591. Em Julho, Isabel enviou outra força militar comandada por Robert Devereux, conde de Essex, para ajudar Henrique IV a cercar Ruão. O resultado foi igualmente desolador. Essex não conseguiu conquistar nada e regressou a Inglaterra em Janeiro de 1592. Henrique abandonou o cerco em Abril. Como era habitual, Isabel não conseguia controlar as suas tropas quando estas estavam no estrangeiro. "Onde está, ou o que fez, ou o que fará, " escreveu a rainha a Essex, "ignoramos".

Em 1596, a Inglaterra se retirou por fim da França, com Henrique IV já plenamente estabelecido no trono, depois de desfeita a liga católica que a ele se tinha oposto. Isabel enviou 2000 tropas adicionais para França depois da tomada espanhola de Calais. A Inglaterra tentou atacar os Açores em 1597, mas falhou. Algumas batalhas ainda ocorreram até 1598, quando França e Espanha fizeram finalmente as pazes. A guerra Anglo-Espanhola entrou num impasse depois da morte de Filipe II naquele ano. Em parte por causa da guerra, as tentativas ultramarinas de colonização, por parte de Raleigh e de Gilbert falharam, e os assentamentos norte-americanos se estagnaram até Jaime I negociar a paz no tratado de Londres (1604).

Irlanda

Apesar de a Irlanda ser um dos seus dois reinos, Isabel enfrentava uma população hostil e, por vezes, virtualmente autónoma  que defendia o catolicismo e estava disposta a desafiar a sua autoridade e a conspirar com os seus inimigos. A sua política na Irlanda foi a de dar terra aos seus cortesãos e impedir que os rebeldes dessem a Espanha uma base militar para atacar Inglaterra. No decurso de uma série de rebeliões, as forças da Coroa adoptaram uma táctica de terra queimada, queimando terrenos agrícolas e matando homens, mulheres e crianças. Durante uma revolta em Munster, liderada por Gerald FitrzGerald, conde de Desmond, em 1582, cerca de trinta mil irlandeses morreram de fome. O poeta e colonista Edmund Spenser escreveu que as vitimas "chegaram a um tal estado de miséria que qualquer coração de pedra sentiria compaixão". Isabel aconselhou os seus comandantes a tratar bem os irlandeses "aquela nação rude e bárbara", mas não mostrava remorsos quando se dizia que a força e banhos de sangue eram necessários.

Entre 1594 e 1603, Isabel enfrentou o seu teste mais difícil na Irlanda durante a Guerra dos Nove Anos, uma revolta que aconteceu durante o ponto mais alto das hostilidades com Espanha, que apoiava o seu líder, Hugh O'Neill, conde de Tyrone. Na primavera de 1599, Isabel enviou Robert Devereux, segundo conde de Essex, para acabar com a revolta. Para sua frustração, o conde pouco melhorou a situação e regressou a Inglaterra, desafiando as suas ordens. Foi substituído por Charles Blount, Lord Mountjoy, que demorou três anos a derrotar os rebeldes. O'Neill rendeu-se finalmente em 1603, alguns dias depois da morte de Isabel. Pouco depois foi assinado um tratado de paz entre Espanha e Inglaterra.

Rússia

Ivan IV mostra os seus tesouros ao embaixador inglês.

Isabel continuou a manter relações diplomáticas com o czar da Rússia que tinham sido estabelecidas pela sua falecida irmã. Escrevia com frequência a Ivan IV, em termos amigáveis, apesar de o czar se irritar com o facto de Isabel se interessar mais pelas relações comerciais entre os dois países do que por uma possível aliança militar. O czar chegou mesmo a pedi-la em casamento e, durante os seus últimos anos de reinado, pediu uma garantia de exílio em Inglaterra caso a sua posição estivesse em risco. Após a morte de Ivan, este foi sucedido pelo seu filho Feodor, que tinha uma mentalidade mais simples. Ao contrário do seu pai, Feodor não tinha interesse em manter relações comerciais exclusivamente com Inglaterra, declarando o seu reino aberto a todos os estrangeiros e dispensando o embaixador inglês, Sir Jerome Bowes, cuja impornência não suportava. Isabel enviou um novo embaixador, Dr. Giles Fletcher para pedir ao regente Boris Godunov para convenser o czar a reconsiderar a sua posição. As negociações falharam quando o embaixador de esqueceu de referir dois dos títulos de Feodor quando se dirigiu a ele. Isabel continuou a corresponder-se com o czar em cartas meio apelativas, meio reprovadoras. Propôs uma aliança, algo que se tinha recusado a fazer com o pai de Feodor, mas esta foi recusada.

Estados berbéricos, Império Otomano e Japão

O comercio e as relações diplomáticas entre Inglaterra e os estados berbéricos começou durante o reinado de Isabel. A Inglaterra estabeleceu uma relação comercial com Marrocos, opondo-se à Espanha, vendendo armamento, munições, madeira e metal em troca de açucar, mesmo apesar da proibição papal. Em 1600, Abd el-Ouahed ben Messaoud, o secretário principal do governante marroquino Mulai Ahmad al-Mansur, visitou Inglaterra como embaixador da corte de Isabel I,para negociar uma aliança anglo-marroquina contra Espanha. Isabel "concordou em vender munições a Marrocos e os dois falaram intermitentemente sobre uma operação conjunta contra Espanha". Contudo as discussões não chegaram a qualquer conclusão e ambos os soberanos morreram dois anos depois.

Também se estabeleceram relações diplomáticas com o Império Otomano através da criação da Companhia do Oriente e o envio do primeiro embaixador inglês para o império, William Harborne, em 1578. Um Tratado de Comércio foi assinado pela primeira vez em 1580. Foram enviados vários representantes de ambos os lados e foram feitas tropas epistolares entre Isabel e o sultão Murad III. Numa carta, Murad mencionou que o Islão e o Protestantismo tinham "muito mais em comum entre si do que qualquer um dos dois com o Catolicismo Romano, já que ambos rejeitam a idolatração de ícones", e pediu uma aliança entre Inglaterra e o Império Otomano. Para receio da Europa católica, Inglaterra exportava estanho e chumbo (para canhões) e munições para o Império Otomano e Isabel discutia seriamente a hipótese de participar em operações militares com Murad III quando rebentou a guerra com Espanha em 1585. Foi também nesta altura que a pirataria anglo-turca começou a prosperar.

Últimos anos

Isabel I em 1600.

O período que se seguiu à derrota da Armada Espanhola em 1588 trouxe dificuldades acrescidas a Isabel que durariam os quinze anos finais do seu reinado. Os conflitos com a Espanha e com a Irlanda arrastaram-se, os impostos aumentaram e a economia sofreu com fracas colheitas e o custo da guerra. Os preços subiram e a qualidade de vida desceu. Durante este período, a repressão aos católicos intensificou-se e Isabel permitiu que comissões interrogassem e vigiassem casas católicas em 1591. Para manter a ilusão de paz e prosperidade, Isabel passou a confiar cada vez mais em espiões e propaganda. Nos seus últimos anos de vida, a critica por parte dos seus súbditos demonstrou uma quebra na sua popularidade.

Uma das causas para este chamado "segundo reinado" de Isabel, foi o diferente carácter do seu governo e do conselho privado na década de 1590. Uma nova geração tinha chegado ao poder. Com a excepção de Lord Burghley, os políticos mais importantes de Isabel tinham morrido por volta desta década: o conde de Leicester em 1588, Sir Francis Walsingham em 1590, Sir Christopher Hatton em 1591. Conflitos entre facções do governo, algo que nunca tinha existido a um grande nível antes desta década, tornava-se agora na principal característica do mesmo. A forte rivalidade que existia entre o conde de Essex e Robert, filho de Lord Burghley, bem como dos seus apoiantes, pelas posições mais altas no governo deteriorou a política do país. O poder pessoal da rainha diminuía cada vez mais, como se pode verificar pelo caso de Dr. Lopez, o seu médico. Quando o conde Essex o acusou indevidamente de traição por causa de um despeito pessoal, a rainha não conseguiu impedir a sua execução, mesmo apesar de não ter concordado com a sua prisão e não acreditar na sua culpa (1594).

Nos seus últimos anos de reinado, Isabel passou a depender cada vez mais da concessão de monopólios como um sistema de financiamento sem custos em vez de pediu mais dinheiro ao parlamento durante a guerra. Contudo, esta prática levou rapidamente a uma fixação de preços que enriqueceu os membros da corte ao custo do público, algo que espalhou ressentimento por todo o país. Este problema culminou em agitação na Câmara dos Comuns durante o parlamento de 1601. No seu famoso "Discurso Dourado", dado no dia 30 de Novembro de 1601, Isabel afirmou desconhecer dos abusos e conquistou os membros do parlamento com promessas e o seu tradicional apelo à emoção.

Contudo, este período de incerteza econômica e política deu origem a um florescer literário sem precedentes em Inglaterra. Os primeiros sinais de uma novo movimento literário começaram a aparecer no início da segunda década do reinado de Isabel com a publicação de A Anatomia do Espírito de John Lyly e The Shepheardes Calender de Edmund Spenser em 1578. Durante a década de 1590, alguns dos maiores nomes da literatura inglesa amadureceram, incluindo William Shakespeare e Christopher Marlowe. Durante este período e na era jacobina que se seguiu, o teatro inglês atingiu o seu ponto máximo.

À medida que Isabel envelhecia, a sua imagem foi mudando. Era retractada como Belphoebe (Bela Diana) ou Astreia e, depois da Armada, como Gloriana, a eterna fada rainha jovem do poema de Edmund Spenser. Os seus quadros começaram a tornar-se cada vez menos realistas e mais um conjunto de figuras enigmáticas que a faziam parecer muito mais jovem do que era. A verdade era que a sua pele tinha ficado marcada por um ataque de varíola em 1562, que a tinha deixado meio careca e dependente de perucas e cosméticos. Sir Walter Raleigh chamou-a de "uma senhora a quem o tempo tinha ultrapassado". No entanto, quanto mais a beleza de Isabel desaparecia, mais a corte a admirava.

Isabel gostava de representar esse papel, mas é possível que na última década da sua vida tenha começado a acreditar no seu próprio poder. Nessa altura, Isabel começou a gostar do jovem encantador mas petulante Robert Devereux, conde de Essex, que era enteado de Leicester e tomava muitas liberdades com ela, que a rainha perdoava. Nomeou-o repetidas vezes para postos militares, apesar de a sua irresponsabilidade aumentar cada vez mais. Após a fuga de Essex do seu comando na Irlanda em 1599, Isabel colocou-o em prisão domiciliaria no ano que se seguiu, retirando-lhe os seus monopólios. Em Fevereiro de 1601, o conde tentou convocar uma rebelião em Londres com o objectivo de prender a rainha, mas teve pouco apoio e acabou decapitado no dia 25 desse mês. Isabel sabia que a culpa era em parte dos seus erros de julgamento. Um observador escreveu em 1602 que "o que ela mais gosta é de sentar-se no escuro e por vezes derramar lágrimas de lamento por Essex".

Morte

Isabel I por George Gower.

O principal conselheiro de Isabel, Burghley, morreu no dia 4 de Agosto de 1598. O seu cargo político passou para o seu filho, Robert Cecil, que pouco depois se tornou líder do governo. Uma das suas principais tarefas foi a de preparar o país para uma sucessão sem problemas. Uma vez que Isabel não queria revelar o nome do seu herdeiro, Cecil foi obrigado a agir em segredo. Assim, começou as negociações em código com o rei Jaime VI da Escócia, que tinha direitos fortes de sucessão, embora estes não fossem reconhecidos. Cecil aconselhou Jaime a ser gentil e paciente com Isabel. O conselheiro funcionou. O tom de Jaime agradou à rainha.

A saúde da rainha permaneceu sem sobressaltos até ao outono de 1602, quando uma série de mortes dos seus amigos a fizeram entrar em depressão. Em Fevereiro de 1603, a morte de Catherine Howard, condessa de Nottingham, sobrinha da sua prima e amiga chegada Lady Knollys, algo que foi um golpe particularmente duro para Isabel. Em Março, Isabel sentiu-se doente e permaneceu num estado de "resignação e melancolia permanente". Morreu em 24 de março no palácio de Richmond, entre as duas e as três da manhã. Poucas horas depois, Robert Cecil e o conselho declararam Jaime VI da Escócia como novo rei de Inglaterra.

Com sessenta e nove anos de idade, foi monarca que governou em Inglaterra por mais tempo até sua época. Sua marca só foi superada quando Jorge II morreu com setenta e sete anos em 1760. Isabel foi enterrada na abadia de Westminster, ao lado de sua irmã Maria I. O epitáfio de seu túmulo é a inscrição latina "Parceiras no trono e na sepultura, descansamos aqui duas irmãs, Isabel e Maria, na esperança de uma ressurreição".

O testamento deixado por Henrique VIII declarava que Isabel devia ser sucedida pelos descendentes de sua irmã mais velha, Maria Tudor, duquesa do Suffolk, em detrimento dos descendentes escoceses de sua irmã mais velha, Maria Tudor. Se sua vontade fosse atendida, Isabel seria sucedida então por lady Anne Stanley. Se, entretanto, as regras da primogenitura masculina prevalecessem, o sucessor seria Jaime VI, rei de Escócia. Outros nobres podiam ainda reivindicar o trono. Incluíam-se entre estes o Sr. Edward Seymour, barão de Beauchamp (filho ilegítimo de lady Catherine Grey) e William Stanley, conde de Derby (tio de Anne Stanley).

Algumas fontes históricas referem que Isabel nomeou Jaime seu herdeiro em seu leito de morte. De acordo com uma história duvidosa, quando questionada sobre quem nomearia como herdeiro, Isabel teria respondido, "quem poderia ser além de meu primo da Escócia?". De acordo com outra, disse, "quem além de um rei poderia suceder uma rainha?". Finalmente, uma terceira lenda sugere que permaneceu em silêncio até sua morte. Não há nenhuma evidência para provar qualquer desses episódios. Em todo caso, nenhum dos herdeiros alternativos reivindicou trono. Jaime VI, o único sucessor viável, foi proclamado rei de Inglaterra com o nome de Jaime I algumas horas após a morte de Isabel. A proclamação de Jaime I abriu um precedente histórico porque foi feita, não pelo próprio monarca, mas por um Conselho de Ascensão, já que Jaime se encontrava na Escócia. Os conselhos de ascensão e não os novos monarcas continuam a fazer a proclamação dos reis na prática moderna.
[editar] Legado

Isabel provou ser um dos monarcas mais populares da história da Inglaterra. Ela ocupou o sétimo lugar na lista dos Cem Maiores Britânicos, que foi organizada pela BBC em 2002, superando todos os outros monarcas que apareceram no ranking.

Já os historiadores em geral parecem não admirar tanto o reinado de Isabel. Embora durante este período a Inglaterra tenha obtido muitas vitórias militares, Isabel foi uma figura bem menos central do que outros monarcas como, por exemplo, Henrique V. Isabel foi criticada também por apoiar o tráfico de escravos na Inglaterra. Seus problemas com a Irlanda servem também para manchar seus registros.

Por outro lado, Isabel foi uma rainha bem sucedida, ajudando firmemente a nação, mesmo herdando um enorme débito nacional de sua irmã Maria. Sob o seu comando, a Inglaterra evitou uma invasão espanhola. Isabel também conseguiu impedir a deflagração de uma guerra religiosa ou civil no solo inglês. Suas realizações, entretanto, foram exageradamente louvadas após sua morte. Foi descrita alguns anos mais tarde como uma grande defensora do Protestantismo na Europa quando, na realidade, hesitava frequentemente antes de vir em auxílio de seus aliados protestantes. Como sir Walter Raleigh disse em relação à sua política estrangeira, "sua Majestade fez tudo pela metade".

Teatro isabelino

Teatro Isabelino

Teatro isabelino (1558 - 1625) é uma denominação que se refere às obras dramáticas escritas e interpretadas durante o reinado de Isabel I de Inglaterra (1533 - 1603), e é associado, tradicionalmente, à figura de William Shakespeare (1564 - 1616).

Na realidade, os estudiosos estendem, geralmente, a era isabelina até o fim do reinado de Jaime I, em 1625, e mais tarde, incluindo seu sucessor, Carlos I, até a clausura dos teatros no ano de 1642, por causa da Revolução inglesa (teatro carolino). O fato de se prolongar além do reinado de Isabel I faz com que o drama escrito entre a Reforma e a clausura dos teatros em 1642 se denomine Teatro renascentista inglês.

Isabel I na cultura popular

Muitos artistas glorificaram Isabel I e mascararam sua idade em seus retratos. Isabel frequentemente era pintada vestida em risos, e em alguns segurando uma peneira, símbolo da virgindade. Benjamin Britten escreveu uma ópera, Gloriana, sobre o relacionamento entre Isabel e Lorde Essex, composta para a coroação de Isabel II do Reino Unido.

Foram abundantes as interpretações notáveis de várias atrizes no papel de Isabel, tanto no cinema como na televisão. De fato, é a monarca britânica que mais vezes aparece como personagem em filmes. Provavelmente, a primeira atriz a representá-la nas telas foi à francesa Sarah Bernhardt em Amours de la reine Elisabeth. Foi interpretada pela atriz inglesa Glenda Jackson no filme Mary Stuart, Queen of Scots (Mary Stuart, Rainha da Escócia) e na minissérie da BBC "Elizabeth R." (Rainha Elizabeth, no Brasil), ambos de 1971. Foi também interpretada por Bette Davis em "The Private Lives of Elizabeth and Essex" (Pt:"Isabel da Inglaterra/Br:"Meu Reino por Amor"), de 1939. Em 1953 foi a vez de Jean Simmons viver o papel em "Young Bess" (Br:"A Rainha Virgem"). Mais recentemente, Judi Dench, no filme Shakespeare in Love (Shakespeare Apaixonado), de 1998 e Cate Blanchett, em Elizabeth, também de 1998, e na continuação, Elizabeth: The Golden Age (Elizabeth: A Era de Ouro), de 2007, voltaram a desempenhar esse papel. Dench ganhou o Óscar pela sua interpretação. Recentemente, em MMV, a BBC produziu a série televisiva A Rainha Virgem. Também o Channel 4 (em associação com a HBO) produziu, em 2005, a mini-série intitulada Elizabeth I, protagonizada por Helen Mirren, vencedora de um Globo de Ouro por esta sua interpretação. Conta também com a participação do ator Jeremy Irons.

Muitos romances foram escritos sobre Isabel. Entre estes, podemos citar Isabel, de Rosalind Miles e Queen of this Realm, de Jean Plaidy. A escritora Margaret Irwin escreveu uma trilogia que trata exclusivamente da juventude de Isabel: Young Bess, Isabel, Captive Princess e Isabel and the Prince of Spain. Esses livros inspiraram os roteiristas de A Rainha Virgem, filme de 1953 com Jean Simmons, no papel da monarca, e Charles Laughton, como Henrique VIII.

A partir do século XX, a rainha tem sido considerada por alguns como uma espécie de precursora do feminismo.

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